"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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domingo, 15 de abril de 2012

Considerações sobre o aborto.




É fácil ficar em casa decidindo o que é bom ou não para os outros...

Estes, que se dizem contra, radicalmente, deveriam criar uma associação beneficente para pais de filhos com graves deficiências mentais, ou de qualquer natureza; e deveriam financiar tal instituição, além de abrir frentes dela em todo o país; e, se possível, no mundo.  Também deveriam se voluntariar como babás noturnas dessas crianças, bem como deveriam se dispor a trabalharem como enfermeiros voluntários em todas essas casas. Então, desse ponto, eu aceito ouvir o discurso de qualquer um.

Não! Não estou aqui defendendo o aborto indiscriminado. Sou contra o aborto, especialmente sou contra os não-abortos que geram abortados-vivos, que enchem o mundo de dor, angústia, violência, abandono, ódio e cinismo!

Sou contra o aborto, porém, sou mais contra ainda os que abortam em juízos aqueles que, em agonia, abortaram o que não poderiam transferir para ninguém como responsabilidade, e, ao mesmo tempo, não se viram em condições de criar quem geraram.

E, ainda, sou contra todo aquele que não estando na pele do outro, e aparentemente sem a capacidade de sentir o drama do outro, arroga-se ao papel de decidir o que é pecado nas angústias dos impotentes e desesperados. Esses tais, para mim, são os que se fizeram abortar do ventre da misericórdia e, também, do recôndito reverente do silêncio.

E, embora sendo contra o aborto, creio que a decisão de abortar é de cada pessoa; e creio que não cabe a ninguém fora do âmbito familiar, meter-se na questão, a menos que seja chamado.

E, embora sendo contra o aborto, julgo ser um crime contra a consciência individual que a Igreja ou o Estado legislem ou criminalizem quem quer que, pela ignorância ou pelo desespero e desamparo, assim decida fazer.

E, embora sendo contra o aborto, defendo que todos sejam instruídos sobre o significado da vida e das possíveis consequências físicas e psicológicas para a mãe em um aborto. E, por ser contra o aborto, creio que tal instrução deve ser ensinada, sobretudo, como mídia paga pelo governo.

E, embora sendo contra o aborto, acho que tal decisão é sempre dramática para quem tem que fazer com dor e consciência; portanto, é uma coisa de cada um com Deus; e penso que quem não sente nada ao fazer, esse tal com Deus haverá de se entender.

E, embora sendo contra o aborto, não creio que Jesus jamais tratasse alguém que tivesse feito um aborto. E, embora sendo contra o aborto, reconheço que nos dias de Jesus muitas mulheres faziam abortos, mas que, apesar disso, Ele nunca falou no assunto. Ele, sim, nunca abortou ninguém: nem os abortados nem os que abortaram; pois que a todos Ele vê com misericórdia;

Jesus vê com misericórdia até mesmo aquele que não aborta como aborto, mas aborta como intransigência, raiva, ódio, antipatia e exclusão. Jesus vê com misericórdia até mesmo este que bate no peito dizendo-se contra o aborto; este que se acha o defensor das Leis de Deus e segue abortando nos átrios religiosos. Destruindo mentes e almas em nome de Deus. Apossando-se de Deus enquanto abortam, com desdém e sarcasmo, semelhantes que não rezam suas cartilhas religiosas.

Finalmente, atente-se para duas coisas básicas e reais:

1. Quem transa, que se cuide; pois é abominável colocar na vida um ser que não se deseja e nem se vai cuidar.

2. Que ninguém se meta em tais questões relacionadas a casais e que não estão na situação de angústia do casal, pois, tais decisões, são de foro íntimo, e ninguém que não foi chamado deve se meter nelas.

No mais, que cada um respeite a dor e os limites de seu irmão na presença de Deus. Pois é somente Ele quem conhece os segredos dos corações. O resto é cômoda presunção querer transformar o caso particular do traumatizado em lei universal para todos os homens.

LEIA TAMBÉM: EU DISCORDO!



20 comentários:

Daniel disse...

Regina, nunca pensei que encontraria um texto em que discordasse de Caio Fábio, mas como ninguém é perfeito...

O primeiro parágrafo é de uma falsa lógica terrível!

Veja só:

Tenho que ter um orfanato para ser contra abortos?

