"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Diário de um Devoto ao Santo Legalismo



Domingo – Querido diário ungido pelo óleo de Israel, com a unção nova de profecia que recebi nesse culto tremendo de hoje, minhas palavras aqui escritas serão proféticas. Toda palavra contrária lançada sobre minha vida que aqui relatar, voltará sete vezes mais forte contra meus inimigos. Hoje no dia do Senhor, fui à casa do Senhor, aprender mais sobre o que dizem que devo acreditar, aprendi novas formas de batalhar espiritualmente, me disseram que se não souber explicar minhas crenças é porque estou sendo perseguido. Aprendi finalmente, que quanto mais absurdas as coisas nas quais eu acreditar, melhor serei. Acredito, acredito e acredito simplesmente assim, pensar é para os céticos que arderão no inferno. Glória a Deus por esse maravilhoso dia de revelações, Deus é tão maravilhoso que nem precisei abrir a Bíblia para confirmar as profecias que me foram dadas, tudo foi confirmado no meu coração.



Segunda – Hoje jejuei em prol da restituição que determinei no domingo. De quebra orei por umas duas horas pra ver se alcanço essa benção mais rapidamente. Um colega de trabalho criticou um líder da minha igreja; que a ira divina seja sobre a vida dele. Incrédulos! Não sabem da consequência daqueles que tocam nos ungidos do Senhor.


Terça – A campanha das sete portas abertas começou hoje! Foi uma benção! Fizemos um corredor de fogo onde as pessoas eram batizadas no Espírito Santo, falando novas linguas. Levei um amigo ímpio, ele achou o culto meio “zoneado” e disse que Deus não age daquela forma. Quem é ele pra criticar o mover de Deus? Sinceramente, só levo essas pessoas pra igreja porque senão Deus vai me cobrar o sangue delas.


Quarta – Hoje foi um dia atribulado, o diabo está furioso! Espero que Deus veja minhas orações como suficientemente fortes para que o diabo não prevaleça nas hostes celestiais, vai ser uma batalha grandiosa! Culto de Libertação; alguém deixou um travesti entrar na igreja, não perdi a oportunidade de falar sobre eles na hora que me deram oportunidade, Deus odeia gays e libertinos. A palavra foi tão forte e divina que o travesti não aguentou o poder da Palavra e se retirou. Deus, salve aquela vida para que eu possa amá-la!


Quinta – Aparentemente o jejum de segunda não teve muito efeito, hoje fiz outro só pra não deixar Deus em dúvida sobre minha sinceridade. Dia atribulado, vou ter de começar outra campanha contra as investidas de Satanás.


Sexta – Hoje irei para uma vigília, nunca entendi o sentido de se ficar acordado, isso pouco importa, dizem que Deus gosta de sacrifícios. Também, pra ficar dando esse tanta de coisa que me foi prometida: carro e casa própria, Ele com certeza vai querer algo em troca.


Sábado – A vigília foi realmente tremenda! Meus amigos de trabalho me chamaram para sair, recusei categoricamente, me lembrei que falaram na igreja sobre um versículo que dizia: “maldito o que se assenta na roda dos escarnecedores”. Fui para evangelização, enquanto distribuía folhetos me perguntaram algumas coisas sobre minha fé e sobre o que os líderes da minha igreja andavam fazendo, disse que era perseguição religiosa, afinal o diabo estava furioso pois tínhamos declarado que o Brasil era do Senhor Jesus através de uma nova palavra dada no começo do ano. Ano temático do Lobo, glória a Deus por essa palavra dada aos meus apóstolos!


Domingo – Fazendo uma retrospectiva dessa semana, só tenho a agradecer aos jejuns e orações que fiz, Deus finalmente ouviu minha oração e me fez mais uma promessa: vou também montar uma empresa, a mesma promessa dada a Abraão foi dada a mim, serei próspero. Só espero que Deus cumpra sua parte no trato, a minha estou fazendo, sou um legalista de primeira, rejeitei o cristianismo para viver uma vida de santidade e beatitude segundo essa nova visão.


CLÁUDIO COSTA

Grifos (negritos) meus - RF

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Êta blogueiro(a) adorado(a)... Será?!



Muitos de nós - blogueiros cristãos - fugimos do FOCO, porque nos permitimos umas maniazinhas meio sinistras, bora combinar, né?

Por exemplo:

- Temos necessidade demais do carimbo de aprovação (comentário) de determinados blogueiros/gurus.

