"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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domingo, 17 de agosto de 2014

E assim caminha a (des) humanidade...

'...abriu um sorriso terno e ainda ensaiou alguns passos do forró junto aos filhos,
com autêntica firmeza e doçura'. 


Riso?! Bem, Renata pode. Marina não.
Lula chorando é falsidade?!
Dilma não deveria ter vindo?!
Hã?!

Povo besta, viu?!
Extremos. Supervalorização. Banalização.

Uns ouviram vaia. Outros, aplausos. Palmas confundidas com vaia. E vaia, com palmas?!
Enfim...

Nossa, o cabelo dela está muito branco. Natural ou modismo?!
Muito jovem pra ter cabelo branco...
¬¬
Enfim... (Parte dois)

O trágico e o cômico dão-se as mãos sem qualquer vestígio de constrangimento.
Pessoas das mais variadas convicções, acionando freneticamente, o seu botãozinho de pesos e medidas julgadoras, se achando as formadoras de opinião à primeira imagem que surge.

Ele é um bravo guerreiro da Nova Roma. Digamos isso em coro! Não, cantemos o Hino. Cheios de paixão. Em última homenagem... Afinal, a parte que diz do nosso Pernambuco ser o coração do Brasil onde corre o sangue de heróis é bem a cara dele!

Ah, que nada! Essa comoção é fake. Produzida pela TV.
Que mané guerreiro. Ele é só um político. Pra que isso tudo?! Um coronel moderno travestido de salvador da pátria, isso sim! (E ainda se usa essa expressão ‘salvador da pátria’?! Funciona, isso?!!!)

E o povo lá...
Com sua simplicidade e o sincero coração imune à saraivada da crítica pela crítica dessa nossa insistente e obstinada natureza humana.  

E o povo lá... 
Alheio ao dedo apontado para si e para seu herói. Chorando. Sem medo do ridículo. Expondo, sem reservas, todo o sentimento de um luto inesperado que desencadeia nessa comoção, própria não apenas de quem tem paixão, mas acima de tudo, de quem tem compaixão. Porque compaixão não depende de ideologia nenhuma. Não precisa de convicções. E isso é que é normal e saudável. Necessário e urgente. Nesse mundo tão cheio de convicções e tão desprovido de amor.

Enfim... (Parte três)
O que não é normal - na minha humilde opinião - é colocar na fogueira, sumariamente, quem pensa diferente.Ou melhor, quem ri diferente. E ainda chamar isso de democracia.

(Não, eu não sou eleitora de Marina.)

Regina Farias.


TEXTO RELACIONADO:


sexta-feira, 20 de junho de 2014

O CHATO DA VEZ



O brasileiro 2014 é o chato da vez.
Para o brasileiro 2014 nada está bom.
Nada presta.
Existe sempre um motivo para reclamar.
O brasileiro 2014, o chato da vez, desaprendeu a elogiar.
Esse novo modelo brasileiro não sabe ver o lado bom das coisas.
Que chato!

Tudo que eu leio no Twitter, em sites e blogs, a respeito do Brasil, é sempre negativo. Críticas de todos os lados e para todos os gostos. Do mais preparado jornalista ou cientista político ao zé mané que postou qualquer asneira no Facebook, após formar sua opinião em uma mesa de bar.

Não tem quem aguente mais. Gostaria de ver tanto entusiasmo e dedicação assim em outubro nas eleições. Essa ‘criatividade’ exacerbada parece mais uma postura de quem não tem experiência em protestar. Povo que durante toda a História foi pacífico ao extremo e agora quer empurrar um elefante pelo gargalo de uma garrafa de coca cola.

Para mim, protestar é percorrer um caminho em busca de resultados, e não uma manifestação desorganizada e desajustada sem visar nenhum propósito, como as vaias a Dilma (presidente da Nação!), o quebra-quebra aleatório, etc. Isso, para mim, é uma vergonha e grande falta de educação!

De fora do país ninguém entende nada... O Brasil é um país democrático e um lugar de paz. É possível fazer muita coisa de forma inteligente. Nossa cultura e nossas leis permitem isso.

A grande verdade é que a responsabilidade de todo esse sofrimento de um povo como o brasileiro, é do próprio povo. Esse ‘povo’ resolveu acordar agora em forma de ‘gigante’ ao invés de crescer de forma estruturada e madura. Todo gigante é desengonçado e seus movimentos são desproporcionais ao meio.

Todos os dias, escuto e leio críticas aos roubos milionários de políticos brasileiros corruptos. Mas, todos os dias, vejo e tomo conhecimento de cidadãos brasileiros que dão um ‘jeitinho’ para conseguir uma vantagem aqui e ali, seja de um Real em uma compra na feira, ou de uma ‘carteirada’ por ser ou conhecer uma autoridade.

Eu não tenho dúvida alguma de que esse mesmo sujeito (ou ‘sujeita’), no lugar de qualquer desses políticos ladrões faria o mesmo, pois cada um faz aquilo que está ao seu alcance; cada um joga com as cartas que tem na mão.

Ninguém quer fazer o que é justo, mas todos querem justiça.

Que saudade do brasileiro que sabia fazer piadas sem ser grosseiras, ao invés das que vemos hoje em formato americano que desce goela abaixo na garganta dos brasileiros (stand up comedy, roast, etc.).

Que saudade do povo amigo que sabe fazer festa. Do povo risonho, cativante, carismático. Só restou o chato da vez...  O brasileiro 2014.

Contrariando todo esse sentimento que está sendo pulverizado eu prefiro continuar pensando positivo e acreditar que essa é apenas uma fase passageira de amadurecimento da cultura da nossa pátria.


