"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

Translate

Mostrando postagens com marcador Nascer de novo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nascer de novo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Beleza



A História nos conta que, desde que o mundo é habitado por gente, se tem notícia dos adornos que homens e mulheres colocam em seus corpos para se tornarem mais atraentes. Nos dias atuais, com o avanço da Cosmética contra a natural ação do tempo e da agressiva ação externa, podemos lançar mão de muitos produtos cujo uso nos beneficia não somente em relação à higiene corporal, como no cuidado com os agentes externos agressivos (que podem causar não apenas manchas senis como câncer de pele), havendo ainda os inúmeros produtos que agem de forma saudável no retardamento do avanço do tempo. São cosméticos de todas as marcas e preços que beneficiam nossas unhas, nossa pele e nossos cabelos.

Sou capaz de apostar que não existe uma pessoa que não tenha lançado mão de certos truques para melhorar a aparência de alguma forma. Digo isso, porque muitos que seguem usos e costumes de determinadas doutrinas, repetem mecanicamente a vaidosa, equivocada e paradoxal afirmativa: ‘eu não tenho vaidade’. Ora, pode usar a indumentária exigida pela religiosidade, mas vaidade tem, sim. Abra os armários dos banheiros e observe se não tem uma gama de produtos de beleza, mesmo que sejam singelos xampus sem álcool, sabonetes perfumados, hidratantes, sais de banho, cremes clareadores de dentes, bloqueador solar e vários perfumes com fragrâncias diferentes.

As pessoas, de tão bitoladas na performance doutrinária, se policiam e se punem quanto à beleza exterior, e findam por confundir vaidade com o cuidado com o corpo. Aliás, essa vaidade que apregoam, não passa de mais um ponto doutrinário do kit faça isso, não faça aquilo, pois, afinal, a vaidade que desagrada a Deus está ligada às coisas do coração. Inclusive, o simples fato de inchar o peito e dizer, orgulhosamente, não tenho vaidade já consiste em vaidade, uma vez que a pessoa acredita que essa posição a faz melhor diante de Deus, o que não é verdade. Trata-se de mais um equívoco doutrinário que usa exterioridades como ‘virtudes’.

É óbvio que nenhum tratamento de beleza esconde um coração feio, maldoso e desagradável. Mas, bora combinar que as roupas exigidas pela doutrina, também não conseguem esconder um coração com essas mesmas características. Deus não olha para a exterioridade e, sim, para as intenções e atos advindos do coração. Além disso, não há nenhum mérito em nós, para que Deus nos faça Seus queridinhos. Ele usa de Sua compaixão e Sua misericórdia não pela bondade que, eventualmente, habite em nós, mas pela bondade que habita n’Ele.

Portanto, tratamento de beleza, adereços e roupas de boa qualidade têm seu devido valor, uns apenas como enfeites e não sendo condenáveis por isso. A questão é que algumas mulheres supervalorizam como sendo seu estilo de vida, sua segurança, sua arma. Então, nem tanto ao céu nem tanto ao mar. Usemos tudo com moderação e bom senso e está tudo certo.

Muitos líderes machistas (que usam excelentes loções pós barba!!!), se baseiam em narrativas de cartas do NT (1Pe 3.3 e 1Tm 2.9), para impor suas teses doutrinárias, mas a ideia ali não foi desvalorizar a aparência exterior da mulher, e sim, chamar a atenção para as suas qualidades internas como sendo o que há de mais importante. Pois, as mulheres mais influentes se exibiam com seus adornos, distraindo e desviando o foco. Como acontece ainda nos dias de hoje. Observando o texto dentro do seu devido contexto, entendemos claramente que o que ali é dito não serve, de maneira nenhuma, como regra religiosa. E, menos ainda, como medida de salvação. O bom senso é que deve ser sempre o fiel da balança. Em qualquer lugar, espaço ou situação.

Por outro lado, as narrativas bíblicas nos falam tanto sobre beleza interior, como sobre beleza exterior. Muitas mulheres da Bíblia se destacam. Sara, Rebeca, Raquel, Abigail, Bate-Seba, Rute e Ester usaram seus truques de beleza. A rainha Ester fez um verdadeiro tratamento de beleza. No seu livro podemos encontrar a descrição de um completo concurso de beleza. Esse ‘banho de lua’ que usamos atualmente e que inclui depilação, esfoliação, hidratação, não tem nada de novo. A rainha Ester já fazia uso desse ‘truque’ com os óleos aromáticos e especiarias importados da Pérsia. (Et 2.12). Os exemplos bíblicos são vários, mas ressalto o de Ester porque sua história faz parte da obra salvadora de Deus na História. E nem por isso ela reprimiu seus atributos de beleza exterior.

A aparência da mulher cristã deve ser complemento de seu espírito interior, e beleza é mais do que um rostinho bonito e atraente ou o hábito de andar na última moda, seguindo as tendências atuais. Boa higiene, pele bem cuidada, saúde dos dentes e dos cabelos como sendo reflexo de uma alimentação equilibrada, trajes adequados à ocasião e modos apropriados, dão elegância e graça, sendo uma forma exterior de exibir um estilo interior.

Portanto, manter uma boa aparência, limpa, bonita e apropriada, é responsabilidade de toda mulher cristã. Afinal, convenhamos, uma mulher desleixada com a própria aparência não pode ser exemplo de cristã. E não se trata de marketing ou algo forçado, mas de coerência. Além do mais, o rosto da mulher é, em geral, o espelho do seu coração. Pois, quando ela confia no amor de Deus, suas feições se suavizam e as rugas se atenuam. Aquela expressão típica de quem está aflita e preocupada não faz parte dessa imagem, já que a paz e a alegria interiores refletem-se naturalmente na expressão facial. Aliado a isso, ações e atitudes indicam claramente onde está a segurança da mulher.

