"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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domingo, 17 de agosto de 2014

E assim caminha a (des) humanidade...

'...abriu um sorriso terno e ainda ensaiou alguns passos do forró junto aos filhos,
com autêntica firmeza e doçura'. 


Riso?! Bem, Renata pode. Marina não.
Lula chorando é falsidade?!
Dilma não deveria ter vindo?!
Hã?!

Povo besta, viu?!
Extremos. Supervalorização. Banalização.

Uns ouviram vaia. Outros, aplausos. Palmas confundidas com vaia. E vaia, com palmas?!
Enfim...

Nossa, o cabelo dela está muito branco. Natural ou modismo?!
Muito jovem pra ter cabelo branco...
¬¬
Enfim... (Parte dois)

O trágico e o cômico dão-se as mãos sem qualquer vestígio de constrangimento.
Pessoas das mais variadas convicções, acionando freneticamente, o seu botãozinho de pesos e medidas julgadoras, se achando as formadoras de opinião à primeira imagem que surge.

Ele é um bravo guerreiro da Nova Roma. Digamos isso em coro! Não, cantemos o Hino. Cheios de paixão. Em última homenagem... Afinal, a parte que diz do nosso Pernambuco ser o coração do Brasil onde corre o sangue de heróis é bem a cara dele!

Ah, que nada! Essa comoção é fake. Produzida pela TV.
Que mané guerreiro. Ele é só um político. Pra que isso tudo?! Um coronel moderno travestido de salvador da pátria, isso sim! (E ainda se usa essa expressão ‘salvador da pátria’?! Funciona, isso?!!!)

E o povo lá...
Com sua simplicidade e o sincero coração imune à saraivada da crítica pela crítica dessa nossa insistente e obstinada natureza humana.  

E o povo lá... 
Alheio ao dedo apontado para si e para seu herói. Chorando. Sem medo do ridículo. Expondo, sem reservas, todo o sentimento de um luto inesperado que desencadeia nessa comoção, própria não apenas de quem tem paixão, mas acima de tudo, de quem tem compaixão. Porque compaixão não depende de ideologia nenhuma. Não precisa de convicções. E isso é que é normal e saudável. Necessário e urgente. Nesse mundo tão cheio de convicções e tão desprovido de amor.

Enfim... (Parte três)
O que não é normal - na minha humilde opinião - é colocar na fogueira, sumariamente, quem pensa diferente.Ou melhor, quem ri diferente. E ainda chamar isso de democracia.

(Não, eu não sou eleitora de Marina.)

Regina Farias.


TEXTO RELACIONADO:


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Irai-vos e não pequeis



Um dos maiores equívocos do SECTÁRIO é achar que não ir à balada nem ver futebol seja garantia de céu. Considera ‘não fazer isso e aquilo’ uma medida de espiritualidade. (Cl 2:20,21,22,23). Quanta tolice. Mera vaidade. Infantilidade espiritualóide. Além, claro, de perder a oportunidade de curtir momentos agradáveis ao lado de pessoas que ama...
Outro equívoco GROTESCO é acreditar em bonificação espiritual pelo fato de não usar alguns termos convencionados como chulos. Além de grande engano, é UM prato cheio para a hipocrisia. Quantos religiosos não dizem palavrão, mas usam de linguagem muito mais depreciativa do que um palavrão, MAIS pedante, MAIS arrogante, MAIS pretensiosa e MAIS ofensiva em frases indiretas, constrangendo e ameaçando de maneira velada, cheios de raiva xiita, de orgulho, DE JUSTIÇA PRÓPRIA e de si mesmo!
Jesus, em Seus dias missionários, em nenhum momento reprime as emoções. Além de ter experimentado todas as emoções humanas, Ele diz apenas pra a gente ir resolvendo as broncas no caminho.
“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” – disse o apóstolo Paulo.
Quando Paulo diz ao povo de Éfeso acerca da santidade do cristão, estimulando-o a colocar de lado ‘o velho homem’, ele não distribui um pozinho mágico para que se reprimam as emoções negativas. Ele dá dicas terapêuticas de COMO LIDAR com esse tipo de emoção.
Ele não diz que não é para a pessoa irar-se. Ele diz para a pessoa se irar JUSTAMENTE PARA NÃO PECAR!
Daí a sequência:
Primeiro ele diz: “irai-vos...”
Depois diz: “...E NÃO PEQUEIS!”

É óbvio que não nos deparamos com situações assim com tanta frequência, mas caso aconteça de os ânimos se exaltarem, a pessoa se expressa é por meio de palavras contundentes MESMO! O que inclui, SIM, o velho e terapêutico palavrão. Isso é perfeitamente SAUDÁVEL.
Pois quando eu resolvo a pendenga ali mesmo E VIRO A PÁGINA, não estou dando espaço para alimentar sentimentos de amargura que me adoecem e desencadeiam em atitudes ruins para comigo e para o meu semelhante.
E, se eu não resolvo a questão pra bancar a ‘santinha graças a Deus’, na realidade, estou canalizando emoções ruins de maneira inadequada e nociva para nossa saúde. NA PRÁTICA, ‘relevar’ é muito civilizado. No sentido mais pejorativo da palavra. Isso, sim, é pecar.
Assim, Paulo ‘fecha’ essa questão, ensinando mais uma vez SOBRE CULTO RACIONAL, COMO SEMPRE DE MANEIRA PRÁTICA E LÚCIDA, dizendo ainda:
- Não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.
Quantas vezes vamos dormir com raiva quando poderíamos ter chamado a pessoa em questão para esclarecer o mal entendido! Nosso orgulho, nosso recalque e nossa vaidade nos impedem de zerarmos tudo. Então seguimos valorizando e alimentando aquela emoção negativa. Quando a situação é muito grave chegamos a adoecer física e emocionalmente, inclusive provocando desarmonia entre outras pessoas.
O autor de Hebreus (12.15) alerta sobre a ‘raiz de amargura’ que, brotando, nos perturba o coração. Então, por meio dessa raiz de amargura, muitos são contaminados.
Isso, sim, é dar lugar ao diabo.
Portanto, fiquemos BEM atentos ao doutrinamento que MASCARA nosso comportamento como sendo santinhos e falsos piedosos diante dos homens, mas que não consegue JAMAIS esconder a nossa verdadeira face diante de Deus.