(LEONARDO AUGUSTO FARIAS ROCHA - meu filho, há dois anos morando nos 'esteites'.)


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Irai-vos e não pequeis



Um dos maiores equívocos do SECTÁRIO é achar que não ir à balada nem ver futebol seja garantia de céu. Considera ‘não fazer isso e aquilo’ uma medida de espiritualidade. (Cl 2:20,21,22,23). Quanta tolice. Mera vaidade. Infantilidade espiritualóide. Além, claro, de perder a oportunidade de curtir momentos agradáveis ao lado de pessoas que ama...
Outro equívoco GROTESCO é acreditar em bonificação espiritual pelo fato de não usar alguns termos convencionados como chulos. Além de grande engano, é UM prato cheio para a hipocrisia. Quantos religiosos não dizem palavrão, mas usam de linguagem muito mais depreciativa do que um palavrão, MAIS pedante, MAIS arrogante, MAIS pretensiosa e MAIS ofensiva em frases indiretas, constrangendo e ameaçando de maneira velada, cheios de raiva xiita, de orgulho, DE JUSTIÇA PRÓPRIA e de si mesmo!
Jesus, em Seus dias missionários, em nenhum momento reprime as emoções. Além de ter experimentado todas as emoções humanas, Ele diz apenas pra a gente ir resolvendo as broncas no caminho.
“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” – disse o apóstolo Paulo.
Quando Paulo diz ao povo de Éfeso acerca da santidade do cristão, estimulando-o a colocar de lado ‘o velho homem’, ele não distribui um pozinho mágico para que se reprimam as emoções negativas. Ele dá dicas terapêuticas de COMO LIDAR com esse tipo de emoção.
Ele não diz que não é para a pessoa irar-se. Ele diz para a pessoa se irar JUSTAMENTE PARA NÃO PECAR!
Daí a sequência:
Primeiro ele diz: “irai-vos...”
Depois diz: “...E NÃO PEQUEIS!”

É óbvio que não nos deparamos com situações assim com tanta frequência, mas caso aconteça de os ânimos se exaltarem, a pessoa se expressa é por meio de palavras contundentes MESMO! O que inclui, SIM, o velho e terapêutico palavrão. Isso é perfeitamente SAUDÁVEL.
Pois quando eu resolvo a pendenga ali mesmo E VIRO A PÁGINA, não estou dando espaço para alimentar sentimentos de amargura que me adoecem e desencadeiam em atitudes ruins para comigo e para o meu semelhante.
E, se eu não resolvo a questão pra bancar a ‘santinha graças a Deus’, na realidade, estou canalizando emoções ruins de maneira inadequada e nociva para nossa saúde. NA PRÁTICA, ‘relevar’ é muito civilizado. No sentido mais pejorativo da palavra. Isso, sim, é pecar.
Assim, Paulo ‘fecha’ essa questão, ensinando mais uma vez SOBRE CULTO RACIONAL, COMO SEMPRE DE MANEIRA PRÁTICA E LÚCIDA, dizendo ainda:
- Não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.
Quantas vezes vamos dormir com raiva quando poderíamos ter chamado a pessoa em questão para esclarecer o mal entendido! Nosso orgulho, nosso recalque e nossa vaidade nos impedem de zerarmos tudo. Então seguimos valorizando e alimentando aquela emoção negativa. Quando a situação é muito grave chegamos a adoecer física e emocionalmente, inclusive provocando desarmonia entre outras pessoas.
O autor de Hebreus (12.15) alerta sobre a ‘raiz de amargura’ que, brotando, nos perturba o coração. Então, por meio dessa raiz de amargura, muitos são contaminados.
Isso, sim, é dar lugar ao diabo.
Portanto, fiquemos BEM atentos ao doutrinamento que MASCARA nosso comportamento como sendo santinhos e falsos piedosos diante dos homens, mas que não consegue JAMAIS esconder a nossa verdadeira face diante de Deus.

TEXTO RELACIONADO:



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

'Selfie'


Selfie do pintor Belga Henri Evenepoel em 1898

Sempre me surpreendo constatando que não há nada que simbolize melhor o exercício de liberdade do que poder passear, numa boa, por mares conhecidos (e os nunca dantes navegados). Desarmada. Com o senso crítico acionado sem neuras.  Aberta a aprender mais, mesmo com opinião formada.

E como ficou bem mais interessante esse programa a quatro mãos que a Globo exibe antes do meio dia! O que me levou hoje a ultrapassar a audiência dos meus dez ou quinze minutos consecutivos... Nada pessoal, Fátima ;) Só questão de preferência mesmo. Sabe... É essa minha eterna mania por gostar mais da descontração, da espontaneidade, do lúdico, do que me faz rir.

E o de hoje, no momento exato em que ligo casualmente a TV, me chama a atenção a breve fala do Pedro Bial (com tranquilidade e sem supervalorizar), acerca dos seus julgadores sobre o seu profissionalismo como apresentador de um programa de entretenimento.  E isso ele faz numa boa, sem qualquer defesa, qualquer empáfia, nenhum uso de escudo às velhas pedradas dos janeiros pernósticos da vida; com seu característico sorriso fácil, sem a necessidade de exibir seu ‘histórico anterior como profissional’, mas tão somente com a atual leveza típica que lhe conferiu justamente essa história de ‘profissionalismo’ anterior.

Eu vejo Globo de vez em quando, sim. Ah, e vejo BBB também.  Tenho até PPV, pasmem! (Não que tenha sido iniciativa minha, confesso... Mas pego carona). Já rendeu até textos no meu blog... E daí? Sou livre pra falar do assunto que me aprouver. Lê (e concorda) quem quer. Ninguém é obrigado. (A essa altura os boçais de plantão estão medindo meu Q.I.).

