"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Denominacional de carteirinha



Imagem cedida pelo Zé Luís


Sabemos que muitos frequentam uma igreja pela tradição familiar para ter uma 'garantia espiritual'. É a história da confiança no 'templo do Senhor'. Outros passam a frequentar pelas circunstâncias, mas  desenvolvendo a mesma ilusão (para não dizer doutrina) da confiança no templo, na denominação, no deus-denominação e no líder representante de Deus.

Vemos exemplos de pessoas de uma mesma família se convertendo ao mesmo tempo a uma determinada denominação, geralmente quando estão vivenciando na pele um grande drama familiar. Uma coisa a se pensar é que a curiosidade do fato fica por conta de que os familiares que estão fora do contexto desse drama, fora dessa fragilidade emocional, quase nunca são influenciados. 

Comigo aconteceu de ser influenciada apenas parcialmente; desde muito jovem cheguei a ser metralhada de todas as formas com o velho proselitismo que perdurou durante anos e anos martelando na minha cabeça. E, apesar do terrorismo velado, meu senso crítico sempre falava mais alto do que a pesada carga de medo e culpa impregnada nas profetadas que, eventualmente, eu ouvia. Eu creio que o que mantinha certo equilíbrio era meu senso de questionamento desde garota, meu temperamento irreverente e 'do contra'; ainda que de maneira bem intimista, debatendo com os meus próprios botões. Sim, pois eu sempre me perguntava, aflita, debaixo dos meus lençóis, que Deus era aquele que me angustiava me oprimindo o peito e me adoecendo a alma em vez de me fazer bem.

Quando me converti AO EVANGELHO - há dez anos e totalmente FORA de qualquer muro religioso -  ENCANTEI-ME com os inúmeros ministérios da IECB e logo me filiei a ela, no afã e na imensa alegria da ocasião em trabalhar nos tais 'ministérios'. Com a continuidade, fui amadurecendo na fé e substituindo minha empolgação inicial pelo meu acirrado senso crítico que me fez esfriar em relação a essa coisa de ministério. Passei a enxergar melhor o que se passa nos bastidores do evangelismo programado e não concordei com o que vi. Não tem nada a ver com desilusão ou desânimo. Sou adulta e conheço a natureza humana. Eu não quero é fazer parte de algo que não condiz com meus valores.

Vejo muitos dizerem que devemos estar filiados, de carteirinha e tudo, que quem se furta a isso é porque não quer ter responsabilidades na igreja e blá blá blá. Eu, particularmente, não concordo com isso. Sou responsável para com o próximo, e não para com 'o próximo' determinado pela organização igrejista. Da mesma forma que vejo pessoas trabalhando nos ministérios para agradar, bajular, se projetar, ter algum benefício próprio, deixando pra depois o 'zelo' pelo próximo. Como também me enoja o apavonamento dos líderes que se alimentam desse comportamento fiel de seus súditos.

É uma pena que muitos engessados religiosos acreditam que se alguém se pronuncia em sentido oposto ao da maioria, não está 'agindo com amor'. Está sendo agitador, perseguidor, rebelde, e mais um monte de adjetivações convenientes. Na verdade, essa 'maioria', foi induzida a falar assim sem questionar. Essa é a parte mais triste, pois fomos adestrados a abaixar a cabeça e nos submetermos às doutrinas estabelecidas desde que o mundo é mundo.

Todos nós herdamos, fortemente, da cultura católica, no sentido de recebermos o prêmio celestial se seguirmos fielmente determinadas normas. Isso se disseminou de formas diferentes, mas idênticas na sua essência.

O tempo passou, as ramificações denominacionais surgiram inevitavelmente, e o homem continuou fazendo vista grossa ao que Jesus alertou acerca dos perigos das tradições, posto que são invenções dos seres humanos. Pois, quando essas tradições entram em choque com as Escrituras, em geral, a primeira reação é preservar o que foi criado pelo homem.

Sabemos que um calendário litúrgico varia de denominação para denominação. Sabemos que esse calendário representa a sequência de tradições empregadas pela Igreja Primitiva, como um meio de relacionar nossa fé em Deus à nossa vida e atividades diárias. Ok, tudo bem. Entretanto, a questão não é a tradição em si. Jesus observou os ritos judaicos. A questão está sempre em torno dos vícios (hábitos, costumes) gerados e transmitidos por essa tradição, INVALIDANDO a Palavra de Deus. Esse é o ponto.

Tenho acompanhado bem de pertinho a vida fundamentalista de alguns religiosos que eu tanto amo. Assisto- os viverem na própria pele as consequências de doutrinas que vão contra o Evangelho. Entretanto, eles não têm força nem coragem para se pronunciar e, muito menos, migrar para outra denominação. Sei lá, sair daquela prisão, daquela opressão, dar o grito de liberdade, ser feliz de verdade. A forte impressão que me causa é que reina uma crença maluca sobre salvação eterna estar ligada a uma Nova Jerusalém aqui na terra.

Por outro lado, tenho observado, por meio da internet, que as novas gerações estão se pronunciando e, mesmo dentro das quatro paredes da igreja, estão colocando a boca no trombone e deixando claro que não aceitam mais o pacote doutrinário que enfiaram goela abaixo durante décadas. Nos meus comentários acerca disso em blogs de amigos eu sempre digo que, a princípio eu estranho um pouco, mas, no final admiro quem quer permanecer nela, confiante na correção desses erros.

