"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.




De vez em quando, ao final de uma de suas parábolas, Jesus mandava essa: 
. “quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 

Fico a imaginar o que ele queria dizer...

. “eu sei que um bocado de gente não entendeu nada, mas vai chegar a hora em que vai entender”

. “eu sei que os ouvidos de vocês são seletivos, incapazes de ouvir algo que contraria suas ideias fixas”

. “eu sei que que o que estou dizendo exige que vocês mudem de vida, e então é mais fácil que vocês finjam que não entenderam”

. “eu sei que vocês estão em estágios diferentes de iluminação espiritual”

. “eu sei que muitos de vocês venderam a alma ao diabo e não querem abrir mão de seus malditos privilégios e infernais benesses”

. “eu sei que muitos de vocês são preconceituosos mesmo”

. “eu sei que muitos de vocês preferem ouvir os mestres que concordam com vocês”

. “eu sei que tem gente que vai morrer sem entender”

. “eu sei que muitos de vocês acreditam que já sabem tudo e que não há nada de novo a aprender”

. “eu sei que tem gente que não está sequer ouvindo, muito menos entendendo”

. “eu sei que tem gente que já entendeu, mas não tem coragem de assumir a bronca”

. "eu sei que tem gente que pensa que entendeu, mas não entendeu"

. "eu sei que tem gente que acha que entendeu, e que ninguém mais entendeu"

. “eu sei que um monte de gente vai entender, e essa gente vai virar o mundo de cabeça para baixo”

(Ed René Kivitz)


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A parábola da bola



Os dez homens importantes sentados ao redor da bola discutiam acaloradamente:

– A bola é grená, disse um.
– Claro que não, a bola é bordô, retrucou outro em tom raivoso.

Todos estavam fascinados pela beleza da bola e tentavam discernir a cor da bola. Cada um apresentava seu argumento tentando convencer os demais, acreditando que sabia qual era a cor da bola. A bola, no centro da sala, calada sob um raio de sol que entrava pela janela, enchia a sala de uma luminosidade agradável que deixava o ambiente ainda mais aconchegante, exceto para aqueles dez homens importantes, que se ocupavam em defender seus pontos de vista.

– Você é cego?, ecoou pela sala gerando um silêncio que parecia ter sido combinado entre os outros nove homens importantes. Era até engraçado de observar a discussão – na verdade era trágico, mas parecia cômico. Todos os dez homens importantes usavam óculos escuros, cada um com uma lente diferente. Talvez por causa dos óculos pesados que usavam, um deles gritou “você é cego?”, pois pareciam mesmo cegos.

Depois do susto, a discussão recomeçou. O sujeito que acreditava que a bola era cor de vinho debatia com o que enxergava a bola alaranjada, mas um não ouvia o que o outro dizia, pois cada um usava o tempo em que o outro estava falando para pensar em novos argumentos para justificar sua verdade. Aos poucos, a discussão deixou de ser a respeito da cor da bola, e passou a ser uma troca de opiniões e afirmações contundentes a respeito das supostas cores da bola. A partir de um determinado momento que ninguém saberia dizer ao certo quando, os dez homens tiraram os olhos da bola e passaram a refutar uns ao outros. Em vez de sugestões do tipo: – A bola é vermelha, todos se precipitavam em listar razões porque a bola não era grená, nem cor de vinho, nem mesmo alaranjada.

De repente, alguém gritou: – Ei pessoal, onde está a bola? Todos pararam de falar – estavam todos falando ao mesmo tempo, e foi então que perceberam um alarido parecido com aquelas gargalhadas gostosas que as crianças dão quando sentem cócegas. Correram para a janela e viram uma criançada brincando com a bola, que parecia feliz sendo jogada de mão em mão. Ficaram enfurecidos com tamanho desrespeito com a bola. Ficaram também muito contrariados com a bola, que parecia tão feliz, mas não tiveram coragem de admitir, afinal, a bola, era a bola.

Lá fora, sem dar a mínima para os dez homens importantes, estavam as crianças brincando e se divertindo a valer com a bola que os dez homens importantes pensavam que era deles. E nenhuma das crianças sabia qual era a cor da bola.

Ed René Kivitz

domingo, 11 de agosto de 2013

Almas arrependidas e formalismos humanos‏


Neste final de semana passado, viajei para atender a um culto numa localidade pequena, afastada a quase 4 horas de viagem da minha casa. Já estive lá várias vezes, tenho grande alegria de estar reunido com aqueles irmãos em Cristo.

Estivemos reunidos em 14 pessoas. Cantamos os hinos sozinhos, pois não havia músicos e mesmo, sendo a maioria dos presentes visitantes (não familiarizados com a melodia dos hinos), cantamos todos com muita alegria.

Senti muita alegria quando oramos a Deus juntos, vendo a alegria em buscar a Deus que aquele povo tem. A palavra de Deus foi lida em João 14, aonde numa das partes, o senhor Jesus relata: "Sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai senão por mim".

