"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Eleotério disse...



Eleotério disse:
Quando passei a crer em Cristo e na Vida Eterna no céu, entendi que necessitava de um lugar para cultuar a Deus e a Cristo.

A Palavra de Deus diz que quando passamos a crer em Cristo, entendemos que a nossa ‘vida eterna’ começa aqui na Terra e que o lugar de culto é no chão da existência. Aprendemos que Deus e Cristo são um só. ‘E o Verbo se fez carne e habitou entre nós’. (João 1.14)

Com a Nova e Eterna Aliança, os hábitos antigos perdem sua função. A partir de Jesus, não se cultua mais a Deus em lugares (Atos 7:48.49.50.51). Ele habita nos corações e o culto se faz no ser e se aplica na prática. Lugar de ajuntamento a que chamamos de igreja não é a morada Dele. Além de tudo, 'Deus não tem nenhum lugar de culto fora do amor ao próximo' - disse o pregador.

Eleotério disse:
Passei a ser membro na CCB, onde vou cantar louvores, orar, buscar consolo espiritual para alma, minha alma entre outras coisas.

A Palavra de Deus diz que Jesus condenou com firmeza a doutrina de homens que promove uma exterioridade vazia e que, num processo gradativo e sutil, leva a confundir igreja/denominação/instituição com presença constante de Deus na nossa existência. Com estes que assim agem e pensam, Jesus não teve misericórdia, chamando-os de hipócritas! (Ver Marcos 7)

O culto verdadeiro jamais se confunde com LOCAIS onde se louva a Deus em grupo. Locais, geralmente se transformam em instituições religiosas que ditam regras e mais regras conforme suas próprias doutrinas. Usando o nome de Jesus. Quando alguém diz que necessita ir a um lugar determinado onde ele crê que Deus lá está, e para que assim encontre consolo para a alma, está afirmando claramente que Deus está em lugares, e não, habitando dentro do próprio coração.

Nos tempos da Antiga Aliança, quando havia arrependimento e se fazia confissões coletivas, Deus já repreendia aqueles que confiavam no templo como garantia espiritual (Jeremias 7). Naquela época, em que os rituais ainda eram importantes, Deus já deixava claro que apenas o arrependimento e a justiça trariam libertação, e não os rituais, a celebração, a liturgia.

Eleotério disse:
Na CCB os irmãos sentam de um lado e as irmãs do outro, achei bom pois evita que as pessoas misturem culto com esposa, namorada, etc.

A Palavra de Deus diz: 'negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição de homens’ (Ver Marcos 7). Os líderes religiosos estabeleceram regras que foram compondo a tradição oral de suas crenças.  Criando um sistema próprio de interpretação para preservar e demonstrar ‘a lei de Deus’. Incorporando certos usos e costumes que eles mesmos passaram a acreditar e divulgar entre seu povo, que serviam para medir a santidade e a impiedade das pessoas, colocando-se acima das Escrituras. Esse costume judaico imitado por algumas denominações (ditas cristãs), difere da forma gritante do que fazia Jesus em seus dias missionários (e que nos manda imitá-Lo).

Contrariando os hábitos judaicos, Jesus rompeu com os rituais. Nunca ensinou nas sinagogas. O fazia à beira do rio, nos montes, no caminho. As pessoas se aproximavam juntas para ouvir o que Ele tinha a dizer:  jovens, namorados, amantes, adultos, crianças, homens e mulheres, casais, solteiros, prostitutas, malfeitores, todos com seus problemas. Era um culto de ‘tudo junto e misturado’. Fora do templo!

E assim, em todos os sentidos Ele derrubou o templo, seus hábitos e rituais que determinavam santidade. E, mesmo assim, os religiosos foram reconstruindo tudo aquilo que Jesus havia derrubado. Estes, ainda hoje não entendem o que diz Jesus há mais de dois mil anos: ‘publicanos e meretrizes vos procedem no Reino de Deus'. Apegados a seus próprios rituais, regras, dogmas e doutrinas, inventaram um novo evangelho, afirmando que  tudo que lá fazem é em nome de Jesus.

Eleotério disse:
As irmãs usam véu. Cobrem o cabelo e o homem (que é sua cabeça) que são a glória da mulher obedecendo Corintios que afirma que a mulher DEVE(deve) cobrir a cabeça com o véu, etc. Deve vem do verbo obrigação, nada a ver com costume na cidade de Corinto.

A Palavra de Deus diz: ‘Eis que O VÉU do santuário se rasgou em duas partes DE ALTO A BAIXO’; tremeu a terra, fenderam-se as rochas’. Mateus 27.51  (caps meus).

O grosso, pesado e enoooooorme véu do templo que separava o homem de Deus, foi rasgado de alto a baixo (ou seja, nenhuma mão humana seria capaz de fazer isso).  Sua presença era para lembrar a constante separação entra a humanidade e Deus. Mas, em Cristo, foi anulado; perdendo sua utilidade para estarmos em Sua presença (Hb 4.16).

E o que dizer de um pedacinho de pano hoje visto em cabeças femininas em algumas igrejas? Qual a sua serventia diante do sacrifício de Jesus? A Palavra de Deus diz: nenhuma! O fato de ter sido rasgado significa o momento oportuno (conforme falava o profeta) da remoção da barreira que havia entre Deus e QUALQUER PESSOA que aceita o sacrifício de Jesus .

A referência que Paulo faz tem uma analogia de reverência e submissão voluntária feita ÀS ESPOSAS (E não às mulheres de modo geral), aos maridos e à igreja. A mulher como ‘glória do homem’ era um conceito que remetia ao papel do marido. O marido, por sua vez, tinha compromisso com a esposa.  E, embora parecendo contraditório, Paulo deixa claro que não havia superioridade nem inferioridade entre homem e mulher, apenas papéis culturais diferentes  (época em que a mulher nem podia se dirigir ao homem em público!) Isso fica muito simples e fácil de assimilar quando se entende todo o contexto no qual tudo ocorria. Não podemos trazer isso para os dias atuais e transformar em doutrina em nome de Jesus. E, MENOS AINDA: aplicar o seu uso na igreja como sendo premissa de salvação. Pegar esse trecho escrito em uma carta de Paulo e aplicar na igreja/denominação como sendo mandamento de Deus, é um dos maiores equívocos doutrinários que tem acontecido. Fazer por costume religioso, hábito que se engessou, é outra história. Mas querer que essa tradição religiosa seja obedecida como OBRIGAÇÃO, como mandamento de Deus é, no mínimo, temeroso. Nenhum dos mandamentos de Deus está relacionado a performances, exterioridades. E, sim, a TODOS os desejos do coração. Porque é do coração que procedem maus desígnios (arrogância, indiferença, pretensão, falta de compaixão, enganos),  homicídios, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. Isso é o que contamina o homem, pois sai da boca vindo do coração. (Ver Mt 15:18.19.20)

Eleotério disse:
Tem aprox. 300 mil músicos, afora organistas. A maior orquestra do planeta !!   
  
