"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

IGREJA





No primeiro item, a passagem em Mateus 16:15.19 é usado pra afirmar que foi o próprio Jesus quem falou o termo ‘igreja’. Só que todos nós sabemos qual sentido Jesus deu ao termo IGREJA. Ele, que ‘derrubou o templo’ em demonstração prática do que seria IGREJA dali pra frente.

Não consta na Bíblia que Jesus fundou igreja. Nem, tampouco, que tenha mandado alguém fundar. A ordem que Ele deu foi para pregar o Evangelho a toda criatura. Jesus poderia ter aproveitado a oportunidade nesse momento em que os autores das traduções chamam de ‘A Grande Comissão’. Excelente oportunidade pra Ele estabelecer a igreja e suas normas em Seu nome. No entanto, Ele não fez isso nem determinou a ninguém que o fizesse.

Essa 'organização' que o autor fala é algo inerente ao homem. O homem precisa de ajuntamento pra compartilhar, pra ajudar, pra se reforçar com outros. Isso é comum união = comunhão. Então, nesses ajuntamentos, volta a praticar antigos ‘cerimonialismos’ para não esquecer a perspectiva de vida real com Deus; infelizmente, não está gravado em seu coração. Jesus não é suficiente. Ele precisa ir ao monte, precisa de lugares, precisa de sacrifício, precisa ‘se punir’ para voltar ao pó, à condição diária de ‘servo inútil’ que se dispõe a servir sem esperar QUALQUER recompensa, seja no Céu ou na Terra.  

No AT foram estabelecidas festas e celebrações, memoriais, altares, rituais bem elaborados e com datas definidas, tudo isso para que o homem não esquecesse quem era o seu Deus assim como todas as coisas que Ele havia feito. Na Nova Aliança isso tudo foi abolido porque esse altar foi transferido para dentro do nosso ser! Nosso coração, nosso espírito, nossa consciência! Portanto, não se pode dizer que esse ajuntamento/instituição foi ordem de Jesus. Quem quiser diga, mas assuma que está usando O NOME. Aí é com a consciência de cada um.

No segundo item, onde é colocada a passagem em Mt 18:15.20, Jesus estava modificando aquilo que foi estabelecido drasticamente no AT (Dt 17.6; 19.15) no sentido de, primeiro tentar resolver o conflito por meio do diálogo, pela conversa franca, com o depoimento isento de quem presenciou o evento. Se não funcionasse, levasse o caso à igreja. Se ainda assim a igreja não desse ouvidos, então considerasse o 'vacilão' como ‘gentio ou publicano’, que era o que havia de mais reprovável e excludente naquela época. Vemos aqui um fragmento do que representava o RIGOROSO sistema jurídico/religioso, já que naquela época, tanto do AT como nos tempos de Jesus, a religião era quem determinava a sentença.

Lembremos que quando Jesus diz ‘igreja’, ele não se refere à instituição e seus líderes, mas ao grupo de irmãos que ora se formava e que, comungando da mesma ideia de ética e justiça, é colocado para analisar a situação em questão. Inclusive, diga-se de passagem que, naquele contexto, a instituição religiosa e seus líderes era o que Jesus mais repudiava em termos de fazer justiça.

Portanto, em nenhum momento nessa passagem, Jesus está exaltando igreja/instituição, MAS GRUPO que comunga a mesma ideia e teria interesse em resolver problemas de relacionamentos.  Muito me admira alguém como Nicodemus falar nesses termos e, achando pouco, relacionar isso a 1Co5 quando ali o assunto era algo totalmente inaceitável que não requeria diálogo. Tratava-se de incesto, algo ultrajante!  A lei judaica proibia o filho de casar-se com a madrasta, pois esta era como mãe!!! Nessa passagem um rapaz se envolveu com a esposa de seu próprio pai. Por isso a advertência para não se associar com os ‘impuros.

Em relação ao terceiro item, há um erro, talvez de digitação, pois ele faz referência a 1Tm 31.13, quando essa carta só tem seis capítulos. De qualquer forma - como trata de organização/hierarquia - sabemos que, por menor que seja um grupo, organiza-se um ‘corpo funcional’.  Dando continuidade, o quarto item reafirma a necessidade dessa hierarquia. Porém, o grande equívoco nas denominações religiosas é que, quem ‘lidera’ se acha no direito de ser capataz da fazenda de Deus. Aí vem Jesus e nos dá uma lição enfática sobre esse lance de SER O MAIOR.  (Ver Mt 20:26.27; 23:11 – Mc 9:35; 10:43.44 – Lc 22:26).

E, no quinto item, vemos a parte dos rituais. Ele afirma que 'Jesus também mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dele'. Ora, o que Jesus fez foi mudar o foco! Ele disse apenas que fizesse em sua memória, Ele não ordenou a celebração.  Até porque já havia uma celebração. A principal festa judaica: uma ceia especial onde se matavam cordeiros para fazer as celebrações da Páscoa. E que foram abolidas A PARTIR DE JESUS.  

E o que eu acho mais CONTRADITÓRIO e que, inclusive, DERRUBA TUDO QUE ELE MESMO FALOU ANTERIORMENTE é que, depois de usar partes da bíblia e das cartas para embasar sua tese, ele mesmo ANULA tudo que disse, com a seguinte pérola:

'Para mim a Igreja de Cristo é muito mais do que uma denominação – inclusive a minha. As igrejas denominacionais instituídas e organizadas não são a única expressão válida da Igreja de Cristo. Onde houver um grupo de cristãos que fazem estas coisas prescritas por Jesus e pelos apóstolos (itens 1 a 5 acima), ali está a igreja, ainda que imperfeita'.

De que foi dito lá, só tem correta essa frase: 'Para mim a Igreja de Cristo é muito mais do que uma denominação – inclusive a minha. As igrejas denominacionais instituídas e organizadas não são a única expressão válida da Igreja de Cristo’. 

O restante do parágrafo (bem como praticamente o texto todo) é leviano e tendencioso no sentido de fabricar igrejas: ‘Onde houver um grupo de cristãos que fazem estas coisas prescritas por Jesus e pelos apóstolos (itens 1 a 5 acima), ali está a igreja, ainda que imperfeita'. - Além de determinar o que seja a ‘doutrina de Jesus’, rebate o que disse Jesus sobre dois ou três reunidos em Seu Nome.  

Ora, minha gente, tudo que Jesus ‘prescreveu’ resume-se ao AMOR! Ele manda fazer discípulos ensinando a guardar os seus mandamentos: amar a Deus e ao próximo. Como diz um pastor muito conhecido: tão simples quanto desconcertante!

Infelizmente, os líderes religiosos não entenderam nada. Pegaram o que disse Jesus e transformaram em sistematização religiosa pesada que nem eles mesmos aguentam!

Que pena...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Eleotério disse...



Eleotério disse:
Quando passei a crer em Cristo e na Vida Eterna no céu, entendi que necessitava de um lugar para cultuar a Deus e a Cristo.

A Palavra de Deus diz que quando passamos a crer em Cristo, entendemos que a nossa ‘vida eterna’ começa aqui na Terra e que o lugar de culto é no chão da existência. Aprendemos que Deus e Cristo são um só. ‘E o Verbo se fez carne e habitou entre nós’. (João 1.14)

Com a Nova e Eterna Aliança, os hábitos antigos perdem sua função. A partir de Jesus, não se cultua mais a Deus em lugares (Atos 7:48.49.50.51). Ele habita nos corações e o culto se faz no ser e se aplica na prática. Lugar de ajuntamento a que chamamos de igreja não é a morada Dele. Além de tudo, 'Deus não tem nenhum lugar de culto fora do amor ao próximo' - disse o pregador.

