"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Reino de Deus é Paz, Justiça e Alegria no Espírito Santo







Amados irmãos, alimentem o amor e a alegria em suas vidas e sejam felizes para sempre.

Meditem neste provérbio:

Provérbios 17.22 “A alegria faz bem à saúde; estar sempre triste é morrer aos poucos.”

Amados, não alimentem a tristeza em vossas vidas, afinal o Reino de Deus é Paz, Justiça e Alegria no Espírito Santo. A tristeza não faz parte do Reino de Deus, a bíblia ensina que na presença de Deus, na terra que ele preparou para nós não haverá tristeza, dores, lágrimas. E Jesus anunciou: “ arrependei-vos pois é chegado o Reino de Deus”, ou seja, Ele veio para nos trazer a Paz, a Justiça e a Alegria. As tristezas que vocês alimentam são fruto da própria ignorância. Por não conhecer o Reino de Deus, não contemplar a totalidade da presença de Deus, de Jesus e do Espírito Santo de Deus em vossas vidas, vivem longe do Reino de Deus.

Precisam renovar as vossas mentes, os pensamentos, e não vos amoldar a este mundo, assim experimentarão a Boa, Perfeita e Agradável vontade de Deus. Romanos 12.2 (adaptação minha)

Não alimente a tristeza, ela só te fará adoecer e morrer mais cedo.
Alimente a alegria e seja feliz, viva com alegria e experimente a vontade de Deus, viva com alegria e perceba o Espírito Santo de Deus em você.

Quer ser saudável? Então, alimente a alegria em sua vida. 

Quer ter experiências com Deus? Então, viva com alegria. 

Quer sentir o Espírito Santo em você? Então, viva com alegria. Seja obediente à palavra de Deus, deixe a tristeza para trás e viva com alegria, olhando para a frente e vivento de forma abundante.

Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância”. 

Você tem vivido a vida abundante que Jesus anunciou? Não? Então jogue fora a tristeza, alimente a alegria em sua vida e então viva abundantemente.

Deixo algumas perguntas para que possamos analisar as nossas vidas e pensar na vida abundante que Deus já nos Deus e que não enxergamos:

1. Pelo que sou feliz em minha vida agora?
O que me deixa feliz? Como isso me faz sentir?

2. Pelo que me sinto excitado em minha vida agora?
O que me deixa excitado (motivado, estimulado)? Como isso me faz sentir?

3. Pelo que me sinto orgulhoso em minha vida agora?
O que me deixa orgulhoso? Como isso me faz sentir?

4. Pelo que me sinto grato a Deus em minha vida agora?
O que me deixa grato? Como isso me faz sentir?

5. O que mais Deus me permite desfrutar em minha vida agora?
O que eu desfruto? Como isso me faz sentir?

6. Em que me empenho em minha vida agora?
O que me faz Ter empenho? Como isso me faz sentir?

7. Quem eu amo? Quem me ama?
O que me faz amar? Como isso me faz sentir?

Deus te ama e quer te fazer feliz, permita! Mude o foco em sua vida!

Graça e Paz,

THALES Carvalho Messias


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O que é ser SEPARADO DO MUNDO?




Estamos acostumados a ouvir e aprender que o crente não vive no mundo, mas na igreja que é o Reino de Deus na Terra.

Desde sempre fomos instruídos no que seja mundo, como sendo uma grife ou uma geografia fora dos ambientes eclesiásticos, uma reunião que não seja de irmãos, os filhos de Deus. Tudo isto é pura tolice!

Ser discípulo e não amar o “mundo”, não se refere a virar ermitão, a amar os iguais e odiar os diferentes, não é trocar os guarda-roupas, não é trocar o biquíni pelo “burquini”, visto que o que ficará debaixo da burca é o que importa.



Nada acontece na roupa, no maiô, no fio dental ou na burca, estas peças são apenas roupas, pequenas ou grandes. A essência de tudo está na pessoa, não na roupa! O coração que deseja sensualidade e defraudação do sexo oposto é que está doente. A questão não está na vestimenta, mas no coração, pois o Homem veste aquilo que está cheio o coração.

