"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

Translate

Mostrando postagens com marcador aconteceu comigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aconteceu comigo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Irai-vos e não pequeis



Um dos maiores equívocos do SECTÁRIO é achar que não ir à balada nem ver futebol seja garantia de céu. Considera ‘não fazer isso e aquilo’ uma medida de espiritualidade. (Cl 2:20,21,22,23). Quanta tolice. Mera vaidade. Infantilidade espiritualóide. Além, claro, de perder a oportunidade de curtir momentos agradáveis ao lado de pessoas que ama...
Outro equívoco GROTESCO é acreditar em bonificação espiritual pelo fato de não usar alguns termos convencionados como chulos. Além de grande engano, é UM prato cheio para a hipocrisia. Quantos religiosos não dizem palavrão, mas usam de linguagem muito mais depreciativa do que um palavrão, MAIS pedante, MAIS arrogante, MAIS pretensiosa e MAIS ofensiva em frases indiretas, constrangendo e ameaçando de maneira velada, cheios de raiva xiita, de orgulho, DE JUSTIÇA PRÓPRIA e de si mesmo!
Jesus, em Seus dias missionários, em nenhum momento reprime as emoções. Além de ter experimentado todas as emoções humanas, Ele diz apenas pra a gente ir resolvendo as broncas no caminho.
“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” – disse o apóstolo Paulo.
Quando Paulo diz ao povo de Éfeso acerca da santidade do cristão, estimulando-o a colocar de lado ‘o velho homem’, ele não distribui um pozinho mágico para que se reprimam as emoções negativas. Ele dá dicas terapêuticas de COMO LIDAR com esse tipo de emoção.
Ele não diz que não é para a pessoa irar-se. Ele diz para a pessoa se irar JUSTAMENTE PARA NÃO PECAR!
Daí a sequência:
Primeiro ele diz: “irai-vos...”
Depois diz: “...E NÃO PEQUEIS!”

É óbvio que não nos deparamos com situações assim com tanta frequência, mas caso aconteça de os ânimos se exaltarem, a pessoa se expressa é por meio de palavras contundentes MESMO! O que inclui, SIM, o velho e terapêutico palavrão. Isso é perfeitamente SAUDÁVEL.
Pois quando eu resolvo a pendenga ali mesmo E VIRO A PÁGINA, não estou dando espaço para alimentar sentimentos de amargura que me adoecem e desencadeiam em atitudes ruins para comigo e para o meu semelhante.
E, se eu não resolvo a questão pra bancar a ‘santinha graças a Deus’, na realidade, estou canalizando emoções ruins de maneira inadequada e nociva para nossa saúde. NA PRÁTICA, ‘relevar’ é muito civilizado. No sentido mais pejorativo da palavra. Isso, sim, é pecar.
Assim, Paulo ‘fecha’ essa questão, ensinando mais uma vez SOBRE CULTO RACIONAL, COMO SEMPRE DE MANEIRA PRÁTICA E LÚCIDA, dizendo ainda:
- Não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.
Quantas vezes vamos dormir com raiva quando poderíamos ter chamado a pessoa em questão para esclarecer o mal entendido! Nosso orgulho, nosso recalque e nossa vaidade nos impedem de zerarmos tudo. Então seguimos valorizando e alimentando aquela emoção negativa. Quando a situação é muito grave chegamos a adoecer física e emocionalmente, inclusive provocando desarmonia entre outras pessoas.
O autor de Hebreus (12.15) alerta sobre a ‘raiz de amargura’ que, brotando, nos perturba o coração. Então, por meio dessa raiz de amargura, muitos são contaminados.
Isso, sim, é dar lugar ao diabo.
Portanto, fiquemos BEM atentos ao doutrinamento que MASCARA nosso comportamento como sendo santinhos e falsos piedosos diante dos homens, mas que não consegue JAMAIS esconder a nossa verdadeira face diante de Deus.

TEXTO RELACIONADO:



quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ainda acerca da Conversão ao Evangelho...

O reino de Deus não é uma igreja nem um grupo de pessoas, é um projeto de vida comunitária de amor, serviço, misericórdia e paciência. Não vive a dinâmica do reino quem se isola, nem quem de modo automático se congrega, mas quem existe em relação simples e verdadeira com seu próximo. (Martorelli Dantas)





O que eu percebo muito por aí, é que as pessoas associam conversão à denominação e suas práticas religiosas visíveis, palpáveis, ‘pegáveis’, 'molháveis'. E isso remonta não apenas a um século de existência, mas desde que o homem habita o mundo. Na ‘igreja primitiva’, então, temos a situação emblemática dos hebreus convertidos que estavam desistindo da fé na Graça de Deus em Cristo e voltando aos velhos ritos, práticas, crenças e legalismos do judaísmo, em paradoxo com o sentido da expressão ‘hebreu’ que determina um estado CONSTANTE de progressão. 

Hoje em dia não é muito diferente, só muda o pano de fundo. Entretanto, o que o Evangelho nos diz, é que fazer a confissão de que Jesus Cristo é Deus, nos torna membros da Igreja de Jesus. Que Jesus Cristo é a encarnação da Graça de Deus; que Jesus é a encarnação da glória de Deus. E o verbo se fez carne e habitou entre nós - disse João no início de sua narrativa. Isso não é apenas uma afirmativa que se deva dizer amém de forma mecânica e sem aplicação útil na própria existência. Isso tudo encerra um novo estilo de vida. 

Daí começa a conversão. Conversão genuína não confunde. Primeiro que a pessoa entende, de imediato, que se trata de uma experiência pessoal e intransferível, totalmente independente de programação e ritual religioso. É, ao mesmo tempo, um ato imediato e inconfundível, como também um processo para a vida toda, visto que a natureza humana tem um terrível hábito de se corromper, de se engessar, de voltar atrás nos velhos e carcomidos hábitos, como enfatizado mais acima. 

Essa conversão traz, em si, o arrependimento. Muitos religiosos, devido a uma forte herança judaico/católica, confundem ‘arrependimento’ com o fato de se deixar certos hábitos que algumas doutrinas religiosas colocam como sendo desagradáveis a Deus e, então, mecanicamente, passam a seguir uma listinha de regrinhas doutrinárias, habituando-se com aquela mesmice e repetição, crentes que aquilo é conversão. E isso é um grande equívoco. Pior: isso é um engessamento, uma cilada, um impedimento. Deus não está interessado em nossas exterioridades. Ele olha para o coração e suas intenções. É lógico que quando nos alinhamos à Sua vontade, passamos a ser mais sensatos e coerentes, refletindo isso no nosso exterior, mas NUNCA como regra de salvação ou virtude

Arrependimento do velho homem engloba toda uma maneira de ser e pensar que passa, não por religiosidade imposta pelo homem, mas pelo crivo de Jesus que nos ensina a nos relacionarmos com Deus, com o semelhante e com nós mesmos. Trata-se de uma mudança completa nos conceitos e nos valores, conforme a mente de Jesus, para exercermos o único ministério por Ele a nós confiado: o da reconciliação. 

Passou disso é religiosidade.