A Palavra de Deus diz: Vaidade das vaidades, diz o autor de Eclesiastes a tudo que representa transitoriedade.   Deus ignora os palcos, os altares esplêndidos! Quando Balaão se encontra com Deus vai logo dizendo a quantidade de altares e ofertas especiais que preparou, mas Deus não lhe deu atenção indo direto ao ponto, colocando  a palavra em sua boca. O palco e o holocausto ficaram de lado e o Senhor o compeliu a falar verdades importantes sobre Israel.  E o que oferecemos quando estamos praticando ‘louvor’ coletivo e programado, Deus simplesmente ignora todas as pompas e olha diretamente para cada coração. Todo aparato vaidoso que o homem prepara com tanto esmero não tem qualquer valor para Deus. Não há número de fiéis, não há templo erigido, não há orquestra com seus instrumentos mais brilhantes e sons mais harmônicos. Deus não precisa que lhe amaciem o ego. O homem, sim!  O homem precisa de bajulação, de reconhecimento, de aplauso! Deus quer que anunciemos A BOA NOVA ao mundo.

Eleotério disse:       
Os homens e mulheres são orientados para irem aos cultos com vestimentas sociais, em demonstração de respeito ao Pai, Filho e Espírito Santo que alí se apresenta.

A Palavra de Deus diz:
O respeito ao Pai, Filho e Espírito Santo não se mede pelas vestimentas (sociais ou ‘a passeio’, informal ou ‘grunge’. Respeito (reverência) brota tão somente da disposição sincera do coração que reconhece a Soberania.

Jesus nos diz de diversas formas:
- Vem a mim do jeito que estás. Eu não ligo para tuas vestes exteriores. Quero te dar vestes espirituais. Desce daí, que eu hoje vou jantar na tua casa - disse Jesus a Zaqueu, mesmo conhecendo a roupagem sinistra da sua alma. Jesus poderia ter ido jantar na casa do impecável judeu com suas vestes e filactérios expostos ostensivamente para chamar a atenção para a sua suposta lealdade com as Escrituras. Mas, não. Jesus rejeitava esse tipinho arrogante. Ele quer tocar a alma e o coração do ‘perdido’ com a Sua presença. Ele detestava e continua detestando  o que se acha ‘achado’.

Jesus prefere dizer:
- Quando você vestir as minhas vestes espirituais, todo o teu ser será ético, sensato, equilibrado e tu saberás como entrar e sair em qualquer lugar, seja no ‘lugar de culto’ ou no verdadeiro lugar de culto, que é realizado na própria vida, no caminho. Sem que seja necessário o ‘sacerdote’ de plantão dizer que tipo de vestimenta é apropriada pra essa ou aquela ocasião.

Jesus usou uma metáfora à igreja de Laodicéia que se achava completa, rica e abastada. Ele propôs que adquirissem DELE, ‘riquezas’, vestes e colírio. Aqueles, cegos pela própria auto suficiência, nem frios nem quentes, estavam a ponto de ser vomitados da boca do Senhor. Justamente quando se achavam abastecidos de tudo, Jesus dizia: - nem sabes que és infeliz, miserável, pobre e nu.

Ironicamente, eles tinham o que representava o ouro e a riqueza (bancos), os medicamentos (escola de medicina) e as melhores vestes (indústria têxtil).  Em meio a toda essa performance de famílias perfeitinhas, típicas de comercial de margarina, Jesus se oferecia para jantar em suas casas. Casas que não são de pedra. Casas que são de carne. Casas chamadas corações.

Eleotério disse:
Todos os hinos são Sacros pois a melodia não é para agitação da carne e sim ligação da alma com Deus.

A Palavra de Deus diz: louvai ao Senhor ao som de trombeta, com saltério, harpa, instrumentos de corda, flauta, CÍMBALOS SONOROS E CÍMBALOS RETUMBANTES. Esses que pensam que a Deus só são agradáveis sons como os da harpa não têm noção do som que produz um címbalo sonoro e um címbalo retumbante. Aliás, nem sabem o que é címbalo! (Tia Wiki, socorre aqui)

Não se classifica um hino a Deus pela ‘melodia’ e, sim, pelo louvor sincero e verdadeiro. A ‘ligação da alma’ para com Deus não se faz com ‘música sacra’. Não existe ‘hino sacro’ e sim hino de louvor a Deus. Existe o homem inspirado por Deus para exercitar o que Ele deu. Na música, por exemplo,  qualquer estilo e qualquer instrumento utilizado com louvor sincero, é agradável a Deus. Até a música que 'não fale de Deus'.

Diga-se de passagem: louvor não está limitado a canção. Louvor é uma adoração do coração e deve ser feito em todo o tempo ( Sl 34.1); não tem um lugar específico para acontecer  podendo ser expresso por meio de palavras e de música ( Sl 33:1.2.3); e não se louva a Deus por bênçãos ou súplicas. Se louva a Deus pela Sua grandeza (Sl 150.2). Deus é digno de louvor ( Ap 5.12).

O que liga nossa alma com Deus não é ‘o estilo’ da música. O que nos liga a Deus é o sangue de Cristo.

Eleotério disse:
A liturgia nos cultos são iguais em aprox. 20 mil templos no Brasil. Somente o Espírito Santo poderia fazer o povo aceitar liturgia iguais.

Cada denominação religiosa tem sua própria liturgia e todas as suas ‘afiliadas’ seguem o mesmo modelo litúrgico. Isso é organização do homem. Deus lhe deu essa capacidade. Toda instituição religiosa de certo porte segue um determinado padrão estabelecido pelos seus líderes, que, por sua vez, é acatado por aqueles que se identificam com 'a cartilha religiosa'. Não há nada de sobrenatural nisso.

Eleotério disse:
Não cobra dízimo, lembrando que o tal nunca foi dinheiro ou moeda, mas, era 10% da colheita e levavam até os levitas que cuidavam do templo e depois distribuíam aos necessitados, órfãos e viúvas. Não encontra-se no novo testamento após a morte de Cristo, nenhum ponto falando do tal dizimo que foi substituído pelas coletas voluntárias(dá o que quer) e ao mesmo tempo em segredo, cumprindo o mandamento de Cristo; O que mão direita fizer a esquerda não saiba. Na obrigatoriedade do dizimo os pastores e administradores sabem quem deu e quanto a direita deu……Quem não dá é ladrão de Cristo !……rs,rs…….

A política e a religião se fundiam num único poder, e as taxas (ou impostos) eram chamadas de dízimo, que era pago na forma de bens. Ou seja: o pagamento do dízimo era obrigatório. Fazia parte da cultura socioeconômica e religiosa daquele contexto histórico. Como aquela cultura era essencialmente agrícola, então a grande maioria  exercia sua obrigação conforme o que plantava e colhia.

Jesus criticou os fariseus hipócritas que davam rigorosamente o dízimo ‘da hortelã, do endro e do cominho’ mas não exercitavam a justiça, a fé e a misericórdia. Entretanto, não consta que Jesus tenha condenado o dízimo. De modo contundente, Ele fez mais uma severa crítica aos fariseus hipócritas que cumpriam, de forma rigorosa, apenas uma parte da lei. E a parte que tinha ligação com o próximo eles negligenciavam (Mt 23.23).

