"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dá-me um novo coração





Existe uma passagem bíblica no Evangelho de Lucas, pela qual sou apaixonada e sempre que possível eu estou lendo e comentando com alguém, como na semana passada por ocasião de um bate-papo informal aqui em casa com algumas pessoas amigas e familiares. (Cf Lucas 19:1.10)

Refiro-me à história de Zaqueu, esse homem poderoso que carregava em si uma história sinistra de exploração financeira e que, mesmo sendo uma pessoa assim de caráter tão repulsivo, teve curiosidade para saber acerca de Jesus a ponto de se expor diante dos mesmos que roubava descaradamente, só para ver Jesus de perto. Sabe-se lá a ânsia que havia em seu peito que o levara a adiantar-se e subir numa árvore (lugares mais altos) de modo que tivesse uma visão mais ampla. E Jesus - que não se impressionava com multidões posto que veio para salvar o perdido - vendo aquele esforço e conhecendo a ânsia do seu coração, escolheu estar em sua casa, escandalizando a todos que estavam à Sua volta. (19.7)

Ora, esses murmuradores que viviam à sua volta são no mínimo suspeitos, pois se seguiam mesmo a Jesus, deveriam saber que Ele não era propriedade exclusiva do capricho milagreiro deles; que Jesus não só entra e come na mesa dos pecadores, como lá se hospeda! Entretanto eles não sabem. E nunca vão saber. Pelo menos enquanto não se converterem como fez Zaqueu. Pelo menos enquanto continuarem apenas como mais um no meio de uma multidão que adora as maravilhas feitas por Aquele homem, que quer os benefícios dessas maravilhas, mas a Ele não se entrega para que maravilhas sejam realizadas em seu próprio coração.

Imagino a mudança radical na vida daquele homem podre de rico. Mudança que tem sua marca no arrependimento vez que ele caiu na real e teve a consciência de dar METADE de seus bens aos pobres e ainda de RESTITUIR quatro vezes mais a quem roubou, explorou, saqueou, sacaneou sabe-se lá como, já que ele era “o maioral dos publicanos”.

É dessa consciência que eu falo e nada tem a ver com cartilhas denominacionais. É desse novo nascimento a partir da REGENERAÇÃO provocando na pessoa algo “diferente” que vai preenchendo o seu coração em processo contínuo que o acompanha pelo resto de sua vida, de glória em glória...

O nome disso é GRAÇA e não há como confundir, pois por meio dela passamos a agir com o amor que não tem a ver com mera complacência e passar a mão na cabeça do mala e sim com atitudes justas, tolerantes e cheias de misericórdia.

Ainda hoje continuamos em meio às multidões que seguem diariamente às igrejas para, cumprimentando irmãos com ósculo santo, entoar cânticos de louvor e “buscar a palavra” que inclusive nem cumprimos posto que os nossos corações estão pedrados; ainda hoje somos parte dos templos lotados com nossas indumentárias e regrinhas religiosas como meios de salvação, enganando aos outros e a nós mesmos com abominável aspecto falso-piedoso, enquanto nossos corações estão repletos dos lixos detestáveis à vista d` Aquele que sonda todos os corações.

Olhando para nós, Jesus certamente diria: já vi esse filme...

E ainda hoje, em meio a essas pessoas religiosas que juram de pés juntos que O seguem, Ele continua o mesmo, sem impressionar-se com suas performances, suas ofertas, suas promessas enganosas, procurando simplesmente jantar na casa de quem não quer fazer parte de um grupo numeroso de oba-oba, mas O quer no comando de sua própria vida, implodindo, desconstruindo e reconstruindo seu coração.

É quando Ele diz:

Hoje, houve salvação nesta casa!

domingo, 18 de julho de 2010

Língua venenosa


(O texto abaixo é reflexo da minha veia de advogada de defesa dos fracos e oprimidos sinceramente arrependidos e da minha indignação grrrrrr com pessoas que se dizem discípulas de Jesus mas que não hesitam em atirar pedras. Que sirva de reflexão para todos nós! "Porque todos tropeçamos em muitas coisas" (Tiago 3:2a)

Embora tendo vivenciado inúmeras situações decepcionantes em relação ao ser humano ao longo da minha existência, jamais perdi a esperança e continuo acreditando nas pessoas, talvez pela consciência da responsabilidade na área do ensino que sempre atuei, ainda que sabendo o quanto é desgastante mexer com conceitos equivocados quase sempre associados a uma forte carga preconceituosa; carga essa instalada justamente pela carência da informação adequada que permite viver melhor, mais leve, mais tolerante, mais livre e mais distante da desinformação e/ou falta de envolvimento real em determinadas situações que alimentam os conceitos pré-estabelecidos e que impedem uma boa comunicação.

Entretanto, não posso deixar de externar a  minha perplexidade em constatar que em meio a tanta informação dinâmica e perfeitamente à mão, há gente preguiçosa, inerte, desinteressada e/ou incapaz de RE-organizar, RE-arrumar, RE-ver, enfim dar uma CONSTANTE checada em seus conceitos, muitos deles confusos, distorcidos, velhos e mofados, preferindo viver na perniciosa contramão da comunicação saudável e transparente.

O grande perigo é quando isso acontece no âmbito das relações onde a desinformação provoca o poder de manipular a verdade e estabelecer situações injustas ao se espalhar uma notícia apimentando seu teor com emoção negativista e pessoal. A pessoa não se dá conta de que tal notícia disseminada dessa forma assume dimensões terríveis tornando-se MENTIRA posto que fora do contexto, generalizada, demonizada. (E será mesmo que não se dá conta? Há casos em que se percebe claramente uma mistura bem dosada de malícia e perversidade).

E, na medida em que se explora determinado fato sem a clareza acerca do mesmo e ainda com fortes pitadas de sentimentos tais como antipatias pessoais, intolerâncias, fragmentos de fatos antigos e pressuposições, vão sendo geradas novas cargas emotivas que findam por prejudicar uma vida inteirinha.

É onde a língua solta contamina a tudo e a todos pondo em chamas toda a carreira de uma vida humana. Com a língua, esse órgão tão pequeno, (Ler Tiago caps 3 e 4) somos capazes de destruir vidas, de queimar o filme do outro, de fazer a caveira literalmente, posto que mata; de manchar para sempre a reputação de alguém com a maldade gerada de nossas próprias racionalizações, nossos auto-enganos, nossa visão limitada da realidade; onde pegamos esses ingredientes no armário do nosso próprio coração enganoso e desesperadamente corrupto (Cf. Jr. 17.9) e colocamos tudo no caldeirão medieval e assustadoramente atual saindo em desenfreada caça às bruxas.