Expomos nosso interior nos outdoors da vida através da vestimenta, que vai desde os panos que cobrem nossos corpos, passa por nossa cara, nosso corpo, se são bonitos e belos, nas medidas consideradas padrão, e vai até o carro que nos veste.

“Porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes”.

Suas roupas são sua primeira veste, seu rosto, sua beleza ou feiúra, sua segunda veste, suas máscaras sorridentes ou tristes, são suas terceiras vestes, seu carro sua quarta veste, seu trabalho, sua casa, seu avião, seu iate ... Somos cheios de vestes, valorizar adornos, bugigangas, status, aparência, ISTO É SER DO MUNDO! Como ser do "mundo" é nos alinharmos à mentalidade e aos conceitos e pré-conceitos desta geração.

Este é o “espírito” do mundo, quem ama a isto, a aparência, é mundano e ama o mundo e o que no mundo há. Isto acontece tanto nas geografias dos templos, chamados igrejas, quanto fora destes ambientes.

Frequentemente o “espírito” do mundo se manifesta mais intensamente nos concílios que fora deles, nos ambientes da política, das barganhas dos negócios dos sacros-ofícios, do que fora destes ambientes onde o empregador é Deus e os mundanos são aqueles que julgam ter carteiras de trabalho assinadas pelo Altíssimo.

O discípulo não ama o “mundo”, visto que este “espírito” não lhe pertence, não dá liga em seu coração, suas seduções e cantadas, não lhe dizem nada. Um discípulo pode estar num bordel que este “espírito” não o alcança, é imune ao contágio daquilo para o qual morreu.

Não há geografias profanas suficientemente poderosas que o seduzam, não há medo de nada, o único temor é a Deus. Nosso olhar não está nos ambientes sagrados para diferenciá-los dos ambientes profanos, nosso olhar está em Jesus Cristo, em Nosso Senhor. Aquele pelo qual morremos e ressuscitamos com Ele para uma vida de amor, de santidade e de bondade, livre das angústias das aparências e dos cosméticos.

A mentalidade que temos no momento que nos arrependemos, é transformada numa nova visão da vida, do mundo, das pessoas, de Deus e do próximo. Sofremos esta metanóia, esta mudança de mente e não há nada que nos faça retornar aos antigos olhares sem Deus.
Não somos melhores que ninguém, todos igualmente pecamos e destituídos estamos da glória de Deus, mas nós que O amamos recebemos a graça bendita de enxergar aquilo que não enxergávamos antes.

O Reino de Deus, que está dentro de nós, não é tamanho de saia, não é contabilidade de freqüência aos templos, não é aparente, é invisível e nos deixa nus e sem camuflagem diante Dele.

É o perdão em nós, o amor em nós, a graça em nós, a amizade em nós, a esperança em nós, o acolhimento em nós, o não julgamento em nós, a misericórdia em nós... E isto tudo não por nós mesmos, mas pelo Espírito Santo que mora em nós.

Nada somos, por isto não ser do mundo é sabermos que tudo o que recebemos, de graça e pela graça recebemos, e se assim é, de graça damos, de graça ofertamos, acolhemos, não julgamos, não condenamos, somos do bem, da vida, do PERDÃO.

É incrível a quantidade de pessoas que se julgam de Deus e são más, perversas, não perdoam, não amam, condenam, matam com as palavras, destroem, e ainda se acham de Deus. Tem dó!

Deus É amor! Ele não TEM amor, Ele É amor! Sendo assim, não há ódios nEle, se você ainda pensa isto, você está vivendo na sombra, nos tempos que Deus ainda não Se revelara completamente.

“Tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2.17).

Em Jesus não há espaços para ódios, não podemos ter compartimentos de desamor, de preconceitos, não há porões interiores escusos para abrigar nada que Ele desaprove. Em Jesus somos transparentes, não mentimos, não escondemos, não camuflamos a verdade, vivemos nEle, por Ele e para Ele. Por Ele somos, por Ele morremos todos os dias para este “espírito” do mundo que dita as regras, e só seguimos as regras vindas diretamente dEle.

Pense nisso!


(Grifos meus- RF)



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Bora crescer, né?




