"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

Translate

Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de março de 2013

A tradição religiosa e a CRUZ.




Muitos de nós conhecemos apenas as narrativas do Evangelho. Mesmo sabendo Quem é a Verdade, estacionamos lá naquela parte do acontecimento da crucificação sem realmente crer na Cruz de Cristo.

Seguimos fielmente determinados simbolismos. Rejeitando uns e idolatrando outros. Por exemplo, a emblemática cruz, como simbolismo religioso nas igrejas e nas catacumbas, chega a ser tenebrosa para alguns denominacionais. E isso, porque aprendemos desde a infância, a associar cruz à morte, prosseguindo com esse equívoco durante toda uma vida adulta fortemente induzida pela 'crentice' religiosa. Uns ainda, mais fracos, sugestionáveis e supersticiosos, chegam a acreditar que o tinhoso está por trás de qualquer figura que lembre uma cruz. E não que uma cruz - ou qualquer outro objeto - tenha alguma força em si, boa ou ruim. Mas se for para ser analisada pelo simbolismo, cruz vazada nos remete ao Cristo ressurreto.

Continuamos insistentes com a tradição cultural e religiosa que os judaizantes e os católicos imprimiram fortemente nas nossas vidas. Acrescentando simbolismos convenientes à denominação como componente necessário ao ritual religioso. E, como no passado, continuamos falando de Deus como se Ele estivesse longe, quase ausente. Um ídolo a ser adorado, mas distante. Um ídolo que nos impõe um kit religioso para que estejamos com Ele e Ele conosco.

Nossa confissão é de crendice religiosa coletiva e nunca da fé individual que nos dá a certeza de que somos aceitos individualmente pelo Senhor e Redentor que diz ‘o meu justo viverá pela fe’. 

Seguimos uma interminável lista de ‘não faça isso’ ou ‘faça aquilo’ quando Jesus nos diz, claramente, que isso tudo é bobagem inútil e vã e que o mal está é no coração.

O mais curioso de tudo é que preferimos abraçar a causa do pacote coletivo, fingindo que está tudo bem externamente, enquanto intimamente nos falta crer que Jesus pagou o preço dos nossos pecados. Repetimos, coletivamente, que Ele morreu pelos pecadores, mas sozinhos, isoladamente com as nossas crises existenciais, não temos a paz que Ele nos deixou quando morreu e ressuscitou por cada um, individualmente.

Jesus não quer ser apenas o Salvador do mundo, Aquele que tem misericórdia dos pecadores. O benefício da nova e eterna aliança terá que ser experimentado individualmente. No cotidiano. Nas circunstâncias. Nas crises. Nas dificuldades. Nos relacionamentos. Porque assim fomos lavados e assim vamos sendo curados. Assim nos desarmamos e nos colocamos por inteiro diante da Graça que já lavou todos os nossos pecados.

Mas preferimos viver um eterno e cansativo ritual religioso. Uma penitência herdada do catolicismo que nos acusa, nos pune e nos limpa (?) com sacrifícios grupais. Em horários programados e diante do oráculo. Sacrifícios que remontam a antiga aliança de Deus com os israelitas (e seus acréscimos!). Pequenos holocaustos forjados pela religiosidade que nunca entendeu o Evangelho.

Afirmamos como em mantra que Deus é juiz. Com pavor do dia desse tal juízo, sem percebermos que esse Dia já aconteceu. Que o julgamento tão temido é daqueles que não quiseram a salvação oferecida graciosamente em Cristo. Sim, pois o que crê não será julgado e o que não crê já está julgado. Essa culpa neurótica e o juízo do si-mesmo impostos pela religiosidade, nos impedem de enxergar que Jesus cumpriu na Cruz todo o juízo. E nada poderá nos separar do amor de Deus.

Estamos tão acostumados com os rituais e as cerimônias que passamos a acreditar que arrependimento é deixar de fazer ‘certas coisas’ e, no domingo na igreja, ir à frente e dizer aos irmãos que agora sim, estamos agradando a Deus. Como vi no filme 'Coração de Pescador' ninguém descobre nada vomitando palavras de catecismo.

Enquanto os demais aplaudem nossa mudança linda porque não estamos mais indo para as baladas beber até cair, não percebemos em nós mesmos a mudança pra valer. A mudança que ocorre com o arrependimento. Arrependimento que nos traz a paz que se instala no peito e promove a confiança Naquele que nos acolhe e diz: está consumado. Aquele que nos diz que, Nele, o céu começa aqui. Ele que nos ensinou a orar de maneira correta, ‘venha a nós o Teu Reino’, indicando que o reino de Deus está dentro de nós.

Quem está em Cristo não teme julgamento pois já passou da morte para a vida.

O resto é crendice religiosa que neurotiza.

RF.

'A Crucificação foi um evento histórico. 
A Cruz é um poder existencial apropriado pela fé que descansa confiantemente em Deus'.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

'Amazing Grace'

Evangelho de João Cap.4, vs de 1 a 42



(De férias do blog rss mas, excepcionalmente, postando um texto-comentário feito no blog da minha amiga FLOR.
 
 
Flor,
Exatamente! Deus não é um negociante!

É como você mesma diz em outras palavras.
O segredo não tem segredo: é entregar tudo nas mãos de Deus e relaxar. Descansar Nele. Ser realmente dependente DELE. E isso, nenhuma religião é capaz de me dar, isso vem pela fé.

Eu entendo perfeitamente sua aflição. Assim como a de muitas outras almas sinceras também que ficam em conflito com determinações doutrinárias que fogem da proposta de Jesus. Doutrinas que estão cada vez mais distantes dos adoradores verdadeiros que Deus está à procura - como disse Jesus à mulher da Samaria.

O que acontece é que somos ensinados, desde que nascemos, a FAZER alguma coisa para agradá-LO. O pobre riquinho perguntou a Jesus: o que devo FAZER? Ele não entendeu que não há o que fazer, já está tudo feito.

Nós amamos a Jesus mas a religião nos deixa confusos, puxando-nos para FAZER sacrifícios por meio de atitudes religiosas que nada dizem do Evangelho pregado na Cruz.

