"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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domingo, 17 de agosto de 2014

E assim caminha a (des) humanidade...

'...abriu um sorriso terno e ainda ensaiou alguns passos do forró junto aos filhos,
com autêntica firmeza e doçura'. 


Riso?! Bem, Renata pode. Marina não.
Lula chorando é falsidade?!
Dilma não deveria ter vindo?!
Hã?!

Povo besta, viu?!
Extremos. Supervalorização. Banalização.

Uns ouviram vaia. Outros, aplausos. Palmas confundidas com vaia. E vaia, com palmas?!
Enfim...

Nossa, o cabelo dela está muito branco. Natural ou modismo?!
Muito jovem pra ter cabelo branco...
¬¬
Enfim... (Parte dois)

O trágico e o cômico dão-se as mãos sem qualquer vestígio de constrangimento.
Pessoas das mais variadas convicções, acionando freneticamente, o seu botãozinho de pesos e medidas julgadoras, se achando as formadoras de opinião à primeira imagem que surge.

Ele é um bravo guerreiro da Nova Roma. Digamos isso em coro! Não, cantemos o Hino. Cheios de paixão. Em última homenagem... Afinal, a parte que diz do nosso Pernambuco ser o coração do Brasil onde corre o sangue de heróis é bem a cara dele!

Ah, que nada! Essa comoção é fake. Produzida pela TV.
Que mané guerreiro. Ele é só um político. Pra que isso tudo?! Um coronel moderno travestido de salvador da pátria, isso sim! (E ainda se usa essa expressão ‘salvador da pátria’?! Funciona, isso?!!!)

E o povo lá...
Com sua simplicidade e o sincero coração imune à saraivada da crítica pela crítica dessa nossa insistente e obstinada natureza humana.  

E o povo lá... 
Alheio ao dedo apontado para si e para seu herói. Chorando. Sem medo do ridículo. Expondo, sem reservas, todo o sentimento de um luto inesperado que desencadeia nessa comoção, própria não apenas de quem tem paixão, mas acima de tudo, de quem tem compaixão. Porque compaixão não depende de ideologia nenhuma. Não precisa de convicções. E isso é que é normal e saudável. Necessário e urgente. Nesse mundo tão cheio de convicções e tão desprovido de amor.

Enfim... (Parte três)
O que não é normal - na minha humilde opinião - é colocar na fogueira, sumariamente, quem pensa diferente.Ou melhor, quem ri diferente. E ainda chamar isso de democracia.

(Não, eu não sou eleitora de Marina.)

Regina Farias.


TEXTO RELACIONADO:


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Beleza



A História nos conta que, desde que o mundo é habitado por gente, se tem notícia dos adornos que homens e mulheres colocam em seus corpos para se tornarem mais atraentes. Nos dias atuais, com o avanço da Cosmética contra a natural ação do tempo e da agressiva ação externa, podemos lançar mão de muitos produtos cujo uso nos beneficia não somente em relação à higiene corporal, como no cuidado com os agentes externos agressivos (que podem causar não apenas manchas senis como câncer de pele), havendo ainda os inúmeros produtos que agem de forma saudável no retardamento do avanço do tempo. São cosméticos de todas as marcas e preços que beneficiam nossas unhas, nossa pele e nossos cabelos.

Sou capaz de apostar que não existe uma pessoa que não tenha lançado mão de certos truques para melhorar a aparência de alguma forma. Digo isso, porque muitos que seguem usos e costumes de determinadas doutrinas, repetem mecanicamente a vaidosa, equivocada e paradoxal afirmativa: ‘eu não tenho vaidade’. Ora, pode usar a indumentária exigida pela religiosidade, mas vaidade tem, sim. Abra os armários dos banheiros e observe se não tem uma gama de produtos de beleza, mesmo que sejam singelos xampus sem álcool, sabonetes perfumados, hidratantes, sais de banho, cremes clareadores de dentes, bloqueador solar e vários perfumes com fragrâncias diferentes.

As pessoas, de tão bitoladas na performance doutrinária, se policiam e se punem quanto à beleza exterior, e findam por confundir vaidade com o cuidado com o corpo. Aliás, essa vaidade que apregoam, não passa de mais um ponto doutrinário do kit faça isso, não faça aquilo, pois, afinal, a vaidade que desagrada a Deus está ligada às coisas do coração. Inclusive, o simples fato de inchar o peito e dizer, orgulhosamente, não tenho vaidade já consiste em vaidade, uma vez que a pessoa acredita que essa posição a faz melhor diante de Deus, o que não é verdade. Trata-se de mais um equívoco doutrinário que usa exterioridades como ‘virtudes’.