É como falei exatamente dias atrás em conversa por e-mail com um líder dessa denominação cristã:

'Por tudo isso, eu admiro pessoas como vocês. Porque ficaram no meio do furacão e não se neurotizaram. Mantendo a lucidez e o bom senso. E melhor! Botando a boca no trombone pra arrumar a casa, ainda que se expondo e dando a cara a tapa. Vocês sim, é que são corajosos, uns valentes diante de Deus.  Não tenho a menor dúvida de que tamanha autoridade vem do Senhor Jesus. Glórias, pois a Deus, eternamente'!

RF

TEXTOS RELACIONADOS:



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Contendas





A repetição mecânica da oralidade como em telefone sem fio é algo que tem conduzido o religioso ao ATREVIMENTO de manipular a Palavra de Deus, colocando palavras em Sua boca! E, mais grave ainda: usando sua própria boca e afirmando que é Deus quem está falando.

Quem disse que expor ideias se constitui em contenda?
Quem disse também que divergência é sinônimo de contenda?
Quem disse que pedir esclarecimento é contender?
E quem foi que disse também que Deus não opera na contenda?
Quem aqui na terra tem o poder para dizer em quais momentos Deus pode operar, realizar a Sua obra?
Quem tem o medidor da soberania de Deus?

Paulo alerta sobre contenda ao povo de Filipos, dentro da realidade de um povo progressista e onde as mulheres eram avançadas para a época, tendo grande independência, podendo se reunir, manter seus próprios negócios e discutir na igreja. (Atos 16:13.14) Consequentemente, teve um caso específico de conflito de opiniões na construção da igreja: a desavença que se estabeleceu entre Evódia e Sínteque. Elas eram, igualmente, cooperadoras de Paulo no Evangelho. Porém, em dado momento, colocaram seus assuntos pessoais acima da necessidade da comunidade, provocando desarmonia no meio.

Vamos pensar! Não custa nada!
Optar pelo que é mais proveitoso e agir com moderação não são significados de passividade e aceitação silenciosa.

A discórdia entre as duas mulheres era simplesmente por causa do modo de pensar de cada uma. (Onde não cabe o pacificador indicado em Mt 5.19). Entretanto, Paulo apela para que a liderança local as AUXILIE a encontrar um ponto de concordância, sem, contudo, deixar de ressaltar que:

‘… juntas se esforçaram comigo no evangelho…’ (Conferir em Filipenses 4. 3)

Em outra situação, o puxão de orelha muito bem dado por Paulo, fica por conta da CRIANCICE dos crentes de Corinto em brigar pela preferência deste ou daquele dirigente religioso. Demonstrando claramente serem infantis espiritualmente (carnais), Paulo mostrou-lhes - usando de metáforas (leite e alimento sólido) - que eles haviam de crescer para chegar ao profundo conhecimento do mistério revelado por meio do Cristo crucificado.

Algumas pessoas equivocadas - devido ao pacote de normas que lhes foi enfiado goela abaixo – usam com frequência a falsa premissa de que Deus só pode operar se estivermos todos em ‘unidade’ confundindo tudo. Aí silenciam, abaixam a cabeça, se fazem de boazinhas, piedosas, passivas. Fazem-se de submissas para mostrar a Deus que não participam daquela 'confusão'. 

Como se Deus não conhecesse os reais desejos do coração de cada um, seja caladinho ou se pronunciando...

Para completar a salada com base no terrorismo religioso, alguns ainda arrematam com Lucas 11.17. Ora, é claro que, se duas pessoas inflexíveis não concordam em um determinado ponto, e nenhuma das duas está disposta a ceder, gera-se uma crise que, inevitavelmente vai desencadear em ruptura.

Pode demorar horas, dias e até décadas.

A própria História nos conta tudo…

RF.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Médico de homens e de almas






Lucas - o médico gentio - amigo e companheiro de Paulo em suas viagens, foi o autor de Atos. Ele fez os seus registros com riqueza de detalhes sobre os lugares por onde passaram, sendo testemunha ocular da propagação do Evangelho.

Dos apóstolos, ele foi o único não judeu. E, assim como Paulo, ele também não conheceu a Jesus pessoalmente. Tudo que ele escreveu foi adquirido através de pesquisas, ouvindo testemunhas, os discípulos e os apóstolos. Sua primeira visita a Israel teve lugar quase um ano depois da Crucificação. 

Sua amizade com Paulo caracterizava-se pela forte identificação em relação à amplitude do sacrifício da Cruz. Isso os aproximava mais, porque ambos pregavam a salvação para gregos e gentios. Em contrapartida, ambos tiveram muita dificuldade com os primeiros apóstolos, porque estes afirmavam que Jesus tinha vindo apenas para os judeus.

Se observarmos atentamente suas características literárias, vemos o evidente estilo narrativo que apontam o Livro de Lucas e o Livro de Atos a serem lidos como uma composição única. Um registro cuidadoso de acontecimentos históricos muito bem elaborados, no qual ele demonstra um profundo conhecimento da literatura e idiomas gregos.

Como historiador, ele pesquisou os acontecimentos para oferecer um relato confiável aos seus leitores, de maneira que estes se informassem sobre o que ele mesmo havia aprendido sobre a fé cristã de forma bastante lúcida e por meio de uma vida prática. E, principalmente, com o desejo de que seu público tivesse também uma vida cristã sólida e dedicada. 