Pela graça de Deus o Evangelho de Cristo foi pregado. E quanta foi minha alegria de ver que uma alma se converteu!

Após o culto, um rapaz me veio dizer que queria ser batizado. Meu coração muito se alegrou com isso. Mal esperava que logo a tristeza me tomaria.

Liguei ao ancião responsável da nossa região. Expliquei a situação da necessidade de haver um batismo, pois a alma havia se arrependido. Do outro lado o irmão ancião disse: 

- "Fale para ele vir a tal cidade (2 horas de viagem) e faremos o batismo daqui três meses, porque para irmos aí fica muito dispendioso, pois as passagens são caras. Precisamos levar músicos etc., da última vez que estivemos aí ninguém batizou, enfim é melhor que ele vá até tal cidade que lá tem melhores condições em ser realizado o batismo. Se for necessário ajudamos na passagem dele também.”

Imediatamente lembrei-me do relato de Filipe e o Eunuco relatado em Atos. Felipe pregou o Evangelho da Graça ao Eunuco enquanto viajavam no carro de volta para a Etiópia. A dado momento o eunuco creu. Pararam o carro perto de um lugar que havia alguma água (não diz ao certo se era um rio, um lago, uma poça ou um braço de mar) e foi batizado.

Filipe não precisou de formalidades humanas para batizar aquele homem.

- Não foi necessário orar para confirmar se o batismo era da vontade de Deus, pois a Bíblia relata a ordem de Jesus: Ide, anunciai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo.

- Não foi necessário músicos para acompanhar o serviço.

- Não foi necessário apóstolos serem informados a respeito, pois se Cristo nos fez Reis e Sacerdotes, porque tanta hierarquia?

Foi necessário ao eunuco apenas Crer e umas águas para Ser Batizado. Seguindo o que Cristo falou.

Quanto a nós, apenas a alma crer e querer ser batizada não basta. Precisamos orar pra sabermos se Deus confirma. Precisamos de um ancião ou daquele que quer ser batizado se deslocar. Precisamos de músicos, diácono para ajudar no serviço, hino tal e tal.

Não me surpreende que o diabo veja nesses tantos formalismos humanos uma grande possibilidade de trabalhar na mente daqueles que querem ser batizados, os fazendo desistir de se reconciliarem com Deus através de Cristo.

Se formos servos de Cristo faremos como Filipe. "O que te impede de ser batizado?" Caso contrário - com nossas tradições e formalidades - estamos apenas atrapalhando as almas de cumprirem o que Cristo ordenou.

Sem querer, estamos servindo ao diabo com nossos formalismos; e não, a Cristo.

Extraído DAQUI   <

(Grifos meus- RF)

LER TAMBÉM:




domingo, 31 de março de 2013

Eis a Páscoa!



'Aceitando a graça como lei é que somos salvos. Salvos de nós mesmos para sermos graciosos com o outro. Fazendo manutenção da graça em permanente estado de perdão, à medida que a praticamos no cotidiano com o outro. Está conquistado! Em Cristo, a gente sai liberado. 

Ele nos tira dos tribunais e nos traz para a consciência que nos diz: quer perdão, perdoa; quer graça, seja gracioso; quer misericórdia, seja misericordioso; quer ser compreendido, entenda. Esse é o SER que está andando debaixo da lei de Deus. Para este há ressurreição. Ainda que morto entre dois ladrões. 

Pois a Graça foi conquistada por Jesus na Cruz pra mim para sempre; sou chamada com convicções reforçadas, a aplicar tal manutenção junto ao meu próximo na qual recebendo favor infinitamente imerecido, fazer favor infinitamente imerecido. Esta é a lei do caminho e bem aventurado quem transforma isso, não em compreensão intelectual, mas num estado de ser'.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Doutrina de homens...

(Sarongue na Antiga Civilização ou 'Idade Antiga')
  1. 'Não haverá traje de homem na mulher, 
    e não vestirá o homem vestido de mulher, 
    porque qualquer que faz isto 
    abominação é ao Senhor teu Deus'. 
    (Dt 22.5)

    A interpretação, por meio da qual, mulher não usa calça comprida, deixa muitíssimo a desejar. Ou melhor, cai totalmente por terra, quando se aprende a interpretar de outra maneira, senão por meio daquela velha oralidade transmitida de avó para pai e de pai para filha, simplesmente pela tradição, sem uso de questionamento, do senso crítico, do bom senso e análise mais acurada. 

