"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O PATRIARCA

José Gomes Farias (meu pai, de branco) ladeado pelo governador do distrito
e do  presidente do Rotary Internacional.



O Patriarca
Por José Gomes Farias (1964)


Depois de São Francisco, não sei se outro homem conseguiu fazer-se estimar tanto pelos animais, quanto meu pai. O Patriarca de Assis, operando milagre, infundiu num lobo esfaimado, mansidão de cordeiro. Meu pai, sem milagre nenhum, transformava em amigos de que se cercava. Vi muitos touros entrarem no pátio jogando terra no lombo, urrando baixinho, manifestando num gemido surdo, toda a cólera de que estava possuído e meu pai ir-lhe ao encontro, armado unicamente com sua voz mansa e uma vasilha contendo sal. O animal terminava lambendo o sal e deixando, indiferente, que meu pai lhe coçasse o pescoço potente, perto dos chifres afiados.

Canzarrões mordedores, terror das crianças e das mulheres, o que, à aproximação deles, os homens coçavam instintivamente, perto do cós da calça, do lado em que traziam o facão de vinte e duas polegadas, arrastarem-se pesadamente, atendendo ao chamado do meu pai, ou simplesmente quando ele estalava, repetidas vezes, o polegar e o médio, num gesto característico de convite que somente os cães entendem.

Apesar de ser um amigo dos animais, ou por isso mesmo, não permitia que os filhos trouxessem para casa, um filhote de cutia, um macaquinho, um pássaro. Quando um de nós tentava aprisionar um sabiá, meu pai energicamente se opunha. Se insistíamos, ele falava da liberdade que íamos roubar e de outras coisas mais a que pouca atenção prestávamos. Quando ele desconfiava que seu argumento não convencia, encerrava a questão com aquela palavra a que nada mais podíamos acrescentar: NÃO.

Logo após as primeiras chuvas de inverno, as laranjeiras se cobriam de flores, impregnando o ambiente de um perfume de sonho. Os sabiás acorriam de todos os lados para a grande festa da NATUREZA, enchendo o ar de música e os galhos da laranjeira, de ninhos. Porém, a nós só era permitido olhar tudo isso, de longe.

Ninguém, entretanto, consegue fugir à mutabilidade que a vida impõe no correr dos tempos. Alguns anos antes de sua morte, passei a ver, em minhas constantes visitas aos velhos, um ou dois papagaios trepados nas travessas da cozinha. Como entraram naquela casa, nunca cheguei a saber ao certo. Acredito que meu pai foi vencido por minha irmã nesse terreno em que tanta resistência oferecera. Esta deve ter lançado mão de todos os meios, inclusive de suas prerrogativas de caçula.

Um dos louros tornou-se quase inseparável de meu pai. Logo que ele entrava em casa, o papagaio voava ao seu encontro, se os separava considerável distância. Se acontecia estar no portão quando meu pai entrava, num gracioso esticar de pescoço, pendurava-se pelo bico, em sua camisa. Às vezes subia pela perna da calça, indo aboletar-se no seu ombro, onde ficava catando imagináveis bichinhos atrás da orelha do seu dono. Meu pai tirava-o dali carinhosamente, pondo-o no chão ou jogando-o para o alto, facilitando-lhe o vôo para o teto da cozinha ou para uma árvore próxima. Antes, porém, dava-lhe repetidos beijos na cabeça, dizendo-lhe palavras amáveis.

Quando meu pai saía pelos arredores da casa procurando um pau de lenha, tocando um bezerro para o curral ou apenas estirando suas pernas cansadas num passeio saudável, o seu companheiro verde e amarelo acompanhava-o em vôos rasantes sobre sua cabeça. Esse louro não havia sido privado de sua liberdade, pelo menos depois que eu o conheci. A maior parte do tempo em que meu pai não estava em casa, ele passava nas copas das árvores mais altas, muitas vezes em companhia de seus irmãos bravios.

Essa ave transformou-se, com certeza, num inconsciente instrumento de tortura para minha mãe e meus irmãos. É possível que no momento em que anoto essas coisas, ele ainda esteja voando de uma árvore para outra nos arredores do sítio, seguindo o mesmo itinerário por onde meu pai passeava nas tardes tristes.

(Embora essa crônica acima seja meu pai homenageando seu próprio pai (meu avô) esta postagem é em  homenagem ao MEU PAI, que hoje completaria 83 anos de idade)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Aprendendo a fazer anjinhos



Mariana, a ilustre aniversariante do dia, aprendendo a fazer anjinhos na neve. Lindo!

Parabéns, gatinha!!!

E que Deus ilumine todos os seus caminhos.

Primeira neve





Tomei a iniciativa de fazer a adaptação de uma carta super carinhosa (e-mail) que recebi hoje pela manhã, da minha amiga Kenia que está morando na Holanda. (Claro que a consultei antes rss) Ela é casada com o meu amigo Paul e têm a linda Mariana que completa essa família linda. É a garota do vídeo e que faz 5 aninhos hoje! Por isso este post é em homenagem a ela!

Ao iniciar a leitura da carta já fico logo feliz com o “estamos bem” mas gosto de saber de mais notícias e então fui me deliciando com as novidades. Como ela diz, ainda estão na fase de adaptação (Embora ele tenha suas raízes paternas lá)  que requer uma boa dose de paciência. Afinal, são outros costumes, outro idioma, outra gente... Outro clima!

Eles moram em Diemen, uma cidadezinha típica holandesa, que fica vizinha de Amsterdam, como ela disse certa vez, cidade-dormitório. Daí nem hotel tem, mas tem um bom centro comercial (tipo um shopping, que está sendo, inclusive, ampliado), tem cinema e teatro (todas as pequenas cidades têm), enfim, um lugar onde pessoas desconhecidas ainda se dão bons dias e boas tardes na rua, como era antigamente e como ainda deveria ser. (Palavras dela que eu assino embaixo)

A escola de Mariana é em Amsterdam e minha amiga tem que levar e apanhar todo dia. Uma coisa! – como ela diz. Pega bonde e ônibus na ida e na volta, mas isso vai mudar porque é uma escola pra crianças que não falam holandês. Na medida em que ela for dominando o idioma, fica na escola de Diemen, que é pertinho de casa.

A calçada em que a linda Mariana está é a do prédio em que moram. O primeiro vídeo mostra um pouco das varandas da casa. A propósito, queria falar um pouco dessa menina que é a mistura perfeita dos pais, inclusive já lhes disse várias vezes sobre isso, pois nunca tinha visto um desenho divino tão perfeito no qual Ele reproduziu os pais de forma tão bem dosada e tão expressiva. Coisas de PAI rsss

Hoje, dia 5 de dezembro, é uma data muito importante lá: o dia do Sinter Klaas (S. Nicolau), é hoje que as pessoas se reúnem e trocam presentes. Por isso, fizeram ontem a festinha de aniversário de Mariana. A noite do dia 24 não tem nada pra eles, e só agora que algumas pessoas lá estão adotando o costume, mas sem abandonar a comemoração de hoje.

E ela encerra assim:

“Ontem foi uma nevasca daquelas, como você pôde ver, mas agora está +/- e tudo já está derretendo. Aí fica aquela sujeirada, lindo é ver tudo branquinho, maior sensação de paz.

Beijos pra você e saudade,

Kenia”

Amei!!!



História do Jazz...