---------
Comentário feito no grupo de FB 'Consultando a Bíblia', na postagem do Nilton Furlan onde ele pergunta:

"Vocês acham que a conversão é imediata? 
Ou em alguns casos, haverá um processo para essa pessoa passar, para aí, sim, vir a conversão? 
Ou, na verdade, não trata-se de conversão, mas de esclarecimento"?



TEXTO RELACIONADO:


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Eleotério disse...



Eleotério disse:
Quando passei a crer em Cristo e na Vida Eterna no céu, entendi que necessitava de um lugar para cultuar a Deus e a Cristo.

A Palavra de Deus diz que quando passamos a crer em Cristo, entendemos que a nossa ‘vida eterna’ começa aqui na Terra e que o lugar de culto é no chão da existência. Aprendemos que Deus e Cristo são um só. ‘E o Verbo se fez carne e habitou entre nós’. (João 1.14)

Com a Nova e Eterna Aliança, os hábitos antigos perdem sua função. A partir de Jesus, não se cultua mais a Deus em lugares (Atos 7:48.49.50.51). Ele habita nos corações e o culto se faz no ser e se aplica na prática. Lugar de ajuntamento a que chamamos de igreja não é a morada Dele. Além de tudo, 'Deus não tem nenhum lugar de culto fora do amor ao próximo' - disse o pregador.

Eleotério disse:
Passei a ser membro na CCB, onde vou cantar louvores, orar, buscar consolo espiritual para alma, minha alma entre outras coisas.

A Palavra de Deus diz que Jesus condenou com firmeza a doutrina de homens que promove uma exterioridade vazia e que, num processo gradativo e sutil, leva a confundir igreja/denominação/instituição com presença constante de Deus na nossa existência. Com estes que assim agem e pensam, Jesus não teve misericórdia, chamando-os de hipócritas! (Ver Marcos 7)

O culto verdadeiro jamais se confunde com LOCAIS onde se louva a Deus em grupo. Locais, geralmente se transformam em instituições religiosas que ditam regras e mais regras conforme suas próprias doutrinas. Usando o nome de Jesus. Quando alguém diz que necessita ir a um lugar determinado onde ele crê que Deus lá está, e para que assim encontre consolo para a alma, está afirmando claramente que Deus está em lugares, e não, habitando dentro do próprio coração.

Nos tempos da Antiga Aliança, quando havia arrependimento e se fazia confissões coletivas, Deus já repreendia aqueles que confiavam no templo como garantia espiritual (Jeremias 7). Naquela época, em que os rituais ainda eram importantes, Deus já deixava claro que apenas o arrependimento e a justiça trariam libertação, e não os rituais, a celebração, a liturgia.

Eleotério disse:
Na CCB os irmãos sentam de um lado e as irmãs do outro, achei bom pois evita que as pessoas misturem culto com esposa, namorada, etc.

A Palavra de Deus diz: 'negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição de homens’ (Ver Marcos 7). Os líderes religiosos estabeleceram regras que foram compondo a tradição oral de suas crenças.  Criando um sistema próprio de interpretação para preservar e demonstrar ‘a lei de Deus’. Incorporando certos usos e costumes que eles mesmos passaram a acreditar e divulgar entre seu povo, que serviam para medir a santidade e a impiedade das pessoas, colocando-se acima das Escrituras. Esse costume judaico imitado por algumas denominações (ditas cristãs), difere da forma gritante do que fazia Jesus em seus dias missionários (e que nos manda imitá-Lo).

Contrariando os hábitos judaicos, Jesus rompeu com os rituais. Nunca ensinou nas sinagogas. O fazia à beira do rio, nos montes, no caminho. As pessoas se aproximavam juntas para ouvir o que Ele tinha a dizer:  jovens, namorados, amantes, adultos, crianças, homens e mulheres, casais, solteiros, prostitutas, malfeitores, todos com seus problemas. Era um culto de ‘tudo junto e misturado’. Fora do templo!

E assim, em todos os sentidos Ele derrubou o templo, seus hábitos e rituais que determinavam santidade. E, mesmo assim, os religiosos foram reconstruindo tudo aquilo que Jesus havia derrubado. Estes, ainda hoje não entendem o que diz Jesus há mais de dois mil anos: ‘publicanos e meretrizes vos procedem no Reino de Deus'. Apegados a seus próprios rituais, regras, dogmas e doutrinas, inventaram um novo evangelho, afirmando que  tudo que lá fazem é em nome de Jesus.

Eleotério disse:
As irmãs usam véu. Cobrem o cabelo e o homem (que é sua cabeça) que são a glória da mulher obedecendo Corintios que afirma que a mulher DEVE(deve) cobrir a cabeça com o véu, etc. Deve vem do verbo obrigação, nada a ver com costume na cidade de Corinto.

A Palavra de Deus diz: ‘Eis que O VÉU do santuário se rasgou em duas partes DE ALTO A BAIXO’; tremeu a terra, fenderam-se as rochas’. Mateus 27.51  (caps meus).

O grosso, pesado e enoooooorme véu do templo que separava o homem de Deus, foi rasgado de alto a baixo (ou seja, nenhuma mão humana seria capaz de fazer isso).  Sua presença era para lembrar a constante separação entra a humanidade e Deus. Mas, em Cristo, foi anulado; perdendo sua utilidade para estarmos em Sua presença (Hb 4.16).

E o que dizer de um pedacinho de pano hoje visto em cabeças femininas em algumas igrejas? Qual a sua serventia diante do sacrifício de Jesus? A Palavra de Deus diz: nenhuma! O fato de ter sido rasgado significa o momento oportuno (conforme falava o profeta) da remoção da barreira que havia entre Deus e QUALQUER PESSOA que aceita o sacrifício de Jesus .

A referência que Paulo faz tem uma analogia de reverência e submissão voluntária feita ÀS ESPOSAS (E não às mulheres de modo geral), aos maridos e à igreja. A mulher como ‘glória do homem’ era um conceito que remetia ao papel do marido. O marido, por sua vez, tinha compromisso com a esposa.  E, embora parecendo contraditório, Paulo deixa claro que não havia superioridade nem inferioridade entre homem e mulher, apenas papéis culturais diferentes  (época em que a mulher nem podia se dirigir ao homem em público!) Isso fica muito simples e fácil de assimilar quando se entende todo o contexto no qual tudo ocorria. Não podemos trazer isso para os dias atuais e transformar em doutrina em nome de Jesus. E, MENOS AINDA: aplicar o seu uso na igreja como sendo premissa de salvação. Pegar esse trecho escrito em uma carta de Paulo e aplicar na igreja/denominação como sendo mandamento de Deus, é um dos maiores equívocos doutrinários que tem acontecido. Fazer por costume religioso, hábito que se engessou, é outra história. Mas querer que essa tradição religiosa seja obedecida como OBRIGAÇÃO, como mandamento de Deus é, no mínimo, temeroso. Nenhum dos mandamentos de Deus está relacionado a performances, exterioridades. E, sim, a TODOS os desejos do coração. Porque é do coração que procedem maus desígnios (arrogância, indiferença, pretensão, falta de compaixão, enganos),  homicídios, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. Isso é o que contamina o homem, pois sai da boca vindo do coração. (Ver Mt 15:18.19.20)

Eleotério disse:
Tem aprox. 300 mil músicos, afora organistas. A maior orquestra do planeta !!   
  