Jesus não proibiu o dízimo, ao contrário:
- devíeis, porém, fazer ESTAS coisas (dízimo) sem omitir aquelas (justiça, fé e misericórdia). O que desmente a afirmativa de que o NT substituiu dízimo por coleta voluntária. Sensibilizado com tamanha pobreza na Judeia, Paulo mobilizou outras igrejas  organizando coletas para amenizar tanto sofrimento, conclamando os mais abastados a contribuir de suas abundâncias às necessidades do pobre. Enfatizando, entretanto, que os pobres deveriam trabalhar e sustentar-se fazendo o melhor, conforme suas habilidades. (2Co 8: 1-15)

Tem denominação que não cobra dízimo mas, usando equivocadamente o que diz Jesus (dar com a direita que a esquerda não saiba), FAZ COBRANÇA de oferta em seus discursos terroristas revelados no púlpito. Ora, como cobrar, se é oferta?!! Assim, a oferta perde o seu sentido literal e passa a ser uma aflita obrigação, já que se pressupõe um mandamento de Jesus, afinal ele ‘manda’ dar com uma mão e que outra não veja; ora, Ele não ordena que dê. Ele ordena que o faça daquela maneira. Aí a doutrina transforma numa equivocada obrigatoriedade travestida de oferta, que muitas vezes a pessoa não tem condição de fazer e se sente terrivelmente oprimida pela exigência que vem sempre em forma de ‘palavra revelada'.

Portanto, a oferta não é mandamento de Jesus nem foi inventada no NT. Nos tempos da Antiga Aliança já se fazia oferta. (Êx 35.21 e 36.7). No Novo Testamento, a ênfase é colocada no coração do que crê como também em sua atitude. Paulo declara que o ‘dar’ do cristão é uma questão de convicção diante de Deus.

O que eu estranho muito, é que alguns denominacionais só se lembram da parte que Jesus disse que é pra ‘dar com a direita de maneira que nem a esquerda veja’. Estes, em vez de sistematizar algumas partes bíblicas, deveriam entender o sentido de doação; o sentido de oferta que Jesus nos diz na Sua própria oferta de Si mesmo. 

Um coração generoso é marcado pela evidência da ação do Espírito de Deus. Dedicar tempo, energia e dinheiro é uma resposta natural do coração que se dá conta da graça (favor imerecido) que recebeu profusamente de Deus. (Ef 1:7.8.) Dando sem esperar recompensa. Sem acumular bonificações nem na terra nem nos céus. Livre das amarras doutrinárias.

Eleotério disse:      
Os ministros, porteiros, músicos não são assalariados.
Não comercializam, videos, Cd’s, DVD’s, livros escritos por teólogos e ou doutores.
Os ministros não participam de política, não pregam na TV nem no Rádio nem distribui revistas.

Várias instituições religiosas sérias que eu conheço não têm assalariados em seus quadros, não participam de política, não pregam na TV nem no radio nem distribuem revista de sua igreja; não sendo, portanto, tais requisitos, nenhum mérito de uma denominação isoladamente. Nem sinônimo de bonificação junto aos porteiros dos céus.

Por outro lado, não consta que  Jesus tenha condenado a divulgação, a publicidade, a mídia. Ele só não queria que alardeasse seus feitos porque ainda não era chegada a hora. Mas quando tudo se cumpriu Ele mesmo deu a ordem: IDE e pregai o evangelho a toda a criatura.

Ele não restringiu métodos nem determinou quais métodos deveriam ser usados. Ele mandou ‘ir’. Tem igreja que pega esse ‘ide’ literalmente e envia missionários pelo mundo afora. (Mas isso é outra história). Esse ‘ir’ acontece no caminho. Na vida. Na existência. Algumas igrejas usam largamente a eficaz ferramenta do ‘boca a boca’e isso é publicidade também, oras. (Que grande tolice essa de se achar a santa e imaculada nova jerusalém aqui na terra).

Paulo e seus discípulos são prova inconteste de que se deve usar largamente os recursos de comunicação que existem ao dispor, utilizando-os para expandir o Reino.

Quanto a leituras, Paulo era o primeiro a ler, estudar e pesquisar ‘outros livros’ de ‘teólogos’. Em uma de sua cartas a Timóteo ele diz:

- Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, BEM COMO OS LIVROS, ESPECIALMENTE OS PERGAMINHOS. 2Tm 4.13 (Caps meus).

Se há quem comercialize livro, cd, dvd, usando o nome de Deus para enriquecimento pessoal, isso é lá com cada um e Deus. Não se pode usar isso como parâmetro para exaltação de uma denominação cujos membros não têm essa prática. Ou seja: isso também não serve como parâmetro para receber bonificação junto aos porteiros dos céus (parte três).

Eleotério disse:
Mesmo sem nenhuma publicidade ou força da midia é composta de aprox. 3 milhões de membros que são enumerados ao participar da Santa Ceia.

Deus não se impressiona com números. As seitas estão aí mundo afora abarrotadas de fiéis em suas celebrações religiosas. Quanto a 'Santa Ceia', fato curioso é que os apóstolos procuravam um lugar especial para sua celebração e Jesus descartou qualquer lugar suntuoso preferindo em casa de um homem comum que fazia trabalho de mulher. (Dificilmente um homem era visto com um cântaro, isso era exclusivo de mulher). Um mero cenáculo que mais tarde foi transformado em 'O Cenáculo', parte do que hoje é um templo e foi onde Jesus realizou a ceia, mas que, na verdade era um lugar comum, de uma casa comum, onde se jantava e que era no máximo, espaçoso. Essa coisa de transformar tudo em pompa sagrada e religiosa é invenção do homem. Muita pompa (exterioridade) e pouca sinceridade.

Eleotério disse:
Tem os que não tomam pois não batizaram e congregam constantemente e não participam da contagem da Santa Ceia. Totalizando aprox. 7 milhões de membros.

Como já falei: não precisa de força da mídia pra conseguir publicidade. A propaganda boca a boca é ferramenta poderosa,  seja positiva ou negativa a propaganda que se faz.  Torna-se ainda mais poderosa e eficaz quando associa-se à prática desse tipo de divulgação,  a valorização da tradição oral que afirma ser a correta diante de Deus.  É batata! O povo vem aos milhares, feito robô. No caso de algumas denominações, além de se fazer os comentários que vão passando de boca em boca, tem o apelo forte do proselitismo recheado de ‘testemunhos’ (geralmente misteriosos e sobrenaturais) que despertam a curiosidade do mais simples, do mais susceptível e do mais vulnerável devido às  circunstâncias.

Em relação a números, já foi dito nas entrelinhas que é pura vaidade tola de denominacional infantilizado e que Deus nunca se impressionou com números. Multidões seguiam a Jesus mas só porque estavam interessadas em alguma benção. Jesus sabia tanto disso que já mandava deixarem um barquinho à Sua disposição para quando percebesse que as multidões O comprimiam demais (Mc 3:8.9).

Eleotério disse:
No lugar de cursos bíblicos aos ministros tem reuniões ministeriais, semanais, mensais, bimestrais e anuais onde reunidos decidem o que fazer.    
          
Reuniões para tomada de decisão, toda instituição religiosa que se preza, faz com frequência. Isso TAMBÉM não é mérito de uma denominação específica. Toda entidade religiosa SÉRIA estabelece sua estrutura organizacional, agendando as atividades relativas à sua funcionalidade. O que tem de especial nisso? Uma coisa é estruturar o corpo organizacional de uma instituição. Outra coisa é fazer ‘curso bíblico’. Organização na agenda não exclui estudo sistemático. 