Tenho que ter um asilo para denunciar os maus tratos aos velhinhos?

Tenho que ter uma clínica de desintoxicação para criticar as drogas?

Tenho que ter um projeto social para criticar a violência?

Tenho que ter um outro meio de ressocialização para poder criticar nossas cadeias?

Tenho que ter uma clínica para tratar doentes terminais para pode criticar a eutanásia?


Jesus não tratou de aborto, mas tratou da vida, e aborto é vida? Bem, se de doentes ou não pra mim é vida, e como vivo deve ter o direito de nascer, e quem sabe viver.

Há a ideia, defendida pelo Macedo, que abortos tirariam das vida social potenciais criminosos e crianças abandonadas. Não há comprovação científica pra isso. O que precisa e jovens transando mais tarde, e engravidando mais tarde também, quando já estiverem estáveis, com a vida definida.

Pra mim, o aborto não se justifica, se tem vida no útero, tira-lá é assassinato, é Deus é contra o assassinato.

Tem algumas pessoas que dão trabalho por causa das drogas, poderiam seus familiares tirarem a vida deles também?

Alguém que tem um filho já adulto deficiente, poderia tirar-lhe a vida em nome do sofrimento da família?

Seria um aborto pós nascimento. A diferença de um feto e de um adulto é o tempo de vida.

É o que penso,

Abraço.

Regina Farias disse...

Olá, Daniel!

Que prazer ter você por aqui... Até estranhei e dei a básica clicada antes pra conferir rss Afinal não me lembro de um comentário seu aqui, pelo menos nos últimos dois anos.

(Depois desse seu raciocínio sobre o primeiro parágrafo do CF dá até receio de falar algumas coisas,e vir de lá um rolo compressor de questionamentos, mas vamos lá!)

Então...

Quem sabe se vc vê assim este primeiro parágrafo, porque certamente não entendeu que é uma espécie de ironia com as pessoas inflexíveis que vivem de demagogia, julgando e dando pitaco em cima da dor e da angústia do outro.

Daí a necessidade de se ligar no contexto em geral; e por isso mesmo coloquei o link em 'adaptado', para que não se caia na armadilha de fazer determinados questionamentos. Muito menos JULGAMENTOS. Pois, realmente, seria patético partir dessa 'lógica' da forma como você a coloca. Fique certo que se assim fosse eu nunca daria crédito a esse tipo de colocação. Podia ser 'o cara' na pregação, mas a luzinha da minha consciência iria dar o velho toque. Aliás, não seria impossível uma falha, afinal somos passíveis de erros. TODOS os seres humanos!!!(Veja a vacilada feia que deu Pedro e nem por isso ele perdeu o crédito nem deixa de constar escritos de sua autoria no NT)

Além do mais, ele não tratou de generalizar, não creio que ele seja infantil e leviano a este ponto. Nem eu tampouco sou! Pois (repetindo e enfatizando!), se assim fosse, com certeza eu não me identificaria com estas palavras dele. Ele tratou de um caso específico, de uma dor específica, de um drama específico. Lamento demais que você não tenha alcançado isso.

E outra: eu não conheço nenhuma ideia do Macedo (é o da IURD?) nem perco meu tempo em ler nada dele pois para mim ele não tem nenhuma credibilidade, portanto, nada que venha dele eu nem me dou ao trabalho de ler ou ouvir, quanto mais de questionar.

No mais, o que escrevi foi com responsabilidade e consciência. E, principalmente, totalmente despida de qualquer fundamentalismo.

E, já que você citou Jesus, eu entendo que Ele não tratou da questão específica do aborto, porque ele certamente, mais do que qualquer ser vivente, sabia e sabe dos nossos corações e trata de cada um pessoalmente. Afinal, nós temos uma relação PESSOAL com Ele, não é mesmo?! Ou pelo menos é pra ser assim, se queremos viver o Evangelho genuíno.

Enfim, não vou aqui debater passagens bíblicas rígidas, assim como parei lá no blog do Hélio, pois creio num Deus que rompe com dogmatismos. (Até porque, convenhamos, ficaria uma competiçãozinha adolescente sobre quem sabe mais de regras bíblicas)

Tô super foríssima dessas afirmativas dogmáticas sobre Deus que há dentro dos círculos religiosos. E muito cansada e nauseada, confesso, desses defensores da 'lei de Deus' como se eles nunca na vida tivessem escorregado; como se eles nunca na vida tivessem infringido algumas dessas leis, só porque eles as levam ao pé da letra e, paradoxalmente, nem mesmo conseguem enxergar a abrangência de cada um desses mandamentos.

