"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Bate papo...




Discípulos de Cristo ou discípulos de cristianismo?


Regina Farias disse...

Alan,

Fazia muito tempo que eu não queria ouvir mais certas pregações...

Então vi teu video e 'passei', deixei pra depois, mesmo sabendo de sua maravilhosa fase de transformação, mesmo com o título do mesmo me chamando a ler.

Então via a chamada no meu próprio blog me atraindo e resolvi que hoje eu iria assistir. Se bem que vim ao computador para ver outras coisas, confesso. Mas aí fui atraída imediatamente ao que havia dito 'domingo eu vejo'.

Dou graças a Deus por ver que ainda há pastores que se deixam quebrantar e, assim, vamos nos quebrantando também.
Obrigada!

R.
Alan Capriles disse...
Oi, Re!

Não posso deixar de comentar seu comentário, especialmente porque você está sempre nos enriquecendo com suas observações e eu raramente escrevo em seu blog (como também nos demais). Quero lhe agradecer por todo o carinho e lhe dizer também que seus comentários são um incentivo para que eu continue escrevendo e, nesse caso, também pregando. Como eu disse na mensagem, estou passando por um momento de auto-crítica, sendo confrontado comigo mesmo por meio do evangelho. Peço que me ajude em oração, a fim de que eu diminua e possa permitir que o Cristo que habita em cada um de nós tenha plena liberdade para continuar me usando na Palavra e, principalmente, nas obras de amor.

Deus lhe abençoe cada dia mais!
Regina Farias disse...
Pastor,

Está lá no meu blog e vou colocar no FB tb porque precisamos voltar ao primeiro amor urgente. Estamos muito mecanizados, robotizados, egoistas, individualistas.

E fique à vontade, eu não venho aqui para que vc vá lá. Não é uma troca mecânica e vc sabe disso. Se bem que em algumas vezes em peço socorro de algum 'guru' rsss da minha confiança como vc, René, W, J.C. Cláudio... Mas para complementar alguma coisa que eu não saiba expressar tão bem como vcs. Mas sem pressa e sem pressão.

Quanto ao constante processo no caminho que nos submetemos a ser moldados, veja você que quanto mais nos flagramos confrontados em nós mesmos, mais Deus nos abençoa e nos usa para abençoar a outros.

Isso é simplesmente maravilhoso!
Oremos, então!
Alan Capriles disse...
Re, preciso lhe confessar...

Também recorro a nossos irmãos "gurus" que você mencionou. Há poucos meses, por exemplo, fui pessoalmente conversar com nosso amigo René, que pacientemente escutou acerca de minhas inquietações e conflitos interiores. Voltei de lá muito mais leve e encorajado a seguir em frente.

Mas, desde que li seu último comentário, fiquei incomodado por você não saber ainda o quanto sua vida foi importante para o meu amadurecimento espiritual. Tudo começou com um comentário estúpido que eu fiz em um artigo da Rô e que você repreendeu com extrema simplicidade e dureza. Aquilo falou forte comigo porque, lá no fundo, eu sabia que você estava certa. Foi quando eu comecei a ler seu blog, o que ajudou a acelerar meu despertamento espiritual.

Por isso, sinto-me no dever de lhe dizer que você também é um de nossos "gurus", que nos ajudam a enxergar o caminho quando as trevas tentam nos fazer desviar da verdade e do amor.

Agradeço muito a Deus por sua vida e pelo privilégio de compartilharmos nossas experiências com Cristo.

Deus continue lhe abençoando cada dia mais!
Regina Farias disse...
Alan,

Despida de qualquer vaidade, esse seu depoimento enche o meu coração de alegria, simplesmente por confirmar o que eu vi em você desde o início: uma pessoa sábia! (Embora não tenha percebido essa repreensão rss Acho que é o hábito, desde bem menina, de ser professora. Aos treze anos de idade já monitorava em sala de aula na escola dos meus pais).

Fico mais feliz ainda porque, graças a Deus você soube assimilar, pois infelizmente, muitos que se deparam com esse meu jeito assim direto, se ofendem e levam para o lado pessoal.

Isso tudo só me faz admirá-lo mais ainda e louvar a Deus por sua vida, pois que você tem o dom de 'ser pastor', verdadeiramente. E quantas almas precisam de suas palavras tão sinceras e pautadas no Evangelho puro e simples.

Deus o ilumine cada vez mais!!!

R.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Apriscos e gentios dos dias atuais...


'No essencial: unidade. no não essencial: liberdade. em todas as coisas: caridade'.

Comentário de Fabiano na postagem COEXISTIR

'O outro aprisco que Jesus disse não seria os gentios? Não acredito que um seguidor de Buda, Maomé, Kardec, etc. estejam sendo conduzidos por Cristo. Macro ecumenismo que muitos defendem (não estou dizendo que é o seu caso) é no mínimo incoerente com o que afirmam crer. PS: Claro que devemos coexistir com respeito, não sou fundamentalista. Nosso inimigo é outro'. 

.......

Resposta:

Tudo bem, os não judeus da bíblia eram os gentios. Mas... E quem seriam os gentios atuais?

Eu não queria me estender, mas antevejo isso. Afinal sou irremediavelmente prolixa. 

A ideia da postagem é para que a gente possa abrir a mente e refletir sobre nossa suposta superioridade espiritual. É esse pedantismo, essa pretensão, essa boçalidade nojenta que eu repudio. E, para quebrar esse paradigma meramente religioso precisamos rever urgentemente nossos conceitos e ler os Evangelhos TOTALMENTE despidos do denominacionismo.