Eleotério disse:
Passei a ser membro na CCB, onde vou cantar louvores, orar, buscar consolo espiritual para alma, minha alma entre outras coisas.

A Palavra de Deus diz que Jesus condenou com firmeza a doutrina de homens que promove uma exterioridade vazia e que, num processo gradativo e sutil, leva a confundir igreja/denominação/instituição com presença constante de Deus na nossa existência. Com estes que assim agem e pensam, Jesus não teve misericórdia, chamando-os de hipócritas! (Ver Marcos 7)

O culto verdadeiro jamais se confunde com LOCAIS onde se louva a Deus em grupo. Locais, geralmente se transformam em instituições religiosas que ditam regras e mais regras conforme suas próprias doutrinas. Usando o nome de Jesus. Quando alguém diz que necessita ir a um lugar determinado onde ele crê que Deus lá está, e para que assim encontre consolo para a alma, está afirmando claramente que Deus está em lugares, e não, habitando dentro do próprio coração.

Nos tempos da Antiga Aliança, quando havia arrependimento e se fazia confissões coletivas, Deus já repreendia aqueles que confiavam no templo como garantia espiritual (Jeremias 7). Naquela época, em que os rituais ainda eram importantes, Deus já deixava claro que apenas o arrependimento e a justiça trariam libertação, e não os rituais, a celebração, a liturgia.

Eleotério disse:
Na CCB os irmãos sentam de um lado e as irmãs do outro, achei bom pois evita que as pessoas misturem culto com esposa, namorada, etc.

A Palavra de Deus diz: 'negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição de homens’ (Ver Marcos 7). Os líderes religiosos estabeleceram regras que foram compondo a tradição oral de suas crenças.  Criando um sistema próprio de interpretação para preservar e demonstrar ‘a lei de Deus’. Incorporando certos usos e costumes que eles mesmos passaram a acreditar e divulgar entre seu povo, que serviam para medir a santidade e a impiedade das pessoas, colocando-se acima das Escrituras. Esse costume judaico imitado por algumas denominações (ditas cristãs), difere da forma gritante do que fazia Jesus em seus dias missionários (e que nos manda imitá-Lo).

Contrariando os hábitos judaicos, Jesus rompeu com os rituais. Nunca ensinou nas sinagogas. O fazia à beira do rio, nos montes, no caminho. As pessoas se aproximavam juntas para ouvir o que Ele tinha a dizer:  jovens, namorados, amantes, adultos, crianças, homens e mulheres, casais, solteiros, prostitutas, malfeitores, todos com seus problemas. Era um culto de ‘tudo junto e misturado’. Fora do templo!

E assim, em todos os sentidos Ele derrubou o templo, seus hábitos e rituais que determinavam santidade. E, mesmo assim, os religiosos foram reconstruindo tudo aquilo que Jesus havia derrubado. Estes, ainda hoje não entendem o que diz Jesus há mais de dois mil anos: ‘publicanos e meretrizes vos procedem no Reino de Deus'. Apegados a seus próprios rituais, regras, dogmas e doutrinas, inventaram um novo evangelho, afirmando que  tudo que lá fazem é em nome de Jesus.

Eleotério disse:
As irmãs usam véu. Cobrem o cabelo e o homem (que é sua cabeça) que são a glória da mulher obedecendo Corintios que afirma que a mulher DEVE(deve) cobrir a cabeça com o véu, etc. Deve vem do verbo obrigação, nada a ver com costume na cidade de Corinto.

A Palavra de Deus diz: ‘Eis que O VÉU do santuário se rasgou em duas partes DE ALTO A BAIXO’; tremeu a terra, fenderam-se as rochas’. Mateus 27.51  (caps meus).

O grosso, pesado e enoooooorme véu do templo que separava o homem de Deus, foi rasgado de alto a baixo (ou seja, nenhuma mão humana seria capaz de fazer isso).  Sua presença era para lembrar a constante separação entra a humanidade e Deus. Mas, em Cristo, foi anulado; perdendo sua utilidade para estarmos em Sua presença (Hb 4.16).

E o que dizer de um pedacinho de pano hoje visto em cabeças femininas em algumas igrejas? Qual a sua serventia diante do sacrifício de Jesus? A Palavra de Deus diz: nenhuma! O fato de ter sido rasgado significa o momento oportuno (conforme falava o profeta) da remoção da barreira que havia entre Deus e QUALQUER PESSOA que aceita o sacrifício de Jesus .

A referência que Paulo faz tem uma analogia de reverência e submissão voluntária feita ÀS ESPOSAS (E não às mulheres de modo geral), aos maridos e à igreja. A mulher como ‘glória do homem’ era um conceito que remetia ao papel do marido. O marido, por sua vez, tinha compromisso com a esposa.  E, embora parecendo contraditório, Paulo deixa claro que não havia superioridade nem inferioridade entre homem e mulher, apenas papéis culturais diferentes  (época em que a mulher nem podia se dirigir ao homem em público!) Isso fica muito simples e fácil de assimilar quando se entende todo o contexto no qual tudo ocorria. Não podemos trazer isso para os dias atuais e transformar em doutrina em nome de Jesus. E, MENOS AINDA: aplicar o seu uso na igreja como sendo premissa de salvação. Pegar esse trecho escrito em uma carta de Paulo e aplicar na igreja/denominação como sendo mandamento de Deus, é um dos maiores equívocos doutrinários que tem acontecido. Fazer por costume religioso, hábito que se engessou, é outra história. Mas querer que essa tradição religiosa seja obedecida como OBRIGAÇÃO, como mandamento de Deus é, no mínimo, temeroso. Nenhum dos mandamentos de Deus está relacionado a performances, exterioridades. E, sim, a TODOS os desejos do coração. Porque é do coração que procedem maus desígnios (arrogância, indiferença, pretensão, falta de compaixão, enganos),  homicídios, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. Isso é o que contamina o homem, pois sai da boca vindo do coração. (Ver Mt 15:18.19.20)

Eleotério disse:
Tem aprox. 300 mil músicos, afora organistas. A maior orquestra do planeta !!   
  
A Palavra de Deus diz: Vaidade das vaidades, diz o autor de Eclesiastes a tudo que representa transitoriedade.   Deus ignora os palcos, os altares esplêndidos! Quando Balaão se encontra com Deus vai logo dizendo a quantidade de altares e ofertas especiais que preparou, mas Deus não lhe deu atenção indo direto ao ponto, colocando  a palavra em sua boca. O palco e o holocausto ficaram de lado e o Senhor o compeliu a falar verdades importantes sobre Israel.  E o que oferecemos quando estamos praticando ‘louvor’ coletivo e programado, Deus simplesmente ignora todas as pompas e olha diretamente para cada coração. Todo aparato vaidoso que o homem prepara com tanto esmero não tem qualquer valor para Deus. Não há número de fiéis, não há templo erigido, não há orquestra com seus instrumentos mais brilhantes e sons mais harmônicos. Deus não precisa que lhe amaciem o ego. O homem, sim!  O homem precisa de bajulação, de reconhecimento, de aplauso! Deus quer que anunciemos A BOA NOVA ao mundo.

Eleotério disse:       
Os homens e mulheres são orientados para irem aos cultos com vestimentas sociais, em demonstração de respeito ao Pai, Filho e Espírito Santo que alí se apresenta.

A Palavra de Deus diz:
O respeito ao Pai, Filho e Espírito Santo não se mede pelas vestimentas (sociais ou ‘a passeio’, informal ou ‘grunge’. Respeito (reverência) brota tão somente da disposição sincera do coração que reconhece a Soberania.