Tudo bem, é importante que haja fundamento no que expomos, mas quando este 'fundamento' se transforma em crença rígida e fixa - seja no que for!!! - perde-se o espaço que é dedicado à fé.

E, fé, meu irmão, é muito pessoal!

É o que penso e como creio e vivo. Pois sou coerente, falha e dependente do amor e da misericórdia DAquele que é O Senhor da Vida e não Senhor de dogmas.

Abs,

R.

Cláudio Nunes Horácio disse...

Este texto foi feito a partir de um vídeo, onde o Caio diz isso que está escrito. Neste caso específico, eu concordo com TUDO o que ele diz, assino embaixo e reconheço firma. Anota aí meu Senhor Jesus, deixo registrado aqui, assumo a responsabilidade por meu aval. Gostei dos teus comentários. Parabéns! Graça e paz.

Hélio disse...

Regina,

Permita-me estender este assunto mais um pouco. Bem sei que sou bem vindo por aqui e que essa conversa terá os seus devidos frutos. Me sinto a vontade em te escrever estas linhas, pois não tenho essa discussão como uma disputa para ver quem sabe ou quem pode mais.

Quando você diz, por exemplo: “Enfim, não vou aqui debater passagens bíblicas rígidas, assim como parei lá no blog do Hélio, pois creio num Deus que rompe com dogmatismos. (Até porque, convenhamos, ficaria uma competiçãozinha adolescente sobre quem sabe mais de regras bíblicas)”

Ao falar no "Deus que rompe com dogmatismos" devemos deixar claro quais dogmatismos Deus rompe, por que e em quais circunstâncias.

Será que Deus romperia com o dogma "anti-aborto" dando legalidade ao ato pelo fato de determinado religioso ameaçar um abortista com o fogo eterno?

Da mesma forma que Cristo não endossou o adulterio, antes o condenou, isso não implicou com a condenação da mulher adultera. Para ela foi dito, vai e não peques mais.

O dogma que Cristo rompeu naquele momento não foi com o intuito de endossar o adultério, ou ainda abrir uma excessão para que posteriormente o ato fosse praticado por alguém, mas sim para aplacar o furor da aplicabilidade da Lei sobre o transgressor posto que naquela ocasião a graça encobriu o pecado da mulher, mas o pecado continuava sendo pecado.

E quem fez tudo isso? Deus, o próprio. Deus definiu a Lei, Deus definiu qual a punição para a transgressão da Lei, Deus manisfestou a Graça na pessoa de Cristo que nos livra da maldição da Lei sem no entanto endossar ou dar legalidade para a transgressão desta mesma Lei.

A mesma regra pode ser definida para pedofilia? Quantos pedofilos dentro e fora dos “arraiais religiosos” não existem por ai combatendo com unhas e dentes, dentre a pedofilia, outras imoralidades?

O que Deus faz? Rompe com todos esses dogmatismos morais os validando somente por que existe um religioso fundamentalista exaltando a Lei em detrimento da fé bem como a sua devida punição para o transgressor?

Não creio que Deus faria isso. O legalista mostra a Lei bem como a punição para quem a transgride, e por conveniência, manipulação e controle religioso esconde a benevolência existente por detras da graça divina que apaga nossas transgressões pelo Sangue de Cristo nos tornando aceitaveis diante do Criador. Deus por sua vez quebra o dogma punitivo mostrando que para a transgressão da Sua Lei existe a excelencia do Seu amor na pessoa bendita do Seu Filho. O transgressor se arrepende e tem suas faltas lançadas no lago do esquecimento. Mas o pecado vai continuar sendo pecado, isso é irrevogável.

Agora se o pecado não existe, ou se ele é relativo, não tem por que existir graça, arrependimento e perdão. Se os homens ao transgredirem a Lei de Deus não são achados na qualidade de pecadores concluimos que o sacrifício de Cristo foi em vão.

E quando falamos na Lei do Amor “amai-vos uns aos outros”?