A Palavra de Deus diz: Vaidade das vaidades, diz o autor de Eclesiastes a tudo que representa transitoriedade.   Deus ignora os palcos, os altares esplêndidos! Quando Balaão se encontra com Deus vai logo dizendo a quantidade de altares e ofertas especiais que preparou, mas Deus não lhe deu atenção indo direto ao ponto, colocando  a palavra em sua boca. O palco e o holocausto ficaram de lado e o Senhor o compeliu a falar verdades importantes sobre Israel.  E o que oferecemos quando estamos praticando ‘louvor’ coletivo e programado, Deus simplesmente ignora todas as pompas e olha diretamente para cada coração. Todo aparato vaidoso que o homem prepara com tanto esmero não tem qualquer valor para Deus. Não há número de fiéis, não há templo erigido, não há orquestra com seus instrumentos mais brilhantes e sons mais harmônicos. Deus não precisa que lhe amaciem o ego. O homem, sim!  O homem precisa de bajulação, de reconhecimento, de aplauso! Deus quer que anunciemos A BOA NOVA ao mundo.

Eleotério disse:       
Os homens e mulheres são orientados para irem aos cultos com vestimentas sociais, em demonstração de respeito ao Pai, Filho e Espírito Santo que alí se apresenta.

A Palavra de Deus diz:
O respeito ao Pai, Filho e Espírito Santo não se mede pelas vestimentas (sociais ou ‘a passeio’, informal ou ‘grunge’. Respeito (reverência) brota tão somente da disposição sincera do coração que reconhece a Soberania.

Jesus nos diz de diversas formas:
- Vem a mim do jeito que estás. Eu não ligo para tuas vestes exteriores. Quero te dar vestes espirituais. Desce daí, que eu hoje vou jantar na tua casa - disse Jesus a Zaqueu, mesmo conhecendo a roupagem sinistra da sua alma. Jesus poderia ter ido jantar na casa do impecável judeu com suas vestes e filactérios expostos ostensivamente para chamar a atenção para a sua suposta lealdade com as Escrituras. Mas, não. Jesus rejeitava esse tipinho arrogante. Ele quer tocar a alma e o coração do ‘perdido’ com a Sua presença. Ele detestava e continua detestando  o que se acha ‘achado’.

Jesus prefere dizer:
- Quando você vestir as minhas vestes espirituais, todo o teu ser será ético, sensato, equilibrado e tu saberás como entrar e sair em qualquer lugar, seja no ‘lugar de culto’ ou no verdadeiro lugar de culto, que é realizado na própria vida, no caminho. Sem que seja necessário o ‘sacerdote’ de plantão dizer que tipo de vestimenta é apropriada pra essa ou aquela ocasião.

Jesus usou uma metáfora à igreja de Laodicéia que se achava completa, rica e abastada. Ele propôs que adquirissem DELE, ‘riquezas’, vestes e colírio. Aqueles, cegos pela própria auto suficiência, nem frios nem quentes, estavam a ponto de ser vomitados da boca do Senhor. Justamente quando se achavam abastecidos de tudo, Jesus dizia: - nem sabes que és infeliz, miserável, pobre e nu.

Ironicamente, eles tinham o que representava o ouro e a riqueza (bancos), os medicamentos (escola de medicina) e as melhores vestes (indústria têxtil).  Em meio a toda essa performance de famílias perfeitinhas, típicas de comercial de margarina, Jesus se oferecia para jantar em suas casas. Casas que não são de pedra. Casas que são de carne. Casas chamadas corações.

Eleotério disse:
Todos os hinos são Sacros pois a melodia não é para agitação da carne e sim ligação da alma com Deus.

A Palavra de Deus diz: louvai ao Senhor ao som de trombeta, com saltério, harpa, instrumentos de corda, flauta, CÍMBALOS SONOROS E CÍMBALOS RETUMBANTES. Esses que pensam que a Deus só são agradáveis sons como os da harpa não têm noção do som que produz um címbalo sonoro e um címbalo retumbante. Aliás, nem sabem o que é címbalo! (Tia Wiki, socorre aqui)

Não se classifica um hino a Deus pela ‘melodia’ e, sim, pelo louvor sincero e verdadeiro. A ‘ligação da alma’ para com Deus não se faz com ‘música sacra’. Não existe ‘hino sacro’ e sim hino de louvor a Deus. Existe o homem inspirado por Deus para exercitar o que Ele deu. Na música, por exemplo,  qualquer estilo e qualquer instrumento utilizado com louvor sincero, é agradável a Deus. Até a música que 'não fale de Deus'.

Diga-se de passagem: louvor não está limitado a canção. Louvor é uma adoração do coração e deve ser feito em todo o tempo ( Sl 34.1); não tem um lugar específico para acontecer  podendo ser expresso por meio de palavras e de música ( Sl 33:1.2.3); e não se louva a Deus por bênçãos ou súplicas. Se louva a Deus pela Sua grandeza (Sl 150.2). Deus é digno de louvor ( Ap 5.12).

O que liga nossa alma com Deus não é ‘o estilo’ da música. O que nos liga a Deus é o sangue de Cristo.

Eleotério disse:
A liturgia nos cultos são iguais em aprox. 20 mil templos no Brasil. Somente o Espírito Santo poderia fazer o povo aceitar liturgia iguais.

Cada denominação religiosa tem sua própria liturgia e todas as suas ‘afiliadas’ seguem o mesmo modelo litúrgico. Isso é organização do homem. Deus lhe deu essa capacidade. Toda instituição religiosa de certo porte segue um determinado padrão estabelecido pelos seus líderes, que, por sua vez, é acatado por aqueles que se identificam com 'a cartilha religiosa'. Não há nada de sobrenatural nisso.

Eleotério disse:
Não cobra dízimo, lembrando que o tal nunca foi dinheiro ou moeda, mas, era 10% da colheita e levavam até os levitas que cuidavam do templo e depois distribuíam aos necessitados, órfãos e viúvas. Não encontra-se no novo testamento após a morte de Cristo, nenhum ponto falando do tal dizimo que foi substituído pelas coletas voluntárias(dá o que quer) e ao mesmo tempo em segredo, cumprindo o mandamento de Cristo; O que mão direita fizer a esquerda não saiba. Na obrigatoriedade do dizimo os pastores e administradores sabem quem deu e quanto a direita deu……Quem não dá é ladrão de Cristo !……rs,rs…….

A política e a religião se fundiam num único poder, e as taxas (ou impostos) eram chamadas de dízimo, que era pago na forma de bens. Ou seja: o pagamento do dízimo era obrigatório. Fazia parte da cultura socioeconômica e religiosa daquele contexto histórico. Como aquela cultura era essencialmente agrícola, então a grande maioria  exercia sua obrigação conforme o que plantava e colhia.