Eleotério disse:
Não tem mestres nem papa, que vai de encontro ao que Cristo disse; A ninguém chameis de mestre e ou pai, etc, etc…………..
Afora tudo isso tem outras coisas que eu li na biblia e confere.

A Palavra de Deus diz: 
Dar­vos-eis pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento  e com inteligência. (Jeremias. 3:15).

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. (Efésios 4:11.12)

O intrigante nessa história é que certos líderes religiosos condenam quem chame de ‘pai’, mas com seu rebanho agem como verdadeiros pais. Mas pais na sua forma mais tenebrosa e sombria. Se mostram donos dos seus ‘fiéis’, apresentando-se como pais turrões, castigadores, carrascos, cruéis e sem a menor compaixão. Achando-se no direito de constrangê-los, tiram sua liberdade reprimindo-os e oprimindo-os, levando-os a um sofrimento e vergonha ao publicar a conduta imprópria do ‘filho espiritual’. Estranho, muito estranho... Esse tipo de publicação é permitido. Tudo isso em nome de um Jesus que, ao contrário, acolheu os oprimidos, os envergonhados, os marginalizados.

Pegando carona nas palavras do próprio Eleotério, ‘afora’ tudo isso tem MUUUUITAS outras coisas que ele afirma e que EU NUNCA LI NA BÍBLIA, portanto não confere!

Eleotério disse:
Embora eu vejo falhas em alguns ministros e até alguns ensinamentos que precisam ser atualizados, considero a denominação que mais aproxima dos pontos doutrinais da bíblia.

‘Falha em alguns ministros’ nunca foi a questão. Aliás, falha sempre vai haver em TODOS os ministros de qualquer denominação religiosa. Sua natureza humana atesta isso! A grande questão é o erro doutrinário que acarreta essa falha em alguns ministros que vão se tornando bitolados, engessados, robotizados e robotizantes.

E termino ‘concordando’ quando o ilustre idólatra denominacional 'fecha' ao dizer que sua denominação é a que mais se aproxima de ‘pontos doutrinais da bíblia’. É verdade. Foram retirados uns PONTOS DOUTRINAIS da bíblia e sistematizados em uma doutrina. Doutrina que ele mesmo resume acima.

Mas... E o único ministério que me foi confiado por Deus?! O da reconciliação com Deus, comigo mesma e com o próximo...

Evangelista Cristão servidor somente de Cristo, falando o porque cultua(congrega) na CCB.

Regina Farias, como discípula de Jesus, buscando na Palavra de Deus (Atos 17.11) o porquê de se cultuar FORA das quatro paredes da religião.







sábado, 11 de janeiro de 2014

Quando a voz do púlpito NÃO é a voz de Deus.




















Samuel disse:

Até hoje em dia é comum as mulheres em eventos oficiais utilizarem vestidos. Os vestidos e saias estão para as mulheres nesses eventos assim como o terno e gravata está para os homens. Dizer isso, é o mesmo que dizer que o terno deve ser usado sempre, pois em todos os eventos oficiais os homens usam terno.
Assim como nós homens na CCB usamos o terno nos cultos e quando saímos utilizamos calça jeans e camiseta, as mulheres também deveriam não ter a obrigação de utilizar somente saias no dia a dia.
Desde quando somos obrigados a usar somente roupas sociais? No dia a dia, eu prefiro usar calça jeans e camiseta.
Desde a década de 80, na escola que eu estudava, só as “crentes” utilizavam saia.
Não adianta tapar o sol com a peneira. A CCB está no mínimo uns 30 anos atrasada.
Aproveite e comente a minha outra afirmação:
“Dizer para as irmãs consultarem sua consciência é temeroso. Irmãs da CCB ouvem a vida toda que usar calça é pecado e que Deus pode castigá-las se usarem, e caso obedeçam podem obter vantagens de Deus. É lógico que a consciência delas dirá que não é para usar calças.
É a mesma coisa que dizer para uma criança desde pequena para não abrir uma porta porque lá tem algo perigoso. Depois de muitos anos você descobre que não há perigo algum e a criança (já mais velha) pergunta se pode abrir a porta. Você então diz, obedeça sua consciência. A consciência com certeza dirá que é perigoso. Agora se você chega e diz, olha pensávamos que era perigoso e talvez fosse na época, mas hoje está tranquilo. Se quiser abrir a porta, siga sua consciência. Aí sim, estamos dando a verdadeira liberdade.
O mesmo ocorre com as irmãs. Devemos dizer a elas que esse ensinamento é um costume. Não há na bíblia proibição semelhante. Acontece que antigamente (década de 60) era escandaloso mulheres utilizarem calças, e como a bíblia recomenda os crentes se vestirem decentemente e também não causarem escândalo, a CCB proibiu as irmãs de usarem calças. Hoje é completamente normal e não causa escândalo as mulheres utilizarem calças. Então siga sua consciência.
Repito, a CCB nunca fará uma liberação dessas por nossa liderança ser extremamente arrogante. Caso liberem, estarão colocando em xeque as milhares de pregações “reveladas” ao longo de décadas, dizendo que esse ensinamento é uma doutrina e não segui-lo gera castigo de Deus. Recentemente uma irmã da CCB, muito amiga de minha esposa não a saudou, tratando-a mal só por ela usar calça (essa irmã usa saia padrão CCB na capital, ou seja, bastante curta, sensual e provocante). Há duas semanas uma outra irmã disse que caso ela não volte a usar somente saias (curtas padrão CCB capital é claro), Deus poderá castigá-la seriamente.
Há uns 4 anos, o Brás criou um ensinamento que irmãs não podem depilar sobrancelhas e homens não podem tingir o bigode. Que luz é essa Eleotério??? Onde essas práticas causam escândalo? Isso é farisaísmo puro.
Aliás, essas práticas das irmãs não usarem calças, joias, tintura nos cabelos e maquiagem, só funcionam com a parte da irmandade que é pobre e muito simples. Congregue no Jd. Paulista em SP ou na Lapa para ver se irmandade segue esses ensinamentos. Verifique se os familiares dos irmãos líderes da CCB em SP seguem esses ensinamentos. Verifique se os irmãos da CCB que são juízes, desembargadores, autoridades e etc, e seus familiares seguem esses ensinamentos.
Infelizmente a irmandade simples e pobre é tratada como gado, tal como os políticos fazem.
O ministério da CCB precisa ter hombridade e admitir que cometeu muitos erros e criou proibições que não cabem em nosso meio há mais de 30 anos. Devem admitir que muita, mais MUITA pregação que ouvimos na CCB não tem nada de divinamente inspirado.”