Coexistir não significa rezar a mesma cartilha, ajoelhar-se diante dos mais variados deuses e prestar-lhes culto ritualístico e cerimonioso. Não é isso! Trata-se do culto no chão da existência; da vida prática onde se é unido pelo amor sem fronteiras. Ora, o amor de Cristo não é um pacote de crenças. Isso é religião. Religião segrega. Coloca muros. O amor une as pessoas. O sentido de coexistir nem mesmo é 'macro'! É amplo e irrestrito e está muito acima das religiões, crenças, cerimônias, rituais, preferências e discordâncias.

E se for para seguirmos o que disse e fez Jesus, não há outra alternativa senão nos unirmos a todos em amor. Mas um amor sincero, prático, sem demagogia, sem subserviência ou superioridade velada.

‘Engraçado’ que tem denominacionais que defendem com unhas e dentes algumas normas que Paulo estabeleceu dentro daquele contexto, mas fazem vista grossa para o que ele mesmo disse acerca do amor universal. Utilizam de forma distorcida o ‘evangelho segundo coríntios’ mas pulando o capítulo 13. Ou usando o capítulo 13 somente com os da própria crença e a seu bel prazer. Com os das outras crenças, ainda que ditas cristãs, eles olham com piedade, compaixão, mas tudo no sentido pejorativo, como se estivessem acima daqueles e só eles entendessem de Deus. Isso me enoja, me dá asco! E tão somente porque não é esse o propósito de Jesus por meio do Sacrifício da Cruz.

Observe que em seu ministério terreno, Jesus abordou a samaritana (e outras mulheres) rompendo com TODOS os códigos religiosos da época. Códigos estes que não eram só religiosos, era a própria Lei! Ele transgrediu as normas! Ele ultrapassou todas as fronteiras em nome do Seu Amor!

Observe também que em suas parábolas ele usa, propositalmente, exemplo de pessoas boas e que não eram do 'povo de Deus’. Ele usa um samaritano (Seria o umbandista de hoje?) para exemplificar acerca da única lei que a Ele interessa que cumpramos! Quem é o nosso próximo?! Perguntaria o intérprete da lei; como posso nascer de novo, foi a pergunta nonsense de um legalista extremamente culto que era ‘o cara’ que entendia de tudo e mais alguma coisa sobre religião; e o que governava um povo, mas não conseguia enxergar A VERDADE À SUA FRENTE? Eles não sabiam porque seus corações estavam petrificados, limitados e conduzidos pela rigidez da lei sem compaixão, invalidando a palavra de Deus pelas próprias tradições, pelos próprios acréscimos. Alguma semelhança com os religiosos atuais que usam Seu Santo Nome?

Observe ainda que Jesus ficou maravilhado com a fé do centurião e fez questão de dizer, com muito entusiasmo, que jamais havia visto fé como aquela nem mesmo no meio do ‘povo de Deus’. E, nesta mesma passagem, Ele faz uma declaração contundente sobre os que ‘se assentarão à mesa’, deixando bastante claro que ‘os filhos do reino’ ficariam de fora. Não consta que Jesus tenha chamado o centurião e cobrado dele alguma 'doutrina de fé'. Ao, contrário, o dispensa dizendo 'seja feito conforme a tua fé'.

Sinceramente, não sei como os fundamentalistas ‘cristãos’(!?) não conseguem entender algo tão simples.

(E, claro, não estou me referindo a você. Fabiano. Seu nome é Fabiano mesmo? Bom, não importa... Aliás, diga-se de passagem, que poucas são as pessoas que questionam assim tão respeitosamente como vc. Geralmente levam para o lado pessoal e se enfurecem).

Então, por que um budista, um kardecista, ou um maometano não pode ser conduzido por Cristo? Quem somos nós para determinar quais são aqueles que Jesus chamará de filho ou de filha, como aquela mulher que lhe tocou as vestes? Naquela passagem não consta seus dados pessoais. Ninguém sabia seu RG, sua procedência, seu credo. Não se sabia nem seu nome!

Mas, saiba, apesar de tudo, muito me alegra o desfecho do seu breve comentário. Nenhum desses que você mesmo citou é nosso inimigo. Disse tudo. Pois o inimigo de nossas almas é quem nos coloca contra estes. Aliás, este é o seu papel.

Só digo uma coisa muito séria. Quem quiser ler nos evangelhos sobre o ministério de Jesus aqui na terra, totalmente desarmado e despido das vestes religiosas que limitam e cegam, certamente irá se deparar com algo indiscutível: que Jesus perdia o controle, repudiava e se INDIGNAVA reagindo com veemência APENAS com os religiosos hipócritas e sem compaixão.

Isso já é um bom começo para quem quer rever seus pretensiosos, equivocados e ingênuos conceitos...

Quem tiver olhos para ver, veja!

RF.


O endemoninhado, a mulher e Jairo.









É impressionante o que nos revela Marcos 5 acerca da soberania de Cristo ante as necessidades do povo. Marcos, é, essencialmente, um livro de ação. O início de cada tópico é assinalado, na maioria das vezes, pela palavra ‘imediatamente’ (‘logo’ em algumas traduções) que aparece mais em Marcos do que em qualquer outro livro do NT. Em suas narrativas, é frequente o verbo no presente, para representar o ministério do Senhor Jesus, de uma forma dinâmica e vibrante, focando suas atividades. E não que o ensino seja menos importante, mas isso é assunto para outro texto... (Adaptado de ‘A Bíblia da Mulher’ – SBB – Ed. Mundo Cristão).

E essa passagem dinâmica que envolve um possesso, uma mulher determinada que O buscava pela fé e um religioso aflito, nos revela Seu propósito eterno.