TEXTO RELACIONADO:



domingo, 2 de fevereiro de 2014

FOFOCA



Quando não somos prudentes nas nossas colocações e perdemos o controle (domínio próprio) permitimos que emoções ruins influenciem nas nossas críticas. Então, nos deixamos levar por sentimentos mesquinhos e irresponsáveis, transformando o assunto em FOFOCA, que não apenas desagrada profundamente a Deus, como também coloca em risco nossa liberdade como cidadãos.

A FOFOCA começa no atrevimento de se misturar assuntos gerais com conversas de natureza íntima e pessoal, com o intento capcioso de tornar sensacionalista, no claro intuito de difamar e estragar a reputação e a dignidade de alguém.

A Constituição do nosso país é firme quanto a DIFAMAÇÃO e INJÚRIA, estabelecendo penalidades nos artigos 139 e 140 do Código Penal vigente.

A PALAVRA DE DEUS lista os fofoqueiros ao lado dos inimigos de Deus, dos desleais, dos insolentes e dos homicidas. (Rm 1:28.32)

Lembrando que Deus condena igualmente quem assim age e também quem aprova esse tipo de atitude!

A Bíblia é clara quanto aos PREJUÍZOS (Pv 11.13 – 16.28 – 18:6.8 – 26.20) e também quanto às CONSEQUÊNCIAS da fofoca e da maledicência (Sl 101.5 – Pv 8.13 – 17.9).

Espalhar mentiras e também sair contando fatos parcial ou inteiramente verdadeiros da vida pessoal de alguém pode também atrair a ira de Deus. Assim como dar ouvidos a boatos ser tão ruim quanto o ato de espalhar palavras perversas. (Pv 17.4)

A carta de Tiago dedica um capítulo inteirinho (3) sobre o pecado da língua e o dever de refrear esse pecado.

A FALA é uma espécie de barômetro da espiritualidade, por revelar o conteúdo do coração. Ou seja: quem é enganoso e inconstante para com Deus em seu coração também será enganoso e inconstante em SUA FALA.

Tiago aponta a língua como um instrumento do mal ou um condutor de bênçãos, dependendo se ela está, ou não, envolvida pelo Espírito de Deus.

Jesus nos ensina que não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai dela, posto que a FONTE de TODA a impureza de um homem está no seu CORAÇÃO. (Marcos 7) Pois a boca fala do que o coração está cheio – Palavras de Jesus, dentro de um contexto onde Ele aponta que se conhece uma boa árvore pelos seus frutos! (Mt 12.34b)

O livro de Provérbios nos diz, no capítulo 6, dos versos 16 a 19, que SEIS coisas aborrecem o SENHOR, e, a sétima, ELE ABOMINA!

1. Olhos altivos
2. Língua mentirosa
3. Mãos que derramam sangue inocente
4. Coração que trama projetos iníquos
5. Pés que se apressam a correr para o mal
6. Testemunha falsa que profere mentiras
7. E O QUE SEMEIA CONTENDA ENTRE IRMÃOS.

A propósito, vamos esclarecer isso aqui, de uma vez por todas: não podemos mais ser infantis e sair por aí confundindo a expressão ‘CONTENDA’, transformando isso em ‘ponto de doutrina’, ou, pior, premissa de salvação. Sejamos sensatos e maduros ao analisar o sentido de contenda dentro de cada contexto; mais precisamente, o que nos disse Paulo sobre isso. Ora, apontar equívocos feitos em nome de Deus, jamais foi condenado por Paulo, uma vez que ele mesmo foi alvo de muitas contendas nas quais esteve presente e atuante, justamente nesse sentido. Ele não fugiu de nenhuma delas. Foi ridicularizado de todas as formas e sempre se manteve coerente com o Evangelho; rebatendo no Espírito e com a veemência típica de seu temperamento, toda sorte de equívoco doutrinário; fosse pessoalmente ou por carta.

Não confundamos mais, por favor, sob risco de ser posto à prova o nosso quociente de inteligência. A contenda (discussão) no âmbito da arenga pessoal, esta sim, é vista por Paulo, não apenas como desperdício de tempo, mas ainda como algo não proveitoso. E mesmo assim, ele não saiu ‘condenando’ ninguém por isso e, tão somente, disciplinando, chamando à atenção, levando as pessoas à reflexão. Caso concreto está no conflito entre duas de suas cooperadoras no Evangelho (Fp 4), cujas personalidades marcantes estavam interferindo na harmonia e bem estar daquela comunidade que ora surgia.

E levando para o lado pessoal, então… Aí é que a coisa fica mais séria e grave!

E, tratando-se de FOFOCA…


"O conflito é inevitável nos relacionamentos interpessoais. É humanamente impossível viver em total harmonia com os outros o tempo todo. Por isso, a bíblia trata desse assunto de diversas maneiras: Jesus ensina como deve resolver as discussões, Paulo resolveu sua contenda com Marcos e João advertiu os cristãos a não ter ódio uns dos outros. 

A fofoca não é, JAMAIS, um ato de bondade. Ela diminui a pessoa pela qual se fala. Ela degrada o cristão que a pratica. Ela serve de TENTAÇÃO e de ARMADILHA para o ouvinte que PARTICIPA dessa maldade". (Adaptado – A Bíblia da Mulher- SBB – Ed. Mundo Cristão).

Outro dia vi uma imagem numa rede social com os seguintes dizeres:

"FUJA DA MALEDICÊNCIA. O LODO AGITADO ATINGE A QUEM O REVOLVE".

Comentário feito AQUI


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

'Selfie'


Selfie do pintor Belga Henri Evenepoel em 1898

Sempre me surpreendo constatando que não há nada que simbolize melhor o exercício de liberdade do que poder passear, numa boa, por mares conhecidos (e os nunca dantes navegados). Desarmada. Com o senso crítico acionado sem neuras.  Aberta a aprender mais, mesmo com opinião formada.

E como ficou bem mais interessante esse programa a quatro mãos que a Globo exibe antes do meio dia! O que me levou hoje a ultrapassar a audiência dos meus dez ou quinze minutos consecutivos... Nada pessoal, Fátima ;) Só questão de preferência mesmo. Sabe... É essa minha eterna mania por gostar mais da descontração, da espontaneidade, do lúdico, do que me faz rir.