Irmão Eleoterio,
Veja o que o irmão disse:
“Afirmar que desde 1.980 a a calça comprida é social para mulher é desconhecer a cultura Brasileira e mundial. Podemos confirmar nas reportagens da década de 1.980 que as esposas dos maiores políticos do Brasil e do mundo, quando apresentavam-se em solenidades oficiais (SOLENIDADES OFICIAIS), estavam de vestido ou saia.”
Nessas mesmas solenidades oficiais, os políticos usavam terno e gravata. O próprio nome diz, solenidades oficiais. Se partir desse pressuposto, os homens também deveriam utilizar terno e gravata nos colégios, no trabalho e em todos os outros lugares. Mas não, a CCB só obriga nos cultos e para aqueles que têm ministério.
A roupa social do homem é terno enquanto a roupa social da mulher é saia. Concordo. Mas porque os homens na CCB são obrigados a usar roupa social só nos cultos e as mulheres em todos os lugares são obrigadas a usar calça social. Me responda por favor, mas não enrole e desvie do assunto como o irmão sempre faz.
Repito, desde a década de 80 que é comum as mulheres utilizarem calças no dia a dia (trabalho, escolas, lazer e etc.). NÃO ESTOU FALANDO DE SOLENIDADES OFICIAIS. Preciso desenhar. Misericórdia.
E repito, a maioria da irmandade se comporta como gado. Só repete o que ouve no pulpito, sem conferir com a bíblia, seguindo cegamente tudo o que o ministério disse. Esse comando é mais fácil em locais onde a irmandade é humilde e simples. Vai visitar lugares ricos para ver se a irmandade segue esses costumes (Jardim Paulista, Lapa como exemplos). Verifique os familiares desses irmãos juízes (presidentes de tribunais), desembargadores, empresários, e me diga se eles se privam de usar jóias, calças para as mulheres, maquiagem, etc. Isso é FATO. Só não vê quem não quer.
O irmão disse que o ministério se atualizou, mas isso não é verdade. Há poucos anos, na lista de ensinamentos “revelada”, a nossa liderança disse que as mulheres não podem depilar sobrancelhas e os homens não podem tingir o bigode. Me diga por favor que tipo de escândalo isso causa. Esse ensinamento prova que não há atualização alguma. Apenas arbitrariedade e arrogância de nossa liderança.
Samuel provando que muitos que defendem a CCB são arrogantes assim como nossa liderança e se recusam a enxergar nossos erros.

EXTRAÍDO DAQUI 


Texto correlato: DEUS FALANDO?!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sexo antes do 'casamento'.



Intriga-me essa falsidade toda onde as pessoas parecem estar na Idade Média quando não se podia nem ver a meia no tornozelo da mulher. Era proibido, não só em termos de lei, como era um desrespeito à amada que se sentia ultrajada se assim o amado se comportasse. Costumes da época. Não se podia ver, pegar ou abocanhar (Tirem as crianças da sala he he)

Contudo, nunca deixou de haver perversão sexual, o que é outra coisa completamente diferente! Nos tempos do AT então, a coisa estava tão feia que duas cidades foram destruídas literalmente pela ira divina.  Sem levantar bandeira (tampouco fazer apologia ao sexo livre), não é demais separar as coisas: sexo com o parceiro não é imoralidade, não é feio, não é pecado. O importante é não fazer salada. A pessoa pode, perfeitamente, fazer sexo com o parceiro e ser uma pessoa digna, séria, respeitadora e totalmente avessa à promiscuidade, permissividade, imoralidade ou perversão sexual. São coisas totalmente opostas e dissociadas.

Eu me casei virgem e não por moralismo, mas por um romantismo no qual o casal decide deixar maior intimidade para a noite de núpcias (escolhida pelo casal). Mas, convenhamos que  isso não excluiu outras intimidades... Eu só tinha dezenove anos e tinha total liberdade com meu namorado (logo depois, pai dos meus 4 filhos). Enquanto isso, minha irmã mais velha, rigorosa e moralista, casou grávida de três meses. Ou seja: as circunstâncias são diversas, não existe uma regra fixa e tudo se relaciona com o que vai no coração. Por exemplo, tem a menina que programa ter relação íntima para engravidar e casar (não foi o caso da minha irmã) porque assim ‘vai se dar bem’. Vemos muito isso ainda nos dias atuais, inclusive com o apoio velado da mãe religiosa. Um dia a verdade vem à tona - e com ela, vem também o desgaste natural de uma relação que não tem como se sustentar em mentiras.  

Casos específicos à parte, a maior ingenuidade que os pais sempre cometem é a tal proibição. A maior burrada que já se fez desde que o mundo é mundo. Ora, nenhum ser humano tem essa capacidade de barrar um casal jovem, super apaixonado e com os hormônios aflorando. A não ser que prenda a donzela na torre de marfim. Mesmo assim o príncipe vai dar sempre um jeito de libertá-la. E sempre encontra aliados nessa empreitada.

Enfim, só tem uma saída plausível aos pais que tanto querem proteger a honra da filha: orientar, conversar, ficar junto, apontar riscos dentro do sentido informativo de quem tem zelo. E jamais de quem quer controlar. Sendo amigo, na acepção da palavra. Apelações como meter medo, ficar na cola, fazer pressão, manipular, assustar e reprimir não transmitem valores e princípios, sendo apenas táticas pelas quais o abismo se instala; mesmo que a filhinha querida fique ali, à sua vista, 24 horas por dia para não perder a honra.

Observemos ainda que o pai defende a honra da filha, (honra, leia-se hímem) e não do filho (afinal ele não tem hímem), pois em pleno século 21 vivemos numa sociedade essencialmente machista, embora o pai religioso não admita que assim pensa e se comporta. Sendo que os mais inflexíveis fazem o mesmo discurso opressor para o filho também. E não funciona. Aí se dá uma sequência de fatos super nocivos que findam no divórcio ou no casamento de fachada. Porque Deus não aprova a separação.  Sim, tem mais essa: credita-se tudo a Deus por ser conveniente.

Não pode fazer sexo antes do contrato assinado? - Pois assine, diz o pai aflito e sem o controle da situação. Então, passada a fase mais louca da paixão vem a fase da prova concreta do amor onde se requer a tolerância e a flexibilidade que serviriam de base para o processo de maturidade na relação. Essa base viria do exemplo e da orientação equilibrada e saudável de pais que estavam muito ocupados com as crendices doutrinárias e a reputação religiosa.

Ora, minha gente, vamos deixar de bancar a avestruz e encarar os fatos com naturalidade. Porque a verdade é que um casal já tem intimidade desde quando começa a cuidar um do outro, compartilhando dos mesmos sonhos e planos e prometendo completa lealdade. Assumindo que se ama e tem responsabilidade mútua na relação. Isso é declarar o amor! O sexo é mera consequência NATURAL.

Ultimamente tem sido repetitivo, mas é simplesmente PERFEITA - e bem apropriada - a frase abaixo:

“No cartório a gente faz contrato. Na Igreja (templo) a gente mostra os que estão ‘se casando’. Mas tanto no cartório quanto na ‘igreja’ ninguém faz casamento. Ninguém tem o poder de casar a ninguém diante de Deus. Diante de Deus somente entram o homem e a mulher; e isto não é no dia da cerimônia, mas no dia em que assumem que se amam”. (Caio Fábio)







segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Celebração da Ceia do Senhor




Em muitas igrejas os diáconos são encarregados da preparação antecipada da Ceia do Senhor. Esta é uma honra que estes servos de Deus têm diante da igreja local. Devem zelar para que os elementos sejam apropriados tanto em qualidade, como o corte do pão e a distribuição do cálice, e ainda a disposição na mesa. Todavia, após o término do culto, eles são responsáveis pelas sobras dos elementos da Ceia. 