    Dentro daquele contexto, a colocação da indumentária é referente à possível troca de papéis relacionada aos sexos. Ou seja, a tônica é para a caracterização das roupas, e, evidentemente, acompanhada pelo comportamento não natural do próprio sexo. Naquela realidade histórica e sócio/cultural, havia um hábito de se travestir associado a algumas formas  pervertidas ligadas a práticas sexuais tanto 'homo' como 'hetero' em meio a sinistros cultos ditos pagãos onde ocorria tanta atrocidade, de fazer 'Jogos Mortais' um entretenimento infantil. Daí a expressão 'abominável ao SENHOR'. Ou seja: as perversões sexuais e aqueles cultos é que eram reprováveis. O que já descarta, de imediato, toda a orientação religiosa repassada ao longo dos tempos por determinadas denominações religiosas em relação ao uso de calça comprida pelas mulheres. E eu nem me refiro a religiões rígidas e inflexíveis de outras culturas, mas à nossa cultura mesmo e àquelas que se dizem cristãs, atribuindo a Jesus uma imposição gerada pelos próprios equívocos. 

    E nos dias de hoje, então... Bora combinar que não se aplica mesmo nada disso que os mais antigos  continuam insistindo em querer impor aos mais jovens que, diga-se de passagem, não estão mais engolindo silenciosamente essa interminável lista de normas relacionadas à própria exterioridade. (Basta ver os comentários destes em determinados blogs) 
    Ora, em nosso meio cultural, o fato de uma mulher usar calça comprida 'DE MULHER' - e não de homem - não tem absolutamente NADA de abominável a Deus. Sim, pois há calça comprida específica de mulher e calça comprida específica de homem. O que significa que está bem claro que, assim sendo, não estará a mulher vestindo roupa de homem nem tampouco o homem vestindo roupa de mulher. Da mesma forma que o fato de um homem vestir um sarongue, não exprime, necessariamente, violência a princípios. O que significa ainda - e principalmente - que, assim sendo, na sua mais ampla forma de 'vestir-se', ninguém estará ferindo o suposto código relacionado ao versículo acima.

    Portanto, se mulheres de algumas denominações que se ACOSTUMARAM a identificar-se assim, destacando-se orgulhosamente (vaidosamente) seguindo à risca (à risca mesmo? Há controvérsias...), determinações ligadas a exterioridades, mulheres estas que se dizem tão 'tementes' a Deus, se elas vissem mesmo essa prática como algo ABOMINÁVEL aos olhos de Deus, certamente não ousariam descumprir uma ordem divina tão contundente, por mais que 'o trabalho' exigisse. (E por mais que o apóstolo Paulo dissesse para obedecer ao chefe). Sim, pois não são poucas as mulheres que deixam escapar a desculpa esfarrapada 'Ah, eu uso calça comprida por exigência no trabalho'. (Amparando-se em ensinamentos de cartas paulinas sobre submissão)
    E que Deus incoerente é esse que me diz ser algo abominável aos Seus olhos, mas abre mão diante de outro 'senhor'. E, com todo o respeito, mas com todo o direito de um 'ser pensante' que tenho, o que eu acho muito contraditório - e até tolo e infantil, pra não dizer de uma hipocrisia sem tamanho! - é TER QUE usar calça no trabalho e, na saída, substituir por saia, como vejo muito por aí.... Já vi muito menina de shortinho bem curtinho, ou até bermuda mais composta, correr pra colocar um vestido ou saia e blusa quando vai chegar uma visita da irmandade em casa. Como se os olhos do Senhor não estivessem em todos os lugares...

    Outra desculpa esfarrapada, também retirada de todo um contexto de orientações paulinas - que se tornou um jargão intragável - diz que é 'para não escandalizar as mais fraquinhas'. Então, por que não começar esclarecendo?  Pois, se aquele comportamento, não provoca em mim quaisquer resquícios de crise de consciência, certamente terei como falar a esse respeito com firmeza e serenidade com qualquer pessoa que me abordar nesse sentido. 

    Toda essa confusão religiosa me lembra uma passagem em Levítico 18 (versículos de 6 a 18) que muitos crentes de boa fé, porém engessados pelas normas religiosas, também utilizam de forma tremendamente equivocada.

    Refiro-me, mais particularmente, a este versículo:

    'Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe; ela é tua mãe, não lhes descobrirás a nudez'.(v7)

    Lembro-me de uma senhora já idosa que havia sido operada e, quando lá cheguei para visitá-la, seu filho sentir um grande alívio pela minha presença, pedindo-me para ir lá no quarto ajudá-la a levar ao banheiro com urgência. Não entendi porque ele mesmo não o fez, e ele me explicou que não podia porque ela estava com pouca roupa por baixo dos lençóis. Além, claro, da exposição inevitável da intimidade em um evento assim. Quando questionei acerca da necessidade urgente dela,  ele me deu esse versículo acima. Não concordei e expliquei a que se refere tal versículo. Ademais, que Deus inflexível é esse que impede que um filho auxilie a mãe? E se eu não chegasse ali? E só tivesse ele e mais ninguém para ampará-la? E as mães idosas que só geraram um filho? Deus ia permitir que ele a desamparasse, qualquer que fosse a situação? Deus é, acima de tudo, amparo, zelo, amor, cuidado, auxílio, atenção. E isso, Ele deseja que seja refletido na nossa vida prática, no nosso cotidiano. 