Ora, Jesus diz simplesmente para seguirmos a Ele. E aponta- de diversas formas por meio de suas palavras - que seguir-LHE está na contra mão da religião que nos impõem.

O único ministério que Ele nos confiou foi o da reconciliação. Reconciliação com Ele, com nós mesmos (afinal nosso teimoso coração é um eterno campo de batalha pessoal) e, finalmente, com o próximo. Simples assim. O mais é religiosidade.

Você diz tudo em sua oração. Sim, isso aí é uma oração e Deus atende aos corações sinceros e aflitos que O buscam despidos de religiosidade. E ainda finaliza sua sincera oração, com o apelo necessário: 'quero ser totalmente dependente de Ti'! É assim que o fardo se torna leve e ficamos em paz.

Façamos pois, esse apelo diário, já que a tendência da nossa natureza (carne, como diz o clichê religioso) é sempre seguir a própria cabeça, o próprio coração, o que se 'sente'. Deus não quer nosso  'sentimento'. Nosso choro coletivo, nossa emotividade, nossa oração mecânica, canto e louvor em grupo. Não precisamos 'sentir'. Precisa-se SER, acima de tudo.

Estou passando férias nos 'esteites' e domingo fui a um culto com meu filho e minha nora, e fiquei encantada como, do início ao fim do culto, era só adoração. Não havia proselitismo, indução, manipulação velada, terrorismo, doutrinação, coisas estas tão abomináveis ao Senhor! Aliás, se houvesse, nem ele iria! Muito menos me levaria consigo! Graças a Deus ele tem a mesma lucidez que a minha. Inclusive, esta foi a segunda vez que fomos. A primeira, foi antes do Ano Novo. Esta segunda, foi mais cerimoniosa pois era a Ceia do ano. (Nem é necessário dizer que já fui meio pé atrás em relação a isso rss)
 
E eu, que sou meio avessa a cerimonialismos religiosos, me surpreendi comigo mesma ao ficar encantada pela segunda vez em ver a simplicidade daquelas pessoas que ali estavam (não para exibir performances religiosas estereotipadas, mas cada um na sua própria forma de se apresentar), para se render a Deus, para adorar, para derramar os corações.
 
E chorar, não por sentimentalismos, medos, inseguranças, mas em agradecimento por sentir uma imensa paz que não nos foi imposta, foi dada de graça pela misericórdia de um Pai que simplesmente ama. Chorar por se constranger diante da constante surpresa em se ver dependente, impotente, vulnerável e totalmente entregue Àquele que só quer ser Senhor dos nossos corações.
 
Pelo nosso próprio bem e não por uma birrinha divina de quem se acha todo poderoso.

E perdão se me empolguei e me estendi. ('Normal' rsss)

Deus te abençõe!
Rê.

sábado, 1 de setembro de 2012

Reuniões em nome de Jesus...



Vai, e como creste te seja feito.(Mateus 8.13)

O mestre diz essas palavras a um homem que O deixou maravilhado com tamanha fé, ao ponto de Ele dizer não ter encontrado em todo o Israel a qualidade de fé que aquele homem tinha.  Isso porque, antes disso, a Graça salvadora em fé já havia encontrado abrigo em seu coração.

Quando queremos multidões ao nosso redor, seja para enganá-las, extorqui-las e ludibriá-las, ou para massagear nossos egos e as enchermos de teologias (a pior de todas é a sistemática), estamos indo contra Jesus.

Mas aí vem a pergunta:
Então, para que servem os encontros realizados em nome de Jesus?
Servem para que nós preguemos a Sua Santa Palavra, para que a fé venha pelo ouvir da pregação e a Graça alcance o coração e entendimento dos ouvintes. (Lembrando que a ausência do 'ouvir' em lugares determinados como 'santos' nem serve como justificativa para o desconhecimento da Palavra de Deus, pois todos nós, de uma forma ou de outra, temos acesso a ela nos dias atuais)

Por ser de Cafarnaun - cidade esta que Jesus transformara em seu QG - este centurião já tinha ouvido de Jesus a Palavra da Salvação e visto as inúmeras curas realizadas por Ele. Para um centurião - homem de poder – humilhar-se diante de um judeu (Jesus) em favor de um criado seu (nem ao menos filho era, para se ter uma ideia de como o coração daquele centurião estava cheio da Graça de Deus) só mesmo depois de um derramar da Graça que gera amor para com o próximo.

A Graça já o tinha alcançado. Tanto, que Jesus afirmou que  ... muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus - afirmação esta, antecipada pelas palavras em fé daquele centurião. Ele já cria pela fé em Jesus, discerniu o mundo espiritual (Mt 8:9) e praticava o segundo grande mandamento: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O que mais faltava a este homem? Estudar teologia? Se tornar apologeta ou exegeta? Ativista pró-família contra a suruba romana nos banhos termais?

Daí o fato daquele centurião não receber o ‘VEM E SEGUE-ME’ de Jesus, mas apenas o ‘VAI’, pois tudo o que aquele homem necessitava era continuar a colocar em prática o amor ao próximo.

É por essas e outras que cada vez mais me conscientizo de que pregar sobre a Graça não é algo atrelado a cerimonialismos não estando necessariamente institucionalizado nem agendado. O Espírito de Deus é soberano e livre para agir fora dos átrios religiosos - e até mesmo dentro rss – diria Jesus, em outras palavras e outro contexto, ao legalista Nicodemos.

É por essas e outras que eu não me neurotizo nem me impressiono quanto ao número de pessoas que participam de reuniões ou que lotam as igrejas, pois que fomos chamados simplesmente para evangelizar, e não, para formar uma enorme massa de manobra zumbificada.


domingo, 19 de junho de 2011

Convite Irrecusável (parte dois)






A figura pública do século passado que mais me impressionou foi Mahatma Gandhi. Mais do que qualquer cristão, ele viveu o Evangelho com muito mais simplicidade, praticidade e verdade do que praticamente todos os cristãos que eu conheci. Como figura pública, então, não tem igual! Ele se distancia anos luz de todas as demais. Até Martin Luther King precisaria chegar perto da sandália de Gandhi.