Escravos em campos de algodão


Aproveitando o Festival de Jazz que ora acontece em Porto de Galinhas - PE, fiz uma pequena adaptação de um texto para dar enfoque sobre a origem desse estilo musical (visto por uns como seleto). O que me fascina é a sua história, sua origem e sua trajetória; pois a mais triste ironia dessa beleza de arte extremamente sofisticada e que hoje curtimos em shows e festivais, é que ela nos foi presenteada dos guetos mais humildes e sofridos, surgindo da dor da segregação. Pérola que nasce da estupidez do próprio homem contra seu semelhante. E o melhor de tudo neste evento é que a festa é na praia e para todos, o que esclarece o equívoco de que jazz e blues é para uma minoria privilegiada.


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Por volta de 1808 o tráfico de escravos no Atlântico trouxe aproximadamente meio milhão de africanos aos Estados Unidos em grande quantidade para os estados do sul. Grande parte dos escravos veio do oeste da África trazendo fortes tradições musicais.

Festas de abundância com danças africanas, ao som de tambores, eram organizadas aos domingos em Place Congo, New Orleans, até 1843, sendo como uma festa similar em New Orleans e New York.

Escravos da mesma tribo eram separados para evitar formações de revolta. E, pela mesma razão, nos estados da Geórgia e Mississipi, não era permitido aos escravos a utilização de tambores ou instrumentos de sopro que fossem muito sonoros, pois poderiam ser usados no envio de mensagens codificadas.

Entretanto, muitos fizeram seus próprios instrumentos com materiais disponíveis, e a maioria dos chefes das plantações incentivou o canto para que fosse mantida a confiança do grupo. A música africana foi altamente funcional, tanto para o trabalho quanto para os ritos.

As work songs e field hollers incorporaram um estilo que poderia ser ainda encontrado em penitenciárias dos anos 60, e em um caso eram parecidas com uma canção nativa ainda utilizada em Senegal.

No porto de New Orleans, estivadores negros ficaram famosos pelas suas canções de trabalho. Essas canções mostravam complexidade rítmica com características de polirrítmica do jazz. Na tradição africana eles tinham uma linha melódica e com o padrão pergunta e resposta, contudo, sem o conceito de harmonia do Ocidente. O ritmo refletido no padrão africano da fala e o sistema tonal sistema africano levaram às blue notes do jazz.

No começo do século XIX, um número crescente de músicos negros aprendia a tocar instrumentos do ocidente, particularmente o violino, provendo entretenimento para os chefes das plantações e aumentando o valor de venda daqueles que ainda eram escravos. Conforme aprendiam a música de dança europeia, eles parodiavam as músicas nas suas próprias danças cakewalk. Por sua vez, apresentadores dos minstrel show, euro-americanos com blackface, estilo de maquiagem usado para sátira, popularizavam tal música internacional, a qual era combinação de síncopas com acompanhamento harmônico europeu.

Entre as inúmeras influências que provocou no mundo inteiro tem uma que veio dos negros que frequentavam as igrejas. Eles aprenderam o estilo harmônico dos hinos e os adaptavam em spirituals. As origens do blues não estão registradas em documentos, entretanto, elas podem ser vistas como contemporâneas dos negro spirituals.

Conforme pesquisadores, há uma incrível similaridade dos instrumentos, música e função social dos griots da savana do oeste africano, sob influência Islâmica, assim como uma complexidade rítmica da orquestra de tambores da costa da floresta temperada, que sobreviveram relativamente intacta no Haiti e outras partes do oeste das Índias mas não era farta nos Estados Unidos. Sugere-se ainda que a música de cordas do interior sudanês se adaptou melhor com a música popular e baladas narrativas, dos ingleses e dos donos de escravos scots-irish e influenciaram tanto o jazz como o blues.

A abolição da escravidão levou a novas oportunidades para a educação dos afro-americanos que eram livres, mas a segregação racial ainda limitava muito o acesso ao mercado de trabalho. Havia exceções: ser professor, pregador ou músico. E muitos obtinham educação musical. Euro-americanos costumavam ver os músicos negros como provedores de entretenimento de "classe-inferior" nas danças e nos minstrel shows, e mais tarde, o vaudeville. Várias bandas marciais foram formadas, aproveitando a disponibilidade dos instrumentos usados nas bandas do exército.

Um pianista negro não podia ser aceito em salas de concertos, mas poderia ser encontrado tocando na igreja ou tinham oportunidades de trabalho em bares, clubes e bordéis de zonas de prostituição, sendo que, aqueles que liam partitura eram chamados de "professores" enquanto os outros eram tocadores(ticklers) que tocavam marfim.

Nova Orleãs tinha se tornado uma mistura de raças. Os franco-criolos aproveitavam muitas das oportunidades dos brancos, e grupos de negros participavam em músicas clássicas e em óperas da cidade. Entretanto, a lei da segregação, que entrou em vigor no ano de 1894, classificou a população afro-crioula como "negra", colocando as duas comunidades em uma só definição.

Desde 1857, existia prostituição legalizada na área conhecida como "The Tenderloin", e em 1897 essa zona de meretrício, próximo a Basin Street, ficou conhecida como Storyville, lendário provedor de emprego para os talentos do jazz que surgia.







Em tempo:
O prefeito de New Orleans enviou aos organizadores do evento a chave da cidade, de modo que Porto de Galinhas passa a se chamar New Orleans durante a realização do evento que homenageia os 111 anos do band leader Duke Ellington, (foto abaixo) uma das maiores influências do jazz desde 1920.







sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

JazzPorto



Começou nesta quinta-feira (2) a quarta edição do JazzPorto - Festival de Jazz e Blues de Porto de Galinhas. Por três dias, o balneário espera receber 10 mil pessoas que curtirão os shows, cursos e circuito gastronômico do evento. O acesso é gratuito.

Quem abriu a programação nesta quinta foi a carioca Taryn Szpilman, que se apresentou ao lado do gaitista Jefferson Gonçalves e da Uptown Band*.

O grupo pernambucano Dom Ângelo Jazz Combo, com participação especial do saxofonista holandês Fred Berkemeier, completaram a noite.

Na sexta-feira tem show da Street Jazz Band, de Garanhuns; do Brasil Modern Jazz Quarteto, de Alagoas; e do Quinteto Violado, que explorará as potencialidades jazzísticas da tradição musical nordestina. Também se apresenta Fred Berkemeir e VaGouveia, que recebem convidados para uma jam session.

Sábado, a Street Jazz Band encena um típico funeral de New Orleans, onde uma marcha bem-humorada é criada e se cantam os standarts do ritmo.

À noite tem ainda Alexandre Santiago & Dose Dupla (PE), Marcelo Naves (SP) e Uptown Band (PE)*, além do norte-americano Karl Dixon, Fred Berkemeir e VaGouveia.

Ver programação de shows aqui: Fonte


*Uptown Blues Band (Recife-PE)


Jackson Jr(camisa preta, baixista,meufilhote rss) é o segundo, da direita p/ a esquerda

Banda pioneira da cena do blues em Pernambuco, tem 11 anos de estrada e se destacou por ser a única banda do Nordeste a ter tocado com praticamente todos os grandes nomes do blues nacional e vários do exterior: Marcos Ottaviano; Victor Biglione; Danny Vincent; Celso Blues Boy; Donny Nichillo; Greg Wilson; Richard Chalk; Phil Guy; Fernando Noronha; Vasco Faé; Frank Solari; Bruce Ewan; Ivo Pessoa; Peter Madcat; Derico, George Israel; Nasi(Ira!); J.j. Jackson; Claudio Zolli; Deacon Jones(John Lee Hooker); Solon Fishbone; Lancaster, Flavio Naves, Big Gilson, Big Joe Manfra; Kenny Brown; Flávio Guimarães; Eddie C. Campbell; André Chistovam; Jefferson Gonçalves; Nuno Mindelis; Leo Gandelman; Taryn Szpilman; Claudio Infante; Andrew Potter; Clara Ghimel; Maurício Saad; Ivan Mariz; Lappan; Ricardo Werther; David Costa, Diego Figueiredo,Marcio Montarroyos, Àlamo Leal, Big Chico, Mister Jack, Renato Barros, Ted Mcneely, Robson Fernandes, James Wheeler, Tico Stª Cruz, Renato Rocha, Izzy Gordon e Magic Slim.