    Ora, qualquer pessoa que ler do versículo seis até o dezoito entenderá perfeitamente que aquela colocação ali se trata de INCESTO. Não precisa ser teólogo nem ter dons especiais, é suficiente APENAS se despir de regras estabelecidas, para entender o que está colocado de forma bem simples:

    Nudez descoberta --> referência a relações sexuais e/ou coabitação.

    Isso, porque naquele contexto, havia uma grande devassidão devido às ramificações espirituais e sociais ligadas ao pecado. Além disso, naquela época as pessoas viviam em clãs ou grupos numerosos, vivam em tendas, morava todo mundo junto, sendo tudo isso 'prato cheio' para a proximidade e a intimidade sexual. Inclusive, o capítulo 18 de Levítico se encerra com uma forte advertência (v24 a v30) contra o comportamento sexual pervertido, o que confirma a conotação e o sentido da  evidente referência ao incesto.

    Enfim... Como falei em comentário sobre 'usos e costumes' em um blog de um amigo, eu lembraria aqui as palavras de Jesus 'não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça', em mais um dos milhares momentos de controvérsias entre Ele e os judeus (com seus usos e costumes como passagem garantida para o céu), onde Ele rebate com veemência o rigor com leis estabelecidas, colocando em segundo plano a necessidade do próximo.

    Gente, pensar não faz mal algum. Ao contrário, derruba mitos. Inclusive os mitos que nos oprimem o corpo e a alma. E isso faz muito bem. Liberta! Liberta-nos dos velhos e carcomidos costumes, muitos deles, de origem pagã.

    N´Aquele que veio ao mundo, não para nos tirar a inteligência, mas livrar-nos dos nossos pecados. Inclusive, o da opressão religiosa.

    R.


-Mas o Imperador está nu!- Disse um garotinho. 
-Falou a voz da inocência!Exclamou o pai. 
E cochichou para outro o que a criança dissera:
- Ele está nu! 
Correu de boca em boca. 
- Ele está nu! Bradou finalmente o povo. 
O Imperador ficou envergonhado porque sabia que estavam certos.
 Mas refletiu: O cortejo precisa prosseguir! 
Aprumou ainda mais o corpo. 
E os camareiros, solenes, continuaram fingindo segurar o manto real 
que não existia. 
      (Hans Christian Anderson)




LER TAMBÉM --> A CURVA DA RUA CURVA

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Vocação



Na época do vestibular, minha sobrinha resolveu optar pelo curso de Enfermagem. – Por que não Medicina?- foi a infalível pergunta de muitos parentes e amigos. Moça paciente, explicou que não queria ser médica, queria ser enfermeira. Formou-se com brilho, fez proveitoso e bem sucedido estágio e hoje trabalha em um grande hospital de São Paulo. Mas ainda tem, vez ou outra, de explicar por que não preferiu ser médica. 


Muita gente não leva a sério essa tal vocação. Ela levou. Poderia ter entrado, sim, no curso de Medicina: sua pontuação no vestibular deixou isso claro. Mas alguma coisa dentro dela deve ter-lhe dito: serei uma ótima enfermeira. E assim foi. Confesso que a admiro por ter seguido essa voz interior que nos chama para este caminho, e não para aquele. Poucas pessoas têm tal discernimento quanto ao que efetivamente querem ser. Em geral são desviadas dessa voz porque acabam cumprindo expectativas já prontas, mais convencionais. Calculam as vantagens pecuniárias ou relativas ao status, fazem contas, avaliam “objetivamente” as opções e acabam decidindo pelo que parece ser o mais óbvio. Mas se esquecem, justamente, da mais óbvia pergunta: - Serei feliz? É exatamente isso o que eu quero? Da falta desse fecundo momento de interrogação saem os profissionais burocráticos, sonolentos em seu ofício, vagamente conformados, que passam a levar a vida, me vez de vivê-la. 



Em meu último encontro com a sobrinha pude ver que ela está feliz. Faz exatamente o que gosta, leva a sério uma das mais exigentes profissões do mundo e se realiza a cada dia com ela. E vejam que atua numa especialidade das mais penosas: oncologia infantil. Desde seu estágio, envolveu-se com seus pequenos pacientes, por quem tem grande carinho. Tenho certeza que eles encontraram nela mais do que o apoio da profissional competente; veem-na, certamente, como aquela irmã mais velha e indispensável nas horas difíceis.


Quando nossa vocação real é atendida, o trabalho não enfada, não pesa como uma maldição. Cansativo que seja, sentimos que estamos no ofício que é nosso, que nos ocupamos com algo que nos diz respeito e que, em larga medida, nos define como sujeitos. Não é pouco; é quase tudo. É o que parece dizer o olhar franco, aberto e feliz dessa jovem enfermeira. Ela não trabalha “para”atingir algum objetivo, não trabalha “para viver”, “para” ganhar a vida. Trabalhando, ela já “é”. E isso não é invejável? 