Não era nada fácil apresentar outro estilo de vida, dentro daqueles engessados moldes, dentro daquele contexto pagão, cheio de vícios, rituais e estranhos costumes religiosos. Seus escritos demonstram sua dedicação àquele ministério, onde ia sendo desenvolvida uma teologia na qual os primeiros judeus cristãos se tornaram um povo de Deus mais inclusivo, ao acrescentar gentios cristãos à Igreja que ia se formando. Sem esquecer seu propósito em deixar bastante claro para as autoridades que aquele 'movimento' que ora se formava, não se constituía em nenhuma ameaça política. 

Iniciava-se, então, a Igreja Primitiva. Sem placa e sem o espaço físico específico de adoração, marcas muito comuns tanto no mundo pagão como na cultura judaica.

Dois amigos, ambos impetuosos, preparados intelectualmente e comungando a mesma verdade. Protagonizando as mais diversas situações em que pessoas de todos os credos e classes sociais precisavam conhecer a verdade e, os que já conheciam,  de encorajamento na fé. 

Em Atenas, diante dos grandes filósofos gregos que chamaram Paulo de ‘tagarela’, ele não se intimidou e disse, em meio ao seu discurso: 

‘Deus não habita mais em santuários feitos por mãos humanas’  

Frase contundente e ousada para a época e que até aos dias de hoje, muitos religiosos - tendo estudo ou sendo simples – não conseguem entender e insistem em querer aprisionar Deus dentro de suas quatro paredes doutrinárias.

Lucas, o evangelista mais preparado intelectualmente, deixa bastante claro por meio de suas narrativas, que a mais importante manifestação do Espírito Santo na vida do cristão é que ele será testemunha da vida de Jesus e dos Seus mandamentos.

Na vida prática. E não, dentro de determinados padrões religiosos.

RF.


Obs.: 'Médico de homens e de almas' é o título de uma excelente obra de autoria da romancista Taylor Caldwell, que trata da extraordinária vida de Lucas.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Férias: tudo de bom e mais alguma coisa...



Início de tarde de 18 de dezembro de 2012. Chegada em Nova York totalmente inusitada. Experiência única. Tatuada no coração. Sem foto ou narrativa que traduza beleza ímpar. Esforço grande em tentar passar o que se vivencia em  férias desse naipe, daí a teimosia em colocar no papel. Coisas de quem ama escrever... (E de quem gosta de atender a pedidos rss)

Quase 40 dias de emoções. Surpresas. Encantamento.

Primeiro, bora combinar que não avistar a bagagem na esteira não é bem uma surpresa legal. Foi quase uma agonia. Parecendo ter vontade própria, ela (a mala) decidiu na conexão do Panamá ir até Orlando, sem avisar, achando que ia me tirar do salto. Ledo engano. Tirei de letra entrando em uma store. De pantufas a escova de dentes, me brindei com  umas comprinhas inesperadas. A agonia virou alegria.  Sem bagagem, mas nada que tirasse o misto de emoção da ansiedade da chegada e a concentração no encontro com meu filho. Algo mágico que incidente algum conseguiria jamais apagar.

Aquele reencontro em lágrimas pela 'perda' da mala e pelo abraço tão esperado e, logo depois, o famoso café do Starbucks (arghhh forte rsss)

A correria no trânsito de NYC, saindo do JFK para deixar Klênyo (amigo de Leo) no La Guardia (dois extremos) em meio às habituais piadas de quem não perde o humor pra nada.



Semana seguinte:
Passeio em NYC- Um dia inteirinho de caminhadas em lugares os mais diversos. Com direito a pit stop pra tomar chocolate quente no Central Park apreciando o povo esquiando e a parada inevitável no McDonalds no caminho para a Times Square.
Eita Nova York que me pegou de jeito! Já conhecia cidades deslumbrantes mas esse lugar é particularmente apaixonante. Voltei lá outras vezes. Cidade viciante rss Encanta-me a sua beleza estonteante, suas paisagens naturais, suas pontes gigantescas e edificações suntuosas.



A experiência mágica de enxergar o belo nos cento e oitenta graus do Empire States ou na leveza romântica de um bondinho por sobre uma ponte dourada.


Os pacotes enxutos e práticos transportando aos mais variados sonhos e magias que variam de visitas em parques, museus, estações de esqui e cassinos. A magia do teatro, os shows que resistem a décadas, as lendas vivas do rock, do blues e do jazz. Um parque que parece não ter fim assim como tantas outras atrações que não dá tempo para se apreciar...


Mas tudo isso não me encanta mais do que as pessoas. Local de convergência das maiores divergências em perfeita harmonia. Afinal, conviver diariamente com muitas diferenças, muda a mentalidade. A diversidade encontrada provoca um choque de comportamento no provinciano ao se deparar com o apinhamento de pessoas de todas as classes sociais. Gente diferenciada, classes diferentes, gostos e idiomas diferentes, cheiros diferentes, cabelos diferentes, roupas diferentes, cores diferentes. (Con)vivendo em democracia que culmina naturalmente em tolerância de tão repetitivo convívio. Pelo menos essa é a ideia...


E agora que já acertei o caminho, vou curtindo a saudade do meu filho, (re) vendo as fotos, lembrando com carinho todos os momentos que passei ao seu lado e, lendo de vez em quando, a carta que ele me escreveu logo que retornei.

Eis uns fragmentos dela:

Desde que a sra viajou que eu venho tendo lembranças contínuas em minha mente.
Do dia em que nos reencontramos no aeroporto.
Do choro misturado pela perda da mala e o abraço de saudade.
(...)