Jesus criticou os fariseus hipócritas que davam rigorosamente o dízimo ‘da hortelã, do endro e do cominho’ mas não exercitavam a justiça, a fé e a misericórdia. Entretanto, não consta que Jesus tenha condenado o dízimo. De modo contundente, Ele fez mais uma severa crítica aos fariseus hipócritas que cumpriam, de forma rigorosa, apenas uma parte da lei. E a parte que tinha ligação com o próximo eles negligenciavam (Mt 23.23).

Jesus não proibiu o dízimo, ao contrário:
- devíeis, porém, fazer ESTAS coisas (dízimo) sem omitir aquelas (justiça, fé e misericórdia). O que desmente a afirmativa de que o NT substituiu dízimo por coleta voluntária. Sensibilizado com tamanha pobreza na Judeia, Paulo mobilizou outras igrejas  organizando coletas para amenizar tanto sofrimento, conclamando os mais abastados a contribuir de suas abundâncias às necessidades do pobre. Enfatizando, entretanto, que os pobres deveriam trabalhar e sustentar-se fazendo o melhor, conforme suas habilidades. (2Co 8: 1-15)

Tem denominação que não cobra dízimo mas, usando equivocadamente o que diz Jesus (dar com a direita que a esquerda não saiba), FAZ COBRANÇA de oferta em seus discursos terroristas revelados no púlpito. Ora, como cobrar, se é oferta?!! Assim, a oferta perde o seu sentido literal e passa a ser uma aflita obrigação, já que se pressupõe um mandamento de Jesus, afinal ele ‘manda’ dar com uma mão e que outra não veja; ora, Ele não ordena que dê. Ele ordena que o faça daquela maneira. Aí a doutrina transforma numa equivocada obrigatoriedade travestida de oferta, que muitas vezes a pessoa não tem condição de fazer e se sente terrivelmente oprimida pela exigência que vem sempre em forma de ‘palavra revelada'.

Portanto, a oferta não é mandamento de Jesus nem foi inventada no NT. Nos tempos da Antiga Aliança já se fazia oferta. (Êx 35.21 e 36.7). No Novo Testamento, a ênfase é colocada no coração do que crê como também em sua atitude. Paulo declara que o ‘dar’ do cristão é uma questão de convicção diante de Deus.

O que eu estranho muito, é que alguns denominacionais só se lembram da parte que Jesus disse que é pra ‘dar com a direita de maneira que nem a esquerda veja’. Estes, em vez de sistematizar algumas partes bíblicas, deveriam entender o sentido de doação; o sentido de oferta que Jesus nos diz na Sua própria oferta de Si mesmo. 

Um coração generoso é marcado pela evidência da ação do Espírito de Deus. Dedicar tempo, energia e dinheiro é uma resposta natural do coração que se dá conta da graça (favor imerecido) que recebeu profusamente de Deus. (Ef 1:7.8.) Dando sem esperar recompensa. Sem acumular bonificações nem na terra nem nos céus. Livre das amarras doutrinárias.

Eleotério disse:      
Os ministros, porteiros, músicos não são assalariados.
Não comercializam, videos, Cd’s, DVD’s, livros escritos por teólogos e ou doutores.
Os ministros não participam de política, não pregam na TV nem no Rádio nem distribui revistas.

Várias instituições religiosas sérias que eu conheço não têm assalariados em seus quadros, não participam de política, não pregam na TV nem no radio nem distribuem revista de sua igreja; não sendo, portanto, tais requisitos, nenhum mérito de uma denominação isoladamente. Nem sinônimo de bonificação junto aos porteiros dos céus.

Por outro lado, não consta que  Jesus tenha condenado a divulgação, a publicidade, a mídia. Ele só não queria que alardeasse seus feitos porque ainda não era chegada a hora. Mas quando tudo se cumpriu Ele mesmo deu a ordem: IDE e pregai o evangelho a toda a criatura.

Ele não restringiu métodos nem determinou quais métodos deveriam ser usados. Ele mandou ‘ir’. Tem igreja que pega esse ‘ide’ literalmente e envia missionários pelo mundo afora. (Mas isso é outra história). Esse ‘ir’ acontece no caminho. Na vida. Na existência. Algumas igrejas usam largamente a eficaz ferramenta do ‘boca a boca’e isso é publicidade também, oras. (Que grande tolice essa de se achar a santa e imaculada nova jerusalém aqui na terra).

Paulo e seus discípulos são prova inconteste de que se deve usar largamente os recursos de comunicação que existem ao dispor, utilizando-os para expandir o Reino.

Quanto a leituras, Paulo era o primeiro a ler, estudar e pesquisar ‘outros livros’ de ‘teólogos’. Em uma de sua cartas a Timóteo ele diz:

- Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, BEM COMO OS LIVROS, ESPECIALMENTE OS PERGAMINHOS. 2Tm 4.13 (Caps meus).

Se há quem comercialize livro, cd, dvd, usando o nome de Deus para enriquecimento pessoal, isso é lá com cada um e Deus. Não se pode usar isso como parâmetro para exaltação de uma denominação cujos membros não têm essa prática. Ou seja: isso também não serve como parâmetro para receber bonificação junto aos porteiros dos céus (parte três).

Eleotério disse:
Mesmo sem nenhuma publicidade ou força da midia é composta de aprox. 3 milhões de membros que são enumerados ao participar da Santa Ceia.

Deus não se impressiona com números. As seitas estão aí mundo afora abarrotadas de fiéis em suas celebrações religiosas. Quanto a 'Santa Ceia', fato curioso é que os apóstolos procuravam um lugar especial para sua celebração e Jesus descartou qualquer lugar suntuoso preferindo em casa de um homem comum que fazia trabalho de mulher. (Dificilmente um homem era visto com um cântaro, isso era exclusivo de mulher). Um mero cenáculo que mais tarde foi transformado em 'O Cenáculo', parte do que hoje é um templo e foi onde Jesus realizou a ceia, mas que, na verdade era um lugar comum, de uma casa comum, onde se jantava e que era no máximo, espaçoso. Essa coisa de transformar tudo em pompa sagrada e religiosa é invenção do homem. Muita pompa (exterioridade) e pouca sinceridade.

Eleotério disse:
Tem os que não tomam pois não batizaram e congregam constantemente e não participam da contagem da Santa Ceia. Totalizando aprox. 7 milhões de membros.

Como já falei: não precisa de força da mídia pra conseguir publicidade. A propaganda boca a boca é ferramenta poderosa,  seja positiva ou negativa a propaganda que se faz.  Torna-se ainda mais poderosa e eficaz quando associa-se à prática desse tipo de divulgação,  a valorização da tradição oral que afirma ser a correta diante de Deus.  É batata! O povo vem aos milhares, feito robô. No caso de algumas denominações, além de se fazer os comentários que vão passando de boca em boca, tem o apelo forte do proselitismo recheado de ‘testemunhos’ (geralmente misteriosos e sobrenaturais) que despertam a curiosidade do mais simples, do mais susceptível e do mais vulnerável devido às  circunstâncias.