(Valentino Rodrigues)


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Fragmentos...




Eu nunca fui uma moça bem-comportada.

Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.

Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.

Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.

A palavra é meu inferno e minha paz.

Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.

Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.

Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.

Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...

Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.

Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.

Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.

Eu acredito em profundidades.

E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.

São eles que me dão a dimensão do que sou.

(Clarice Lispector)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pedaços da memória

José Gomes Farias (meu pai, de branco) ladeado pelo governador do distrito
e do presidente do Rotary Internacional - Regina Farias.
Nos anos mais antigos do passado, tempo de minha infância, não havia Dia dos Pais. A data só seria festejada mais tarde, para corresponder ao Dia das Mães, que sempre existiu de uma forma ou de outra. Não havia um Dia dos Pais, mas todos os dias eram dele.
Sozinho, ele enchia a casa. Quando saía para trabalhar, tudo parecia vazio, pior, tudo parecia abandonado. Se entrasse um ladrão, se nos dias de tempestade caísse um raio no telhado, se tudo pegasse fogo - que seria de nós sem ele?
Mas ele voltava todos os dias, trazia sempre uma novidade, um doce, um pão especial que comprara na cidade. E mesmo que nada trouxesse, quando chegava, a casa se enchia com a presença dele, a voz, o cheiro dele.
Acendia todas as luzes, deixava a gente ficar acordado até tarde, pois queria plateia, que nós víssemos como ele era grande e majestoso quando fazia qualquer coisa, e mesmo quando nada fazia, ficando na rede, olhando o teto e buscando as notícias num rádio de ondas curtas e médias. Durante a Segunda Guerra, fazia questão de ouvir todas as noites o Big Ben, o sino que a BBC transmitia para o mundo, mostrando que Londres resistia.
O pai também era um mundo. O mundo parecia que obedecia a ele. Eu o considerava a coisa mais poderosa do Universo. Quando alguém me provocava ou me aborrecia, eu reagia e ameaçava: "Vou contar para o meu pai!". Sem ele, ando por aí meio desorientado, se me acontece alguma coisa, nem tenho o consolo de contar para o meu pai.
Poderia ter sido eu, mas quem escreveu foi o CARLOS HEITOR CONY
Com algumas pequenas diferenças como a de que, na minha infância, eu comemorei o Dia dos Pais- RF
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Jorge de Capadócia



Reza a lenda que Jorge teria nascido em berço de ouro na antiga Capadócia, região que, atualmente, pertence à Turquia. Ainda criança, com o pai morto em campo de batalha, mudou-se para a Palestina com a mãe, onde foi muito bem educado.

Com o falecimento da mãe, mudou-se para a corte do Imperador para exercer sua missão de combatente, antes distribuindo toda sua riqueza com as pessoas mais necessitadas e perseguidas pelo poder da época, devido ao seu caráter cristão e sua fé pessoal em Jesus Cristo.

Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Nicomédia, assumindo a função de Tribuno Militar. Dedicado, justo e habilidoso, muito jovem ainda foi promovido a capitão do exército. Tais qualidades levaram o imperador a lhe conferir o título de Conde da Capadócia.

Como membro da suprema corte romana, ele enfrentou o senado (composto pela nata eclesiástica) no momento em que se reuniram com planos de matar os cristãos. Defendendo com grande coragem a fé em Jesus Cristo, Jorge causou espanto geral ao afirmar que os romanos ali presentes deveriam se converter ao cristianismo.

Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O cônsul - a exemplo de inúmeros Nicodemos espalhados pelo planeta – faz a clássica pergunta:

- O que é a Verdade?

Jorge responde-lhe:
- A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo do meu Redentor Jesus Cristo; e, Nele confiando, me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.

Colocando-o sob tortura cruel, o imperador Diocleciano acreditava que ele iria desistir daquela fé professada com tamanha ousadia. E, a cada tortura monstruosa, era levado à presença do Imperador que lhe fazia a mesma pergunta. Se ele renegaria Jesus para adorar os ídolos. Porém, Jorge só reafirmava cada vez mais a sua fé, impressionando a muitos que se converteram, inclusive a mulher do próprio imperador.

Como não consegue dobrá-lo, o imperador manda degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor)

Mais tarde, o imperador Constantino (sim, aquele mesmo imperador pagão, que ‘legalizou’ o cristianismo) manda erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis para que a devoção ao santo seja espalhada por todo o Oriente. Pelo século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, em Bizâncio, no Estreito de Bósforo na Grécia, São Jorge era inscrito entre os maiores santos da Igreja Católica. (Consulta básica a dona Wiki e seu Google)

O que muitos religiosos  - e até poetas e cantores - não conseguem alcançar (ver, enxergar) é que as armas que Jorge empunhou não eram dele nem tampouco eram visíveis ou palpáveis. (Diferentemente das que ele tanto usou para defender os domínios do rei). Então, equivocadamente - e em pleno século vinte e um! -  as pessoas seguem orando e entoando canções que atribuem tais armas a ele.
E a maior ironia da sua história é que o idolatrado Jorge foi morto justamente porque repudiava a adoração aos ídolos, declarando aos quatro cantos do planeta sua adoração (ou devoção, como queiram) à ÚNICA VERDADE.
A VERDADE que não aceita nem necessita de mediadores... Por ser SOBERANA!