Do voo cancelado de Klênyo e a correria no trânsito de NYC.
Do café do Starbucks (que a sra não gostou) pra passar um pouco da fome de almoço vencido.
Da nossa vinda para Bridgeport e jantar/almoço no Mall, com aquela comida chinesa.
Da sua primeira ida a sua segunda casa por aqui: a Marshall's. Ahhh a Marshall's...

(...)
Do dia em que cheguei mais cedo e assistimos Em Busca de Liberdade.
Da ida a Marshall's.
Da ida à Ikea.
Do burrito naquele dia frio em New Haven.



Do dia todo de caminhada em NYC (e o frio).
Do chocolate quente no Central Park apreciando o povo esquiando.


Do McDonalds mais para descansar do que para comer, no caminho para a Times Square.
Da ida a Marshall's.
(...)

Do café da manhã no Ihop de Orange.


Das fotos naquele dia gelado na casa enfeitada para o natal.
Do nosso passeio na praia de Bridgeport.


Do nosso passeio pelas mansões de Westport.
Da ida a Marshall's.
Da nossa ida ao Mall de Milford.
Do nosso passeio no centro de Fairfield.
Da nossa ida ao Walmart de Shelton (a cidade do filme O Massacre da Serra Elétrica).
Do dia que a sra conheceu nosso College em Norwalk.
Da ida a Marshall's.
Da visita ao Christmans Tree.
Da segunda ida a NYC para o encontro com o Tio Demóstenes.
Do trem perdido em cima da hora.
Dos incríveis passeios em NYC.
(...)
Do almoço no buffet chinês em Orange.
Do natal ao som de Gonzaguinha.
Do ano novo com vinho e fondue de queijo.
Do meu aniversário surpresa com a decoração impecável.
Da ida a Marshall's.
Das infinitas perseguições aos presentes e encomendas.
Da nossa primeira vez de jogos em cassinos e aquele passeio mágico.


(...)
Das nossas idas à igreja.
Das músicas tocadas lá que marcaram muito.

Das nossas idas semanais à Laundry.



Da sua primeira experiência dirigindo nas ruas dos EUA.
Das nossas conversas sem hora para terminar, sobre tudo, quase todos os dias quando em voltava do trabalho...
E a partir daqui eu quero lembrar do que mais ficou em minha memória e em meu coração, que era te ver todos os dias quando eu chegava em casa.
Isso não tem preço.



Outra, dessas coisas que me emocionam muito ao lembrar, era o beijo de boa noite de todos os dias, que quando eu esquecia e deitava para dormir levantava-me correndo ao lembrar, para não perder a oportunidade que aquele dia estava me dando.
Dos abraços e colos no sofá daqui de casa.
Ouvir a sua voz todos os dias.
Ver seu sorriso tímido, ainda não adaptada ao ambiente.
Sua emoção ao ver a neve pela primeira vez.



E as vezes que eu ouvia da sra a frase "eu te amo" com a resposta imediata de "eu também te amo".
É isso aí!
Não foram apenas férias, foram momentos que eu precisava viver, sem ser egoísta na declaração, mas ser grato pela experiência.

(...)
Nos sentimos especiais por receber esse "visita" que percorreu uma distância considerável, enfrentou o desconhecido em lugares estranhos e incomuns, desafiou a diferença de línguas, superou todas as expectativas, tudo isso para nos dar o prazer de tê-la aqui.
Parabéns por isso, por essa grandeza.
Te amamos demais, sem tamanho.
Eu confesso, choro quase todos os dias, desde que a sra se foi.
Chorei feito bebê quando a sra viajou.
Conte sempre conosco, com a nossa amizade, apoio, verdade, sinceridade, carinho, força...
Eu te amo e quero sempre repetir isso o quanto e enquanto eu puder.
Um beijo bem grande e bem forte!
Que Deus te abençoe muito, pois Ele nos abençoou grandemente com a sua vinda à nossa casa.
Te amo!
Seu filhinho,
Leo


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ungido do Senhor no templo do Senhor?!




Não existe um cara especial 'ungido do Senhor'.

Líderes religiosos têm a péssima mania de se colocarem acima dos fiéis, e estes, por sua vez - os ingênuos fiéis! - acreditam que Deus só se manifesta em suas vidas por meio desses líderes. Como se Deus estivesse restrito e dependesse de homens 'especiais' para abençoar as pessoas. Ora, convenhamos! Isso anula totalmente a Nova Aliança, o Evangelho da Graça, o Sacrifício da Cruz!

É certo que Deus usa as pessoas do jeito que Lhe apraz, porém, de acordo com o Novo Testamento TODOS os que creem são 'sacerdotes', indicando não somente um privilégio especial de acesso ilimitado a Deus, como a oportunidade de servir em Seu Nome, anunciando Suas maravilhas. Isso não deve ser confundido jamais com as funções eclesiásticas de servir dentro de uma igreja enquanto instituição religiosa. TODOS os crentes são chamados a atender as necessidades dos que sofrem, dos que estão doentes, dos que estão passando por algum tipo de problema, edificando e exortando uns aos outros no 'Corpo de Cristo'. E, assim, intercedendo e apresentando Cristo ao mundo por meio desse testemunho pessoal.

Tem muita gente bem intencionada que acredita piamente que Deus só fala dentro de sua igreja, dentro de seu culto, conforme os moldes de sua doutrina, porque assim lhe foi ensinado e isso é heresia pura! Ainda há pouco lia um comentário num blog ali onde uma moça diz que sentiu Deus falando com ela várias vezes porque foi 'por meio' de irmão tal, chefe da comunidade dela, em momento de culto. Ora, Deus não requer de nós sentimentos, ele não espera que a gente 'sinta'. Ele espera que a gente 'seja'. Não é sentir, é SER!