E como se ama o próximo? Somente por palavras, ou por ação baseada em boas obras para com ele (lembrando o exemplo do bom samaritano)?

Será que existe alguma circunstancia em nossas vidas em que Deus romperia com o mandamento-mor da Sua Lei, o amor incondicional ao nosso próximo?

Hélio disse...

E quando falamos do aborto? De igual modo. Mesmo por que cuidar de uma criança lhe garantindo VIDA, conforto, saúde e segurança não olhando sua aparência, condição física ou psíquica e nem mesmo prováveis sofrimentos que ela poderá, quem sabe, sofrer no futuro, é um dos maiores atos de amor que uma mãe e/ou pai pode dar para o seu filho, o de estar do lado dele custe o que custar, até o seu último suspiro de vida, ainda que isso venha custar a própria felicidade da mãe (nossas maes que o digam, não é mesmo?). Se uma mae, um pai, ou uma familia não tem capacidade para tanto e opta pelo aborto é por que faltou amor. E se falta amor o resultado é expresso em ódio, dor, violencia, morte, desprezo, etc...

Uns abortam, outros trazem à existência para faze-los sofrer. Um não é pior do que o outro. Deus condena ambas as práticas.

E quanto aqueles que alegam que "abortaram por amor".

Abortar por amor é uma contradição de termos. O aborto é contrário a qualquer Lei do Amor instituída pelo Criador. Não existe amor manifesto quando você interrompe uma gestação dando como destino ao ex futuro cidadão a lata do lixo hospitalar, ainda que a mãe esteja com um nó na garganta, depressiva, confusa e extremamente delicada com a situação. Nessa caso ela costuma confundir remorso com amor. Muitos erros que cometemos nessa vida o fazemos em momentos de desespero, dilema e drama (se bem que, salvo em casos de estrupo, não houve desespero, dilema e muito menos drama na hora em que o filho foi feito).

Ninguem aborta por amor, da mesma forma que ninguem mata por amor, conforme defendem aqueles que cometem crimes passionais.

E não estamos emitindo juízo na vida daqueles que abortaram pelos mais variados motivos de ordem pessoal, pois todos nós fomos achados como transgressores da Lei em algum ponto e NADA, absolutamente nada nos serviu de impedimento para acharmos graça ao olhos de Deus.

Da mesma forma que acreditamos que Cristo perdoou a adultera sem endossar o adultério em si, Ele pode perfeitamente perdoar quem abortou sem endossar o aborto em si.

Deus esta aqui para curar nossas chagas, nos livrar da maldição da Lei e nos ensinar dia apos dia, aos trancos e barrancos, na nossa fraqueza e em meio aos nossos erros a fazermos a tua real vontade cumprindo sua Lei que hoje se resume no amor ao nosso próximo, ainda que o tal não conheça a luz do sol por estar "trancafiado" no útero materno. E eu não conheço amor cujo resultado esteja focado em morte, mas sim em vida.

Ser cristão não é somente erguer bandeira anti-legalista ou rezar pela cartilha anti-religiosa do nosso revolucionário favorito.

A questão do aborto envolve vida humana, esta criada à imagem e semelhança de Deus, o único que tem soberania plena e total sobre as suas criaturas.

E é justamente baseado na LEI DO AMOR, algo que Deus jamais endossaria contra, que manifesto de maneira visceral opinião contrária ao aborto. A mãe que ama não aborta. Quem ama preserva a vida. Aborto não é vida, aborto é morte.

Deus te abençoe.

Hélio

Regina Farias disse...

Hélio,

Eu poderia dissecar teu texto por parágrafos, como costumo fazer com comentários longos, o que certamente daria um livro, já que só tua fala deve dar umas três páginas de word- e ainda considerando a minha forte tendência a me estender... Oh, maldito ego!

Mas decidi não ceder a essa tentação e Deus sabe porquê! Aliás, é Deus que sabe, e não os religiosos que acham que sabem o que Deus sabe. Daí não entrar na pretensão de querer explicar porquê e em que circunstâncias Deus rompe com dogmatismos. Afinal, Ele é Soberano, como você bem enfatiza.

Só pra esclarecer: quando falei sobre competição não me referi a você, e você sabe bem a quem. Afinal, que eu me lembre, em nenhum momento comentei lá no teu blog para competir com ninguém muito menos com o autor do blog.