E o de hoje, no momento exato em que ligo casualmente a TV, me chama a atenção a breve fala do Pedro Bial (com tranquilidade e sem supervalorizar), acerca dos seus julgadores sobre o seu profissionalismo como apresentador de um programa de entretenimento.  E isso ele faz numa boa, sem qualquer defesa, qualquer empáfia, nenhum uso de escudo às velhas pedradas dos janeiros pernósticos da vida; com seu característico sorriso fácil, sem a necessidade de exibir seu ‘histórico anterior como profissional’, mas tão somente com a atual leveza típica que lhe conferiu justamente essa história de ‘profissionalismo’ anterior.

Eu vejo Globo de vez em quando, sim. Ah, e vejo BBB também.  Tenho até PPV, pasmem! (Não que tenha sido iniciativa minha, confesso... Mas pego carona). Já rendeu até textos no meu blog... E daí? Sou livre pra falar do assunto que me aprouver. Lê (e concorda) quem quer. Ninguém é obrigado. (A essa altura os boçais de plantão estão medindo meu Q.I.).

Desconfio dos discursos do intelecto edemaciado porque sempre transbordando preconceito rebuscado... E sutil! Medir o Q.I. de alguém pelo que ele lê, assiste ou participa é de uma limitação e boçalidade extrema. Por outro lado, tenho simpatia especial por gente criativa que não tem medo de se reinventar. 

Sou uma eterna apaixonada por gente que, rechaçada pelos seus algozes aprisionados, aprendeu a viver leve, distinguindo e estabelecendo a diferença entre seriedade e sisudez.

Tenho preferência por quem foge dos padrões determinados e tem peito de remar contra a maré, fazendo ouvido de mercador para o coro do ‘cordão dos puxa freio’. No caso, puxa remo.

Desconfio do pedantismo dos xiitas ocidentais; dos extremistas intolerantes e incoerentes. Sim, pois o famigerado ‘faça o que eu digo, não faça o que faço’ nunca foi tão usado e abusado por quem bate na tecla da invasão de privacidade enquanto ele mesmo não se percebe se expondo; e expondo seus valores e conceitos. E nem falo dos selfies das redes sociais com suas apelações culinárias, passeios, fotografias e viagens como referências de felicidade.  Aliás, atire a primeira pedra quem nunca se expôs assim pelo menos uma única vez. Eu me refiro é a outra exposição do mais fundo da nossa alma, e isso quando passamos de exibicionistas a espectadores; sim, porque somos complacentes quando estamos na pele dos primeiros; e somos rigorosos, conseguindo ser desalmados e cruéis quando assumimos a função de espectador; acionamos os nossos sentimentos mais mesquinhos e mais sombrios EXPOSTOS nas linhas e entrelinhas das nossas considerações pessoais; lançamos mão dos mais sinistros preconceitos; por vezes travestidos de meras e casuais opiniões, mas que - ESCANCARADAMENTE - apontam, pré-julgam, condenam e sentenciam com essa mesma velocidade estonteante da nossa atualidade tecnológica. Esse tipo de big brother interior ninguém está disposto a excluir.

Em tempo: não, gente. Não são de autoria de Luís Fernando Veríssimo as generalizações e meias verdades daquele texto tosco que circula há uns quatro anos na ‘net', preferencialmente nessa época. A propósito, que tal a gente exercitar o hábito de dizer o que vive e pensa sem usar a fala de outro como escudo?

Dias atrás li no facebook uma frase mais ou menos assim: 'não vamos afastar nossos amigos por causa de nossa religião'. Eu, particularmente, não gostaria que meus amigos se afastassem de mim nem por religião, nem política nem futebol... Ou por eu assistir BBB eventualmente. Mas se algum destes o fizer por qualquer uma dessas razões (ou outras rss), obviamente o fará com toda a liberdade que lhe é de direito. Mas, com toda certeza não é meu big brother. Acontece...

RF.


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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sexo antes do 'casamento'.



Intriga-me essa falsidade toda onde as pessoas parecem estar na Idade Média quando não se podia nem ver a meia no tornozelo da mulher. Era proibido, não só em termos de lei, como era um desrespeito à amada que se sentia ultrajada se assim o amado se comportasse. Costumes da época. Não se podia ver, pegar ou abocanhar (Tirem as crianças da sala he he)

Contudo, nunca deixou de haver perversão sexual, o que é outra coisa completamente diferente! Nos tempos do AT então, a coisa estava tão feia que duas cidades foram destruídas literalmente pela ira divina.  Sem levantar bandeira (tampouco fazer apologia ao sexo livre), não é demais separar as coisas: sexo com o parceiro não é imoralidade, não é feio, não é pecado. O importante é não fazer salada. A pessoa pode, perfeitamente, fazer sexo com o parceiro e ser uma pessoa digna, séria, respeitadora e totalmente avessa à promiscuidade, permissividade, imoralidade ou perversão sexual. São coisas totalmente opostas e dissociadas.

Eu me casei virgem e não por moralismo, mas por um romantismo no qual o casal decide deixar maior intimidade para a noite de núpcias (escolhida pelo casal). Mas, convenhamos que  isso não excluiu outras intimidades... Eu só tinha dezenove anos e tinha total liberdade com meu namorado (logo depois, pai dos meus 4 filhos). Enquanto isso, minha irmã mais velha, rigorosa e moralista, casou grávida de três meses. Ou seja: as circunstâncias são diversas, não existe uma regra fixa e tudo se relaciona com o que vai no coração. Por exemplo, tem a menina que programa ter relação íntima para engravidar e casar (não foi o caso da minha irmã) porque assim ‘vai se dar bem’. Vemos muito isso ainda nos dias atuais, inclusive com o apoio velado da mãe religiosa. Um dia a verdade vem à tona - e com ela, vem também o desgaste natural de uma relação que não tem como se sustentar em mentiras.  

Casos específicos à parte, a maior ingenuidade que os pais sempre cometem é a tal proibição. A maior burrada que já se fez desde que o mundo é mundo. Ora, nenhum ser humano tem essa capacidade de barrar um casal jovem, super apaixonado e com os hormônios aflorando. A não ser que prenda a donzela na torre de marfim. Mesmo assim o príncipe vai dar sempre um jeito de libertá-la. E sempre encontra aliados nessa empreitada.

Enfim, só tem uma saída plausível aos pais que tanto querem proteger a honra da filha: orientar, conversar, ficar junto, apontar riscos dentro do sentido informativo de quem tem zelo. E jamais de quem quer controlar. Sendo amigo, na acepção da palavra. Apelações como meter medo, ficar na cola, fazer pressão, manipular, assustar e reprimir não transmitem valores e princípios, sendo apenas táticas pelas quais o abismo se instala; mesmo que a filhinha querida fique ali, à sua vista, 24 horas por dia para não perder a honra.