RF.


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As armas de Deus


Aos efésios, Paulo faz uma analogia da figura da armadura de Deus com a armadura do soldado romano, mostrando que não é com nossos próprios esforços que iremos abater o inimigo que destrói relações, e sim, confiando na proteção e amparo de Deus que nos capacita a vencer suas investidas.

'Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes'. (Efésios 6.12)

Cingindo-vos com a verdade – a cintura ou abdômen era vista como a área das emoções que normalmente nos enganam fazendo acreditar em uma mentira; quando temos compromisso com a verdade, independentemente das repercussões, nossas emoções não nos deixam cair nessa cilada, não importam as circunstâncias.

Vestindo-vos da couraça da justiça – o peito é visto como o lugar onde se encontra a alma. Quando o coração é limpo e justo, através de constante confissão e perdão, não há espaço para o inimigo fazer seu inferninho.

Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz Se estamos com o sapato adequado, pisamos de forma correta em qualquer ambiente a serviço do Senhor levando o Evangelho da paz e da reconciliação.

Embraçando sempre o escudo da fé – outra metáfora que nos alerta a não tirar o escudo do braço, sempre atentos para rebater os dardos inflamados (acusações) por meio da armadura invisível que é a fé.

Tomai também o capacete da salvação – nessa área na qual está o capacete somos protegidos contra os maus pensamentos que ora queiram se instalar. A certeza da salvação é uma enorme defesa contra a dúvida, a insegurança e outras obras das forças espirituais do mal.

Tomai... a espada do Espírito – a espada é a Palavra viva, poderosa e efetiva.

Orando em todo tempo no Espírito – É nessa constante comunicação com o Senhor das nossas vidas que encontramos encorajamento e direcionamento correto em meio ao vendaval. 'Em todo tempo' nos aponta a seriedade e necessidade de nos mantermos a postos nessa batalha que é constante. (Efésios 6:14.18- A Bíblia da Mulher - Ed Mundo Cristão- SBB)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ensinando A PALAVRA


De quem é a responsabilidade pelo erro coletivo entre os que confessam o Nome?
É claro que o povo é responsável também, mas, na Bíblia, a maior responsabilidade é de quem não é povo, como o rei, o sacerdote ou o falso profeta.

Na Bíblia, os verdadeiros profetas não poupam o povo, mas o tratam como um menino tolo e enganável.

Oséias diz que assim como é o povo é o profeta, e assim como é o profeta é o povo...
No entanto, é o profeta que diz: “Eu tenho a Palavra do Senhor!” O povo apenas diz: “Conta-nos, então”.  E, frequentemente, ouve sem saber discernir a mão direita da esquerda.
Por isso, o povo sofre.
Nos evangelhos vemos o amor e a compaixão de Jesus pelo povo, chamando-o de ovelhas sem pastor.
Assim, Ele diz que, quem sabia pouco e errou conforme o que sabia, esse levará poucos açoites, mas o que sabia muito e não curou os seus próprios caminhos, antes deliberadamente continuou em seu erro, esse levará muitos açoites.
As piores advertências do Novo Testamento são feitas a quem diz que sabe, a quem diz que vê, a quem diz que conhece e propõe que outros façam conforme ele diz saber.
As únicas vezes que Paulo menciona nomes negativamente nas suas cartas, todas elas têm a ver com aqueles que diziam que sabiam, mas ensinavam o erro.
O mesmo se pode dizer de Pedro. Suas duas cartas lidam com os que diziam que sabiam e ensinavam errado.
Judas, o irmão do Senhor, também dedica a sua cartinha aos que diziam que sabiam e ensinavam, e, por isto, corrompiam o povo pelo engano de seus ensinamentos.
As duas últimas cartas de João se referem também aos que impediam o povo de ter acesso ao que era bom e verdadeiro.
Por último, à exceção da Carta à Igreja em Filadélfia, todas as cartas às Igrejas do Apocalipse, são textos de advertência ao anjo, ao mensageiro; e, além dele, aos que, no grupo, diziam que sabiam, e, portanto, ensinavam errado e corrompiam.
Tiago diz:
“Não nos esqueçamos, irmãos, que aqueles que dizem que são mestres, esses receberem muito maior juízo!”
O que pode qualificar então alguém para anunciar o que sabe?
Primeiro: saiba apenas o que está revelado. Todos os problemas acima mencionados com Paulo, Pedro, Judas, Tiago, João e outros, sempre se vincularam ao que os mestres traziam como novidades.
Segundo: ensine somente aquilo que você sabe que Jesus ensinou e que os apóstolos ensinaram; portanto, não invente.
Terceiro: veja quais são as implicações de suas opiniões em relação ao que já esteja revelado. Não tenha opinião que se choque com a revelação, nem ao menos de resvalo.
Quarto: creia que você se torna responsável pela mentira, pelo engano, pelo destorci mento, pela perda de rumo que seu ensino sugerir...
Quinto: saiba que sua falta de fé não deve ser sua mensagem, pois, por ela você será cobrado.
Sexto: por mais cheio de conhecimento que você seja, ainda assim não pregue se você apenas souber sem fé. Não anuncie nada sem fé. Nem mesmo um grande conhecimento!
Sétimo: saiba que aquele que ensina fabrica ideias e pensamentos. Portanto, veja o que você semeia na mente das pessoas. No fim, você será cobrado por todas as sementes híbridas que plantou ou por todas as sementes que você anunciou como sendo de uma qualidade, quando, de fato, eram de outra.
Leva tempo até que a Palavra seja decantada em nós.
Por isso, se diz que o neófito, ou recém, o novinho, o jovem imaturo, ou o homem empolgado, não deve sair pregando; antes, precisa dar tempo ao tempo e ver que qualidade de fruto será produzida em sua própria existência.
E mais:
Se em sua casa, com os seus, você não frutifica o Evangelho, por que haveria você de pregar a outros. Se você não faz o Evangelho mostrado em silêncio pela sua própria vida?
A seara é grande e os trabalhadores são poucos.
Mas Jesus mandou treinar e recrutar?
Não! Ele disse que se deveria pedir ao Senhor da seara para que Ele mesmo mandasse trabalhadores para a Sua seara!
Assim, melhor do que uma multidão de pastores que não sabem discernir entre a mãe direita e a esquerda, é ter apenas uns poucos pastores maduros, mas que façam tudo com amor e certeza em fé.
Não se apresse em levantar-se para pregar! Apenas compartilhe o que seja o amor de Deus em você.
Não se apresse em ensinar, deixe que a Palavra levante você.