Se o seu coração está firmado na verdadeira paz que excede todo entendimento e na alegria que vem de Deus, independentemente das circunstâncias, sua aparência exterior vai refletir o entusiasmo e uma profunda sensação de bem-estar. E, claro, nenhum truque de maquiagem consegue esse tipo de feição. Pois, a verdadeira beleza - que não desaparece nem com o tempo - vem de dentro e se manifesta pela entrega total a Jesus.


Euzinha e meu cabelito he he


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Desigrejada, eu?!




Date: Wed, 27 Nov 2013 15:58:21 -0200

Subject: Oie

From: xxxxxxxxx@gmail.com

To: reginaxxxxxxxxx@hotmail.com



Como está, amada?
Creio que meu provável tcc vai estar ligado à questão religiosa. Hehe.
A senhora se reúne em alguma denominação?
Qual e a sua visão do que e igreja?

De:Regina Farias (reginaxxxxxxxxx@hotmail.com)
Enviada:quinta-feira, 28 de novembro de 2013 12:51:32
Para:XXXXXXXXXXXX (xxxxxxxxxxxxx@gmail.com)


Oi, menina!
Tá tudo blz!

Desculpe a demora mas é que esses dias foram meio corridos.

Olha, quanto à frequência e visão de igreja sou meio polêmica para os mais conservadores. Até herege para alguns.

Mas vou tentar resumir, se bem que no meu blog eu digo em vários textos porque não acredito em igreja fixa. Nunca acreditei, desde quando era católica. Migrando para a igreja evangélica ao me converter ao Cristo, vi que não há qualquer diferença na crença do deus-denominação, provocando inúmeros vícios e equívocos 'em nome de Deus'. Embora - e isso é óbvio até demais! - haja os defensores ferrenhos de plantão, ativistas incansáveis, atalaias destinados a apontar fugitivos indisciplinados, desordeiros e rebeldes.

Ah, minha irmã! Se for pra embasar que precisamos frequentar igreja porque assim Jesus determinou (?!) muita gente encontra - convenientemente - mil razões na própria bíblia.  Afinal, o homem é perito em racionalizações. Quando ele defende uma causa haja justificativas rss E, sendo para usar versículos fora do contexto em seus discursos de púlpito, então... Aí é que os líderes igrejistas recorrem à 'Palavra de Deus'!

Ainda ontem mesmo, coincidentemente, vi no Púlpito Cristão, um texto enorme e enfadonho onde o autor tenta desesperadamente denegrir a imagem (risos) dos desigrejados. Aliás, esses fariseus atuais falam de desigrejados como se falassem de leprosos modernos. É um adjetivo onde a acusação já vem implícita, do tipo: seu... Seu... Seu desigrejado! E creio que o desespero vai além. Na minha opinião (pelo que leio nas entrelinhas de seus escritos - alguns destes, gente respeitada no meio acadêmico) trata-se de um grupo que morre de medo que os desigrejados arrebatam seu rebanho, só pode he he. Sim, porque os argumentos que eles chamam de bíblicos são tão toscos e tão pateticamente contraditórios que não convencem nem a uma criança de seis anos de idade. Enfim, que se diga de passagem aos apedrejadores desavisados: nada contra igreja enquanto ajuntamento para, incondicionalmente, se reverenciar a Deus. 

Não me considero exatamente uma desigrejada, já que sou confirmada* por livre e espontânea vontade. Consciente e adulta. Paradoxalmente, nenhum dirigente de igreja manda em minha vida, meus atos, meu comportamento. Tampouco existe um 'líder espiritual' - nem pessoalmente nem eclesial - com o qual eu me aconselhe para eu tomar uma decisão séria na minha vida. Nunca houve nem mesmo quando era 'novinha na fé'. Não delegarei a outro, jamais, capacidades que Deus me deu de graça, quando Ele a mim se revelou de forma pessoal e inconfundível: bom senso - para não entrar na viagem do senso comum - e discernimento - para entender o que é bom senso e senso comum. Não digo que não cometo erros, isso é outro departamento. Mas não preciso de um guia espiritual aqui na Terra. Já trago tatuado no coração o Modelo a seguir. Com todos os meus erros e acertos! Como ser humano, simplesmente.

Quanto ao meu conceito pessoal de 'igreja', eu poderia usar várias expressões de Jesus para definir o que é Igreja, bastando para isso, seguir Seus passos nos quatro evangelhos. Mas, se é pra resumir o pensamento dEle, fico com uma única expressão Sua. Contundente e inconfundível: 'Onde houver dois ou mais reunidos em meu nome, ali estou'. Isso, simplesmente põe por terra todo o aparato institucional que os dirigentes religiosos insistem em manter há mais de dois mil anos.


Se é pra resumir o pensamento dos apóstolos, Lucas fala algo muito claro, e também conciso, no livro de Atos. Só não entende quem não quer: Deus não habita mais em casas feitas por mãos humanas. E, ainda, se é pra seguir o 'quinto' evangelho, Paulo diz - claramente também - em uma de suas cartas que o ministério para o qual Deus nos convocou foi o da RECONCILIAÇÃO.

Ora, isso é a essência da Boa Nova! Deus saiu do santuário para habitar para sempre nos corações daqueles que nEle crê. Aí vem o 'crente' e fica refazendo o que não é novidade e que a igreja católica já fez - e faz - há séculos: aprisionar Deus em um tabernáculo, desfazendo o que Jesus fez, anulando a Nova e Eterna Aliança.

É isso que penso. Penso e vivo. Evangelho puro. 