E o mais esquisito, contraditório e repulsivo é que da mesma boca que se amaldiçoa pessoas, como um mal incontido e carregando veneno mortífero, dessa mesma boca e com a mesma língua são ditas palavras doces.

É aí então que eu questiono essa contradição, essa hipocrisia, essa falsa-piedade.

"Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar
o que é doce e o que é amargoso?
Acaso, meus irmãos,
pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos?
Tampouco fonte de água salgada
pode dar água doce."

Na carta de Tiago esse tema é abordado por meio de conselhos práticos a um povo que tinha suas relações estremecidas pela falta de amor, pelo discurso não-cristão, pelas palavras amargas e ressentidas e pelas atitudes sem compaixão.

E assim, inevitavelmente, eu volto a bater na tecla da maledicência quando ele diz que inveja amargurada e sentimento FACCIOSO nada têm a ver com a sabedoria lá do alto e que antes é terrena, animal e demoníaca.

E complementa que onde há inveja e sentimento faccioso, instala-se a confusão E TODA ESPÉCIE DE COISAS RUINS. E que isso acontece porque a nossa sabedoria é egoísta e revela amargura.

Enquanto que, ao buscarmos a sabedoria lá do Alto, a relação com o próximo passa a ser:

Pura, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sem fingimento.

RF.

" Segui a paz com todos e a santificação,
sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando diligentemente,
por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus;
nem haja alguma raiz de amargura que,
brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados".
(Hebreus 12.15) Grifos meus- RF

sábado, 17 de julho de 2010

Ação & Demagogia


Carta a um irmão
(Escrita hoje às 6hs da manhã)

LH


Louvo a Deus pela sua vida, posto que você saiu do si-mesmo e, sem qualquer vestígio de interesse pessoal, ignorando porquês, causas e razões, não passou ao largo e "pensou os ferimentos" tratando de quem, pelas vicissitudes da vida, fora jogado à própria sorte durante um longo tempo de sua vida.

A exemplo do que falou outro discípulo de Jesus, Agostinho de Hipona, pra mim isso é Evangelho PURO.

"Pregue o Evangelho. Se precisar use palavras".  O mais é acréscimo farisaico e vão.

E, baseada nessa parábola sobre o verdadeiro, sintético e contundente mandamento, eu acrescentaria que Deus não tem nenhum altar de culto fora do amor ao próximo.

E estou bem certa de que, quando você assim agiu, falou Jesus ao coração de cada um de nós, supostos conhecedores da Lei:

"Vai e procede tu de igual modo" . (Cf Lucas 10.37)

Imperativo no "vai tu", o Autor de nossas vidas não perguntou se o intérprete da Lei gostaria de ser assim, de agir assim, nem muito menos questionou sobre a vida pregressa do homem largado no chão. Ele simplesmente dá a ordem! Manda que assim se cumpra!

Lembrando que intérpretes da Lei ou Escribas eram especialistas tanto em teologia como em questões legais e, assim, tramavam muitas questões de debate para pegar Jesus em armadilhas e Jesus respondeu com uma ligação entre os dois mandamentos, porque o primeiro não pode existir sem o segundo (Ver 1Jo 4.10) tanto quanto o segundo não pode ser mantido sem o primeiro. (Bíblia da Mulher-Ed Mundo Cristão , rodapé da pág 1196)

E aqui eu acrescento lembrando ainda que quando Jesus estava para ser glorificado (Cf João 13), novamente enfatizou (palavras) o que fez (ação) quando missionário na terra:

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros.

E acrescenta repetindo: ASSIM COMO eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.

Esse mandamento - que de novo nada tinha - tornou-se NOVO ao ser entregue/vivido pelo próprio Autor.

E Ele acrescenta ainda:

Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: SE tiverdes amor uns com os outros.

Li um texto de uma amiga por esses dias sobre lavar os pés do outro, que foi um verdadeiro soco no meu estômago. Pois não é pelo prazer de escrever sobre as coisas do Alto que eu seja justa. Justo só Ele! Sou sim, justificada, lavada pelo Seu sangue, já não devo nada, está pago, está consumado na CRUZ!

Caso você tenha tempo e interesse, dê um clique AQUI 
E lá, o meu comentário a respeito, foi esse:

Ser instrumento de cura pra valer requer que se saia do casulo e aí é que a coisa pega, pois ninguém quer sair da falsa segurança do casulo e se expor, ir fundo, se abaixar, lavar a nossa sujeira que está no outro.

A essa diferença preferimos fazer vista grossa.

E continuamos sujos e afirmando que amamos os diferentes...

É isso que nosso coração - habituado a números, quantidades, templos cheios, barganhas, negociatas, trocas, favores, retornos, reconhecimentos, aplausos e pódios - não consegue captar, engessando-nos e impedindo-nos de cumprir o mandamento em relação ao próximo que não é meu amigo, o cara com o qual tenho afinidades, o da mesma crença, meu coleguinha de faculdade nem o preferidinho do coração. Além do mais, dar a mão ao próximo nada tem a ver com o repulsivo proselitismo que Jesus simplesmente ABOMINA!

E sobre isso Ele adverte: (Mt 23.15)
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!"

Caramba, meu irmão! Isso é MUITO SÉRIO! Pois convidar uma pessoa para ir à minha igreja é uma coisa e abrir o templo pra ela é outra.

E eu só sei de uma coisa:

No dia em que colocarmos nossos olhos na leitura do Evangelho despidos de todas essas máscaras farisaicas e como revelação para a nossa vida prática, a "preocupação com a vida alheia" passará a ser a OCUPAÇÃO que Jesus nos ordena e então cairá a ficha ao que Ele nos diz: "Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes".

Enfim, feliz e aliviada, rogo aos céus que atitudes assim sejam como respingos ácidos em nossos corações endurecidos pelos costumes que nos robotizam!

São os votos sinceros de quem não é a última coca-cola do deserto, mas que não cansa de falar de VIDA na existência seca e árida desse mesmo deserto.

E que Deus, Pai Todo-Poderoso, tenha misericórdia de todos nós,

R.


“E eis que certo homem, intérprete da Lei,

se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe:
Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na lei? Como interpretas?