A mulher só queria tocar-lhe as vestes e mais nada. Algo lhe dizia que isso a faria curada. Imagino sua dificuldade em alcançar Jesus no meio daquele povo que O comprimia. Considerando ainda que, certamente, ela sentisse medo de se aproximar das pessoas por ser impura para os conceitos daquela época. Mas, apesar de tudo, ela tinha convicção de que tudo mudaria em sua vida quando tocasse em suas vestes. E a passagem deixa bastante claro que seu corpo foi curado no exato momento em que tocou em Jesus.  O que ela não sabia é que isso não era suficiente para Jesus. Ele queria presentear-lhe com  o ‘pacote completo’ por ter sido movida pela fé.

Então, Ele para e pergunta:

- Quem me tocou?

Os discípulos ficaram espantados com aquela pergunta. Afinal, em meio àquele empurra- empurra, Jesus estava sendo constantemente tocado.

- Do que o Senhor está falando?!

Os discípulos (homens) só enxergam a multidão. Jesus, porém, olha para cada indivíduo. Poder havia saído dele mas a cura não havia sido completa. Ela era mais do que um corpo com hemorragia. Era uma mulher movida pela fé. E Jesus não se moveria dali enquanto a mulher não se aproximasse dele.

Jesus parou. Mesmo tendo um pedido urgente para ir socorrer a filha de Jairo. A essa altura, Jairo já se desesperava. Afinal, pela sua abordagem, não se podia dizer que ele era, exatamente, um homem de fé. E, Jesus, dizendo: só saio daqui quando a pessoa se apresentar.

Então, a mulher, trêmula de medo, não viu outra alternativa, senão cair aos Seus pés e se apresentar.

E Jesus deu-lhe uma resposta em quatro partes:
   
Chamou-a de filha – termo que revela intimidade e um profundo carinho.
Assegurou-lhe que seu corpo havia sido curado – por sua fé, e não por ela ter tocado em Sua roupa.
Mandou-a embora livre de ansiedades – vá em paz.
E livrou-a do mal  - alma curada, salva.

Entre a cura de um homem endemoninhado e a ressurreição de uma menina, a situação daquela mulher poderia ser considerada de menor importância segundo a avaliação humana, mas não segundo a de Cristo. Ele para e ajuda A TODOS.

O interessante é que Ele parou diante da fé daquela mulher que sabia que apenas ao tocar-Lhe, o sangue estancaria. Ao passo que, no mesmo momento, Jairo faz um pedido confiante na  cerimônia e no ritual utilizado à época.

Jairo diz:

- ‘...vem, impõe as mãos sobre ela, PARA QUE ela seja salva’.

Em outras palavras, o religioso certinho diz: vai e toca, faz o ritual, realiza o procedimento religioso/ cerimonioso PARA QUE haja a cura.

Mas, para Jesus, aquela 'imposição de mãos' que os religiosos usavam para evocar a cura tornara-se irrelevante diante daquele novo quadro que ora se apresentava.

Jesus tem algo a fazer antes... Porque a mulher do fluxo de sangue diz: se eu apenas tocar as Suas vestes... Essa mensagem de fé sensibilizou Jesus!

Jesus sempre transgrediu todas as convenções, tradições e rituais para socorrer quem nele crê e aquele momento não foi diferente. Naquele tempo, qualquer um que fosse tocado por uma ‘mulher impura’ seria considerado imundo. Entretanto, quando ela tocou Jesus Ele a tornou limpa. Em todos os sentidos!

A mulher o buscou pela fé. Jairo, confiante nos rituais de sua religiosidade. E, o primeiro, fora atendido devido aos seus distúrbios emocionais/espirituais/mentais. Cada um com seu motivo e abordagem específica. (Que quadro mais atual!) E Jesus os atende. A Seu modo, e não, conforme as convenções religiosas da época. Assim como Ele atende a Seu modo, nos dias atuais, A TODOS QUE O BUSCAM, independentemente das convenções religiosas. E cura até a quem não o busca, depende apenas de Ele querer, assim como ele teve compaixão daquela MULHER CORCUNDA. 

Enfim, nessa passagem bíblica Ele socorre os três. Porém, unicamente à mulher, Ele salva. Por sua fé.

Pense nisso!

“Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal”.



TEXTOS RELACIONADOS:

SALVAÇÃO PELA FÉ

SOMOS A NAÇÃO ABENÇOADA?

O POVO LHES DEU TAL AUTORIDADE





sexta-feira, 30 de novembro de 2012

COEXISTIR...


'No essencial: unidade. no não essencial: liberdade. em todas as coisas: caridade'


Os cristãos fundamentalistas* que aprisionaram o Espírito de Deus entre as quatro paredes de sua religiosidade pretensiosa, ENLOUQUECEM com essa 'ideia'.

Eles, sim, são os escolhidinhos porque seguem  rigorosamente uma cartilha denominacional...

(E seguem?! tsc tsc tsc)

Alguns destes, certamente, irão se surpreender quando lá chegarem...



RF.


*Contraditório... Como assim, é de Cristo e é fundamentalista?!




Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco
a mim, me convém conduzi-las; 
elas ouvirão a minha voz. 

Palavras de Jesus!





quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Comentário de um anônimo





'Pelo visto a senhora nao prestou tanta atencao ao filme...a empregada que se refere como conselheira e irma de LUIZ GONZAGA...Como voce sempre enxerga o mal em tudo...esquece dos detalhes¹... em Sangrando e sendo curado.'

Comentário ainda não moderado porque eu ainda vou identificar o IP do(a) nobre anônimo(a).

Enquanto isso...
Anônimo(a), apresente-se! Atirar a pedra e se esconder é COVARDIA.
De qualquer forma, valeu pelo toque. De fato, eu não prestei atenção a (mais) esse detalhe². Ela é irmã dele?! Que legal! Pois não é que esse detalhe³ me passou batido?! Mas, quer saber? Faz muuuuuito tempo que eu relaxei e não tô dando muita bola pra detalhe (4). Ainda bem...