Suave Veneno





Irmãos, Coragem!

Hoje vou escrever sobre um assunto sério num determinado país da América, mais precisamente a Terra Nostra. Talvez este texto gere um tititi aqui e acolá, mas isso não seria o fim do mundo e nem inédito nesse blog.

As novelas fazem sucesso no Brasil, podemos dizer que é uma verdadeira passione nacional. Algumas são mulheres apaixonadas e muitos homens até acham que vale a pena ver de novo.

Segundo os autores a dramaturgia brasileira retrata as páginas da vida, não sei se é bem isso, pois vejo que os retratos pintados nas novelas não são fiéis à realidade vivida pela maioria dos consumidores desse tipo de produto televisivo, geralmente a massa pobre e sofrida que parece bicho do mato e que compõe a sociedade brasileira.

Na ficção as mesas das refeições das novelas são sempre fartas, na realidade milhões de brasileiros não tem sequer o que pôr na sua mesa e viver a vida de modo decente.

Na ficção tem muita cabocla que não trabalha e tudo possui, mas na realidade isso é um desejo proibido para os milhões de brasileiros que trabalham duro e muitas vezes não ganham o mínimo para viver com dignidade.

Outra justificativa bastante difundida é que as telenovelas abordam tabus que ajudam a sociedade desses tempos modernos a superá-los.

Mas estou escrevendo este texto para que você não seja a próxima vítima. Pois as novelas usam da fama e beleza das celebridades para fazer você acreditar que vale tudo para ser a favorita.

Quando se fala em novela, no Brasil, a Globo é uma verdadeira cama de gato, embora, contraditoriamente, as histórias sejam belíssimas, além do seu elenco global ser beleza pura. Também tem a emissora evangélica Record com sua dramaturgia mutante que não evoluiu, é cópia da Globo, ou seja: para o bispo Edir f*#@#-se  os valores éticos, morais ou bíblicos, o que vale é que um negócio da China.

Suave veneno, de segunda a sábado, é servido aos expectadores, de dose em dose alguns caminham para a morte espiritual, pois, se envolvem de corpo e alma com as novelas e seus personagens, aliás, ter duas caras agora é normal.

Cometer adultério também é normal, mesmo que isso corte laços de família. E mais: não sei se concordam comigo, mas incentivar as pessoas a se entregarem à força de um desejo pecaminoso isso é coisa do anjo mau que nos ilude afirmando que é um verdadeiro paraíso tropical.

Não filtrar aquilo que assistimos nas novelas é enfiar o pé na jaca, afinal, a vida não é uma eterna magia. O fim do mundo vem e que Deus nos acuda, porque quando não ficar pedra sobre pedra não vamos querer estar aqui se estivermos vivendo de acordo com os valores novelísticos.

As novelas apresentam muitas meias verdades, e uma meia verdade é uma mentira inteira.

Ao invés de sair bebendo desse suave veneno que pode matar, você pode beber da água “pura e cristalina” lendo a Bíblia, a cada capítulo você estará mais fortalecido contra a ilusão de que a vida é uma eterna magia e que vale tudo.

Nota: quaisquer semelhanças dos itens destacados nesse texto com as novelas da Globo não são meras coincidências.

Adaptado <---

Novela?! Não sou contra nem a favor, muito pelo contrário.RF

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Então tá combinado...






I

Então tá combinado, é quase nada
É tudo somente sexo e amizade.
Não tem nenhum engano nem mistério.
É tudo só brincadeira e verdade.
Podermos ver o mundo juntos,
Sermos dois e sermos muitos,
Nos sabermos sós sem estarmos sós.
Abrirmos a cabeça
Para que afinal floresça
O mais que humano em nós.
Então tá tudo dito e é tão bonito
E eu acredito num claro futuro
De música, ternura e aventura
Pro equilibrista em cima do muro.


II

Mas...
E se o amor pra nós chegar,
De nós, de algum lugar
Com todo o seu tenebroso esplendor?
Mas e se o amor já está
Se há muito tempo que chegou
E só nos enganou?
Então não fale nada, apague a estrada
Que seu caminhar já desenhou
Porque toda razão, toda palavra
Vale nada quando chega o amor...


(Caetano Veloso)


O texto de hoje no blog da Rô me trouxe à lembrança essa música cujo início já me intriga rss

"Então tá combinado, é quase nada / É tudo somente sexo e amizade".

Quase nada?! Como assim?! Sexo e amizade é quase nada ou é (quase) tudo?

Observe que eu dividi em duas partes porque antes do MAS todos aqueles ingredientes em negrito já falavam claramente a quem queria enganar o próprio coração.

Ah, esse MAS que denuncia rsss...

"Mas e se o amor pra nós chegar / De nós, de algum lugar / Com todo o seu tenebroso esplendor?
Mas e se o amor já está / Se há muito tempo que chegou / E só nos enganou?
Então não fale nada / Apague a estrada / Que seu caminhar já desenhou
Porque toda razão, toda palavra / Vale nada quando chega o amor..."

É onde meu achismo poético e sonhador me diz que aí já havia certa especulação, as tais segundas intenções, um apostar, um atirar no escuro, se colar colou... E por aí vai.

Enfim, fica a belíssima interpretação da diva em homenagem àquelas mulheres que foram sinceras em sua amizade, que não estavam realmente com segundas nem terceiras intenções mas que simplesmente aconteceu. :) E aí foi só correr pro abraço sem medo de ser feliz... E não tentar explicar.
Pois, como diz o poeta, quando chega o amor, palavra é o que menos define. É como diria um pastor amigo meu: amor é o substantivo mais verbo que existe.

RF.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Complementaridade como plano de Deus.




Achei muito interessante o comentário feito pelo René no blog da Rô sobre Violência contra a mulher, no qual ele coloca, com muita propriedade e de maneira extremamente oportuna, a ênfase que Paulo deu em suas "ordenanças" e sempre conforme a vontade de Deus desde o princípio.

Essa frase abaixo, curta e contundente diz tudo e mais alguma coisa rss

- Maridos, AMEM... maridos, AMEM...  (Amem, flexão verbal. Do verbo AMAR rss)

Pois é...
Para mim, é aí que está o cerne da questão. É onde reside a verdadeira autoridade, que as pessoas confundem com imposição, com mandar, fazer e acontecer e que ao longo da história e das tradições - e através do pecado - foi se formando o equívoco em torno do plano de Deus de "uma só carne" como complementaridade mútua EM AMOR.

Ora, se o homem não amar a sua mulher e a sua casa, jamais será o cabeça e jamais terá qualquer autoridade espiritual, pois não existe autoridade sem amor.

É desse homem que ama que eu falo e que digo que ele é o cabeça da mulher. Por AMOR e jamais por imposição.

Não é complicado de entender. Uma pessoa de inteligência mediana sabe separar uma coisa da outra e não precisa se debruçar sobre livros e livros pra sacar algo tão simples e tão sublime.

Por exemplo: "pela imposição havia a submissão de um escravo", assim como há hoje em alguns casais, a submissão da mulher pelo medo. Ora, convenhamos. Se é pelo medo, não existe amor.

E o chamamento é para que o homem AME a mulher com o amor de Deus.

Daí Paulo falar, EM PRIMEIRO LUGAR (Como o René colocou muito bem) do amor do homem – e não da submissão da mulher - ordenando que todo homem ame a sua mulher, DE MODO QUE ele seja o cabeça da esposa ASSIM COMO Cristo é o Cabeça da verdadeira Igreja.