Quem me conhece sabe que uma das coisas que mais amo fazer, desde que aprendi a escrever... É escrever! (Daí se tira como devo estar muito envolvida com outros afazeres...) E devo dizer também que escrever neste blog e lá no Café tem sido uma curtição leve e divertida que pode também ser traduzida como aprendizagem.

O certo é que não ando com muito tempo disponível para escrever no meu blog, mas também como não quero deixar a poeira tomar conta, tenho colocado textos de outros autores, aliás, como sempre faço quando também estou ‘na ativa’. Inclusive, diga-se de passagem, sem nunca ter pedido permissão. Simplesmente coloco e dou a velha e básica linkada. E nunca ninguém havia reclamado... Até hoje. (Risos)

Quem já tem certa intimidade com meus escritos sabe que eu gosto de diversificar, mesclar e, principalmente,  não me prender a um único tema - e muito menos a um autor/pensador específico - ainda que nas entrelinhas me denuncie de certa forma e demonstre o que de fato mais me ocupa a mente e o coração... E o que me inspira a escrever com as vísceras.

Na verdade, o que me faz reservar um tempo para escrever nesta calma (e conspiradora) tarde de hoje, excepcionalmente, é um comentário um tanto incisivo e increpante (risos) que apareceu hoje em um dos textos que adaptei  não tão recentemente. (Foi há mais de ano, pasmem!!!)

Não vou citar nomes, mas pelo menos dar algumas dicas para o leitor não ficar ‘voando’. É que a pessoa em questão não gostou nadinha de ver seu texto adaptado aqui no meu espaço e pede ‘gentilmente’ (em comentário não-moderado) que o retire, alegando que eu não possuo autorização para ‘copiar’.

Não adianta insistir (risos again), não vou citar nomes, até porque sempre foquei nas ideias e não valorizo nada pessoal. Não piso em pessoas nem tampouco coloco outras em pedestais devido a seus feitos literários. Até acho isso (este último) uma grande bobagem. Identifico-me (ou não) com algumas coisas em determinados textos... E ponto! Coloco o que quiser no meu blog.


Mazenfin...  Não posso deixar passar a oportunidade de registrar meu achismo.

A princípio, fiquei sem entender, emitindo um “hã?!” em alto e bom som mental para a inocente tela à minha frente. O que é perfeitamente normal, já que tico e teco entram em curto diante de situações assim, hilárias, ainda que um tanto agressivas e pernósticas. 

Depois me deu vontade de entrar no mesmo nível boçal e arrogante e perguntar “senão o quê?!” 

Claro que optei pela alternativa B que me dizia para atender ao pedido. Afinal, não alteraria em absolutamente nada na minha vida, já que fez parte apenas daquele momento que já foi. Hoje é outro dia. E as coisas seguirão no seu fluxo normal. Ou não (risos).

E outra: coisas mais importantes (do que me preocupar com quem copiou algum texto meu) ocupam espaço na minha existência. De antemão, já vou logo dizendo: quem quiser copiar algum texto que escrevi, dizendo ser seu, pode fazê-lo à vontade, não tenho poder para regrar a consciência de ninguém. Por outro lado, caso queira tirar ideia, adaptar, inspirar-se, seja lá o que for, fique bem à vontade. Não vivo de palavras ditas, escritas, grafadas, tatuadas. Vivo de atitudes.

Mas confesso ainda que o comentário fez lembrar-me de Mário Vargas Lhosa, Nobel da Literatura, quando de “Os Sertões”, o autor peruano tira elementos importantes para compor sua obra “A Guerra do Fim do Mundo”. Livro ADAPTADO, no qual os fatos e os personagens são trazidos para a ficção. E diz tratar-se de uma homenagem a Euclides da Cunha...

Este exemplo é somente um, entre inúmeros por aí que nos apontam a transcendência dos escritos. 

Precisamos ir além, gente!

Não basta apenas ser ‘lido por mais de sessenta países’. Bora crescer também, né?

Senão a gente bloga, bloga, bloga pra num sei quantos países nos ler, roda, roda, roda e num passa de  um zé tabaco profissional (Como diria um filho meu, tirando onda. Num sei a quem puxa, abafa!)