Só que - bora combinar - fica difícil pra religioso fundamentalista com seus acréscimos, engolir algo tão simples. Porque é simples mas não é fácil para sua arrogante performance. Precisa-se acrescentar algo mais para incrementar essa 'adoração'. Porque essa adoraçãozinha de esvaziar-se de si-mesmo e doar-se para o outro, além de complicada (risos), não chama atenção de ninguém. Há de haver algo exterior que mostre aos outros o quanto esses adoradores são amados por Deus. Some-se a isso um vaidoso estudo acadêmico a uma natureza humana sofismática e temos explicações - as mais esdrúxulas - acerca do que Jesus mandou. Some-se a isso a conveniência doutrinária e temos líderes aos montes em seus púlpitos ordenando 'em nome do Senhor Jesus'. Some-se ainda a isso tudo uma cultura religiosa arraigada e temos assíduos frequentadores idólatras da santa madre igreja evangélica 'apostólica', cada vez mais viciados em santidade performática.

*Esclarecendo: no meu entender, 'confirmação' é uma cerimônia na qual a pessoa se compromete publicamente com a igreja enquanto instituição. Para mim, de nada serve essa exposição toda, se no meu coração não há - de antemão - um comprometimento sincero e desarmado com a igreja propriamente dita. E, como igreja para mim é algo bem abrangente, não se resumindo a quatro paredes eclesiais, nesse sentido eu não me sinto comprometida com nenhuma instituição religiosa nem tampouco vejo frequência ao 'culto' como pontuação na escala espiritual. Se convocada a participar de algum evento, um ministério programado, irei com prazer se não estiver agendado outro compromisso igualmente sério. Pois o meu compromisso é no caminho da existência onde amparar um caído não está atrelado a crachá igrejista.

Como disse meu amigo Martorelli dias atrás no Facebook:
Culto precisa ser vida. 
Quando culto se resume a algo que tem lugar, hora e grupo 
ele sofreu um reducionismo que o descaracteriza. 

Na Paz...

Rê.

sexta-feira, 15 de março de 2013

A tradição religiosa e a CRUZ.




Muitos de nós conhecemos apenas as narrativas do Evangelho. Mesmo sabendo Quem é a Verdade, estacionamos lá naquela parte do acontecimento da crucificação sem realmente crer na Cruz de Cristo.

Seguimos fielmente determinados simbolismos. Rejeitando uns e idolatrando outros. Por exemplo, a emblemática cruz, como simbolismo religioso nas igrejas e nas catacumbas, chega a ser tenebrosa para alguns denominacionais. E isso, porque aprendemos desde a infância, a associar cruz à morte, prosseguindo com esse equívoco durante toda uma vida adulta fortemente induzida pela 'crentice' religiosa. Uns ainda, mais fracos, sugestionáveis e supersticiosos, chegam a acreditar que o tinhoso está por trás de qualquer figura que lembre uma cruz. E não que uma cruz - ou qualquer outro objeto - tenha alguma força em si, boa ou ruim. Mas se for para ser analisada pelo simbolismo, cruz vazada nos remete ao Cristo ressurreto.

Continuamos insistentes com a tradição cultural e religiosa que os judaizantes e os católicos imprimiram fortemente nas nossas vidas. Acrescentando simbolismos convenientes à denominação como componente necessário ao ritual religioso. E, como no passado, continuamos falando de Deus como se Ele estivesse longe, quase ausente. Um ídolo a ser adorado, mas distante. Um ídolo que nos impõe um kit religioso para que estejamos com Ele e Ele conosco.

Nossa confissão é de crendice religiosa coletiva e nunca da fé individual que nos dá a certeza de que somos aceitos individualmente pelo Senhor e Redentor que diz ‘o meu justo viverá pela fe’. 

Seguimos uma interminável lista de ‘não faça isso’ ou ‘faça aquilo’ quando Jesus nos diz, claramente, que isso tudo é bobagem inútil e vã e que o mal está é no coração.

O mais curioso de tudo é que preferimos abraçar a causa do pacote coletivo, fingindo que está tudo bem externamente, enquanto intimamente nos falta crer que Jesus pagou o preço dos nossos pecados. Repetimos, coletivamente, que Ele morreu pelos pecadores, mas sozinhos, isoladamente com as nossas crises existenciais, não temos a paz que Ele nos deixou quando morreu e ressuscitou por cada um, individualmente.

Jesus não quer ser apenas o Salvador do mundo, Aquele que tem misericórdia dos pecadores. O benefício da nova e eterna aliança terá que ser experimentado individualmente. No cotidiano. Nas circunstâncias. Nas crises. Nas dificuldades. Nos relacionamentos. Porque assim fomos lavados e assim vamos sendo curados. Assim nos desarmamos e nos colocamos por inteiro diante da Graça que já lavou todos os nossos pecados.

Mas preferimos viver um eterno e cansativo ritual religioso. Uma penitência herdada do catolicismo que nos acusa, nos pune e nos limpa (?) com sacrifícios grupais. Em horários programados e diante do oráculo. Sacrifícios que remontam a antiga aliança de Deus com os israelitas (e seus acréscimos!). Pequenos holocaustos forjados pela religiosidade que nunca entendeu o Evangelho.

Afirmamos como em mantra que Deus é juiz. Com pavor do dia desse tal juízo, sem percebermos que esse Dia já aconteceu. Que o julgamento tão temido é daqueles que não quiseram a salvação oferecida graciosamente em Cristo. Sim, pois o que crê não será julgado e o que não crê já está julgado. Essa culpa neurótica e o juízo do si-mesmo impostos pela religiosidade, nos impedem de enxergar que Jesus cumpriu na Cruz todo o juízo. E nada poderá nos separar do amor de Deus.

Estamos tão acostumados com os rituais e as cerimônias que passamos a acreditar que arrependimento é deixar de fazer ‘certas coisas’ e, no domingo na igreja, ir à frente e dizer aos irmãos que agora sim, estamos agradando a Deus. Como vi no filme 'Coração de Pescador' ninguém descobre nada vomitando palavras de catecismo.