A pergunta é: o que fazer dos elementos que sobraram?


É quase impossível estabelecer uma regra absoluta quanto ao assunto. Devemos nos orientar por um princípio geral, isto é, que o preparo, o manuseio, e o eliminar dos elementos devem evitar qualquer superstição, erro doutrinário, ou a prática da veneração do pão e do cálice, antes, durante ou após a celebração da Ceia do Senhor, atribuindo-lhes algum poder inerente, ou valor permanente

A Confissão de Fé de Westminster declara que "os elementos exteriores deste sacramento, devidamente consagrados aos usos ordenados por Cristo, têm tal relação com o Cristo Crucificado, que, verdadeiramente, embora só num sentido sacramental, são às vezes chamados pelos nomes das coisas que representam, a saber, o corpo e o sangue de Cristo; se bem que, em substância e natureza, conservam-se verdadeiro e somente pão e vinho, como eram antes." 

Há diferentes práticas adotadas pelas igrejas evangélicas:

1. Muitos guardam as sobras, tanto do pão como do cálice, para a próxima realização da Ceia. O problema é que quando a celebração seguinte demora, ou sendo realizada mensalmente, os elementos podem não ter a mesma qualidade, por causa da fermentação, decomposição, ou até mesmo por serem inaproveitáveis por causa da sua inadequada preservação.
2. Em alguns casos há diáconos que após o culto, enterram as sobras do pão e do cálice. Mas, isto apenas aumenta a ignorância e piora o misticismo irracional que, diga-se de passagem, é uma herança do catolicismo romano.
3. Há aqueles que jogam no lixo as sobras da Ceia. O fato de se jogar fora pode ser por não querer aproveitar os elementos, porque uma vez cortados não é possível aproveita-los para uma refeição posterior. Mas, corre-se o risco de fazê-lo pelo mesmo motivo daqueles que preferem enterrar.

Esta confusão é desnecessária, mas ofende a consciência de alguns amados e sinceros irmãos que não foram corretamente instruídos sobre a natureza da Ceia do Senhor. 

Eis alguns motivos desta comum confusão:

1. Por serem instruídos sem base nas Escrituras a divinizar o pão e o cálice inconscientes da heresia que estão praticando.
2. Por esquecerem que o pão e cálice são meros símbolos, e que não há nenhuma mutação essencial nos elementos. Apenas a presença espiritual manifesta-se durante a Ceia nos alimentando com a graça (por isso, é um meio de graça). Os elementos da Ceia não se tornam (transubstanciação), nem contém (consubstanciação) o corpo físico de Cristo. Embora separados do uso comum, continuam sendo o que sempre foram, o pão e cálice; não sofrem nenhuma mutação substancial, mas apenas representam uma realidade espiritual presente durante a correta celebração da Ceia. Cristo está presente espiritual e não fisicamente.
3. Por confundirem que o importante na Ceia são as palavras, o ato, e o momento da celebração da comunhão nada acrescentando, nem permanecendo nos elementos de modo que devem ser considerados como objetos de veneração.

Algumas recomendações pastorais sobre "as sobras da Ceia":

1. Não alimente o sentimento pelos elementos como se eles fossem o próprio Cristo! Não podemos cair no sutil erro da idolatria como o fazem os romanistas.
2. No manuseio dos elementos não os vulgarize. Este é o outro extremo, também praticado por ignorância. Não devemos brincar com aquilo que é sério. O símbolo [pão e vinho] mesmo quando não usado na Ceia não deve ser banalizado, se separado para este fim.
3. Não há nenhum problema em se comer as sobras do pão e beber do resto do cálice, porque após o término do culto, eles se limitam a ser apenas o que sempre foram, pão e vinho, porque após a celebração perderam o seu significado e eficácia espiritual como meio de graça.
4. Se os diáconos resolverem dar as sobras dos elementos para as crianças (o que acontece em alguns lugares), deve-se inevitavelmente, com clareza, ensiná-las que aquilo que elas estão comendo não é a Ceia do Senhor (nem permiti-las brincar de Santa Ceia), mas apenas as sobras do pão e do cálice. Isto deve ser feito, de modo que, seja evitado escândalos, uma concepção errada, e a confusão na mente dos infantes que ainda não possuem discernimento da seriedade da Ceia do Senhor.

A minha real preocupação com este artigo não é com as sobras dos elementos da Ceia, mas com o pressuposto teológico. A crença modela o comportamento. Então, não é apenas durante a Ceia que manifestamos a nossa convicção de fé, mas após o seu término quando vamos nos desfazer das sobras dos elementos. Infelizmente, um expressivo número de igrejas locais são absurdamente incoerentes quanto a este assunto! Mesmo aqueles que durante a Ceia confessam que ela é apenas um mero memorial (zwinglianos), ou, ainda outros que creem que embora sendo um símbolo representa o corpo e o sangue, a presença de Cristo é somente espiritual, e não física (calvinistas); entretanto, após a Ceia acabam por negar o seu credo com ranços do romanismo. Com isto, não somente negamos a nossa doutrina na prática, mas desonramos o ensino do nosso Senhor.

Extraído daqui: Jornalismo Gospel
(Grifos meus-RF)

Textos relacionados:









domingo, 24 de março de 2013

A Caverna




Era uma vez uma caverna.
Nessa caverna havia muitas pessoas que nasceram, cresceram e permaneceram ali sem nunca ter visto a luz do dia. Aliás, não viam nem sabiam de absolutamente nada do que acontecia lá fora.
Viviam acorrentados e de costas para a entrada. Sem se mover, apenas vislumbravam o mundo por meio de um feixe de luz produzido por uma fogueira externa. Essa tenra luz projetava sombras na parede enquanto eram associadas aos sons que vinham de fora. E, assim, as pessoas aprenderam que aquela 'sombra da realidade' era a realidade do mundo lá fora. Afinal, esse era o único contato permitido com o mundo exterior. 
Certo dia, um dos prisioneiros conseguiu se libertar das correntes e, aos poucos, foi se movendo e avançando com dificuldade rumo à saída da caverna, vencendo um a um, cada obstáculo que surgia. Aquela desconstrução gradativa não era nada confortável. As pernas tremiam enquanto os olhos ardiam com todo aquele brilho exterior. Mas algo dentro dele o impelia para fora como em inevitável parto. 
Quando, finalmente, esse ousado e destemido homem rompeu definitivamente com aquele casulo, ficou maravilhado com tudo que viu. Um mundo completamente diferente daquele que havia apreendido. Diferente do enganoso e limitado espaço físico e mental que restringira sua visão. E o prazer em desfrutar de tamanha beleza em tão harmonioso caos foi transformando os passos acanhados em um andar livre e sem impedimentos.
A felicidade explodia dentro dele, mas ele queria voltar à caverna... Para contar a novidade! Ele só pensava em compartilhar aquela alegria! E jamais poderia imaginar que recepção era aquela que o aguardava. A rejeição foi imediata. Instintiva. Pela ousadia de expressar o que realmente viu, foi apedrejado e quase morto pelos próprios companheiros. Pelo mesmo grupo com quem experimentou aquela vidinha inexpressiva de sons e imagens difusos durante toda uma existência. Pela turba incrédula, apática e engessada por costumes e hábitos de nascença. O coração destes sentia de repudiar aquela imprudência.