E como eu disse hoje pela manhã lá no blog do ILE (Intérprete de Línguas Estranhas) Wendel Bernardes.

"Então vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo"

Vaidade...

Pura vaidade de quem corre atrás do vento!

Parece até que eu estava adivinhando e ele também rss Afinal, eu não vou levar nome de bruxa sozinha, ah, isso não! Quem ler o texto e os comentários lá, entenda. Detalhe: isso lá foi pela manhã, ou seja antes da pérola que vim ler no início da tarde e que resultou neste texto.

Mixxxxxxtério, como diria o JC - que não é Jesus Cristo - o pastor da igreja invisível.

Enfim...

Blogando e aprendendo.

R.

Em tempo:

Considero alguns amigos/visitantes/comentaristas mais chegados devido à familiaridade que vai se instalando naturalmente com a assiduidade (e troca de confetes que alguns despeitados chamam de bajulação). Porém, respeito a todos e considero qualquer comentário, ainda que seja contrário ao meu e, principalmente, se for para acrescentar uma informação, desde que não seja depreciativo a quem quer que seja. RF



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Confissão...







Ó SENHOR DE MISERICÓRDIA,
Perdoa todos os meus pecados do dia, da semana, do ano,
todos os pecados da minha vida,
pecados da juventude, da maturidade e da velhice,
de omissões e comissões,
de mau-humor, impertinência e ira,
dos lábios, da vida e do viver,
da dureza de coração, da incredulidade, da presunção, da soberba,
da deslealdade às almas dos homens,
da falta de decisões ousadas na causa de Cristo,
de zelo insincero pela sua glória,
de trazer desonra ao teu grande nome,
da decepção, da injustiça, da deslealdade
em meus relacionamentos,
da impureza de pensamentos, palavras e atos,
da cobiça, que é idolatria,
de recursos acumulados indevidamente, desperdiçados levianamente,
não consagrados à tua glória, tu que és o grande doador;
pecados em oculto e no seio da família,
no estudo e no lazer, em meio à azáfama dos homens,
na meditação da tua Palavra e na negligência dela,
na oração sem reverência e frivolamente sonegada,
no tempo desperdiçado,
em ceder aos ardis de Satanás,
em abrir meu coração às suas tentações,
em ser descuidado, quando sei que ele está perto,
em extinguir o Espírito Santo;
pecados contra a luz e o conhecimento,
contra a consciência e as restrições do teu Espírito,
contra a lei do amor eterno.
Perdoa todos os meus pecados, sabidos e ignorados, sensíveis e insensíveis,
confessados e inconfessos,
lembrados ou esquecidos.
Ó bom Senhor, ouve; e ao ouvir, perdoa.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Só existe hoje




O dia do Deus da Verdade é, para o homem, o Dia Chamado Hoje.
O passado é uma lembrança.
O futuro, uma fantasia.

É no Hoje que se pode verdadeiramente viver.
Além disso, o Hoje é a porta da eternidade no tempo.
Eternidade e Tempo se tocam no Momento-Hoje.

O passado é história de memórias feitas palavras, letras ou marcos. E, portanto, pertence ao tempo que deixou de ser tempo e virou recordação.

O futuro é ficção, seja construído pela esperança, pela desesperança, pela indiferença, ou mesmo pela vontade de morrer — entretanto, para o homem, é apenas um sonho, uma fantasia boa ou má. A fantasia é o estelionato do que não sendo tenta passar pelo que é.

O Dia-Hoje é fé. Sim! Ele não é ficção porque É, existe. Ora, a fé é. É Certeza. É convicção. Desse modo, somente a fé serve ao Hoje, pois o Hoje é.
A verdade é.
Deus é espírito.
Deus é.

Por isso, o encontro com Deus é Hoje, pois, o Hoje é o ponto no qual a verdade se manifesta como espírito. O espírito é. Hoje carrega espírito e verdade. Hoje, portanto, é para o homem o único dia passível de ser Dia de Deus.

Sendo Deus o Deus da Verdade, que outra relação poderia ter Ele com os homens senão no Hoje?
Afinal, por mais verdadeiro que o passado tenha sido, já não é. E por mais verdadeiro que um dia o futuro venha a ser [exato em relação ao tempo no qual era sonho no passado] — ainda assim não é nada além de especulação; pois no dia em que se tem tal certeza, o futuro já não futuro, mas presente, e, assim, já terá feito a si mesmo passado em relação a si mesmo antes de virar presente.