Entretanto, ele era apenas um homem. A mulher dele tinha outra história pra contar sobre os nervosismos dele, suas inseguranças e aflições, as relatividades, as lascívias, as cobiças, os ataques de luxúria. Tudo isso passou pela vida de um homem que tentou se manter firme no seu comportamento mas dentro dele todos os movimentos humanos estavam presentes. 

Portanto, se ele está na presença de Jesus, não é porque ele foi o Mahatma Gandhi, é porque a graça de Deus foi tão misericordiosa sobre ele que fortaleceu o espírito dele pra se agarrar às verdades simples que Jesus ensinou e poder dizer depois para os cristãos: “No vosso Cristo eu creio, eu não creio é no vosso cristianismo.”

Por outro lado, Mahatma Gandhi não poderia chegar diante de Deus dizendo: “Olha, sou o Mahatma Gandhi, muito prazer, abra a porta que eu to entrando, põe tapete vermelho..." -  porque não é nada disso! Todos pecaram e todos igualmente carecem da glória de Deus. E a escritura diz que se eu sou obediente a todos os mandamentos da lei mas eu sou relativizado e fraquejo num deles, eu me torno réu de todos os demais de modo que não há nem um justo, não há nem um sequer! Não há ninguém que por si mesmo chegue e diga: “Eu agrado a Deus!” Essa história não existe, é engano! E é o engano que a religião ensina, que o indivíduo pode agradar a Deus de si mesmo e por si só. O Evangelho diz o oposto, ninguém consegue fazer isso,pois isso tudo provém de Deus. 


Eu não estava pensando em Deus, Deus é que pensou em mim! Eu não estava amando a Deus, Deus é que me amou! Eu não queria a Deus, Deus é que me quis! Eu não tenho nenhum interesse em submeter minha vida a Deus, Deus é que me constrangeu a isto. Tudo provém d'Ele! E Ele me reconciliou com Ele de graça, em Cristo, e uma vez que Ele fez isto, eu sei que eu estou pago, por isso eu tenho certeza de que se eu cair morto aqui eu estou diante de Deus, ninguém tem a menor dúvida disso. 


Isso não tem nada a ver com nenhuma virtude pessoal, tem a ver apenas com fé na virtude absoluta de Jesus, fé no que está completado, feito, realizado na cruz, fé que todo escrito de dívida que havia contra mim, contra você e que constava de muitas ordenanças que nós não cumpríamos e quebrávamos, foram todos eles removidos e pregados na cruz de Jesus. 


Eu fui liberto disto para que hoje eu possa servir a Deus com liberdade e sem medo. 

Estamos reconciliados com Deus por meio de Cristo, porque Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. O mundo, o mundo inteiro! Cada criatura do planeta terra já está reconciliada com Deus em relação ao olhar de Deus para o ser humano. O mundo está reconciliado com Deus em Cristo! O mundo é que não sabe disso ou o mundo é que sabendo, não quer; que, insistentemente sabendo não acolhe, não aproveita, e prefere continuar essa vida sem Deus, de mal com Deus, hostil a Deus, indiferente a Deus, fugindo de Deus dizendo que crê que existe uma força suprema mas fique lá que eu fico por aqui, como um determinado indivíduo amigo da minha sogra que estava morrendo,um oficial de marinha, e muito, muito, muito assim tipo galinha, pegador de mulheres e tal, enfartou. E aí foram pegando o cara, puseram na maca, levando pro hospital e a minha sogra muito preocupada em dizer a ele uma palavra de Jesus, ficou ao lado da maca andando e dizendo a ele: “Almirante, almirante, chame por Jesus, almirante, chame por Jesus! Aí ele virou pra ela e falou: “Lizete, por Jesus eu até que chamo desde que ele não chame por mim.” É basicamente assim que o pessoal fica, eu chamo por Jesus se Ele não me chamar, quero mais é ter o máximo de tempo possível que eu puder, longe dessa história de Deus. E é assim que acontece por aí. A maioria gosta, acha legal, uma maravilha, mas fica só nisso, não quer dar passo nenhum na direção dessa reconciliação com Deus que nos reconciliando consigo mesmo em Cristo, nos tornou ministros da reconciliação.

Eu jamais trocaria nenhuma outra situação por esse privilégio que Deus me deu de ser ministro da reconciliação, de ser chamado servo da reconciliação. Portanto, venha pra Deus! Venha, porque Ele não está de mal com você. Venha, pois Ele já reconciliou o mundo consigo mesmo, em Cristo. Já está tudo pago, consumado.


Este é o convite para que, por fé, você se reconcilie com Deus, e de todo o meu coração eu rogo a você que não perca essa chance, não deixe o evangelho na sua vida ser uma informação que não foi aproveitada, mas que ele seja palavra da vida, que revolucione o seu ser, faça bolição do medo, reconcilie você com Deus e ponha você num chão de paz! Uma vereda que pouca gente escolhe, mas que é caminho de vida pra você, aqui, hoje, já, agora, agora nesse momento! 


Se você crê, pegue! A fé é a mão do espírito! Com fé, você pega tudo! Aproprie-se! Pegue, em nome de Jesus!


Adaptado DAQUI <---clique aqui

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pequeno desabafo sobre grandes fraquezas



A vida cristã é uma caminhada longa, permeada de espinhos, uma trilha quase inacessível. Por vezes nos alegramos ao imaginar que a trilhamos bem, outras vezes, sequer acreditamos que ainda permanecemos nela, mais parecendo que pegamos o "atalho" que nos leva à via larga e bem pavimentada.

É doloroso, pelo menos comigo, observar que ainda estou a cometer velhos erros quase relegados ao esquecimento, conquanto pensasse que já havia ultrapassado essa "fase". Por quê? Por que ainda os cometo se tenho Cristo na minha vida e sinto-o constantemente a "acordar" a minha consciência outrora entorpecida?

E então me dou conta que a velha natureza está aqui latente, bastando um pequeno "cochilo" para que ela volte com a sua antiga sanha. Sinto claramente a batalha travada constantemente com esse "eu" teimoso, essa carne maldita, contaminada pelo pecado. Os erros de outrora aflloram, o "espinho" começa a latejar na carne, a fúria e a ira vencendo o equilíbrio e a temperança... E então penso, logo após a descarga, o rompimento do dique de emoções que escoam (e ecoam) pela boca em duras palavras: miserável homem sou!