Em relação a números, já foi dito nas entrelinhas que é pura vaidade tola de denominacional infantilizado e que Deus nunca se impressionou com números. Multidões seguiam a Jesus mas só porque estavam interessadas em alguma benção. Jesus sabia tanto disso que já mandava deixarem um barquinho à Sua disposição para quando percebesse que as multidões O comprimiam demais (Mc 3:8.9).

Eleotério disse:
No lugar de cursos bíblicos aos ministros tem reuniões ministeriais, semanais, mensais, bimestrais e anuais onde reunidos decidem o que fazer.    
          
Reuniões para tomada de decisão, toda instituição religiosa que se preza, faz com frequência. Isso TAMBÉM não é mérito de uma denominação específica. Toda entidade religiosa SÉRIA estabelece sua estrutura organizacional, agendando as atividades relativas à sua funcionalidade. O que tem de especial nisso? Uma coisa é estruturar o corpo organizacional de uma instituição. Outra coisa é fazer ‘curso bíblico’. Organização na agenda não exclui estudo sistemático. 

Eleotério disse:
Não tem mestres nem papa, que vai de encontro ao que Cristo disse; A ninguém chameis de mestre e ou pai, etc, etc…………..
Afora tudo isso tem outras coisas que eu li na biblia e confere.

A Palavra de Deus diz: 
Dar­vos-eis pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento  e com inteligência. (Jeremias. 3:15).

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. (Efésios 4:11.12)

O intrigante nessa história é que certos líderes religiosos condenam quem chame de ‘pai’, mas com seu rebanho agem como verdadeiros pais. Mas pais na sua forma mais tenebrosa e sombria. Se mostram donos dos seus ‘fiéis’, apresentando-se como pais turrões, castigadores, carrascos, cruéis e sem a menor compaixão. Achando-se no direito de constrangê-los, tiram sua liberdade reprimindo-os e oprimindo-os, levando-os a um sofrimento e vergonha ao publicar a conduta imprópria do ‘filho espiritual’. Estranho, muito estranho... Esse tipo de publicação é permitido. Tudo isso em nome de um Jesus que, ao contrário, acolheu os oprimidos, os envergonhados, os marginalizados.

Pegando carona nas palavras do próprio Eleotério, ‘afora’ tudo isso tem MUUUUITAS outras coisas que ele afirma e que EU NUNCA LI NA BÍBLIA, portanto não confere!

Eleotério disse:
Embora eu vejo falhas em alguns ministros e até alguns ensinamentos que precisam ser atualizados, considero a denominação que mais aproxima dos pontos doutrinais da bíblia.

‘Falha em alguns ministros’ nunca foi a questão. Aliás, falha sempre vai haver em TODOS os ministros de qualquer denominação religiosa. Sua natureza humana atesta isso! A grande questão é o erro doutrinário que acarreta essa falha em alguns ministros que vão se tornando bitolados, engessados, robotizados e robotizantes.

E termino ‘concordando’ quando o ilustre idólatra denominacional 'fecha' ao dizer que sua denominação é a que mais se aproxima de ‘pontos doutrinais da bíblia’. É verdade. Foram retirados uns PONTOS DOUTRINAIS da bíblia e sistematizados em uma doutrina. Doutrina que ele mesmo resume acima.

Mas... E o único ministério que me foi confiado por Deus?! O da reconciliação com Deus, comigo mesma e com o próximo...

Evangelista Cristão servidor somente de Cristo, falando o porque cultua(congrega) na CCB.

Regina Farias, como discípula de Jesus, buscando na Palavra de Deus (Atos 17.11) o porquê de se cultuar FORA das quatro paredes da religião.







terça-feira, 14 de janeiro de 2014

'Selfie'


Selfie do pintor Belga Henri Evenepoel em 1898

Sempre me surpreendo constatando que não há nada que simbolize melhor o exercício de liberdade do que poder passear, numa boa, por mares conhecidos (e os nunca dantes navegados). Desarmada. Com o senso crítico acionado sem neuras.  Aberta a aprender mais, mesmo com opinião formada.

E como ficou bem mais interessante esse programa a quatro mãos que a Globo exibe antes do meio dia! O que me levou hoje a ultrapassar a audiência dos meus dez ou quinze minutos consecutivos... Nada pessoal, Fátima ;) Só questão de preferência mesmo. Sabe... É essa minha eterna mania por gostar mais da descontração, da espontaneidade, do lúdico, do que me faz rir.

E o de hoje, no momento exato em que ligo casualmente a TV, me chama a atenção a breve fala do Pedro Bial (com tranquilidade e sem supervalorizar), acerca dos seus julgadores sobre o seu profissionalismo como apresentador de um programa de entretenimento.  E isso ele faz numa boa, sem qualquer defesa, qualquer empáfia, nenhum uso de escudo às velhas pedradas dos janeiros pernósticos da vida; com seu característico sorriso fácil, sem a necessidade de exibir seu ‘histórico anterior como profissional’, mas tão somente com a atual leveza típica que lhe conferiu justamente essa história de ‘profissionalismo’ anterior.

Eu vejo Globo de vez em quando, sim. Ah, e vejo BBB também.  Tenho até PPV, pasmem! (Não que tenha sido iniciativa minha, confesso... Mas pego carona). Já rendeu até textos no meu blog... E daí? Sou livre pra falar do assunto que me aprouver. Lê (e concorda) quem quer. Ninguém é obrigado. (A essa altura os boçais de plantão estão medindo meu Q.I.).

Desconfio dos discursos do intelecto edemaciado porque sempre transbordando preconceito rebuscado... E sutil! Medir o Q.I. de alguém pelo que ele lê, assiste ou participa é de uma limitação e boçalidade extrema. Por outro lado, tenho simpatia especial por gente criativa que não tem medo de se reinventar. 

Sou uma eterna apaixonada por gente que, rechaçada pelos seus algozes aprisionados, aprendeu a viver leve, distinguindo e estabelecendo a diferença entre seriedade e sisudez.

Tenho preferência por quem foge dos padrões determinados e tem peito de remar contra a maré, fazendo ouvido de mercador para o coro do ‘cordão dos puxa freio’. No caso, puxa remo.

Desconfio do pedantismo dos xiitas ocidentais; dos extremistas intolerantes e incoerentes. Sim, pois o famigerado ‘faça o que eu digo, não faça o que faço’ nunca foi tão usado e abusado por quem bate na tecla da invasão de privacidade enquanto ele mesmo não se percebe se expondo; e expondo seus valores e conceitos. E nem falo dos selfies das redes sociais com suas apelações culinárias, passeios, fotografias e viagens como referências de felicidade.  Aliás, atire a primeira pedra quem nunca se expôs assim pelo menos uma única vez. Eu me refiro é a outra exposição do mais fundo da nossa alma, e isso quando passamos de exibicionistas a espectadores; sim, porque somos complacentes quando estamos na pele dos primeiros; e somos rigorosos, conseguindo ser desalmados e cruéis quando assumimos a função de espectador; acionamos os nossos sentimentos mais mesquinhos e mais sombrios EXPOSTOS nas linhas e entrelinhas das nossas considerações pessoais; lançamos mão dos mais sinistros preconceitos; por vezes travestidos de meras e casuais opiniões, mas que - ESCANCARADAMENTE - apontam, pré-julgam, condenam e sentenciam com essa mesma velocidade estonteante da nossa atualidade tecnológica. Esse tipo de big brother interior ninguém está disposto a excluir.

