"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como a Religião trata O EVANGELHO



Alguns foram ter com Ele conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo aproximar-se Dele, por causa da multidão, descobriram o telhado no ponto correspondente ao em que Ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente.
Em que igreja alguém teria a liberdade de quebrar o telhado e baixar alguém para dentro do culto sem ser preso ou ter que indenizar a igreja por danos no telhado?
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Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.
Pode haver desejo mais puro, mais humano, mais divino e mais sublime, do que este desejo de que os pecados sejam perdoados? Qualquer interpretação maligna viria do fato que eles sabiam que Jesus não só falava sério, mas que o que Ele dizia era também verdade para quem ouvia.
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Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?
Somente almas adoecidas pelos ritos morais de doutrinas de pedra podem se infelicitar com a afirmação de que os pecados de outro homem estão perdoados. Questionar tal realidade é questionar a essência do ensino de Jesus quanto ao fato que Ele mesmo ordenou que Seus discípulos perdoassem pecados, como Deus mesmo perdoa. O cerne do ensino de Jesus acerca de Deus em relação aos homens, e dos homens em relação uns aos outros, é que pecados são perdoados. Mas isso escandaliza a religião, que  se julga a detentora do poder de dizer quando ou não Deus perdoou ou deve ter perdoado algum pecado.
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E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados - disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!
O Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados! A ironia é que os homens creem muito mais que paralíticos podem ser curados do que pecados podem ser perdoados. Aceitar que o Filho do Homem tem autoridade para perdoar pecados, e, aceitar que os pecados estão perdoados, os nossos ou os dos outros, é que é um grande desafio para a alma. Por isso todos creem em ‘milagres’, mas poucos creem em perdão; no seu próprio e no concedido e recebido por outros.
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De novo, saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e Ele os ensinava. Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu. 
Procurar a Levi no escritório, no lugar das cobranças de impostos, o qual estava lotado de devedores, os quais bem conheciam quem era Levi, ou Mateus, era algo profundamente provocativo em todas as perspectivas. Mas Jesus escolhe o homem mal visto para ver o bem.
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Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com Ele e com Seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam.

O fato de Mateus ter sido convidado e aceito andar com Jesus, certamente criou no coração de todos os cobradores de impostos (publicanos) e de todos os demais indivíduos que se sentiam marginalizados pela religião e suas leis e morais (os pecadores), bastante confiança diante de Jesus. Ele não julgava as pessoas e nem se deixava sequestrar por estereótipos. Por isso os homens normais confiavam Nele.
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Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos Dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?
Comer e beber sempre foram gestos de amizade e companheirismos. A palavra companheiro significa ‘aquele que divide o pão’ (com-pan). Mas nos dias de Jesus aquele ato e com aquelas pessoas evocava uma união e uma identidade que assustava a casta dos religiosos, com suas Morais Separatistas, com seus Apartheides e com seus Campos de Separação dos demais homens. Assim, comer com publicanos e pecadores - coisa simples e normal, comum, sadia, e própria da vida - se torna algo imenso, descomunal, carnal, impróprio, impuro, sacrílego, blasfemo. A alma que se torna moral no sentido julgador da palavra tem em si o poder de chamar à existência as coisas que não existem. Neste caso, neste texto, nada estava acontecendo. Jesus estava apenas comendo com outros seres humanos. Mas a religião não reconhece humanidade senão nos que são clonados por ela.
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Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.

Jesus veio para todo aquele que diz: Miserável homem sou; ou para quem diz: Sou o maior dos pecadores; ou até para quem diz como Friedrich Nietzsche: Se realmente existe um Deus vivo, sou o mais miserável dos homens. Os fariseus ouvem Nietzsche, e dizem: Vejam! Ele próprio se condena! Jesus, porém, pode ouvir de outra maneira, de tal modo que até o que a religião ouve como blasfêmia, pode, para Jesus, ser apenas confissão de necessidade. Mas os fariseus não podem se igualar desta forma aos homens. Eles podem até se dizer doentes. Porém, sempre dirão que ‘eram’ doentes, ‘antes’ de conhecerem a sua religião de agora. Mas jamais se colocarão em igualdade com os doentes crônicos e que se internam para o resto da vida aos pés de Jesus.
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Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Vieram alguns e lhe perguntaram: Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam?

Ninguém perdia a chance de tentar enquadrar a Jesus. Ele tinha que ceder. Alguma concessão à idiotice Ele teria que fazer. Sim, Ele precisa transigir como fazem todos os seres que guardam alguma forma de interesse nas importâncias deste mundo. Por isso, talvez animados pelo fato de que Jesus demonstrava respeitar e amar João Batista, alguns fariseus ousaram tentar pegar Jesus em alguma forma de cooptação. Se Ele desse um dia para que tal coisa acontecesse ou se aceitasse que se instituísse O Dia do Jejum de Jesus, na mesma hora tudo o que Ele ensinava viraria religião e perderia o poder subversivo do Reino de Deus.
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Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar. Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão. Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.

Jesus lhes diz que ser Seu discípulo é discernir e possuir senso de propriedade. Não se faz jejum em dia de festa. Jesus vai mais além e os provoca evocando uma imagem de Festa, de Bodas do Noivo, de algo que tinha suas raízes no chão da maior alegria humana - o casamento - mas que também remetia para a imagem e o arquétipo de uma Boda Escatológica. Ele diz que há algo Do Outro Mundo acontecendo entre eles, enquanto eles pensam em jejuar. Jesus diz que quem fosse Seu discípulo, então, que entrasse naquela festa de publicanos e pecadores, pois, era ali que estava o Reino de Deus; posto que onde quer que Jesus seja bem-vindo, aí o Reino faz pouso. E prossegue, denunciando a impossibilidade de que aquela ‘nova’ maneira de ver a vida pudesse ser aceita por ‘olhos antigos’. Ele diz que não tentará fazer tal implante de consciência. Na realidade, Ele diz que seria e ficaria ainda pior. Ele sabe que certas consciências se cristalizam em certos estados, e começam a perder o viço da vida. Aceitar a vida no Reino e seu espírito de Bodas é inaceitável para aqueles que vivem do luto. Aquelas pesadas estruturas de tradição jamais aceitariam o Evangelho do Reino. Assim, Ele também indica que o novo estava no mundo, entre publicanos e pecadores, nas esquinas, nas vielas, nas ruas, nas festas, nos caminhos, e nas veredas todas desta existência, onde houver alguém querendo. Jesus também ensinava que nem mesmo perder tempo quebrando paradigmas Ele perderia. Ele diz que põe novo no novo e não insiste em meter o novo no velho. É grande o estrago... Com isto Ele diz que estruturas mentais que se tornam coletivas e engessadas, são como algo que envelhece como pano ou saco de couro de odres de vinho. Para Ele elas deveriam acabar por si mesmas. Mas não há aqui uma fixação de nenhum estado de inconversibilidade. Qualquer individuo pode mudar. Mas o espírito de um tempo não se converte.
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Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?