Deus ministra nossos corações independente de emoção, de sentimento, de oração, de choro, de comoção coletiva, de hinos belíssimos entoados, de lugar, de pessoa. O Espírito Santo de Deus é multiforme e age com liberdade e soberania. Precisamos deixar dessa mania pagã de achar que encontramos Deus em determinado lugar e que, por isso, estamos voltando pra casa 'cheia do Espírito de Deus'. Não podemos confundir emoção e sentimento pelo lugar, com a prática consciente de quem se é! Seja em casa, no trabalho, seja qual for a posição que exerça, a situação em que vive, é no chão da existência que se é. E não o que se 'sente' em determinados momentos...

O líder que induz o ingênuo fiel a pensar que ele é porta-voz de Deus, manipulando-o com suas doutrinas convenientes, está cometendo erro tão grave quanto aquele que manipula com outras unções igualmente abomináveis. Não há diferença.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Templo do SENHOR!






Não confieis em palavras falsas dizendo: Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este'.(Jr 7.4)


Confiança no templo (na igreja, na denominação religiosa, etc) não traz NENHUMA garantia de segurança.



Só o arrependimento e a justiça trazem libertação. E não, o local e o ritual.



Todos os 'tabernáculos' erigidos e reconstruídos foram 'desativados' pelo SENHOR. E, com A Nova e Eterna Aliança, Sua morada passou a ser os corações daqueles que Nele creem.



O povo continuou erguendo casas 'em nome de Jesus', porém, conforme Sua Palavra, os chamados templos e igrejas seriam 'apenas' locais de ajuntamento, nos quais os verdadeiros adoradores O adoram em espírito e em verdade, para, saindo de lá, cumprir no chão da existência, o propósito de servir. 



É destes que Ele está à procura...



Servo de Deus não tem plaquinha de igreja nas costas nem se apresenta com vestes externas padronizadas e robotizadas. Isso é invenção de instituição religiosa segregadora e que não traz qualquer garantia. 


Não é à toa que templos orgulhosos estão com suas paredes rachadas. 

Pra ruir de vez é questão de tempo...

'Já estava escrito'.

RF.

Comentário feito AQUI 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Qual é mesmo a doutrina de Jesus?





A busca do equilíbrio tem sua eficácia no coração despojado de tradições e inflexibilidades e aberto à prática da misericórdia e da compaixão. O resto é falácia da natureza pretensiosa do homem que talvez nem saiba que, com seus rigores inúteis,  está cada vez mais distante de Deus.

"Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina." (Mt 7.28) 

'SUA DOUTRINA', como assinala o versículo, começa no 'sermão do monte' conforme o Evangelho de Mateus, cap. 5, 6 e estendendo-se até o verso 29 do capítulo 7.

Sermão em um monte...

Fora dos muros segregadores...

A bíblia diz que Jesus ASSENTOU-SE e passou a ENSINÁ-LOS. Começando pelas bem- aventuranças.(Bem-aventurado= FELIZ!)

Ao atentarmos para as palavras de Jesus, totalmente despidos de religiosismos, igrejismos e denominacionismos, percebemos que o seu ensino é sobre os RELACIONAMENTOS pessoais. Relacionamento com Ele, com nós mesmos e, consequentemente, com o próximo. Lembrando sempre que este 'próximo', não é, necessariamente, o meu irmão de denominação. (II Co 5: 18 a 20) 

Quando paramos para observar melhor a simplicidade do evangelho, encontramos tudo referente ao CARÁTER da pessoa. Não há, absolutamente N-A-D-A acerca de liturgia, tradições ou costumes. Isso tudo Ele colocou em 'décimo plano', ou seja, não tem importância para Ele. 'Até' no AT tem inúmeras passagens em que Deus simplesmente não supervalorizou as performances e o empenho de Seu povo. Sua atenção era para o que tramava O CORAÇÃO deles.

Em relação a ‘como jejuar', por exemplo, Ele esclarece que é algo entre a pessoa e Deus. Nada tendo a ver com aparências, exterioridades, performances. Pois que, a oração e as 'boas obras' são práticas de vida cristã que devem ficar entre o crente e Deus.

E então Jesus discorre sobre o uso adequado das riquezas, sobre ansiedades vãs, sobre juízo temerário mas também sobre o critério para julgamento; e também sobre a oração dominical (que antes eu pensava ser de domingo; 'dominus'=DEUS);

Ele nos ensina ainda como SAUDAR (Não como algo mecânico e exclusivista de um grupo) e sobre a oração constante que, por ser constante, é um ESTILO DE VIDA. E que NADA tem a ver com exterioridades e doutrinas exclusivistas.

Pra completar o pacote, de forma explícita e contundente, Jesus 'puxa a orelha' de fariseus e escribas que têm a pretensão de condenar e punir quem não segue regras, leis, dogmas e tradições. Que coisa mais atual...

Jesus adjetivou de 'raça de víboras'-  forte linguagem de acusação - para com aqueles legalistas (escribas e fariseus) que exibiam seus filactérios de modo bem ostensivo, chamando atenção à sua suposta lealdade para com as Escrituras. Em linguagem que nos dias atuais diríamos 'curto e grosso', chamou os escribas e fariseus de hipócritas porque eram implacáveis, acusadores e exigentes,  apresentando-se exteriormente a rigor, sem erro, impecáveis, conforme mandava o figurino, mas Jesus estava vendo seus corações e não era nada agradável o que Ele via.