É óbvio que nenhum tratamento de beleza esconde um coração feio, maldoso e desagradável. Mas, bora combinar que as roupas exigidas pela doutrina, também não conseguem esconder um coração com essas mesmas características. Deus não olha para a exterioridade e, sim, para as intenções e atos advindos do coração. Além disso, não há nenhum mérito em nós, para que Deus nos faça Seus queridinhos. Ele usa de Sua compaixão e Sua misericórdia não pela bondade que, eventualmente, habite em nós, mas pela bondade que habita n’Ele.

Portanto, tratamento de beleza, adereços e roupas de boa qualidade têm seu devido valor, uns apenas como enfeites e não sendo condenáveis por isso. A questão é que algumas mulheres supervalorizam como sendo seu estilo de vida, sua segurança, sua arma. Então, nem tanto ao céu nem tanto ao mar. Usemos tudo com moderação e bom senso e está tudo certo.

Muitos líderes machistas (que usam excelentes loções pós barba!!!), se baseiam em narrativas de cartas do NT (1Pe 3.3 e 1Tm 2.9), para impor suas teses doutrinárias, mas a ideia ali não foi desvalorizar a aparência exterior da mulher, e sim, chamar a atenção para as suas qualidades internas como sendo o que há de mais importante. Pois, as mulheres mais influentes se exibiam com seus adornos, distraindo e desviando o foco. Como acontece ainda nos dias de hoje. Observando o texto dentro do seu devido contexto, entendemos claramente que o que ali é dito não serve, de maneira nenhuma, como regra religiosa. E, menos ainda, como medida de salvação. O bom senso é que deve ser sempre o fiel da balança. Em qualquer lugar, espaço ou situação.

Por outro lado, as narrativas bíblicas nos falam tanto sobre beleza interior, como sobre beleza exterior. Muitas mulheres da Bíblia se destacam. Sara, Rebeca, Raquel, Abigail, Bate-Seba, Rute e Ester usaram seus truques de beleza. A rainha Ester fez um verdadeiro tratamento de beleza. No seu livro podemos encontrar a descrição de um completo concurso de beleza. Esse ‘banho de lua’ que usamos atualmente e que inclui depilação, esfoliação, hidratação, não tem nada de novo. A rainha Ester já fazia uso desse ‘truque’ com os óleos aromáticos e especiarias importados da Pérsia. (Et 2.12). Os exemplos bíblicos são vários, mas ressalto o de Ester porque sua história faz parte da obra salvadora de Deus na História. E nem por isso ela reprimiu seus atributos de beleza exterior.

A aparência da mulher cristã deve ser complemento de seu espírito interior, e beleza é mais do que um rostinho bonito e atraente ou o hábito de andar na última moda, seguindo as tendências atuais. Boa higiene, pele bem cuidada, saúde dos dentes e dos cabelos como sendo reflexo de uma alimentação equilibrada, trajes adequados à ocasião e modos apropriados, dão elegância e graça, sendo uma forma exterior de exibir um estilo interior.

Portanto, manter uma boa aparência, limpa, bonita e apropriada, é responsabilidade de toda mulher cristã. Afinal, convenhamos, uma mulher desleixada com a própria aparência não pode ser exemplo de cristã. E não se trata de marketing ou algo forçado, mas de coerência. Além do mais, o rosto da mulher é, em geral, o espelho do seu coração. Pois, quando ela confia no amor de Deus, suas feições se suavizam e as rugas se atenuam. Aquela expressão típica de quem está aflita e preocupada não faz parte dessa imagem, já que a paz e a alegria interiores refletem-se naturalmente na expressão facial. Aliado a isso, ações e atitudes indicam claramente onde está a segurança da mulher.

Se o seu coração está firmado na verdadeira paz que excede todo entendimento e na alegria que vem de Deus, independentemente das circunstâncias, sua aparência exterior vai refletir o entusiasmo e uma profunda sensação de bem-estar. E, claro, nenhum truque de maquiagem consegue esse tipo de feição. Pois, a verdadeira beleza - que não desaparece nem com o tempo - vem de dentro e se manifesta pela entrega total a Jesus.


Euzinha e meu cabelito he he


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ainda acerca da Conversão ao Evangelho...