Agora a questão é o dia do Descanso Obrigatório, o Sábado, pois é isto aquilo no que ele se tornara. Era lícito segundo a Lei de Moises que as espigas das esquinas fossem deixadas aos pobres e necessitados, para que não houvesse fome na terra, mesmo que alguém não tivesse uma propriedade. A questão, no entanto, é se no Sábado isto poderia ser feito. Essa era a preocupação da religião, sempre aflita pelas causas importantes e sempre disposta a defender Deus das irreverências dos homens. Parecia que Deus não teria descanso se tudo não parasse na Terra. O homem teria que morrer de fome por amor a Deus nas beiradas dos campos de cheios de espigas de vida. O Deus da religião é do tamanho da mediocridade e da mesquinhez dos fariseus.
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Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele?

Jesus então escracha. Literalmente. Afinal, eles falavam de algo que existia em campo aberto e que poderia ser licito ou não dependendo do dia—no caso, o Sábado; mas Jesus vai além, e coloca logo uma questão—perguntando se nunca haviam lido acerca do assunto—que está muito mais para além de todas as expectativas. Ele diz que Davi comeu o pão sagrado, e comeu daquilo que era proibido comer em qualquer dia e por qualquer pessoa que não fosse o sacerdote, e, ainda assim, conforme o rito..., e não pecou por isso. Assim, Jesus diz que a necessidade é maior do que qualquer lei da religião, e que o sagrado se faz santificado pela necessidade que é essencial à vida. Além disso, Ele declara o sacerdócio de Céu Aberto que Ele inaugurava, no qual todos os homens poderiam ganhar a consciência livre para saber a diferença entre o atender a uma necessidade básica da vida e uma transgressão.
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E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.
Jesus se identifica com os humanos ao dizer que o Sábado foi feito para o homem, e não o contrário; para então concluir que sendo Ele humano, e, entre os humanos, o Filho do Homem; tanto pela Sua humanidade, quanto também pela Soberania do Significado dela, Ele era o Senhor do Sábado. Todavia, o tom no qual Ele se apresenta como o Filho do Homem é de Senhor do Sábado, o que equivale a Senhor da Criação. Aquele que diz quando é a hora do descanso. Para os ouvidos puristas e doentes de religiosidade dogmática e tradicional como os dos fariseus, aquela declaração era como alfinete nas nádegas da alma religiosa. Simplesmente não dava para ser menos explicito. Quem falava era o Senhor Homem.
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De novo, entrou Jesus na sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma das mãos. E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem. E disse Jesus ao homem da mão ressequida: Vem para o meio! Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio.

Tudo começou com Jesus sendo provocado acerca de Sua amizade com pecadores. Depois Ele deu respostas. Agora Ele mesmo toma a iniciativa da provocação. Entra na Sinagoga e provoca. Põe um problema. E mais do que isto: Ele assume que para a mente religiosa fazer o que Ele faria seria uma 'transgressão' e faz assim mesmo. E faz tudo se explicar pelas razões de um coração paterno.
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Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada. Retirando-se os fariseus, conspiravam logo com os herodianos, contra ele, em como lhe tirariam a vida. Retirou-se Jesus com os seus discípulos para os lados do mar. Seguia-o da Galileia uma grande multidão. Também da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, dalém do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande multidão, sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com ele.

Ao fim desse intenso encontro as motivações ficam estabelecidas. A religião precisa matar Aquele que a desestabiliza tão radicalmente, tirando de suas mãos o poder e o controle. Já o caminho do Reino segue para o ar livre, não para os conluios da morte e nem para a conspiração dos mesquinhos e empedernidos de justiça própria, mas sim para as gentes, para todas as pessoas, abrindo-se em todas as direções, suscitando desejo por Deus em corações muito diferentes entre si. Todos, porém, abertos para Jesus. Esta é apenas uma página do Evangelho Segundo Marcos, mas poderia ser muito bem o resumo histórico acerca de como a Religião trata o Evangelho.

Nele, que é maior que todas as religiões e não cabe em nenhuma delas.
Caio Fábio

Grifos meus - RF

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A mulher e as transições da meia-idade



A crise da meia-idade é a expressão pela qual é conhecida a fase que passa pela metade da vida, 'entre quarenta e cinco e cinquenta e cinco anos', quando uma pessoa é muito velha para ser jovem e muito jovem para ser velha.

O foco interno se desloca. A questão mental, emocional e psicológica muitas vezes não reside no quanto já se viveu, mas no número de anos que ainda se tem pela frente.

Para muitas mulheres, a meia-idade é um período de transição, de se fazer uma avaliação de prioridades, relacionamentos, direção e propósito de vida. (Mt 6.33)

É semelhante a chegar ao topo de um morro e ser capaz de olhar em todas as direções. Essa fase da vida leva a mulher a refletir sobre questões, tais como de onde ela veio, mudanças que ela quer fazer para que o restante de sua jornada seja produtiva e espiritualmente frutífera.

Uma característica da mulher virtuosa (mulher de força) é uma atitude de regozijo e sorriso em direção ao futuro porque ela confia em Deus. (Pv 31.25)

Esta é a descrição de uma mulher que conduziu bem sua vida e que se sente bem na meia-idade. Esse período oferece maravilhosas oportunidades de renovação emocional e espiritual de forma que a mulher não mais se preocupa com o que ficou para trás nem ansiosa com o que está para acontecer. (Fp 3.13)

Todas nós estamos em contato quase constante com transições ao longo da nossa vida. Umas são voluntárias e outras forçadas pelas circunstâncias. Algumas trazem alegrias, outras sofrimento, confusão e dor. Porém, todas as mudanças podem tornar-se positivas, experiências fortalecedoras para aquelas que se colocam sob a autoridade de Deus.

Eis o desafio para a mulher cristã!  Pois enquanto somos testadas a aceitar uma realidade cheia de mudanças drásticas, somos ainda impulsionadas a levar palavras de encorajamento a outras mulheres que passam por mudanças semelhantes.

E o mais maravilhoso nessa experiência, é quando se percebe que tais mudanças vêm como presente de Deus para ampliarmos nosso relacionamento pessoal com Ele. Conciliando fé pessoal com vida prática. E, assim, atingindo uma vida cada vez mais equilibrada e serena.

RF

(Adaptado de fragmentos de 'A Bíblia da Mulher')


TEXTO RELACIONADO ---> A MULHER MADURA


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

UNIÕES CONTAMINADAS




Tem gente que pensa que gente se entrega a outra gente e nada acontece. Tem gente que se dá a outra gente sem saber que a gente é feita de gente. Tem gente que se ilude com a ideia de que gente não transfere gente para outra gente. Tem gente que não entende que gente é contagiada quando se faz ‘um’ com outra gente. Tem gente que pensa que é brincadeira quando Deus diz pra gente não misturar o espírito com o espírito de certas gentes.

Sim, gente passa gente pra gente.

Serão os dois uma só carne...

Faz-se um com ela...

Grande é este mistério...

Paulo disse que na união conjugal tais ‘misturas’ atingem seu clímax para o bem, mas também pode ser para o mal. Ele diz: ...dela cuida como de sua própria carne...

E mais: ... posto que já não são dois, porém um... E em outro lugar: ... a mulher crente santifica o marido incrédulo... De outra sorte seriam impuros...