E neste caso específico não faz a menor diferença eu não ter enxergado este detalhe(5). Afinal, o foco está na importância da pessoa como conselheira. Se ela é irmã, tia, avó, Neymar, o papa ou a rainha da Inglaterra, o rótulo já passa a ser mero detalhe(6). E isso não significa ‘enxergar o mal em tudo’. Ou seja: não altera a ideia central da mensagem e da minha leitura pessoal do filme. Eis o precioso detalhe!(7) Entendeu? Ou quer que eu desenhe?

Como você sabe que eu enxergo o mal em tudo? Quem é você, mascarado(a)?

Escute a sua própria ‘voz’ e observe a sua frase:

‘...como você sempre enxerga o mal em tudo...’

Frase maldosa, tendenciosa, ditadora e sem nenhuma relação com o texto; considerando ainda que os termos ‘sempre’ e ‘tudo’ denotam extremismos que não condizem em nada com a mensagem do mesmo.

Seja pelo menos inteligente procurando analisar o texto, e não, a autora. E mostre a sua cara!

Você está enganado(a) eu não enxergo SEMPRE o mal em TUDO. Mas aprendi a enxergar o mal. Aprendi na porrada porque eu fui muito ingênua durante muito tempo na vida. Mas aí fui presenteada com tal discernimento... Inclusive, em alguns casos, este mal vem de forma anônima. E de fato, eu dou sim, alguns vacilos. Eu erro pra caramba, cometo meus enganos, mas sou corajosa para admitir, sou audaciosa para me mostrar e valente para dar a cara a bater. Já você, não pode dizer o mesmo. Não é?

Ah! E decida-se, finalmente, pelo pronome de tratamento a usar comigo. ‘Senhora’ ou ‘você’. Pra mim, tanto faz. Desde que não esteja ferindo nenhum código do Direito.

A propósito, vai uma dica: evite ofensa, injúria, calúnia e difamação, principalmente pública, pois mesmo sendo você anônimo(a) eu tenho como descobrir seu IP. Aí a gente pode até parar nos tribunais. Exagero?! Pode até ser, mas da mesma forma que não sou detalhista, uma pitada de drama também faz parte... E não que isso  não possa ser perfeitamente evitado. Basta se conter a inveja e/ou a raiva gratuita. Contendo esses dois sentimentos abomináveis, quem sabe, de repente, você se priva de suas opiniões pessoais fúteis e inverídicas e talvez até consiga enxergar o seu próprio telhado de vidro

A propósito, que mal lhe fiz? Se esse breve comentário acima, gritando mágoa nas entrelinhas, é fruto de um mal entendido resultante de algum veneno, estou aqui para conversar sobre qualquer assunto. E se eu tiver cometido alguma ofensa com a sua pessoa eu saberei me retratar e pedir perdão. E, finalmente, se for apenas antipatia pessoal, não posso fazer nada em relação a isso, apenas exigir respeito.

E, bora combinar, para quem critica aquele que só vê o mal, você não fica muito atrás, considerando que o texto fala justamente de CURA DA ALMA. Veja você a ironia. Não se ligou nesse detalhe(8) rss Bom! Vá se tratar e depois volte para ler sem levar para o lado pessoal. Ou então, faça o seguinte: Se você acha que eu vejo SEMPRE o mal em TUDO nem leia meu blog. E, detalhe (9): me esqueça.

Assim, sem querer ser extremista - mas já sendo!- não vejo outras alternativas pra você. Aprenda a fazer crítica com maturidade e imparcialidade ou esqueça que meu blog existe. Até porque, o blog é meu, eu posto o que me aprouver e modero o comentário que eu quiser.

Regina Farias.


Momento Pasquale.
Detalhe(10): no texto, após colocar reticências (...) dá-se um espaço e inicia-se com letra maiúscula.

- Ai, ai, quanto mais eu rezo... - Diria a Madre Superiora.



Arrogância denominacional



Captei a seguinte PÉROLA ali no Blog do meu amigo Ricardo:
Eliseu: Uma arvore só é considerada boa se suas raízes forem profundas e não cair ao longo dos anos.(...) Vou parar por aqui, porque Cristo disse; Não jogueis pérolas Santa aos……………..
Tchau JOSÉ !!!
José: árvore boa é a que dá bons frutos. Você poderá encontrar isto lendo a bíblia (Mateus 7:17,18). Se for ler, não se preocupe, não é esta letra que vai te matar. E você está perdoado de sua ignorância mesmo que não possa enxergá-la.






(Não sei bem porque, mas esse fragmento de ‘diálogo’ me lembra a parábola do fariseu e o publicano...)


Meu Deus! É impressionante como já vi esse filme!

Se alguém fala com autoridade sobre essa imposição denominacional que reina na mente de alguns ‘dirigentes’ reacionários, a atitude é SEMPRE sarcástica, arrogante, pretensiosa e indelicada.

Encerrar uma fala direcionada a uma determinada pessoa, rotulando-a veladamente de PORCO baseado num versículo isolado (bem típico… ) é, no mínimo, uma atitude infantilóide.

Os porcos constituíam o mais forte exemplo de sacrilégio para os judeus.
Os porcos ilustram TUDO o que era depravado, impuro e abominável;
Os porcos descrevem os que se dedicam a odiar a Deus.

Mas isso, estes que saem atirando nas pessoas… De repente, coitados, até nem sabem! Porque, para eles, esse conhecimento é proibido! ‘A letra mata’!

E então, com outras LETRAS inventadas pela própria cartilha, saem tentando MATAR todos os que reagem à sua cegueira religiosa. E não apenas matar mas, principalmente, condenar ao fogo do inferno.

Por outro lado, por mais que se cresça em números, fascinando os olhos dos que valorizam a quantidade, o certo é que essa INQUISIÇÃO INGLÓRIA COM BASE NA SANTA IGNORÂNCIA está cada vez mais enfraquecida. Justamente dentro destes mesmos números!!!