O reino de Deus não é uma igreja nem um grupo de pessoas, é um projeto de vida comunitária de amor, serviço, misericórdia e paciência. Não vive a dinâmica do reino quem se isola, nem quem de modo automático se congrega, mas quem existe em relação simples e verdadeira com seu próximo. (Martorelli Dantas)





O que eu percebo muito por aí, é que as pessoas associam conversão à denominação e suas práticas religiosas visíveis, palpáveis, ‘pegáveis’, 'molháveis'. E isso remonta não apenas a um século de existência, mas desde que o homem habita o mundo. Na ‘igreja primitiva’, então, temos a situação emblemática dos hebreus convertidos que estavam desistindo da fé na Graça de Deus em Cristo e voltando aos velhos ritos, práticas, crenças e legalismos do judaísmo, em paradoxo com o sentido da expressão ‘hebreu’ que determina um estado CONSTANTE de progressão. 

Hoje em dia não é muito diferente, só muda o pano de fundo. Entretanto, o que o Evangelho nos diz, é que fazer a confissão de que Jesus Cristo é Deus, nos torna membros da Igreja de Jesus. Que Jesus Cristo é a encarnação da Graça de Deus; que Jesus é a encarnação da glória de Deus. E o verbo se fez carne e habitou entre nós - disse João no início de sua narrativa. Isso não é apenas uma afirmativa que se deva dizer amém de forma mecânica e sem aplicação útil na própria existência. Isso tudo encerra um novo estilo de vida. 

Daí começa a conversão. Conversão genuína não confunde. Primeiro que a pessoa entende, de imediato, que se trata de uma experiência pessoal e intransferível, totalmente independente de programação e ritual religioso. É, ao mesmo tempo, um ato imediato e inconfundível, como também um processo para a vida toda, visto que a natureza humana tem um terrível hábito de se corromper, de se engessar, de voltar atrás nos velhos e carcomidos hábitos, como enfatizado mais acima. 

Essa conversão traz, em si, o arrependimento. Muitos religiosos, devido a uma forte herança judaico/católica, confundem ‘arrependimento’ com o fato de se deixar certos hábitos que algumas doutrinas religiosas colocam como sendo desagradáveis a Deus e, então, mecanicamente, passam a seguir uma listinha de regrinhas doutrinárias, habituando-se com aquela mesmice e repetição, crentes que aquilo é conversão. E isso é um grande equívoco. Pior: isso é um engessamento, uma cilada, um impedimento. Deus não está interessado em nossas exterioridades. Ele olha para o coração e suas intenções. É lógico que quando nos alinhamos à Sua vontade, passamos a ser mais sensatos e coerentes, refletindo isso no nosso exterior, mas NUNCA como regra de salvação ou virtude

Arrependimento do velho homem engloba toda uma maneira de ser e pensar que passa, não por religiosidade imposta pelo homem, mas pelo crivo de Jesus que nos ensina a nos relacionarmos com Deus, com o semelhante e com nós mesmos. Trata-se de uma mudança completa nos conceitos e nos valores, conforme a mente de Jesus, para exercermos o único ministério por Ele a nós confiado: o da reconciliação. 

Passou disso é religiosidade.

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Comentário feito no grupo de FB 'Consultando a Bíblia', na postagem do Nilton Furlan onde ele pergunta:

"Vocês acham que a conversão é imediata? 
Ou em alguns casos, haverá um processo para essa pessoa passar, para aí, sim, vir a conversão? 
Ou, na verdade, não trata-se de conversão, mas de esclarecimento"?



TEXTO RELACIONADO:


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Tudo o que eu preciso para servir a Deus.





Seis minutinhos de Evangelho genuíno! 
O mais é acréscimo pretensioso.
Regina Farias




domingo, 7 de julho de 2013

Ao Cristo Crucificado

Embora o título seja 'bem católico',
Jesus já passou por todas as etapas: nasceu numa manjedoura,
já foi 'Jesus menino', se fez homem, morreu, foi crucificado, ressuscitou e subiu aos céus.
E HOJE vive para sempre em nossos corações.





Não me move, meu Deus, para querer-Te

O céu que me hás um dia prometido

E nem me move o inferno tão temido

Para deixar, por isso, de ofender-Te.



Tu me moves, Senhor, move-me o ver-Te

Cravado nessa cruz e escarnecido.

Move-me no teu corpo tão ferido

Ver o suor de agonia que ele verte.



Moves-me ao teu amor de tal maneira,

Que a não haver o céu ainda te amara

E a não haver o inferno te temera.



Nada me tens que dar porque te queira;

Que se o que ouso esperar não esperara,

O mesmo que te quero te quisera."


Tereza d`Avila (Tradução.: Manoel Bandeira)


A autora (chamada de santa pela ICAR), diz poeticamente de seu amor incondicional. 

Ou seja, não precisa que Deus lhe prometa nada, para que ela lhe entregue sua vida, sua total dependência e adoração.