Eu creio em vampiros psicológicos, em seres que comem você por dentro, em relacionamentos que são como o ‘bicho da goiaba’ e o amazonense tapuru.

Ninguém se une a ninguém sem contágio, para o bem ou para o mal.

Uniões têm o poder de mudar interiores, alterar almas, atingir o espírito.

Se alguém sai de casa e contrata uma prostituta, e faz isso uma vez, corre o risco de contaminar-se fisicamente e pode desenvolver um vício para a alma. Mas se alguém sai de casa sempre para se prostituir, essa pessoa, mesmo que mude de prostituta todas as vezes, será contaminada, não necessariamente no corpo, e não necessariamente pelo espírito de uma delas, mas com certeza o será pelo espírito de prostituição, que não é algo muito forte na prostituta (que não se entrega por prazer) mas o é na alma do freguês, visto que ele é quem procura ‘algo’ com avidez física e psicológica.

Amizades longas com pessoas ruins podem acabar com a gente. Da mesma forma, amizades curtas e breves também têm o poder de contaminar e desviar uma pessoa de seu caminho.

Nada, porém, é mais profundo no seu poder de contágio do que uma união conjugal. Nesse caso, se as pessoas são de espírito bom, mesmo que não se amem, provavelmente não se façam mal. Mas se ambas ou apenas uma delas for de outro espírito, então, é muito difícil que o parceiro não seja contaminado na alma.

Por esta razão nada há melhor do que a união de duas pessoas do mesmo bom espírito, especialmente se tiverem a ventura de se encontrar bem cedo na vida, e se manterem em união por toda a vida.

Tais pessoas são as mais leves, livres, felizes e simples!

Há quem queira muita ‘variedade’... Meu Deus, que ilusão!  Mal sabem que a tal ‘variedade’ vai deixando gambiarras penduradas pela gente, como fios desencapados e ‘em curto’. Se pudéssemos ver espiritualmente tais pessoas, as veríamos como troncos cheios de cabeças, braços, olhos, e pernas. Completamente monstrificadas. Simbiotizadas de tantas formas e de tantas maneiras, que elas mesmas assustar-se-iam se pudessem se enxergar.

Mas não é preciso enxergar para ver. Basta que se olhe para dentro do coração, para as legiões de seres, para sentimentos que cada vez mais se complexificam na alma, para mentes cada vez mais compartilhadas pelos entes psicológicos que foram sendo agregados no caminho.

Por isso o homem de coração simples é bem mais feliz do que aquele que sofisticadamente se autodesigna de complexo. Quando a sabedoria ordena ao jovem que guarde puro o seu coração, que simplifique os seus caminhos e que seja focado em seus sentimentos, ela quer apenas dizer o que acabei de expor.

Não é nada moral como se pensa. É algo que tem a ver com a saúde do ser, com a paz para viver, com a unicidade existencial, com a pureza psicológica.

Hoje, porém, é moda ser infeliz, complexo, sensível (significando ‘sofrido’), indecifrável, misturado e multiuso, de tal modo que essa pessoa tem que ter ‘seu próprio analista’.

Toda gente é uma ‘mistura’ de todas as gentes que passaram pelo coração, para o bem e para o mal.

Nessa viagem da formação do ser há aquelas pessoas que são inevitáveis para nós, como os pais e os irmãos—nossos primeiros e involuntários casamentos na existência.

Ora, muitos são os estragos que essa ‘mistura’ pode causar quando mal discernida.

As piores misturas, todavia, são aquelas que escolhemos—consciente ou inconscientemente—para viver e fazer parte da gente pela via da união.

União é coisa muito séria. Ela pode nos erguer ou nos afundar; pode nos abençoar ou nos amaldiçoar; pode nos trazer paz ou pode nos trazer angústias; pode nos salvar ou nos destruir.

Por isso, se você está só, ou vindo de algo que como ‘união’ fez mal a você, não tenha pressa. Abrace sua solidão com respeito e dignidade. E agradeça a Deus o livramento. E não sucumba à tirania de se fazer acompanhar. Afinal, veja bem quem vai lhe ‘acompanhar’.

Mas se você está lendo isso e pensando: E agora? Depois de tanto ‘experimento’, ainda haverá esperança para mim? Eu lhe digo: Sempre há esperança. O Espírito Santo é real. O amor de Deus limpa e cura. Mas o homem haverá de ser curado enquanto discerne cada pedaço de outros que foram largados no baú de sua alma. E terá que ter a coragem de discerni-los e jogá-los para fora de si mesmo.

Essa cura implica em discernir ‘qual carne e qual sangue’ fazem parte de nossa comunhão existencial e espiritual. E obviamente isto só tem a ver com quem permitimos entrar e ter algum pedaço de nós, especialmente em uniões. Tal exercício de discernimento é doloroso, porém libertador. Portanto, se você discernir tais espíritos na presente constituição de sua alma, mande-os sair... Pois eles sairão.

Depois disso, encha a sua casa do que é bom e não a deixe vazia, posto que essas coisas se vão... Mas de vez em quando voltam a fim de ver como anda o lugar antes ocupado, conforme nos ensinou Jesus, tanto sobre espíritos demônios, quanto também acerca de qualquer espírito, inclusive os espíritos dos humanos que já nos possuíram ou tentaram fazê-lo.

Esses ‘entes’, todavia, cansam de voltar. E é assim que se vai alcançando PAZ mais e mais...

É por tudo isso que lhe peço:

Veja bem com quem você está se unindo.

E mais:

Veja bem que espíritos você contraiu durante vínculos adoecidos.

E, assim, trazendo todas as coisas para a luz, deixe que a verdade expurgue de seu ser aquilo que não é você.

E não esqueça:

É na Luz e na Comunhão verdadeira que o Sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.

Pois se andarmos na luz, como Ele na luz está, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Seu filho, nos purifica de todo pecado.

 Na íntegra, AQUI <---


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Resposta a um comentarista...


Thiago:

Fique em paz. Você não me ofendeu em absolutamente nada, pois eu não vejo isso tudo que se fala aqui como uma coisa pessoal. Vejo Deus agindo, somente isso.
E eu não sei bem se responde tua pergunta, mas incomoda-me PRA CARAMBA, ver qualquer pessoa sendo manipulada em qualquer situação. E, BEM MAIS, quando se usa o nome de Deus como pretexto. Pois, quando Jesus subiu aos céus, Ele estabeleceu aqui na terra uma ligação íntima com cada um daqueles que quer ter essa ligação, substituindo todas as ordenanças externas da antiga aliança.  O véu que havia no santuário foi rasgado em duas partes DE ALTO A BAIXO. (O véu do templo era uma imensa, grossa e pesada cortina que ficava entre o 'Lugar Santo e O Santo dos Santos' como lembrança constante da separação entre a humanidade e Deus. Sua remoção, sem qualquer ação do homem, significa que está quebrada qualquer barreira que existia entre Deus e qualquer pessoa que aceita o sacrifício de Jesus - Ver 2Co 3: 12.18 e Hebreus 6.19)

Por meio do sacrifício perfeito e eterno, temos uma conexão com o PAI, que nos proporciona um relacionamento pessoal e intransferível.  A nenhum sacerdote, a nenhum líder espiritual, a nenhuma denominação foi concedida essa 'patente' de representante de Deus.