Não é preciso que me digam nada nem que seja confrontado com o pecado, passada a fúria, pois eu mesmo me encarrego de esbofetear-me, rugindo intimamente contra a intemperança. E não há tapa que doa mais do que aquele que damos em nós mesmos.

O pior de tudo é sentir que se retrocedeu na vida cristã, um sentimento de retorno à estaca zero que nos faz duvidar do caminho que antes seguíamos: - por onde sigo, é esta mesmo a estrada ou me embrenhei por estrada errada?

Por que não resisto ao latejar da ira se sei previamente que o resultado será amargo?

Por que sentimentos sepultados, condutas dessarraigadas teimam em brotar dando ensejo ao antigo homem?

Novamente me dou conta que sou nada! Vejo claramente que o controle que pensava ter cai por terra diante da mínima provocação, quando abandono a dependência necessária, quando imagino que sou autossuficiente, esquecendo-me de recorrer à bondade e misericórdia do Criador. Nesses momentos, passada a tempestade - como agora - eu me envergonho profundamente de me declarar cristão. Aliás, quase chego mesmo a duvidar disso...

Quando busco o bem por minhas próprias capacidades, quando tento caminhar sozinho, tropeço, retornando à certeza de que a minha justiça não passa de trapo de imundície. E torno a me enxergar pequeno e miserável, e a imagem que vejo refletida no espelho da minha mente é feia , quase horripilante. Sou nada! Parece que todo o caminho longamente percorrido não passa de alguns insignificantes metros. Em alguns momentos, sinto como se tivesse andado em círculos, voltando ao ponto inicial...

O bem que quero não faço, mas o mal que não quero...

Há pouco li num blog de um amigo que é muito fácil debater aqui neste mundo virtual, pois, ainda que os ânimos se exaltem, há uma linha imaginária demarcada, que as pessoas não querem e sabem que não devem ultrapassar, salvo raras excecões. Na vida cotidiana é que o "fruto" será percebido ou não. É lá que os espinhos serão mais certeiros. E a resistência duramente conseguida pode ser, em um momento, destruída. Cedem os diques, prorrompem as águas a levar consigo tudo o que vem pela frente. E basta um único momento assim para nos trazer desânimo e incertezas

Passada a tormenta, ainda que desesperados, desanimados, desvanecidos, faz-se necessária a reconstrução.

Nesses momentos, o melhor é lembrar novamente dos conselhos do apóstolo: quando sou fraco é que sou forte, pois é na fraqueza que sou aperfeiçoado - ainda que duvidemos disso.

Quando a minha segurança está alicerçada nas minhas próprias forças, mesmo que inadvertida ou involuntariamente, Deus me faz lembrar que fora dEle tudo é efêmero, fugaz, etéreo. Eis que me volto para Ele pedindo misericórdia: tenha misericórdia de mim SENHOR!



(Grifos meus-RF)


sexta-feira, 18 de março de 2011

Deus do Impossível




Deus do Impossível



O meu Deus é o Deus do impossível!

Jeová Jiré, O Grande El Shadai

Que abriu o Mar Vermelho

E ao seu povo fez passar

Que da rocha água limpa fez brotar



O meu Deus é o Deus do impossível

Que liberta encarcerados das prisões

Faz da estéril, mãe de filhos

Restaura a alma do ferido

E dilata o amor nos corações.



Que dá vista ao cego

E ao surdo faz ouvir

Faz a tempestade se acalmar

Andou por sobre o mar

E ao mudo fez falar

Paralíticos e coxos fez andar.



O meu Deus é o Deus do impossível

É o mesmo hoje e sempre há de ser

O meu Deus é o Deus do impossível

E fará o impossível pra você,

E fará o impossível por você.

************************************************


Decidi postar esse "louvor" devido a dois eventos que me ocorreram hoje; um, enquanto dormia. E outro, quando acordei. Explico rss

Primeiro eu acordei procurando um cântico que me enchesse o coração e esse apareceu "de primeira". Como alguns dos meus leitores sabem, eu não suporto nem ouvir a grande maioria dessas músicas gospel por aí e hoje, dando uma espiada em alguns blogs, vi a grata notícia que o L.G. estará aqui em Recife na próxima semana. Achei interessante porque essa sua composição me reporta a meu tempo de "menina na fé" e, fazendo um paralelo, hoje me faz refletir sobre "um Deus do impossível" que tentaram me enfiar goela abaixo, que tem mais a ver com mágicas supostamente divinas e caprichos/vontades pessoais. Enquanto que o Deus do impossível me tem feito ver que Ele tudo pode, mas não me fazendo descobrir o que eu quero, o que eu desejo pra mim, mas, acima de tudo, me fazendo conhecer do que Ele quer pra mim; que Ele faz milagres, mas que o Seu maior milagre Ele já realizou em meu coração!

Em segundo lugar - e pode até parecer surreal - porque associei tudo isso ao que falei em sonho a alguém que dizia estar orando para que Deus soubesse do que ela estava precisando. A pessoa dizia "vou orar para que Deus abençõe os meus planos". E eu dizia: "ore para que Deus a faça enxergar os planos que Ele tem pra ti". 

Em seguida, eu acordei. No meio da noite. Fiquei pensativa e fui orar. 

R.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A PAZ que vem de Deus (Parte II)



“...E mesmo quando eu chorar, as minhas lágrimas serão
Para regar a minha fé e consolar meu coração..."




Eu já vivi intensamente essa paz dos homens...
Essa paz do mundo. A paz que vem do pretensioso senso de propriedade e da falsa segurança em coisas e pessoas. Antes, eu não saía de casa sem a segurança do meu carro novo de tanque cheio, sem meu cartão de crédito, sem meu talão de cheques, sem minha carteira de grife recheada de dinheiro. Também não saía de casa sem a certeza de que minha casa era o meu refúgio de volta, que os meus filhos eram a minha alegria e que o meu marido era o meu deus - este último, não por idolatria consciente, mas pela falsa ideia de que o próprio Deus o teria nomeado para me proteger em Seu lugar.