Enquanto os demais aplaudem nossa mudança linda porque não estamos mais indo para as baladas beber até cair, não percebemos em nós mesmos a mudança pra valer. A mudança que ocorre com o arrependimento. Arrependimento que nos traz a paz que se instala no peito e promove a confiança Naquele que nos acolhe e diz: está consumado. Aquele que nos diz que, Nele, o céu começa aqui. Ele que nos ensinou a orar de maneira correta, ‘venha a nós o Teu Reino’, indicando que o reino de Deus está dentro de nós.

Quem está em Cristo não teme julgamento pois já passou da morte para a vida.

O resto é crendice religiosa que neurotiza.

RF.

'A Crucificação foi um evento histórico. 
A Cruz é um poder existencial apropriado pela fé que descansa confiantemente em Deus'.


domingo, 3 de março de 2013

'Eu tô em outra'




A cantora Perlla, que chegou a ser considerada a "rainha do funk melody" carioca, agora se prepara para lançar seu primeiro álbum gospel intitulado "Minha Vida Mudou".
"Achei que não fosse cantar mais, não queria mais cantar. Estava feliz cuidando da minha casa, do meu marido, da minha filha", contou Perlla em conversa ao portal “UOL”. Os responsáveis por fazerem a artista mudar de ideia foram seu marido, o músico Cassio Castilhol, e Silas, o pastor da igreja que frequenta em Vilar dos Teles, baixada fluminense do Rio. "Em um mês o CD estava pronto. Nosso querer não é o querer de Deus", explicou.
"A Perlla antiga era muito doida, fazia coisas que não agradavam aos olhos de Deus. Bebia, fumava, tinha um comportamento que não condizia com a pessoa que nasceu em um berço evangélico", ressaltou ela. A fama e o sucesso, segundo Perlla, não a preenchiam. "Passei por muita tristeza e infelicidade", contou a cantora.

http://feeds.feedburner.com/NoticiasCristas
http://ads.tt/Hw1XdQ


Meu comentário:

Tem uma música (?!) que ela gravou que o nome é 'Eu tô em outra'. 
Minha esperança é que ela esteja realmente 'em outra'...
Porque (aqui pra nós)... Ah, musiquinha besta! 
E que seja 'em outra' mesmo! Em 'outra' que não seja religiosa. 
Pois beber e fumar são práticas que prejudicam a nossa saúde e por isso não são agradáveis ao Pai.

Que pai fica feliz sabendo que um filho está prejudicando a própria saúde?

Se raciocinássemos assim, com base em nossos vícios, não haveria um só convertido obeso no mundo, uma vez que a gula não agrada a Deus, pela mesma razão de se estar prejudicando a própria saúde, pondo em risco a preciosa vida.

Precisamos ter cuidado também com a nossa saúde mental (psíquica, emocional) para não cometermos o equívoco de achar que nascer em berço evangélico seja sinônimo de discípulo de Jesus e de 'salvo'.

Regras e doutrinas religiosas não são parâmetros de mudança de vida com Jesus e muito menos de salvação.

Fiquemos atentos ao Evangelho, desnudos de crentices religiosas. E repensemos nossos conceitos e valores diante da perspectiva de Deus. E não de doutrinas e práticas denominacionais.

RF.

domingo, 2 de dezembro de 2012

sábado, 1 de dezembro de 2012

Apriscos e gentios dos dias atuais...


'No essencial: unidade. no não essencial: liberdade. em todas as coisas: caridade'.

Comentário de Fabiano na postagem COEXISTIR

'O outro aprisco que Jesus disse não seria os gentios? Não acredito que um seguidor de Buda, Maomé, Kardec, etc. estejam sendo conduzidos por Cristo. Macro ecumenismo que muitos defendem (não estou dizendo que é o seu caso) é no mínimo incoerente com o que afirmam crer. PS: Claro que devemos coexistir com respeito, não sou fundamentalista. Nosso inimigo é outro'. 

.......

Resposta:

Tudo bem, os não judeus da bíblia eram os gentios. Mas... E quem seriam os gentios atuais?

Eu não queria me estender, mas antevejo isso. Afinal sou irremediavelmente prolixa. 

A ideia da postagem é para que a gente possa abrir a mente e refletir sobre nossa suposta superioridade espiritual. É esse pedantismo, essa pretensão, essa boçalidade nojenta que eu repudio. E, para quebrar esse paradigma meramente religioso precisamos rever urgentemente nossos conceitos e ler os Evangelhos TOTALMENTE despidos do denominacionismo.

Coexistir não significa rezar a mesma cartilha, ajoelhar-se diante dos mais variados deuses e prestar-lhes culto ritualístico e cerimonioso. Não é isso! Trata-se do culto no chão da existência; da vida prática onde se é unido pelo amor sem fronteiras. Ora, o amor de Cristo não é um pacote de crenças. Isso é religião. Religião segrega. Coloca muros. O amor une as pessoas. O sentido de coexistir nem mesmo é 'macro'! É amplo e irrestrito e está muito acima das religiões, crenças, cerimônias, rituais, preferências e discordâncias.

E se for para seguirmos o que disse e fez Jesus, não há outra alternativa senão nos unirmos a todos em amor. Mas um amor sincero, prático, sem demagogia, sem subserviência ou superioridade velada.

‘Engraçado’ que tem denominacionais que defendem com unhas e dentes algumas normas que Paulo estabeleceu dentro daquele contexto, mas fazem vista grossa para o que ele mesmo disse acerca do amor universal. Utilizam de forma distorcida o ‘evangelho segundo coríntios’ mas pulando o capítulo 13. Ou usando o capítulo 13 somente com os da própria crença e a seu bel prazer. Com os das outras crenças, ainda que ditas cristãs, eles olham com piedade, compaixão, mas tudo no sentido pejorativo, como se estivessem acima daqueles e só eles entendessem de Deus. Isso me enoja, me dá asco! E tão somente porque não é esse o propósito de Jesus por meio do Sacrifício da Cruz.