A isto ele respondeu:

Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração,

de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento;

e: amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente, faze isto e viverás".

(Lucas 10:25.28)





sexta-feira, 16 de julho de 2010

ANSIOSA, EU?!



Em alguma proporção, e de alguma maneira, nós já experimentamos essa agonia chamada ansiedade que especialistas colocam como sentimento indefinido de apreensão desagradável, porém com sensações físicas definidas tais como opressão no peito, palpitação, sudorese e falta de ar, e que normalmente surge com a ameaça indefinida de um perigo iminente.

Diante de tais sinais não há como dissociar corpo, mente e espírito. O corpo, no qual se aloja toda uma fisiologia, carrega um compartimento chamado mente que nos fornece ferramentas para administrar toda a problemática dessa dinâmica chamada existência. Além disso, há uma dimensão espiritual que diz respeito a questionamentos acerca da vida capaz de tirar o ser humano do si-mesmo. Ou seja: somos corpo, mente e espírito cuja interligação aponta um fluir que transita entre o físico, o emocional e o espiritual.

Observe-se entretanto, que há uma clara diferença entre ansiedade e medo, e muitos de nossos supostos medos não passam de ansiedades. No medo, acontece a experiência real onde se delineia uma reação a um determinado estado; isto é, há uma ameaça perfeitamente definida. Na ansiedade, acende-se uma luzinha ante o perigo iminente antecipando uma dor e uma defesa contra algo em potencial capaz de nos reprimir, achatar, oprimir, se bem que  de forma vaga, mas que está se instalando em nosso ser como perfeita ameaça. Nesse sentido, a ansiedade tem sua função benéfica ao acender essa luzinha de alerta. Porém, quando passamos a sofrer diante da possibilidade de algum ruim, já se torna uma doença da alma. É quando Jesus nos alerta sobre as inquietações com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus próprios cuidados; basta ao HOJE e agora os problemas do HOJE e agora. As questões que estamos vivenciando é que precisam ser administradas.

A ansiedade passa a ser um problemão quando se torna uma constante em resposta aos nossos medos reais e geralmente estão ligados  ao receio de sermos descartados, além do forte sentimento de competição, onde todo mundo é adversário em potencial. Essa competição muda e ao mesmo tempo gritante está presente em casa e fora dela, no local de trabalho, entre pessoas que se dizem amigas, nos textos de blogs e nos comentários destes; até mesmo nas inofensivas conversas informais de grupos de amigos que saem pra tomar uma; e isso se vê com frequência até na vida conjugal onde duas pessoas que se dizem amar uma à outra brigam pelo primeiro lugar no pódio.

Outro equívoco está ligado à idéia de centralização e dependência onde, paralela à pretensão de salvador da pátria, surge no coração do homem uma ansiedade que  gera pressão mas atrai e fascina e diz claramente que se ele baixar a guarda sai tudo do eixo. Daí a insônia, o desgaste físico e emocional, a dificuldade em relaxar e a insegurança que se instala provocando o medo de ser feliz.

Não sou autoridade no assunto, mas as experiências me colocaram dentro desse laboratório me fazendo uma autodidata nessa ansiedade crônica que só adianta ser tratada de uma maneira impactante, em um tratamento de choque no âmbito da fé, posto que somente assim essa doença da alma é neutralizada na raiz. E, ao cair a ficha, a percebemos vã; pois nela nada há de produtivo, pelo contrário, traz sérios danos ao ser humano em todas as esferas; é quando entendemos  o quanto ela é perniciosa e tem sua origem nas nossas vaidades, nessa nossa veia competitiva e egoísta que cansa, enfada, esgota as energias e estabelece um vazio angustiante; e justamente por ser unilateral é mero correr atrás do vento. (Ec. 4.4)

"Não andeis ansiosos de coisa alguma;
em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições,
pela oração e pela súplica, com ações de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento,
guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus".
(Fp 4: 6 e 7)


quinta-feira, 15 de julho de 2010

TRATORES, DIFERENÇAS... E MUDANÇAS!



Pegando o gancho da postagem de ontem do meu amigo JC (Ele não é Jesus Cristo, mas quer ser rss) e também a partir do sugestivo título que ele deu ao texto – UM TRATOR PARA CADA MEMBRO - fiquei a refletir como seria se, de fato, cada membro dessas igrejas malucas por aí afora, decidissem passar o seu trator de lucidez e de vergonha na cara por cima de todas essas falácias em nome de Deus e que têm enorme poder de escravizar mentes, cegando-as, engessando-as, robotizando-as, explorando-as material e psicologicamente.

Ah, se houvesse esse trator pra cada membro! O mundo seria melhor de se respirar, mais leve e, consequentemente, muito mais saudável porque em meio a todas as diversidades que enriquecem o planeta, a reciclagem seria de bom tamanho e o que é, de fato, lixo, retornaria para o lixo.

E aí eu dou um pulo lá na Bélgica, mais precisamente numa cidadezinha chamada Kasterlee, situada na província de Antuérpia e, inevitavelmente, traço um paralelo em notícia fresquinha chegada concomitante por e-mail, onde uma jovem sobrinha experimenta visceralmente as velhas DIFERENÇAS ao ouvir de um morador a pergunta “A pessoa vai à igreja fazer o quê?”. E o interessante é que ambos pasmam, cada um conforme a bagagem que carrega, com seus conceitos, princípios e valores. De um lado, a que foi habituada a encontrar, acreditar e confiar no Deus dos lugares físicos; e de outro, um interlocutor que não tem nada disso na bagagem e demonstra claramente não encontrar nem acreditar nem mesmo confiar nesse tipo de Deus nesses espaços citados. E pra completar o que eu chamaria de tratamento de choque, ainda arremata: eu nunca fui a uma.

Quer saber? Choques assim me animam pra caramba! Principalmente quando se percebe que em meio a uma enoooorme diferença cultural algo une essas duas pessoas: o amor que transcende a tudo. É desse trator que eu falo. Esse trator que vem e passa por cima de todas essas diferenças, destruindo as bobagens religiosas que proporcionam as verdadeiras confusões e, de forma simples e desconcertante, sai construindo uma ponte conciliadora, à medida que põe abaixo toda a falácia, todo o cerimonialismo, todo o ritual, todos os dogmas.

