"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

TEM PÃO VELHO?



Vou contar um fato corriqueiro que, inesperadamente, me trouxe uma grande lição de vida.

Era um fim de tarde de sábado.

Eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelado por um garotinho com pouco mais de 9 anos, dizendo:

- Senhor, tem pão velho?

Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.

Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei:

- Onde você mora?

- Depois do zoológico.

- Bem longe, hein?

- É… mas eu tenho que pedir as coisas para comer.

- Você está na escola?

- Não. Minha mãe não pode comprar material.

- Seu pai mora com vocês?

- Ele sumiu.

E o papo prosseguiu, até que eu disse:

- Vou buscar o pão. Serve pão novo?

- Não precisa, não. O senhor já conversou comigo, isso é suficiente.

Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança, daquele menino de apenas 9 anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.

Caros amigos, quantas lições podemos tirar desta resposta:

"Não precisa, não. O senhor já conversou comigo, isso é suficiente!"

Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!

Alguns anos já se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa...

E eu dando "pão novo", mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.

Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse:

"Eu sou o pão da vida!"

Verifique quantas pessoas talvez estejam esperando uma só palavra sua.

- Tem pão velho?


(Texto recebido por e-mail)


RF

9 comentários:

Ricardo Mamedes disse...

Regina, como vai?

Beleza de textinho... Simples, dramático e que nos faz refletir. Pão da vida... é o que nós todos precisamos, nesses dias difíceis.

Você já observou como andam buscando freneticamente deus? Mas que deus? Um deus qualquer, eu diria. O deus da troca, da promessa de curas, milagres, sinais e prodígios.

Enquanto isso, quantos precisam de pão da vida! Aquele, representado pelo Evangelho simples de Cristo, o Evangelho da graça, da salvação imerecida.

Quase vi o menino e me entristeci por ele. Há tantos por aí, tão ou mais necessitados de uma palavra amiga que lhes acaricie a alma, do que propriamente de engolir um naco de "pão velho".

Eu ando notando que aqueles que amam verdadeiramente a Deus estão ficando amargurados. E eu sou um deles.

Grande abraço e que Deus nos abençoe a todos.

Ricardo

O Pastor disse...

Realmente,
Pequenos gestos SEMPRE fazem toda a diferença. Que bom seria se todos, um dia, conseguíssimos perceber isso de uma vez por todas.
Amo seu blog.

Ah, estamos com um podcast lá no blog. Entre e faça seu comentário, é sobre o livro A CABANA

Copie o link abaixo e cole no seu navegador se quiser baixar o podcast
http://www.4shared.com/audio/ZIXk45wA/D_podcast_editado_2.html

Ou, se quiser, ouça direto no blog:

http://diariodoppastor.blogspot.com/2010/04/primeiro-podcast-retendo-o-bem.html

Paz.

Regina Farias disse...

Oi, Ricardo

Seja bem vindo!

É sempre uma alegria ter você por aqui abrilhantando os textos do meu blog com seus comentários.

Então...

São textos curtinhos assim que têm a ver com vida real, vida prática, que mexem comigo, me fazendo tomar uma atitude.

E quanto a texto curto... Quem sabe um dia eu aprendo a escrever rss

Daqui pra lá eu vou tentando :)

Abração

R.

Regina Farias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
sarah disse...

Regina,

Nós dois sabemos que a qualidade do texto não se mede pela quantidade de linhas, se muitas ou poucas, não é mesmo? Quanto aos seus textos, grandes ou pequenos são sempre ótimos!

É que há alguns textos simples, curtos e que são belíssimos, como esse último. E sabe porquê? Justamente porque falam diretamente à alma, tocando profundamente a quem lê. Portanto, não receba o meu comentário como crítica, mas como elogio mesmo.

Abraços. Em Cristo.

Ricardo

Regina Farias disse...

Ricardo,

Fique tranquilo pois não tomei suas palavras como crítica.
É minha auto-crítica imperando mesmo.
Eu escrevo demais, afe!
´Ce não tem noção, não rss
Esse blog aqui é fichinha, tente ver meus arquivos pessoais:)

Abs...

R.

Regina Farias disse...

Oi, “O Pastor”(xi, ñ sei teu nome)

Seja bem vindo, sente, tome uma gelada (Água!:)

Bem...
Agora que o deslumbramento em cima desse livro já passou – e já que você pediu a minha opinião- antes de ir lá vou tentar não ser a prolixa de sempre rss

Eu tenho uma opinião bem particular sobre esse livro que, pra ser sincera, não entendo porque causou tanta polêmica no meio evangélico. Até parece que é um povo inseguro que se assusta com um vento literário um pouco mais forte, um vento diferente...