Para conferir o que digo, basta reler tudo que escrevi até agora.
Mas uma coisa eu sei: eu INCOMODO E MUITO a alguns comentaristas lá. Basta ver outros comentários mais contundentes que o meu, inclusive direcionados a determinados comentaristas e que não são sequer valorizados e muito menos 'rebatidos'.
E admira-me se isso passou batido pra ti, uma vez que está lá escancaramente registrado no teu blog.

Na boa,
Assim como estranhei a vinda do Daniel também estranho a tua e pelos mesmos motivos.
Mas, também, assim como moderei imediatamente o que escreveu Daniel, também poderia perfeitamente não ter publicado sua salada mista.
Mas sabe por que não o fiz?
Justamente por causa dessa frase:
'Ser cristão não é somente erguer bandeira anti-legalista ou rezar pela cartilha anti-religiosa do nosso revolucionário favorito'.
Inclusive, frase colocada 'aleatoriamente', em meio a uma frase que trata de outro assunto completamente diferente.
Então, finalmente, você diz o que realmente acha de mim. E sugiro excluir a ‘troca de confetes’ lá no teu blog, por ficar ‘contraproducente’. Afinal, é contraditório alguém tão rigoroso admirar uma pessoa que acha que ser cristã é somente erguer bandeira anti-legalista ou rezar pela cartilha anti-religiosa do nosso revolucionário favorito.
E o engraçado é que é justamente em momento que tenho opinião divergente da tua. Bem conveniente...

E, sabe, eu não acho isso ruim, não. É bom saber, de uma forma ou de outra, o que REALMENTE as pessoas pensam da gente.

Mas, olha, não se preocupe com a minha opinião sobre aborto. Aliás, NÃO SE OCUPE com nenhuma opinião minha. Relaxe. Siga sua consciência em paz.
Era inevitável que em algum momento discordássemos. Siga suas convicções.

Está registrada a sua opinião, que, conforme você acredita, dará seus devidos frutos.

E (a propósito), neste mesmo início em que você fala de frutos, você diz uma coisa certa: você é bem vindo aqui, apesar de minhas conhecidas restrições igrejistas. Mas, parafraseando o Daniel, ninguém é perfeito.

Apenas não posso deixar de dizer que considero TRISTE, irônica e contraditória essa verborragia sobre vida (lida aqui e no teu blog) partir justamente de pessoas que circulam com naturalidade em ambiente religioso ONDE SE CEIFA VIDA todos os dias em nome do Senhor Jesus...

Mas tudo bem, como diz o mano Cláudio, anota mais essa aí Senhor Jesus! :)

Abs,

R.

R.

Anônimo disse...

Quanto a tudo isso devo manifestar minha (humilde) opinião.

Acredito que Deus, embora um ser doador de vida (e vida com abundância) é também um Ser que entende o homem em suas minúcias.

Esse Ser de Amor agiu ao longo dos tempos com uma mesma prática, pois é imutável, porém, mesmo dentro dessa prática, agiu em particularidade com cada gesto na vida de cada servo Seu.

Agou com Mosés da mesma forma que com Davi? Ou fez com Gideão o mesmo pacto que com Sansão?
Embora o plano Dele tenha sido inalterado ao longo dos tempos, agiu de forma única com cada fiel demosntrando que pra Ele, cada ser é também único!

Dessa forma acredito que cada caso é um caso e cada momento deve ser ponderado segundo a ótica do Amor. tanto na vida da mãe quanto na vida do feto.
Amor significa deixar viver...
Amor também significa entender o erro a amar a vida dos errantes da mesma forma que amamos a vida de quem queremos 'salvar'!

Penso assim.

WENDEL BERNARDES

Regina Farias disse...

Então, W.

Eu também entendo o agir de Deus de uma forma individual, porque Ele não nos trata de forma coletiva, Ele nos trata com um amor, uma justiça e uma misericórdia estritamente pessoais.

Pois assim como há caso específico de mãe que decide dar à luz para minutos depois 'perder' o que nunca iria ter mesmo, fazendo isso só pra não carregar culpa, há também caso específico de emoção (dor, angústia e sofrimento) de forma contrária. E quem julga a ambos é Deus.

É disso que falo e que só diz respeito à pessoa e não cabe a mais ninguém julgar.