Então, mesmo tomado por louco, o homem não se intimidou e conseguiu fugir de volta, levando outros 'loucos' consigo. E foram. Correndo riscos terríveis juntos; transpondo altos muros; enfrentando os fantasmas do medo e da insegurança gerados por toda aquela liberdade que se descortinava a se perder de vista. E a verdade ia surgindo na cara. Ardendo-lhes os olhos e queimando-lhes o peito. Impulsionando-os a uma nova e definitiva maneira de enxergar o mundo.

Foi quando, libertos, descobriram o quanto estiveram acorrentados. E quanto valeu o desconforto de toda uma desconstrução/reconstrução da antiga 'ordem'.

RF.

Inspirado em 'O Mito da Caverna' (Platão).





terça-feira, 12 de março de 2013

PRECEITOS DE HOMENS





Denominacionais idólatras não imaginam a tristeza que me vai n’alma sempre que os vejo despejando versículos de maneira isolada nos comentários de certos blogs.

Tem um anônimo no blog de um amigo meu que tem batido recorde a esse respeito. A cegueira é tanta que ao mesmo tempo em que ele abusa dessa insensatez, ele critica quem fala acerca do Evangelho, rotulando de sofismático no sentido mais pejorativo possível.

Não existe coisa mais irresponsável e infantilóide do que descontextualizar frases! Ora, se isso já é um crime em se tratando de qualquer texto o que diremos, então, dos escritos bíblicos? E o mais grave é que a turba engessada aplaude...

Sinceridade?! Não sei se rio ou se choro quando leio certas coisas. Sim, porque é tragicômico!

É por essas e outras que eu me solidarizo com alguns que rasgam o coração nesse sentido. Porque eu não apenas imagino a angústia em seu peito, como sofro a mesma angústia vendo tantos irmãos de uma denominação advogando a causa de Deus porque foi assim que eles aprenderam; e eles, teimosos e resistentes, não querem sair das tradições que afirmam que somente os que rezam sua cartilha são os que ganham o prêmio celestial.

Sofro particularmente por 'determinada' denominação, porque nela estão pessoas muito próximas e muito queridas. Pessoas que usam como premissa para suas vidas ditames que absorveram a vida inteirinha. E que só servem para que elas acreditem que são melhores que os outros; que estão na frente de todos para ganhar o céu. Porque cem anos atrás um deus maluco e contraditório resolveu anular a Nova e Eterna Aliança revelando que apenas quem está em determinada igreja subirá aos céus.

Aliás, essa história de escolhidinho se repete desde que o mundo é mundo, e só mudam a época, o endereço da igreja e o nome dos grupos e das pessoas.

Os judaizantes se achavam os abençoados, filhos de Deus e herdeiros dos céus. O Verbo se fez carne e habitou entre eles derrubando essa tese. Jesus disse-lhes pessoalmente que havia filhos d'Ele fora daquele aprisco. Mesmo assim, esses mesmos não entenderam e O mataram. (Como O matam nos dias de hoje).

Depois vieram os discípulos de Jesus; que, inevitavelmente, foram rotulados pelos de fora como cristãos, por se portarem como Cristo. Até aí tudo bem, pois tal rótulo até que cabia. ‘Cristão’ era um termo que combinava com o discípulo que buscava seguir os passos de Cristo, mesmo com todos os desacertos e a certeza de falhos e dependentes da misericórdia de Deus. Os escritos de Atos e das cartas do NT falam dessas falhas e desacertos dos próprios discípulos e apóstolos; FALHOS mesmo andando com Jesus, absorvendo Seus ensinamentos face to facetête-à-tête, cara a cara! Bem ali, aos pés do Mestre, literalmente!

Pois bem...

Aí inventaram o Cristianismo como conveniência política e as pessoas começaram a ser cristãs sem ter nada de Cristo. Não demorou e o Catolicismo tomou pra si a patente de dono do céu, determinando normas para alcançar as bonificações aqui mesmo na Terra. Uma maioria incauta e inculta seguia cegamente o que lhe era determinado, sendo extorquida e saqueada. De todas as formas. As mais cruéis.

Um belo dia, na Idade Média, surgiu um católico (Lutero) que não compactuava com aquela falta de compaixão para com a ignorância de um povo que sofria por falta de entendimento (conhecimento, estudo). Alguém que lhes abriu os olhos ao traduzir as escrituras, apontando o Evangelho como libertação e dizendo não à escravidão cultural e religiosa da época. Protestando, dando a cara a tapa, pagando preço altíssimo ao romper com o sistema. Ajudando o povo a enxergar o quanto estava sendo explorado não apenas materialmente, mas, acima de tudo, psicologicamente. Que sua capacidade de pensar por si mesmo estava sendo constantemente engessada para ser constantemente escravizado.

Surgiram novos doutrinadores e (re) inventaram novas doutrinas com os acréscimos que Jesus falou em Marcos 7. Antes de Jesus, depois de Jesus e naquela época da Idade Média já acontecia isso que vemos hoje. Lamentavelmente, nunca parou de acontecer, pois afinal trata-se do ‘bicho-homem’. Pretensioso e equivocado em suas famigeradas interpretações.

Então - devido à natureza humana - inevitavelmente surgiram novas doutrinas que continuavam a dar ênfase a terríveis maus hábitos religiosos; doutrinas que não apenas falavam sobre escolhidos, servos, abençoados, mas que determinavam quem são estes eleitos com base em limitados parâmetros do homem.

‘E fazem muitas outras coisas semelhantes’ - diria o próprio Jesus na passagem citada acima, sendo enfático e contundente contra os que se achavam mais abençoados por seguirem meia dúzia de regrinhas religiosas e, no entanto, seus corações estavam longe Dele, adorando-O em vão, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

E o homem segue nessa presunção anulando o Sacrifício realizado na Cruz e que determina a Nova e Eterna Aliança...

Enfim:

Crer na ‘expiação apenas pelos eleitos’ não nos dá o direito de acreditar que os escolhidos são somente os que estão na linha de frente de uma determinada linha doutrinária. Inclusive se pode crer nessa limitação, baseado nas inúmeras passagens que estão nas escrituras. Tudo bem, beleza! Afinal, essa é a ideia! Mas, convenhamos, não se pode jamais determinar quem são os tais. 

Essa presunção de apontar quem é e quem não é eleito, com base em doutrinas de homens gera arrogância, afastamento, frieza, indiferença, desamor, boçalidade, inveja, malícia, falta de humildade, dolo ( a velha intenção astuciosa para se atingir um fim) e a tal da pseudopiedade.

Tudo isso Jesus repudiou com todas as Suas forças!

Os que têm a mente de Cristo também repudiam.

Eu repudio!

Os que se dizem ‘cristãos’, os seguidores de Cristo - crentes, católicos, evangélicos, protestantes, servos, discípulos - deveriam fazer o mesmo.

Não importando a reputação pessoal.

'Naquele dia haverá muitas surpresas'.

RF.