Não existe barganha, não existe medo, não existe religião, não existe dogma, não existe opressão nem pressão, enfim, absolutamente NADA que a impeça ou a impulsione a esse amor.



No amor não existe medo; 
antes, o perfeito amor lança fora o medo. 
Ora, o medo produz tormento; 
logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. 
(1Jo 4.18) 

sábado, 11 de maio de 2013

Então louve, simplesmente louve!



Toda a Terra e atá a natureza participam da alegria de adorar ao Senhor.
Como diz o cântico do salmista:
Alegre-se o céu e a terra exulte
Folgue o campo e tudo que nele há,
Regozijem-se todas as árvores do bosque
Na presença do Senhor.
………
Ruja o mar e a sua plenitude
O mundo e os que nele habitam
Os rios batam palmas,
E juntos cantem de júbilo os montes.
………..
Derretem-se como cera os montes
Na presença do Senhor.
………..
O salmista diz para o homem louvar a Deus não apenas com harpa e flauta (instrumentos de sons maviosos e suaves), mas também com instrumento de corda e com címbalo (instrumento de PERCUSSÃO!) sonoro e retumbante. 

Da boca dos homens, o louvor deveria ser algo que flui naturalmente do âmago do ser, e não apenas uma coisa restrita e limitada para quem tem ‘dom’, estudo formal ou local e hora de adoração agendada. 

Como diria Paulo aos efésios: ‘falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a Deus, nosso Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo’ .

O louvor genuíno deve fluir do coração em qualquer circunstância: em tempo de sofrimento, de desânimo, de tribulação, de tentação… Simplesmente porque Deus é digno de louvor. Em qualquer situação!

O que passar disso é acréscimo de homens.

RF.

domingo, 31 de março de 2013

Eis a Páscoa!



'Aceitando a graça como lei é que somos salvos. Salvos de nós mesmos para sermos graciosos com o outro. Fazendo manutenção da graça em permanente estado de perdão, à medida que a praticamos no cotidiano com o outro. Está conquistado! Em Cristo, a gente sai liberado. 

Ele nos tira dos tribunais e nos traz para a consciência que nos diz: quer perdão, perdoa; quer graça, seja gracioso; quer misericórdia, seja misericordioso; quer ser compreendido, entenda. Esse é o SER que está andando debaixo da lei de Deus. Para este há ressurreição. Ainda que morto entre dois ladrões. 

Pois a Graça foi conquistada por Jesus na Cruz pra mim para sempre; sou chamada com convicções reforçadas, a aplicar tal manutenção junto ao meu próximo na qual recebendo favor infinitamente imerecido, fazer favor infinitamente imerecido. Esta é a lei do caminho e bem aventurado quem transforma isso, não em compreensão intelectual, mas num estado de ser'.


segunda-feira, 25 de março de 2013

A Igreja que matou Jesus



'A igreja que matou Jesus era religiosa.
A igreja que matou Jesus convivia com Ele, mas não o conhecia.
A igreja que matou Jesus era hipócrita, suas vestes limpas eram as externas.
Na igreja que matou Jesus havia podres e sujeiras nos bastidores.
Na igreja que matou Jesus a última palavra era dos poderosos, dos santos, do 'sumo- sacerdote'.
Na igreja que matou Jesus a comunhão era fingida. 
Na igreja que matou Jesus a fé era coletiva. 
O amor, discursivo. 
A piedade, falsa.
Os religiosos da igreja que matou Jesus 
- diziam-se santos
- vestiam-se adequadamente
- davam o dízimo e as ofertas
- mas estavam prontos a apedrejar a pecadora. 
A igreja que matou Jesus não frutificava, visto que era exclusiva e não inclusiva.
Na igreja que matou Jesus havia muita reverência a homens e poucos homens-referência.
Na igreja que matou Jesus vivia-se uma verdade inventada, acrescida, dogmática.
A igreja que matou Jesus cumpria a Lei, mas desconhecia a Graça.
A igreja que matou Jesus ignorava Sua voz, mas orava em voz alta.
A igreja que matou Jesus tinha tanta convicção em suas verdades que o mataram.
A igreja que matou Jesus nem chegou a ser chamada de Igreja, mas ainda existe. 
Você a conhece?'