Esta estúpida Inquisição Denominacional já não faz mais nenhum sentido existir nos dias de hoje pois vivemos em época onde TODOS podem ter acesso à informação.

Como bem diz um comentarista mais ou menos assim: ‘depois de vários anos vim saber o que é Graça POR MEIO DA INTERNET’.

Ora, o Espírito de Deus é livre, soberano! Ele age como quer e onde quer. Não existe NENHUMA força denominacional que o retenha pra si!!!

Ainda assim, é triste...

É TRISTE (e irônico) ver como existem pessoas fundamentalistas usando o nome de Jesus, colocando palavras em Sua boca! É lamentável ver pessoas que se dizem ‘escolhidas’ e que se arrogam à exaustão em suas defesas doutrinárias, afastando-se cada vez mais da única coisa que realmente importará ‘naquele dia’…

‘Naquele dia não se perguntará quais eram as suas doutrinas, nem como era a sua forma de batismo, nem qual era a sua religião, nem quantos trabalhos cristãos você fez, nem se perguntará pela sua estatística de ‘quantos você converteu para Deus na Terra’. Perguntar-se-á se você viu Jesus por aí, com fome, maltratado, com sede, preso, doente, lá no ‘brejo da Cruz’. E as pessoas vão dizer. ‘Senhor, nós nunca te vimos assim’! E Ele vai dizer: ‘Sempre que vocês deixarem de atender a um ser humano nesse estado de degradação, de prisão, de dominação, de infelicidade, de angústia e de miséria, vocês deixarão de atender a mim’. É uma pena que Mateus 25 não seja levado a sério por nós. Não se esqueçam: é com base no amor ao próximo que se estabelecerá o critério ômega do juízo’. (Caio Fábio)


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Correr atrás do vento





"Então, vi que TODO trabalho e TODA destreza em obras
provêm da INVEJA do homem CONTRA O SEU PRÓXIMO.
Também isto é vaidade e correr atrás do vento".

Este versículo acima (caps meus) faz parte do capítulo quatro do livro de Eclesiastes, onde o sábio, por meio de suas próprias experiências (então, vi...) enfoca o valor do trabalho em equipe, da cooperação, do companheirismo, da amizade, da comunhão com os outros.

Ressaltando que o objetivo egoísta de 'se dar bem', ter fama, popularidade e trabalhar muito apenas para obter mais do que os outros é um impulso fútil e que não tem nenhum valor em si. "Nem mesmo o prestígio proporcionará felicidade e contentamentos duradouros".
.........

O breve comentário acima, eu fiz há dois dias no Blog do Irlandês. Fala da INVEJA, esse descontentamento com o que se tem, numa sociedade cada vez mais consumista que estimula a pessoa a uma "escalada contínua em busca de algo melhor, mais fácil e mais opulento".

Aí, numa espécie de sequência, lá estava eu ontem lendo uma ‘Quem’ na sala de recepção do dentista de minha sobrinha. É somente quando eu leio esse tipo de revista. (Abafa rss). Mas, casualmente, e provando que se tira coisa boa de (quase) tudo,  abri numa matéria que falava sobre a busca frenética pela fama em detrimento de outros valores. Automaticamente, associei ao texto do blog. É impressionante como isso sempre me acontece. Como se a atestar um raciocínio anterior...

A reportagem era com a estonteante Ana Paulo Arósio, mesmo com alguns quilinhos a mais e os cabelos esvoaçantes. Modelo e atriz que dominou altas campanhas publicitárias, foi capa de revista constantemente e ainda participou de ‘Forever’ (1991 - Walter Hugo Khouri), marcando sua estreia no cinema. Abandonando a carreira justamente quando escalada para protagonizar a personagem Marina em Insensato Coração (2011), foi acusada por Gilberto Braga de ter atitude anti-profissional. Ora, ela tinha suas razões pessoais e não cederia a imposições globais que seduzem e induzem à obediência cega.

Eu já gostava dela, mas tornei-me sua fã ao ler suas considerações. Palavras sábias de uma linda mulher centrada, serena e firme nas colocações. Discorrendo sobre esse lance do artista ter o glamour como obrigação, identifiquei-me imediatamente com o que ia lendo. Ela falando dessa paranoia de você ter que estar sempre bem, sempre cuidando obsessivamente da aparência, sem muito espaço para a vida emocional.  E arremata: ‘não é apenas em função do dinheiro e da fama que a gente tem que viver’.

Há uma linha tênue que separa a ambição saudável da competição invejosa. E, para isso, o meio artístico é campo fértil. Ora, como alude a mesma edição da citada revista, o artista é flagrado em cenas da vida real na praia com familiares, correndo na orla vestido com a camisa do seu time preferido, descalço no shopping porque o sapato apertou, caminhando nas ruas com o filho vestido de super herói de sua preferência ou fazendo caminhada com o(a) parceiro(a) nem um pouco conhecido, como qualquer mortal.

São (ou deveriam ser) pessoas normais com comportamento normal. Entretanto, o que se percebe é que há sempre uma resposta a uma cobrança de um público (não menos neurótico) que exige uma postura ‘diferente’ por parte do seu ídolo. O ídolo, por sua vez, se apavona com essa cobrança, sobe no salto e começa a se enxergar acima do bem e do mal. Veja, por exemplo, a atitude arrogante da Rita Lee em show que lhe rendeu um senhor processo...