É a minha opinião, independentemente de assinar qualquer 'parecer' de algum escritor com o qual me identifique, e por mais que as pessoas ironizem e se incomodem que eu cite determinado autor. Isso não me constrange nem me inibe. Sou adulta, responsável e consciente.

O que eu não concordo, é que pessoas que pensem diferente, principalmente legalistas, manipulem a bíblia para pretenderem dizer o que Deus diz.

É como falei com o Jota lá no FB que a minha questão é porque as pessoas trazem casos bem pessoais a julgamento e estufam o peito como se fossem seus juízes. Por isso, continuo fazendo coro com o autor da frase: '...cômoda presunção querer transformar o caso particular do traumatizado em lei universal para todos os homens'

Enfim...

Queria euzinha saber sintetizar em poucas e sábias palavras assim como vc descreve, pois também vejo assim, e tb só não sei exprimir com esse amor assim como vc.

Mazenfim... Deus nos fez únicos, não nos fez em série como robozinhos rss

Daí a importância dos espaços democráticos...

Valeu demais pelas suas sábias palavras,

Rê.

René disse...

Oi, Rê,

Confesso que fico meio perdido com esse tipo de discussão...

O que consegui captar é que pessoas nominalmente discípulas de Jesus estão novamente se digladiando por equívoco de premissas, ou seja, abre-se um debate infindável de opiniões sobre uma decisão judicial tomada por homens, como se tal decisão implicasse em obrigatoriedade a todos os cidadãos. O mesmo aconteceu com a decisão sobre união civil estável.

Ora, tais decisões abrem um caminho legal para que cidadãos que se sentem prejudicados com uma determinada situação possam fazer uma opção que lhes traga segurança e/ou conforto, sem ficarem à margem da lei e de forma que não prejudiquem a sociedade de um modo geral. Estes são os princípios básicos das leis humanas que regem as sociedades.

Nosso governo não é teocrático! Nem nunca será! Esta possibilidade só acontecerá quando Jesus reinar sobre todas as nações! Portanto, não adianta sonhar com leis justas ou corretas, enquanto elas forem formuladas por homens. Serão sempre imperfeitas.

Sou contrário às atitudes permitidas pelas leis que citei aqui, mas reconheço que muitas pessoas se sentirão beneficiadas por elas. Sei que muitos se sentirão verdadeiramente aliviados por terem tais opções disponíveis.

São pecados? São, por ferirem a vida e a natureza formadas por Deus. No entanto, quem condenará as pessoas que fizerem uso dessas leis? É Deus, caso elas não se arrependam daquilo que o Espírito as convencer que é pecado. E isto não vale só pra elas, mas pra todos nós!

Vivemos sempre com dois caminhos diante de nós e Deus nunca nos força a andar por um ou outro. Ele indica qual é o correto. Caso entremos no errado, Ele nos disciplina, ensina e nos concede nova possibilidade para acertarmos, quando somos Seus filhos. Caso ainda não o sejamos, Ele estende Sua misericórdia sobre nós, até que tomemos a decisão definitiva de nos entregarmos ao Seu senhorio ou de O rejeitar completamente.

É contra isso que estamos lutando, quando nos digladiamos sobre ideias?

Abração e continue na Paz!

Regina Farias disse...

René,

Li e reli mas confesso que não consegui captar a mensagem. Vai ver eu não alcanço... Enfim, sempre tem uma primeira vez.

Na verdade eu é que não me sinto bem 'digladiando' com ninguém nem tampouco lutando contra pessoas. Taí uma coisa que me deixa tonta. Principalmente quando as pessoas tentam colocar outras questões para justificar uma suposta justiça divina.

Apenas postei um texto assinando embaixo, simplesmente pela forma lúcida e corajosa como foi abordada.

No mais, sem querer manipular suas próprias palavras:

É Deus quem nos disciplina, nos ensina e nos concede nova possibilidade para acertarmos.

Abs,

Rê.

Daniel disse...

Ora Regina, tenho lido tudo o que escreve, não é necessário comentar pra provar que visita, né?


Não sei o motivo de tanto expanto em ter meu comentário aqui, afinal, sou seu seguidor...

Bem, acredito que cada um tem uma visão de mundo e até de fé...comentei apenas o que me 'coçou", a ideia eu entendi, fui lá ler o original, e depois de ter lido, comentei aqui.