Em tempo: não, gente. Não são de autoria de Luís Fernando Veríssimo as generalizações e meias verdades daquele texto tosco que circula há uns quatro anos na ‘net', preferencialmente nessa época. A propósito, que tal a gente exercitar o hábito de dizer o que vive e pensa sem usar a fala de outro como escudo?

Dias atrás li no facebook uma frase mais ou menos assim: 'não vamos afastar nossos amigos por causa de nossa religião'. Eu, particularmente, não gostaria que meus amigos se afastassem de mim nem por religião, nem política nem futebol... Ou por eu assistir BBB eventualmente. Mas se algum destes o fizer por qualquer uma dessas razões (ou outras rss), obviamente o fará com toda a liberdade que lhe é de direito. Mas, com toda certeza não é meu big brother. Acontece...

RF.


Textos relacionados:






sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Da religião que proíbe à graça que liberta


Não nasci quebrado, com defeito de criação. Não herdei o pecado de Adão – ele não me representa. Não aprendi a dar os primeiros passos, a engatinhar, sob o olhar zangado de Deus. Em meus primeiros tropeços infantis não tinha o mau cheiro do perverso. Minha infância foi leve, moleca, solta. Na mesa, meus pais repartiram um pão singelo conosco, seis irmãos.  Vovô e eu escutávamos o rádio madrugada a dentro. A gente queria notícias vindas da BBC de Londres e da Agência de Notícias de Moscou. Exilados brasileiros podiam nos comunicar sobre os acontecimentos que a ditadura boicotava. Com papai preso, ouvir o noticiário vindo de fora furava o cerco da censura.
Todo essa realidade caiu por terra quando entrei para uma igreja. Na puberdade, me ensinaram que eu era ruim. Aprendi que era mau e que a mão de Deus estava prestes a pesar sobre mim. Eu devia acordar para a necessidade de me arrepender. Aqueles anos gostosos da minha meninice me condenavam. A qualquer instante podia morrer. E se morresse sem me converter, queimaria eternamente no inferno.
Reconheço tardiamente: a religião forjou em mim uma espiritualidade calcada no terror. Passados tantos anos, mesmo fazendo terapia, ainda não consigo avaliar o impacto das fobias que a religião impõe a um garoto; como se alguém colocasse um espelho na minha frente e me ensinasse a ver iniquidade, torpeza, impiedade, em meus olhos tristes. Converter-me significaria aceitar que eu havia nascido debaixo da ira de Deus. E realmente acreditar que eu nunca prestei para nada. Desde o dia em que fiz profissão de fé, toda a espiritualidade se resumia a orar pedindo que Deus perdoasse uma multidão de pecados. Ingênuo e obediente, fui iniciado nesse caminho e nele permaneci. Eu, Ricardo Gondim, internalizei todos os medos da religião e adiei a vida.
Minha espiritualidade se construiu no negativo. Eu me contentava em cultuar a Deus como meio de celebrar apenas a sua misericórdia; sem jamais esquecer a etimologia latina, miserere e cordis – misericórida significa “voltar o coração para o miserável”. Em minha prática, eu implorava que Deus voltasse o coração para mim, eterno miserável. A função do culto se resumia a pedir perdão, quitar dívidas com uma lei perfeita e prometer: daquele dia em diante tudo vai ser diferente. Na semana seguinte obviamente tendo tropeçado nos cadarços da condição humana, voltava à estaca zero. E assim, de multidão de pecados em multidão de pecados, esperava que Deus não se zangasse comigo além da conta.
Internalizei  a mensagem do medo com radicalidade. Passei a me considerar irremediavelmente torpe. Contaminado e culpado pela desobediência de Adão, eu jamais conseguia sentir perdão. Quantos sermões repetiram: torto, pecador, porco lavado. Tratava as minhas poucas virtudes como trapos de imundice. Meu corpo, propenso à lascívia, só me levava a fazer o que eu não queria. Só poderia me considerar justo se me projetasse na justiça de Cristo. Em mim mesmo não passava de ímpio (perdoado, mas ímpio) –  e sempre a um passo de voltar à lama.
Alegria? Só comedida. Para não dar lugar à carne. Satisfação? Se cantar satisfação é ter a Cristo, prazer maior já visto. Prazer? Poucos: comer e dormir. Prazer sexual?  Depois que casar. O medo de infringir tantos mandamentos estreitou a minha vida. Deixei de ouvir boa música já que um crente verdadeiro não pode ouvir música do mundo. Não me permiti ler romances já que eram escritos por ímpios. Passei longe da poesia: como um filho de Deus pode se nutrir de sentimentos devassos? Catalogaram uma lista lotada de práticas abomináveis; tão vasta que eu me desesperava para cumpri-la. Além de não desejar magoar o coração de Deus, temia condenar a alma ao inferno.
Fui a um show da saudosa Mercedes Sosa. Um espetáculo monumental. Escrevi sobre o meu arrebatamento diante de tanta sensibilidade. Os fiscais da religião foram rápidos em franzir a testa. Disseram que agi como criança; um deslumbrado em um evento profano e vulgar. A crítica, todavia, veio tarde. Eu já não me indignava com os comentários de crentes alienados. Hoje, prefiro a ingenuidade do menino à sisudez do fariseu. Não tenho vergonha, nem medo, de gaguejar diante da beleza. Se alucino, devo aos anos em que a alegria me foi proibida. O belo ressuscita em mim sentimentos ilhados, mortos e amordaçados.
Na longa estrada da existência, a vida é breve. Quero viver. Confesso a minha incompetência de boxear com teólogos ilustrados –  principalmente os que sabem usar versículos para validar seus argumentos. Na verdade, nem quero estar perto deles. Porque tenho outras sedes no coração, almejo mudar de faixa. Anelo aprender a joeirar os cascalhos que uma falsa religiosidade me deu. Quero encontrar pepitas de uma beleza comum – que não respeita credo religioso. Pretendo alongar a minha vista por cima da cerca do preconceito religioso. Quero ir além do regionalismo que a subcultura produz – quero ir para arredores e exilar-me dos certinhos. Anseio desmontar intolerâncias. Procuro voltar atrás no relógio e ler autores que antigamente suspeitei.
Fazer as pazes com Deus significa mais do que rever pecados; saio do proibitivo e me arrependo de ter acalentado noções negativas sobre ele. Revejo conceitos para re-aprender que Deus se alegra quando celebro a vida. Só agora percebo: minha inadequação humana não me indispõe com a divindade. Meus tropeços não me condenam. Minhas tolices não me amaldiçoam. Mesmo imperfeito, sou apreciado. Não regurgito remorso. Não me chafurdo em falsas culpas. Celebro a minha humanidade sem a ameaça do fogo do inferno. Assim esboço algumas nuanças da graça.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Desigrejada, eu?!