Portanto, passado e futuro não são. O passado por ter sido, e o futuro por ainda não ser. E quando for já não será, pois, terá se tornado passado.

O Hoje, portanto, é o único ponto no qual a verdade se manifesta.

Por isso, Jesus não aceitou o passado como avalista do Hoje, e nem acatou o futuro como significação do Presente.

Foi por esta razão que Ele falou do passado com “porém” e avistou o futuro com “catástrofe”, e nem por isso deixou de verdadeiramente viver o Hoje sem saudades passadas e sem ilusões futuras.

Quem vive do passado não vive. Recordar não é viver; recordar é ter vivido.
Quem vive do futuro não vive. Projetar poder ser, mas ainda não é...; e, portanto, ainda não é vida, mas apenas uma projeção que pertence à fantasia.

A fé tem passado como esperança para hoje e tem futuro como certeza no agora. Assim, somente na fé — passado e futuro deixam de ser apenas memória e fantasia; pois, a fé atualiza tudo no Hoje, em verdade.

Por essa razão em Jesus não há destino. Afinal, que destino há se a única realidade que é, o é no Hoje?
Na fé o destino é Hoje; e, assim, se destina ao agora.

É por tal razão que para Jesus o significado de tudo está no Hoje.
Hoje é o dia. O único Dia.
O resto não é.
É  é Hoje.

Nele, nosso Hoje.

Copiei DAQUI <---

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

SANGUE NOVO- DANIEL FARIAS





REGISTRO DE MOMENTOS – DANIEL FARIAS nasceu em Recife, Pernambuco, em 1985, no dia da árvore. No verão, sua família mudou-se para Salvador, quando tinha quatro meses. Não mudou mais de bairro nem de sotaque: pernambaiano, de pitubalina. Aos sete anos aprendeu a ler. Aos 14, entrou para o teatro. Aos 21, fez cirurgia para correção de três graus de miopia e astigmatismo: passou a ver o mundo com mais brilho e a publicar poemas em seu primeiro blog. Formou-se em Direito pela UFBA. Sua carteira de trabalho, no entanto, indica apenas uma profissão: artista, ator. Para isso, muito contribuíram os quatro anos que passou no grupo Vilavox, então residente do Teatro Vila Velha. Há seis anos trabalha como professor de teatro e como monitor de colônias de férias com crianças e adolescentes, que o alimentam muito com as visões que têm do mundo. Escreveu quatro textos infanto-juvenis. Edita o blog http://www.seeufosseumlivro.blogspot.com/. Dedica-se de maneira integral ao teatro, nada pelas manhãs e procura executar as mil idéias e projetos.

JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO – Por que ser poeta? Como foi o despertar da poesia em você?

DANIEL FARIAS – A pergunta que me levou a ser poeta foi “por que não sê-lo?”. Antes dela houve um processo de autodescoberta, um caderno/coleção de frases, poemas e citações (que me levaram a criar as minhas) e uma mudança no caminho de casa numa noite: encontrei um amigo, por acaso, num ponto de ônibus. No papo de atualização das vidas (que durou hora) me disse ser poeta e ter um blog. Depois de lê-lo, cheio de comentários, descobri outro universo: de poetas vivos, de leitores atentos e de muito a ser dito. Então passei a publicar e não parei de escrever. No início era apenas prosa, um pouco distante em terceira pessoa. Mas foi inevitável aproximar-me de mim mesmo para continuar. E então veio: por que não? Já que estamos vivos, como a poesia.

JIVM – A poesia exerce algum papel na sociedade? E o que você pretende com sua poesia?

DF – A poesia, como toda arte, é alimento. Não conheço quem viva sem. Ela é a pausa necessária e urgente a todos os membros da sociedade. Ela é multifacetada, etérea e se adapta facilmente. Podemos vê-la em diversos momentos de nossa vida, ela ultrapassa os versos e os papéis, esses são apenas meios de registrá-la. Daí porque às vezes talvez passe despercebida e é justamente por isso que precisamos lembrar de sua existência. E de sua importância na sensibilização dos homens: de seus olhares, de suas relações, de suas percepções de mundo e dos outros. Se, de alguma forma, meus versos puderem, minimamente, contribuir com isso, estarei satisfeito.