Para que Deus se revelasse em mim, foi necessário que eu chorasse amargamente por um longo tempo todas essas perdas como a me esvaziar completamente de qualquer resquício de falso poder que porventura houvesse em meu ser. E depois de muitos anos resistindo ao Espírito e à Verdade, finalmente me prostrei cansada e abatida... E eis que essa revelação se instalou em mim! Isso é um acesso pessoal que não tem nenhuma religião, nenhuma denominação, nenhum pretenso pacote doutrinário que seja capaz de realizar. (Esse mesmo pacote de doutrinas que oferece uma falsa expectativa de segurança aos seus seguidores). Como disse Deus (Jr 8.11) na boca do profeta: “curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.”

E posso dizer que, em mim,  foi a coisa mais maravilhosa, lúcida e perfeita que aconteceu e que jamais acontecerá posto que é definitivo. E não que eu tenha me tornado uma pessoa perfeita, mas com a certeza de que podem me tirar tudo, pode o mundo inteiro me abandonar, mas meu Deus jamais me abandonará.

É disso que estou falando, é dessa paz que venho falando desde que iniciei a blogar. E não daquela falsa paz anterior e que tem uma linha bem sutil separando-a desta verdadeira paz; não aquela que nos engana dizendo que nela somos abençoados, já que nela temos "tudo" que precisamos. Naquela que lhe diz como em mantra que está tudo bem ainda que existindo uma voz latente dentro de você dizendo que está faltando algo, que aquela completude toda não está completa, que aquela felicidade toda é ilusória mas que você finda por abafar essa voz teimando em viver nela. Então, fingindo que está feliz, segue silenciosamente dando murro em ponta de faca, sorrindo amarelo e repetindo pra si mesma que está tudo bem.

A grande cilada é que a linha é bem sutil pra quem está do lado de lá. Do lado de cá, da verdadeira paz, a diferença é enorme. E só dá pra sacar a diferença quem, de fato, experimenta a verdadeira paz. Paradoxalmente, só quem já experimentou essa outra paz - a da pseudo segurança - é que pode falar com propriedade, posto que, apesar da linha aparentemente sutil, há uma enorme diferença que se coloca como separação e que é vivida na própria existência. E isso não dá para teólogo nenhum colocar em palavras. Porque é experiência vivida "no chão da existência".

Saber (quase) todo mundo sabe, é diferente de viver na prática. Foi o que disse Jesus: ora, se sabeis essas coisas, bem aventurados sois se as praticardes. Mas praticar mecanicamente? Até que os religiosos tentam, mas é cansativo, é pesado. E, ainda que não se perceba cansativo nem pesado por ter-se transformado em mero hábito (costume), lá no fundo do coração sabe-se o vazio, pois também nada diz de vida sincera e verdadeira.

Por outro lado, viver o Evangelho no cotidiano não significa ser o piedoso e bonzinho do monastério, com cântico gregoriano nos lábios, isolado do mundo. É viver, no caos do mundo, uma paz que não é do mundo. É viver levando cacetada e entristecer-se diariamente, porém, sem nunca perder a esperança nem entrar em pânico com a tempestade que aponta por ter a certeza do Condutor do Barco.

Só quem já viveu a outra paz e, de fato, vive a verdadeira, não apenas sabe como é flagrante esse saber em seu estilo de vida. E não que passe a ser a pessoa mais correta da face da Terra e sim - como disse certa vez um pregador - que foi tocado pela Graça de tal maneira que sabe que fora dela não tem qualquer chance de segurança alguma.

Gosto muito dessas palavras de Paulo (2Co 4.8) e as repito muito ultimamente:

"Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém, não destruídos".

E perseguição não existe apenas de maneira explícita e agressiva, que leva a pessoa para a fogueira em meio a uma multidão de expectadores. Existe a perseguição velada - emocional, psicológica - que tenta minar nossas energias. E nessa perseguição cada vez mais eu enxergo um teste à nossa fé. E quanto mais eu sou provada, mais eu me coloco aos pés da Cruz! Pois não existe alegria maior do que a certeza de ser amada em meio aos obstáculos, dificuldades e tribulações.

E, como diz o cântico: louvando a Deus, não importando as circunstâncias. Glorificando o Seu Santo Nome com temor e tremor! Em todo o tempo!




Rompendo em fé.

Canta: Kléber Lucas

Cada vez que a minha fé é provada,

Tu me dás a chance

De crescer um pouco mais.

As montanhas e vales,

Desertos e mares que atravesso

Me levam para perto de Ti.

Minhas provações não são

Maiores que o meu Deus

E não vão me impedir de caminhar.

E se diante de mim, não se abrir o mar

Deus vai me fazer andar por sobre as águas

Rompendo em fé,

Minha vida se revestirá do Teu poder

Rompendo em fé,

Com ousadia vou mover no sobrenatural

Vou lutar e vencer, vou plantar e colher,

A cada dia vou viver rompendo em fé.





sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A paz que vem de Deus




As Escrituras fazem diferença entre paz e PAZ.

Sim! Para Deus uma é a paz do homem e outra é A PAZ DO CÉU.

Foi por isto que Jesus disse “a minha paz vos deixo, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo”.

Afinal, uma é a paz dos homens e outra a paz de Deus.

A paz dos homens tem a ver com conforto, equilíbrio de poderes, controle, domínio, bens, seguranças, sucessos, liberdade de expressão, determinações afetivas, reconhecimento, tranquilidade, autodeterminação, boas sensações.

Ora, tire-se qualquer dessas coisas de um homem e ele perderá toda paz que supostamente possua.

A paz de Deus, no entanto, não é assim. Pois se a paz dos homens decorre de muitas bênçãos e prosperidades, a paz de Deus, no entanto, decorre de Deus apenas, e não de circunstâncias favoráveis.

A paz do homem é sempre emocional. A paz de Deus, entretanto, é ultra-circunstancial, visto ser um estado que transcende a tudo.

Jesus deixou claro que uma é a paz da terra e outra a do céu.

“A minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo”.

Assim, pergunto:

Qual é a paz que você busca?