O artista precisa estar sempre lúcido, não ceder aos deslumbres para não sair do foco. Afinal, antes de tudo, ele abraçou uma profissão cujos ‘ossos do ofício’ exigem constante concentração. Ele não pode se permitir viajar na maionese achando que sua vida é só palco e mídia, deixando que os holofotes o ceguem e incham o ego, confundindo os reais valores da existência. Não é fácil, mas apenas em constante vigilância nesse sentido, ele evita cair na cilada da mera competição invejosa que garante sua popularidade. E não é que popularidade seja ruim. Ruim é fazer disso o objetivo principal, pois que facilmente se esvai e logo se é esquecido. Não é à toa que, há séculos, já dizia o sábio que ‘isso é correr atrás do vento’.

RF.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sangrando e sendo curado...

Eterno Gonzaguinha...

Quando eu soltar a minha voz,  por favor  entenda, que palavra por palavra, eis aqui uma pessoa se entregando...

Caramba! Para mim, esse fragmento de poesia - tristonha mas curativa - reflete exatamente o que aconteceu. Foi assim que eu visualizei a chegada de Gonzaguinha naquele ambiente que seria permeado de flashbacks. Numa regressão terapêutica, ele simplesmente se entrega àquela busca por respostas a uma enorme inquietude interior.

Tudo começa quando, impulsionado pela madrasta,  o esperançoso filho vai ao encontro do pai para poder se encontrar. Ele ainda não sabia disso pois seu coração estava cheio de amargura. Porém, à medida em que conversavam, diferenças amenizadas, arestas aparadas... A amargura se esvaía. E eles nem atinavam para isso! E, quanto mais barreiras iam sendo naturalmente rompidas, maior leveza se instalava. E os laços se reintegrando... E os reais valores aflorando... E o menino foi ficando em paz. Analogamente, talvez ele nem soubesse que essa era a ideia: ir em busca do pai e aquietar o coração. Porque essa sempre foi e sempre será a grande sacada da vida.

Gonzaguinha... Olhar perdido, entristecido, introspectivo. Sem mãe, sem pai, sem família, sem infância, sem referências. Entregue a amigos do pai enquanto o pai perseguia um estranho sonho.

Gonzagão. Este era o seu pai. Famoso. Reverenciado. Adorado pelo povo. Este homem obstinado que atravessou as fronteiras dos corações dos quatro cantos do Brasil, mas não abriu o próprio coração nem tampouco alcançou o coração que importava alcançar. O do filho.

Este era o pai de Gonzaguinha que seria desde sempre, o centro de suas crises existenciais. A mãe, não. Era caso resolvido. Já estava ausente. Já havia ido embora para sempre. Fica apenas a triste saudade. Sua grande frustração era a certeza de um pai omisso e egoísta tão presente e tão distante. Este pai, que ainda adolescente,  persegue sua meta esquecendo-se dos valores principais, obcecado em provar que não era um ‘sem eira nem beira’.

E, assim, enquanto se desenrola a história da vida do pai, se revela na alma do filho a ânsia de todo ser humano: sarar as feridas, remir as dores, reatar os laços, resgatar a vida. E isso só se consegue quando se está decidido, pois que  é efetuado o querer em nosso coração.

E isso foi o que quis o poeta. Ele sai de um falso habitat e segue rumo às suas raízes. Enfrenta a capa de superioridade de um pai envolto no glamour e consegue conduzi-lo ao foco de sua perseguição, trazendo à tona sua emoção mais escondida. É quando tudo acontece. É quando cai a ficha. É quando ambos se curam de suas feridas mais doridas. O pai que reconhece, se humilha e, simplesmente, pede perdão. Eis o clímax! Momento denso. Desconcertante. (A forte impressão que me causa é que a plateia em cheio para de respirar no exato momento, em perfeita sintonia de orquestração, ao mesmo tempo gritante e silenciosa).

Há, ainda, a preciosa figura da conselheira que, muito mais do que uma simples doméstica, desempenha com maestria o papel de sábia conciliadora. De um lado, trata de acalmar o coração do filho, revoltado com um pai meramente provedor;  de outro lado, sacode o pai artista/sonhador chamando-o a razão para o que há de mais precioso na vida.

Aliás, são duas as mulheres marcantes nesse reencontro. A primeira - lá do início - faz papel de intermediadora como querendo se redimir. Ela diz: seu pai precisa de você – mesmo sem nunca ter percebido o quanto ele precisou do pai e sem sequer imaginar que assim estaria unindo a ambos.

Tudo é um processo. Impressiona o desenrolar dos conflitos interiores do filho que culmina com o pedido de perdão por parte do pai desconfiado, omisso e egoísta. Não há segredo nem mágica. Há disposição, entrega, desarmamento total. O perdão e o amor fecham a questão.

Há o filho que insiste em procurar o pai, ainda que todo desmontado, ferido, mas em busca de respostas. E por amor, unicamente. O pai, por sua vez, após um longo período de teimosas racionalizações para o glamour em que vive, finalmente cai em si e, reconhecendo as tremendas vaciladas, diz: filho, me perdoa. Pronto, ali toda a dor se neutraliza. Porque há CURA.

Filme de fotografia impecável, a irônica reflexão fica por conta do final, onde um singelo juazeiro dá sombra aos dois que se reconciliam em frente à casa abandonada do poderoso coronel que provocara o pai de Gonzaguinha a sair mundo afora. Para ‘provar’ o que era vão...

RF.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

É disso que eu falo...




Ele é para os sobrecarregados que vivem ainda mudando o peso da mala pesada de uma mão para a outra. 

E para os vacilantes e de joelhos fracos, que sabem que não se bastam de forma alguma e são orgulhosos demais para aceitar a esmola da graça admirável. 

E para os discípulos inconsistentes e instáveis cuja azeitona vive caindo para fora da empada. 

E para homens e mulheres pobres, fracos e pecaminosos com falhas hereditárias e talentos limitados. 


E para os vasos de barro que arrastam pés de argila. 


E para os recurvados e contundidos que sentem que sua vida é um grave desapontamento para Deus. 


