"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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terça-feira, 16 de abril de 2013

Igreja Primitiva




Isso de se dizer que tal instituição religiosa vive conforme a Igreja Primitiva é de uma tolice sem dimensão. O cristão moderno, por mais que seja bem intencionado, jamais alcançará aqueles moldes. E não é porque naquela época houvesse perfeição. Lembremos que eram homens com a mesmíssima natureza humana de qualquer época! A natureza humana era a mesma de hoje: pessoas normais que mesmo tendo andado, literalmente, com Jesus, ouvindo Seus ensinamentos de Sua própria boca, mesmo assim vacilaram na fé, erraram feio no caminho, se equivocaram nos ensinamentos, pregaram o 'desevangelho'. Discípulos que se apartaram por divergirem e outros que receberam puxões de orelha no momento certo.

Ainda assim, muitos líderes e fiéis dos dias de hoje jamais alcançarão aquele estilo de vida, e não apenas porque tudo aconteceu em outra realidade completamente diferente da atualidade. Não apenas porque era outro o contexto em que os primeiros cristãos se convertiam em meio a rígidas exigências de uma lei que, à época, era meramente religiosa. A ousadia e a autoridade conferidas por Deus, de unir judeus e gentios em um mesmo ‘compartilhar do pão e do vinho’, era o propósito de uma nova existência, um novo caminho jamais imaginado e que lhes rendeu mudanças e alterações radicais nas suas convicções, nos seus costumes e cerimonialismos vãos e totalmente desnecessários.

Mas não, não é apenas por isso que há enorme diferença.

Para mim, além de tudo isso que citei, a grande diferença que os coloca a anos-luz de distância dos cristãos da igreja primitiva é porque muitos destes que se arrogam seguir esse molde, nunca saíram do seu pedestal, não tiveram a HUMILDADE daqueles que erraram, vacilaram, se equivocaram e VOLTARAM atrás em suas convicções. Estes, ao contrário, continuam com dura cerviz, batendo no peito e dizendo ‘eu sou a igreja verdadeira’!

Diga-se de passagem, que essa metáfora do pão e do vinho para uma genuína e concreta vida cristã primitiva em comunhão (comum união) foi determinante para anunciar o Evangelho que ‘se propagou de forma milagrosa desde suas raízes judaicas em Jerusalém até o centro do Império Romano’. UNINDO inimigos ferrenhos de longa data, com costumes e crenças completamente diferentes em uma mesma ‘igreja’ - Judeus e gentios. Pelo poder da Cruz!

Enquanto nos dias atuais se vê algo completamente diferente, onde doutrinas estranhas baseadas em versículos soltos são introduzidas na igreja para separar as pessoas…

O Livro de Atos (além dos 4 evangelhos) nos conta coisas incríveis de como Deus agiu no meio do Seu povo para colocar abaixo os empecilhos religiosos que impediam os discípulos de agir como cristãos genuínos. Como na maravilhosa passagem em que Pedro, com suas rígidas regras judaicas enraizadas no coração, é favorecido três vezes com a mesma visão em que não há nada impuro! Porque todas as coisas que há, foi Deus que as fez, todas!. Ainda que o homem, em seu limitado pensar, considere algumas coisas ‘impuras’.

Observe-se que, no mesmo Livro de Atos, ao visitar os novos cristãos GENTIOS, Tiago adverte-os acerca daquelas práticas de idolatrias da sua antiga cultura religiosa. Mas principalmente advertindo-os de que nada daquele esforço religioso e cultural serviria para a salvação. Da mesma forma que, ao longo de suas cartas, Paulo trata com os judeus e os gentios, conforme suas raízes culturais, com muita habilidade e sabedoria, sempre no intento de levá-los a um denominador comum, uma convivência em amor e comunhão.

Vejamos, portanto, o contexto de tudo que é narrado, para não cairmos na cilada de elaborar uma doutrina baseada em versículos isolados. E, principalmente, termos bastante cuidado e responsabilidade ao dizer que tem o ‘aval’ de Deus.

Finalmente, na Igreja Primitiva não havia um poder centralizado. Jesus jamais ‘comissionou’ seus discípulos a saírem em cada lugar implantando uma igreja e determinando um chefe. Tudo acontecia naturalmente, sem evangelismos programados, no nível do coração, da mudança constante no ser, no pensar, no agir, nas ações continuadas que beneficiassem toda a comunidade como um ajuntamento para adoração e para compartilhar a vida terrena da forma menos desigual possível.

Não havia um Vaticano, um Brás, um trono, uma cidade santificada ou uma Nova Jerusalém.

E quem deu introdução a tudo isso que se vê hoje em dia não foi Paulo. Não, não foram os discípulos. Foi todo um conjunto de práticas humanas com forte influência no sistema romano e nos costumes gregos.

Não, decididamente, não imitamos a Igreja Primitiva. Infelizmente…

Mas sempre há tempo de se buscar lá dentro do próprio coração, resgatar a fé simples e original que deu início à Igreja Primitiva. Começando a quebrar os velhos paradigmas que se formaram a partir da religiosidade enraizada. Sair do ‘corpo de doutrinas’ e OUSAR na desconstrução e no retorno à singeleza na qual Jesus dizia a pagãos de todos os tipos:

- A tua fé te salvou!

E, como bem diz um pregador, todas as vezes em que a minha igreja disser que ‘os de fora’ estão todos perdidos, irei me lembrar que 'JESUS DISSE que muitos publicanos, pecadores e meretrizes precederiam os mais rigorosos filhos da mais estrita e legalista religião da terra – o judaísmo dos dias de Jesus e dos dias atuais nas mentes de muitos ‘crentes’.

E que também ELE DISSE que muitos haveriam de vir dos quatro cantos da terra a fim de assentarem-se com Abraão, Isaque e Jacó na mesa da Festa do Reino, enquanto muita gente com pedigree religioso ficaria de fora.

Porque Jesus é SUMO SACERDOTE segundo uma Ordem sacerdotal não religiosa, e que não se prende a nenhuma genealogia sacerdotal, cultural, étnica, moral ou religiosa'.

Comentário feito AQUI <--- nbsp="">


2 comentários:

Hortência Tanajura disse...

Eu gostei do seu blog e quero seguir, mas não acho a opção: seguir. aqui. como faço?

Regina Farias disse...

Oi, Hortência, obrigada por simpatizar com esse meu humilde espaço e também por querer seguir.

Mas é que já faz um tempinho que eu retirei o dispositivo (gadget) que tem essa função de mostrar quantos 'seguidores' há no blog.

Tirei já faz um tempinho, num momento em que eu via certa competição de alguns blogueiros (uns poucos) envaidecidos com a quantidade de seguidores e até fazendo comemorações virtuais quando atingiam determinado número.

E, como eu nem tenho essa vaidade nem faço a menor questão de número (quantidade) e sim, de qualidade, aproveitei a onda e, meio que em protesto rss fiz exatamente o contrário!

Mas seja bem vinda, sente, fique à vontade, deguste rsss

E volte sempre! Ainda que não queira fazer nenhuma consideração.

Beijos!!!