Observe que em seu ministério terreno, Jesus abordou a samaritana (e outras mulheres) rompendo com TODOS os códigos religiosos da época. Códigos estes que não eram só religiosos, era a própria Lei! Ele transgrediu as normas! Ele ultrapassou todas as fronteiras em nome do Seu Amor!

Observe também que em suas parábolas ele usa, propositalmente, exemplo de pessoas boas e que não eram do 'povo de Deus’. Ele usa um samaritano (Seria o umbandista de hoje?) para exemplificar acerca da única lei que a Ele interessa que cumpramos! Quem é o nosso próximo?! Perguntaria o intérprete da lei; como posso nascer de novo, foi a pergunta nonsense de um legalista extremamente culto que era ‘o cara’ que entendia de tudo e mais alguma coisa sobre religião; e o que governava um povo, mas não conseguia enxergar A VERDADE À SUA FRENTE? Eles não sabiam porque seus corações estavam petrificados, limitados e conduzidos pela rigidez da lei sem compaixão, invalidando a palavra de Deus pelas próprias tradições, pelos próprios acréscimos. Alguma semelhança com os religiosos atuais que usam Seu Santo Nome?

Observe ainda que Jesus ficou maravilhado com a fé do centurião e fez questão de dizer, com muito entusiasmo, que jamais havia visto fé como aquela nem mesmo no meio do ‘povo de Deus’. E, nesta mesma passagem, Ele faz uma declaração contundente sobre os que ‘se assentarão à mesa’, deixando bastante claro que ‘os filhos do reino’ ficariam de fora. Não consta que Jesus tenha chamado o centurião e cobrado dele alguma 'doutrina de fé'. Ao, contrário, o dispensa dizendo 'seja feito conforme a tua fé'.

Sinceramente, não sei como os fundamentalistas ‘cristãos’(!?) não conseguem entender algo tão simples.

(E, claro, não estou me referindo a você. Fabiano. Seu nome é Fabiano mesmo? Bom, não importa... Aliás, diga-se de passagem, que poucas são as pessoas que questionam assim tão respeitosamente como vc. Geralmente levam para o lado pessoal e se enfurecem).

Então, por que um budista, um kardecista, ou um maometano não pode ser conduzido por Cristo? Quem somos nós para determinar quais são aqueles que Jesus chamará de filho ou de filha, como aquela mulher que lhe tocou as vestes? Naquela passagem não consta seus dados pessoais. Ninguém sabia seu RG, sua procedência, seu credo. Não se sabia nem seu nome!

Mas, saiba, apesar de tudo, muito me alegra o desfecho do seu breve comentário. Nenhum desses que você mesmo citou é nosso inimigo. Disse tudo. Pois o inimigo de nossas almas é quem nos coloca contra estes. Aliás, este é o seu papel.

Só digo uma coisa muito séria. Quem quiser ler nos evangelhos sobre o ministério de Jesus aqui na terra, totalmente desarmado e despido das vestes religiosas que limitam e cegam, certamente irá se deparar com algo indiscutível: que Jesus perdia o controle, repudiava e se INDIGNAVA reagindo com veemência APENAS com os religiosos hipócritas e sem compaixão.

Isso já é um bom começo para quem quer rever seus pretensiosos, equivocados e ingênuos conceitos...

Quem tiver olhos para ver, veja!

RF.


O endemoninhado, a mulher e Jairo.









É impressionante o que nos revela Marcos 5 acerca da soberania de Cristo ante as necessidades do povo. Marcos, é, essencialmente, um livro de ação. O início de cada tópico é assinalado, na maioria das vezes, pela palavra ‘imediatamente’ (‘logo’ em algumas traduções) que aparece mais em Marcos do que em qualquer outro livro do NT. Em suas narrativas, é frequente o verbo no presente, para representar o ministério do Senhor Jesus, de uma forma dinâmica e vibrante, focando suas atividades. E não que o ensino seja menos importante, mas isso é assunto para outro texto... (Adaptado de ‘A Bíblia da Mulher’ – SBB – Ed. Mundo Cristão).

E essa passagem dinâmica que envolve um possesso, uma mulher determinada que O buscava pela fé e um religioso aflito, nos revela Seu propósito eterno.

A mulher só queria tocar-lhe as vestes e mais nada. Algo lhe dizia que isso a faria curada. Imagino sua dificuldade em alcançar Jesus no meio daquele povo que O comprimia. Considerando ainda que, certamente, ela sentisse medo de se aproximar das pessoas por ser impura para os conceitos daquela época. Mas, apesar de tudo, ela tinha convicção de que tudo mudaria em sua vida quando tocasse em suas vestes. E a passagem deixa bastante claro que seu corpo foi curado no exato momento em que tocou em Jesus.  O que ela não sabia é que isso não era suficiente para Jesus. Ele queria presentear-lhe com  o ‘pacote completo’ por ter sido movida pela fé.

Então, Ele para e pergunta:

- Quem me tocou?

Os discípulos ficaram espantados com aquela pergunta. Afinal, em meio àquele empurra- empurra, Jesus estava sendo constantemente tocado.

- Do que o Senhor está falando?!

Os discípulos (homens) só enxergam a multidão. Jesus, porém, olha para cada indivíduo. Poder havia saído dele mas a cura não havia sido completa. Ela era mais do que um corpo com hemorragia. Era uma mulher movida pela fé. E Jesus não se moveria dali enquanto a mulher não se aproximasse dele.

Jesus parou. Mesmo tendo um pedido urgente para ir socorrer a filha de Jairo. A essa altura, Jairo já se desesperava. Afinal, pela sua abordagem, não se podia dizer que ele era, exatamente, um homem de fé. E, Jesus, dizendo: só saio daqui quando a pessoa se apresentar.