Jesus nos diz de diversas formas:
- Vem a mim do jeito que estás. Eu não ligo para tuas vestes exteriores. Quero te dar vestes espirituais. Desce daí, que eu hoje vou jantar na tua casa - disse Jesus a Zaqueu, mesmo conhecendo a roupagem sinistra da sua alma. Jesus poderia ter ido jantar na casa do impecável judeu com suas vestes e filactérios expostos ostensivamente para chamar a atenção para a sua suposta lealdade com as Escrituras. Mas, não. Jesus rejeitava esse tipinho arrogante. Ele quer tocar a alma e o coração do ‘perdido’ com a Sua presença. Ele detestava e continua detestando  o que se acha ‘achado’.

Jesus prefere dizer:
- Quando você vestir as minhas vestes espirituais, todo o teu ser será ético, sensato, equilibrado e tu saberás como entrar e sair em qualquer lugar, seja no ‘lugar de culto’ ou no verdadeiro lugar de culto, que é realizado na própria vida, no caminho. Sem que seja necessário o ‘sacerdote’ de plantão dizer que tipo de vestimenta é apropriada pra essa ou aquela ocasião.

Jesus usou uma metáfora à igreja de Laodicéia que se achava completa, rica e abastada. Ele propôs que adquirissem DELE, ‘riquezas’, vestes e colírio. Aqueles, cegos pela própria auto suficiência, nem frios nem quentes, estavam a ponto de ser vomitados da boca do Senhor. Justamente quando se achavam abastecidos de tudo, Jesus dizia: - nem sabes que és infeliz, miserável, pobre e nu.

Ironicamente, eles tinham o que representava o ouro e a riqueza (bancos), os medicamentos (escola de medicina) e as melhores vestes (indústria têxtil).  Em meio a toda essa performance de famílias perfeitinhas, típicas de comercial de margarina, Jesus se oferecia para jantar em suas casas. Casas que não são de pedra. Casas que são de carne. Casas chamadas corações.

Eleotério disse:
Todos os hinos são Sacros pois a melodia não é para agitação da carne e sim ligação da alma com Deus.

A Palavra de Deus diz: louvai ao Senhor ao som de trombeta, com saltério, harpa, instrumentos de corda, flauta, CÍMBALOS SONOROS E CÍMBALOS RETUMBANTES. Esses que pensam que a Deus só são agradáveis sons como os da harpa não têm noção do som que produz um címbalo sonoro e um címbalo retumbante. Aliás, nem sabem o que é címbalo! (Tia Wiki, socorre aqui)

Não se classifica um hino a Deus pela ‘melodia’ e, sim, pelo louvor sincero e verdadeiro. A ‘ligação da alma’ para com Deus não se faz com ‘música sacra’. Não existe ‘hino sacro’ e sim hino de louvor a Deus. Existe o homem inspirado por Deus para exercitar o que Ele deu. Na música, por exemplo,  qualquer estilo e qualquer instrumento utilizado com louvor sincero, é agradável a Deus. Até a música que 'não fale de Deus'.

Diga-se de passagem: louvor não está limitado a canção. Louvor é uma adoração do coração e deve ser feito em todo o tempo ( Sl 34.1); não tem um lugar específico para acontecer  podendo ser expresso por meio de palavras e de música ( Sl 33:1.2.3); e não se louva a Deus por bênçãos ou súplicas. Se louva a Deus pela Sua grandeza (Sl 150.2). Deus é digno de louvor ( Ap 5.12).

O que liga nossa alma com Deus não é ‘o estilo’ da música. O que nos liga a Deus é o sangue de Cristo.

Eleotério disse:
A liturgia nos cultos são iguais em aprox. 20 mil templos no Brasil. Somente o Espírito Santo poderia fazer o povo aceitar liturgia iguais.

Cada denominação religiosa tem sua própria liturgia e todas as suas ‘afiliadas’ seguem o mesmo modelo litúrgico. Isso é organização do homem. Deus lhe deu essa capacidade. Toda instituição religiosa de certo porte segue um determinado padrão estabelecido pelos seus líderes, que, por sua vez, é acatado por aqueles que se identificam com 'a cartilha religiosa'. Não há nada de sobrenatural nisso.

Eleotério disse:
Não cobra dízimo, lembrando que o tal nunca foi dinheiro ou moeda, mas, era 10% da colheita e levavam até os levitas que cuidavam do templo e depois distribuíam aos necessitados, órfãos e viúvas. Não encontra-se no novo testamento após a morte de Cristo, nenhum ponto falando do tal dizimo que foi substituído pelas coletas voluntárias(dá o que quer) e ao mesmo tempo em segredo, cumprindo o mandamento de Cristo; O que mão direita fizer a esquerda não saiba. Na obrigatoriedade do dizimo os pastores e administradores sabem quem deu e quanto a direita deu……Quem não dá é ladrão de Cristo !……rs,rs…….

A política e a religião se fundiam num único poder, e as taxas (ou impostos) eram chamadas de dízimo, que era pago na forma de bens. Ou seja: o pagamento do dízimo era obrigatório. Fazia parte da cultura socioeconômica e religiosa daquele contexto histórico. Como aquela cultura era essencialmente agrícola, então a grande maioria  exercia sua obrigação conforme o que plantava e colhia.

Jesus criticou os fariseus hipócritas que davam rigorosamente o dízimo ‘da hortelã, do endro e do cominho’ mas não exercitavam a justiça, a fé e a misericórdia. Entretanto, não consta que Jesus tenha condenado o dízimo. De modo contundente, Ele fez mais uma severa crítica aos fariseus hipócritas que cumpriam, de forma rigorosa, apenas uma parte da lei. E a parte que tinha ligação com o próximo eles negligenciavam (Mt 23.23).

Jesus não proibiu o dízimo, ao contrário:
- devíeis, porém, fazer ESTAS coisas (dízimo) sem omitir aquelas (justiça, fé e misericórdia). O que desmente a afirmativa de que o NT substituiu dízimo por coleta voluntária. Sensibilizado com tamanha pobreza na Judeia, Paulo mobilizou outras igrejas  organizando coletas para amenizar tanto sofrimento, conclamando os mais abastados a contribuir de suas abundâncias às necessidades do pobre. Enfatizando, entretanto, que os pobres deveriam trabalhar e sustentar-se fazendo o melhor, conforme suas habilidades. (2Co 8: 1-15)

Tem denominação que não cobra dízimo mas, usando equivocadamente o que diz Jesus (dar com a direita que a esquerda não saiba), FAZ COBRANÇA de oferta em seus discursos terroristas revelados no púlpito. Ora, como cobrar, se é oferta?!! Assim, a oferta perde o seu sentido literal e passa a ser uma aflita obrigação, já que se pressupõe um mandamento de Jesus, afinal ele ‘manda’ dar com uma mão e que outra não veja; ora, Ele não ordena que dê. Ele ordena que o faça daquela maneira. Aí a doutrina transforma numa equivocada obrigatoriedade travestida de oferta, que muitas vezes a pessoa não tem condição de fazer e se sente terrivelmente oprimida pela exigência que vem sempre em forma de ‘palavra revelada'.

Portanto, a oferta não é mandamento de Jesus nem foi inventada no NT. Nos tempos da Antiga Aliança já se fazia oferta. (Êx 35.21 e 36.7). No Novo Testamento, a ênfase é colocada no coração do que crê como também em sua atitude. Paulo declara que o ‘dar’ do cristão é uma questão de convicção diante de Deus.

O que eu estranho muito, é que alguns denominacionais só se lembram da parte que Jesus disse que é pra ‘dar com a direita de maneira que nem a esquerda veja’. Estes, em vez de sistematizar algumas partes bíblicas, deveriam entender o sentido de doação; o sentido de oferta que Jesus nos diz na Sua própria oferta de Si mesmo. 