Desconfio dos discursos do intelecto edemaciado porque sempre transbordando preconceito rebuscado... E sutil! Medir o Q.I. de alguém pelo que ele lê, assiste ou participa é de uma limitação e boçalidade extrema. Por outro lado, tenho simpatia especial por gente criativa que não tem medo de se reinventar. 

Sou uma eterna apaixonada por gente que, rechaçada pelos seus algozes aprisionados, aprendeu a viver leve, distinguindo e estabelecendo a diferença entre seriedade e sisudez.

Tenho preferência por quem foge dos padrões determinados e tem peito de remar contra a maré, fazendo ouvido de mercador para o coro do ‘cordão dos puxa freio’. No caso, puxa remo.

Desconfio do pedantismo dos xiitas ocidentais; dos extremistas intolerantes e incoerentes. Sim, pois o famigerado ‘faça o que eu digo, não faça o que faço’ nunca foi tão usado e abusado por quem bate na tecla da invasão de privacidade enquanto ele mesmo não se percebe se expondo; e expondo seus valores e conceitos. E nem falo dos selfies das redes sociais com suas apelações culinárias, passeios, fotografias e viagens como referências de felicidade.  Aliás, atire a primeira pedra quem nunca se expôs assim pelo menos uma única vez. Eu me refiro é a outra exposição do mais fundo da nossa alma, e isso quando passamos de exibicionistas a espectadores; sim, porque somos complacentes quando estamos na pele dos primeiros; e somos rigorosos, conseguindo ser desalmados e cruéis quando assumimos a função de espectador; acionamos os nossos sentimentos mais mesquinhos e mais sombrios EXPOSTOS nas linhas e entrelinhas das nossas considerações pessoais; lançamos mão dos mais sinistros preconceitos; por vezes travestidos de meras e casuais opiniões, mas que - ESCANCARADAMENTE - apontam, pré-julgam, condenam e sentenciam com essa mesma velocidade estonteante da nossa atualidade tecnológica. Esse tipo de big brother interior ninguém está disposto a excluir.

Em tempo: não, gente. Não são de autoria de Luís Fernando Veríssimo as generalizações e meias verdades daquele texto tosco que circula há uns quatro anos na ‘net', preferencialmente nessa época. A propósito, que tal a gente exercitar o hábito de dizer o que vive e pensa sem usar a fala de outro como escudo?

Dias atrás li no facebook uma frase mais ou menos assim: 'não vamos afastar nossos amigos por causa de nossa religião'. Eu, particularmente, não gostaria que meus amigos se afastassem de mim nem por religião, nem política nem futebol... Ou por eu assistir BBB eventualmente. Mas se algum destes o fizer por qualquer uma dessas razões (ou outras rss), obviamente o fará com toda a liberdade que lhe é de direito. Mas, com toda certeza não é meu big brother. Acontece...

RF.


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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Desigrejada, eu?!




Date: Wed, 27 Nov 2013 15:58:21 -0200

Subject: Oie

From: xxxxxxxxx@gmail.com

To: reginaxxxxxxxxx@hotmail.com



Como está, amada?
Creio que meu provável tcc vai estar ligado à questão religiosa. Hehe.
A senhora se reúne em alguma denominação?
Qual e a sua visão do que e igreja?

De:Regina Farias (reginaxxxxxxxxx@hotmail.com)
Enviada:quinta-feira, 28 de novembro de 2013 12:51:32
Para:XXXXXXXXXXXX (xxxxxxxxxxxxx@gmail.com)


Oi, menina!
Tá tudo blz!

Desculpe a demora mas é que esses dias foram meio corridos.

Olha, quanto à frequência e visão de igreja sou meio polêmica para os mais conservadores. Até herege para alguns.

Mas vou tentar resumir, se bem que no meu blog eu digo em vários textos porque não acredito em igreja fixa. Nunca acreditei, desde quando era católica. Migrando para a igreja evangélica ao me converter ao Cristo, vi que não há qualquer diferença na crença do deus-denominação, provocando inúmeros vícios e equívocos 'em nome de Deus'. Embora - e isso é óbvio até demais! - haja os defensores ferrenhos de plantão, ativistas incansáveis, atalaias destinados a apontar fugitivos indisciplinados, desordeiros e rebeldes.

Ah, minha irmã! Se for pra embasar que precisamos frequentar igreja porque assim Jesus determinou (?!) muita gente encontra - convenientemente - mil razões na própria bíblia.  Afinal, o homem é perito em racionalizações. Quando ele defende uma causa haja justificativas rss E, sendo para usar versículos fora do contexto em seus discursos de púlpito, então... Aí é que os líderes igrejistas recorrem à 'Palavra de Deus'!

Ainda ontem mesmo, coincidentemente, vi no Púlpito Cristão, um texto enorme e enfadonho onde o autor tenta desesperadamente denegrir a imagem (risos) dos desigrejados. Aliás, esses fariseus atuais falam de desigrejados como se falassem de leprosos modernos. É um adjetivo onde a acusação já vem implícita, do tipo: seu... Seu... Seu desigrejado! E creio que o desespero vai além. Na minha opinião (pelo que leio nas entrelinhas de seus escritos - alguns destes, gente respeitada no meio acadêmico) trata-se de um grupo que morre de medo que os desigrejados arrebatam seu rebanho, só pode he he. Sim, porque os argumentos que eles chamam de bíblicos são tão toscos e tão pateticamente contraditórios que não convencem nem a uma criança de seis anos de idade. Enfim, que se diga de passagem aos apedrejadores desavisados: nada contra igreja enquanto ajuntamento para, incondicionalmente, se reverenciar a Deus. 