A nova e eterna Aliança (ou Novo Testamento) nos concede o privilégio especial de acesso ilimitado a Deus e a oportunidade de servir com sacrifícios agradáveis a Ele; o que não tem absolutamente NADA a ver com desempenho religioso.

O autor de hebreus diz que os sacrifícios agradáveis são o continuado louvor, a prática do bem e a mútua cooperação. "Com tais sacrifícios Deus se compraz" - diz ele quase no final da sua epístola, justamente a um povo que estava desistindo da GRAÇA e voltando aos ritos, práticas, crenças e legalismos do judaísmo. Eles estavam voltando ao 'velho homem' em oposição ao sentido da palavra 'hebreu' que sugere estado constante de progressão, fruto da desinstalação, da capacidade de andar pra frente, de seguir, de cruzar fronteiras. Eles, de fato, tiveram que sair, fisicamente, mas em analogia para os dias atuais, coloco tudo isso metaforicamente, pois essa desinstalação, essa progressão, vem de uma disposição no coração dos que têm o ‘VIVER PELA FÉ’ superior ao legalismo, na certeza de que o sacrifício de Cristo é suficiente para a salvação.

Diariamente, eu vejo religiosos envaidecidos com uma tradição centenária sem o menor sentido, anulando o sacrifício realizado na cruz, estabelecendo um kit religioso ACIMA do AGIR soberano de Deus. Ironicamente, usando Seu Santo Nome.

Isso tudo me incomoda, me entristece, me assusta. E não porque me atinge diretamente, porém, de certa forma me sinto atingida, porque SOFRO com o que vejo à minha volta; pois convivo com pessoas de boa fé, MAS totalmente equivocadas porque lhe enfiaram goela abaixo um deus ranzinza, sisudo e vingativo que só reprime, oprime e que finda por ESTIMULAR a pessoa a ser medrosa e a usar a máscara da falsa piedade; e o mais grave: em nome de uma denominação.

Em relação à outra pergunta, posso dizer que estou aprendendo a cada dia, que servir a Deus é, antes de tudo, se colocar como total dependente, não por meio de práticas exteriores, mas entregando-LHE diariamente o 'eu' cheio de pretensões. Esvaziando-nos, olhamos em direção ao outro também, tendo compaixão e perdoando do mesmo jeito que fomos perdoados. E tudo isso acontece ao nível do coração. E, JAMAIS, dentro de uma igreja ou quando se filia a uma instituição religiosa, cumprindo meia dúzia de regrinhas determinantes para a 'salvação'.

Deus não está interessado em nossas exterioridades, no tamanho do meu cabelo e do comprimento da minha saia; Ele quer que entreguemos o nosso coração a Ele. É no nosso coração que Ele quer fazer morada. Ele não habita mais em casas feitas por mãos humanas. Nós nos reunimos na comunidade que escolhemos, não para idolatrar a comunidade escolhida e suas determinações, mas para louvá-LO e adorá-LO em grupo, estendendo isso para o nosso cotidiano, nossa vida lá fora, sendo sal e luz com nossas atitudes; não nos reunimos para ganhar bônus para o céu, pois isso seria negociação, mas pela busca de uma convivência em harmonia, exercendo o ministério que Jesus nos confiou: o da reconciliação. Apenas isso.

Só que isso só se realiza de maneira prática e eficaz, quando nos despimos do nosso 'eu' pretensioso/religioso e deixamos o Espírito de Deus agir no nosso coração; de modo que eu esteja reconciliada com Deus, comigo mesma e com o outro. Apenas essa reconciliação é capaz de promover a paz e a boa vontade entre os homens.

Você pode saudar cem vezes uma pessoa no mesmo dia com o ato mecânico e repetitivo 'a paz de Deus' mas se você não tem isso realizado, verdadeiramente, em seu coração, de nada serve. Isso é apenas um exemplo de como as pessoas religiosas se acostumaram a coisas repetitivas e vãs que estimulam a hipocrisia. A hipocrisia religiosa tão abominável aos olhos de Deus.

Esse é o meu cuidado. Esse é o meu zelo.

E é somente disso que venho falando...

RF.

TEXTO RELACIONADO: O AMOR QUE NEUTRALIZA O MEDO <---

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PLIM PLIM

Há alguns dias, cantores conhecidos do meio evangélico tiveram um pequeno espaço na maior emissora de TV do país. Não demorou muito para que nas redes sociais começassem protestos por pretensos formadores de opinião sobre as motivações que implicaram aquelas apresentações.


A primeira vez que ouvi uma música  'evangélica' foi por uma rádio secular, e depois, no programa da Xuxa (vergonha... acontece...)


Eu era um adolescente e morava em um centro de Umbanda, já que minha família era espírita como eu. A música era 'Consagração'  cantada pela então menina de 14 anos, Aline Barros, e lembro-me perfeitamente que ouvia e chorava, me trancava no quarto e aumentava o volume, gravei pedaços em fita K7 (talvez você não saiba o que seja isso) e ouvia até a Aline ficar rouca.


Anos depois, convertido, ainda choro ao tocá-la.


Não sabia das motivações da menina - ou da igreja onde congregava - quando a ouvia, não sei o que fez com os cachẽs, não é da minha conta. Só aquela música me enchia a alma. Não entendia a máquina midiática que estava por trás daquela simples canção (que a própria Xuxa insistia em divulgar).


Hoje eu entendo. E continuo cantando a canção, e louvando a Deus intimamente.


Como li em uma rede social, o povo cristão começa a reclamar sistematicamente, sem lembrar como Deus trabalha. Parecem hebreus no deserto.


Afinal de contas: Qual tipo de crente poderia cantar louvores a Deus na Globo? Que tipo de contrato ele teria que assinar com os inquisidores das redes sociais para provar que cantam legitimamente?


Em suma: tem crente que é chato pra  caramba.


Pronto.


Desabafei.


Zé Luís <---clique aqui pra ler o texto na íntegra.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Ateu 'convicto'.




Em entrevista exclusiva ao Terra, astrofísico Lawrence Krauss defende que universo surgiu do nada e por acaso. E sem ajuda divina.
Terra - Então, você não acredita mesmo em Deus?
Krauss - Considero presunçoso se dizer ateísta, pois não posso garantir que o universo não foi criado com um objetivo, apesar de não haver nenhuma evidência disso. Mas posso dizer que não gostaria de viver em um universo onde existe um Deus, um universo onde eu não passaria de um cordeiro, sem controle sobre a minha existência. Um universo no qual, no caso de algumas religiões, se você faz algo errado, você fica condenado pela eternidade. É um conceito ridículo e horrível. Prefiro viver em um universo onde eu conquisto um significado para a minha vida e uso minha cabeça para agir, em vez de ser mandado por um Deus que, por vezes, é muito vingativo.