- Chegamos a pedir muito ‘em off’ algo inusitado do tipo ‘comenta no meu blog’.

- Fazemos muito elogio a determinado comentarista, mas ’em off’ soltamos o veneno com um(a) suposto(a) amiguinho(a).

- Nos envaidecemos quando o número dos nossos seguidores cresce momentaneamente ou atinge certo número ‘cabalístico’.

- Ficamos tão fascinados com o número de seguidores que chegamos a fazer uma comemoração virtual.

- Inchamos o peito ao colocar postagens com inúmeras referências em grego e aramaico.

- Nosso ego cresce quando alguém nos inspira a escrever um texto tipo ‘puxão de orelha’.

- Levamos horas fuçando o google procurando a imagem mais criativa para ilustrar nossas postagens.

- Lemos e relemos várias vezes nossas próprias postagens ainda que não haja um único comentário.

- Lemos e relemos várias vezes nossas postagens recentes para ver se alguém ‘importante’ e/ou um desafeto comentou.

- Voltamos para ler e reler várias vezes o próprio comentário em blog alheio, principalmente para ver se houve alguma réplica.

- Quando queremos ganhar a simpatia de novos blogueiros, deixamos como isca muitos confetes (sabor elogio barato) na caixa de ‘comments’.

- Atingimos o clímax do prazer quando os comentários ultrapassam o limite de um número considerável.

- Nos esforçamos para escrever sempre um comentário que impressione.

- Ficamos ‘visivelmente’ irritados quando nosso comentário não é assim tão aprovado e até radicalizamos, excluindo da nossa lista, o blog do infeliz comentarista. (E ainda influenciamos outros mais susceptíveis a fazerem o mesmo!)

- Nos sentimos realizados quando alguém copia/indica um artigo nosso colocando o devido ‘link'

- Fazemos todo tipo de ‘marketing’ para atrair leitores, desde bingo de livro chinfrim a enquetes ‘nada a ver’.

- Acreditamos piamente que, fazendo panelinha do bem, nos fortalecemos individualmente.

- Adoramos comentar ‘despretensiosamente’ em blogs de grande fluxo.

- Polemizamos nos comentários só para chamar à atenção, tipo ‘olhem pra mim, falem bem ou mal, mas falem de mim’.

- Trocamos selinhos virtuais para selar uma amizade firme e verdadeira. Amizade firme e verdadeira que se dilui rapidamente, basta pisar no calcanhar de Aquiles.

- Levamos sempre para o lado pessoal quando alguém discorda de determinada ideia exposta.

- Sentados ‘no trono’ ou na mesa de bar, nos habituamos a ver o blog de instante em instante pelo celular (ou Ipad).

- Fazemos questão de explicar com todas as letras em nossos ‘comments’, que estamos portando o nosso note book e não aquele velho e obsoleto equipamento que fica fixo em cima de uma mesa.

- Nos esforçamos para estar entre os que mais comentam em blog popular.

- Temos a satisfação de ser o primeiro a comentar uma matéria bombástica.

- Temos uma necessidade de nos mostrarmos populares e imparciais, pelo propósito de aumentar o número de seguidores.

- Acreditamos que quanto mais seguidores mais estamos no caminho certo.

- Usando e abusando de retórica, fazemos questão de demonstrar (muitos, a ferro e fogo) a simpatia/antipatia por determinado guru espiritual da mídia.

- Gerenciamos três ou quatro blogs em auto afirmação acerca da nossa capacidade plural.

- Caímos na velha armadilha de repetir várias vezes chavões e expressões atualizadésimas, tipo ‘tremendo’ e ‘blindagem’ (respectivamente)

Moral da história: "Tudo demais é veneno".

RF


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- Comentamos e seguimos outros blogs só pensando no 'retorno'.


- Escrevemos para agradar ao leitor deixando a nossa 'identidade literária' meio de lado.

- Copiamos e ainda não mencionamos o autor pra o povo pensar que foi a gente quem escreveu.


- Criamos nosso próprio dialeto e, com isso, excluímos pobres mortais. 


(Colaboração valiosíssima do amigo Éder, do RECORTES)



domingo, 22 de maio de 2011

Por uma vida melhor?! COMO ASSIM?!



Aprovação do uso incorreto da Língua Portuguesa para não constranger?

Como assim?!

Valeu, Alexandre!