Observemos ainda que o pai defende a honra da filha, (honra, leia-se hímem) e não do filho (afinal ele não tem hímem), pois em pleno século 21 vivemos numa sociedade essencialmente machista, embora o pai religioso não admita que assim pensa e se comporta. Sendo que os mais inflexíveis fazem o mesmo discurso opressor para o filho também. E não funciona. Aí se dá uma sequência de fatos super nocivos que findam no divórcio ou no casamento de fachada. Porque Deus não aprova a separação.  Sim, tem mais essa: credita-se tudo a Deus por ser conveniente.

Não pode fazer sexo antes do contrato assinado? - Pois assine, diz o pai aflito e sem o controle da situação. Então, passada a fase mais louca da paixão vem a fase da prova concreta do amor onde se requer a tolerância e a flexibilidade que serviriam de base para o processo de maturidade na relação. Essa base viria do exemplo e da orientação equilibrada e saudável de pais que estavam muito ocupados com as crendices doutrinárias e a reputação religiosa.

Ora, minha gente, vamos deixar de bancar a avestruz e encarar os fatos com naturalidade. Porque a verdade é que um casal já tem intimidade desde quando começa a cuidar um do outro, compartilhando dos mesmos sonhos e planos e prometendo completa lealdade. Assumindo que se ama e tem responsabilidade mútua na relação. Isso é declarar o amor! O sexo é mera consequência NATURAL.

Ultimamente tem sido repetitivo, mas é simplesmente PERFEITA - e bem apropriada - a frase abaixo:

“No cartório a gente faz contrato. Na Igreja (templo) a gente mostra os que estão ‘se casando’. Mas tanto no cartório quanto na ‘igreja’ ninguém faz casamento. Ninguém tem o poder de casar a ninguém diante de Deus. Diante de Deus somente entram o homem e a mulher; e isto não é no dia da cerimônia, mas no dia em que assumem que se amam”. (Caio Fábio)







terça-feira, 12 de novembro de 2013

Padre Beto


Excelente entrevista! Penso exatamente igual!
Admiro muuuuuito gente assim que não se esconde 
atrás do véu turvo e hipócrita da religião. 
Ah, alguns dos apavonados 'líderes' evangélicos 
(e seus seguidores) aprendendo dele...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Lugar de culto




O vídeo do Edir Macedo mostrando como roubar dinheiro dos ‘fiéis’ já faz uns dez anos que foi divulgado largamente na mídia. Assim como também, nada de novo há nessas outras denúncias. 
E outras… E outras… E outras.
Outra verdade nua e crua, nada nova também: o mundo jaz no maligno! E TODAS as ‘igrejas’ estão no mundo. Ou seja: nenhuma denominação está livre.
LOCAIS, espaços físicos e denominações JAMAIS foram garantia de ‘mais erros ou menos erros’. Se aquelas têm seus vícios, outras têm suas características viciantes. Feliz de quem tem a consciência de que erro doutrinário de uma, não invalida erro doutrinário de outra.
Ademais, roubar dinheiro não é menos grave do que roubar a psiquê das pessoas, aprisionando-as e colocando-as num formato doutrinário estabelecido por homens. Até porque, pessoas que de alguma forma, estão sendo ludibriadas por estes ou aqueles, mas estando agindo com sinceridade e busca pela verdade, não estão no mesmo rol dos dirigentes que as conduzem. Deus tenha misericórdia destes tais!

Cl 2 nos aponta essa hipocrisia doutrinária onde crentes e seus líderes, se achando os ascetas de Cristo, caem na cilada dos ‘rudimentos do mundo’. Ensinam seu rebanho a se santificar utilizando-se do pseudomoralismo que só serve pra adoecer a alma. É quando o maligno faz morada produzindo disputas, julgamentos e espírito faccioso.
Vale lembrar que a frase ‘filosofia e vãs sutilezas’ naquele contexto refere-se aos que trapaceiam o Evangelho, roubando mentes e tornando-as cativas. Esse condicionamento velado que algumas doutrinas impõem, por trás de suas performances doutrinárias ‘santificadas’, está na contramão do Evangelho. Afinal, a nova vida e a força do crente vêm por estar em Cristo e não devido a observâncias exteriores. Menos ainda, em lugares.
Enfim…

Apontar o cisco no olho do outro de nada serve, se não tiramos PRIMEIRO a trave que está no nosso – Assim o disse Jesus. E Jesus o disse, SABENDO que não temos essa competência. Porque vivemos de aparência. Quem disser que não, está mentindo! Daí se dizer que ‘este mundo jaz no maligno’. Porque jaz na mentira. Nas meias verdades. Nas aparências. Na vaidade. No orgulho. Naquilo que é visto. No que é PARA FORA. No que é proibido/ permitido como imagem certinha e que, no entanto, não passa de sombra para Deus. Porque Ele vê o coração. 

E, não nos enganemos: é na ambiência do nosso coração que ‘cultuamos'. O único lugar que a Deus importa. 

O mais é paganismo ‘cristão’.


Texto correlato:

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Diário de um Devoto ao Santo Legalismo



Domingo – Querido diário ungido pelo óleo de Israel, com a unção nova de profecia que recebi nesse culto tremendo de hoje, minhas palavras aqui escritas serão proféticas. Toda palavra contrária lançada sobre minha vida que aqui relatar, voltará sete vezes mais forte contra meus inimigos. Hoje no dia do Senhor, fui à casa do Senhor, aprender mais sobre o que dizem que devo acreditar, aprendi novas formas de batalhar espiritualmente, me disseram que se não souber explicar minhas crenças é porque estou sendo perseguido. Aprendi finalmente, que quanto mais absurdas as coisas nas quais eu acreditar, melhor serei. Acredito, acredito e acredito simplesmente assim, pensar é para os céticos que arderão no inferno. Glória a Deus por esse maravilhoso dia de revelações, Deus é tão maravilhoso que nem precisei abrir a Bíblia para confirmar as profecias que me foram dadas, tudo foi confirmado no meu coração.



Segunda – Hoje jejuei em prol da restituição que determinei no domingo. De quebra orei por umas duas horas pra ver se alcanço essa benção mais rapidamente. Um colega de trabalho criticou um líder da minha igreja; que a ira divina seja sobre a vida dele. Incrédulos! Não sabem da consequência daqueles que tocam nos ungidos do Senhor.