Já vi esse filme...
Observe-se que, na última resposta, ele DENUNCIA de forma gritante a sua alma adoentada. Certamente pelo acúmulo de informação distorcida. Foi a velha, clássica e cruel salada do opressor deus religioso da infância e adolescência, que tá mais pra aquele bicho papão que você corre quilômetros dele... Mas de medo.
Fica adulto num misto de raiva, por ter sido perseguido quando vulnerável, e de uma boa dose de auto-suficência, afinal agora grandinho e bem informado ninguém o machuca mais.
Fechando-se em copas durante determinado tempo de sua existência, por ter sido impedido de viver as etapas de forma saudável, mergulha nos estudos meio puto da vida porque o manipularam e agora se vinga dessa forma. E, assim, continua a criança que acredita no bicho papão...

ENTRETANTO, por mais argumentações inteligentes e com bases científicas, AINDA ASSIM, ele jamais ousaria dizer que Deus não existe. Afinal, ele é, antes de tudo, um ser inteligente.
É por essas e outras que ateus assim, contraditórios e presunçosos ao afirmarem sua intenção de acabar com Deus, são paradoxalmente risíveis e dignos da minha compaixão...
Compaixão, não no sentido pejorativo de superioridade espiritual, pois quem sou euzinha diante de Deus? Somos todos iguais nessa noite, cantaria Ivan Lins ao meu ouvido. É no sentido bíblico de amor e misericórdia. Paixão ‘com’. Na paixão, se sai um pouco de si. Para viver a dor do outro...
RF.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A FALA - barômetro da espiritualidade




'A fala é um barômetro da espiritualidade, revelando o conteúdo do coração' ( Ver Mt 12:36.37)

A boca fala do que o coração está cheio - Palavras de JESUS (Ver Mt 12.34)


Todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito, capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. Os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Uma fagulha põe em brasas uma grande selva!

A língua é fogo. É mundo de iniquidade. Está situada entre os membros de nosso corpo e contamina o corpo inteiro. E não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.
Toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero.
Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce.
Quem for sábio e inteligente, mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras. Se, pelo contrário, você  tem no coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem se glorie disso, nem minta contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca.
Onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.
É em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.
RF

Conferir na epístola de Tiago, capítulo 3 <---clique AQUI


'A língua põe em chamas toda uma carreira humana'

E quando não mata pessoas, literalmente, causa grandes danos, muitos deles irreversíveis. Pois que ela mata relações, sonhos, projetos...

Tiago, ao referir-se à língua, nos adverte que a inveja, o sentimento faccioso, a amargura e a mentira vêm de uma 'sabedoria' demoníaca.

E, como ele mesmo diz, TODOS nós tropeçamos em muitas coisas. E que a língua aponta para o mal ou para o bem denotando se a pessoa está ou não envolvida pelo Espírito de Deus.

NENHUM dos homens é capaz de domar a língua - diz ele. O que significa que, em algum momento de nossa vida, cometemos um equívoco, uma injustiça, um mal a alguém.

Portanto, fiquemos atentos e nos sujeitemos a Deus que promete nos guiar e nos fortalecer quando desistimos do nosso 'eu' egoísta. O nome disso é submissão. Nessa submissão não nos tornamos perfeitos, mas temos a garantia de que estamos sob Seus cuidados.

E nessa submissão, que nada tem a ver com performances religiosas, Ele trata da nossa alma para que vivamos em paz, reconciliados com Ele, com nós mesmos e com o outro.

RF
TEXTO RELACIONADO:

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Seis coisas o SENHOR aborrece,
E A SÉTIMA A SUA ALMA ABOMINA:

1- olhos altivos
2- língua mentirosa
3- mãos que derramam sangue inocente
4- coração que trama projetos iníquos
5- pés que se apressam a correr para o mal
6- testemunha falsa que profere mentiras
7- E O QUE SEMEIA CONTENDAS ENTRE OS IRMÃOS.
(Cf Provérbios 6:16.19 - 'CAPS' MEUS - RF)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Dia do fotógrafo.

Como se não bastasse toda essa nuvem em cor estonteante sobre a bruta e escura segurança espinhosa, quatro pequenas flores lilazes bem clarinhas parecem rir de minha surpresa ao pousarem suavemente nessas deliciosas plumas em círculo.

É quase como se elas planassem serenas...

É como se flutuassem em constante base giratória.

Como se tivessem asas em faz-de-conta de rara espécie de borboleta que em meio a tão dinâmicas plumas vermelho-alaranjadas, dão forte impressão de que podem voar.

Mas desconcertante mesmo, é a leveza de ambas, muito bem amparadas por esse emaranhado de espinhos estrategicamente bem posicionados. Espinhos afiados, para proteger; e suculentos, para suprir. Sempre a postos! Alerta e em vigia, se não eterna, enquanto durar tanta delicadeza. Sustentando a própria vida e das flores que carregam em si.

E quase dá pra sentir o seu perfume adocicado.

E quase podemos ouvi-las tagarelar...


Nossa, viajei agora... E não cheirei nada! rss

Mas explico.

Como toda mãe coruja que se preza, todo santo dia eu fico fuçando o Flikr do Jr e hoje me encantei com essa foto em especial. Não que as outras não sejam especiais, afinal sou tiete confessa desse fotógrafo amador não apenas por ser meu filho, mas pela sua sensibilidade e talento. Porém, o que me chama à atenção nessa foto é a singularidade de composição tão despretensiosa que a natureza nos brinda assim... De graça!

Além do mais eu tenho uma atração pelo cacto justamente pela sua história tão incrível, pela sua capacidade de manter-se majestoso, elegante, e literalmente de pé, diante das intempéries.

Curiosamente, a minha familiaridade com o cacto não vem das minhas origens, pois embora tenha nascido no sertão do Araripe, minha vida era muito, digamos, urbana. Meu contato mesmo pra valer, foi quando já casada, fui morar no oeste do Rio Grande do Norte, em uma pequena cidade chamada Umarizal. E não que lá eu tenha residido na zona rural, mas onde tive o enorme prazer de explorar melhor esse lado com bastante interesse, passando inclusive fins de semana incríveis em fazendas de amigos, o que me propiciava esses agradáveis encontros bucólicos. Além de tudo, ouvi muitos causos envolvendo essa planta incrível que é capaz de armazenar água e poder socorrer os desprevenidos andarilhos das caatingas.

Isso mesmo!

Os cactus, embora típicos de lugares áridos, são plantas suculentas e é exatamente onde atuam seus espinhos.

Esse antagonismo simplesmente me fascina!

E me remete a lugares celestiais...

Obrigada, PAI, por esse momento tão especial!

RF.

(RE)postagem <--clique aqui) em homenagem a um fotógrafo que não é profissional mas que é mais fotógrafo do que muito profissional.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Dia do leitor



Feliz dia do leitor a todos os leitores e comentaristas deste blog!

A leitura é uma das melhores formas de se construir e desenvolver o senso crítico.

E, consequentemente, uma liberdade verdadeiramente sadia.

Leia sempre, leia tudo. De bula de remédio a outdoor.

E aqui vai a minha especial homenagem a uma precoce leitora muito amada.

Cínthia (foto abaixo), minha sobrinha, de 11 anos de idade.

Uma das vorazes leitoras mais jovens que eu conheço.

Parabéns, Xintoka, você está no caminho certo. Sua devoradora de livros! (risos)

Que Deus, na sua multiforme graça

continue te abençoando com este maravilhoso dom,

 que certamente já está sendo usado para Sua Glória.