Confesso que relutei em ler, demorei um pouco, e só o fiz quando acabou o oba-oba em cima dessa história.

Mas também não vou dizer que o fiz com aquele prazer especial que me conduz a uma leitura.

Como costumo dizer, acionei o botão da leitura dinâmica, inclusive admitindo que aqui e ali eu pulei alguns parágrafos inúteis e desnecessários para compor um raciocínio lógico que me conduzisse em meio à narrativa (risos)

Devo dizer que o que me impulsionou de fato à leitura do mesmo foi um comentário que li casualmente em um blog, e não pelo comentário tão igual a outros, mas simplesmente por ter me chamado à atenção aquele extenso currículo. E não que currículo me impressione, jamais! O que me impressionou foi ver aquele senhor com currículo tão, digamos, recheado, inquietar-se com a popularidade desse livro, atribuindo ainda, tal popularidade, à “falta de conhecimento teológico básico”.

Chega a ser engraçado esse "estudo" que fazem, esmiuçando o livro, criando polêmicas, supervalorizando o livro, (fazendo marketing indireto rss), levantando questões que a meu ver, nada têm a ver com o real sentido da história.

Eu vejo essa narrativa literária como um devaneio onde o personagem traumatizado se dá inteiramente ao direito de se deliciar e pronto. É assim que eu vejo, foi assim que li.

Afinal, se havia alguma observação parecida com “descrição bíblica” ou coisa que o valha, teríamos que dar aqui, o desconto da velha tática da “leitura dinâmica” pois realmente se havia – e eu duvido!- me passou despercebido.

Ora, o que a narrativa me diz claramente é que não se trata de uma pseudo-teodicéia, e sim de uma ficção, ué! Não é livro de consultas doutrinárias (risos).

Eu penso assim: Deixa quem quiser ler seus livretos conforme o próprio fígado rss e o (mau) gosto literário, ué!

E quem quer respostas verdadeiras, eternas, simplesmente vai à Fonte.

Simples assim!

Não vejo por que se preocupar com o "cristianismo evangélico" - não por essa via- como acentua e rotula essa pessoa que segundo o blog -Pasme!- é um dos principais líderes entre o povo evangélico norte-americano.

Pois é...

É como eu comentei ontem mesmo no blog de um amigo em texto sobre esse lance de líder.

A pessoa acaba se achando o representante de Deus aqui na Terra. E a Terra povoada de meninos na fé que preferem ter um Pai de mentirinha que lhes dê um pão sem miolo... é prato cheio!

(Quanto a não me estender... até que eu tentei :P)

Abs...

R.

***Adriana Rocha*** disse...

A coisa mais linda de se entender que Jesus esta o tempo todo ao nosso lado testando nossa sensibilidade como daqueles dois no caminho de Emaus...

Pude numa manifestação dessas aprender de forma muito simples coisa de Deus eu vou te contar: certa vez quando eu ainda era casada via meu filho que hoje tem 6 anos que na ocasião eram 4 muito apaixonado pelo pai, por onde meu ex marido andava ele estava falando ...falando...falando... nem banho Roberto pode tomar tranquilo neste dia (risos), Matheus muito inteligêntemente percebeu que seu havia ficado um pouco bravo ao ter que abrir a porta durante o banho falou:

Pai voce gosta de conversar comigo?

Roberto não resistiu e disse:

Meu filho amado eu amo conversar com você!

Matheus mais que rápido falou: então eu tenho que tomar banho com você dai vamos conversando... Roberto deixou (como resistir?)

Refletindo aquilo que estava acontecendo eu já estava na cama e pensei: Senhor que lindo quero ser como Matheus nem na hora do banho quero deixar de conevrsar contigo,quero ser irresistivem como essa criança afinal Tu és meu Pai, posso compreender de forma clara como me relacionar contigo como Jesus fazia (como filho!!)
Pai Filho e o Espirito Santo quanseu papel nesta historia já qué É um Deus trino?

Ouvi um som dizer:

Este de te ensinar como se faz.


simples assim deposi te conto do episódio com a chupeta...(rs) adorei teu blog e sou tua seguidora Bora ler e falar de Deus

Marcos disse...

Puxa vida ... isso me lembra de quando eu passo na Avenida Paulista indo trabalhar e encontro os garis varrendo a rua e sempre digo um bom dia! Eles sempre retornam o bom dia cordialmente, enquanto vejo diretores e gente "importante" ignorando a gente ...