Eu acho muito importante essa analogia, aliás, foi nesse "ASSIM COMO" que caiu a minha ficha nessa questão tempos atrás.

Tem um texto muito apropriado (E bem mais completo, diga-se de passagem!) que fala sobre essa questão, do qual que eu roubei uma frase (só uma?! rss) e que diz mais ou menos assim:

Um homem que ame uma mulher com a qualidade do amor de Cristo — com carinho e zelo, sinceridade e sabedoria — será sempre amado pela mulher que diz amá-lo.

E esse mesmo homem de Deus, autor desse texto linkado/ adptado diz mais adiante:

"A autoridade espiritual do homem está no promover a paz pelo amor"

E, pelo fato de haver essa promoção, surge o respeito NATURAL que impulsiona a mulher à tal submissão voluntária, consentida. Permissividade de mulher que ama e é amada. Isso pra mim é Evangelho puro. Isso pra mim é viver o Evangelho na prática. Isso pra mim, é estar de acordo com os propósitos de Deus para o casal.



No Amor de Cristo!




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Acerca da ilustração acima:
Em uma pequena aldeia da França vive Belle, uma jovem inteligente que é considerada estranha pelo moradores da localidade, por ser uma sonhadora- e seu pai, Maurice, um inventor que é visto como um louco. Ela é cortejada por Gaston, que quer casar com ela. Mas apesar de todas as jovens do lugarejo o acharem um homem muito bonito, Belle não o suporta, pois vê nele uma pessoa primitiva e convencida. Quando o pai de Belle vai para uma feira demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela. Quando Belle sente que algo aconteceu ao seu pai vai à sua procura. Ela chega ao castelo e lá faz um acordo com a Fera: se seu pai fosse libertado ela ficaria no castelo para sempre. A Fera concorda e todos os "moradores" do castelo, que lá vivem e também foram transformados em objetos falantes, sentem que esta pode ser a chance do feitiço ser quebrado. Mas isto só acontecerá se a Fera amar alguém e esta pessoa retribuir o seu amor, sendo que isso tem de ser rápido, pois quando a última pétala de uma rosa encantada cair o feitiço não poderá ser mais desfeito.
FONTE

 

sábado, 27 de novembro de 2010

Mulheres sábias




"A mulher foi criada para ser a perfeita contraparte do homem,
não sendo inferior nem superior,
mas equivalente e igual ao homem em sua pessoalidade,
enquanto diferente e única em sua função".

Quando Deus fez o primeiro homem, disse que não era bom que ele ficasse só, da mesma forma que nunca quis que a mulher ficasse em segundo plano em absolutamente nada. No casamento então, nem dois seriam, mas "uma só carne”, PORÉM, sempre exaltando a individualidade da mulher, dando-lhe valor e responsabilidade ao longo da existência humana.

A esposa virtuosa de Provérbios 31 tem todos os elementos que agradam a Deus:

Razoável independência (v16)

Confiabilidade (v11)

Capacidade de assumir responsabilidade (v13)

Bom gosto (v22)

E determinação para ser digna de honra e elogios (v 28 a 31)

(Bíblia da Mulher, pg 830- Ed Mundo Cristão-SBB)


No AT vemos o exemplo de Débora que era profetisa e uma simples dona-de-casa sendo escolhida por Deus para liderar uma nação, tornando-se juíza e líder militar, libertando seu povo em tempos de guerra.
Tem também Ester, a quem Deus concedeu enorme coragem e grande sabedoria para livrar Israel da destruição; tem a incrível história de Rute, a moabita, de cuja descendência veio O Salvador!  Miriã, que desde criança mostrou-se inteligente ao conduzir e vigiar o irmãozinho, tornando-se mais tarde grande líder; considerada a mais notável mulher hebraica da sua época, foi ainda grande musicista e profetisa.

Havia ainda tantas outras mulheres expressivas tais como Ana, mãe de Samuel, e Abigail, que ao usar de grande habilidade mudou o rumo da vida do futuro rei Davi.

Tempos depois, em Sua perfeita Soberania, Deus não precisaria de uma mulher para realizar Sua obra salvífica, mas escolheu uma menina-mulher - Maria - como instrumento, fazendo triunfar a fé sobre o dogmatismo . Esta, por sua vez, compreendendo que o foco era Jesus, disse:

"Que se cumpra em mim conforme a Tua Palavra"

Isabel, parenta e mãe espiritual de Maria, destacou-se duplamente: como sua mentora extraordinária e como mãe do pregador que viria a ser o portador da mensagem de arrependimento, preparando o caminho para o Messias.

Quando Jesus nasceu, outra Ana servia no templo e vivia ajudando no serviço religioso oficializado naquele local (Lc 2:36.38)

Nos tempos do NT, Jesus sempre enfatizou o ministério das mulheres no evangelismo, ficando bem evidente sua atitude revolucionária quando apareceu para a mulher no poço de Sicar, já que por razões culturais era considerado impróprio para um rabino abordar uma mulher, principalmente uma mulher com aquele perfil. Enquanto ela era discriminada, Jesus a restaurou fazendo-a evangelizadora, com o dom de exortação, persuadindo e incentivando outras pessoas a conhecerem-NO.

" Muitos samaritanos daquela cidade creram nele em virtude do testemunho da mulher" 
(Cf. Jo 4.39)

Observe-se que no Sermão do Monte, onde Jesus deixou a todos maravilhados com Sua doutrina, não existe nenhuma alusão-proibição no que concerne à atuação da mulher evangelizadora. (Mt caps : 5-6-7) Ao contrário, exaltou o fato de Maria de Betânia ficar aos seus pés, ouvindo seus ensinamentos e repreendeu Marta, sua irmã, que queria que a mesma a ajudasse nos afazeres domésticos, numa reação típica de uma cultura que achava que uma mulher não devia receber ensino sobre as verdades espirituais. Jesus rebateu com o intuito de ensinar-lhe e encorajá-la a aprender.

Disse Jesus: “Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

Se Ele discriminasse mulher – e principalmente naquela cultura judaica à época - certamente ele diria:

- Ela tem razão, Maria. Por que você não vai p´ra cozinha, ajudar sua irmã?

A bíblia relata também a passagem da mulher que, em silêncio, estava prestes a ser apedrejada e Jesus dirige a palavra justamente a ela - ignorando questões culturais hipócritas que responsabilizavam a mulher pela luxúria (ora, ela transou sozinha?!) e por isso deveria estar isolada do homem – sendo essa mulher particularmente discriminada não apenas pela sua condição feminina, mas ainda pela sua conduta.

Ressalte-se também a permissão de Jesus para que Maria Madalena fosse a primeira mulher a vê-Lo e a falar com Ele, tendo sido a primeira pessoa a contar as Novas aos outros, ainda que nos moldes da época o testemunho de uma mulher fosse considerado inválido.

E muitas outras mulheres cooperaram das mais diversas formas, no ministério de Jesus... (Lc 8:1.2.3).

O Evangelho se propagou e, mais tarde, Paulo começou a enviar cartas específicas para as localidades.

Há certa confusão em interpretações doutrinárias devido a uma suposta discriminação feita por Paulo às mulheres de Corinto, quando na verdade tratava-se de um meio disciplinador, uma vez que as mulheres da alta sociedade manipulavam grande parte do poder econômico e faziam valer suas vontades. Era comum elas usarem de capricho para com seus maridos, influenciando-os sobre o que deveriam ou não fazer. Esse era um costume feminino quase generalizado permanecendo por muito tempo na igreja primitiva.