O comentário acima foi feito AQUI:






domingo, 3 de março de 2013

'Eu tô em outra'




A cantora Perlla, que chegou a ser considerada a "rainha do funk melody" carioca, agora se prepara para lançar seu primeiro álbum gospel intitulado "Minha Vida Mudou".
"Achei que não fosse cantar mais, não queria mais cantar. Estava feliz cuidando da minha casa, do meu marido, da minha filha", contou Perlla em conversa ao portal “UOL”. Os responsáveis por fazerem a artista mudar de ideia foram seu marido, o músico Cassio Castilhol, e Silas, o pastor da igreja que frequenta em Vilar dos Teles, baixada fluminense do Rio. "Em um mês o CD estava pronto. Nosso querer não é o querer de Deus", explicou.
"A Perlla antiga era muito doida, fazia coisas que não agradavam aos olhos de Deus. Bebia, fumava, tinha um comportamento que não condizia com a pessoa que nasceu em um berço evangélico", ressaltou ela. A fama e o sucesso, segundo Perlla, não a preenchiam. "Passei por muita tristeza e infelicidade", contou a cantora.

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Meu comentário:

Tem uma música (?!) que ela gravou que o nome é 'Eu tô em outra'. 
Minha esperança é que ela esteja realmente 'em outra'...
Porque (aqui pra nós)... Ah, musiquinha besta! 
E que seja 'em outra' mesmo! Em 'outra' que não seja religiosa. 
Pois beber e fumar são práticas que prejudicam a nossa saúde e por isso não são agradáveis ao Pai.

Que pai fica feliz sabendo que um filho está prejudicando a própria saúde?

Se raciocinássemos assim, com base em nossos vícios, não haveria um só convertido obeso no mundo, uma vez que a gula não agrada a Deus, pela mesma razão de se estar prejudicando a própria saúde, pondo em risco a preciosa vida.

Precisamos ter cuidado também com a nossa saúde mental (psíquica, emocional) para não cometermos o equívoco de achar que nascer em berço evangélico seja sinônimo de discípulo de Jesus e de 'salvo'.

Regras e doutrinas religiosas não são parâmetros de mudança de vida com Jesus e muito menos de salvação.

Fiquemos atentos ao Evangelho, desnudos de crentices religiosas. E repensemos nossos conceitos e valores diante da perspectiva de Deus. E não de doutrinas e práticas denominacionais.

RF.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Com que roupa eu vou?


A roupa na Igreja.
Mas o que há de mal com a roupa social? O quê dá tanta importância ao ato de “vestir-se bem” para ir à igreja? Concordo que esse tema não aborda uma questão candente. De fato, eu não me preocupo muito com o modo das pessoas se vestirem para ir à igreja. A questão candente surge com relação ao significado da “roupa fina” dentro da igreja.

Primeiramente, esta atitude reflete uma separação entre o secular e o sagrado. Acreditar que Deus se preocupa com a roupa fina que você coloca para “visitar-lhe” é uma violação do novo Pacto. Temos acesso à presença de Deus em todo momento e circunstâncias. Na verdade, será que Ele espera que nós, na condição de Seu povo, nos vistamos domingo pela manhã como se fôssemos para um concurso de beleza?

Em segundo lugar, vestir roupa chamativa e luxuosa aos domingos pela manhã transmite uma falsa mensagem: Aquela igreja é o lugar onde os cristãos escondem sua verdadeira cara, “vestem-se bem” para parecerem agradáveis e belos.

Medite sobre estas coisas. Colocar sua “melhor roupa” aos domingos não é outra coisa senão criar uma impressão. Isso dá à casa de Deus todos os elementos de um teatro: Guarda-roupa, maquilagem, acessórios, luzes, porteiros, música especial, mestre de cerimônias, cargos, programa principal.

O hábito de usar “roupa dominical” na igreja viola a realidade de que a igreja é composta por pessoas reais com problemas de difícil solução. Podem ser pessoas reais envoltas em disputas conjugais, mas que após saírem do estacionamento e entrarem pela porta da igreja cobrem-se com grandes sorrisos!

O ato de vestir-se socialmente aos domingos oculta um problema básico subjacente. Fomenta a ilusão arrogante de que somos “bons” porque nos vestimos bem para Deus. É uma pretensão que desumaniza e constitui um falso testemunho diante do mundo. É necessário reconhecer que como seres humanos decaídos são raras as vezes que estamos dispostos a mostrar aquilo que realmente somos. Quase sempre contamos com nossa performance ou aparência (roupa) para fazer com que os outros pensem coisas agradáveis a nosso respeito. Tudo isso é bem diferente da modéstia característica da igreja Primitiva.

Em terceiro lugar, “vestir-se socialmente” para ir à igreja é o mesmo que dar uma bofetada na simplicidade (marca registrada da Igreja Primitiva). Os cristãos do primeiro século não procuravam “vestir-se bem” para atender aos encontros da igreja. Eles se reuniam na simplicidade de suas casas. Não se vestiam para mostrar a que classe pertenciam. Na realidade, os primeiros cristãos faziam esforços concretos para mostrar seu absoluto desdém pelas distinções sociais.

Na igreja, todas as distinções sociais eram apagadas. Os primeiros cristãos sabiam que eles representavam uma nova espécie sobre este planeta. Por esta razão Tiago (2:1-5) repreende os crentes que tratam melhor os ricos que os pobres. Ele repreende os ricos por vestir-se diferente dos pobres. Esta passagem também indica que usar roupa da moda na igreja era uma exceção, não uma regra.

Todavia, muitos cristãos mantêm o falso conceito de que é “irreverente” usar roupa informal no culto aos domingos. Isso não difere da atitude dos escribas e fariseus ao acusarem o Senhor e Seus discípulos de “irreverência” por não seguirem as tradições de seus antepassados.

Deus olha para o coração; Ele não se impressiona com o traje que usamos (1 Sam. 16:7; Lucas 11:39; 1 Pedro 3:3-5). Nossa adoração é no espírito, não na aparência física (João 4:20-24). Em seu livro Ante Pacem: Archaeological Evidence of Church Life Before Constantine (Mercer University Press/Seedsowers, 1985), Graydon Snyder afirma que há aproximadamente 30 cartas disponíveis escritas por cristãos antes de Constantino. Estas cartas são assinadas apenas pelo primeiro nome, o que indica que os cristãos não usavam os sobrenomes dos seus irmãos. A razão: Assim a origem social deles ocultava-se uns dos outros! 

Em suma, dizer que o Senhor espera que seu povo use roupa fina ao reunir-se na igreja, é aumentar as Escrituras e falar aquilo que Deus não disse. Tal prática é mais uma tradição humana. (Mc 7:1-13)

(Fragmentos do Capítulo 5 do livro ‘Cristianismo Pagão’ – Frank A. Viola - Negritos, sublinhados e itálicos meus - RF)

Complementando o texto:
No outro extremo desse teatro, há ainda quem, distorcendo a repreensão de Tiago, aproveita para passar um ideia mentirosa, incorporando um patético personagem que capricha numa performance meticulosamente recheada de ‘simplicidade e piedade’, que vai da indumentária e cara lavada (nos dois sentidos) aos gestos comedidos, voz meiga e sorriso forçado. Esse tipinho, sim, me dá náuseas. Confesso que em certos momentos mais vulneráveis, me dá vontade de dizer ao vestido: 'sai desse corpo que não te pertence'.
R.F.


A atriz Juliana Paes, interpretando uma 'crente'.