"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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domingo, 17 de agosto de 2014

E assim caminha a (des) humanidade...

'...abriu um sorriso terno e ainda ensaiou alguns passos do forró junto aos filhos,
com autêntica firmeza e doçura'. 


Riso?! Bem, Renata pode. Marina não.
Lula chorando é falsidade?!
Dilma não deveria ter vindo?!
Hã?!

Povo besta, viu?!
Extremos. Supervalorização. Banalização.

Uns ouviram vaia. Outros, aplausos. Palmas confundidas com vaia. E vaia, com palmas?!
Enfim...

Nossa, o cabelo dela está muito branco. Natural ou modismo?!
Muito jovem pra ter cabelo branco...
¬¬
Enfim... (Parte dois)

O trágico e o cômico dão-se as mãos sem qualquer vestígio de constrangimento.
Pessoas das mais variadas convicções, acionando freneticamente, o seu botãozinho de pesos e medidas julgadoras, se achando as formadoras de opinião à primeira imagem que surge.

Ele é um bravo guerreiro da Nova Roma. Digamos isso em coro! Não, cantemos o Hino. Cheios de paixão. Em última homenagem... Afinal, a parte que diz do nosso Pernambuco ser o coração do Brasil onde corre o sangue de heróis é bem a cara dele!

Ah, que nada! Essa comoção é fake. Produzida pela TV.
Que mané guerreiro. Ele é só um político. Pra que isso tudo?! Um coronel moderno travestido de salvador da pátria, isso sim! (E ainda se usa essa expressão ‘salvador da pátria’?! Funciona, isso?!!!)

E o povo lá...
Com sua simplicidade e o sincero coração imune à saraivada da crítica pela crítica dessa nossa insistente e obstinada natureza humana.  

E o povo lá... 
Alheio ao dedo apontado para si e para seu herói. Chorando. Sem medo do ridículo. Expondo, sem reservas, todo o sentimento de um luto inesperado que desencadeia nessa comoção, própria não apenas de quem tem paixão, mas acima de tudo, de quem tem compaixão. Porque compaixão não depende de ideologia nenhuma. Não precisa de convicções. E isso é que é normal e saudável. Necessário e urgente. Nesse mundo tão cheio de convicções e tão desprovido de amor.

Enfim... (Parte três)
O que não é normal - na minha humilde opinião - é colocar na fogueira, sumariamente, quem pensa diferente.Ou melhor, quem ri diferente. E ainda chamar isso de democracia.

(Não, eu não sou eleitora de Marina.)

Regina Farias.


TEXTO RELACIONADO:


4 comentários:

HP disse...

E a imprensa "especializada" bota pilha nisso tudo que vc disse, sister.

Tá chato tudo isso!

Texto excelente!
Beijão

Regina Farias disse...

Então, HP!

Mas eu acho que a imprensa também só age assim porque tem seus leitores neurotizados. É uma simbiose doentia.

E, como falei lá no FB,esse tipo de gente respira sangue, quer matar de outras formas, é intransigente e intolerante,estando sempre pronta pra esculhambar todo mundo que não reza a mesma cartilha que ela.

Como diz vc (e Léo Tá chato, insistente, repetitivo!

:(

Bjss

Erica Serpa disse...

Eu confesso que ri quando li sua postagem. Ele foi realmente, apenas mais um político, e toda a comoção geralmente é criada pela imprensa que "imprimi" em seu apelo o que quer mostrar.

Não sou eleitora de nenhum ainda, mas é constrangedor ver e ler certas coisas.

Beijocas

Regina Farias disse...

Então, Érica...

Pelo que conheço de tua alma, espero que esse riso tenha sido de perplexidade também, já que para você (também) é constrangedor ler (e ver!) certas coisas...

Mas, na minha opinião, ele não era 'apenas mais um político'. Ele fez diferença, se destacou, marcou. E isso em vida! Portanto, não estou exacerbando por conta da tragédia, embora a própria tragédia, em si, chame a atenção, inevitavelmente, de forma exacerbada, pelo menos para nós, grande parcela de pernambucanos, que depositávamos confiança nele.

O lamentável em situações assim é que sempre há urubu por perto.

'Normal'.

Bjss