Eu creio!



O PÃO DA VIDA



Se por um lado demorou quase meio século para eu provar desse pão e ver como ele é bom (como diria o salmista - 34.8), de outro lado eu sempre recusei esse tal evangelho pesado e cheio de normas que batia à minha porta todos os dias - e todas as noites - simplesmente porque nele eu não conseguia mastigar absolutamente nada de BOM para uma vida prática e saudável. E esse era o questionamento mudo e gritante de um peito apertado, angustiado e sofrido que se recusava terminantemente a aceitar aquele kit religioso que deixava as pessoas mais tristes, mais recalcadas, mais reprimidas e, por causa disso tudo - e em consequência disso tudo - mais mascaradas, exibindo uma falsa alegria. E não por maldade ou presunção, mas pela opressão gradativa que obriga a pessoa a vestir uma sufocante exterioridade religiosa.

Partindo de um polo ao outro, eu vivi a vida inteirinha em meio a verdadeiros laboratórios e oficinas religiosas produtoras de mentes tristes - e consequentes vidas tristes e adoecidas. Praticamente criada dentro de convento, estudando desde garotinha em colégio de freiras, familiarizada com padre, bispo e freira, circulava com frequência e toda intimidade nesse meio, como uma menina católica bem nos moldes daquela época, ou seja, uma mera participante de cerimônias a um deus frio e distante. Aos 21, já casada, passei a assistir familiares migrando do cerimonialismo para um pentecostalismo que aos meus olhos era um verdadeiro ocultismo, considerando que, quanto menos eu entendia mais me inquietava a alma. Pois, nesse processo ia sendo influenciada por aquele pacote de normas que foi se infiltrando insistentemente em meu ser para me ganhar.

Então, por não aceitar aquele bem que minava minhas energias, me surpreendi com a minha cuca fundida em meados dos anos oitenta e aí foi se desenvolvendo em minha alma sedenta e confusa um inferno particular em forma de síndrome que à época ninguém nem sabia o significado e que hoje os especialistas da área chamam de ‘Transtorno do Pânico’. Refletindo no corpo em somatizações as mais sinistras e variadas, esse transtorno ousava provocar em mim um lúcido e constante questionamento: como aquelas pessoas que tanto amo (e ditas saudáveis) têm a estranha necessidade de 'caminhar para a igreja’ quase diariamente para ouvir o que Deus tem a dizer. Era um tal de Deus disse isso, Deus disse aquilo enquanto as pessoas seguiam cada vez mais cativas no existir, no ser, no viver e no conviver. Embora silenciosa (e acuada) a vontade era de perguntar que Deus era aquele aprisionado naquele espaço e por que as pessoas saíam de lá tristes e cabisbaixas. Isso era o que mexia comigo! Porém, nesse âmbito havia algo que, ao mesmo tempo em que me incomodava, impedia de me pronunciar mesmo sendo uma pessoa que aborda qualquer tipo de assunto com toda naturalidade. Tinha fama de surpreender (e até escandalizar) com minha maneira espontânea de tratar qualquer assunto, conhecida na família e entre os mais íntimos por quebrar paradigmas, de me abrir, questionar, derrubar tabus e mitos. No entanto, nessa área, não me davam abertura para extravasar minha aflição.

O intrigante é que eu era bem vinda 'socialmente' e minha irreverência perfeitamente aceita nos momentos de descontração. Podia contar minhas piadas ácidas e pesadas, falar palavrão, trocar ideias, conversar e até aconselhar, MAS nesse chão espiritual - sisudo e formal - eu não podia pisar, não podia fazer perguntas e muito menos discordar. Era (e é!) até proibido pensar, só que ninguém dizia isso abertamente. Simplesmente estava implícito em tudo que dizia respeito a essa particularidade. Inquietava-me a alma por não ver diferença de outros ocultismos por aí, algo muito parecido com consultas do além por meio da bíblia. Um verdadeiro baixar espírito onde o Espírito Santo estaria supostamente falando pela boca do ungido. E interessante também, era o paralelo que minha alma aturdida traçava entre aquelas duas linhas de pensamento religioso: enquanto a igreja da minha infância me assustava com todas aquelas imagens me examinando com olhares e expressão sem vida e terrivelmente acusadores, a igreja da minha vida adulta me assombrava com seu ambiente carregado do sobrenatural que imprime o forte caráter emocional da religiosidade.
E eu dizia pra mim mesma que havia algo de muito estranho naquilo tudo, pois se eles têm certeza ABSOLUTA (perdão pela redundância) de que é o Espírito Santo de Deus que está falando, então por que tem que ser sempre por meio de sentenças e nunca é uma palavra de vida leve, feliz e saudável? Esse era sempre o meu questionamento mudo e perturbador: o íntimo angustiado das pessoas; posto que enxergam - e nos apresentam - um Deus na versão mais sombria possível.

Nada mudou nesses dois sistemas citados, mas hoje, embora continue triste, tenho aprendido que não é preciso um caderno de normas (nem tampouco estudar teologia) pra entender que uma das maiores heresias pregadas é a que oprime, que achata, que entristece. E não falo de tristeza temporal, pois isso é inevitável em um mundo caído. Tristezas, decepções, desilusões, tudo isso faz parte do nosso dia-a-dia. Falo da certeza reprimida de quem carrega tanto peso na ilusão de estar provando o maná dos céus. E falo com propriedade, pois vivi numa espécie de limbo onde, de um lado eu rejeitava aquele modelo no qual nasci, e de outro, o persistente convite da denominação religiosa que me apontava um Deus brigão, turrão e vingativo. E tão sisudo, que dizia que se eu não fosse pra lá não haveria céu pra mim, e que de qualquer jeito eu ia pra lá, na dor ou no amor. No amor ou na dor, jargão largamente usado por lá... E confesso que - naquele inferno em vida - não sei se eu tinha mais pavor da iminência contida na ameaça ou se tinha raiva daquela manipulação travestida de evangelismo. Então, eu vivia nesse limbo às avessas. Mas não em paz, claro.  Afinal ainda estava seca e árida, embora ávida e sedenta. Em busca, mesmo não sabendo.

O tempo foi passando e eu me sentia, ora aliviada, por não ceder a nenhum daqueles apelos sufocantes, ora entristecida, já que depois de algum tempo passado eu ansiava (silenciosamente) por conhecer aquele Jesus dos meus filhos adolescentes; um Jesus em nova roupagem, completamente diferente do que eu vi nas pessoas a vida inteirinha; talvez como uma espécie de fiel da balança onde um raio de lucidez é colocado no meio de um furacão dentro do meu lar desfeito; como providência de um Deus misericordioso que usava meus filhos como bênção, de modo que a minha esperança não se firmasse em nada moldado externamente, e sim, em vivência de fé e amor.