A 'parte boa' é que, apesar de abominar tais PERFORMANCES de falsa piedade e hipocrisia, Jesus tem enorme desejo de perdoar em Seu coração que arde de tanta dor ao ver determinadas situações...

O capítulo 23 do Evangelho de Mateus  se refere duramente a práticas exteriores, abomináveis aos olhos de Deus. Inclusive, nada dizendo sobre conservar qualquer performance e exterioridades, mas, dizendo claramente, em momento seguinte:

"E, por se multiplicar a iniquidade, O AMOR se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que PERSEVERAR até o fim, ESSE será salvo". (Cf Mt 24:12.13 - caps meus)

RF.

(Adaptação de um comentário que fiz meses atrás em outro blog...)



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Convertida, EU?!



Há uma ideia equivocada - e, principalmente, generalizada - de que convertido é sinônimo de alienado.

Bora ver convertido 'A QUÊ' exatamente...

Pois que, na conversão genuína ao evangelho de Cristo, não se segue um mero cerimonialismo religioso que está para fora do 'si mesmo'. Isso foi o que aprendemos na cultura religiosa imposta desde que nascemos.

No Evangelho, RENDE-SE à sua proposição e a
dota-se, naturalmente, uma postura de olhar para dentro de si mesmo. EXERCENDO a lucidez, o bom senso e a temperança que servem de guia para o EXERCÍCIO da misericórdia no chão da existência.

Trata-se de um exercício diário. Não é nenhuma mágica.
É VIDA PRÁTICA!
Um desafio constante à nossa vaidade, nosso orgulho, nossa teimosia, nossas resistências, nossos próprios conceitos.

Só que, ir na contramão do que nos é proposto pelas mentes que, velada e arrogantemente, se autodenominam sãs, parece mesmo alienação.
Nesse raciocínio mutilado eu quero ser cada vez mais uma alienada.

Assumidésima!!!

R.F.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

'Amazing Grace'

Evangelho de João Cap.4, vs de 1 a 42



(De férias do blog rss mas, excepcionalmente, postando um texto-comentário feito no blog da minha amiga FLOR.
 
 
Flor,
Exatamente! Deus não é um negociante!

É como você mesma diz em outras palavras.
O segredo não tem segredo: é entregar tudo nas mãos de Deus e relaxar. Descansar Nele. Ser realmente dependente DELE. E isso, nenhuma religião é capaz de me dar, isso vem pela fé.

Eu entendo perfeitamente sua aflição. Assim como a de muitas outras almas sinceras também que ficam em conflito com determinações doutrinárias que fogem da proposta de Jesus. Doutrinas que estão cada vez mais distantes dos adoradores verdadeiros que Deus está à procura - como disse Jesus à mulher da Samaria.

O que acontece é que somos ensinados, desde que nascemos, a FAZER alguma coisa para agradá-LO. O pobre riquinho perguntou a Jesus: o que devo FAZER? Ele não entendeu que não há o que fazer, já está tudo feito.

Nós amamos a Jesus mas a religião nos deixa confusos, puxando-nos para FAZER sacrifícios por meio de atitudes religiosas que nada dizem do Evangelho pregado na Cruz.

Ora, Jesus diz simplesmente para seguirmos a Ele. E aponta- de diversas formas por meio de suas palavras - que seguir-LHE está na contra mão da religião que nos impõem.

O único ministério que Ele nos confiou foi o da reconciliação. Reconciliação com Ele, com nós mesmos (afinal nosso teimoso coração é um eterno campo de batalha pessoal) e, finalmente, com o próximo. Simples assim. O mais é religiosidade.

Você diz tudo em sua oração. Sim, isso aí é uma oração e Deus atende aos corações sinceros e aflitos que O buscam despidos de religiosidade. E ainda finaliza sua sincera oração, com o apelo necessário: 'quero ser totalmente dependente de Ti'! É assim que o fardo se torna leve e ficamos em paz.

Façamos pois, esse apelo diário, já que a tendência da nossa natureza (carne, como diz o clichê religioso) é sempre seguir a própria cabeça, o próprio coração, o que se 'sente'. Deus não quer nosso  'sentimento'. Nosso choro coletivo, nossa emotividade, nossa oração mecânica, canto e louvor em grupo. Não precisamos 'sentir'. Precisa-se SER, acima de tudo.

Estou passando férias nos 'esteites' e domingo fui a um culto com meu filho e minha nora, e fiquei encantada como, do início ao fim do culto, era só adoração. Não havia proselitismo, indução, manipulação velada, terrorismo, doutrinação, coisas estas tão abomináveis ao Senhor! Aliás, se houvesse, nem ele iria! Muito menos me levaria consigo! Graças a Deus ele tem a mesma lucidez que a minha. Inclusive, esta foi a segunda vez que fomos. A primeira, foi antes do Ano Novo. Esta segunda, foi mais cerimoniosa pois era a Ceia do ano. (Nem é necessário dizer que já fui meio pé atrás em relação a isso rss)
 
E eu, que sou meio avessa a cerimonialismos religiosos, me surpreendi comigo mesma ao ficar encantada pela segunda vez em ver a simplicidade daquelas pessoas que ali estavam (não para exibir performances religiosas estereotipadas, mas cada um na sua própria forma de se apresentar), para se render a Deus, para adorar, para derramar os corações.
 