É quando duas vidas alheias se tornam uma só; é quando crenças opostas trazem a esperança de vir a ser uma única fé pelo milagre do Amor. E nesse milagre dá-se uma plenitude inexplicável que vem carregada de uma incrível mudança em nossos conceitos, nossos princípios, nossos antigos valores. Mudança essa que ninguém é capaz de operar em si mesmo posto ser algo de caráter divino. E justamente por ser de caráter divino não há espaço para melindres, para esse lance de “sentir-se ofendido” típico dos crentes com convicções arraigadas e "imutáveis".

E essa mudança - que não está no nosso poder - é tão perfeita, que o crescimento vem naturalmente. A mente se expande, as idéias se reorganizam, as sólidas construções se reconstroem. E então, olhamos para trás e vemos que saímos, não do lugar certo ou lugar errado, mas do lugar comum. Percebemos com alegria que saímos do lugar que, equivocadamente, acreditávamos com todas as nossas forças, ser o lugar destinado a estarmos, pois determinado por um suposto plano superior.

Para mim, isso aí é o princípio do processo de maturidade. É quando corrigimos perspectivas para enxergar o caminho com clareza, deixando as coisas de menino lá no tempo das coisas de menino, onde se tinha uma idéia limitada da imagem de Deus e seus planos para nós. É quando percebemos que não há caminho certo ou errado. Que há um único Caminho. E quando essa ficha cai (vixe sou do tempo de ficha rss) é quando deixamos de ser crianças nessa pseudo-fé fabricada e enfiada goela abaixo, nessas crenças que adoecem a alma, nos velhos e carcomidos estilos farisaicos, nos comodismos que afastam o próximo. Então nos esvaziamos de nossa arrogância denominacional e religiosa e partimos para a vida real nos expondo, dando a cara a bater, tentando, vacilando, errando, reconhecendo o erro, corrigindo... Crescendo no Amor que me diz que ainda que minha fé seja tão tremenda a ponto de transportar montes SE eu não tiver AMOR não serei absolutamente NADA.

Portanto, parafraseando a autora de um texto recebido por e-mail, a palavra de ordem não é bem uma mera preocupação com a vida alheia, porém OCUPAÇÃO.  É quando passamos da mera existência para a verdadeira VIDA. É quando deixamos morrer a velha natureza... Pois quando saímos do nosso quadrado seguro e confortável e decidimos pinçar feridas DIFERENTES por aí - inclusive fora dos átrios religiosos - os planos de Deus naturalmente acontecem.

Posto que esses são Seus Planos...

RF.

"Tem que morrer pra germinar

Plantar n'algum lugar

Ressucitar no chão nossa semeadura..."

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Movimento anti-casulo

Amor é decisão, é compromisso, é dedicação, é envolvimento.




Ao ler a primeira carta de Paulo escrita para o recém formado grupo de cristãos em Tessalonica, me deparei com algumas declarações de amor embutidas e alguns questionamentos foram inevitáveis.

Consigo sentir a emoção de Paulo ao dizer que sempre lembra com carinho e ora por aqueles que um dia precisou abandonar tão precocemente, Lucas descreve o entrevero no livro de Atos capitulo 17.

Ao receber noticias daquele grupo formado na cidade portuária, fruto de sua segunda viagem missionária, Paulo escreve fazendo recomendações, orientando sobre "as coisas dos últimos dias", sobre os mortos, enfim todas as questões que naquele momento inquietavam os irmãos que sofriam perseguição.

No entanto, o que me pegou foi o entendimento de que, mais do que uma carta escatológica ali estava uma carta que expressa amor e cuidado. No cap 2 e ver 8 vem o "golpe" que me derrubou:

"Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos."

Fiquei aflita para entender o que Paulo quis dizer com "comunicar nossas almas", afinal os filósofos gregos não tinham consenso a respeito da alma, suas funções e características.

Entendi que ele quis dizer o óbvio, existia naquele momento a necessidade de compartilhamento de anseios, desejos, aflições, medos, alegrias, amores, enfim tudo aquilo que denominamos pertencer a alma.

Não temos tempo, nem condição para fazer isto dentro das igrejas, ou em nossas reuniões, dificilmente compartilhamos algo além da persona de bom crente, limpinho e bom pagador das dividas. Persona que se encontra amalgamada ao eu, de forma que não há diferenciação. Os mestres tem muito a oferecer em termos de suas solidas teologias, mas pouco tocam outras almas.

Criamos casulos e nos chamamos de irmãos por pura convenção, hábito. Não estamos dispostos para nada mais do que um escandaloso "A Paz do Senhor, meu irmão" "Graça e Paz" ou "Paz de Deus", ao gosto do freguês.

Este seria o caminho inverso do desejado e arquitetado pelo Pai, basta ver o que Filho ensinou.

Em João 13, Jesus está prestes a trilhar a estrada da morte e ainda se detém para oferecer aos discípulos amados (sim ele os amou até o fim!! No versículo 1, vejo o quanto havia afeição e carinho por aqueles homens) um derradeiro ensinamento.

Ele tira a capa, envolve a cintura como uma toalha, enche uma bacia com água, manda a galera sentar, lava e enxuga os pés dos discípulos.

O ritual normal para a entrada em qualquer ambiente se tornou dinâmica de grupo Divina.

Ele amou didaticamente.

Não estamos falando de qualquer pezinho frequentador de pedicure semanal, mas sim do pé palestino, sujo, cascudo, feridento e mal cheiroso.

Ele vai além e diz que assim como Ele fez devemos fazer. Saberão que somos discípulos se assim o fizermos. E mais, seremos felizes se colocarmos em prática aquilo que aprendemos com o Mestre.

O segredo da cura está na disposição para sermos instrumentos de cura para outro, quando lavo seu pé, meu pé será lavado.

Não descerá anjo ou qualquer outra entidade para fazer o serviço, pois cabe a mim fazê-lo.

Quebro meu casulo, dessa forma me aproximo o suficiente para ver realmente aquele que se apresenta a minha frente. Interessante que a palavra grega para alma também é usada para borboleta, aquele bichinho lindo que sai do casulo.

Jesus finaliza dizendo que quem receber aquele que Ele enviou, o recebe, assim como recebe o Pai que O enviou.

Aceito como verdade para minha existência que o milagre está mais nas minhas mãos do que eu imaginava.




terça-feira, 13 de julho de 2010

Dois pesos e duas medidas?



Recentemente fui acusada erroneamente de dar uma de juíza. E digo erroneamente porque juiz é aquele que julga, que decide, que executa, e eu, na verdade, sou mesmo é advogada de defesa nata de pobres e oprimidos.