Um coração generoso é marcado pela evidência da ação do Espírito de Deus. Dedicar tempo, energia e dinheiro é uma resposta natural do coração que se dá conta da graça (favor imerecido) que recebeu profusamente de Deus. (Ef 1:7.8.) Dando sem esperar recompensa. Sem acumular bonificações nem na terra nem nos céus. Livre das amarras doutrinárias.

Eleotério disse:      
Os ministros, porteiros, músicos não são assalariados.
Não comercializam, videos, Cd’s, DVD’s, livros escritos por teólogos e ou doutores.
Os ministros não participam de política, não pregam na TV nem no Rádio nem distribui revistas.

Várias instituições religiosas sérias que eu conheço não têm assalariados em seus quadros, não participam de política, não pregam na TV nem no radio nem distribuem revista de sua igreja; não sendo, portanto, tais requisitos, nenhum mérito de uma denominação isoladamente. Nem sinônimo de bonificação junto aos porteiros dos céus.

Por outro lado, não consta que  Jesus tenha condenado a divulgação, a publicidade, a mídia. Ele só não queria que alardeasse seus feitos porque ainda não era chegada a hora. Mas quando tudo se cumpriu Ele mesmo deu a ordem: IDE e pregai o evangelho a toda a criatura.

Ele não restringiu métodos nem determinou quais métodos deveriam ser usados. Ele mandou ‘ir’. Tem igreja que pega esse ‘ide’ literalmente e envia missionários pelo mundo afora. (Mas isso é outra história). Esse ‘ir’ acontece no caminho. Na vida. Na existência. Algumas igrejas usam largamente a eficaz ferramenta do ‘boca a boca’e isso é publicidade também, oras. (Que grande tolice essa de se achar a santa e imaculada nova jerusalém aqui na terra).

Paulo e seus discípulos são prova inconteste de que se deve usar largamente os recursos de comunicação que existem ao dispor, utilizando-os para expandir o Reino.

Quanto a leituras, Paulo era o primeiro a ler, estudar e pesquisar ‘outros livros’ de ‘teólogos’. Em uma de sua cartas a Timóteo ele diz:

- Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, BEM COMO OS LIVROS, ESPECIALMENTE OS PERGAMINHOS. 2Tm 4.13 (Caps meus).

Se há quem comercialize livro, cd, dvd, usando o nome de Deus para enriquecimento pessoal, isso é lá com cada um e Deus. Não se pode usar isso como parâmetro para exaltação de uma denominação cujos membros não têm essa prática. Ou seja: isso também não serve como parâmetro para receber bonificação junto aos porteiros dos céus (parte três).

Eleotério disse:
Mesmo sem nenhuma publicidade ou força da midia é composta de aprox. 3 milhões de membros que são enumerados ao participar da Santa Ceia.

Deus não se impressiona com números. As seitas estão aí mundo afora abarrotadas de fiéis em suas celebrações religiosas. Quanto a 'Santa Ceia', fato curioso é que os apóstolos procuravam um lugar especial para sua celebração e Jesus descartou qualquer lugar suntuoso preferindo em casa de um homem comum que fazia trabalho de mulher. (Dificilmente um homem era visto com um cântaro, isso era exclusivo de mulher). Um mero cenáculo que mais tarde foi transformado em 'O Cenáculo', parte do que hoje é um templo e foi onde Jesus realizou a ceia, mas que, na verdade era um lugar comum, de uma casa comum, onde se jantava e que era no máximo, espaçoso. Essa coisa de transformar tudo em pompa sagrada e religiosa é invenção do homem. Muita pompa (exterioridade) e pouca sinceridade.

Eleotério disse:
Tem os que não tomam pois não batizaram e congregam constantemente e não participam da contagem da Santa Ceia. Totalizando aprox. 7 milhões de membros.

Como já falei: não precisa de força da mídia pra conseguir publicidade. A propaganda boca a boca é ferramenta poderosa,  seja positiva ou negativa a propaganda que se faz.  Torna-se ainda mais poderosa e eficaz quando associa-se à prática desse tipo de divulgação,  a valorização da tradição oral que afirma ser a correta diante de Deus.  É batata! O povo vem aos milhares, feito robô. No caso de algumas denominações, além de se fazer os comentários que vão passando de boca em boca, tem o apelo forte do proselitismo recheado de ‘testemunhos’ (geralmente misteriosos e sobrenaturais) que despertam a curiosidade do mais simples, do mais susceptível e do mais vulnerável devido às  circunstâncias.

Em relação a números, já foi dito nas entrelinhas que é pura vaidade tola de denominacional infantilizado e que Deus nunca se impressionou com números. Multidões seguiam a Jesus mas só porque estavam interessadas em alguma benção. Jesus sabia tanto disso que já mandava deixarem um barquinho à Sua disposição para quando percebesse que as multidões O comprimiam demais (Mc 3:8.9).

Eleotério disse:
No lugar de cursos bíblicos aos ministros tem reuniões ministeriais, semanais, mensais, bimestrais e anuais onde reunidos decidem o que fazer.    
          
Reuniões para tomada de decisão, toda instituição religiosa que se preza, faz com frequência. Isso TAMBÉM não é mérito de uma denominação específica. Toda entidade religiosa SÉRIA estabelece sua estrutura organizacional, agendando as atividades relativas à sua funcionalidade. O que tem de especial nisso? Uma coisa é estruturar o corpo organizacional de uma instituição. Outra coisa é fazer ‘curso bíblico’. Organização na agenda não exclui estudo sistemático. 

Eleotério disse:
Não tem mestres nem papa, que vai de encontro ao que Cristo disse; A ninguém chameis de mestre e ou pai, etc, etc…………..
Afora tudo isso tem outras coisas que eu li na biblia e confere.

A Palavra de Deus diz: 
Dar­vos-eis pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento  e com inteligência. (Jeremias. 3:15).

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. (Efésios 4:11.12)

O intrigante nessa história é que certos líderes religiosos condenam quem chame de ‘pai’, mas com seu rebanho agem como verdadeiros pais. Mas pais na sua forma mais tenebrosa e sombria. Se mostram donos dos seus ‘fiéis’, apresentando-se como pais turrões, castigadores, carrascos, cruéis e sem a menor compaixão. Achando-se no direito de constrangê-los, tiram sua liberdade reprimindo-os e oprimindo-os, levando-os a um sofrimento e vergonha ao publicar a conduta imprópria do ‘filho espiritual’. Estranho, muito estranho... Esse tipo de publicação é permitido. Tudo isso em nome de um Jesus que, ao contrário, acolheu os oprimidos, os envergonhados, os marginalizados.

Pegando carona nas palavras do próprio Eleotério, ‘afora’ tudo isso tem MUUUUITAS outras coisas que ele afirma e que EU NUNCA LI NA BÍBLIA, portanto não confere!

Eleotério disse:
Embora eu vejo falhas em alguns ministros e até alguns ensinamentos que precisam ser atualizados, considero a denominação que mais aproxima dos pontos doutrinais da bíblia.

‘Falha em alguns ministros’ nunca foi a questão. Aliás, falha sempre vai haver em TODOS os ministros de qualquer denominação religiosa. Sua natureza humana atesta isso! A grande questão é o erro doutrinário que acarreta essa falha em alguns ministros que vão se tornando bitolados, engessados, robotizados e robotizantes.

E termino ‘concordando’ quando o ilustre idólatra denominacional 'fecha' ao dizer que sua denominação é a que mais se aproxima de ‘pontos doutrinais da bíblia’. É verdade. Foram retirados uns PONTOS DOUTRINAIS da bíblia e sistematizados em uma doutrina. Doutrina que ele mesmo resume acima.

Mas... E o único ministério que me foi confiado por Deus?! O da reconciliação com Deus, comigo mesma e com o próximo...