Epístola tem caráter específico e principalmente todo um contexto. E naquele contexto em Corinto, ele foi radical porque as mulheres de homens influentes, de grandes líderes locais, achavam que poderiam tratar as coisas espirituais como elas tratavam as outras questões, se achando no direito de tomar iniciativa e tomar as rédeas da situação. Isso pra citar um caso, mas certamente havia outras desordens no comportamento, como em relação a serem tagarelas, empolgadas demais (leia-se "sem noção") e dispararem a falar em línguas estranhas e fazendo uso indiscriminado da língua - falando o que não deviam, confiantes no poder das próprias palavras - daí a admoestação ao refrear da língua, sempre primando pela ordem e decência.

Na carta que escreve ao povo de Filipos (4.3) fica claro que Paulo não dispensa a ajuda das mulheres, lembrando ainda de Lídia e Priscila que eram cooperadoras em seu ministério de evangelização.

Aos gálatas (3.28), ele diz que não há distinção de sexos. Em Tito 2:3.5 as mulheres recebem ordem para ensinar na igreja. Quando ele diz aos efésios para a mulher ser submissa ao marido, deixa claro que o marido AME a mulher, comparando à relação de Cristo com a Igreja (Ef 5.23), numa alusão ao que Deus requer numa relação conjugal, pois ELE não quer submissão em detrimento da responsabilidade da esposa de andar em santidade e retidão diante dEle. Afinal, o marido não é Salvador e sim, protetor. Dessa forma, na submissão voluntária, a esposa serve a seu marido, com liberdade e dignidade, assim como, a Igreja serve a Cristo.

Se a gente atentar para as cartas sem os olhos religiosos da proibição, percebe que Paulo contou com a participação efetiva de algumas mulheres, para as quais ele deu a devida atenção e elogios. Na carta aos romanos isso fica muito claro e simples de entender. É suficiente que se faça uma leitura com atenção.

Vejamos como ele se refere a Febe (16:1.2)

Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo.

Quando ele pede pra recomendar a Priscila e Áquila, ele diz "meus cooperadores em Cristo Jesus", citando o casal, não somente o marido.(v.3) Inclusive esse mesmo casal instruiu Apolo acerca do Caminho por terem visto que ele tinha profundo conhecimento acerca das Escrituras (Atos 18.26)

Tem o caso típico de Evódia e Sínteque (Fp 4) que eram reconhecidas por ele devido ao seu estilo de liderança, mas que ele também deu seu puxaõzinho deorelha porque pintou uma competitividade, um ciuminho que estava afastando uma da outra e o cuidado de Paulo era que elas focassem o pensamento no Corpo de Cristo.

O objetivo de Paulo era impor uma nova concepção conforme o que Jesus havia pregado sobre a vida espiritual, desfazendo conceitos, erradicando costumes, mudando a visão e o pensamento dos novos convertidos.

E esse continua sendo o nosso objetivo – nós, mulheres cristãs – quando precisamos estar cada vez mais atentas ao papel que nos foi confiado, pois mesmo tendo passado mais de dois mil anos, ainda existe enorme disputa e grandes equívocos em nome de Jesus. E nós, mulheres, nos tornamos vítimas da nossa própria influência no meio em que vivemos.

Mas existe uma fórmula simples: colocar Deus no comando que sempre foi Dele.

Enfim...

Mulher atrás, apenas em situações específicas. Como, por exemplo, se o marido é paraplégico.

No mais, lado a lado com todos aqueles -homens e mulheres- que se dispõem a ser luz do mundo.

RF.







Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse:

Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado.
(Mt 28.5)



E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse:

Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.

(Mt 28.9)





quinta-feira, 25 de novembro de 2010

“I see dead people...all the time”




Algo que li no blog do J.C. - em comentário do próprio autor -  me levou a essa postagem do Cristão Confuso:

O Sexto Sentido e a ajuda bilateral

Sabe o que é spoiler? É aquela informação que revela trechos daquele filme – livro – história antes que você o veja, do tipo “O mocinho morre no final!”.

A reflexão abaixo revela o fim do filme que dá título à reflexão.

Assim, o segredo do estranho garoto é revelado ao atencioso médico, que durante toda a história procura auxiliá-lo, enquanto vive os conflitos de um casamento arrasado pela aparente indiferença da bela e triste esposa.

Ele busca solucionar o problema de seu paciente, mas está cético diante do que ele descrevia: era um cientista, não acreditava na fantasiosa vida pós morte nem nas visões de gente morta trazendo recados do além.

No fim, o garoto sorri, “curado” pela terapia do médico, e olha para ele sabendo que a missão está cumprida, embora o homem não entenda do que o menino está falando. Não se veriam mais.

É quando descobre que ele mesmo era um dos que morreram, e o tempo todo o auxilio que dava era devolvido para si mesmo, preparando-o para uma verdade terrível. Fora assassinado por um ex-paciente, alguém que sofria da mesma “doença” do garoto a quem ajudara, e pode então perceber quanta dor foi evitada, já que sabia o que o menino poderia ter se tornado.

Percebe que sua esposa sofre por amá-lo. Não há indiferença, há saudade. Ele compreende o tão contundente silêncio, compreende que não era desprezo, eram lágrimas de um luto.

Quem dera nossos”escolhidos”, os que abraçam o evangelho e são reconhecidos por isso, pudessem perceber que estamos sempre aprendendo um com os outros. Chama-se essa convivência de ajuda mútua de igreja.

A pessoa que aceita ser apenas arrimo, conselheiro, ajudador, começará a médio prazo imaginar que não pode ser ajudado, que está acima da possibilidade de ser consolado: “isso é para as ovelhas simples” pensa em seu íntimo, enquanto morre de solidão, aos poucos, aos pedaços, escondendo suas feridas cada vez mais doloridas, e com muita sorte, não se tornará um cínico ou hipócrita.

Quem dera crer que os homens de Deus, antes de ser de Deus, são homens. Quem dera parassem eles de pensar que a “propaganda é a alma do negócio”, que o onipotente ser espiritual que vai na figura atrás do púlpito, triunfante, brilhante orador e imbatível é tão falho quanto qualquer homem.

Quantos sinceros crentes se abalam e desistem quando descobrem que seus exemplos não passam de uma farsa impossível de existir.

Perceber que o garoto a quem o finado médico tanto auxilia traz nele a mensagem que o curará e que revelará nele sua verdadeira fraqueza oculta e ser curado ao reconhecer.

Creio que a onisciência divina é capaz disso, que o mais simples é capaz de abençoar o mais rico abençoador, pois nele repousa o mesmo Espírito.

Zé Luiz

(Grifos meus-RF)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Carta aos irmãos africanos




Amados irmãos e irmãs do grande continente da Africa:

Nós, os participantes brasileiros de Lausanne III, temos sido abençoados abundantemente neste Congresso e estamos muito felizes de estar nesta parte do mundo. Os navegadores portugueses do século XV venceram os temores e as dificuldades naturais do Cabo das Tormentas, e abriram o caminho do comércio para Moçambique e para as Indias. Aqui eles ganharam inspiração, ousadia e coragem para explorar o Oceano Atlantico Sul e procurar chegar às Indias ainda que fosse “por mares dantes nunca navegados” avançando para o oeste, e Pedro Alvarez Cabral oito anos depois de Colombo foi capaz de “descobrir” a Ilha de Vera Cruz, depois rebatizada de Terra de Santa Cruz, quando perceberam que não era ilha, e depois terra do Brasil.