A que depende do Paraíso se manifestar na terra, conforme os caprichos e ilusões do homem? Ou aquela paz que excede ao entendimento, e que está presente em nós, mesmo quando o mundo todo nos designa como azarões?

O conceito judaico de paz, o Shalom, é o de uma paz integral: corpo, alma e espírito.

A paz de Cristo, no entanto, é maior do que o conceito de Shalom.

Afinal, em Jesus, com sucessos ou não, A PAZ É REAL, e não se intimida e nem foge ante a angústia, a perda, a catástrofe, o cerco, a opressão e qualquer outra coisa desta existência.

Sim! Jesus é a nossa paz; e nada mais além Dele!

Alguém lê isto e diz: Eu já sabia. Nada novo!

Ora, eu não estou aqui para pregar novidades, mas apenas para anunciar aquilo que, em sendo vivido pela fé, faz a pessoa viver em novidade de vida.

Portanto, pergunto:

Qual é a vantagem de dizer que sabe algo se você diz que sabe sem ter jamais provado?

A paz de Deus não é uma bandeira. Ela é apenas paz para ser vivida, e não pregada como discurso de sedução aos angustiados.

Paulo diz que tudo isto se transforma em fato e realidade em nós se aprendermos a pensar, a sentir, a imaginar e falar; pois, a paz de Deus enche o coração de quem pensa o que é bom e justo, e busca sentir e falar apenas aquilo que seja construtivo.

A esses se diz que a paz de Deus que excede a todo entendimento encherá suas mentes e coração.

Tudo isto que estou dizendo somente será verdade quando for verdade em você.

*****************

Estou postando NOVAMENTE  <--clique aqui para ver a autoria e a fonte este texto devido a uma grande tribulação que venho passando há alguns meses.

E glorifico O NOME DO SENHOR, porque apesar das tristezas que porventura eu tenha que passar, permaneço firme na fé.

Ele me disse:

"Invoca-me no dia da tua angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás". (Salmo 50.15)

Deus é maravilhoso, ele não nos tira da adversidade mas nos tira a angústia do peito.

Por isso, não há NENHUMA tristeza nesse mundo que me tire a paz que Ele mesmo TATUOU para sempre em meu coração.

Glórias pois, a ELE, eternamente!!!

Regina Célia

sábado, 16 de outubro de 2010

A armadura de Deus





Estive pensando...

Não, não descobri o Brasil nem reinventei a roda, vou logo adiantando a leitores de crítica acirrada. Também não fiz nem faço estudo bíblico de queimar neurônios. Apenas gosto de refletir como é importante, necessária e maravilhosa a redescoberta diária da SIMPLICIDADE do que Deus requer de nós.

Estive pensando em como os Dez Mandamentos são pautados em nossos relacionamentos com Ele, nossa família e nosso semelhante; como o Evangelho nos diz sobre nossa existência em convívio; em como é impressionante o primeiro milagre de Jesus ter sido em um casamento - onde o vinho excelente faz a festa duradoura - e em como tudo isso nos diz sobre a importância do casamento, do plano de Deus para as pessoas, do ajuntamento que se forma em volta de um casamento que deve ser festa e alegria CONTÍNUA na existência, da necessidade de se estar juntos dando suporte uns aos outros...

Então, estive pensando no quanto nos permitimos estragar esse plano de Deus para nossa vida e no quanto os próprios relacionamentos nos colocam em alerta constante para "o dia mau". O dia mau que é cotidiano e cujas forças tenebrosas nele incluídas fazem uso do homem, adulterando seus valores e seus conceitos em aparente calma e equilíbrio com o intuito de distorcer a verdade e afastar as pessoas umas das outras. Sim, pois o inimigo de nossas almas só quer isso: separar as pessoas por meio de acusações, mentiras e situações distorcidas. Precisamos ficar atentos e não nos afastarmos das pessoas entendendo que nossa luta não é contra elas. Vivemos em constante batalha espiritual e por isso o soldado tem que pôr a armadura todo dia para poder rebater as falsas acusações do inimigo com seu kit imundo de ciladas diárias em situações de conflito que provocam dúvida, medo, autopiedade, culpa e toda a sorte de pensamentos negativos. Pensamentos traduzidos em palavras e consequentes ações, das mais devastadoras...

Dias atrás escrevi um texto sobre conviver com diferenças, citando especificamente divergências entre irmãos justamente porque RESPEITAR a individualidade e diversidade dentro do próprio lar, certamente é um dos maiores desafios que a pessoa vai aprender para poder enfrentar a vida lá fora com ÉTICA E DIGNIDADE. É no lar que se desenvolve o verdadeiro companheirismo que vai moldar o caráter do ser humano. É no lar que se aprende o importante significado de convivência sadia com as diferenças. É no lar que acontece a primeira interação entre os indivíduos e que será algo decisivo na geração de novos entrelaçamentos fora do âmbito familiar, estendendo-se a todas as áreas da vida de uma pessoa.

E como trazer isso para a vida real, para a crise, para o bate boca que ora se apresenta, para as discussões inflamadas, as contendas que surgem? Na verdade, não há muita dificuldade em se entender isso. Porém, o que existe como trava é uma resistência enorme em querer se desarmar, pois todos têm suas justificativas, suas próprias racionalizações e não querem abrir mão delas. Daí a potencialização das desavenças que findam por mascarar a verdade. E aí está a cilada, pois essa resistência embaça a maneira correta de desfazer os nós formados pelo desentendimento; essa resistência insiste na permanência de uma crise que na sua grande maioria das vezes surge de uma bobagem, “do nada”. E, unicamente por meio da reconciliação EM VERDADE, confessando as próprias fraquezas (pecado) é que se retoma o caminho do amor e da compaixão que une as pessoas. Somente com amor e humildade se neutraliza todo ressentimento que porventura queira se instalar na nossa alma. E só podemos neutralizar essa situação que nos afasta uns dos outros SE estivermos capacitados para isso. E essa capacitação não vem de nós, precisamos PEDIR a ajuda de Deus.

É onde entra “a armadura de Deus”.