Juiz de Direito: membro do poder judicial, que tem autoridade e poder para julgar e sentenciar.
Fonte: Dicionário Michaelis

Ademais, eu não tomei nenhuma decisão drástica - graças a Deus!- e não é porque eu não possua algumas características necessárias para exercer a função em questão, pois até que eu tenho boa dose de sensibilidade, bom senso, senso de ética, senso crítico e uma tremenda vocação humanitária, sem falsa modéstia.

PORÉM, ah porém... O que pega é que conhecimento e opinião pessoal, aparência e verdade, vaidade e excessivo rigor são algumas das ambivalências que constantemente desafiam a mente de quem tem a autoridade e o poder para tal decisão, seja na própria existência ou na função social que o delicado cargo confere.

summum jus, summa injuria <--- expressão que significa que o excessivo rigor equivale a INJUSTIÇA.

E o interessante é que na hora de sermos nossos próprios juízes, a balança entra em tilti, vez que ao sondarmos nossos próprios corações até que nos envergonhamos um pouco do que vemos, entretanto temos o cuidado de sermos complacentes com nós mesmos e, por isso, facilmente encontramos mil racionalizações para cada atitude impensada e, por vezes, inconsequente, que cometemos com os outros. Já em relação às atitudes dos outros que nos atinge os brios, reagimos de maneira rígida e inflexível, do tipo bateu uma, levou duas.

Imagino que tipo de indignação nos apossaria se tivéssemos a capacidade – e o direito- de sondar as mentes das pessoas e desmascarar pra valer as suas farsas, suas mentirinhas sórdidas cotidianas, sua hipocrisia, sua falsa-piedade; certamente nos armaríamos até os dentes nessa relatividade finita do olhar arrogante e meramente HUMANO que vê com lente de aumento apenas na direção oposta ao próprio coração.

Daí as máscaras, penso eu, pois assim é a natureza humana calando na alma um  real“me engana que eu gosto”. E gosta porque esse engano é uma espécie de espelho silencioso onde ninguém acusa ninguém, por serem iguais, embora todos estejam a postos com suas pedras à mão ao menor vacilo. Vacilo... Do outro, claro!

E, nesse ambiente falso, o fiel da balança do nosso coração perde o sentido do perfeito equilíbrio, e então se instala o bloqueio que impede o exercício da compaixão.

E, pra mim, o mais grave é quando essa cilada alcança dimensão mais confusa atingindo ápice dramático e cruel; é quando esse bloqueio se instala em gente sincera, porém sistemática e religiosa que jura de pés juntos ter o aval de Deus nas suas decisões estritamente pessoais. Afinal foi colocado “em oração”.

Então – aí a cilada! - assumindo responsabilidades avessas ao caráter de Deus, eis que o deus do ego e da justiça própria se desenha tomando forma e força nas vontades pessoais, traçando plano bastante conveniente, no qual a pessoa ocupa o posto de juíza e rapidamente arroga-se o direito de tomar medidas severas, precipitadas e sem compaixão.

Ora, o alerta de Tiago acerca da maledicência e do domínio da língua (caps 3 e 4) é que a nossa fala é DESTRUTIVA quando verdades são repassadas de maneira rude e indelicada com o desejo de ferir o outro e/ou exaltar a si mesmo. E ele aborda isso de forma contundente dizendo com enorme CLAREZA que se há em nosso coração inveja amargurada e sentimento FACCIOSO, tal sabedoria não vem do alto, sendo antes, terrena, animal e demoníaca.

E aí eu me pergunto o que é que a SABEDORIA DE DEUS tem a ver com:

• O DESAMOR

• O pisar na cana que fumega

• A insensibilidade

• A necessidade/vontade/ânsia pessoal

• As transferências

• O medo

• A insegurança

• A pseudo-superioridade espiritual

• A pressa

• A precipitação

• As influências

• As afirmações e auto-afirmações do homem FALHO?

Esse deus que assim age e assim manda agir não é o Deus que eu conheço!

Graças a Deus!

E enquanto vamos aplicando nossa justiça própria, com dois pesos e duas medidas, Deus nos diz:

O homem para quem olharei é este:

o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra.

(Cf Isaías, cap. 66 - parte"b" do versículo 2).







quinta-feira, 1 de julho de 2010

Antes que seja tarde...

Foto de Jr. (Mãe coruja rss)



Com força e com vontade

A felicidade há de se espalhar

Com toda intensidade

Há de molhar o seco

De enxugar os olhos

De iluminar os becos


Antes que seja tarde

Há de assaltar os bares

E retomar as ruas

E visitar os lares


Antes que seja tarde

Há de rasgar as trevas

E abençoar o dia

E de guardar as pedras


Antes que seja tarde

Há de deixar sementes

No mais bendito fruto

Na terra e no ventre


Antes que seja tarde

Há de fazer alarde

E libertar os sonhos

Da nossa mocidade



Antes que seja tarde

Há de mudar os homens

Antes que a chama apague

Antes que a fé se acabe



Ivan Lins/Victor Martins

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sítio Caldeirão - O Araguaia do Ceará




SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA




“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão

têm direito inalienável à Verdade, Memória,

História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado



O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.


O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos


A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.


RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que:

a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE,

b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

 
QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?

 
A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade,



Dr. Otoniel Ajala Dourado

OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197

Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS

Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS

Membro da CDAA da OAB/CE

http://www.sosdireitoshumanos.org.br

sosdireitoshumanos@ig.com.br

http://twitter.com/REVISTASOSDH

(SOS DIREITOS HUMANOS) 29/06/10




terça-feira, 29 de junho de 2010

Localização exata



Mapas para esclarecimento àqueles que estão usando seus blogs "evangélicos" dizendo sandices sobre situação geográfica, crendices religiosas e blá blá blá. (Nada tem a ver com sertão, menos ainda com Padre Cícero).

Estes mapas apontam claramente onde ocorreu o evento (ZONA DA MATA) inclusive ajudando a algum desinformado a localizar áreas específicas de um exteeeeenso NE. (RF)






É como um efeito dominó. Em um dia chove em Pernambuco e no outro o nível das águas nos rios de Alagoas sobe, causando mais e mais alagamentos. Tem sido assim nas cidades banhadas pelos rios Mandaú e Paraíba há mais de dez dias e ontem, 27, não foi diferente.