Terça – A campanha das sete portas abertas começou hoje! Foi uma benção! Fizemos um corredor de fogo onde as pessoas eram batizadas no Espírito Santo, falando novas linguas. Levei um amigo ímpio, ele achou o culto meio “zoneado” e disse que Deus não age daquela forma. Quem é ele pra criticar o mover de Deus? Sinceramente, só levo essas pessoas pra igreja porque senão Deus vai me cobrar o sangue delas.


Quarta – Hoje foi um dia atribulado, o diabo está furioso! Espero que Deus veja minhas orações como suficientemente fortes para que o diabo não prevaleça nas hostes celestiais, vai ser uma batalha grandiosa! Culto de Libertação; alguém deixou um travesti entrar na igreja, não perdi a oportunidade de falar sobre eles na hora que me deram oportunidade, Deus odeia gays e libertinos. A palavra foi tão forte e divina que o travesti não aguentou o poder da Palavra e se retirou. Deus, salve aquela vida para que eu possa amá-la!


Quinta – Aparentemente o jejum de segunda não teve muito efeito, hoje fiz outro só pra não deixar Deus em dúvida sobre minha sinceridade. Dia atribulado, vou ter de começar outra campanha contra as investidas de Satanás.


Sexta – Hoje irei para uma vigília, nunca entendi o sentido de se ficar acordado, isso pouco importa, dizem que Deus gosta de sacrifícios. Também, pra ficar dando esse tanta de coisa que me foi prometida: carro e casa própria, Ele com certeza vai querer algo em troca.


Sábado – A vigília foi realmente tremenda! Meus amigos de trabalho me chamaram para sair, recusei categoricamente, me lembrei que falaram na igreja sobre um versículo que dizia: “maldito o que se assenta na roda dos escarnecedores”. Fui para evangelização, enquanto distribuía folhetos me perguntaram algumas coisas sobre minha fé e sobre o que os líderes da minha igreja andavam fazendo, disse que era perseguição religiosa, afinal o diabo estava furioso pois tínhamos declarado que o Brasil era do Senhor Jesus através de uma nova palavra dada no começo do ano. Ano temático do Lobo, glória a Deus por essa palavra dada aos meus apóstolos!


Domingo – Fazendo uma retrospectiva dessa semana, só tenho a agradecer aos jejuns e orações que fiz, Deus finalmente ouviu minha oração e me fez mais uma promessa: vou também montar uma empresa, a mesma promessa dada a Abraão foi dada a mim, serei próspero. Só espero que Deus cumpra sua parte no trato, a minha estou fazendo, sou um legalista de primeira, rejeitei o cristianismo para viver uma vida de santidade e beatitude segundo essa nova visão.


CLÁUDIO COSTA

Grifos (negritos) meus - RF

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Que cristão sou eu?!




Está ficando enfadonha essa repetitiva técnica de catar uma frase solta na intenção de pegar outra pessoa em contradição e constrangê-la nos comentários. E se fosse apenas repetitivo e enfadonho, vá lá. Até aí tudo bem, afinal cada um que absorva e administre seu grau de paciência (afff!) na hora em que for ler os comentários. O problema é que, justamente pela repetição, já deu pra perceber até demais que a colocação é bem tendenciosa e maliciosa.

Geralmente, quem lança mão desse artifício não tem muito o que dizer do texto em geral, então procura algo que possa comprometer sua autoria. E, mais grave ainda! – algo para distrair a atenção do que se está dizendo, com a finalidade de denegrir a imagem da pessoa em questão. Duas leviandades num pacote só. Por que será que isso me faz lembrar os fariseus na cola de Jesus pra pegá-lo em contradição e desmerecê-Lo?! E até já houve quem dissesse que isso era tática de simpatizante. Será que aqueles intransigentes simpatizavam mesmo com Jesus? Então, se eles tinham simpatia por Jesus eu imagino como seria se fosse perseguindo… Ué! E não era?!

Lamentavelmente, algumas pessoas não sabem discutir ideias sem conseguir levar para o lado pessoal, tendo sempre que dar um toque malicioso de achismo sobre o estilo pessoal do outro, quando não acusa, aponta, rotula e traça o perfil do outro precipitadamente e sem nenhum constrangimento. Há quem vasculhe o blog da gente pra procurar algo que queime nosso filme.  Lembro-me de uma frase jocosa mas verdadeira, dessas de facebook,  que diz assim: ‘se você for falar mal de mim, me chame, sei coisas terríveis a meu respeito’. Sim, porque muitas dessas pessoas equivocadas pensam que, se estamos falando do amor de Jesus é porque nos achamos perfeitinhos e então inicia uma devassa na vida pessoal da pessoa com os instrumentos que possui, faz uma tosca análise pessoal e a expõe só por pura maldade. Alguns chegam ao cúmulo de denegrir, descaradamente, a imagem do pai e da mãe da comentarista, como fez comigo um senhor 'cristão' bem adulto, e já avô, esquecendo-se que quando se julga, imediatamente está se expondo ao julgamento também.

O termo ‘cristão’ nos remete a alguém se parecer com Cristo, andar como Cristo, pois assim foram chamados (rotulados) os que O imitavam. E o termo ‘ortodoxo’ refere-se ao que defende com unhas e dentes leis e regras.  Enquanto Jesus – pelo Seu imenso Amor – foi o primeiro a quebrar regras rigorosas da lei mosaica. E ainda há quem se apavone equivocadamente e se auto rotule como ‘cristão ortodoxo’... Aí eu fico a me perguntar: como assim?! E aí eu me pego criticando... Igualzinha aos outros que me criticaram (risos). Afinal, quem critica está exposto a críticas também...

Vejam que Paulo, escolhido a dedo pelo Mestre, mesmo assim deu os seus vacilos!  Só que,  muitos denominacionais o comparam a Jesus e quase chegam a acreditar que ele é a Quarta Pessoa da Santíssima TRIndade, confundindo suas ordens disciplinadoras com o Evangelho, escandalizando-se com certas referências a São Paulo. E não é de hoje que se percebe essa confusão onde as cartas de Paulo – endereçadas especificamente e muitas vezes como disciplinadores puxões de orelha – são transformadas em pontos doutrinários em nome de Jesus. Por acaso Paulo não é um homem igualzinho aos outros? Sendo réu confesso em suas cartas, ninguém melhor do que ele mesmo para dizer que é falho como qualquer mortal. Demonstrando humildemente ser passível de erro como qualquer outro ser humano na face da terra.