Não me considero exatamente uma desigrejada, já que sou confirmada* por livre e espontânea vontade. Consciente e adulta. Paradoxalmente, nenhum dirigente de igreja manda em minha vida, meus atos, meu comportamento. Tampouco existe um 'líder espiritual' - nem pessoalmente nem eclesial - com o qual eu me aconselhe para eu tomar uma decisão séria na minha vida. Nunca houve nem mesmo quando era 'novinha na fé'. Não delegarei a outro, jamais, capacidades que Deus me deu de graça, quando Ele a mim se revelou de forma pessoal e inconfundível: bom senso - para não entrar na viagem do senso comum - e discernimento - para entender o que é bom senso e senso comum. Não digo que não cometo erros, isso é outro departamento. Mas não preciso de um guia espiritual aqui na Terra. Já trago tatuado no coração o Modelo a seguir. Com todos os meus erros e acertos! Como ser humano, simplesmente.

Quanto ao meu conceito pessoal de 'igreja', eu poderia usar várias expressões de Jesus para definir o que é Igreja, bastando para isso, seguir Seus passos nos quatro evangelhos. Mas, se é pra resumir o pensamento dEle, fico com uma única expressão Sua. Contundente e inconfundível: 'Onde houver dois ou mais reunidos em meu nome, ali estou'. Isso, simplesmente põe por terra todo o aparato institucional que os dirigentes religiosos insistem em manter há mais de dois mil anos.


Se é pra resumir o pensamento dos apóstolos, Lucas fala algo muito claro, e também conciso, no livro de Atos. Só não entende quem não quer: Deus não habita mais em casas feitas por mãos humanas. E, ainda, se é pra seguir o 'quinto' evangelho, Paulo diz - claramente também - em uma de suas cartas que o ministério para o qual Deus nos convocou foi o da RECONCILIAÇÃO.

Ora, isso é a essência da Boa Nova! Deus saiu do santuário para habitar para sempre nos corações daqueles que nEle crê. Aí vem o 'crente' e fica refazendo o que não é novidade e que a igreja católica já fez - e faz - há séculos: aprisionar Deus em um tabernáculo, desfazendo o que Jesus fez, anulando a Nova e Eterna Aliança.

É isso que penso. Penso e vivo. Evangelho puro. 

Só que - bora combinar - fica difícil pra religioso fundamentalista com seus acréscimos, engolir algo tão simples. Porque é simples mas não é fácil para sua arrogante performance. Precisa-se acrescentar algo mais para incrementar essa 'adoração'. Porque essa adoraçãozinha de esvaziar-se de si-mesmo e doar-se para o outro, além de complicada (risos), não chama atenção de ninguém. Há de haver algo exterior que mostre aos outros o quanto esses adoradores são amados por Deus. Some-se a isso um vaidoso estudo acadêmico a uma natureza humana sofismática e temos explicações - as mais esdrúxulas - acerca do que Jesus mandou. Some-se a isso a conveniência doutrinária e temos líderes aos montes em seus púlpitos ordenando 'em nome do Senhor Jesus'. Some-se ainda a isso tudo uma cultura religiosa arraigada e temos assíduos frequentadores idólatras da santa madre igreja evangélica 'apostólica', cada vez mais viciados em santidade performática.

*Esclarecendo: no meu entender, 'confirmação' é uma cerimônia na qual a pessoa se compromete publicamente com a igreja enquanto instituição. Para mim, de nada serve essa exposição toda, se no meu coração não há - de antemão - um comprometimento sincero e desarmado com a igreja propriamente dita. E, como igreja para mim é algo bem abrangente, não se resumindo a quatro paredes eclesiais, nesse sentido eu não me sinto comprometida com nenhuma instituição religiosa nem tampouco vejo frequência ao 'culto' como pontuação na escala espiritual. Se convocada a participar de algum evento, um ministério programado, irei com prazer se não estiver agendado outro compromisso igualmente sério. Pois o meu compromisso é no caminho da existência onde amparar um caído não está atrelado a crachá igrejista.

Como disse meu amigo Martorelli dias atrás no Facebook:
Culto precisa ser vida. 
Quando culto se resume a algo que tem lugar, hora e grupo 
ele sofreu um reducionismo que o descaracteriza. 

Na Paz...

Rê.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sexo antes do 'casamento'.



Intriga-me essa falsidade toda onde as pessoas parecem estar na Idade Média quando não se podia nem ver a meia no tornozelo da mulher. Era proibido, não só em termos de lei, como era um desrespeito à amada que se sentia ultrajada se assim o amado se comportasse. Costumes da época. Não se podia ver, pegar ou abocanhar (Tirem as crianças da sala he he)

Contudo, nunca deixou de haver perversão sexual, o que é outra coisa completamente diferente! Nos tempos do AT então, a coisa estava tão feia que duas cidades foram destruídas literalmente pela ira divina.  Sem levantar bandeira (tampouco fazer apologia ao sexo livre), não é demais separar as coisas: sexo com o parceiro não é imoralidade, não é feio, não é pecado. O importante é não fazer salada. A pessoa pode, perfeitamente, fazer sexo com o parceiro e ser uma pessoa digna, séria, respeitadora e totalmente avessa à promiscuidade, permissividade, imoralidade ou perversão sexual. São coisas totalmente opostas e dissociadas.