Aos efésios, Paulo faz uma analogia da figura da armadura de Deus com a armadura do soldado romano, mostrando que não é com nossos próprios esforços que iremos abater o inimigo que destrói relações, e sim, confiando na proteção e amparo de Deus que nos capacita a vencer suas investidas.

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Efésios 6.12)

“Cingindo-vos com a verdade” – a cintura ou abdômen era vista como a área das emoções que normalmente nos enganam fazendo acreditar em uma mentira; quando temos compromisso com a verdade, independentemente das repercussões, nossas emoções não nos deixam cair nessa cilada, não importam as circunstâncias.

“Vestindo-vos da couraça da justiça” – o peito é visto como o lugar onde se encontra a alma. Quando o coração é limpo e justo, através de constante confissão e perdão, não há espaço para o inimigo fazer seu inferninho.

“Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz” Se estamos com o sapato adequado, pisamos de forma correta em qualquer ambiente a serviço do Senhor levando o Evangelho da paz e da reconciliação.

“Embraçando sempre o escudo da fé” – outra metáfora que nos alerta a não tirar o escudo do braço, sempre atentos para rebater os dardos inflamados (acusações) por meio da armadura invisível que é a fé.

“Tomai também o capacete da salvação” – nessa área na qual está o capacete somos protegidos contra os maus pensamentos que ora queiram se instalar. A certeza da salvação é uma enorme defesa contra a dúvida, a insegurança e outras obras das forças espirituais do mal.

“Tomai... a espada do Espírito” – a espada é a Palavra viva, poderosa e efetiva.

“Orando em todo tempo no Espírito” – É nessa constante comunicação com o Senhor das nossas vidas que encontramos encorajamento e direcionamento correto em meio ao vendaval. “Em todo tempo” nos aponta a seriedade e necessidade de nos mantermos a postos nessa batalha que é constante. (Efésios 6:14.18- Adaptado de A Bíblia da Mulher -pag 1502- Ed Mundo Cristão-  SBB)



“Sede sóbrios e vigilantes.
O diabo, vosso adversário, anda em derredor,
como leão que ruge procurando alguém para devorar.”
(1Pe 5.8)

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus,
para que possais resistir no dia mau e, depois de teres vencido tudo,
permanecer inabaláveis”
(Ef 6.13)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quem está no controle?




A fé em Jesus não se abrigou em nenhum 'templo' até o quarto século. E por mais de trezentos anos os cristãos não tiveram nenhum templo nem sentiram falta de nada.
 
E mais: foi o tempo mais feliz que a Igreja já experimentou na História, apesar das muitas perseguições.

Hoje, pelo menos 85% das 'igrejas' estão assim: umas, doentes de algo tão grotesco que não dá nem pra passar na porta. Outras sofrem desses males intervencionistas, fruto do desejo de poder e controle.

Algo corrompeu a alma pastoral da maioria e, por conseguinte, também da comunidade.


Tenho um amigo muito amado e muito cristão que disse outro dia, que não leva mais as filhas a nenhuma 'igreja',a fim de que as meninas, adolescentes e críticas, não percam a fé.

Meu dilema nos últimos 30 anos sempre foi esse.

Pregava para milhões na televisão, no rádio, nos estádios lotados, em teatros, por meio de meus livros, revista, fitas, vídeos etc.; milhares se convertiam, pediam recomendação de uma igreja, eu indicava, alguns poucos se davam bem, mas a maioria dizia:

- Quero saber onde é que pregam a Palavra, conforme ouço você pregar, porque onde estou, é 'outro evangelho'.

Naquele tempo — até cerca de dez anos — ainda havia igrejas recomendáveis.

Hoje está brabo, como nunca esteve antes.

Até muitas das igrejas históricas entraram no esquema de controle de almas humanas.

É um inferno.

O Diabo agradece!
Mas lembre-se:


 
Você não se converteu a uma 'igreja'.

 
Você conheceu Jesus, e, por esse simples fato, se tornou Igreja.

Portanto, crie sua própria comunhão de irmãos.

Reúna-os para lerem a Palavra e orar.

Faça como Jesus e Paulo: passavam pela sinagoga; se bem recebidos, ficavam; se não, passavam adiante.

Nosso negócio é com gente, e não com xerifes adoecidos e auto-intitulados de pastores.

Não desanime.

O amor de Cristo é maior que a doença da “igreja”.

          Pregue a Palavra da Graça de Deus.

          Igreja é quem crê no Evangelho da Graça.

Deles é o direito de primogenitura espiritual sobre essa Incomparável Confissão de Fé.

(Grifos e negritos meus - RF)


(De um pastor a certo jovem. Texto na íntegra AQUI)





domingo, 10 de janeiro de 2010

Deus nas circunstâncias



As Sagradas Escrituras nos apontam um Deus Soberano que tudo sabe, tudo vê e governa, e que usa os meios mais distintos para cumprir seus propósitos e designios eternos.




No entanto, é indiscutível também o fato de que o Soberano não nos abandona em meio aos furacões da existência. Na verdade, Ele aproveita cada momento, para nos enviar sinais do seu grande amor, cuidando afetuosamente dos nossos corações, confortando-nos e ministrando o consolo do Espírito Santo.


Deus usa os dramas e dificuldades da jornada para se contrapor às tragédias do dia-a-dia trabalhando a favor da gente. Foi isso que ele fez na vida de José. Quando tudo parecia apontar para o fim, Deus interveio na história ensinando que ele usa toda e qualquer circunstância como instrumento de Sua vontade.


Nada, absolutamente nada, pode se contrapor à vontade de Deus!


Ele é majestosamente Soberano, Senhor de tudo e de todos! Se o cosmos é sustentado pela força do seu poder quanto mais as nossas frágeis vidas.


Quando aparentemente chegamos ao fim da linha, somos tentados pelo inimigo de nossas almas a nutrir no coração o sentimento de frustração e derrota. Entretanto, sem que percebamos, são em situações assim onde a esperança fraqueja, que obtemos a oportunidade de transformar nossos dilemas e problemas em esperança.


As circunstâncias disseram a José na cisterna do deserto: É o fim. Contudo, Deus lhe disse: É o começo, José, o governo do Egito te espera.