Ao relembrar esses fatos da formação de nossa terra e nação, não podemos deixar de recordar nossa grande dívida histórica, moral e física para com o grande continente da Africa, seus povos e nações. Depois da descoberta e por quase 400 anos do Brasil colonia e Brasil independente, nós dependemos do trabalho escravo para a formação de nossas plantações, para cavar nossas minas, para a construção de nossas casas, nossas cidades e nossa nação. Assim cometemos o pecado de sequestrar pessoas deixando atrás muitos órfãos, destruindo casas e vilas causando feridas profundas em suas nações.

Cometemos o pecado de homicídios, de tratar pessoas criadas à imagem de Deus como bestas, impondo em seus povos violência física, psicológica e moral e condições sub-humanas de vida; cometemos abusos de todos os tipos e sempre que foi possível ajudamos a destruir suas identidades pessoais, familiares, culturais e nacionais.

A dívida moral que nós temos em relação as suas nações e povos é tão vasta, profunda e enorme, que nem começamos a medi-la. Cremos que é uma dívida impagável.

Se nós quiséssemos mostrar que realmente sentimos muito pelo que aconteceu e que estamos arrependidos desse pecado histórico de nossa nação em contra de vossas nações, nós teríamos de vir até vocês e dizer: Por favor, dá nos a graça de sermos seus escravos. Sejam por favor nosso patrões e nossos senhores, e dá-nos a oportunidade de servi-los. Deixa-nos ajudar a construir suas fazendas, cavar suas minas, construir suas casas e cidades com nosso suor, sangue e lágrimas como gentes do seu povo fizeram por nós. Permitam que nossos corpos sejam enterrados anonimamente embaixo de suas estradas e cidades, como fizeram os vossos povos por nós.

E então, somente então, poderíamos perceber que somos irmãos e irmãs de sangue , porque o seu povo derramou sangue por nós e nos abençoou, e vocês nos teriam dado a graça e a oportunidade de derramar nosso sangue em favor de vocês. Talvez depois disso poderíamos começar a entender juntos a amplidão, o comprimento, a profundidade, e a altura do amor de Cristo que derramou por nós ambos o seu precioso sangue e derrubou o muro de partição para nos fazer uma só família n’Ele!

Mas hoje precisamos pedir a vocês, perdão a algo imperdoável. Por favor, perdoem-nos. Por favor perdoem os pecados do nosso povo contra vocês. Perdoem os pecados de nossa nação contra as nações de vocês.

As gentes provindas da Africa em uma imigração forçada, ajudaram a construir o nosso país não apenas com suor, trabalho árduo e sangue. Esta pessoas e seus descendentes tem construído com suas mãos, sua cabeça e pernas (como Pelé, Ronaldo, Robinho, etc.), com coração, mente e sentimentos cálidos como muitos músicos, romancistas e artistas, ou com habilidades técnicas como médicos, engenheiros, juristas, políticos, em todas as esferas da atividade humana. Muitos são membros de igrejas, e com sua fé, esperança e amor têm sido pastores, bispos, professores, líderes e santos. Os seus povos e seus descendentes têm sido uma benção para a nossa nação. Em vez de devolverem o mal que receberam com o mal eles têm abençoado a nós com a riqueza de sua música, enriqueceu a nossa cultura alimentar com sua contribuição, e sobretudo com a sua maneira rica e peculiar de ser humano, de ser gente, um próximo e irmão de alma, como estamos experimentando esta semana com vocês. Seus povos e descendentes se tornaram parte integral de nosso país e de nossas famílias. Muitos de nós nos orgulhamos de ser em certa medida, descendentes dos povos da Africa.

Por favor aceitem-nos como seus servos e servas, seus escravos e escravas em nome do Senhor Jesus.

Com amor e ternura fraternais.

Texto na íntegra AQUI
(grifos meus-RF)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Well... do Recife para a Itália



Wellington de Santana Moura, recifense de 35 anos

Ele nunca soube ao certo porque teve vontade de ajudar na construção da nova Igreja da cidade de Abreu e Lima, onde passou a viver há 22 anos. Foi carregando as placas de mármore de um dos maiores santuários evangélicos da Região Metropolitana do Recife que Wellington Moura se aproximou da música. O coro da Assembléia de Deus deu a ele as primeiras noções de nota e possibilitou um palco para a gravidade de sua voz. De participante comum virou solista; e, pela postura técnica, aos 16 anos, chegou a substituto do maestro oficial do Templo.

"Nunca vou me esquecer. Foi num domingo, quando o maestro faltou ao culto, e acabei tendo que botar o coral para frente. A partir desse dia, consegui logo o posto de vice-maestro e, um ano depois, assumi definitivamente a batuta. Era engraçado porque tinha que reger e ainda continuava como solista", lembra o hoje cantor lírico Wellington Moura.

Com a ativa participação na rotina da religião, fez-se um alfaiate autodidata. “Tinha que me virar na costura das minhas roupas no coral e na banda marcial”, afirma o primogênito de seu Gilvan Pereira. Foi a costura que bancou as despesas do dia a dia, pois os estudos, totalmente em escolas públicas e em cursos profissionalizantes, nunca garantiram emprego certo na época. "Com a costura. foi possível pagar os custos com as minhas as aulas de piano, teclado e canto no Conservatório de Música de Pernambuco".

A obstinação de Well, como prefere ser chamado (já que não conseguiu nascer "Mateus, um nome mais normal e fácil de soletrar"), teve que enfrentar a barreira do orçamento curto, muito curto. "Hoje o que mais gosto de fazer pela manhã é comer cereal e iogurte, mas antes minha família mal tinha dinheiro para comer bem; passamos tempos difíceis. Carne para nós sempre foi luxo; não foram poucos os dias em que nos alimentávamos apenas de cuscuz, sem nada mais", relembra.

Mas a paixão pela música finalmente começou a render dividendos. "Houve um momento muito especial: abril de 2000, quando recebi meu primeiro cachê (R$ 80) em um casamento que contou com o maestro Cussy de Almeida". Mesmo com o primeiro dinheiro ganho com o talento vocal, o respeito à música veio mesmo pela severidade do primeiro mestre. "Um dia, o professor Henrique Lins chegou para mim e disse: Você vai ter aula comigo. Ele era diferente dos demais; sempre escolhia seus alunos no Conservatório. Depois me introduziu em um curso com um especialista do Rio de Janeiro que veio ao Recife. Percebi que minha vida era o canto; deixei logo o piano e o teclado de lado".

O conselho não poderia ser outro senão seguir com o aperfeiçoamento na música. "Sempre prezei muito pela estudo. Acabei, com muito apoio, conseguindo entrar e terminar o curso de bacharelado na UFPE, em 2006, mesmo com as limitações dessa graduação".

ITÁLIA - Não mais evangélico e agora já formado, a vida de Well encontrou mais outra barreira. "Minha vida era a ópera, mas, no Recife, acontece praticamente uma a cada dois anos; em São Paulo, onde tentei espaço, mas não consegui, é uma por semestre. Precisava seguir com o canto, mas como?".

Com pouco espaço para trabalho, Wellington voltou sua vida para eventos e produção de shows (especialmente os "Garçons cantores do Bar Manhattan"). "Era isso que me financiava, mas precisava crescer mais na música. Foi assim que planejei ir para Itália, para mapear as Escolas de Ópera. Lá é um verdadeiro berço do gênero", afirma.

“Depois de tentativas em outras escolas, com apoios que obtive de algumas pessoas daqui do Brasil e pelo meu esforço pessoal, fiquei sabendo que o Conservatório de Música em Firenze (Florença) estaria abrindo processo de admissão". Mesmo ressabiado com preconceitos, competição com os bem avaliados candidatos japoneses e temendo os vários procedimentos burocráticos, Wellington solicitou uma audição.