E para gente inteligente que sabe que é estúpida.


E para discípulos honestos que admitem que são canalhas. 


O evangelho maltrapilho é um livro que escrevi para mim mesmo e para quem quer que tenha ficado cansado e desencorajado ao longo do Caminho. 



(BRENNAN MANNING em 'Evangelho Maltrapilho')

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sujo e mal lavado




O marido chega em casa às pressas pois está um tanto atrasado para assistir o noticiário de sua preferência. Acomoda-se no sofá e grita:
- mulheeerrr, cadê a TV??
A mulher entra na sala esbaforida mas muito segura de si:
- ah, marido, levei hoje cedinho pra vender porque o irmão disse hoje lá na igreja que quem não desse o dízimo até amanhã não seria salvo.

Parece piada. Antes fosse...
Mas é a mais pura e cada vez mais corriqueira realidade. Isso é crime e tem nome: coação. E o tom velado de ameaça de quem diz dá quem pode? E, claro, com o cuidado em mudar para o nome de 'oferta', pois como sugere a expressão, se está ofertando, ninguém está obrigando.

Me chama à atenção essa piada porque quem a conta vive numa terrível prisão religiosa que pratica outros tipos de coação. 

É a história do 'sujo falando do mal lavado'. Gente que critica o fiel que vende a TV para pagar dízimo com risco de não ser salvo é a mesma gente que sofre pressão psicológica terrível para se batizar até tal dia sob pena de não ser salvo. Gente que usa todo tipo de roupa e linguagem circulando por aí no seu dia-a-dia, mas quando bota o pé dentro do suposto lugar santo, estão mudadas as indumentárias e o modo de portar-se.

Tem um monte de designação para o que as denominações por aí fazem para conseguir dinheiro e fiéis, que são verdadeiros casos de polícia. Para não citar várias designações com risco de repetição e redundância, vou sintetizar em uma só que, a meu ver, abrange tudo:

Pressão psicológica - Coloca a alma da pessoa em uma prisão invisível. Sua principal armadilha consiste em ludibriar o raciocínio, onde a driblada lucidez é substituída pelo auto-engano; assim, a vítima, eternamente angustiada, passa a experimentar situações constantes de estresse vivendo em distorcido mundo paralelo criado para sabotar sua própria consciência. 

E tem uma sequência que eu chamo de círculo vicioso, pois tal opressão que vai se instalando, ao mesmo tempo é aliviada na medida em que a pessoa se dirige ao local em que toma um pseudo-banho espiritual que lhe diz 'Deus está aqui'. E, quando ela volta pra casa, reinicia-se todo aquele processo instalado anteriormente que a prende cada vez mais em um emaranhado de normas, regras, proibições e obrigações. É um  'TENHO QUE' para todos os movimentos, até ao próprio respirar. Daí, segue-se outra fase: a do fingimento. Sim, pois não dá pra suportar tanta carga, então fingir é a válvula de escape. É quando as máscaras caem bem. Mas caem na face. E grudam. Estabelece-se então no indivíduo uma ingenuidade (tolice) que o encaminha às cegas a uma patologia que os dirigentes chamam de conversão.

E o mais absurdo de tudo é quando, nessas denominações em nome de Jesus, impera a meninice espiritual que beira a pretensão. É quando o pregador diz que a salvação só é encontrada naquele espaço físico. Ponto máximo da alucinação provocado pelo ópio do denominacionalismo. Mira fácil: o cabisbaixo, fragilizado, sugestionado. Inicia-se o processo da doutrinação que seria hilária se não estivesse em jogo a saúde psicológica do indivíduo...

Fica no ar pesado algo indizível porém perfeitamente claro: de um lado o autoritarismo do opressor travestido de bondoso intermediário de Deus; de outro, o constrangimento do dizimista/ofertante psicológico que, vendo-se nu e miserável, acaba cedendo e comprando uma fórmula repleta de efeitos colaterais e reações adversas que vai transformá-lo em um ser estereotipado, mais doente do que antes. Mas com aparência de feliz e realizado vez que no baú do seu kit espiritual estão todas as máscaras necessárias. Conforme a situação.





terça-feira, 13 de novembro de 2012

Cristianismo pagão


Igreja: fábrica de robôs.



Que cristãos na era apostólica erigiram casas especiais de culto, isso está fora de cogitação... 

O Salvador do mundo nasceu em um estábulo e subiu aos céus desde um monte. 

Seus Apóstolos e sucessores até o século III pregaram nas ruas, mercados, montes, barcos, sepulcros, cavernas, desertos e nas casas dos seus convertidos. 

Contudo, milhares de igrejas e capelas caras foram e continuam sendo construídas em todo mundo para honrar o Redentor crucificado que nos dias de sua humilhação não possuiu nenhum lugar onde repousar a cabeça! (Philip Schaff)


Do livro 'Cristianismo Pagão' de Frank A. Viola)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Jesus era feio?! COMO ASSIM?!




O comentário abaixo é apenas um entre os mais de trezentos recheados de sandices dos 'crentes' cheios de ira contra a Sandy Gospel. 
Tudo bem que Jesus estava mais para os moldes muçulmanos, como exibiu há algum tempo o History Channel, mas chamá-lo de feio é, no mínimo, forte demonstração de preconceito de raça e de etnia.


Ricardo Amaral disse:
7 de novembro de 2012 às 1815
Jesus era FEIO!
“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.”(Isaías 53:2)
Enquanto pessoas ignorantes derem valor a aparência e não a mensagem, milhares estarão louvando com LÚCIFER e pensando q estão louvando ao SENHOR!
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;”
1 Timóteo 4:1-2
É UMA VERGONHA para todo aquele se considera evangélico quando uma figura publica diz uma asneira como essa. Humilha não apenas nós mas também o evangelho e o nome do Senhor!
Com Deus não se brinca. Está na mão de Deus agora e ela vai dar conta.