Eu me casei virgem e não por moralismo, mas por um romantismo no qual o casal decide deixar maior intimidade para a noite de núpcias (escolhida pelo casal). Mas, convenhamos que  isso não excluiu outras intimidades... Eu só tinha dezenove anos e tinha total liberdade com meu namorado (logo depois, pai dos meus 4 filhos). Enquanto isso, minha irmã mais velha, rigorosa e moralista, casou grávida de três meses. Ou seja: as circunstâncias são diversas, não existe uma regra fixa e tudo se relaciona com o que vai no coração. Por exemplo, tem a menina que programa ter relação íntima para engravidar e casar (não foi o caso da minha irmã) porque assim ‘vai se dar bem’. Vemos muito isso ainda nos dias atuais, inclusive com o apoio velado da mãe religiosa. Um dia a verdade vem à tona - e com ela, vem também o desgaste natural de uma relação que não tem como se sustentar em mentiras.  

Casos específicos à parte, a maior ingenuidade que os pais sempre cometem é a tal proibição. A maior burrada que já se fez desde que o mundo é mundo. Ora, nenhum ser humano tem essa capacidade de barrar um casal jovem, super apaixonado e com os hormônios aflorando. A não ser que prenda a donzela na torre de marfim. Mesmo assim o príncipe vai dar sempre um jeito de libertá-la. E sempre encontra aliados nessa empreitada.

Enfim, só tem uma saída plausível aos pais que tanto querem proteger a honra da filha: orientar, conversar, ficar junto, apontar riscos dentro do sentido informativo de quem tem zelo. E jamais de quem quer controlar. Sendo amigo, na acepção da palavra. Apelações como meter medo, ficar na cola, fazer pressão, manipular, assustar e reprimir não transmitem valores e princípios, sendo apenas táticas pelas quais o abismo se instala; mesmo que a filhinha querida fique ali, à sua vista, 24 horas por dia para não perder a honra.

Observemos ainda que o pai defende a honra da filha, (honra, leia-se hímem) e não do filho (afinal ele não tem hímem), pois em pleno século 21 vivemos numa sociedade essencialmente machista, embora o pai religioso não admita que assim pensa e se comporta. Sendo que os mais inflexíveis fazem o mesmo discurso opressor para o filho também. E não funciona. Aí se dá uma sequência de fatos super nocivos que findam no divórcio ou no casamento de fachada. Porque Deus não aprova a separação.  Sim, tem mais essa: credita-se tudo a Deus por ser conveniente.

Não pode fazer sexo antes do contrato assinado? - Pois assine, diz o pai aflito e sem o controle da situação. Então, passada a fase mais louca da paixão vem a fase da prova concreta do amor onde se requer a tolerância e a flexibilidade que serviriam de base para o processo de maturidade na relação. Essa base viria do exemplo e da orientação equilibrada e saudável de pais que estavam muito ocupados com as crendices doutrinárias e a reputação religiosa.

Ora, minha gente, vamos deixar de bancar a avestruz e encarar os fatos com naturalidade. Porque a verdade é que um casal já tem intimidade desde quando começa a cuidar um do outro, compartilhando dos mesmos sonhos e planos e prometendo completa lealdade. Assumindo que se ama e tem responsabilidade mútua na relação. Isso é declarar o amor! O sexo é mera consequência NATURAL.

Ultimamente tem sido repetitivo, mas é simplesmente PERFEITA - e bem apropriada - a frase abaixo:

“No cartório a gente faz contrato. Na Igreja (templo) a gente mostra os que estão ‘se casando’. Mas tanto no cartório quanto na ‘igreja’ ninguém faz casamento. Ninguém tem o poder de casar a ninguém diante de Deus. Diante de Deus somente entram o homem e a mulher; e isto não é no dia da cerimônia, mas no dia em que assumem que se amam”. (Caio Fábio)







terça-feira, 12 de novembro de 2013

Padre Beto


Excelente entrevista! Penso exatamente igual!
Admiro muuuuuito gente assim que não se esconde 
atrás do véu turvo e hipócrita da religião. 
Ah, alguns dos apavonados 'líderes' evangélicos 
(e seus seguidores) aprendendo dele...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Que cristão sou eu?!




Está ficando enfadonha essa repetitiva técnica de catar uma frase solta na intenção de pegar outra pessoa em contradição e constrangê-la nos comentários. E se fosse apenas repetitivo e enfadonho, vá lá. Até aí tudo bem, afinal cada um que absorva e administre seu grau de paciência (afff!) na hora em que for ler os comentários. O problema é que, justamente pela repetição, já deu pra perceber até demais que a colocação é bem tendenciosa e maliciosa.

Geralmente, quem lança mão desse artifício não tem muito o que dizer do texto em geral, então procura algo que possa comprometer sua autoria. E, mais grave ainda! – algo para distrair a atenção do que se está dizendo, com a finalidade de denegrir a imagem da pessoa em questão. Duas leviandades num pacote só. Por que será que isso me faz lembrar os fariseus na cola de Jesus pra pegá-lo em contradição e desmerecê-Lo?! E até já houve quem dissesse que isso era tática de simpatizante. Será que aqueles intransigentes simpatizavam mesmo com Jesus? Então, se eles tinham simpatia por Jesus eu imagino como seria se fosse perseguindo… Ué! E não era?!