Então, a mulher, trêmula de medo, não viu outra alternativa, senão cair aos Seus pés e se apresentar.

E Jesus deu-lhe uma resposta em quatro partes:
   
Chamou-a de filha – termo que revela intimidade e um profundo carinho.
Assegurou-lhe que seu corpo havia sido curado – por sua fé, e não por ela ter tocado em Sua roupa.
Mandou-a embora livre de ansiedades – vá em paz.
E livrou-a do mal  - alma curada, salva.

Entre a cura de um homem endemoninhado e a ressurreição de uma menina, a situação daquela mulher poderia ser considerada de menor importância segundo a avaliação humana, mas não segundo a de Cristo. Ele para e ajuda A TODOS.

O interessante é que Ele parou diante da fé daquela mulher que sabia que apenas ao tocar-Lhe, o sangue estancaria. Ao passo que, no mesmo momento, Jairo faz um pedido confiante na  cerimônia e no ritual utilizado à época.

Jairo diz:

- ‘...vem, impõe as mãos sobre ela, PARA QUE ela seja salva’.

Em outras palavras, o religioso certinho diz: vai e toca, faz o ritual, realiza o procedimento religioso/ cerimonioso PARA QUE haja a cura.

Mas, para Jesus, aquela 'imposição de mãos' que os religiosos usavam para evocar a cura tornara-se irrelevante diante daquele novo quadro que ora se apresentava.

Jesus tem algo a fazer antes... Porque a mulher do fluxo de sangue diz: se eu apenas tocar as Suas vestes... Essa mensagem de fé sensibilizou Jesus!

Jesus sempre transgrediu todas as convenções, tradições e rituais para socorrer quem nele crê e aquele momento não foi diferente. Naquele tempo, qualquer um que fosse tocado por uma ‘mulher impura’ seria considerado imundo. Entretanto, quando ela tocou Jesus Ele a tornou limpa. Em todos os sentidos!

A mulher o buscou pela fé. Jairo, confiante nos rituais de sua religiosidade. E, o primeiro, fora atendido devido aos seus distúrbios emocionais/espirituais/mentais. Cada um com seu motivo e abordagem específica. (Que quadro mais atual!) E Jesus os atende. A Seu modo, e não, conforme as convenções religiosas da época. Assim como Ele atende a Seu modo, nos dias atuais, A TODOS QUE O BUSCAM, independentemente das convenções religiosas. E cura até a quem não o busca, depende apenas de Ele querer, assim como ele teve compaixão daquela MULHER CORCUNDA. 

Enfim, nessa passagem bíblica Ele socorre os três. Porém, unicamente à mulher, Ele salva. Por sua fé.

Pense nisso!

“Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal”.



TEXTOS RELACIONADOS:

SALVAÇÃO PELA FÉ

SOMOS A NAÇÃO ABENÇOADA?

O POVO LHES DEU TAL AUTORIDADE





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vida com Deus

(Imagem de autoria do Zé Luís Jr*)


Tenho aprendido a cada dia que vida com Deus não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com religiosidade, cerimonialismo ou (menos ainda!) fanatismo. E sim, com a busca de uma vida prática saudável em todos os sentidos, onde se procura viver as relações de forma ponderada. Para isso, o primeiro passo  é nos desarmarmos e acalmar o coração, ironicamente, o nosso maior inimigo nessa busca. Pois o ministério que Jesus nos confiou (a todos, indiscriminadamente) foi o da RECONCILIAÇÃO. Com Ele, com nós mesmos e, consequentemente, com os outros. Essa é a ideia! Tão desconcertante de tão simples - diria o pregador...

Não temos nenhuma obrigação de adotar clichês como postura de verdadeiro cristão ou usar certos chavões religiosos para ganhar o céu. O que vale é se há a intenção prática no nosso coração ou se estamos participando de uma farsa coletiva para bajulação/negociação divina. Jesus dispensa rispidamente os bajuladores e clama por mais 'samaritanos' que não supervalorizam as leis, regras, normas e apenas têm o gesto simples, eficaz e necessário, no momento necessário e pronto. O resto é invenção do homem religioso. No dia em que cair a ficha do religioso de carteirinha, ele vai entender o quanto seu enorme esforço por ser/parecer bonzinho e certinho é vão e patético.

Se observarmos com cuidado, veremos que em suas cartas, Paulo fala de vida prática cristã. Gosto de bater nessa tecla, porque muitos veem Paulo como mais um religioso fariseu, seguindo essa falsa visão de seus escritos. Entretanto, na sua missão apostólica, sua ênfase sempre foi de apresentar instruções para uma vida cristã SINCERA no cotidiano, e não para uma vida religiosa, dentro dos moldes do líder da igreja. Inclusive, isso de pegar umas falas do apóstolo, para, a partir delas, montar uma igreja/doutrina supostamente do agrado de Jesus é, na realidade, atitude de natureza paganista.

Não perdemos nossa individualidade quando 'nos filiamos' a determinada instituição religiosa. Deus não é um tirano religioso. Aliás, foi Ele mesmo que nos concedeu essa individualidade preciosa! Adestramento é para animais, que não têm raciocínio, consciência, lucidez, senso crítico. Prerrogativas estas, que são presente de Deus a cada um, pessoalmente! E não, coletivamente, para um dirigente reacionário comandar. Senão, qual o sentido desse 'presente'? Portanto, façamos o uso CORRETO do que nos foi dado de GRAÇA.