Wellington durante seleção na Itália


E eis que Well conseguiu ser um dos dois selecionados pela Escola. "Ao todo, foram 52 concorrentes e 15 acabaram sendo pré-selecionados. Eram apenas duas vagas para estrangeiros, dos três que conseguiram chegar até o fim da seletiva". O seu voo, rumo ao tão sonhado curso de especialização em canto, aconteceu esse domingo (21).

Mas lá a vida não há de ser fácil. Aos 35 anos, terá que se virar como babá, arrumador de camas e preparador de quentinhas congeladas para arcar com o custo de 622 euros anuais do curso e outros gastos de custeio. Mas ele espera começar a ganhar dinheiro com seu talento mais essencial já partir do segundo ano de curso, que tem duração de três anos.

Wellington Moura ficará pela Itália até 2013 e promete voltar sempre quando puder. "Vou já pensando no retorno. Me identifico com Recife, gosto do bairro antigo, do nosso sotaque cantando o Hino do Elefante e o maracatu, mas preciso ir. Depois de concluído o curso, serei mais reconhecido no País. Talvez terei mais espaço junto a esse povo que gosta tanto de ópera, mas que ainda desconhece e pouco valoriza os filhos da terra", afirma o amante de Mozart.



Pesquei aqui -->Notícias Cristãs

(Grifos meus-RF)

domingo, 21 de novembro de 2010

Evidências de vício mental




Uma das marcas de saúde mental de uma pessoa é a sua capacidade de variedade de temas, interesses, assuntos e uma abertura total para tudo que seja humano e vida. Portanto, a maior marca de saúde mental é a alegria de ser, amar, conhecer, e participar da vida, fazendo isso com amor e bom senso; e sem medo da dor, especialmente da dor do amor.

Uma pessoa fixada num tema só, por mais que chame aquilo de “meu amor e minha paixão” ou, em certos casos, de “minha vocação”, ou de “minha obrigação”, se, todavia, se fixa naquilo como coisa única, e por tal fixação torna-se juiz de quem não tem o mesmo interesse ou não o tem na mesma intensidade ou, ainda, que manifeste outros interesses e prioridades, demonstra, por tal atitude de juízo fundado em sua própria fixação, que se fez vítima de um vício mental dos mais perigosos e também, por certo, dos mais capazes de reduzir a mente e a existência de uma pessoa a uma espécie de tara temático-existencial.

Quando uma pessoa se fixa num único tema na vida —seja pela via de um trauma, seja pela força de desejos reprimidos e transformados em “causa de vida”—, por tal fixação, evidencia o fato de que sua mente está viciada.

A questão é que vícios mentais não são apenas coisas que permanecem na psique da pessoa. De fato, quando não se trata de um problema congênito ou hereditário na área mental, em geral o que acontece é que quando a alma se entrega um certo modo de sentir — seja em brigas domésticas, seja uma relação viciada na tragédia e no desamor, seja um poderoso condicionamento de natureza sexual, seja a fuga de intimidade, seja o ódio, seja a amargura, etc —, o que acontece é que a presença contínua desse “sentir”, demanda do cérebro certas liberações químicas que façam “compensação” frente ao stress ou frente à hiperexcitação ou às oscilações ou a qualquer coisa que caracterize um modo de sentir intenso. E tais “descargas” químicas de compensação acabam por se tornarem programas cerebrais que passam a operar por conta própria; e, agora, invertendo a ordem, ou seja: já não necessariamente sendo a psique exigindo participação do cérebro, mas o contrário: o cérebro, agindo de modo condicionado, descarrega o que antes era um “socorro” para uma situação vivida como experiência emocional, a qual, agora, passa a ser demandada pelo cérebro, o qual exige aquele comportamento compatível com a liberação química em curso.

Vícios mentais, portanto, são como uma cobra que se alimenta do próprio rabo!

O problema é: onde está a mente sadia?

Para mim Jesus é o exemplo da mente mais sadia possível, e, portanto, aberta a tudo e todos; exatamente como Deus, que manifesta Seus interesses e variedades temáticas na multiformidade da criação.

Jesus mostra interesse pela variedade da vida assim como Seu Pai foi variado e extravagante em tudo o que criou. Sim, porque até as maiores sutilezas da criação estão carregadas de extravagância divina.

Jesus foi um carpinteiro por profissão, e nunca chegou a ficar nem de longe velho, tendo morrido jovem. Entretanto, já menino, no templo, chocava os mestres com suas questões e interesses acerca de coisas elevadas, porém, no lugar certo e com as pessoas certas. Nunca estudou, mas lia. Nunca plantou, mas observava o trabalho do agricultor. Nunca escreveu, mas sabia qual era a presunção de um copista do sagrado. Nunca namorou, mas sabia como ser carinhoso com as mulheres. Nunca teve ovelhas, mas sabia, pela observação, como um verdadeiro pastor se portava. Nunca foi casado, mas sabia como uma dona de casa ficava feliz quando achava algo precioso que se havia perdido. Nunca foi pai, nunca foi pródigo, nunca foi um irmão ciumento, mas sabia como todos os três personagens se sentiam em cada situação. Nunca foi desonesto, mas sabia como um administrador infiel se sentia quando apanhado em flagrante. E, assim, Ele demonstra também como um pai de família deve se comportar se um ladrão se aproximar. Sabe que a pobreza é crônica na terra; conhece o modo como os políticos dominam sobre os povos; sabe o que sente uma mulher dando à luz um filho. E não evita a emoção do choro, da dor, da tristeza, da alegria, do suor de sangue, do vinho melhor, do medo da cruz, e da oração para ter força para não morrer fora dela; e vive cada coisa, cada dia, não se deixando escravizar por nenhum tipo de aflição ou preocupação.

Sim, Jesus tinha a mente mais despreocupada do mundo, ao mesmo tempo em que era a mais responsável da Terra.

Sobretudo, além de ser pela variedade de Seus interesses, indo de crianças a velhinhas, vê-se Sua saúde mental na Sua total vitória sobre a ansiedade. Ele faz gestão leve até da hora da morte. “Não é a hora”, diz Ele. Até o dia em que Ele diz: “Chegou a Hora”. E Sua despedida de Seus amigos e discípulos não poderia ter sido mais própria, mais grave e, ao mesmo tempo, mais esperançosa; mais verdadeira e também protetora das limitações de percepção deles.

Assim, aprendendo com Jesus, busque interessar sua mente por tudo, sempre apenas retendo o que é bom. E se você perceber que se irrita com qualquer coisa que não seja o seu “tema”, preste atenção, pois já é forte sinal de que a sua mente e cérebro estão viciados ou se viciando. E isso não é brincadeira. É pior do que qualquer outro vício.


Extraído DAQUI

(grifos meus-RF)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Entrevista comigo no blog da Rô



Gente,

Estou lá no Blog da Rô onde ela me fez uma série de perguntas e ainda deixou espaço para me metralharem.

Brincadeira.

É uma forma muito interessante de se conhecer melhor as pessoas com quem a gente se relaciona na blogosfera. E também de expandir essa amizade...

Apareçam lá, conheçam mais um pouco de mim.

E façam suas perguntas. Se eu não souber responder, o jeito é pedir ajuda aos universitários.

Meu carinho

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Minhas preferências...



Quando se entra em um site de relacionamento, como Orkut ou Facebook, deve-se deixar registrado no cadastro todas as nossas preferências: tipo de música, onde se graduou, etc etc etc. Todos temos nossas preferências.

Mas acontece que, quando frequentamos igreja, ocorre algo curioso: os gostos e preferências ficam padronizados, estereotipados. Todos temos que viver uma “vida de crente”, aquele que não bebe, não fuma, não cheira e nem escuta música “mundana” – infelizmente, esse ethos não atinge a vida moral: não se deve fumar ou beber, mas a maledicência, a injúria, a crueldade e a sensualidade são práticas corriqueiras, desde que cobertas com o manto hipócrita da religiosidade estéril. Enfim, uma espécie de gnosticismo meia-boca, onde a espiritualidade é divorciada do cotidiano.