Lamentavelmente, algumas pessoas não sabem discutir ideias sem conseguir levar para o lado pessoal, tendo sempre que dar um toque malicioso de achismo sobre o estilo pessoal do outro, quando não acusa, aponta, rotula e traça o perfil do outro precipitadamente e sem nenhum constrangimento. Há quem vasculhe o blog da gente pra procurar algo que queime nosso filme.  Lembro-me de uma frase jocosa mas verdadeira, dessas de facebook,  que diz assim: ‘se você for falar mal de mim, me chame, sei coisas terríveis a meu respeito’. Sim, porque muitas dessas pessoas equivocadas pensam que, se estamos falando do amor de Jesus é porque nos achamos perfeitinhos e então inicia uma devassa na vida pessoal da pessoa com os instrumentos que possui, faz uma tosca análise pessoal e a expõe só por pura maldade. Alguns chegam ao cúmulo de denegrir, descaradamente, a imagem do pai e da mãe da comentarista, como fez comigo um senhor 'cristão' bem adulto, e já avô, esquecendo-se que quando se julga, imediatamente está se expondo ao julgamento também.

O termo ‘cristão’ nos remete a alguém se parecer com Cristo, andar como Cristo, pois assim foram chamados (rotulados) os que O imitavam. E o termo ‘ortodoxo’ refere-se ao que defende com unhas e dentes leis e regras.  Enquanto Jesus – pelo Seu imenso Amor – foi o primeiro a quebrar regras rigorosas da lei mosaica. E ainda há quem se apavone equivocadamente e se auto rotule como ‘cristão ortodoxo’... Aí eu fico a me perguntar: como assim?! E aí eu me pego criticando... Igualzinha aos outros que me criticaram (risos). Afinal, quem critica está exposto a críticas também...

Vejam que Paulo, escolhido a dedo pelo Mestre, mesmo assim deu os seus vacilos!  Só que,  muitos denominacionais o comparam a Jesus e quase chegam a acreditar que ele é a Quarta Pessoa da Santíssima TRIndade, confundindo suas ordens disciplinadoras com o Evangelho, escandalizando-se com certas referências a São Paulo. E não é de hoje que se percebe essa confusão onde as cartas de Paulo – endereçadas especificamente e muitas vezes como disciplinadores puxões de orelha – são transformadas em pontos doutrinários em nome de Jesus. Por acaso Paulo não é um homem igualzinho aos outros? Sendo réu confesso em suas cartas, ninguém melhor do que ele mesmo para dizer que é falho como qualquer mortal. Demonstrando humildemente ser passível de erro como qualquer outro ser humano na face da terra.

A contradição é o ódio que exala do coração opressor de algumas pessoas cristãs que se manifestam contra quem fala diferente delas.  Pois, como diria o Mestre, a boca fala do que o coração está cheio.Ora, convenhamos: é urgente descer do pedestal religioso e ter um mínimo de humildade e coerência. O que mais me entristece é que são pessoas que confessam o mesmo Jesus.  Porque, se não fossem pessoas falando em nome de Jesus, certamente eu mesma nem me importasse, não perderia minhas energias e passasse longe daquilo que leio. Ou, no máximo, lesse as sandices e apenas desse ótimas risadas. Mas isso não é algo de que se deboche. Isso causa, no máximo, perplexidade. Afinal, o que há de engraçado nesse engano terrível? Há quem confunda ironia com deboche. Ora, como falei dias atrás sobre isso em comentário, vejo a ironia como uma ferramenta da retórica para criticar e denunciar um ato reprovável. O que, por outro lado, isso não signifique, de jeito nenhum, ser indiferente. A indiferença sim, é que é oposto do amor. Já o ódio é um intenso sentimento de raiva que é traduzido em antipatia, aversão e rancor que gera inimizade, geralmente provocado pela vontade de reprimir um desejo, um objetivo. Assim, junte-se a indiferença ao ódio e temos o ‘xiita’ cristão na sua mais perfeita tradução.

E o mais alarmante, é que se está falando de vida, de plenitude de vida, de vida em abundância, de ser livre, leve e feliz entregando o peso da bagagem a Quem se confia de verdade. Mas, infelizmente quem só enxerga a dureza da lei não consegue atinar para algo tão simples.

É como falei há poucos dias no blog de outro amigo sobre um texto cujo título é “O Conceito Jesus’. Esse Conceito que precisa ser implantado urgentemente nos corações, mas principalmente, no coração do que bate no peito dizendo: Templo do Senhor é este! - E não referindo-se ao próprio ser como deveria, mas à estrutura religiosa à qual ele passou a PERTENCER e que passou a ser o seu objeto de adoração. A Virgem Maria Igreja Imaculada - como diria um pregador que eu admiro. E, achando ter o aval de Jesus, saem falando coisas absurdas, usando expressões próprias do evangelho da condenação que tanto pregam talvez sem nem notar, posto que é algo que já vem embutido na carga que lhe foi colocada nos ombros – enquanto batem no peito, dizendo orgulhosamente: graças dou por não ser como ‘os outros’.

Infelizmente a defesa denominacional que se vê em alguns corredores da vida é tão ferrenha que acaba-se perdendo o foco e não se percebe que o foco original é sempre sobre os males que causam a opressão religiosa, e não, particularmente de determinada denominação. Acontece sempre de alguém se doer, por acreditar piamente que ela (a denominação) é imaculada, levando para o lado pessoal e aí começam os achismos pessoais. Percebe-se isso, claramente, pela sequência dos comentários. E o fato de eu não usar clichês religiosos de falsa piedade, não significa que o que eu falo não seja em amor. Apenas os que acreditam nessa conspiração neurótica de que se quer ‘acabar’ com essa ou aquela instituição, é que caem nessa cilada. Um puxão de orelha - como já disse um anônimo sobre meu ‘estilo’ - é muito mais atitude de amor do que palavras condescendentes. Além do mais, eu não faço bem o tipo de quem está preocupada com reputação, esperando elogio, aplauso ou reconhecimento acerca do que falo. Deus conhece cada coração. Ele o esquadrinha e conhece cada intençãozinha dele lá no mais recôndito do seu espaço.