JIVM – Quais são os seus poetas referenciais? O que você está lendo atualmente? E prosa você lê também? Mais conto ou romance?

DF – Comecei com Drummond. Converso com Vinícius e Pessoa. Waly me intensifica. Arnaldo me expande. E é sempre bom passear por Leminski, Bandeira e João Cabral. Ultimamente tenho lido e me admirado com poetas que tive a honra de conhecer pessoalmente: Cajazeira, José Inácio, Kátia Borges e Eliana Mara. Com Damário não dei essa sorte, mas sinto-me próximo pela amizade que tenho com seu sobrinho. Minhas amigas Emília Nuñez, Fernanda Veiga e Raiça Bomfim também são simplesmente maravilhosas. Leio muitos livros em prosa, a grande maioria são romances. Meu melhor amigo nesse estilo morreu recentemente, ocasião em que soube que Saramago é um tipo de árvore que nasce nos escombros. Calvino, Cortázar e Dostoiévski também foram grandes acontecimentos.

JIVM – Heidegger definiu a poesia como “fundação do ser mediante a palavra”. O que você acha dessa definição? E você como define a poesia? E mais, como você define a sua poesia?

DF – Gosto muito da definição de Damário: “Para que serve a poesia? Para fazer o homem. Para que serve o homem? Para fazer poesia.” Talvez seja onde o homem é mais humano. Sendo esse o manancial da fundação, ótimo. Um local para onde voltarmos para lembrar quem somos. Gosto de pensar minha poesia como o registro de momentos sob meu olhar, a paralisação do tempo, o recorte de algo essencial e sua reverberação em mim. A poesia é um sinal amarelo (http://seeufosseumlivro.blogspot.com/2009/06/sinal-amarelo.html). A única maneira que conheço de compartilhar tudo isso é o poema, já que não desenho.

JIVM – Algum livro em andamento? Quando o poeta Daniel Farias pretende sair da gaveta, melhor dizendo, do blog para o livro? Tem algum outro projeto que tenha ligação com a sua poesia? E o que mais?

DF – Acho fundamental ultrapassar a virtualidade. Concordo com Caetano quando diz que “os livros são objetos transcendentes, mas podemos amá-los do amor táctil”. É uma honra integrar essa iniciativa perspicaz do Sangue Novo. Tenho um projeto com alguns amigos em fase de seleção no edital estadual de criação literária (estamos habilitados, pelo menos - risos). Chama-se Segundos Instantes, e é voltado para esse segundo olhar sobre os intervalos. A proposta inclui palestras de fomento à escrita e à captação poética, para que outros jovens sintam-se legitimados a tanto. Acho importantíssimo vencer a inércia e propor essas coisas, é uma vitória contra nós mesmos. O próprio título de meu blog aponta para isso. Talvez mude o seu tempo verbal, inclusive. Outra idéia é reunir alguns poemas em um livro chamado Quandos. Outro projeto é o espetáculo Há Mar, poético e itinerante, também com amigos e também no aguardo. Além disso pretendo colocar poesia no rádio. Precisamos fazer com que ela chegue desmistificada ao encontro do maior número de pessoas. A percepção poética também é mote para um experimento audiovisual, também em pré-produção, intitulado Paissagem. Alguns escritos foram recentemente inseridos no espetáculo A Canoa, do Groove Estúdio Teatral. No mais? Sigo priorizando minha maior paixão: o teatro! E brincando de fazer música no violão, uma hora apresento alguma coisa, sempre com amigos, sempre com prazer.

Extraído DAQUI

quinta-feira, 7 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

E o pau quebrou...




Acompanhando estudo de Pr. Kivitz sobre o livro de Atos dos Apóstolos (os de verdade), aproveitei para reler sobre a amizade de Paulo e Barnabé. Como um verdadeiro "C.S.I.", ele exuma a História, numa linha contínua, o que foi esta convivência, dando contextos e situações.