Obs.:
Não sei quem é o autor. Recebi por e-mail. Quem souber, por favor, me avise. E espero que o autor de tão verdadeira e contundente denúncia não se mostre desaforado e desequilibrado vindo me cobrar 'direitos autorais'. 
Como já aconteceu...


domingo, 3 de março de 2013

'Eu tô em outra'




A cantora Perlla, que chegou a ser considerada a "rainha do funk melody" carioca, agora se prepara para lançar seu primeiro álbum gospel intitulado "Minha Vida Mudou".
"Achei que não fosse cantar mais, não queria mais cantar. Estava feliz cuidando da minha casa, do meu marido, da minha filha", contou Perlla em conversa ao portal “UOL”. Os responsáveis por fazerem a artista mudar de ideia foram seu marido, o músico Cassio Castilhol, e Silas, o pastor da igreja que frequenta em Vilar dos Teles, baixada fluminense do Rio. "Em um mês o CD estava pronto. Nosso querer não é o querer de Deus", explicou.
"A Perlla antiga era muito doida, fazia coisas que não agradavam aos olhos de Deus. Bebia, fumava, tinha um comportamento que não condizia com a pessoa que nasceu em um berço evangélico", ressaltou ela. A fama e o sucesso, segundo Perlla, não a preenchiam. "Passei por muita tristeza e infelicidade", contou a cantora.

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Meu comentário:

Tem uma música (?!) que ela gravou que o nome é 'Eu tô em outra'. 
Minha esperança é que ela esteja realmente 'em outra'...
Porque (aqui pra nós)... Ah, musiquinha besta! 
E que seja 'em outra' mesmo! Em 'outra' que não seja religiosa. 
Pois beber e fumar são práticas que prejudicam a nossa saúde e por isso não são agradáveis ao Pai.

Que pai fica feliz sabendo que um filho está prejudicando a própria saúde?

Se raciocinássemos assim, com base em nossos vícios, não haveria um só convertido obeso no mundo, uma vez que a gula não agrada a Deus, pela mesma razão de se estar prejudicando a própria saúde, pondo em risco a preciosa vida.

Precisamos ter cuidado também com a nossa saúde mental (psíquica, emocional) para não cometermos o equívoco de achar que nascer em berço evangélico seja sinônimo de discípulo de Jesus e de 'salvo'.

Regras e doutrinas religiosas não são parâmetros de mudança de vida com Jesus e muito menos de salvação.

Fiquemos atentos ao Evangelho, desnudos de crentices religiosas. E repensemos nossos conceitos e valores diante da perspectiva de Deus. E não de doutrinas e práticas denominacionais.

RF.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Contendas





A repetição mecânica da oralidade como em telefone sem fio é algo que tem conduzido o religioso ao ATREVIMENTO de manipular a Palavra de Deus, colocando palavras em Sua boca! E, mais grave ainda: usando sua própria boca e afirmando que é Deus quem está falando.

Quem disse que expor ideias se constitui em contenda?
Quem disse também que divergência é sinônimo de contenda?
Quem disse que pedir esclarecimento é contender?
E quem foi que disse também que Deus não opera na contenda?
Quem aqui na terra tem o poder para dizer em quais momentos Deus pode operar, realizar a Sua obra?
Quem tem o medidor da soberania de Deus?

Paulo alerta sobre contenda ao povo de Filipos, dentro da realidade de um povo progressista e onde as mulheres eram avançadas para a época, tendo grande independência, podendo se reunir, manter seus próprios negócios e discutir na igreja. (Atos 16:13.14) Consequentemente, teve um caso específico de conflito de opiniões na construção da igreja: a desavença que se estabeleceu entre Evódia e Sínteque. Elas eram, igualmente, cooperadoras de Paulo no Evangelho. Porém, em dado momento, colocaram seus assuntos pessoais acima da necessidade da comunidade, provocando desarmonia no meio.

Vamos pensar! Não custa nada!
Optar pelo que é mais proveitoso e agir com moderação não são significados de passividade e aceitação silenciosa.

A discórdia entre as duas mulheres era simplesmente por causa do modo de pensar de cada uma. (Onde não cabe o pacificador indicado em Mt 5.19). Entretanto, Paulo apela para que a liderança local as AUXILIE a encontrar um ponto de concordância, sem, contudo, deixar de ressaltar que:

‘… juntas se esforçaram comigo no evangelho…’ (Conferir em Filipenses 4. 3)

Em outra situação, o puxão de orelha muito bem dado por Paulo, fica por conta da CRIANCICE dos crentes de Corinto em brigar pela preferência deste ou daquele dirigente religioso. Demonstrando claramente serem infantis espiritualmente (carnais), Paulo mostrou-lhes - usando de metáforas (leite e alimento sólido) - que eles haviam de crescer para chegar ao profundo conhecimento do mistério revelado por meio do Cristo crucificado.