A contradição é o ódio que exala do coração opressor de algumas pessoas cristãs que se manifestam contra quem fala diferente delas.  Pois, como diria o Mestre, a boca fala do que o coração está cheio.Ora, convenhamos: é urgente descer do pedestal religioso e ter um mínimo de humildade e coerência. O que mais me entristece é que são pessoas que confessam o mesmo Jesus.  Porque, se não fossem pessoas falando em nome de Jesus, certamente eu mesma nem me importasse, não perderia minhas energias e passasse longe daquilo que leio. Ou, no máximo, lesse as sandices e apenas desse ótimas risadas. Mas isso não é algo de que se deboche. Isso causa, no máximo, perplexidade. Afinal, o que há de engraçado nesse engano terrível? Há quem confunda ironia com deboche. Ora, como falei dias atrás sobre isso em comentário, vejo a ironia como uma ferramenta da retórica para criticar e denunciar um ato reprovável. O que, por outro lado, isso não signifique, de jeito nenhum, ser indiferente. A indiferença sim, é que é oposto do amor. Já o ódio é um intenso sentimento de raiva que é traduzido em antipatia, aversão e rancor que gera inimizade, geralmente provocado pela vontade de reprimir um desejo, um objetivo. Assim, junte-se a indiferença ao ódio e temos o ‘xiita’ cristão na sua mais perfeita tradução.

E o mais alarmante, é que se está falando de vida, de plenitude de vida, de vida em abundância, de ser livre, leve e feliz entregando o peso da bagagem a Quem se confia de verdade. Mas, infelizmente quem só enxerga a dureza da lei não consegue atinar para algo tão simples.

É como falei há poucos dias no blog de outro amigo sobre um texto cujo título é “O Conceito Jesus’. Esse Conceito que precisa ser implantado urgentemente nos corações, mas principalmente, no coração do que bate no peito dizendo: Templo do Senhor é este! - E não referindo-se ao próprio ser como deveria, mas à estrutura religiosa à qual ele passou a PERTENCER e que passou a ser o seu objeto de adoração. A Virgem Maria Igreja Imaculada - como diria um pregador que eu admiro. E, achando ter o aval de Jesus, saem falando coisas absurdas, usando expressões próprias do evangelho da condenação que tanto pregam talvez sem nem notar, posto que é algo que já vem embutido na carga que lhe foi colocada nos ombros – enquanto batem no peito, dizendo orgulhosamente: graças dou por não ser como ‘os outros’.

Infelizmente a defesa denominacional que se vê em alguns corredores da vida é tão ferrenha que acaba-se perdendo o foco e não se percebe que o foco original é sempre sobre os males que causam a opressão religiosa, e não, particularmente de determinada denominação. Acontece sempre de alguém se doer, por acreditar piamente que ela (a denominação) é imaculada, levando para o lado pessoal e aí começam os achismos pessoais. Percebe-se isso, claramente, pela sequência dos comentários. E o fato de eu não usar clichês religiosos de falsa piedade, não significa que o que eu falo não seja em amor. Apenas os que acreditam nessa conspiração neurótica de que se quer ‘acabar’ com essa ou aquela instituição, é que caem nessa cilada. Um puxão de orelha - como já disse um anônimo sobre meu ‘estilo’ - é muito mais atitude de amor do que palavras condescendentes. Além do mais, eu não faço bem o tipo de quem está preocupada com reputação, esperando elogio, aplauso ou reconhecimento acerca do que falo. Deus conhece cada coração. Ele o esquadrinha e conhece cada intençãozinha dele lá no mais recôndito do seu espaço.

Definitivamente, eu não faço mero discurso de liberdade. Não, meu amigo de fé, meu irmão, camarada. Eu simplesmente VIVO essa liberdade. O que digo é reflexo de uma vida autêntica. E, com a ajuda de Deus, vou sempre comentar onde me for cabível, sobre tudo que tira esse maravilhoso direito natural concedido pelo próprio Jesus e que a religião tem o desplante de tirar. É Nele que sou livre. O único bem que importa Jesus o tem realizado em mim na sua plenitude. E isso, nenhuma denominação é capaz de fazê-lo! Isso é experiência pessoal! E é um suprimento pra todo o sempre que não nos faz melhores que ninguém, mas nos faz confiantes de que Nele estamos seguros. Simplesmente assim. Como falou um dia um pregador da Palavra, é uma vertigem que poucos entendem e poucos aceitam, posto que não se vê e não se pega. E apenas se SABE e se experimenta, errando e aprendendo, caindo e se levantando, sabendo de onde vem o amparo, testemunhando no chão da existência, não pensando em bonificação, mas como consequência natural de quem espalha o que se recebeu de GRAÇA. E que os religiosos acostumados com o contrário, resistem em enxergar,  pois não querem deixar suas seguranças visíveis e aplaudidas pelos seus conservos. Seguranças tão exaltadas repetidas vezes e que denunciam, assustadoramente, onde está, de fato, sua verdadeira adoração. 

Texto construído a partir de comentários feitos AQUI <--- p="">

RF.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Pela GRAÇA sois salvos... POR MEIO DA FÉ!






Em Efésios 2, onde se ressalta 'porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus…’, podemos analisar todo um contexto em que Paulo estava tratando justamente do perigo do legalismo. Legalismo este, pelo qual a pessoa se utiliza de acréscimos, invalidando a Palavra. E isso Jesus já alertava severamente também, em alusão à TRADIÇÃO ORAL que transmitiam, já naquele tempo – Mc 7.

Aos efésios, Paulo explica como Deus reconciliou a todos com Ele mesmo e uns com os outros como membros do Corpo de Cristo, incentivando-os a viver em amor e unidade crescente, tanto na comunidade, como na família e na questão da batalha espiritual.

Inclusive, nessa epístola, ele enfatiza novamente o que já havia discutido anteriormente sobre gentios e judeus se unirem EM AMOR numa mesma identidade em Cristo. 

Aos gálatas – a quem ele chama de INSENSATOS – enfatizando a fé de Abraão (Daí a expressão à época ‘filhos de Abraão’), ele diz claramente que ninguém é justificado por lei (regras, obras, exigências doutrinárias, etc.) porque, diante de Deus o justo vive pela fé. Isso ele diz, depois de deixar bem evidente que todos que olham unicamente para as próprias obras como mandamento de Deus, estão debaixo da maldição. Pois os que confiam nas tais obras acreditam na própria capacidade de praticar TUDO que Deus mandar e, no entanto, é humanamente impossível  - Já dizia Jesus aos fariseus! - de obedecer à lei completamente e o tempo todo.