Date: Wed, 27 Nov 2013 15:58:21 -0200

Subject: Oie

From: xxxxxxxxx@gmail.com

To: reginaxxxxxxxxx@hotmail.com



Como está, amada?
Creio que meu provável tcc vai estar ligado à questão religiosa. Hehe.
A senhora se reúne em alguma denominação?
Qual e a sua visão do que e igreja?

De:Regina Farias (reginaxxxxxxxxx@hotmail.com)
Enviada:quinta-feira, 28 de novembro de 2013 12:51:32
Para:XXXXXXXXXXXX (xxxxxxxxxxxxx@gmail.com)


Oi, menina!
Tá tudo blz!

Desculpe a demora mas é que esses dias foram meio corridos.

Olha, quanto à frequência e visão de igreja sou meio polêmica para os mais conservadores. Até herege para alguns.

Mas vou tentar resumir, se bem que no meu blog eu digo em vários textos porque não acredito em igreja fixa. Nunca acreditei, desde quando era católica. Migrando para a igreja evangélica ao me converter ao Cristo, vi que não há qualquer diferença na crença do deus-denominação, provocando inúmeros vícios e equívocos 'em nome de Deus'. Embora - e isso é óbvio até demais! - haja os defensores ferrenhos de plantão, ativistas incansáveis, atalaias destinados a apontar fugitivos indisciplinados, desordeiros e rebeldes.

Ah, minha irmã! Se for pra embasar que precisamos frequentar igreja porque assim Jesus determinou (?!) muita gente encontra - convenientemente - mil razões na própria bíblia.  Afinal, o homem é perito em racionalizações. Quando ele defende uma causa haja justificativas rss E, sendo para usar versículos fora do contexto em seus discursos de púlpito, então... Aí é que os líderes igrejistas recorrem à 'Palavra de Deus'!

Ainda ontem mesmo, coincidentemente, vi no Púlpito Cristão, um texto enorme e enfadonho onde o autor tenta desesperadamente denegrir a imagem (risos) dos desigrejados. Aliás, esses fariseus atuais falam de desigrejados como se falassem de leprosos modernos. É um adjetivo onde a acusação já vem implícita, do tipo: seu... Seu... Seu desigrejado! E creio que o desespero vai além. Na minha opinião (pelo que leio nas entrelinhas de seus escritos - alguns destes, gente respeitada no meio acadêmico) trata-se de um grupo que morre de medo que os desigrejados arrebatam seu rebanho, só pode he he. Sim, porque os argumentos que eles chamam de bíblicos são tão toscos e tão pateticamente contraditórios que não convencem nem a uma criança de seis anos de idade. Enfim, que se diga de passagem aos apedrejadores desavisados: nada contra igreja enquanto ajuntamento para, incondicionalmente, se reverenciar a Deus. 

Não me considero exatamente uma desigrejada, já que sou confirmada* por livre e espontânea vontade. Consciente e adulta. Paradoxalmente, nenhum dirigente de igreja manda em minha vida, meus atos, meu comportamento. Tampouco existe um 'líder espiritual' - nem pessoalmente nem eclesial - com o qual eu me aconselhe para eu tomar uma decisão séria na minha vida. Nunca houve nem mesmo quando era 'novinha na fé'. Não delegarei a outro, jamais, capacidades que Deus me deu de graça, quando Ele a mim se revelou de forma pessoal e inconfundível: bom senso - para não entrar na viagem do senso comum - e discernimento - para entender o que é bom senso e senso comum. Não digo que não cometo erros, isso é outro departamento. Mas não preciso de um guia espiritual aqui na Terra. Já trago tatuado no coração o Modelo a seguir. Com todos os meus erros e acertos! Como ser humano, simplesmente.

Quanto ao meu conceito pessoal de 'igreja', eu poderia usar várias expressões de Jesus para definir o que é Igreja, bastando para isso, seguir Seus passos nos quatro evangelhos. Mas, se é pra resumir o pensamento dEle, fico com uma única expressão Sua. Contundente e inconfundível: 'Onde houver dois ou mais reunidos em meu nome, ali estou'. Isso, simplesmente põe por terra todo o aparato institucional que os dirigentes religiosos insistem em manter há mais de dois mil anos.


Se é pra resumir o pensamento dos apóstolos, Lucas fala algo muito claro, e também conciso, no livro de Atos. Só não entende quem não quer: Deus não habita mais em casas feitas por mãos humanas. E, ainda, se é pra seguir o 'quinto' evangelho, Paulo diz - claramente também - em uma de suas cartas que o ministério para o qual Deus nos convocou foi o da RECONCILIAÇÃO.

Ora, isso é a essência da Boa Nova! Deus saiu do santuário para habitar para sempre nos corações daqueles que nEle crê. Aí vem o 'crente' e fica refazendo o que não é novidade e que a igreja católica já fez - e faz - há séculos: aprisionar Deus em um tabernáculo, desfazendo o que Jesus fez, anulando a Nova e Eterna Aliança.

É isso que penso. Penso e vivo. Evangelho puro. 

Só que - bora combinar - fica difícil pra religioso fundamentalista com seus acréscimos, engolir algo tão simples. Porque é simples mas não é fácil para sua arrogante performance. Precisa-se acrescentar algo mais para incrementar essa 'adoração'. Porque essa adoraçãozinha de esvaziar-se de si-mesmo e doar-se para o outro, além de complicada (risos), não chama atenção de ninguém. Há de haver algo exterior que mostre aos outros o quanto esses adoradores são amados por Deus. Some-se a isso um vaidoso estudo acadêmico a uma natureza humana sofismática e temos explicações - as mais esdrúxulas - acerca do que Jesus mandou. Some-se a isso a conveniência doutrinária e temos líderes aos montes em seus púlpitos ordenando 'em nome do Senhor Jesus'. Some-se ainda a isso tudo uma cultura religiosa arraigada e temos assíduos frequentadores idólatras da santa madre igreja evangélica 'apostólica', cada vez mais viciados em santidade performática.

*Esclarecendo: no meu entender, 'confirmação' é uma cerimônia na qual a pessoa se compromete publicamente com a igreja enquanto instituição. Para mim, de nada serve essa exposição toda, se no meu coração não há - de antemão - um comprometimento sincero e desarmado com a igreja propriamente dita. E, como igreja para mim é algo bem abrangente, não se resumindo a quatro paredes eclesiais, nesse sentido eu não me sinto comprometida com nenhuma instituição religiosa nem tampouco vejo frequência ao 'culto' como pontuação na escala espiritual. Se convocada a participar de algum evento, um ministério programado, irei com prazer se não estiver agendado outro compromisso igualmente sério. Pois o meu compromisso é no caminho da existência onde amparar um caído não está atrelado a crachá igrejista.

Como disse meu amigo Martorelli dias atrás no Facebook:
Culto precisa ser vida. 
Quando culto se resume a algo que tem lugar, hora e grupo 
ele sofreu um reducionismo que o descaracteriza. 

Na Paz...

Rê.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Templo do SENHOR?!