E chorar, não por sentimentalismos, medos, inseguranças, mas em agradecimento por sentir uma imensa paz que não nos foi imposta, foi dada de graça pela misericórdia de um Pai que simplesmente ama. Chorar por se constranger diante da constante surpresa em se ver dependente, impotente, vulnerável e totalmente entregue Àquele que só quer ser Senhor dos nossos corações.
 
Pelo nosso próprio bem e não por uma birrinha divina de quem se acha todo poderoso.

E perdão se me empolguei e me estendi. ('Normal' rsss)

Deus te abençõe!
Rê.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Bate papo...




Discípulos de Cristo ou discípulos de cristianismo?


Regina Farias disse...

Alan,

Fazia muito tempo que eu não queria ouvir mais certas pregações...

Então vi teu video e 'passei', deixei pra depois, mesmo sabendo de sua maravilhosa fase de transformação, mesmo com o título do mesmo me chamando a ler.

Então via a chamada no meu próprio blog me atraindo e resolvi que hoje eu iria assistir. Se bem que vim ao computador para ver outras coisas, confesso. Mas aí fui atraída imediatamente ao que havia dito 'domingo eu vejo'.

Dou graças a Deus por ver que ainda há pastores que se deixam quebrantar e, assim, vamos nos quebrantando também.
Obrigada!

R.
Alan Capriles disse...
Oi, Re!

Não posso deixar de comentar seu comentário, especialmente porque você está sempre nos enriquecendo com suas observações e eu raramente escrevo em seu blog (como também nos demais). Quero lhe agradecer por todo o carinho e lhe dizer também que seus comentários são um incentivo para que eu continue escrevendo e, nesse caso, também pregando. Como eu disse na mensagem, estou passando por um momento de auto-crítica, sendo confrontado comigo mesmo por meio do evangelho. Peço que me ajude em oração, a fim de que eu diminua e possa permitir que o Cristo que habita em cada um de nós tenha plena liberdade para continuar me usando na Palavra e, principalmente, nas obras de amor.

Deus lhe abençoe cada dia mais!
Regina Farias disse...
Pastor,

Está lá no meu blog e vou colocar no FB tb porque precisamos voltar ao primeiro amor urgente. Estamos muito mecanizados, robotizados, egoistas, individualistas.

E fique à vontade, eu não venho aqui para que vc vá lá. Não é uma troca mecânica e vc sabe disso. Se bem que em algumas vezes em peço socorro de algum 'guru' rsss da minha confiança como vc, René, W, J.C. Cláudio... Mas para complementar alguma coisa que eu não saiba expressar tão bem como vcs. Mas sem pressa e sem pressão.

Quanto ao constante processo no caminho que nos submetemos a ser moldados, veja você que quanto mais nos flagramos confrontados em nós mesmos, mais Deus nos abençoa e nos usa para abençoar a outros.

Isso é simplesmente maravilhoso!
Oremos, então!
Alan Capriles disse...
Re, preciso lhe confessar...

Também recorro a nossos irmãos "gurus" que você mencionou. Há poucos meses, por exemplo, fui pessoalmente conversar com nosso amigo René, que pacientemente escutou acerca de minhas inquietações e conflitos interiores. Voltei de lá muito mais leve e encorajado a seguir em frente.

Mas, desde que li seu último comentário, fiquei incomodado por você não saber ainda o quanto sua vida foi importante para o meu amadurecimento espiritual. Tudo começou com um comentário estúpido que eu fiz em um artigo da Rô e que você repreendeu com extrema simplicidade e dureza. Aquilo falou forte comigo porque, lá no fundo, eu sabia que você estava certa. Foi quando eu comecei a ler seu blog, o que ajudou a acelerar meu despertamento espiritual.

Por isso, sinto-me no dever de lhe dizer que você também é um de nossos "gurus", que nos ajudam a enxergar o caminho quando as trevas tentam nos fazer desviar da verdade e do amor.

Agradeço muito a Deus por sua vida e pelo privilégio de compartilharmos nossas experiências com Cristo.

Deus continue lhe abençoando cada dia mais!
Regina Farias disse...
Alan,

Despida de qualquer vaidade, esse seu depoimento enche o meu coração de alegria, simplesmente por confirmar o que eu vi em você desde o início: uma pessoa sábia! (Embora não tenha percebido essa repreensão rss Acho que é o hábito, desde bem menina, de ser professora. Aos treze anos de idade já monitorava em sala de aula na escola dos meus pais).

Fico mais feliz ainda porque, graças a Deus você soube assimilar, pois infelizmente, muitos que se deparam com esse meu jeito assim direto, se ofendem e levam para o lado pessoal.

Isso tudo só me faz admirá-lo mais ainda e louvar a Deus por sua vida, pois que você tem o dom de 'ser pastor', verdadeiramente. E quantas almas precisam de suas palavras tão sinceras e pautadas no Evangelho puro e simples.

Deus o ilumine cada vez mais!!!

R.

domingo, 2 de dezembro de 2012

sábado, 1 de dezembro de 2012

Apriscos e gentios dos dias atuais...


'No essencial: unidade. no não essencial: liberdade. em todas as coisas: caridade'.

Comentário de Fabiano na postagem COEXISTIR

'O outro aprisco que Jesus disse não seria os gentios? Não acredito que um seguidor de Buda, Maomé, Kardec, etc. estejam sendo conduzidos por Cristo. Macro ecumenismo que muitos defendem (não estou dizendo que é o seu caso) é no mínimo incoerente com o que afirmam crer. PS: Claro que devemos coexistir com respeito, não sou fundamentalista. Nosso inimigo é outro'. 