Quem desobedecia à lei - que era cem por cento religiosa - merecia a morte. Na Graça há misericórdia. (Forte dica que Jesus dá àquele que deseja apedrejar quem foi surpreendido pecando)
No capítulo dois, ao povo de Éfeso, Paulo aponta o propósito de Deus em oferecer graciosamente* a salvação pela sua misericórdia, eliminando toda a possibilidade de uma pessoa fazer algo para conquistá-la.

*Graciosamente = pela GRAÇA do Cristo da Cruz.
A GRAÇA nos dá o que não merecemos.
E a MISERICÓRDIA não nos dá o que merecemos.

Vejam que coisa maravilhosa que só um PAI amoroso é capaz de realizar em nossas vidas!

As obras, por sua vez, são CONSEQUÊNCIA NATURAL do Espírito que habita na pessoa. Nada tendo a ver com um tipo de negociata velada que alguns religiosos fazem com Deus. Assim, eu pergunto: qual a diferença desta para a barganha pregada em outras igrejas e que conhecemos por ‘teologia da prosperidade’? Ora, não somos ingênuos (tolos) para não sabermos que só mudam os termos e o tipo de negociação. Naquelas, se prega uma escancarada bênção material se seguirmos alguns passos. Mas, convenhamos, a negociação paganista é a mesma em outras que repudiam essa ‘teologia’.

Senão, vejamos:
Se eu conseguir tal coisa eu vou cumprir tal voto.
Se eu agir assim, já tenho garantido pra mim um lugar celestial.
Se eu cumprir todas as regras supostamente divinas estará anotado no livro (?) que vai me garantir seguranças eternas.
E por aí vai...

Esse ‘eu, eu, eu’ denuncia não apenas um esforço próprio pra se conseguir o céu, como ainda um tipo de barganha sutil com fortes doses de emocionalismos e manipulação com o divino. E apenas quem está totalmente fascinado pelo doutrinamento não consegue enxergar algo tão nítido.

Vemos dizerem ‘estamos na Graça’, mas na prática da 'vida cristã', o que vemos é pura hipocrisia: aceita-se a Graça, colocam-se acréscimos e escravizam as mentes colocando jugos pesados impossíveis de suportar.

Ora, se estamos na graça, deveríamos ser diferentes, ou seja, deveríamos ser, naturalmente, exemplo de amor, compreensão e respeito para com 'os que estão de fora' e que ainda não receberam a graça na Pessoa de Jesus Cristo como Salvador.

Cristo não morreu por quem está dentro de determinada denominação e sim, por toda a humanidade. E todos que se achegam a Cristo de modo algum voltarão vazios.

Graça significa favor imerecido.
Ninguém merecia o favor do Senhor! 
Não havia um justo sequer! 
Todos pecaram e destituídos estavam da Glória de Deus!
Fomos justificados pela fé em Cristo, não por nossos méritos ou por nossas boas ações. 
Caramba, e o religioso não entende isso?! Será mesmo que a mente está assim tão cauterizada pela determinação doutrinária?

Pessoas que dizem ‘estar na graça’, não respeitam o seu semelhante, esnobam, agridem, quando não silenciam em seu prazer mórbido, ou dizendo em voz baixa uns aos outros: ‘deixem-na! Ela não entende porque isso não é pra ela, nós é que somos os queridinhos do Pai, deixa ela arder no inferno’.

Ostentando uma fé que beira o fanatismo, massacram ‘os outros’, com arrogância, orgulho e exclusivismo.

Como se isso fosse o caminho para a santificação...

sábado, 20 de abril de 2013

Inflexibilidade e dureza... De Jesus?!






Há um risco enorme em se distorcer completamente as palavras de alguém quando se coloca, convenientemente, apenas uma parte do que foi dito. Isso é muito grave, seja em que situação for, porque, conforme o que adicionamos quando vamos nos expressar, estamos levando adiante afirmações que podem influenciar de forma perversa (per - verso : em caminho contrário, do outro lado, do lado oposto) na vida de alguém porque não tivemos o devido cuidado no manejo daquela palavra, acrescentando e subtraindo conforme a nossa limitada compreensão. 

Isso acontece com muita frequência e nas mais diversas situações, causando toda sorte de males. Em uma conversa informal gerando fofoca, por meio de uma (des)informação técnica culminando em erro médico, num diálogo aparentemente despretensioso do cotidiano com pitadas de malícia ou, simplesmente, levando adiante uma notícia deformada e tendenciosa sem antes fazer uma checagem de sua origem e do seu contexto geral. E, em relação às palavras de Jesus, não é diferente. Pegamos um punhadinho de versículos soltos e cometemos dois sérios erros: primeiro o da pretensão de traçar o caráter de Jesus; e, segundo - com esse perfil traçado - condenar as pessoas em Seu Nome.

E, assim, seguem os judaizantes de hoje. Continuando tão equivocados quanto a nação judaica antes de Jesus, que acreditavam que o Messias viria para derrotar seus inimigos. E que reinaria a vitória e a paz entre eles, os supostos abençoadinhos que viviam se esforçando em performances para encobrir seu coração perverso. Bem atual... Um 'povo eleito' completamente corrompido: líderes aceitando suborno, sacerdotes ministrando com olho no benefício pessoal, profeta fazendo comércio, oprimindo os pobres sem dó nem piedade. E todos praticando RELIGIOSAMENTE, as regrinhas que lhe davam falsas garantias de vida eterna. Enganando a si mesmo e aos outros com sentimentos religiosos de segurança, fazendo as ofertas queimadas, com seus azeites e seus sacrifícios religiosos conforme os cerimonialismos da época. Enquanto o Senhor dizia que não queria nada daquilo, e sim, misericórdia, humildade, justiça, obediência, enfim tudo que estava faltando. E o profeta (Mq) falou de uma nova e eterna aliança que Deus faria em breve, conclamando a todos - líderes e povo - ao arrependimento sincero, pois a prosperidade havia endurecido a mente daqueles que se equivocaram com as falsas seguranças. 