Líderes extremamente respeitados também podem nos decepcionar. É por isso que Deus não considera posições e tipos de atuação (Rm 2.11) Uma coisa é o respeito pelo ofício, outra coisa é a fidelidade somente a Cristo. Ninguém espere de mim, reverenciar a quem quer comandar minha vida pessoal.
RF


LEITURA COMPLEMENTAR:

Todo fundamentalista é pagão, porque é confinador de quem é inconfinável, que é Deus. O fundamentalismo pratica a mais estúpida tentativa que o ser humano pode fazer sobre o Criador, que é tentar domesticar Deus. Ou, então, querer dizer até onde Deus vai, o que Deus pode e o que não pode fazer, ou a quem deve ouvir. O fundamentalismo entende que Deus está a serviço da religião, e isso é paganismo cego, inverte a ordem universal, na qual todas as coisas existem para Deus e em Deus. E Deus é aquele que tem a absoluta liberdade de ser, sem jamais explicar porque Ele resolveu ser o que Ele é.
Esses grupos todos que falam de maneira obcecada e fanatizada sobre fé, em geral, são os mais inseguros e os mais resistentes, porque não têm capacidade de aceitar qualquer encontro com qualquer coisa que eles não acreditam, sob pena de que isso sacuda e enfraqueça os fundamentos, sobre os quais não admitem que se façam perguntas. A maior luta de Jesus foi contra os fundamentalistas. Foi o fundamentalismo que matou Jesus. O fundamentalismo que não aceita que o milagre seja feito no dia de sábado, que diz que Jesus não pode tocar nas coisas que ele toca, comer a comida que come, conviver com as pessoas com quem convive. (Caio Fábio)


domingo, 30 de setembro de 2012

O maior milagre



Há algum tempo, uns dois meses, talvez, li uma notícia que me paralisou. Um homem de Camarões, país da África, conseguiu entrar num navio como clandestino, sem nem saber para qual destino.
Fiquei pensando nesse homem, que devia ter uma vida tão sem esperança, tão sem perspectiva, que decidiu se arriscar a qualquer coisa, em qualquer lugar do mundo, à procura de um futuro. Ele não escolheu para onde queria ir, desde que pudesse deixar para trás tudo o que tinha sido sua vida até aquele momento; devia ter suas razões. Mas esse é apenas o começo da história.
Danusa Leão.
Cotidiano
-------

Este é apenas o parágrafo inicial de um texto que trata da dramática situação do homem que foi cruelmente atirado ao mar. Eu posso até estar enganada com meu achismo pessoal mas arrisco dizer que esse papo de que alguém ‘devia ter suas razões’ para uma transgressão às leis internacionais é muito condescendente. A autora não arrisca julgar os motivos mas diz que ele procurava ‘um futuro’.  Ora, me poupe a dona Danusa, pois que futuro digno se espera ‘atirando-se’ a esmo? Razão, na acepção da palavra, foi o dispositivo menos acionado para essa empreitada. Certamente foi o desespero que o levou a tal desatino.
Bom, mas trazendo o tema para outra realidade mais próxima, na qual o 'clandestino' se aventura em mares interiores, eu analiso a situação da pessoa que extrapolou várias vezes - deu murro em ponta de faca várias vezes, chutou o pau da barraca várias vezes, perdeu as estribeiras várias vezes - como sendo uma fuga travestida de horrores externos mas, que é, na realidade, advinda de um tenebroso ‘si mesmo’. Um ‘si mesmo’ com direito a (supostos) algozes com suas próprias punições. Ambos miseráveis e em um só pacote, posto que na mesma mente: o que foge usando meios ilícitos para justificar seus fins e o que julga a causa com os próprios meios. 
O ‘marginalizado’, acreditando ter zerado sua culpa na fuga que virou mania de perseguição, coloca-se acima do bem e do mal, roubando a confiança de quem lhe abre incondicionalmente as portas da casa e do coração e novamente se põe em fuga de (suposta) perseguição mesmo sabendo-se perdoado.

Inevitavelmente vem à tona a miserabilidade do homem sob os dois polos: o da perseguição e o da fuga, ambas desenfreadas. Principalmente quando esta perseguição é fruto da própria imaginação, que de tão repetitiva, inverte as situações, causando conflito nas mentes dos espectadores que confundem a própria compaixão passando a enxergar essa pessoa como injustiçada, rejeitada, maltratada, desprezada.

Focalizando toda sua energia na pseudo-perseguição, bate com a cara na parede a cada investida inconsequente. Trata-se da velha resposta (consequências) aos próprios atos. Em uma eterna briga interior, onde as ‘armas’ são: uma profunda amargura resultante da intransigência obsessiva de quem se vê perseguido pelas próprias racionalizações interiores; e a terrível sensação provocada pelo círculo vicioso da insistente e frustrante fuga de si mesmo.
No caso do texto da Danusa, houve uma equipe justiceira e obsessiva transgredindo uma lei maior, a lei humanitária. Parafraseando-a, a falta de perspectiva e a solidão infinda, de fato, levaram essa personagem da minha história, ao desespero de mergulhar cegamente no mais íntimo e mais profundo mar revolto. Ou seja: trazendo para o chão da existência, o orgulho e a teimosia é que o afundam e o destroemEntão, por um fio de vida (dignidade humana) ele cai em si e reconhece que apenas um milagre poderá salvá-lo. Um milagre que nada tem a ver com oba oba e fogos de artifício. Um milagre silencioso e extremamente pessoal que lava e cura seu coração e sua mente. Um milagre que, definitivamente, transforma e neutraliza o seu maior inimigo: seu próprio coração. 

'Pequeno' detalhe: esse milagre está atrelado à própria disposição em despir-se do ‘eu’ teimoso, arrogante, orgulhoso, ressentido, recalcado. Eis o impasse!
E eis a parte boa: o milagre é o convite que Cristo faz e é de dentro para fora. Ele propõe que nos desarmemos, enquanto se oferece como ceia*, onde numa genuína mudança de hábitos e conceitos, passamos a ter, por meio d´Ele, uma vida de qualidade. Independente das circunstâncias. 
R.Rosa vermelha


Cristo promete 'cear' com aquele que abrir a porta para Ele.
Na tradição judaica, compartilhar de uma refeição com alguém era um símbolo de confiança, afeição, intimidade e lealdade.