E como já falei em outras ocasiões, a resistência era grande em face do terrorismo que eu havia assistido durante muito tempo, vendo essa coisa de irmão, crente, evangélico, protestante, tudo isso ser sinônimo de desajuste. E não exatamente por causa do sentido pejorativo largamente colocado no meio em que eu vivia, mas principalmente pela existência, vivência, experiência e (IN)coerência cotidiana que meu bom senso assistia de camarote. Por causa disso, mesmo assistindo os benefícios práticos da conversão de meus dois filhos ainda adolescentes, tinha medo de correr o risco e passar pelo corredor da morte e por julgamentos terríveis em meio a um emaranhado de acusações.

Enfim, um dia fui liberta e saí daquilo que era mais do que um limbo: uma espécie de ‘em cima do muro’ nada morno. Era fervendo mesmo. (Seria o inferno?!) Fervendo de uma ânsia que eu temia pender ora para o antigo lado do cerimonialismo ao deus ausente, ora para aquela estranha evocação de espírito. E saí. Não pelas minhas próprias forças, mas amparada pela Mão que - longe de ser pesada - é desconcertantemente acolhedora e mansa! É maravilhoso sair de cima de um muro do qual se avistava um turbilhão de tufões e terremotos, ventanias e furacões, para ENFIM conhecer o Jesus que se aproxima de mansinho, sem estardalhaço, sem oba-oba. Em um CICIO TRANQUILO E SUAVE que enche seu ser de paz e segurança. Para andar em meio a toda essa diversidade chamada de mundo caído, mas que repleta de pessoas que necessitam de nosso amor e de nossa compaixão como tempero para a esperança.

E como Jesus é perfeito em sua obra, o mais maravilhoso foi conhecê-LO fora dos muros da religião. E mesmo tendo me filiado à IECB à época, no afã da conversão, e frequentando eventualmente os chamados cultos coletivos (respeitando e até admirando alguns representantes eclesiásticos), jamais me permiti sujeitar-me a moldes institucionais. Pelo contrário, estou liberta pelo que Cristo consumou na Cruz; liberta de todas essas neuroses igrejistas que fascinam a princípio e que, no final, tornam as mentes cativas.

Não estou aqui defendendo uma verdade pessoal. Até porque, não existem muitas verdades, meias verdades, suas verdades ou minhas verdades. Pilatos ‘viajou’ feio, pois estava diante da Verdade e perguntava-LHE que é a verdade. (Jo 18.38) Pense nisso!

‘Sem a Rocha da Realidade que é a Palavra Revelada, todos nós, de um modo ou de outro, vivemos em viagens’. (Caio Fábio)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ah, insensato coração...




Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?
(Jr 17.9)
O sábio de coração será chamado prudente.
Pv 16.21.
Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do SENHOR permanecerá.
Pv 19.21.
O que confia no seu próprio coração é insensato.
Pv 28.26

Eis a frase que mais se ouve por aí, principalmente de mulheres fúteis e inconsequentes que tentam justificar suas 'escolhas' amorosas: no coração não se manda...

Coração é o centro da emoção. 'É a auto-suficiência no sentir. E o sentir auto-suficiente do ser humano é desesperadamente corrupto'. Daí sua perversidade, pois envolve a pessoa com sentimentos e emoções sutis que se transformam gradativamente em cilada obsessiva por caminhos cada vez mais tortuosos. Nesse meio tempo, o coração jura que está certo, enchendo-se de uma falsa alegria. E então sugere, pede, reivindica, grita, esperneia... Enfim, planta uma ideia fixa bem no seu centro, cheio de planos e determinações, devaneios e falsas esperanças, tomando proporções que ocupam todo o ser.
Mas, e a consciência, o que nos diz? Geralmente quem está nesse estado de êxtase, não lhe dá ouvidos, não é maluco para querer consultá-la, pois assim o fazendo, põe a perder todo o 'trabalho' feito pelo sentir absoluto do coração. Pois que, ao contrário, a nossa consciência nos fala claramente que as nossas necessidades só podem ser satisfeitas por Deus. E que somente o Seu amor incondicional nos cura diariamente da insensatez impulsionada pelo coração. Ironicamente, lá no fundo do coração, sabe-se disso.
'O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor'. (Pv 16.1)
Esse 'mas' denota toda nossa limitação colocando em cheque a nossa dependência. Deus nos dá capacidade de sonhar, de planejar e até de 'viajar', MAS por outro lado, nos direciona a desfrutar de um comprometimento que revela nossa total submissão a Ele. É quase um paradoxo, porém é quando entendemos que nossos sonhos e projetos deverão estar alinhados com a Sua vontade. E é claro que, quando se resolve se armar de toda a coragem para desistir dessa auto-suficiência, há uma espécie de frustração inicial ao se ver os próprios planos irem por água abaixo. Mas aí... Nada se compara ao alívio que vai nos invadindo! E nenhum 'sentir' substitui a alegria e a segurança de se saber orientado pelo Autor das nossas vidas!

RF
O coração do homem é cheio de engano e de autoengano. Possuído pelo espírito da dissimulação, da imagem, da aparência e da máscara a fim de tentar encobrir o que ele de fato sente, deseja e almeja. Até os nossos melhores sentimentos vividos por nós como virtudes, são ainda cheios de engano e mentira’. (Caio Fábio)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ética e moral