Evangelista Cristão servidor somente de Cristo, falando o porque cultua(congrega) na CCB.

Regina Farias, como discípula de Jesus, buscando na Palavra de Deus (Atos 17.11) o porquê de se cultuar FORA das quatro paredes da religião.







terça-feira, 12 de novembro de 2013

CLAP, CLAP, CLAP!!!


Não consigo entender porque algumas pessoas insistem em dizer que Cristo proíbe isso e aquilo.
A proibição da vez nas pérolas que li de ontem pra hoje é sobre PALMAS. (Affff)
Não que eu esteja surpresa com esse comentário. Ao contrário! Já ouvi muito nos bastidores religiosos sobre uma salva de palmas ser algo abominável aos céus (?!), embora nunca tenha engolido isso como verdade absoluta. 
Procuro na bíblia palavras de Jesus por meio das quais Ele condena aplausos... E não consigo encontrar! Porque eu devo confessar que, até onde eu sei pelos meus parcos conhecimentos bíblicos - equilibradamente e de acordo com o bom senso - os aplausos de um público para uma pessoa, ou de uma pessoa para outra, também são bíblicos.
Vejo em II Reis 11.12 que as pessoas aplaudiram durante as cerimônias de coroação do rei Joás.
'Eles o constituíram rei, e o ungiram, e BATERAM PALMAS, e GRITARAM: VIVA O REI!' (CAPS MEUS)
Vejo o salmista convocando os povos a bater palmas para Deus (47.1) mas não vejo uma chamada rigorosa e neurótica dizendo ‘batam palmas SOMENTE para Deus, viu?!’
Pelo meu simples e limitado estudo bíblico (preciso ler mais a bíblia rss) tenho aprendido que bater palmas durante uma apresentação artística, assim como para determinado cantor ou até mesmo para um ministro da Palavra, no sentido de dizer que estou louvando a Deus pelo talento destes, não há nenhuma desaprovação por parte de Cristo.
Tenho aprendido ainda que tudo depende da conotação, do sentido que se dá, da intenção no coração. Jesus disse que tudo procede de dentro do nosso coração, apontando onde está, de fato, a fonte de toda a impureza e que é isso que nos contamina e contamina a outrem.
Ora, minha gente. Menos, né?! Qual o mal em parabenizar uma pessoa de alguma forma, seja com palmas, um abraço efusivo, um discurso, assobios e sons similares? Na minha humilde opinião, significa agradecer sinceramente a Deus pela vida da pessoa que está sendo ovacionada. É, simplesmente, comemorar com alegria mais calorosa (acompanhada de palmas ou não) por perceber que Deus está usando alguém. Seja dentro ou fora dos portões eclesiais. Isso é perfeitamente saudável. Seria uma espécie de ‘amém’ (assim seja) diante da grandeza de Deus na vida daquela pessoa. Afinal, o fato de não dizer o nome de Deus não significa que não se trate de um coração eternamente agradecido a Ele.
Ou seja, no mínimo, a homenagem a homens pelos seus feitos por meio de palmas é um mero gesto cultural, o que não significa, portanto, que estamos adorando e colocando alguém em pé de igualdade ou superior a Deus.
O que passar disso é mera crendice doutrinária de quem usa O NOME para justificar mais um dos itens de sua longa e cansativa lista de proibições; nesse caso, apenas baseado em algumas passagens (Todas no AT, diga-se de passagem), onde palmas indicam zombaria.
Estranhamente, tenho percebido que muitos líderes religiosos se orientam e orientam seus robôs, digo, seu rebanho, pela antiga aliança, anulando a Boa Nova…
E não que seja irritante... Mas que é intrigante, isso é! Intrigante e contraditório. Afinal, trata-se de gente que usa largamente o Nome de Jesus. Enfim, deve ser irritante pra Jesus. Vai saber...


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Pastores e Pastoras

Palavras do SENHOR:
‘Dar-vos-ei PASTORES segundo o meu coração, que vos apascentem com CONHECIMENTO e INTELIGÊNCIA’. (Jr. 3.15 – Caps meus)
Paulo esclarece aos efésios (cap 4) sobre a cooperação de uns na edificação de outros, ‘seguindo a verdade em amor’, crescendo em Cristo, num corpo bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda JUNTA, segundo a justa COOPERAÇÃO de cada parte, edificando a SI MESMO em amor.
Particularmente no versículo 11 do mesmo capítulo ele diz:
‘… E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para PASTORES e MESTRES…’
Isso para a edificação em comunidade! JAMAIS para que alguém tenha um título superior em relação a outro!
Paulo fez várias referências à expressão COOPERADOR, fazendo clara alusão a algumas MULHERES como COOPERADORAS suas.
Febe, mulher gentia, rica (viajada, moderna, negociante) e culta, foi muito recomendada por Paulo aos cristãos em Roma como ‘irmã’ , ‘serva’, ‘santa’ e ‘protetora’ , termos transliterados ainda como ‘diaconisa’ cuja raiz grega significa ‘aquela que ministra ou serve’. Palavra que descreve várias mulheres da Igreja Primitiva, como Lídia, outra influente mulher de negócios, solteira, de respeitada posição social e que se dedicou a ‘atender’ na Igreja Primitiva. (At 16:11.15) Do mesmo modo com Estevão (At 6:1.7). Ambos com as MESMAS funções ‘eclesiais’.
Quando ele pede pra recomendar a Priscila e Áquila, ele diz “meus cooperadores em Cristo Jesus”, citando O CASAL e não somente o marido.(Rm 16 v.3)
As filhas de Filipe também trabalhavam na Igreja Primitiva, não constando que elas fizessem apenas ‘coisas de mulher’.
Inclusive, diga-se de passagem, que não há qualquer contradição com a ESPECÍFICA admoestação na carta a Timóteo (como tb na carta aos coríntios) quando ele puxa a orelha de mulheres, entre esposas de líderes, que querem assumir a posição destes com seu exibicionismo, falta de conhecimento e sabedoria. Essas devem mesmo ficar caladas. Assim como certos homens também. Não há nada de exclusivista muito menos machista nisso. É só ler o contexto que se entende com toda clareza, e, principalmente, cai por terra todo ensinamento equivocado a esse respeito.
Tem o caso típico de Evódia e Sínteque (Fp 4) que eram reconhecidas por ele devido ao seu estilo de LIDERANÇA, mas que ele também deu seu puxãozinho de orelha porque pintou uma competitividade, um ciuminho que estava afastando uma da outra e o cuidado de Paulo era que elas focassem o pensamento no Corpo de Cristo.
O que não podemos, é impor a Paulo um caráter machista quando, na verdade, ele contou com a participação efetiva de algumas mulheres, para as quais ele deu a devida atenção e elogios.
Quando ele critica os divididos infantis espiritualmente que dizem de maneira infantil, ‘eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas…’ a referência que ele tem é que isso estava acontecendo na casa de uma MULHER: Cloe. É certo que pouco se sabe de Cloe mas demonstra que Paulo tinha muitas mulheres como amigas e que ele as estimava como amigas e co-herdeiras do Evangelho. Ainda que ela não fosse uma líder eclesiástica, não tivesse uma ‘função’ religiosa ou um título, é uma forma de entendermos o quão eram (e são!) VALIOSAS suas colaborações na construção do corpo de Cristo. Corpo esse que não responde pelo nome de uma denominação específica. Nem na Igreja Primitiva tampouco nos dias de hoje.
O objetivo de Paulo era impor uma nova concepção conforme o que Jesus havia pregado sobre a vida espiritual, desfazendo conceitos, erradicando costumes, mudando a visão e o pensamento dos novos convertidos.
Esses são apenas alguns exemplos estritamente bíblicos de que não há qualquer imposição divina sobre a mulher não gozar do privilégio de evangelizar. Ao contrário! Jesus teve um relacionamento impressionante com as mulheres ao seu redor, quebrando todos os paradigmas já naquela época! A começar do seu nascimento, quando poderia ter sido usado de qualquer outro expediente e, no entanto, Deus usou uma menina comprometida (noiva), sabendo que, diante daquela cultura, tal acontecimento acarretaria implicações sociais devastadoras.
Pois é… 
Enquanto Deus age como quer, triunfando sobre TODOS os dogmatismos, o homem se acha no direito de impor regras, PRETENDENDO limitar o próprio Criador!
Já passou da hora de se rever alguns conceitos e parar de pregar equívocos em nome de Deus.