Na íntegra, AQUI

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Reino de Deus é Paz, Justiça e Alegria no Espírito Santo







Amados irmãos, alimentem o amor e a alegria em suas vidas e sejam felizes para sempre.

Meditem neste provérbio:

Provérbios 17.22 “A alegria faz bem à saúde; estar sempre triste é morrer aos poucos.”

Amados, não alimentem a tristeza em vossas vidas, afinal o Reino de Deus é Paz, Justiça e Alegria no Espírito Santo. A tristeza não faz parte do Reino de Deus, a bíblia ensina que na presença de Deus, na terra que ele preparou para nós não haverá tristeza, dores, lágrimas. E Jesus anunciou: “ arrependei-vos pois é chegado o Reino de Deus”, ou seja, Ele veio para nos trazer a Paz, a Justiça e a Alegria. As tristezas que vocês alimentam são fruto da própria ignorância. Por não conhecer o Reino de Deus, não contemplar a totalidade da presença de Deus, de Jesus e do Espírito Santo de Deus em vossas vidas, vivem longe do Reino de Deus.

Precisam renovar as vossas mentes, os pensamentos, e não vos amoldar a este mundo, assim experimentarão a Boa, Perfeita e Agradável vontade de Deus. Romanos 12.2 (adaptação minha)

Não alimente a tristeza, ela só te fará adoecer e morrer mais cedo.
Alimente a alegria e seja feliz, viva com alegria e experimente a vontade de Deus, viva com alegria e perceba o Espírito Santo de Deus em você.

Quer ser saudável? Então, alimente a alegria em sua vida. 

Quer ter experiências com Deus? Então, viva com alegria. 

Quer sentir o Espírito Santo em você? Então, viva com alegria. Seja obediente à palavra de Deus, deixe a tristeza para trás e viva com alegria, olhando para a frente e vivento de forma abundante.

Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância”. 

Você tem vivido a vida abundante que Jesus anunciou? Não? Então jogue fora a tristeza, alimente a alegria em sua vida e então viva abundantemente.

Deixo algumas perguntas para que possamos analisar as nossas vidas e pensar na vida abundante que Deus já nos Deus e que não enxergamos:

1. Pelo que sou feliz em minha vida agora?
O que me deixa feliz? Como isso me faz sentir?

2. Pelo que me sinto excitado em minha vida agora?
O que me deixa excitado (motivado, estimulado)? Como isso me faz sentir?

3. Pelo que me sinto orgulhoso em minha vida agora?
O que me deixa orgulhoso? Como isso me faz sentir?

4. Pelo que me sinto grato a Deus em minha vida agora?
O que me deixa grato? Como isso me faz sentir?

5. O que mais Deus me permite desfrutar em minha vida agora?
O que eu desfruto? Como isso me faz sentir?

6. Em que me empenho em minha vida agora?
O que me faz Ter empenho? Como isso me faz sentir?

7. Quem eu amo? Quem me ama?
O que me faz amar? Como isso me faz sentir?

Deus te ama e quer te fazer feliz, permita! Mude o foco em sua vida!