Então, Jesus esclareceu o que o profeta havia dito a respeito dessa onda de corrupção moral. (Lucas 12: 51.53) Porque os homens falavam em paz quando eles mesmos – o povo de Deus – provocavam a dissensão e imoralidade ética e espiritual, não havendo um amigo sequer que se pudesse confiar, principalmente dentro da própria casa, da própria família, entre os próprios componentes de seu convívio. Reinava uma desconfiança geral na comunidade, refletindo em casa (ou vice versa), onde filho desprezava pai, filha se levantava contra a mãe, contra a nora e a sogra, mostrando que não havia confiança e amizade nem mesmo dentro da própria casa de tão corrompido que o povo estava. E o profeta (Mq) já falava dessa paz que haveria de vir, com restauração e bênçaos aos arrependidos sinceros, referindo-se ao nascimento do Messias e do Seu reinado.

Outro versículo que muitos usam sem atentar para o pano de fundo do acontecimento:

'Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo,, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio'. (Jo 2:14.16)

Essa passagem é emblemática, desencadeada pelo que vinha acontecendo há muito tempo no meio do povo de Deus que havia se corrompido por completo. E, ali, Jesus presenciou os comerciantes vendendo ‘gato por lebre’ enquanto o cordeiro imaculado era o único que servia para a queima e oferta. Estes desonestos estavam ludibriando os pobres ignorantes e oferecendo cordeiros ‘manchados’, e isso - entre outras coisas - levantou a ira de Jesus. Aliás, como se diz o jargão: foi a gota d' água diante do quadro que ora se apresentava, considerando que o que deixava Jesus irado eram a religiosidade pretensiosa e a falta de compaixão. 

Alguns religiosos inflexíveis confundem o caráter de Jesus com a própria natureza e os pacotes doutrinários que eles mesmos estabelecem, atribuindo-Lhe um perfil 'enérgico e duro' para com os que não querem seguir seus ensinamentos. Entretanto, as narrativas dos evangelistas nos apontam, claramente, que Jesus só era ‘enérgico e muito duro’ com os que se usavam do nome de Deus para, fazendo-se de santinhos e piedosos, explorarem os inocentes. Jesus só era ‘enérgico e duro’ com aqueles religiosos que, cheios de si mesmo, não agiam com misericórdia para com ‘os de fora’. Jesus era enérgico e duro com os que se arrogavam mais espirituais. Jesus era enérgico e duro com os que se assentavam nos tronos das sinagogas, enquanto suas vidas denunciavam sua hipocrisia. Jesus era ‘enérgico e duro’ com os que comercializavam a fé. E, aqui, o comércio não se limita apenas ao dinheiro; pois escravizar mentes por meio do terror e da opressão também era e continua sendo um tipo de barganha abominável a Deus, uma vez que causa enorme estrago na dimensão da mente e das emoções. Em relação A ISSO o vocabulário de Jesus era inflexível e duro. E continua sendo. Afinal, as multidões continuam ‘seguindo-O', dizendo-se Seus ‘servos’, exaltando Seu Nome. Seus lábios honrando Seu Nome… Mas seus corações distantes DELE. Posto que próximos demais dos próprios acréscimos e decréscimos religiosos invalidando a Palavra de Deus.

Finalmente – enfatizando a colocação correta de um texto dentro do seu devido contexto – a murmuração dos judeus, associada a total perplexidade era porque Jesus apresentava-lhe uma forma completamente diferente de tudo que eles já haviam vivido, de tudo que seus antecessores haviam lhe repassado e que dizia respeito a suas convicções, seus credos, seu formato religioso de adoração. ( João 6: 28.71) Igualzinho como se vê hoje! As pessoas estão engessadas e presas a um padrão religioso repassado ao longo do tempo e se escandalizam com o novo. E Jesus era a novidade. O novo. O renovo! A Nova e Eterna Aliança em pessoa! Toda a segurança que eles tinham estava sendo questionada, indo tudo por água abaixo. O que Jesus apresentava-lhes era muito forte. Isso esmorece qualquer um. Sua incredulidade partia de seu engessamento religioso, seus costumes, suas leis religiosas que lhe garantiam o céu. Seu esforço pessoal, igualzinho como nos dias atuais!!! Eles seguiam cerimônias da lei judaica que lhes davam segurança (ilusória). Então Jesus chega e diz que não foi Moisés quem deu pão. E que ‘o pão que desce dos céus’ (referindo-se a ele mesmo) este sim, é o pão que dá vida ao mundo. Isso não tem absolutamente NADA a ver com ‘sã doutrina’ denominacional. Isso tem a ver tão somente com Jesus. E foi o que Ele disse de forma contundente. Você vem ou não? Simples assim. Isso não tem nada a ver com esforço pessoal, mas com fé, unicamente, não estando vinculado a ‘um corpo de doutrinas’.

Há um contradição terrível quando se afirma que a salvação é misericórdia divina e ao mesmo tempo se dizer que é necessário ‘MOSTRAR TODO MEU ESFORÇO’. Ora, nenhum esforço é capaz de conseguir salvação. O sacrifício já foi feito. Agora é só descansar e crer no que está feito. Ou então seguir com as próprias convicções religiosas. Jesus não se surpreenderá mas também não lançará maldições. Ele esclarece -  e testa -  como fez com o jovem riquinho ao aproximar-se d'Ele e perguntar-Lhe ‘o que eu posso fazer’ para ganhar a vida eterna. Jesus devolve a negociata sutil dizendo pra ele vender tudo e distribuir com os pobres e depois voltar e segui-Lo. Ele foi embora e Jesus não disse ‘volte aqui agora senão vou lançá-lo no fogo do inferno’. Jesus simplesmente esclareceu deixando-o à vontade, mas ele não quis. Afinal, o que ele queria era saber O QUE ELE PODIA FAZER para merecer a vida eterna. Naquele eterno paganismo da natureza humana de que FAZENDO ALGO - um esforço, seja qual for! - teremos um benefício em troca. 

Não estou dizendo que não há juízo. E é óbvio que ele faz parta da história redentora. O 'detalhe' é que o juízo não é um atributo do homem. E, sim, uma forma de manifestação da reação de Deus à perversidade. Reação... De Deus! Ainda bem...



'Na Cruz, o juízo e a misericórdia encontram-se e ambos saem vitoriosos'. 

Dirigiram-se, pois a ele, perguntando:
- Que faremos para  realizar as obras de Deus?
Respondeu-lhes Jesus:
- A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado.
(João 6: 28.29)


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