Algumas pessoas equivocadas - devido ao pacote de normas que lhes foi enfiado goela abaixo – usam com frequência a falsa premissa de que Deus só pode operar se estivermos todos em ‘unidade’ confundindo tudo. Aí silenciam, abaixam a cabeça, se fazem de boazinhas, piedosas, passivas. Fazem-se de submissas para mostrar a Deus que não participam daquela 'confusão'. 

Como se Deus não conhecesse os reais desejos do coração de cada um, seja caladinho ou se pronunciando...

Para completar a salada com base no terrorismo religioso, alguns ainda arrematam com Lucas 11.17. Ora, é claro que, se duas pessoas inflexíveis não concordam em um determinado ponto, e nenhuma das duas está disposta a ceder, gera-se uma crise que, inevitavelmente vai desencadear em ruptura.

Pode demorar horas, dias e até décadas.

A própria História nos conta tudo…

RF.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Médico de homens e de almas






Lucas - o médico gentio - amigo e companheiro de Paulo em suas viagens, foi o autor de Atos. Ele fez os seus registros com riqueza de detalhes sobre os lugares por onde passaram, sendo testemunha ocular da propagação do Evangelho.

Dos apóstolos, ele foi o único não judeu. E, assim como Paulo, ele também não conheceu a Jesus pessoalmente. Tudo que ele escreveu foi adquirido através de pesquisas, ouvindo testemunhas, os discípulos e os apóstolos. Sua primeira visita a Israel teve lugar quase um ano depois da Crucificação. 

Sua amizade com Paulo caracterizava-se pela forte identificação em relação à amplitude do sacrifício da Cruz. Isso os aproximava mais, porque ambos pregavam a salvação para gregos e gentios. Em contrapartida, ambos tiveram muita dificuldade com os primeiros apóstolos, porque estes afirmavam que Jesus tinha vindo apenas para os judeus.

Se observarmos atentamente suas características literárias, vemos o evidente estilo narrativo que apontam o Livro de Lucas e o Livro de Atos a serem lidos como uma composição única. Um registro cuidadoso de acontecimentos históricos muito bem elaborados, no qual ele demonstra um profundo conhecimento da literatura e idiomas gregos.

Como historiador, ele pesquisou os acontecimentos para oferecer um relato confiável aos seus leitores, de maneira que estes se informassem sobre o que ele mesmo havia aprendido sobre a fé cristã de forma bastante lúcida e por meio de uma vida prática. E, principalmente, com o desejo de que seu público tivesse também uma vida cristã sólida e dedicada. 

Não era nada fácil apresentar outro estilo de vida, dentro daqueles engessados moldes, dentro daquele contexto pagão, cheio de vícios, rituais e estranhos costumes religiosos. Seus escritos demonstram sua dedicação àquele ministério, onde ia sendo desenvolvida uma teologia na qual os primeiros judeus cristãos se tornaram um povo de Deus mais inclusivo, ao acrescentar gentios cristãos à Igreja que ia se formando. Sem esquecer seu propósito em deixar bastante claro para as autoridades que aquele 'movimento' que ora se formava, não se constituía em nenhuma ameaça política. 

Iniciava-se, então, a Igreja Primitiva. Sem placa e sem o espaço físico específico de adoração, marcas muito comuns tanto no mundo pagão como na cultura judaica.

Dois amigos, ambos impetuosos, preparados intelectualmente e comungando a mesma verdade. Protagonizando as mais diversas situações em que pessoas de todos os credos e classes sociais precisavam conhecer a verdade e, os que já conheciam,  de encorajamento na fé. 

Em Atenas, diante dos grandes filósofos gregos que chamaram Paulo de ‘tagarela’, ele não se intimidou e disse, em meio ao seu discurso: 

‘Deus não habita mais em santuários feitos por mãos humanas’  

Frase contundente e ousada para a época e que até aos dias de hoje, muitos religiosos - tendo estudo ou sendo simples – não conseguem entender e insistem em querer aprisionar Deus dentro de suas quatro paredes doutrinárias.

Lucas, o evangelista mais preparado intelectualmente, deixa bastante claro por meio de suas narrativas, que a mais importante manifestação do Espírito Santo na vida do cristão é que ele será testemunha da vida de Jesus e dos Seus mandamentos.

Na vida prática. E não, dentro de determinados padrões religiosos.

RF.


Obs.: 'Médico de homens e de almas' é o título de uma excelente obra de autoria da romancista Taylor Caldwell, que trata da extraordinária vida de Lucas.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ungido do Senhor no templo do Senhor?!




Não existe um cara especial 'ungido do Senhor'.