A Defesa Civil agora faz um trabalho mais preventivo, retirando as famílias das casas inundadas antes que elas sejam destruídas. Assim, a probabilidade de garantir a vida aumenta, mesmo que o dano não consiga ser regulado ou diminuído.

Por causa das águas, muitas propriedades que ficam perto dos rios voltaram a ser inundadas nesta segunda-feira. Isto também impede o tráfego, bem como deixa as estradas ainda mais perigosas nos períodos entre chuvas, já que riscos de deslizamentos são aumentados.

novo-MUNDO








Antes que seja tarde...

Ivan Lins*



Com força e com vontade


A felicidade há de se espalhar

Com toda intensidade

Há de molhar o seco

De enxugar os olhos

De iluminar os becos

Antes que seja tarde



Há de assaltar os bares

E retomar as ruas

E visitar os lares

Antes que seja tarde


Há de rasgar as trevas

E abençoar o dia

E de guardar as pedras

Antes que seja tarde



Há de deixar sementes

No mais bendito fruto

Na terra e no ventre

Antes que seja tarde



Há de fazer alarde

E libertar os sonhos

Da nossa mocidade

Antes que seja tarde


Há de mudar os homens

Antes que a chama apague

Antes que a fé se acabe



(Ivan Lins/Victor Martins)





*Um dos compositores/músicos/artistas/gente mais completos que euzinha acho-RF.

... E VOCÊ?




Brasileiro é o que eu sou

Rapper brasileiro

Mas eu sou um brasileiro antes de ser rapper ou pagodeiro ou os dois ou nenhum

Posso assimilar a cultura do mundo inteiro

Mas sei que nasci no Rio de Janeiro - Brasil

Então não seja imbecil de pensar que eu não poderia cantar assim ou assado

Porque eu vou me expressar na forma e na hora que eu escolher

Aqui ou em qualquer lugar

Valorizando sempre as nossas

Raízes Costumes Cultura musical em geral

Então escuta o que eu digo pro americanizado débil mental

(Você é um burro e não vê a excelente cultura e os costumes do seu próprio país

E abre as pernas pro que os outros lhe impõe

Sem camisinha ou vaselina como o Tio Sam sempre quis)

Mas também não adianta o xenofobismo radical

Eu vou jogáforanolixo o que é ruim e usar o que é bom da cultura mundial

Vou ler assistir escutar e cantar

E nem por isso deixando de lado a produção cultural aqui do meu lugar

E no fundo no fundo todos os homens vieram da África

Principalmente alguns povos como por exemplo o nascido e formado aqui nessa pátria

E não (se) esqueça que cada cultura se forma de uma certa forma e cada sociedade cultiva suas normas mas junto nós todos formamos a Humanidade que engloba todos os seres humanos

Que podem se destacar dos outros animais pela sua capacidade de pensar

Capacidade que muitas vezes não é utilizada

E sendo assim não serve pra nada

Mas eu penso logo existo

Existo logo penso e tento utilizar essa capacidade de raciocinar a todo momento

Posso pensar na forma de Rap Livro Pintura ou Baião

Posso pensar certo mas também tenho o direito de errar

Vacilão

Mas eu tento enxergar tudo e se eu não enxergasse amigo eu usava óculos

Sou mais um inconformado sem partido feito a Denise Stoklos

E eu falo pra todos aqueles que querem me ouvir e vão concordar ou discordar

Talvez acordar

Talvez me seguir ou talvez me vaiar (mas eu vou defecar)

E eu falo pros meus conterrâneos mas posso falar pro estrangeiro

Mas "eu sou apenas um rapaz latino-americano"

Então em primeiro lugar o que eu falo é pros brasileiros

Inclusive pras "Lôrabúrras" pros playboys pros militares e pros crentes

Pra todos os fdp carentes que sofrem com a dominação cultural

Seja com a doutrinação social, militar, religiosa ou de origem internacional

Humanamente também tô do lado desses coitados que tão no caminho errado e por isso merecem e precisam ser esculachados

O brasileiro precisa fazer uma lavagem cerebral

Aproveitando o que vem lá de fora mas sem esquecer o nosso valor nacional

Cultural natural e da nossa história

É triste me olhar no espelho e saber que pertenço a um povo sem memória

E por culpa da gente é que nada muda no país

A miséria é permanente desde que os primeiros portugueses chegaram aqui

As deficiências dessa sociedade tão aqui desde cedo:

Fome Corrupção Desigualdade Povo covarde Desemprego...

Antigamente o sistema escravista não dava espaço ao trabalho livre

Hoje os problemas são outros

O espaço ainda é pouco e a superpopulação que o diga

E mesmo hoje em dia é bom que se lembre:

Os que trabalham não são homens livres e continuam escravizados como sempre

-Escravos- é isso o que somos

Escravos da própria falta de atitude

Alguns se iludem ficam esperando que alguma coisa mude...

Os mais afetados esquecem onde tão e aplaudem tudo o que for importado

Espero que tenha ficado bem claro de que lado eu tô

Apesar de ser um terráqueo

Gabriel O Pensador nunca vai se esquecer o pedaço do planeta de onde ele saiu:

Esse pedaço bonito cansado sofrido e explorado chamado Brasil

Então se você só dá atenção para o que vem de fora não me dê atenção

Me jogue fora

(Tchau! Vou embora)(Vai!)(Não! Fica aí)

Eu fico pra alegria e satisfação parcial da nação

Trazendo uma nova linguagem uma nova forma de comunicação que muitos brasileiros ainda não conheciam: O Hip Hop

Que não tinha Ibope porque muitos não entendiam

Mas hoje ele é universal e até no Japão ele é assimilado

E pra quem achava uma droga depois dessa dose cuidado pra não se tornar viciado porque eu aplico Hip Hop

Na veia Na mente Na frente Nas costas No peito

E não me esqueço que sou brasileiro então eu fabrico Hip Hop do meu jeito

Do nosso jeito

Desse jeito que você nunca conheceu

Com brasileiros tocando instrumentos ou mais Be Sample que a Fernanda Abreu (Rio 40')

É somente a capital cultural do território nacional que é o purgatório da beleza e do caos no verão ou no inverno

Purgatório que pra muitos é bem pior que o inferno

E ao mesmo tempo é o céu pra outros poucos sortudos

Brasileiros surdo-mudos que apesar de tudo estar sorrindo para eles continuam negando e cuspindo naqueles que tão pedindo e sentindo "o gosto amargo desse nosso egoísmo que destrói os nossos corações"

Será só imaginação?