TEXTO RELACIONADO:


sexta-feira, 7 de junho de 2013

DOM DE LÍNGUAS



Com o advento do pentecostalismo, a igreja Cristã começou a ser conhecido através da manifestação dos dons: profecia, dom de línguas, dom de curar, dom da palavra da sabedoria, dom da palavra do conhecimento, etc.

Após a popularização das denominações pentecostais, começaram a surgir algumas décadas mais tarde, uma nova categoria denominada neopentecostal, ramificação desse mesmo pentecostalismo, porém com ênfase no exorcismo, e outras práticas não comuns denominações Pentecostais 'históricas'.

Logo após o surgimento dos neopentecostais, passou-se a haver manifestações 'ditas' pentecostais nos mais diversos meios cristãos, inclusive por parte da igreja católica, o que deu origem a um novo seguimento Chamado de carismáticos, ou seja, que são peculiares em relação ao "χάρισμα" (i.e., dom, do gr. χάρις = graça, favor), ou seja, diferenciam-se por manifestações daquilo que chamam de dons.

Ultrapassando os rótulos denominacionais, temos os cristãos carismáticos, categoria que, independente de fazer parte de igreja pentecostal, neopentecostal, ou histórica (tradicional) acredita e/ou manifesta os dons espirituais.

É comum porém perceber que entre os dons manifestados, o mais comum e mais veiculado na cultura Pentecostal/Carismática, é o dom de falar em outras línguas; conhecido no meio teológico pentecostal como dons de expressão, a manifestação deste dom gera muita polêmica até entre os pentecostais. Afinal, essas línguas faladas são línguas humanas vivas, mortas, línguas dos anjos, ou línguas espirituais?

Antes de continuarmos, gostaríamos de deixar claro que nossa intenção aqui não é provar a existência ou não do dom de línguas, visto que, esse artigo pretende, antes de tudo, esclarecer algumas confusões existentes entre aqueles que acreditam que tal manifestação é possível, qualificando, portanto, esse escrito como favorável à manifestação desse dom.

A primeira manifestação que encontramos na Bíblia acerca desse dom é descrito lá em Marcos 16: 9~20, quando o próprio Cristo instruía aos discípulos sobre os frutos da fé. Embora muitos teólogos afirme que esse trecho não seja encontrado nos principais pergaminhos, podemos olhar para tais versículos como sendo as primeiras referencias do novo testamento em nossa tradução comum, que aborda o tema “Falar em Línguas”.

Lá no livro de Atos temos a manifestação propriamente dita deste dom. Sem querer abordar a diretriz deixada pelo Senhor no versículo 8 do primeiro capítulo de Atos, podemos então migrar diretamente para o capítulo 2, quando em seu versículo 3 e 4 declara:

E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (Atos 2:3-4)

A manifestação se fez naquele momento, fora o aparecimento de “línguas” de fogo, e o falar outras “línguas”; quando recorremos ao grego (língua original em que foi escrito o novo testamento), encontraremos a palavra “γλωσσαι” (glossai), que significa literalmente “línguas”;

Logo após vemos novamente a palavra língua, porém o termo grego usado não é “γλωσσαι”, mas o “διαλεκτω”(Dialekto); embora ambos os termos estejam sendo traduzidos como a palavra “língua”, há uma peculiaridade entre eles.

De acordo com o Dicionário Strong, a palavra “γλωσσαι” provém de “γλωσσα”, que em sua essência refere-se à “língua como membro do corpo, orgão da fala, idioma ou dialeto usado por um grupo particular de pessoas, diferente dos usados por outras nações”. Já a palavra “διαλεκτω”possui seu significado peculiar ao da palavra “γλωσσα”, como vemos a seguir “conversação, fala, discurso, língua ou a linguagem própria de cada povo”; 

Enquanto que o primeiro termo trata do órgão da fala, podendo-se “também” aplicar-se ao idioma, o segundo termo é usado especificamente para o produto do órgão da fala, em específico o idioma. 

O verbo λαλεω (laleo), possui significado amplo, podendo ser desde um simples emitir uma voz ou um som, falar, usar a língua ou a faculdade da fala, emitir sons articulados, conversar, anunciar, contar, usar palavras a fim de tornar conhecido ou revelar o próprio pensamento, ou simplesmente “falar”; esse verbo dá origem a palavra λαλια (lalia), que significa dicurso, i.e, uma estória, dialeto, modo de falar, pronúncia, ou num sentido mais amplo: “modo de falar que revela o país de origem da pessoa que fala”.

Logo, criou-se na teologia pentecostal dois termos: a glossolalia (glossa+ laleo = falar Linguas [lit.] ) - quanto a manifestação temos; e a Xenolália (xenos[estrangeiro]+ laleo = falar Estrangeiro) - em relação ao entendimento dos ‘estrangeiros’;

Os termos apresentados há pouco (Glossolália e a Xenolália), foram criados no meio teológico a fim de diferenciar o Falar em línguas espirituais e Falar em outros idiomas, embora ambos sejam manifestação do Espírito de Deus. A Palavra ξενος (xenos), é usada em seu sentido literal como estrangeiro, (conf. Hb 11:13 – ...confessaram que eram estrangeiros...), dando desse modo uma amplitude ao termo xenolália; podemos compreender o sentido desse termo olhando para a palavra xenofobia, que veria a ser aversão ao estranho, estrangeiro, outra raça.

A palavra “διαλεκτω”, quando relacionada ao falar em línguas, só é usado em algumas outras passagens, e em nenhuma dessas temos outra referencia senão línguas vernáculas de países específicos (conf. At 1: 19; 2:6,8; 21: 40; 22:2; 26:14); embora a palavra traduzida no português seja língua, essa nunca adota o sentido da palavra “γλωσσαι”. 

Com base firmada nisso, podemos então passar a outras passagens que abordem o Falar em línguas, e não encontraremos outro termo grego além do “γλωσσαι”; Logo, o dom de línguas, normalmente não estará atrelado ao falar idiomas (xenolália), e sim trata-se da expressão de falar em Mistério (I Co 14:2~6);

Este trecho especificamente é bastante esclarecedor sobre o falar em línguas. Em nenhum momento em que a palavra língua aparece outro termo é usado senão “γλωσσαι”; e para complementar esse esclarecimento, Paulo usa aqui duas expressões bastante interessante: 

Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito. (1 Coríntios 14:2)

Primeiro Paulo afirma que NINGUÉM ENTENDE: não há pessoa que venha entender o que se fala naquele momento. A Palavra entender vem de “ακουω” que significa também ouvir, compreender, perceber pela audição; o fato aqui não é que ninguém entenda, é que, mesmo que alguém ouça, não irá compreender o que se fala, ou será percebido por sua audição e, consequentemente pela mente, o que se está falando ali, a não ser que haja interpretação, que não será possível por nenhum interprete, senão pelo Espírito Santo de Deus (I Co 12: 10~11), segundo seu pedido feito em oração (I Co 14:13~14)! 