Comentário feito ->AQUI



Reza a lenda que um sapateiro perguntou a Lutero o que era necessário para ele se tornar um cristão verdadeiro. E Lutero respondeu: faça um bom sapato e venda por um preço justo.

Simples assim.


Mas o homem é pretensioso! Ele quer colocar seus acréscimos! E foi exatamente o que ele fez ao longo dos séculos, desde que Jesus derrubou o Templo onde se adorava a Deus. O homem o foi reconstruindo de diversas formas as mais esdrúxulas! E foi 'adorando' Deus dentro dos santuários que ele (o homem) considerou sagrado. Achou pouco e, lá dentro, impôs uma série de normas pesadas ao seu povo, de modo que, em vez de levar as cargas uns dos outros para que a vida se tornasse mais leve, o povo passou a ser novamente oprimido como antes, escravizado por um sem-número de normas que o levariam supostamente à salvação. 


É interessante lembrar que Jesus 'pregou' dentro das sinagogas, mas ENSINANDO aos doutores que lá se reuniam. Ao povo, Ele ensinava era, literalmente, no Caminho. Vê-se o quanto Ele era criativo e versátil, sem seguir um molde específico (nem pintar uma casa de determinada cor pra dizer onde estava presente). Ele ensinava as pessoas a se relacionarem de forma correta com o Pai e com os semelhantes tanto à beira do rio (com um barquinho à sua espera, caso o comprimissem), como subia a um monte para melhor avistar a todos e melhor ser visto também. Providenciou a multiplicação dos pães, não para dizer que era 'o cara' e que fazia milagres, mas PARA que o povo não se dispersasse e continuasse a receber o pão dos céus 'de barriga cheia'. Jesus era prático e pregava vida prática.


O mais interessante é que seu 'discurso' não contem normas de como ser um cristão correto e 'obediente' no sentido de seguir uma cartilha denominacional. Ao contrário, Ele foi rigoroso ao condenar os tais que faziam essa exigência. Jesus confrontou os líderes religiosos com veemência. Aliás, ele nem criticou o ensino na sinagoga, criticou mesmo foi os seus mestres, que mandavam seguir regrinhas que nem mesmo eles eram capazes de realizar.(Que coisa atual rss). 


A obediência a que JESUS se refere é sempre relacionada aos desejos do coração, preparando aquelas pessoas ACOSTUMADAS a LUGARES SANTOS, a aprenderem a viver com Deus no coração todos os instantes de sua vida, como no respirar. Sua missão incluía principalmente anular o tabernáculo sagrado que se tornou idolatria aos homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos - como já dizia o profeta que preparava os caminhos ao Deus vivo que habitaria apenas nos corações sinceros.


O que eu acho curioso é que muitos dirigentes e seus súditos seguem equivocadamente (seguem mesmo?) algumas normas disciplinares (estabelecidas por Paulo a localidades específicas), bem como hierarquias eclesiais, como sendo mandamentos de Deus, enquanto fazem vista grossa a outras tantas normas escritas em outras cartas; como por exemplo, quando Pedro diz que TODOS os crentes exercem o sacerdócio real. Ou ainda, como diria Lucas claramente ao relatar os atos dos apóstolos, 'NÃO HABITA O ALTÍSSIMO EM CASAS FEITAS POR MÃOS HUMANAS'.


Eu, particularmente não vejo nenhum mal em ajuntamento sincero para se fortalecer na Palavra e procurar ajudar uns aos outros por meio dessa proximidade onde todos estão em comum união. Na minha opinião, O MAL SE INSTALA quando se quer transformar o lugar de ajuntamento em lugar santo.


Enfim, eis o grande desafio: preguemos o Evangelho com vida prática sincera e despidos de crendices religiosas. 



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

E isto não vem de vós...



Refletindo no que o HP postou sobre GRAÇA (aqui), e numa casualidade que pertence a Deus, eu lia um texto agora há pouco e achei por bem compartilhar um fragmento como leitura complementar simples e acessível sobre GRAÇA, não como algo que se almeja num futuro eterno, mas que se experimenta AQUI E AGORA.
‘A Graça atinge-nos quando avançamos através do vale obscuro duma vida absurda e vazia. Atinge-nos quando sentimos que a nossa separação é mais profunda do que nunca fora, porque violamos uma outra vida, uma vida que amávamos, uma vida de que nos alienamos. Atinge-nos quando o desgosto que sentimos por nós mesmos, a nossa indiferença, a nossa fraqueza, a nossa hostilidade e a nossa falta de direção e de serenidade se nos tornaram intoleráveis. Atinge-nos quando, ano após ano, não se alcança a tão anelada perfeição de nossa vida, quando os velhos hábitos nos escravizam ao longo de décadas, quando o desespero destrói toda a alegria e toda a coragem.
Algumas vezes sucede que, nesse momento, uma vaga luz rompe a escuridão da nossa noite, e é como se uma voz nos dissesse: ‘Foste aceito. Foste aceito por algo que é maior do que tu e cujo nome tu desconheces. Não te preocupes como saber-lhe o nome agora; talvez o descubras mais tarde. Não procures fazer coisa alguma agora, talvez mais tarde faças muito. Não busques nada; não realizes nada; não pretendas nada. Simplesmente aceita o fato de seres aceito!’.
Se tal nos acontece, passamos pela experiência da Graça. Depois dessa experiência, podemos não ser melhores do que antes, podemos não acreditar mais do que antes. Mas tudo é transformado. Nesse momento, a Graça conquista o pecado, e a reconciliação preenche o fosso aberto pela alienação
E nada se requer dessa experiência, nenhuma prévia adesão religiosa ou moral ou intelectual: requer-se apenas a aceitação.
À luz desta Graça percebemos o poder da graça nas nossas relações para com os outros e para conosco mesmos. Experimentamos a graça de sermos capazes de olhar francamente nos olhos os outros, a graça miraculosa da união da vida com a vida.
Conhecemos a graça de compreendermos as palavras dos outros, de nos compreendermos uns aos outros. Compreendemos não apenas o sentido literal das palavras, mas também o que se esconde por detrás delas quando são duras e irritadas. Porque mesmo então palpita o desejo de romper os muros do isolamento.
Experimentamos a graça de sermos capazes de aceitar a vida dos outros, mesmo que nos seja hostil e nociva, porque, pela Graça, sabemos que essa vida pertence ao mesmo fundo a que nós pertencemos e pelo qual fomos aceitos. 
Experimentamos a graça que é capaz de vencer a barreira trágica dos sexos, das gerações, das nações, das raças, e mesmo a mais completa separação entre o homem e a natureza. A Graça aparece, por vezes, em todas estas separações para nos reunir àqueles a quem pertencemos’.
[Robinson, John A. T. – Um Deus diferente – Moraes Editores, 1968, Portugal, páginas 120-123]
Grifos meus - RF.
Observação: não tive a oportunidade (ainda) de ler o livro, mas arrisco dizer que o mesmo (como sugere o título), certamente aponta essa percepção de Deus além da tradição cristã imposta. Percepção esta, tão bem traçada nessas poucas linhas que dizem respeito à Graça na nossa existência. No nosso Hoje!