Não Não Acho que não

E se você não quer realidade então vai ver televisão

Mas eu tô na vida real e não quero fugir dessa realidade

E eu acho que até passava mal se me olhasse no espelho e enxergasse um covarde

Então eu vou continuar o idealismo que parece arte

E se precisar mudo até de nome feito o Chico Buarque

E "apesar de você" não se mexer

Não sei porquê sua anta

Me escuta

De que adianta ser filho da Santa?

Melhor seria ser filho da luta

Seria bom se tudo fosse um sonho e quando eu acordasse estivesse tudo lindo e pronto

Mas isso nós não merecemos porque só vivemos dormindo no ponto

Então eu tento ficar acordado até na cama quando eu tô dormindo

E também não sou de nenhuma tribo urbana porque eu não sou totalmente índio

Eu tenho um pouco de índio no sangue mas não no sangue inteiro

Eu tenho um pouco de tudo no sangue porque eu sou brasileiro

Mas o que eu definitivamente não tenho no sangue é vergonha de ser o que eu sou

E não sei porque os brasileiros não têm auto-estima e não se dão valor

Mas eu me valorizo

Minha cabeça

Minhas idéias

Meus amigos

Minha liberdade de pensamento

Minha terra

O chão onde eu piso

Meu estilo

Minha cultura

Os costumes e o povo de onde eu vivo

Entre tantas outras coisas que eu valorizo e que depois você vai entender

E você amigo? Valoriza o quê?



(Agostinho Ferreira da Silva/Gabriel O Pensador/Fabio Fonseca/Marcelo Mansur)



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eu dou o pé e ele quer a mão




Vez em quando, de um modo ou de outro, essa frase chega aos meus ouvidos, inquietando-me a alma, incomodando-me e intrigando-me mais, quando percebo que sai da boca de pessoas que se dizem cristãs. E, justamente por isso, hoje eu resolvi escrever algumas palavras meio fortes, tipo puxão de orelha mesmo, baseada nesse distorcido dito popular, pelo simples fato de ser oposto ao Evangelho.

Não que eu me escandalize, mas me entristece ver pessoas que vivem praticamente dentro da igreja, usando expressão assim, mesquinha e humilhante, tão carregada de desamor, e o que é pior, pondo em prática algo que nada tem a ver com o que Cristo nos propõe. Que, aliás, não é proposta. É mandamento mesmo!

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros;

assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.”

(Jo 13.34)

Vida em Cristo é seguir (seguir = praticar) esse NOVO mandamento que, na verdade, de novo nada tinha (Lv 19.18). Apenas tornou-se novo na boca de Jesus (Jo13.34) por tratar-se de um AMOR VISÍVEL, aliás, DO AMOR QUE ESTAVA ALI, em Pessoa!

Aliás, se atentarmos para Os Mandamentos perceberemos que os mesmos estão firmados em duas bases sólidas: no nosso relacionamento com Deus e no nosso relacionamento com o próximo.

Daí Jesus falar para a mulher da Samaria sobre os verdadeiros adoradores pelos quais o Pai procura... (Jo4.23)

Então, eu trago essas mensagens para o cotidiano refletindo no seguinte: de que me serve ir à “igreja” e adorar a Deus, entoando cânticos lindíssimos, ajoelhando-me e até derramar todas as lágrimas, esperando uma palavra que fale diretamente ao meu coração, SE ao chegar do lado de fora eu viro o rosto para o meu semelhante e sou indiferente às suas necessidades? (Ver Mateus 25: 31 a 46)

Dar o pé...

Fico aqui a imaginar o que significa, na prática, dar o pé. Vai ver que é porque com o pé que eu estabeleço o limite, o muro, o quadrado - Ah, sim! O quadrado, mais novo vocábulo que designa o mundinho pessoal - onde eu simplesmente empurro (com o pé, óbvio!)  a ajuda, a comida, o agasalho, seja lá o que for, e o suposto ajudado nem chega perto de mim. Eca. Seu cheiro, seu suor, seus costumes, suas diferenças... Beeeem longe pois não quero nem inalar, vai que eu me contamino...

Mantenha-se à distância, seria a palavra de ordem perfeitamente clara naquela atitude muda e gritante.

Na minha cabecinha inteligente e, portanto, repleta de justificativas e racionalizações, seria mais ou menos assim: bem... Vou dar uma ajudinha financeira àquele cara, acompanhada de meia dúzia de palavras ensaiadas, afinal qualquer coisa que eu fizer vai ser de bom tamanho já que ele está mesmo numa pior.

Por outro lado, eu saio beneficiada duplamente, pois ele me deixará em paz, ufa! – afinal já fiz a minha parte com ele - e assim alivio a minha consciência e de quebra, driblo as exigências divinas. E o que é melhor: as pessoas ao meu redor vão achar que eu sou a tamporosa. (Tampa* + piedosa)

E mais: que eu não misture as coisas e deixe bem claro na minha mente que é só isso: uma ajudazinha aqui, outra ajudazinha ali... porém sem mexer comigo, olhe lá! Sem me incomodar, faz favor! Sem me tirar da minha zona de conforto! Ele lá e eu aqui, afinal, cada um no seu quadrado, ora!  E ele nem me conte seus problemas que eu já tenho os meus!

Assim, eu sigo esse meu próprio caminho que eu mesma tracei, embarco nessa minha falsa piedade cotidiana sempre agendando meus próprios horários, com o cuidado de aproveitar encaixes legais e bonzinhos, do tipo dar uma passadinha hoje lá na casa daquela “irmãzinha” que está tão dodoizinha, coitada, daí – com toda naturalidade - eu solto algumas frases de efeito e até deixo algum trocado... Ah, Já sei, umas flores e pronto! Perfeito! Ou não? Talvez uma “feirinha”...  Bom, vai tudo logo, pacote completo! O importante mesmo é não esquecer que saindo de lá eu dou um jeito de comentar “casualmente” com uma amiga, na primeira oportunidade.

Desse modo, meu perfil caridoso se fecha com chave de ouro naquela semana.

Além do mais vou ter a certeza de que tô bem na fita com Deus e ainda vou ter o reconhecimento das pessoas à minha volta. Isso sim, é que é ser cristã! Batam palmas pra mim!