Definitivamente, eu não faço mero discurso de liberdade. Não, meu amigo de fé, meu irmão, camarada. Eu simplesmente VIVO essa liberdade. O que digo é reflexo de uma vida autêntica. E, com a ajuda de Deus, vou sempre comentar onde me for cabível, sobre tudo que tira esse maravilhoso direito natural concedido pelo próprio Jesus e que a religião tem o desplante de tirar. É Nele que sou livre. O único bem que importa Jesus o tem realizado em mim na sua plenitude. E isso, nenhuma denominação é capaz de fazê-lo! Isso é experiência pessoal! E é um suprimento pra todo o sempre que não nos faz melhores que ninguém, mas nos faz confiantes de que Nele estamos seguros. Simplesmente assim. Como falou um dia um pregador da Palavra, é uma vertigem que poucos entendem e poucos aceitam, posto que não se vê e não se pega. E apenas se SABE e se experimenta, errando e aprendendo, caindo e se levantando, sabendo de onde vem o amparo, testemunhando no chão da existência, não pensando em bonificação, mas como consequência natural de quem espalha o que se recebeu de GRAÇA. E que os religiosos acostumados com o contrário, resistem em enxergar,  pois não querem deixar suas seguranças visíveis e aplaudidas pelos seus conservos. Seguranças tão exaltadas repetidas vezes e que denunciam, assustadoramente, onde está, de fato, sua verdadeira adoração. 

Texto construído a partir de comentários feitos AQUI <--- p="">

RF.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Livros: esse 'pode' e aquele 'não pode'.

Meus dois netinhos amados.

Já vi muitas pessoas se justificando que não buscam literatura baseada em escritos bíblicos porque a letra mata e porque Deus não é objeto de estudo. No entanto, eu vejo algumas dessas mesmas pessoas - que repetem essa frase mecanicamente e sem muita convicção do que fala - sorvendo livros um tanto estranhos. Por exemplo, para um crente quem se diz tão ascético, literatura como de evangelho espírita me soa meio contraditório.

Nada contra qualquer estilo literário. Até porque, independente do teor, geralmente nos quedamos a determinados estilos em determinadas épocas ou fases da vida. Por exemplo, houve uma época da minha vida em que eu era fascinada pelo tipo de literatura do Garcia Marquez (tenho tudo dele!) e do Saramago (quase tudo) e hoje em dia nem tanto... Também já gostei muito mais de suspense com pitadas bem dramáticas que, atualmente, em nada me apetece. Na minha juventude detestava literatura brasileira por causa da obrigação escolar. Isso trava qualquer criatividade. Mas aí já é outra história...

Sou a favor de que se leia de tudo: de porcaria à chamada nata literária. Para que se tenha um conhecimento amplo e abrangente. E, principalmente, porque conhecendo também o que não presta é que, paradoxalmente, se livra de certas boçalidades e preconceitos culturais e religiosos, à medida, que se vai desenvolvendo uma maturidade, um bom gosto e um senso crítico bem apurado.

Eu tenho um neto de cinco anos, que antes de completar quatro, pegou um livro da minha prateleira e disse: vó, posso ficar com esse livro? Eu achei aquilo muito interessante, larguei o que estava fazendo e me sentei ao seu lado falando sobre aquele livro, sobre o autor, sobre um futuro próximo em que ele iria começar a ler aquele livro e tal… Abri numa página específica e comecei a recitar o clássico amor é fogo que arde sem se ver, fazendo uma analogia com Coríntios 13. Obviamente, falando em linguagem simples e acessível à sua idade, sem contudo, subestimá-lo.

O nome do volumoso livro é ‘Obra Completa de Luís de Camoes’. Fiz uma dedicatória e entreguei-lhe de forma divertida, mas com leve toque de solenidade, de maneira que aquilo ficasse em sua memória. Ele não morava aqui mas eu era sempre informada de que, com frequência, ele dizia: 'me dá o livro do Camoes'. Então se sentava em lugar isolado e fixava a visão em determinada página... E ficava lá concentrado um tampão como se estivesse lendo. Depois disso, já lhe dei outros dois do mesmo naipe. Inclusive, um deles, em inglês. Já está virando vício. (Risos)

Alguns podem pensar que isso é prematuro ou que poucas crianças têm esse talento, mas é porque não querem enxergar que a tecnologia está ativando o cérebro dessas criaturinhas de forma cada vez mais admirável e precoce! Ora, se essa gurizada pega um Ipad ou um Ipod e os manuseiam de forma incrivelmente rápida e autodidática, porque eles não o fariam com outras informações? 

Quanto mais as nossas adolescentes… Eu tenho uma sobrinha que vai completar 13 anos em agosto e desde os oito, nove, devora literatura infanto-juvenil e, ultimamente, alguns bem adultos. Ela até me empresta! Sou meio suspeita por ser sua fã, mas sua impressionante maturidade a destaca dessas doidinhas fúteis que se vê por aí. Passando bem longe de ser nerd (nada contra nem a favor rss) nem tampouco pulando etapas. Sendo apenas uma menina desencanada e gostando de curtir coisas próprias da idade. Eu, que me considero super moderna e acompanhando sua trajetória de vida desde o nascimento, fico impressionada com algumas colocações dela frente as vicissitudes da vida. Bora combinar, com um leque enorme de possibilidades, hoje em dia quase nenhuma jovem se limita a ler livro apenas do tipo ‘Pollyanna’.