  • Regina Farias disse:
    O seu comentário está aguardando moderação.
    Pronto, estava demorando! Apologia à feiúra e ao excesso de tecido adiposo. Além de um monte de robozinhos, todos monstrengos, ogros e ‘ogras’ rsss
    Religião fundamentalista tem dessas pérolas!
    Que asneira é essa?! Dizer que Jesus era feio com base em um versículo fora de contexto?! Ali o profeta está narrando o quadro dramático em que antecedia o sofrimento vicário de Jesus.
    Ele não tinha a beleza nórdica que o catolicismo pinta, mas dizer que ele era feio, usando este versículo como base, incorre no mesmo erro, pois NA VERDADE Jesus fora desfigurado pelo sofrimento. Daí a narrativa!!!
    E mais: Quem disse que Deus não gosta do belo? Ele preparou um jardim LINDO E MARAVILHOSO para o homem. O homem foi quem tratou de torná-lo feio. E tornar-se feio, consequentemente!!!
    UMA VERGONHA é usar versículos soltos para dizer que Deus disse isso ou aquilo, e, principalmente, em nome de Deus, ameaçar/intimidar as pessoas.
    Quanta pretensão no mesmo espaço!
    Vamos todos aproveitar o gancho e todo mundo – pastor e ovelhas – caminhar e modificar urgente o tipo (E A QUANTIDADE) da alimentação que é o melhor que se faz! DIETA JÁ!!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vida com Deus

(Imagem de autoria do Zé Luís Jr*)


Tenho aprendido a cada dia que vida com Deus não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com religiosidade, cerimonialismo ou (menos ainda!) fanatismo. E sim, com a busca de uma vida prática saudável em todos os sentidos, onde se procura viver as relações de forma ponderada. Para isso, o primeiro passo  é nos desarmarmos e acalmar o coração, ironicamente, o nosso maior inimigo nessa busca. Pois o ministério que Jesus nos confiou (a todos, indiscriminadamente) foi o da RECONCILIAÇÃO. Com Ele, com nós mesmos e, consequentemente, com os outros. Essa é a ideia! Tão desconcertante de tão simples - diria o pregador...

Não temos nenhuma obrigação de adotar clichês como postura de verdadeiro cristão ou usar certos chavões religiosos para ganhar o céu. O que vale é se há a intenção prática no nosso coração ou se estamos participando de uma farsa coletiva para bajulação/negociação divina. Jesus dispensa rispidamente os bajuladores e clama por mais 'samaritanos' que não supervalorizam as leis, regras, normas e apenas têm o gesto simples, eficaz e necessário, no momento necessário e pronto. O resto é invenção do homem religioso. No dia em que cair a ficha do religioso de carteirinha, ele vai entender o quanto seu enorme esforço por ser/parecer bonzinho e certinho é vão e patético.

Se observarmos com cuidado, veremos que em suas cartas, Paulo fala de vida prática cristã. Gosto de bater nessa tecla, porque muitos veem Paulo como mais um religioso fariseu, seguindo essa falsa visão de seus escritos. Entretanto, na sua missão apostólica, sua ênfase sempre foi de apresentar instruções para uma vida cristã SINCERA no cotidiano, e não para uma vida religiosa, dentro dos moldes do líder da igreja. Inclusive, isso de pegar umas falas do apóstolo, para, a partir delas, montar uma igreja/doutrina supostamente do agrado de Jesus é, na realidade, atitude de natureza paganista.

Não perdemos nossa individualidade quando 'nos filiamos' a determinada instituição religiosa. Deus não é um tirano religioso. Aliás, foi Ele mesmo que nos concedeu essa individualidade preciosa! Adestramento é para animais, que não têm raciocínio, consciência, lucidez, senso crítico. Prerrogativas estas, que são presente de Deus a cada um, pessoalmente! E não, coletivamente, para um dirigente reacionário comandar. Senão, qual o sentido desse 'presente'? Portanto, façamos o uso CORRETO do que nos foi dado de GRAÇA.

Líderes extremamente respeitados também podem nos decepcionar. É por isso que Deus não considera posições e tipos de atuação (Rm 2.11) Uma coisa é o respeito pelo ofício, outra coisa é a fidelidade somente a Cristo. Ninguém espere de mim, reverenciar a quem quer comandar minha vida pessoal.
RF


LEITURA COMPLEMENTAR:

Todo fundamentalista é pagão, porque é confinador de quem é inconfinável, que é Deus. O fundamentalismo pratica a mais estúpida tentativa que o ser humano pode fazer sobre o Criador, que é tentar domesticar Deus. Ou, então, querer dizer até onde Deus vai, o que Deus pode e o que não pode fazer, ou a quem deve ouvir. O fundamentalismo entende que Deus está a serviço da religião, e isso é paganismo cego, inverte a ordem universal, na qual todas as coisas existem para Deus e em Deus. E Deus é aquele que tem a absoluta liberdade de ser, sem jamais explicar porque Ele resolveu ser o que Ele é.
Esses grupos todos que falam de maneira obcecada e fanatizada sobre fé, em geral, são os mais inseguros e os mais resistentes, porque não têm capacidade de aceitar qualquer encontro com qualquer coisa que eles não acreditam, sob pena de que isso sacuda e enfraqueça os fundamentos, sobre os quais não admitem que se façam perguntas. A maior luta de Jesus foi contra os fundamentalistas. Foi o fundamentalismo que matou Jesus. O fundamentalismo que não aceita que o milagre seja feito no dia de sábado, que diz que Jesus não pode tocar nas coisas que ele toca, comer a comida que come, conviver com as pessoas com quem convive. (Caio Fábio)