Segundo, quem fala, fala em MISTÉRIO; na versão católica temos um termo mais apropriado: “pois fala coisas misteriosas”, μυστηριον (musterion), “é derivado de muo (fechar a boca), algo escondido, secreto, segredos religiosos, confiado somente ao instruído e não a meros mortais, algo escondido ou secreto, não óbvio ao entendimento, propósito ou conselho oculto, vontade secreta, dos homens, de Deus: os conselhos secretos com os quais Deus lida com os justos, ocultos aos descrentes e perversos, mas manifestos aos crentes, nos escritos rabínicos, denota o sentido oculto ou místico”(Strong); Não são palavras que compreendamos! É algo entre Deus e o orador! Quem fala esse mistério, fala em espírito (vv.2), edifica-se a si só (vv.4), fala palavras ININTELIGÍVEIS [μη ευσημον {me eusemon} = não inteligíveis] (vv.9), foge à compreensão, e precisa pedir que o interprete de gemidos – o Espirito Santo – lhe favoreça com a compreensão, para que o seu Dom seja de proveito para toda a igreja, a fim de que esta cresça em Cristo! (vv.5).

Para não devermos, em I Co 13: 1 Paulo poetiza:

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. (1 Coríntios 13:1)

De maneira nenhuma o Apóstolo afirma que falamos línguas dos anjos, antes, ele faz uma analogia entre Céu (Anjos) e Terra (Homens), a fim de que fique bem expresso que acima de qualquer coisa, o amor é mais sublime, é o caminho perfeito (Conf. I Co 12:31, I Co 13:8,13). Logo, língua dos anjos não é a designação adequada para o dom de línguas.

Em resumo podemos então afirmar que o Falar em Línguas, não se reporta ao falar idiomas (quer vivo ou morto) – há não ser que Deus assim o queira que você fale! – mas ao falar coisas espirituais, de forma espiritual, concedido pelo Espírito:

Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus; ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito. (1 Coríntios 14:2 - BJ)

Acreditamos que esta é uma boa base para que você saiba mais um pouco sobre esse dom maravilhoso que Deus lhe concedeu! Continue manifestando este dom! Ore para que venha ser útil à Igreja de Cristo (interpretação), Busque para experimentar esse Dom que é dado por graça! Mas acima disso tudo, procure o caminho excelente, o caminho do amor de Deus, porque tudo passa, mas o amor é a única substância que fica para a eternidade.


Autoria: João Batista Gregório Jr. - Enviado via e-mail por TEXTOS REFORMADOS

(Negritos e sublinhados meus- RF)


Meu pitaco em relação ao ÚLTIMO PARÁGRAFO:


Creio que o AMOR é o mais importante PRA JESUS, por ser o que aproxima as pessoas. 

O AMOR é o que as UNE e as faz compartilhar umas com as outros o que elas têm. 

Na 'fé' e na esperança há sempre qualquer coisa relacionada com cultura religiosa, algo de pessoal, ou no máximo, de sectário, segregacional. 

No amor, há um toque de humanidade, um romper de muros preconceituosos, UM QUÊ de universal. 

Para mim, esse é o verdadeiro diferencial do cristão, cuja saga eterna já se inicia AQUI, no chão da existência.

O mais é acréscimo de religioso vaidoso e oportunista, equivocadamente de olho num Reino futuro.

RF.



'O HOMEM NÃO TEM COMO AMAR A DEUS 
SEM SER ATRAVÉS DO PRÓXIMO'
(CAIO FÁBIO)




sábado, 23 de fevereiro de 2013

Contendas





A repetição mecânica da oralidade como em telefone sem fio é algo que tem conduzido o religioso ao ATREVIMENTO de manipular a Palavra de Deus, colocando palavras em Sua boca! E, mais grave ainda: usando sua própria boca e afirmando que é Deus quem está falando.

Quem disse que expor ideias se constitui em contenda?
Quem disse também que divergência é sinônimo de contenda?
Quem disse que pedir esclarecimento é contender?
E quem foi que disse também que Deus não opera na contenda?
Quem aqui na terra tem o poder para dizer em quais momentos Deus pode operar, realizar a Sua obra?
Quem tem o medidor da soberania de Deus?

Paulo alerta sobre contenda ao povo de Filipos, dentro da realidade de um povo progressista e onde as mulheres eram avançadas para a época, tendo grande independência, podendo se reunir, manter seus próprios negócios e discutir na igreja. (Atos 16:13.14) Consequentemente, teve um caso específico de conflito de opiniões na construção da igreja: a desavença que se estabeleceu entre Evódia e Sínteque. Elas eram, igualmente, cooperadoras de Paulo no Evangelho. Porém, em dado momento, colocaram seus assuntos pessoais acima da necessidade da comunidade, provocando desarmonia no meio.

Vamos pensar! Não custa nada!
Optar pelo que é mais proveitoso e agir com moderação não são significados de passividade e aceitação silenciosa.

A discórdia entre as duas mulheres era simplesmente por causa do modo de pensar de cada uma. (Onde não cabe o pacificador indicado em Mt 5.19). Entretanto, Paulo apela para que a liderança local as AUXILIE a encontrar um ponto de concordância, sem, contudo, deixar de ressaltar que:

‘… juntas se esforçaram comigo no evangelho…’ (Conferir em Filipenses 4. 3)

Em outra situação, o puxão de orelha muito bem dado por Paulo, fica por conta da CRIANCICE dos crentes de Corinto em brigar pela preferência deste ou daquele dirigente religioso. Demonstrando claramente serem infantis espiritualmente (carnais), Paulo mostrou-lhes - usando de metáforas (leite e alimento sólido) - que eles haviam de crescer para chegar ao profundo conhecimento do mistério revelado por meio do Cristo crucificado.

Algumas pessoas equivocadas - devido ao pacote de normas que lhes foi enfiado goela abaixo – usam com frequência a falsa premissa de que Deus só pode operar se estivermos todos em ‘unidade’ confundindo tudo. Aí silenciam, abaixam a cabeça, se fazem de boazinhas, piedosas, passivas. Fazem-se de submissas para mostrar a Deus que não participam daquela 'confusão'. 

Como se Deus não conhecesse os reais desejos do coração de cada um, seja caladinho ou se pronunciando...

Para completar a salada com base no terrorismo religioso, alguns ainda arrematam com Lucas 11.17. Ora, é claro que, se duas pessoas inflexíveis não concordam em um determinado ponto, e nenhuma das duas está disposta a ceder, gera-se uma crise que, inevitavelmente vai desencadear em ruptura.

Pode demorar horas, dias e até décadas.

A própria História nos conta tudo…

RF.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Médico de homens e de almas






Lucas - o médico gentio - amigo e companheiro de Paulo em suas viagens, foi o autor de Atos. Ele fez os seus registros com riqueza de detalhes sobre os lugares por onde passaram, sendo testemunha ocular da propagação do Evangelho.

Dos apóstolos, ele foi o único não judeu. E, assim como Paulo, ele também não conheceu a Jesus pessoalmente. Tudo que ele escreveu foi adquirido através de pesquisas, ouvindo testemunhas, os discípulos e os apóstolos. Sua primeira visita a Israel teve lugar quase um ano depois da Crucificação. 

Sua amizade com Paulo caracterizava-se pela forte identificação em relação à amplitude do sacrifício da Cruz. Isso os aproximava mais, porque ambos pregavam a salvação para gregos e gentios. Em contrapartida, ambos tiveram muita dificuldade com os primeiros apóstolos, porque estes afirmavam que Jesus tinha vindo apenas para os judeus.