Enfim, me estendi colocando minha opinião pessoal e abrindo minha vida particular (pra variar rss) na intenção de ilustrar um pouco a realidade atual que, certamente, é a de muitos leitores. Não podemos ser ingênuos e querer tapar o sol com a peneira. A informação está aí batendo na cara dos nossos jovens, instigando-os, desafiando-os. E nenhum pai, nenhuma mãe, nenhum adulto responsável - muito menos um líder religioso! - consegue controlar isso. A única coisa que se pode – e deve! - fazer é sentar e conversar, participar efetivamente da vida do garoto e da garota, dar bons exemplos, exemplos sadios e práticos, quebrando tabus, orientando com equilíbrio e dentro da realidade atual. E eu falo de orientação na acepção da palavra, e não da perniciosa repressão notadamente desastrosa realizada nos meios religiosos.

A proibição sumária - velada ou explícita - é que incita o jovem, de um lado à desinformação e limitação, de outro, à busca curiosa bem característica da natureza humana em qualquer geração. Quero dizer, essa curiosidade nunca foi privilégio da modernidade. E, o pior da proibição: um estímulo à hipocrisia, e, consequentemente, ao afastamento do meio familiar; ou, no máximo – igualmente desastroso! – uma relação fingida e dissimulada, que muitos pais veem como perfeição de família de propaganda de margarina na TV. A História recente da religiosidade nos tem denunciado isso de forma muito clara. E o ponto nevrálgico reside justamente nos ensinamentos sistematizados. Sinceramente, eu não consigo entender como alguns dirigentes religiosos não conseguem atinar para algo tão óbvio, repetindo os mesmos equívocos doutrinários.

RF.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Highlander disse...







Highlander disse...



Olá Regina!

Com este parágrafo "...Pessoas que dizem ‘estar na graça’, não respeitam o seu semelhante, esnobam, agridem, quando não silenciam em seu prazer mórbido, ou dizendo em voz baixa uns aos outros: ‘deixem-na! Ela não entende porque isso não é pra ela, nós é que somos os queridinhos do Pai, deixa ela arder no inferno"....você está reprovando o comportamento infantil desses coitados desses irmãos que não conhecem o evangelho ou, isso é uma indireta contra a denominação CCB?


P.S Andei lendo alguns comentários seus no blog do Mário e parece que você tem repulsa pelos ""ccbianos"..

Regina Farias disse...

Não sei exatamente qual a sua intenção com essa pergunta nem quais foram os comentários que você viu que o levou a tirar conclusões.


O que eu posso te dizer é que, tais comentários, certamente já foram devido à crítica do próprio texto bem direcionado à CCB. Considerando, inclusive, a experiência do autor do blog a que você se refere com a própria CCB. 


Com toda sinceridade (e é na sinceridade onde, ironicamente, faço ‘inimigos’), por ter mais proximidade com as crentices da CCB, eu as comento com embasamento em inúmeros exemplos e, obviamente, por ter uma liberdade responsável para comentar.


Mas se você não for tendencioso nem estiver armado rss, irá observar no meu blog que eu não me limito a um tema específico e que comento sobre tudo e de modo geral. 


Desarmando-se, irá perceber que não se trata de nada pessoal e muito menos de ‘indireta’, por não ser do meu feitio. Aliás, observe que eu não sou anônima, tenho a cara limpa, não questiono ninguém por trás de um pseudônimo, tenho nome e endereço aqui e nas redes sociais que me exponho. 


Dependendo do tema abordado eu cito o nome da entidade religiosa, da seita, da heresia, da confusão, seja lá o que for. Não tenho nenhuma dificuldade com isso.


Aliás, sou conhecida por ‘dar nomes aos bois’. Só não cometo a asneira de generalizar, pois sei que no mesmo ambiente, por mais que se ‘reze a mesma cartilha’, estão pessoas que Deus deu a capacidade de pensar por si mesmas  e não se permitirem ser robotizadas e manipuladas.


Em relação ao parágrafo que você destaca, lamentavelmente vejo muito isso em pessoas de várias denominações diferentes. Infelizmente. Mas, devo admitir, que certamente por conviver com muitas pessoas da CCB há muitos anos, eu vejo isso nelas com bastante frequência e de maneira muito forte. 


Perdão, mas eu não sei usar de demagogia e dizer que são uns coitados que não conhecem o evangelho. Tenho meu estilo literário e minha forma pessoal de expor as minhas impressões a partir das minhas vivências, minhas experiências pessoais, enfim, do que eu tenho aprendido sob a perspectiva do Evangelho da Graça. 


Veja ‘Highlander’ (risos), vamos ser sinceros. O que acontece, é que tem gente (seja de que denominação for) que tem a péssima mania de enjaular Deus em seus moldes doutrinários. Então quando a gente denuncia esse tipo de coisa - por não condizer com a Palavra - a carapuça serve, ela se ofende e acha que estamos perseguindo sua denominação.


É isso. Agora só falta você se apresentar rsss

RF.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Estou em Jesus

Religioso rejeita a existência que nos desnuda e nos tira do nosso 'eu' . 
É  mais cômodo seguir uma dúzia de regrinhas religiosas...
É mais fácil a religiosidade que aprisiona a mente.
 Porque amar dá um trabalho enorme 
à desconstrução das sistematizações.
É bem melhor ( e mais visível) exibir filactérios.
Por isso o religioso diz:
'Quem não se converter, segundo o nosso padrão, vai ser queimado'.
E Jesus lhes diz: 
Vocês não sabem de que espírito são.
RF.