Assuntos como este estende-se para eutanásia e eugenia, se acham certo ou errado, cada um defenda por si. Agora dizer que Jesus não falou portanto ele avalizou, é forçoso até para mim, que sou acostumado com 'dogmas religiosos' e infindáveis citações de versículos...

Continuo acreditando na Vida acima de tudo, e como criada por Deus, perfeita.

Só isso.

E, só pra deixar registrado, não quero entrar em debate, afinal como eu mesmo digo no meu blog, aqui não é fórum!

Até...

Hélio disse...

"Afinal, é contraditório alguém tão rigoroso admirar uma pessoa que acha que ser cristã é somente erguer bandeira anti-legalista ou rezar pela cartilha anti-religiosa do nosso revolucionário favorito.
E o engraçado é que é justamente em momento que tenho opinião divergente da tua. Bem conveniente..."


Regina, já havia tratado desse assunto com você no ano passado.

http://doutrinacristaccb.blogspot.com.br/2011/11/hipocrisia-dos-irreligiosos.html

Ou seja, em nenhum momento esperei primeiro você discordar de mim em algum ponto para depois manifestar minha opinião sobre os chamados "militantes antireligiosos".
Presumi que isso não seria novidade para você.

Por isso quando voce me escreve "(...)partir justamente de pessoas que circulam com naturalidade em ambiente religioso ONDE SE CEIFA VIDA todos os dias em nome do Senhor Jesus", não tem por que eu ficar chatiado, pois conheço a sua posição sobre isso. Até o momento você me suportou sabendo que pertenço aos chamados por voce "circulos religiosos".

Bem é isso, prometo não mais te incomodar.

Deus te abençoe

René disse...

Então, Rê,

Acho que você não entendeu, porque comentei apenas em cima dos comentários.

O texto está perfeito e entendo que meu comentário teve o mesmo encaminhamento dele, quer dizer, as opiniões contrárias à decisão do STJ não levam em conta o que Deus deixou registrado sobre Seu agir, ainda que aleguem falar em nome d'Dele, muito menos a individualidade de cada um nas tomadas de decisão, coisa que o próprio Deus sempre respeitou.

Forte abraço e Paz!

Anônimo disse...

É por isso Rê, que não costumo postar coisas de outros autores, nem é por vaidade ou coisa assim, mas postando 'minhas ideias' sou "reponsável" apenas por elas.

Outros autores têm lá suas 'legiões de fãs' loucos por uma discussãozinha tola, eu prefiro falar e 'guentar' o tranco sozinho, mas fazê-lo dentro do que creio! (Mesmo sabendo que muitos outros crêem como eu)

E creio ainda que Ele, é amor antes de tudo!
Tô falando pouco num é por ser 'mais sábio' não.... é pra evitar a fadiga mesmo! (kkk)

Mais beijos!

Wendel Bernardes
(deslogado como sempre)

Regina Farias disse...

Daniel: estranhei, sim! Vc nunca faz comentário aqui, ué! Por que então vc se surpreende com a minha surpresa? rss

E, sem querer ficar debatendo a mesma coisa e fazendo as mesmas colocações novamente, o que me chama à atenção é que vc destaca um trecho e faz uma interpretação que não condiz. E ainda repete. Pois, sinceramente, não sou advogada de ninguém, mas eu fico cabreira quando alguém diz que outro disse o que não disse. (Eita disse me disse!)

E, sinceramente, eu não consigo enxergar do jeito que você enxerga. Pois dizer que Jesus não tratou de determinado assunto não significa dizer que Ele concorde plenamente. Mas, quem conhece os passos do 'Jesus missionário' não vê nele extremismos, radicalismos, cumprimento de regras à risca, etc. Vê-se um Jesus flexível que tratou as coisas com naturalidade e conforme a situação específica.

Também não tive intenção JAMAIS de entrar em debate, não no sentido pejorativo, pois adoro 'conversar' informalmente em qualquer ambiente.

Aliás, como comentei agora há pouco com um amigo via e-mail já fazia muito tempo que isso não acontecia no meu blog, aliás, fazia um tempo que vinha me cansando desse tipo de abordagem como a que se instalou de uns meses pra cá,não exatamente no meu blog. Mas aconteceu, e agora vou ter que esperar passar a ventania rss
Alguma lição vai ficar, tenho certeza. Deus sempre faz isso comigo :)

Até... (como diz vc!)