TEXTOS CORRELATOS:

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

É Deus presente...



Sempre fui fascinada pela arte em todos os sentidos.
É Deus presente na canção, na poesia, na literatura, no teatro, no cinema, na 'telinha', na fotografia, na escultura, nos rabiscos do pintor...
E olhando essa imagem acima não tem como ficar apático.
Eu simplesmente me transporto...(Na versão mais lúcida!)

Não tenho a menor dúvida de que FONTE vem a inspiração que invadiu a pessoa que a ‘inventou’.
O mais curioso é que eu comentava há pouco com o Zé Luís no Facebook sobre isso sem entender que essa pessoa era ele mesmo. (Achava que ele apenas a havia copiado da internet).
Fiquei tão impressionada com o que a imagem representa que ele enviou-a para mim.

Que coisa mais interessante... 
Que alegria me invadiu ao absorver cada pedacinho dela. 
Que perfeição!
Evangelho puro.
O simbolismo da porta/cruz oferecendo-se para libertar-nos das prisões/paredes.  
O contraste das cores inertes da selva de pedra com o azul e o branco do infinito. 
O facho de luz/esperança que nos direciona e nos indica a entrada/saída.

E pensar que nosso amigo criou esse desenho a partir de um despretensioso rabisco em plena chatice de um culto de domingo. (Eu sempre suspeitei que ele fosse um herege rss)

Que coisa mais incrível poder constatar a todo instante que ‘O Vento sopra onde quer’, da maneira que quer. Como diz Paulo (o apóstolo) em uma epístola, ‘O Espírito é multiforme’.

Deus é maravilhoso e se revela da maneira mais desconcertante, desbancando o homem apavonado com suas convenções, regras e igrejismos.  

E (falando em pretensão rss) não sou diferente, pois cá estou eu tentando dizer o que já está dito, querendo que chova no que já está molhado... Afinal, é só se deixar absorver e pronto. Mas é que a felicidade é muito grande e eu não me contive.

A Ele, toda honra e toda glória!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

TERAPIA



As pessoas são exatamente como os olhos do nosso coração as veem. Há um provérbio bíblico que diz: 'como imaginamos na alma, assim é a pessoa'. Isso significa que a impressão que temos de outra pessoa tem tudo a ver com o que vai no nosso coração. Nossos conceitos. Nossos valores. Nossos achismos. Nossa justiça própria.

Jesus nos diz que se nossos olhos forem bons, todo nosso corpo terá luz, mas se forem maus, todo nosso corpo será tenebroso.

A psicologia básica diz que o nosso achismo acerca do outro, é exatamente aquilo que somos e que não temos coragem (consciência) pra assumir que somos; ou humildade, pra reconhecer que aquilo de ruim que vemos no outro é também o que há em nós na sua forma mais mesquinha e dissimuladaAí apontamos no outro, condenando-o.

É por isso que uma boa psicoterapia leva a pessoa a conviver melhor com o outro. Porque ela passa, não exatamente a conhecer o outro, mas a conhecer a si mesma, tornando-se uma pessoa menos intolerante e mais acessível.

Entretanto, uma reconciliação genuína consigo mesma só começa a acontecer com uma disposição do próprio coração, e somente Deus coloca essa disposição no nosso coração. Ou seja: eu não teria o poder ou a capacidade, de olhar para os meus 'vacilos' e determinar: estou zerada, perdoada, pacificada comigo mesmo.

Muitas pessoas até bem intencionadas, costumam falar, equivocadamente:

- Você carrega muita culpa no peito, precisa se perdoar mais.

Somente por meio de Cristo o homem é reconciliado consigo mesmo. Para isso, há antes, um encontro pessoal com Deus que possibilita uma visão real do seu mais íntimo ser, onde ele cai em si descobrindo-se pobre, nu e miserável. É quando ele se reconcilia, primeiro, com Deus. Então, consciente de suas próprias deformidades e limitações, mas sabendo-se perdoado, ele segue no exercício da tolerância e da convivência pacífica consigo mesmo e com o outro. 

Essa terapia é infalível sendo ainda um processo constante. Para a vida inteira. Lembrando sempre que convivência pacífica não exclui conflito e divergência ocasional. Afinal, nossas relações são dinâmicas e sujeitas a sofrer altos e baixos. Então, enquanto os inevitáveis desgastes vão acontecendo, vamos nos despindo dos velhos vícios. A começar pela desistência do achismo acerca das deformidades do outro. 

Essa é a loucura da CURA. A Cura que impõe uma condição, como nos diz Jesus:

"PORQUE SE PERDOARDES AOS HOMENS AS SUAS OFENSAS, TAMBÉM VOSSO PAI CELESTIAL VOS PERDOARÁ; SE, PORÉM, NÃO PERDOARDES AOS HOMENS [AS SUAS OFENSAS], TAMPOUCO VOSSO PAI VOS PERDOARÁ AS VOSSAS OFENSAS". (Palavras de JESUS)

'SE tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça. o falar injuriosoSE abrires a tua alma ao faminto* e fartares a alma aflita, ENTÃO, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; Serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam'. (Grifos meus)

Essa é a OBEDIÊNCIA que promove a cura genuína. O mais é acréscimo doutrinário que, em vez de curar, adoece mais, posto que promove uma rasa espiritualidade e RE-alimenta a falsa piedade e a pseudo compaixão inerentes à velha e corrompida natureza humana.

RF.

*sentido metafórico.


E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; 
as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.
2Co 5.17



Leitura Complementar: SEM PERDÃO NÃO HÁ SALVAÇÃO