.......

Resposta:

Tudo bem, os não judeus da bíblia eram os gentios. Mas... E quem seriam os gentios atuais?

Eu não queria me estender, mas antevejo isso. Afinal sou irremediavelmente prolixa. 

A ideia da postagem é para que a gente possa abrir a mente e refletir sobre nossa suposta superioridade espiritual. É esse pedantismo, essa pretensão, essa boçalidade nojenta que eu repudio. E, para quebrar esse paradigma meramente religioso precisamos rever urgentemente nossos conceitos e ler os Evangelhos TOTALMENTE despidos do denominacionismo.

Coexistir não significa rezar a mesma cartilha, ajoelhar-se diante dos mais variados deuses e prestar-lhes culto ritualístico e cerimonioso. Não é isso! Trata-se do culto no chão da existência; da vida prática onde se é unido pelo amor sem fronteiras. Ora, o amor de Cristo não é um pacote de crenças. Isso é religião. Religião segrega. Coloca muros. O amor une as pessoas. O sentido de coexistir nem mesmo é 'macro'! É amplo e irrestrito e está muito acima das religiões, crenças, cerimônias, rituais, preferências e discordâncias.

E se for para seguirmos o que disse e fez Jesus, não há outra alternativa senão nos unirmos a todos em amor. Mas um amor sincero, prático, sem demagogia, sem subserviência ou superioridade velada.

‘Engraçado’ que tem denominacionais que defendem com unhas e dentes algumas normas que Paulo estabeleceu dentro daquele contexto, mas fazem vista grossa para o que ele mesmo disse acerca do amor universal. Utilizam de forma distorcida o ‘evangelho segundo coríntios’ mas pulando o capítulo 13. Ou usando o capítulo 13 somente com os da própria crença e a seu bel prazer. Com os das outras crenças, ainda que ditas cristãs, eles olham com piedade, compaixão, mas tudo no sentido pejorativo, como se estivessem acima daqueles e só eles entendessem de Deus. Isso me enoja, me dá asco! E tão somente porque não é esse o propósito de Jesus por meio do Sacrifício da Cruz.

Observe que em seu ministério terreno, Jesus abordou a samaritana (e outras mulheres) rompendo com TODOS os códigos religiosos da época. Códigos estes que não eram só religiosos, era a própria Lei! Ele transgrediu as normas! Ele ultrapassou todas as fronteiras em nome do Seu Amor!

Observe também que em suas parábolas ele usa, propositalmente, exemplo de pessoas boas e que não eram do 'povo de Deus’. Ele usa um samaritano (Seria o umbandista de hoje?) para exemplificar acerca da única lei que a Ele interessa que cumpramos! Quem é o nosso próximo?! Perguntaria o intérprete da lei; como posso nascer de novo, foi a pergunta nonsense de um legalista extremamente culto que era ‘o cara’ que entendia de tudo e mais alguma coisa sobre religião; e o que governava um povo, mas não conseguia enxergar A VERDADE À SUA FRENTE? Eles não sabiam porque seus corações estavam petrificados, limitados e conduzidos pela rigidez da lei sem compaixão, invalidando a palavra de Deus pelas próprias tradições, pelos próprios acréscimos. Alguma semelhança com os religiosos atuais que usam Seu Santo Nome?

Observe ainda que Jesus ficou maravilhado com a fé do centurião e fez questão de dizer, com muito entusiasmo, que jamais havia visto fé como aquela nem mesmo no meio do ‘povo de Deus’. E, nesta mesma passagem, Ele faz uma declaração contundente sobre os que ‘se assentarão à mesa’, deixando bastante claro que ‘os filhos do reino’ ficariam de fora. Não consta que Jesus tenha chamado o centurião e cobrado dele alguma 'doutrina de fé'. Ao, contrário, o dispensa dizendo 'seja feito conforme a tua fé'.

Sinceramente, não sei como os fundamentalistas ‘cristãos’(!?) não conseguem entender algo tão simples.

(E, claro, não estou me referindo a você. Fabiano. Seu nome é Fabiano mesmo? Bom, não importa... Aliás, diga-se de passagem, que poucas são as pessoas que questionam assim tão respeitosamente como vc. Geralmente levam para o lado pessoal e se enfurecem).

Então, por que um budista, um kardecista, ou um maometano não pode ser conduzido por Cristo? Quem somos nós para determinar quais são aqueles que Jesus chamará de filho ou de filha, como aquela mulher que lhe tocou as vestes? Naquela passagem não consta seus dados pessoais. Ninguém sabia seu RG, sua procedência, seu credo. Não se sabia nem seu nome!

Mas, saiba, apesar de tudo, muito me alegra o desfecho do seu breve comentário. Nenhum desses que você mesmo citou é nosso inimigo. Disse tudo. Pois o inimigo de nossas almas é quem nos coloca contra estes. Aliás, este é o seu papel.

Só digo uma coisa muito séria. Quem quiser ler nos evangelhos sobre o ministério de Jesus aqui na terra, totalmente desarmado e despido das vestes religiosas que limitam e cegam, certamente irá se deparar com algo indiscutível: que Jesus perdia o controle, repudiava e se INDIGNAVA reagindo com veemência APENAS com os religiosos hipócritas e sem compaixão.

Isso já é um bom começo para quem quer rever seus pretensiosos, equivocados e ingênuos conceitos...

Quem tiver olhos para ver, veja!

RF.