Regina Farias disse...

Hélio, de fato, minha estranheza reside justamente nisso porque o que me fez aproximar de você - desinteressadamente, como é o meu costume - é que vi em vc um jovem admirável, paciente, sereno, aberto a conversas, liberto de tabus, AINDA QUE circulando nos átrios religiosos que gritam exatamente o oposto. E eu bem sei do que estou falando e vc sabe que eu sei.

E em nenhum momento eu falei que vc me incomoda. ORA, Pessoas desagradáveis e exclusivistas que demonstram, escancaradamente uma antipatia por mim, só porque eu sou 'diferente', não me incomodam, imagine você!

Mas fique bem à vontade, faça como se sentir de fazer.

Meu carinho, sempre!

R.

Regina Farias disse...

Pois é, René...

Fui ler depois novamente mais uma vez again e vi sob outro ângulo.

Mas é como eu falei, a overdose de questionamento feita pelos meus colegas universitários foi demais pra minha cabecinha.

Mas tudo bem, euzinha os amo mesmo assim. :)

E muito obrigada pela atenção em voltar para esclarecer.

Abs,

Rê.

Regina Farias disse...

W.

Fique certo: não joguei confete de graça. Invejo quem se faz entender em poucas palavras, pois tenho uma tendência horrível a ser prolixa, ce sabe, né?

Mas é inveja branca ( e inveja tem cor?) como diz na Malhação da Globo e não que eu assista Malhação e muito menos Globo. Vá entender rsss

Mazentão...

Blogando e aprendendo. Não quero alimentar a pretensão de querer ensinar nada a ninguém. Euzinha aprendendo já tá de bom tamanho.

bjs,

R.

Anônimo disse...

Irmã Regina:

Eu creio que nada é por acaso. Acredito que para cada corpo sendo gerado , existe um espírito já preparado para habitá-lo. Imagine a decepção desses espíritos quando vêm ou sentem seus corpos sendo destruídos? E se eles escolheram vir à este mundo num corpo com uma certa deficiencia mental ou física, justamente como uma oportunidade de evolução dos seus espíritos , bem como dos seus pais? Tive uma irmãzinha que era deficiente mental , o qual já faleceu. Percebi e senti que ela(seu espírito) escolheu essa deficiencia para uma finalidade: reforçar em nós o amor sincero , que é o que ela possuía, a abnegação,a humildade, a pureza,etcc... Ela nos deixou muitos ensinamentos , mesmo com a sua deficiencia mental! Era um anjo de Deus. Podíamos enxergar através de sua pureza e amor incondiconal , a beleza que possuía aquela alma.Tenho certeza que nada foi por acaso.

Regina Farias disse...

Anônima: (Ou seria anônimo?)

Em primeiro lugar, apresente-se. Não dói nadinha. Não há nada mais desagradável do que se travar um diálogo de forma anônima sobre o que se crê. Ora, se eu creio tanto no que falo, e não me mostro, então alguma coisa ‘não bate’.

Mesmo assim resolvi considerar seu breve escrito por intrigarem-me as contradições e incoerências contidas nele. Não sei bem no que você crê, mas da forma como fala, suponho que suas crenças sejam permeadas de crendices e superstições que passeiam por um super atual evangelicalismo-espírita. De onde você tirou essa ideia de espírito escolher este ou aquele corpo?

E outra: quem falou aqui pra se erradicar os deficientes mentais da face da Terra?

Além do mais, se você crê que Deus ensina amor a uma família por meio de um deficiente, na mesma medida Ele é o primeiro a respeitar quem toma determinada decisão na sua vida pessoal em momento dramático de sua existência. O Deus é o mesmo e só a Ele cabe julgar a cada um, até mesmo àquele que põe um deficiente ou mesmo um filho ‘normal’ no mundo e não cumpre com sua função paterna.

Só que isso não entra em cabecinhas religiosas intolerantes. Fazer o quê? É como diria Jesus: “Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha”.

Veja o texto abaixo:
http://reginafarias.blogspot.com.br/2012/04/ninguem-costura-remendo-de-pano-novo-em.html