Graça e Paz,

THALES Carvalho Messias


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Confissão...







Ó SENHOR DE MISERICÓRDIA,
Perdoa todos os meus pecados do dia, da semana, do ano,
todos os pecados da minha vida,
pecados da juventude, da maturidade e da velhice,
de omissões e comissões,
de mau-humor, impertinência e ira,
dos lábios, da vida e do viver,
da dureza de coração, da incredulidade, da presunção, da soberba,
da deslealdade às almas dos homens,
da falta de decisões ousadas na causa de Cristo,
de zelo insincero pela sua glória,
de trazer desonra ao teu grande nome,
da decepção, da injustiça, da deslealdade
em meus relacionamentos,
da impureza de pensamentos, palavras e atos,
da cobiça, que é idolatria,
de recursos acumulados indevidamente, desperdiçados levianamente,
não consagrados à tua glória, tu que és o grande doador;
pecados em oculto e no seio da família,
no estudo e no lazer, em meio à azáfama dos homens,
na meditação da tua Palavra e na negligência dela,
na oração sem reverência e frivolamente sonegada,
no tempo desperdiçado,
em ceder aos ardis de Satanás,
em abrir meu coração às suas tentações,
em ser descuidado, quando sei que ele está perto,
em extinguir o Espírito Santo;
pecados contra a luz e o conhecimento,
contra a consciência e as restrições do teu Espírito,
contra a lei do amor eterno.
Perdoa todos os meus pecados, sabidos e ignorados, sensíveis e insensíveis,
confessados e inconfessos,
lembrados ou esquecidos.
Ó bom Senhor, ouve; e ao ouvir, perdoa.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Só existe hoje




O dia do Deus da Verdade é, para o homem, o Dia Chamado Hoje.
O passado é uma lembrança.
O futuro, uma fantasia.

É no Hoje que se pode verdadeiramente viver.
Além disso, o Hoje é a porta da eternidade no tempo.
Eternidade e Tempo se tocam no Momento-Hoje.

O passado é história de memórias feitas palavras, letras ou marcos. E, portanto, pertence ao tempo que deixou de ser tempo e virou recordação.

O futuro é ficção, seja construído pela esperança, pela desesperança, pela indiferença, ou mesmo pela vontade de morrer — entretanto, para o homem, é apenas um sonho, uma fantasia boa ou má. A fantasia é o estelionato do que não sendo tenta passar pelo que é.

O Dia-Hoje é fé. Sim! Ele não é ficção porque É, existe. Ora, a fé é. É Certeza. É convicção. Desse modo, somente a fé serve ao Hoje, pois o Hoje é.
A verdade é.
Deus é espírito.
Deus é.

Por isso, o encontro com Deus é Hoje, pois, o Hoje é o ponto no qual a verdade se manifesta como espírito. O espírito é. Hoje carrega espírito e verdade. Hoje, portanto, é para o homem o único dia passível de ser Dia de Deus.

Sendo Deus o Deus da Verdade, que outra relação poderia ter Ele com os homens senão no Hoje?
Afinal, por mais verdadeiro que o passado tenha sido, já não é. E por mais verdadeiro que um dia o futuro venha a ser [exato em relação ao tempo no qual era sonho no passado] — ainda assim não é nada além de especulação; pois no dia em que se tem tal certeza, o futuro já não futuro, mas presente, e, assim, já terá feito a si mesmo passado em relação a si mesmo antes de virar presente.

Portanto, passado e futuro não são. O passado por ter sido, e o futuro por ainda não ser. E quando for já não será, pois, terá se tornado passado.

O Hoje, portanto, é o único ponto no qual a verdade se manifesta.

Por isso, Jesus não aceitou o passado como avalista do Hoje, e nem acatou o futuro como significação do Presente.

Foi por esta razão que Ele falou do passado com “porém” e avistou o futuro com “catástrofe”, e nem por isso deixou de verdadeiramente viver o Hoje sem saudades passadas e sem ilusões futuras.

Quem vive do passado não vive. Recordar não é viver; recordar é ter vivido.
Quem vive do futuro não vive. Projetar poder ser, mas ainda não é...; e, portanto, ainda não é vida, mas apenas uma projeção que pertence à fantasia.

A fé tem passado como esperança para hoje e tem futuro como certeza no agora. Assim, somente na fé — passado e futuro deixam de ser apenas memória e fantasia; pois, a fé atualiza tudo no Hoje, em verdade.

Por essa razão em Jesus não há destino. Afinal, que destino há se a única realidade que é, o é no Hoje?
Na fé o destino é Hoje; e, assim, se destina ao agora.

É por tal razão que para Jesus o significado de tudo está no Hoje.
Hoje é o dia. O único Dia.
O resto não é.
É  é Hoje.

Nele, nosso Hoje.

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