Então, eu vou ficar tão cheia de mim, que nem vai dar pra eu perceber que aquela minha atitude tem tudo a ver com o meu ego, a minha vaidade, a minha arrogância, a minha própria conveniência, o meu narcisismo, a minha prepotência, e, acima de tudo, a minha falsa superioridade espiritual. Posto que a minha cegueira religiosa, seca e endurecida, vai se encarregar de me impedir enxergar que toda essa performance montada, robotizada, encenada, não tem absolutamente NADA a ver com o Evangelho. Nada a ver com uma vida em Cristo e TUDO a ver somente comigo: eu, euzinha e eu mesma!

Isso me reporta aos dias missionários de Jesus, quando ele rebatia com veemência a HIPOCRISIA e o DESAMOR dos fariseus e sua falsa aparência de justos e abençoados. Pois bora combinar, era quando Ele fazia barulho pra valer! E eu estou certa de que JESUS requer de nós a mesma atitude. Precisamos repelir com severidade a falsa ajuda que realimenta o vício da hipocrisia e da pseudo-compaixão, começando por nós mesmos, repudiando qualquer pensamento ou ação que nos remeta ao nosso exibicionismo pessoal em detrimento da verdadeira hospitalidade do coração.

Os fariseus, tão cheios de religiosidades, normas e rituais que só tinham a ver com suas próprias exterioridades, empenhavam-se nessa exacerbada preocupação e esqueciam-se do principal: a compaixão. Por isso Jesus os deixou perplexos com a parábola do samaritano. (Lucas 10:25.37)  Se observarmos bem, trata-se muito mais de ATITUDE do que de palavras, daí Agostinho dizer: Pregue o Evangelho, se necessário use palavras. O samaritano AGIU usando de poucas- e decisivas - palavras. Isso é Evangelho puro e simples! E mais: ilustrado em parábola pelo próprio Mestre! E ainda hoje tem gente perplexa com a simplicidade do Evangelho. E, como não querem enxergar o quanto é simples a vida com Jesus - porque para isso precisariam sair da sua zona de conforto - distorcem a Palavra de Deus e saem por aí maltratando as pessoas, crentes que estão sendo crentes. Pisando na cana quebrada em impressionante frieza acompanhada de frases feitas do tipo esquece, deixa pra lá,  foi melhor assim, isso vai passar...

Pois é.

A vida com Jesus é simples... mas não é fácil. Não é fácil porque tem gente que não quer sair da sua comodidade para cumprir verdadeiramente com o Seu mandamento. E vai seguindo seu caminho, cheia de justiça própria e cantando:

“Meu caminho pelo mundo eu mesma traço, quem sabe de mim sou eu”.

Quando Paulo escreveu a Timóteo usando a epístola para encorajar uma vida cristã coerente, ele fala de atitudes que iriam permear a sociedade constantemente, de tempos difíceis nos quais os homens seriam arrogantes e egoístas; e, entre outras características mais tenebrosas, ele fala dos desafeiçoados (desafeiçoado = sem afeição) alertando acerca daqueles com aparência de piedade.
E o que ele diz desses tais? Para FUGIR DELES!

Disse Jesus:

“E, por se multiplicar a iniquidade,

o amor se esfriará de quase todos.”

(Mt 24.12)



*Tampa de crush – “o cara” - expressão regional usando nome do refrigerante; com o tempo foi reduzida a “tampa”.

RF.

domingo, 27 de junho de 2010

Nossas dores




Algumas dores são localizadas. Outras se disseminam; tudo dói. Explico melhor. Algumas feridas só machucam no local; uma queimadura, um espinho, uma contusão, indicam exatamente o lugar e o tipo de dor. Mas há sofrimentos que se alastram de tal maneira que se perde inclusive a origem da ferida. Basta apertar onde foi machucado e sensações desagradáveis se espalham como ondas. A dor fica sistêmica. Mas isso vale não só para o físico.

Há feridas da alma que são septicêmicas.

As feridas narcísicas, por exemplo, não machucam apenas em um determinado ponto. Elas se transformam em agonias integrais. Feridas narcísicas são as que vêm da infância ou quando o esforço de firmar a identidade foi frustrado. E sempre que alguém toca nessas ulcerações da alma, tudo sofre.

Por isso, sejamos sempre cuidadosos com os juízos. Podemos lacerar uma pessoa por inteiro. Os juízos são sempre temerários. Quanto menos conhecemos uma pessoa, mais rápidas as sentenças. Caso tivéssemos acesso aos dilemas mais íntimos, às disfuncionalidades familiares mais antigas, talvez usássemos de mais misericórdia ao condenarmos.

O rei Davi optou ser julgado por Deus e não pelos homens porque sabia que Deus conhece os porões subjetivos do espírito, as hesitações da alma e os medos do coração. E os homens concluem com vereditos precipitados; com análises superficiais.

Zidane, o jogador de futebol francês, perdeu a distinção porque um adversário fez algum comentário danoso sobre sua mãe e irmã. Cutucado na ferida narcísica, todo o homem reagiu. Cristo advertiu àqueles que desprezam essas sensibilidades e partem para chamar o próximo de “raça”, que significa louco. Eles são dignos do inferno.

Já constatei o estrago que uma palavra mal dada produz, pois tratei de pessoas destruídas pela dor narcísica. Não existem xingamentos ingênuos, tudo o que se fala não produz efeitos momentâneos, mas consequências boas ou arrasadoras na autoestima de alguém. Em minha breve existência, cuidei de mulheres destruídas por comentários levianos. Conheci homens boicotados de se tornarem tudo o que podiam porque alguém, que conhecia suas feridas narcísicas, alfinetaram onde mais doía. Para destruir uma pessoa, basta lembrar malfeitos, vergonhas públicas, deficiências físicas, inadequações familiares.

A música interpretada por Ana Carolina carrega uma sensibilidade especial. Ela fala de um “vendedor de flores que ensina seus filhos a escolher seus amores”. Quanta ternura! O mundo seria diferente se lidássemos com o próximo com a delicadeza de quem mexe com pétalas de rosa.

Educação, finesse e sensibilidade não vêm de berço. São construções que demoram às vezes a vida toda. Nesta geração individualista, em que as pessoas mal se preocupam com a felicidade alheia, já faltam espaços para cuidar de tantos que pedem ajuda para dores que nem eles mesmos conseguem expressar.

Zelemos para que nossas palavras produzam vida, nunca morte.

Na íntegra aqui ---> RG