Mas, como não sou uma pessoa que pensa dentro da caixinha (pelo menos tento), coloco aqui quais são minhas preferências:

• Prefiro ter amigo gay a ter amigo ultrafundamentalista e, como consequência, machista. O gay, ao menos, quer viver sua vida, mas o ultrafundamentalista não vive a sua e quer se meter na dos outros também.

• Prefiro andar com um ateu a me relacionar com um dogmático. Com exceção de Richard Dawkins, tão dogmático e fundamentalista em sua cruzada ateísta quanto qualquer religioso de carteirinha, o ateu não vê Deus através das argumentações e dados experimentais. O dogmático só consegue ver Deus através de um volume grosso e empoeirado de teologia sistemática, mas nada mais além disso.

• Andar com gente entortada pela vida é bem melhor que andar com gente desentortada pela própria retidão religiosa. O entortado pela vida ainda pode ser desentortado pelo Crucificado, mas o desentortado pela religião precisa ser entortado-e-desentortado pelo Senhor.

• Prefiro ouvir Zé Ramalho a ouvir muita estrelinha gospel, do modelo Beyonce-wannabe. Zé Ramalho chega a até mesmo fazer uma alegoria (inconsciente, creio eu) do estado da igreja evangélica de hoje através da música Admirável gado novo, além de nos premiar com sua bela poesia. As estrelinhas gospel de hoje não apresentam nem a beleza da poesia e nem a harmonia de uma bela canção, e muito menos nos fazem pensar. É produto industrial, e não arte.

• Prefiro a sabedoria de crianças à infantilidade de gente envelhecida no coração. Deus suscita força da boca das crianças, mas o coração envelhecido gera rancor, amargura e depravação.

• Prefiro o Jesus simples dos Evangelhos ao falso jesus mercadológico. O Jesus simples, se estivesse fisicamente entre nós hoje, andaria com gente maltrapilha, iria a um show de rock comigo, me mostraria o Pai. Já o jesus mercadológico está atrás apenas do meu dinheiro, com seus cada vez mais desavergonhados arautos e seus produtos de quinta categoria.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Jesus, a chave que abre o coração



"Perguntou-Lhe Pilatos: O que é a verdade?"

Ora, conquanto Jesus seja também uma informação histórica — afinal Ele existiu, e nós não estávamos lá quando isto aconteceu; razão pela qual dependemos completamente das descrições que os evangelhos fazem de Jesus a fim de melhor discernir seu espírito —, no entanto, o discernimento de Quem Ele era, só acontece como revelação de Deus no coração.

A Verdade não existe como Explicação, mas tão somente como Encarnação. A Verdade se fez carne! É Alguém. A Verdade é uma Pessoa! Por isso, a Verdade só pode ser vivida, não pensada. Todo pensamento acerca dela decorre da experiência. A Verdade não é objeto de prosa.

O Jesus do Evangelho não é para ser aceito, mas para ser conhecido. A Verdade que vejo em Jesus — Encarnada Nele — eu mesmo tenho que conhecer na minha própria encarnação, que é o único estado de existência que eu tive até hoje.

Foi assim com Pedro. Ele conheceu a Verdade em Jesus, e teve que experimentá-la em si mesmo. E, provavelmente, o dia no qual ele negou a Jesus, tenha sido um dia de muito mais verdade que a noite da Transfiguração.

Portanto, é preciso que cada um conheça Jesus e Sua Palavra, para si mesmo. É preciso que cada um aprenda a ter sua própria consciência em fé, a fim de viver a Palavra por si mesmo.

Em resumo, a Encarnação é a chave hermenêutica do conhecimento bíblico, mas essa chave tem que abrir antes o meu coração. E isto só acontece no encontro entre a Verdade e a Vida.

Ora, tal encontro só se dá no Caminho, e é a isso que chamamos Consciência do Evangelho. Por isso, aproveito-me deste trabalho para propor um exercício pessoal libertador:

Quero convidá-lo a pegar os evangelhos e relê-los como se fosse a primeira vez, e faça-o como se nunca tivesse ouvido nenhuma interpretação deles. Pois, assim fazendo, você logo saberá que o que eu digo é apenas uma Nova Repetição do que não muda nunca, pois quando se tenta mudá-lo, nunca é para o bem, pois, trata-se daquilo que é eterno: o Evangelho.

A necessidade de escrever a mensagem de Jesus veio do afastamento cada vez maior da sua fonte histórica - o próprio Jesus de Nazaré (Lucas 1:1-4; João 20:30-31).

Em meados de 70 D.C., já não vivia a quase totalidade das "testemunhas oculares" do Senhor ressuscitado (Lucas 1:2; 1 Cor 15:3-8).

Esse distanciamento cronológico entre Jesus e as comunidades só poderia ser vencido pela palavra escrita. E assim se formaram as duas grandes coleções ou "corpus" das Cartas de Paulo e dos Evangelhos.

Depois, eu gostaria de enfatizar a necessidade de ler o Novo Testamento na ordem cronológica da mais provável sequência de sua produção:

1ª. e 2ª. Tessalonicenses;

Gálatas, Efésios, 1ª. e 2ª. Coríntios, e Romanos;

Colossenses, Filemom; Filipenses, 1ª. e 2ª. Timóteo e Tito;

1ª. Pedro; Marcos; Mateus; Hebreus; Lucas; Atos;

Tiago, Judas 1ª.,2ª. e 3ª. João;

O evangelho de João, 2ª. Pedro;

E Apocalipse.

Como alerta, devo dizer que o primeiro inimigo a ser vencido no estudo bíblico é o pré-condicionamento na interpretação.

Então, meu querido, soda cáustica na cabeça, uma boa chacoalhada, limpeza, e início de leitura pessoal e aberta para a Palavra e para o Espírito. E você verá que começará a surgir o Jesus real das páginas dos evangelhos! Experimente!

Que a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos.

Texto na íntegra AQUI


(Grifos meus - RF)




domingo, 14 de novembro de 2010

Você é um dataholic?




Como o brasileiro se mantém informado?

A agência Giovanni+DraftFCB realizou uma pesquisa através de sua ferramenta Mind & Moods & Moments e identificou três perfis de consumidores de notícias: os datalimits, os dataholics e os dataspecialists.

Os datalimits são as pessoas que entendem que é impossível saber tudo que acontece e por isso passam a ser mais seletivas e não sofrem por não saberem “tudo” o tempo todo. Em geral, são as pessoas mais velhas, que buscam mais a qualidade do que a quantidade ou rapidez.

Os dataholics são, em geral, os mais jovens. Altamente conectados à internet, eles dominam as ferramentas de informação e se entregam à angústia de estar o tempo todo buscando. Não se perdoam por não saber o que está acontecendo, não importa a relevância do fato.

Os dataspecialists dominam tanto as ferramentas como a informação. Os blogueiros entram nesse nicho, são provedores de informação e têm seus métodos próprios de busca e fontes confiáveis. Recebem news de centenas de blogs nacionais e internacionais. Para um blogueiro é imperdoável não saber o que está bombando na internet.

A velocidade contemporânea da informação trouxe duas consequências constatadas pela pesquisa: todo mundo se diz eclético e não existe mais silêncio. A informação chega até para quem não tem interesse em recebê-la. E domingo é considerado o “Dia da Informação”, em que aumentam a compra de revistas e jornais e as conexões da internet.

Quem diria?

(Grifos meus -RF)

Minha amiga DRI  postou lá no CAFÉ COM LEITE