Se observarmos atentamente suas características literárias, vemos o evidente estilo narrativo que apontam o Livro de Lucas e o Livro de Atos a serem lidos como uma composição única. Um registro cuidadoso de acontecimentos históricos muito bem elaborados, no qual ele demonstra um profundo conhecimento da literatura e idiomas gregos.

Como historiador, ele pesquisou os acontecimentos para oferecer um relato confiável aos seus leitores, de maneira que estes se informassem sobre o que ele mesmo havia aprendido sobre a fé cristã de forma bastante lúcida e por meio de uma vida prática. E, principalmente, com o desejo de que seu público tivesse também uma vida cristã sólida e dedicada. 

Não era nada fácil apresentar outro estilo de vida, dentro daqueles engessados moldes, dentro daquele contexto pagão, cheio de vícios, rituais e estranhos costumes religiosos. Seus escritos demonstram sua dedicação àquele ministério, onde ia sendo desenvolvida uma teologia na qual os primeiros judeus cristãos se tornaram um povo de Deus mais inclusivo, ao acrescentar gentios cristãos à Igreja que ia se formando. Sem esquecer seu propósito em deixar bastante claro para as autoridades que aquele 'movimento' que ora se formava, não se constituía em nenhuma ameaça política. 

Iniciava-se, então, a Igreja Primitiva. Sem placa e sem o espaço físico específico de adoração, marcas muito comuns tanto no mundo pagão como na cultura judaica.

Dois amigos, ambos impetuosos, preparados intelectualmente e comungando a mesma verdade. Protagonizando as mais diversas situações em que pessoas de todos os credos e classes sociais precisavam conhecer a verdade e, os que já conheciam,  de encorajamento na fé. 

Em Atenas, diante dos grandes filósofos gregos que chamaram Paulo de ‘tagarela’, ele não se intimidou e disse, em meio ao seu discurso: 

‘Deus não habita mais em santuários feitos por mãos humanas’  

Frase contundente e ousada para a época e que até aos dias de hoje, muitos religiosos - tendo estudo ou sendo simples – não conseguem entender e insistem em querer aprisionar Deus dentro de suas quatro paredes doutrinárias.

Lucas, o evangelista mais preparado intelectualmente, deixa bastante claro por meio de suas narrativas, que a mais importante manifestação do Espírito Santo na vida do cristão é que ele será testemunha da vida de Jesus e dos Seus mandamentos.

Na vida prática. E não, dentro de determinados padrões religiosos.

RF.


Obs.: 'Médico de homens e de almas' é o título de uma excelente obra de autoria da romancista Taylor Caldwell, que trata da extraordinária vida de Lucas.


sábado, 1 de dezembro de 2012

O endemoninhado, a mulher e Jairo.









É impressionante o que nos revela Marcos 5 acerca da soberania de Cristo ante as necessidades do povo. Marcos, é, essencialmente, um livro de ação. O início de cada tópico é assinalado, na maioria das vezes, pela palavra ‘imediatamente’ (‘logo’ em algumas traduções) que aparece mais em Marcos do que em qualquer outro livro do NT. Em suas narrativas, é frequente o verbo no presente, para representar o ministério do Senhor Jesus, de uma forma dinâmica e vibrante, focando suas atividades. E não que o ensino seja menos importante, mas isso é assunto para outro texto... (Adaptado de ‘A Bíblia da Mulher’ – SBB – Ed. Mundo Cristão).

E essa passagem dinâmica que envolve um possesso, uma mulher determinada que O buscava pela fé e um religioso aflito, nos revela Seu propósito eterno.

A mulher só queria tocar-lhe as vestes e mais nada. Algo lhe dizia que isso a faria curada. Imagino sua dificuldade em alcançar Jesus no meio daquele povo que O comprimia. Considerando ainda que, certamente, ela sentisse medo de se aproximar das pessoas por ser impura para os conceitos daquela época. Mas, apesar de tudo, ela tinha convicção de que tudo mudaria em sua vida quando tocasse em suas vestes. E a passagem deixa bastante claro que seu corpo foi curado no exato momento em que tocou em Jesus.  O que ela não sabia é que isso não era suficiente para Jesus. Ele queria presentear-lhe com  o ‘pacote completo’ por ter sido movida pela fé.

Então, Ele para e pergunta:

- Quem me tocou?

Os discípulos ficaram espantados com aquela pergunta. Afinal, em meio àquele empurra- empurra, Jesus estava sendo constantemente tocado.

- Do que o Senhor está falando?!

Os discípulos (homens) só enxergam a multidão. Jesus, porém, olha para cada indivíduo. Poder havia saído dele mas a cura não havia sido completa. Ela era mais do que um corpo com hemorragia. Era uma mulher movida pela fé. E Jesus não se moveria dali enquanto a mulher não se aproximasse dele.

Jesus parou. Mesmo tendo um pedido urgente para ir socorrer a filha de Jairo. A essa altura, Jairo já se desesperava. Afinal, pela sua abordagem, não se podia dizer que ele era, exatamente, um homem de fé. E, Jesus, dizendo: só saio daqui quando a pessoa se apresentar.

Então, a mulher, trêmula de medo, não viu outra alternativa, senão cair aos Seus pés e se apresentar.

E Jesus deu-lhe uma resposta em quatro partes:
   
Chamou-a de filha – termo que revela intimidade e um profundo carinho.
Assegurou-lhe que seu corpo havia sido curado – por sua fé, e não por ela ter tocado em Sua roupa.
Mandou-a embora livre de ansiedades – vá em paz.
E livrou-a do mal  - alma curada, salva.

Entre a cura de um homem endemoninhado e a ressurreição de uma menina, a situação daquela mulher poderia ser considerada de menor importância segundo a avaliação humana, mas não segundo a de Cristo. Ele para e ajuda A TODOS.

O interessante é que Ele parou diante da fé daquela mulher que sabia que apenas ao tocar-Lhe, o sangue estancaria. Ao passo que, no mesmo momento, Jairo faz um pedido confiante na  cerimônia e no ritual utilizado à época.

Jairo diz:

- ‘...vem, impõe as mãos sobre ela, PARA QUE ela seja salva’.

Em outras palavras, o religioso certinho diz: vai e toca, faz o ritual, realiza o procedimento religioso/ cerimonioso PARA QUE haja a cura.

Mas, para Jesus, aquela 'imposição de mãos' que os religiosos usavam para evocar a cura tornara-se irrelevante diante daquele novo quadro que ora se apresentava.

Jesus tem algo a fazer antes... Porque a mulher do fluxo de sangue diz: se eu apenas tocar as Suas vestes... Essa mensagem de fé sensibilizou Jesus!

Jesus sempre transgrediu todas as convenções, tradições e rituais para socorrer quem nele crê e aquele momento não foi diferente. Naquele tempo, qualquer um que fosse tocado por uma ‘mulher impura’ seria considerado imundo. Entretanto, quando ela tocou Jesus Ele a tornou limpa. Em todos os sentidos!

A mulher o buscou pela fé. Jairo, confiante nos rituais de sua religiosidade. E, o primeiro, fora atendido devido aos seus distúrbios emocionais/espirituais/mentais. Cada um com seu motivo e abordagem específica. (Que quadro mais atual!) E Jesus os atende. A Seu modo, e não, conforme as convenções religiosas da época. Assim como Ele atende a Seu modo, nos dias atuais, A TODOS QUE O BUSCAM, independentemente das convenções religiosas. E cura até a quem não o busca, depende apenas de Ele querer, assim como ele teve compaixão daquela MULHER CORCUNDA. 

Enfim, nessa passagem bíblica Ele socorre os três. Porém, unicamente à mulher, Ele salva. Por sua fé.

Pense nisso!

“Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal”.



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SOMOS A NAÇÃO ABENÇOADA?

O POVO LHES DEU TAL AUTORIDADE