No deserto Moisés teve a seguinte impressão: “É o fim. Entretanto, Deus lhe disse: É o começo, transformar-te-ei no libertador do meu povo”.

O rei da Babilônia disse a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: É o fim. Todavia, Deus lhes disse: É o começo, vocês serão grandes governadores da Babilônia!

Na cova dos leões Daniel ouviu: É o fim. Entretanto, Deus lhe disse: É o começo, sua história mudará o mundo enchendo os crentes de fé esperança.

João, exilado na ilha de Patmos ouviu: É o fim. Contudo Deus lhe disse: É o começo, você escreverá a maior revelação de todos os tempos - O Apocalipse.

Ao ser crucificado Jesus ouviu: É o fim. Contudo, Deus disse: É o começo, todo poder no céu e na terra eu entrego nas tuas mãos.

Roberto Vargens

Texto na íntegra AQUI. 

(Grifos meus- RF)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

No caminho de Emaús







“Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios; e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido.

Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles; mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram.

Então ele lhes perguntou: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós?

Eles então pararam tristes. E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe: És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias?

Ao que ele lhes perguntou: Quais?

Disseram-lhe: As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades e entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel; e, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro e, não achando o corpo dele voltaram, declarando que tinham tido uma visão de anjos que diziam estar ele vivo. Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a ele, porém, não o viram.

Então ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram!

Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?

E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, ele fez como quem ia para mais longe.

Eles, porém, o constrangeram, dizendo: Fica conosco; porque é tarde, e já declinou o dia.

E entrou para ficar com eles. Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava.

Abriram-se-lhes então os olhos, e o reconheceram; nisto ele desapareceu de diante deles.

E disseram um para o outro: Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” 

Lucas 24:13-32




Este trecho do Evangelho de Lucas simplesmente me encanta. Nele vejo como nosso Senhor é paciente e bondoso conosco, mesmo quando estamos atravessando momentos de dúvidas e dores profundas.

Os dois discípulos no caminho de Emaús estavam profundamente frustrados com a morte de Jesus, a quem todos consideravam o libertador de Israel. Sua morte fez com que desmoronasse toda esperança dos discípulos que haviam acompanhado Jesus durante seus três anos de ministério terreno.
Tristes, preocupados, frustrados, enlutados e irados, muitas vezes estamos caminhando o velho caminho de volta, onde certamente todos os nossos que não creram em Jesus irão menosprezar nossa fé e nos ridicularizar. Trilhar o caminho de volta significa que confiamos em um evangelho de falsas promessas para os de fora, e a vergonha em voltar atrás é quase maior que a decepção com nosso Messias.

No caminho de volta, Jesus apareceu aos dois discípulos mas, devido à grande dor e frustração que eles estavam vivendo, não foram capazes de reconhecer o Senhor. Isso acontece freqüentemente com TODOS nós. Nos nossos momentos de dor ficamos cegos, surdos e tardios em compreender. Mesmo assim, lá está o Senhor, ao nosso lado, falando conosco, enquanto tratamos Ele com aspereza e grosseria.

Veja como os discípulos responderam ao Senhor quando Ele perguntou sobre o que vinham conversando entre eles: “És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias? “ foi a resposta dada à Cristo. E quantas vezes falamos assim com nosso amado Mestre, mesmo que sem palavras mas, principalmente, com atitudes? Ele deveria saber tudo o que estava acontecendo! Ele deveria se fazer presente em nosso meio! Mas lá está Jesus, tratando nossas feridas com paciência e compreensão, sabendo que a dor da perda estava consumindo o coração de seus discípulos e por esta razão não poderiam ser levados a ferro e fogo.

Após terem desabafado, Jesus começa a expor a eles tudo o que sobre Ele estava escrito, de forma que entendessem que o que aconteceu era necessário para que se cumprissem as profecias. Este é um momento que pessoalmente lamento profundamente em não ter estado presente. A AULA de Teologia dos meus sonhos, tendo o próprio Jesus como Mestre, expondo de Moisés aos profetas tudo o que sobre o Messias estava escrito. Pedirei um replay quando estiver no céu.

Após trilharem juntos algum tempo, o Senhor fez com que achassem que Ele passaria direto, mas a esta altura os dois discípulos estavam tão encantados com a sabedoria daquele homem que pediram que Ele ficasse aquela noite com eles.

Entraram e sentaram-se à mesa.

Jesus tomou o pão e o partiu, assim como fez na última ceia.

Neste momento, seus olhos se abriram e reconheceram que era Jesus que estava com eles por todo aquele trajeto.

A fé voltou a pulsar em seus peitos. A alegria e a certeza encheram seus vazios e questionamentos. Seus peitos ardiam enquanto ouviam Jesus expondo as Escrituras. Reconheceram que aquela era a Voz que por três anos ouviram, e que dali para frente ouviriam sempre, através do Espírito Santo. Aquela voz que nós, ovelhas, ouvimos e seguimos. A voz do Bom Pastor, que nos guia por veredas tranqüilas e pastos verdejantes. Discernimos a Voz do Senhor das outras vozes, e caminhamos com fé e segurança.

O Senhor vive! Ele estará conosco por todo o trajeto.
 
Não será necessário terminar a jornada de volta, pois o Senhor nos encontrará no caminho, suportará nossas duvidas e grosserias e nos trará de volta ao Caminho de ida.
 
Não trilharemos o caminho da derrota, não voltaremos atrás, pois Ele está conosco.
 
 
Essa eu colei lá do blog Pastor João e a Igreja Invisível - :)
Grifos meus - RF - para não perder o costume he he he

sábado, 12 de dezembro de 2009

Eu sei, mas não devia




Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.






A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


Esse texto veio parar aqui por meio de uma pregação do Ricardo Gondim que eu ouvi hoje no blog do João com base no texto de Lucas 22: 54.62 (EU RECOMENDO!)

Como diz o pastor: a palavra de ordem do cristianismo é PERSEVERANÇA.
E dizer: SENHOR, EU SOU TEU!

"... todavia, o meu justo viverá pela fé; e: se retroceder, nele não se compraz a minha alma"
(Hb 10.38)