Líderes religiosos têm a péssima mania de se colocarem acima dos fiéis, e estes, por sua vez - os ingênuos fiéis! - acreditam que Deus só se manifesta em suas vidas por meio desses líderes. Como se Deus estivesse restrito e dependesse de homens 'especiais' para abençoar as pessoas. Ora, convenhamos! Isso anula totalmente a Nova Aliança, o Evangelho da Graça, o Sacrifício da Cruz!

É certo que Deus usa as pessoas do jeito que Lhe apraz, porém, de acordo com o Novo Testamento TODOS os que creem são 'sacerdotes', indicando não somente um privilégio especial de acesso ilimitado a Deus, como a oportunidade de servir em Seu Nome, anunciando Suas maravilhas. Isso não deve ser confundido jamais com as funções eclesiásticas de servir dentro de uma igreja enquanto instituição religiosa. TODOS os crentes são chamados a atender as necessidades dos que sofrem, dos que estão doentes, dos que estão passando por algum tipo de problema, edificando e exortando uns aos outros no 'Corpo de Cristo'. E, assim, intercedendo e apresentando Cristo ao mundo por meio desse testemunho pessoal.

Tem muita gente bem intencionada que acredita piamente que Deus só fala dentro de sua igreja, dentro de seu culto, conforme os moldes de sua doutrina, porque assim lhe foi ensinado e isso é heresia pura! Ainda há pouco lia um comentário num blog ali onde uma moça diz que sentiu Deus falando com ela várias vezes porque foi 'por meio' de irmão tal, chefe da comunidade dela, em momento de culto. Ora, Deus não requer de nós sentimentos, ele não espera que a gente 'sinta'. Ele espera que a gente 'seja'. Não é sentir, é SER!

Deus ministra nossos corações independente de emoção, de sentimento, de oração, de choro, de comoção coletiva, de hinos belíssimos entoados, de lugar, de pessoa. O Espírito Santo de Deus é multiforme e age com liberdade e soberania. Precisamos deixar dessa mania pagã de achar que encontramos Deus em determinado lugar e que, por isso, estamos voltando pra casa 'cheia do Espírito de Deus'. Não podemos confundir emoção e sentimento pelo lugar, com a prática consciente de quem se é! Seja em casa, no trabalho, seja qual for a posição que exerça, a situação em que vive, é no chão da existência que se é. E não o que se 'sente' em determinados momentos...

O líder que induz o ingênuo fiel a pensar que ele é porta-voz de Deus, manipulando-o com suas doutrinas convenientes, está cometendo erro tão grave quanto aquele que manipula com outras unções igualmente abomináveis. Não há diferença.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Templo do SENHOR!






Não confieis em palavras falsas dizendo: Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este'.(Jr 7.4)


Confiança no templo (na igreja, na denominação religiosa, etc) não traz NENHUMA garantia de segurança.



Só o arrependimento e a justiça trazem libertação. E não, o local e o ritual.



Todos os 'tabernáculos' erigidos e reconstruídos foram 'desativados' pelo SENHOR. E, com A Nova e Eterna Aliança, Sua morada passou a ser os corações daqueles que Nele creem.



O povo continuou erguendo casas 'em nome de Jesus', porém, conforme Sua Palavra, os chamados templos e igrejas seriam 'apenas' locais de ajuntamento, nos quais os verdadeiros adoradores O adoram em espírito e em verdade, para, saindo de lá, cumprir no chão da existência, o propósito de servir. 



É destes que Ele está à procura...



Servo de Deus não tem plaquinha de igreja nas costas nem se apresenta com vestes externas padronizadas e robotizadas. Isso é invenção de instituição religiosa segregadora e que não traz qualquer garantia. 


Não é à toa que templos orgulhosos estão com suas paredes rachadas. 

Pra ruir de vez é questão de tempo...

'Já estava escrito'.

RF.

Comentário feito AQUI 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Convertida, EU?!



Há uma ideia equivocada - e, principalmente, generalizada - de que convertido é sinônimo de alienado.

Bora ver convertido 'A QUÊ' exatamente...

Pois que, na conversão genuína ao evangelho de Cristo, não se segue um mero cerimonialismo religioso que está para fora do 'si mesmo'. Isso foi o que aprendemos na cultura religiosa imposta desde que nascemos.

No Evangelho, RENDE-SE à sua proposição e a
dota-se, naturalmente, uma postura de olhar para dentro de si mesmo. EXERCENDO a lucidez, o bom senso e a temperança que servem de guia para o EXERCÍCIO da misericórdia no chão da existência.

Trata-se de um exercício diário. Não é nenhuma mágica.
É VIDA PRÁTICA!
Um desafio constante à nossa vaidade, nosso orgulho, nossa teimosia, nossas resistências, nossos próprios conceitos.