Pegando carona na enxuta frase do Ricardo Alexandre (sobre o cabelo em pé sem trocadilhos) eu vejo assim: a natureza humana é diversificada em suas perversões. E por isso, é claro que vai ter sempre quem 'se delicie' com esse tipo de voyeurismo. Que, aliás, está longe de ser algo esteticamente agradável de se ver.
De outro lado, vejo também que a garota que se propõe a tirar fotos com um modelito super apertado (antiestético e anti-respiração) em posições nada a ver, contrastando com a vasta cabeleira, só denuncia lampejos de autoafirmação em contradição com um baita conflito interior. Como se a sua virtude, já estando nos cabelos longos exigidos e impostos, ela esteja livre para uns pequenos delitos aqui e ali.
Não é necessário muito esforço para se perceber a total falta de senso do ridículo numa foto dessas, por exemplo. E olhe que essa 'Geisa gospel' acima (como disseram, preconceituosamente, lá no 'Genizah')  até que é uma das menos 'sem noção' da galeria exposta. Aliás, diga-se de passagem, que se a Glória Kalil fosse sua personal stylist certamente a reprovaria categoricamente em cada um dos itens apresentados. 
E não adianta a gente querer enfiar a cabeça na areia e se fazer que não entende que isso é reflexo de repressão religiosa. Por isso que essa técnica da coerção denominacional (leia-se ensinamentos) JAMAIS irá funcionar como instrumento de conduta agradável a Deus. Ora, convenhamos! Tal eficácia não se consegue por meio de líderes religiosos com suas imposições e falso moralismo. Mas no bom exemplo dos pais desde o berço, com sinceridade, humildade (reconhecimento de que é falho), espontaneidade e bom senso nas atitudes. Isso sim, irá contribuir de maneira preciosa na formação do caráter da jovem . O bom senso é quem estabelece o padrão adequado e não as regras determinadas pela instituição religiosa.
Jesus - que, paradoxalmente, rompeu com todas as regras sociais e religiosas da época- era, e É! - acima de tudo, ético. Há uma diferença entre ÉTICA, no sentido do caráter humano que reflete no modo de viver e conviver - e MORAL que se fundamenta em obediência a normas que, fatalmente, redundam em ações hipócritas, convenientes, manipuladoras. Não é à toa que, a todo instante, a existência nos apresenta valores totalmente invertidos/distorcidos e, no entanto, perfeitamente aceitos. Veja, por exemplo, o sentido de 'liberdade' nas doutrinas religiosas que só incitam mais e mais o uso da máscara.
Lembro-me do que disse o apóstolo ao povo de Gálatas ao apresentar-lhes instruções para uma vida prática cristã. Sua decepção era justamente em relação aos ensinos que envolviam outras doutrinas ALÉM da justificação pela fé. Seu cuidado e preocupação eram com o retorno à antiga lei que demonstrava não crer que o poder de Deus transforma o pecador em nova criatura. Sim, pois que na GRAÇA - e não na Lei - fica-se mais distante de um equívoco como este. Digo este, por ter sido o que caiu na 'rede' e é o que está em questão, mas, lamentavelmente, todo santo dia a gente se depara com situações semelhantes. O que se percebe claramente em situações como esta, é que a religião, além de distanciar a pessoa da GRAÇA, ainda a expõe a constrangimentos desse naipe.
Enfatizando o que eu comentei lá no Genizah (<--clique aqui), canhões, breguices e mau gosto à parte, se tem alguém responsável nessa história toda, repito, são os pais, que em vez de orientar suas filhas, delegam ao guia espiritual uma função que é deles; estes, por ignorância/tradição/costume/preguiça/irresponsabilidade - e até delírio religioso que engloba tudo isso aí - permitem que a liderança da denominação repressora imponha regras acima do bom senso e determinem parâmetros que nada têm a ver com a proposta sadia do Evangelho.
Quer dizer que se a menina tem cabelão, veste saia e blusa de manga, põe véu na hora do culto e faz carinha de piedosa ao cantar os mais belos hinos então, automaticamente, carrega patente de 'irmã', merece 'ósculo santo' e senta nos melhores lugares?! Só que o seu coraçãozinho ansioso e sedento por 'liberdade' sabe perfeitamente que não é bem assim que a banda toca...
Referindo-se ao tipo de educação que teve na infância e adolescência, é como falou o Steven, do Aerosmith: 

- 'Toda repressão um dia explode'

Só que, infelizmente, explode desnorteado e da forma mais desajustada possível, já que não há referenciais consistentes Ele que o diga! Ele que, ao se ver liberto, levou anos acreditando que a liberdade se resumia ao pó branco que tanto inalou. 
E nesse caso não é diferente, pois na primeira oportunidade que tem, uma garotinha dessas vai sair por aí completamente 'sem noção', coitadinha! E eis aí o mais cruel e irônico reflexo da repressão religiosa que ESTIMULA a hipocrisia de forma tão arrogante e pretensiosa que não se dá conta (Será?) de que, inevitavelmente, um belo dia a máscara cai. 

E é muito triste e feio o que se vê por trás dos bastidores religiosos em que se usa largamente o nome de Jesus. Em vão...
Bem, pelo menos quanto a isso, o Steven teve coerência. Não usou o Santo Nome...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

UM CHAMADO À INTIMIDADE

Jesus nos ensinou, o tempo todo, a buscarmos intimidade com o Deus Pai. Os judeus tinham medo (e ainda têm), até mesmo, de pronunciar o nome de Deus. Aí, ao nos ensinar a orar, Ele já demonstra que devemos nos dirigir com intimidade a Deus, sem medos, chamando-O de Pai. Não só nessa oração, mas também na parábola do filho pródigo e outras diversas passagens bíblicas, a demonstração que temos é de um relacionamento íntimo de Pai e filho. Mas o que é, exatamente, viver essa intimidade? Seria, apenas, no momento de falar com o Pai, ou quando voltamos envergonhados, com o rabinho entre as pernas, para pedir o Seu perdão?

Entendo que essa intimidade é bem mais do que isto. Nossa vida íntima com Deus deve se manifestar a todo momento, em todos os dias, através de nossas atitudes diante de Deus e diante dos homens. Neste aspecto, vejo a parábola da grande ceia, em Lucas 14.16-24, como uma grande indicação para isso.

Nessa parábola, um certo homem que representa Deus, convida a muitas pessoas para participarem de uma grande ceia que ele havia preparado. Ora, certamente, esse homem convidou pessoas de seu relacionamento íntimo, para confraternizarem com ele. Como este homem representa a Deus, as pessoas que Ele convidou são, hoje, os cristãos. Mas, como disse no início, nós somos chamados a ter intimidade constante com o Senhor, em nosso dia a dia, não apenas quando formos para o céu. Dessa forma, podemos entender esse convite para a grande ceia como sendo um convite constante, permanente, diário.



Mas como esse convite nos é feito? A todo momento, surgem, diante de nós, aquelas boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas (Ef 2.10). Essas obras não se limitam à nossa ajuda a pessoas que tenham passado por uma catástrofe natural, a povos que passam fome, a órfãos e a viúvas. Essas boas obras são muito mais numerosas e muito mais comuns em nossas vidas, do que temos realmente percebido.


Na parábola, Jesus se refere a desculpas comuns e que, aparentemente, não são atitudes más, que usamos para não atendermos ao convite de Deus. Ele diz que usamos como desculpas nossas próprias obrigações diárias, que, em si mesmas, não são más. Não é errado nos concentrarmos em nosso trabalho. Não é errado cuidarmos dos bens que o Senhor nos entregou para administrarmos. Não é errado cuidarmos de nossas famílias. O erro não está nisso! O erro está em colocarmos tais coisas acima de nosso relacionamento íntimo com o Senhor. Ele tem a primazia sobre todas as coisas! É para Ele que devemos olhar, mesmo diante das questões mais simples de nosso cotidiano.

Então, na verdade, Jesus está dizendo: “Lembra quando aquele mendigo lhe pediu um prato de comida e você disse que não poderia atendê-lo, porque estava em cima da hora de ir trabalhar? Era eu que estava convidando você a saciar a minha fome de intimidade com você! Lembra quando aquele vizinho lhe pediu o carro emprestado para levar a esposa ao hospital e você disse que não poderia atendê-lo, porque você era zeloso com seu patrimônio e não poderia correr o risco de danificá-lo? Era eu que estava convidando você a ter intimidade comigo através do meu maior patrimônio, o ser humano! Lembra quando aquele seu parente foi chorar sua dor com você e, porque estava fazendo o jantar para a sua família, você disse a ele que voltasse outra hora? Era eu que estava convidando você a ter, comigo, a intimidade de uma família!”.

O Senhor conhece todas as nossas obrigações, todas as nossas necessidades. Mas é Ele que sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder. Por isto, quando nos deparamos com alguma circunstância que demande amor, piedade, não podemos deixar de atendê-lO, por mais “santa” que seja a nossa desculpa. Já que Ele sustenta todas as coisas, atendê-lO não irá prejudicar nada que estejamos por fazer. Podemos ter a certeza de que em muito mais vezes do que imaginamos, Ele está nos dizendo: “Este é o caminho, ande por ele e você terá intimidade comigo!”.

Copiei DAQUI <---

(Grifos meus RF)