Só que, ir na contramão do que nos é proposto pelas mentes que, velada e arrogantemente, se autodenominam sãs, parece mesmo alienação.
Nesse raciocínio mutilado eu quero ser cada vez mais uma alienada.

Assumidésima!!!

R.F.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Bate papo...




Discípulos de Cristo ou discípulos de cristianismo?


Regina Farias disse...

Alan,

Fazia muito tempo que eu não queria ouvir mais certas pregações...

Então vi teu video e 'passei', deixei pra depois, mesmo sabendo de sua maravilhosa fase de transformação, mesmo com o título do mesmo me chamando a ler.

Então via a chamada no meu próprio blog me atraindo e resolvi que hoje eu iria assistir. Se bem que vim ao computador para ver outras coisas, confesso. Mas aí fui atraída imediatamente ao que havia dito 'domingo eu vejo'.

Dou graças a Deus por ver que ainda há pastores que se deixam quebrantar e, assim, vamos nos quebrantando também.
Obrigada!

R.
Alan Capriles disse...
Oi, Re!

Não posso deixar de comentar seu comentário, especialmente porque você está sempre nos enriquecendo com suas observações e eu raramente escrevo em seu blog (como também nos demais). Quero lhe agradecer por todo o carinho e lhe dizer também que seus comentários são um incentivo para que eu continue escrevendo e, nesse caso, também pregando. Como eu disse na mensagem, estou passando por um momento de auto-crítica, sendo confrontado comigo mesmo por meio do evangelho. Peço que me ajude em oração, a fim de que eu diminua e possa permitir que o Cristo que habita em cada um de nós tenha plena liberdade para continuar me usando na Palavra e, principalmente, nas obras de amor.

Deus lhe abençoe cada dia mais!
Regina Farias disse...
Pastor,

Está lá no meu blog e vou colocar no FB tb porque precisamos voltar ao primeiro amor urgente. Estamos muito mecanizados, robotizados, egoistas, individualistas.

E fique à vontade, eu não venho aqui para que vc vá lá. Não é uma troca mecânica e vc sabe disso. Se bem que em algumas vezes em peço socorro de algum 'guru' rsss da minha confiança como vc, René, W, J.C. Cláudio... Mas para complementar alguma coisa que eu não saiba expressar tão bem como vcs. Mas sem pressa e sem pressão.

Quanto ao constante processo no caminho que nos submetemos a ser moldados, veja você que quanto mais nos flagramos confrontados em nós mesmos, mais Deus nos abençoa e nos usa para abençoar a outros.

Isso é simplesmente maravilhoso!
Oremos, então!
Alan Capriles disse...
Re, preciso lhe confessar...

Também recorro a nossos irmãos "gurus" que você mencionou. Há poucos meses, por exemplo, fui pessoalmente conversar com nosso amigo René, que pacientemente escutou acerca de minhas inquietações e conflitos interiores. Voltei de lá muito mais leve e encorajado a seguir em frente.

Mas, desde que li seu último comentário, fiquei incomodado por você não saber ainda o quanto sua vida foi importante para o meu amadurecimento espiritual. Tudo começou com um comentário estúpido que eu fiz em um artigo da Rô e que você repreendeu com extrema simplicidade e dureza. Aquilo falou forte comigo porque, lá no fundo, eu sabia que você estava certa. Foi quando eu comecei a ler seu blog, o que ajudou a acelerar meu despertamento espiritual.

Por isso, sinto-me no dever de lhe dizer que você também é um de nossos "gurus", que nos ajudam a enxergar o caminho quando as trevas tentam nos fazer desviar da verdade e do amor.

Agradeço muito a Deus por sua vida e pelo privilégio de compartilharmos nossas experiências com Cristo.

Deus continue lhe abençoando cada dia mais!
Regina Farias disse...
Alan,

Despida de qualquer vaidade, esse seu depoimento enche o meu coração de alegria, simplesmente por confirmar o que eu vi em você desde o início: uma pessoa sábia! (Embora não tenha percebido essa repreensão rss Acho que é o hábito, desde bem menina, de ser professora. Aos treze anos de idade já monitorava em sala de aula na escola dos meus pais).

Fico mais feliz ainda porque, graças a Deus você soube assimilar, pois infelizmente, muitos que se deparam com esse meu jeito assim direto, se ofendem e levam para o lado pessoal.

Isso tudo só me faz admirá-lo mais ainda e louvar a Deus por sua vida, pois que você tem o dom de 'ser pastor', verdadeiramente. E quantas almas precisam de suas palavras tão sinceras e pautadas no Evangelho puro e simples.

Deus o ilumine cada vez mais!!!

R.