Barnabé já aparece antes, nos Evangelhos, fora da convivência dos doze apóstolos, mas ligado diretamente ao lugar onde a última ceia de Jesus foi celebrada. Ali, certo garoto, João Marcos, seu sobrinho, é citado e horas mais tarde, se registra o mesmo correndo nu pelo Monte das Oliveiras, quando tentaram prendê-lo por seguir o recém encarcerado Messias.

Naquele momento, nem se imaginava que o Cristo se deixaria crucificar, ressuscitaria e ascenderia aos céus. Será que Tiago desconfiou que seria decapitado antes mesmo de começar seu ministério? O que pensou o martirizado Estevão, que após sua bela explanação, ganha uma chuva de pedras? Isso tudo diante de certo fariseu, que consentiu naquele assassinato, e que tempos depois, se converteria à fé que perseguia, e junto a Barnabé, começa suas longas viagens missionárias, repletas de conversões, conflitos, surras, perseguições, prisões e tentativas de assassinato.

Foi exatamente numa destas viagens que o ainda moço João Marcos, sobrinho de Barnabé, não agüentou a árdua rotina e desistiu de acompanhá-los. Isto soou para nosso recém apóstolo Paulo de Tarso como desdém com a obra de Deus. Quando Barnabé, companheiro de tantas jornadas resolveu trazer seu sobrinho para mais uma viagem, Paulo não aceitou.

Foi aí que "o pau quebrou na casa de Noca". Consta nas Escrituras que a briga foi realmente feroz. Coisa que muitos pastores por aí gritariam: "Tá amarrado! Tá amarrado!".

Os dois crentes brigaram tão feio que ali, Barnabé encerrou suas viagens, voltando para sua casa, para não aparecer mais nas escrituras. Paulo continua seu ministério, agora com Silas. Mas Barnabé desiste de trabalhar na Obra. Anos mais tarde, quando preso, solicitou a presença do sobrinho de Barnabé, pois naquele momento, dizia ser de grande valia. Opiniões mudam. Este João Marcos é o autor de um dos Quatro Evangelhos. O Evangelho de São Marcos.

Paulo não conseguiu apagar a chama de quem, um dia ficou cansado, correu pelado de soldado do templo; talvez seja por Marcos não levar a vida mais a sério do que o necessário. Mas neste seu impeto que alavancou o Cristianismo pelo mundo, Paulo magoou um amigo e companheiro de várias viagens, a ponto de faze-lo desistir do Reino.

Estes tropeções que nós, seres humanos precários, damos com frequência vergonhosa, não devem ser varridos para debaixo do tapete. Devem ser expostos, contados em almoços de natal, comentados em rodas de amigos. Não devemos imaginar que a proximidade com Deus nos fará perfeitos. Essa necessidade de perfeição é uma herança que temos de nossa queda, quando uma serpente propôs quebrar as regras em troca de ser perfeito, como Deus.

Quanto mais repetimos a nossos ouvintes que estas falhas (e muitas outras) estão fora de nossa existência, mais soamos, no mínimo, superficiais, parciais, mentirosos, como personagens de um conto inóquo, que com o tempo passamos a não dar atenção.

De intenções o inferno está cheio.




Veja com quem você abre seu coração!
Veja com quem você divide sua intimidade humana e espiritual!
Veja a quem você serve as preciosidades de seu ser!

Não basta que a pessoa seja “cristã” ou de “igreja”. Isso não significa nada. Amigos de alma e de tesouros são raros, e só se os conhece com o tempo, em meio à fidelidade na dor e nas dificuldades da existência.

Toda hora vejo alguém servindo suas preciosidades de alma a quem não tem uma alma. O resultado é previsto por Jesus: eles pisam nas pérolas e depois devoram aqueles que as serviram.

Seu tesouro está em seu coração. Seja cuidadoso na entrega de sua intimidade. Procure antes comer muito sal com a pessoa. Não se exponha a quem não dá valor à alma.


Do outro lado tem de haver gente. E gente boa de Deus. Do contrário, o que se faz é apenas entregar nossa intimidade a quem se utilizará dela para nos destruir.


Portanto, veja a quem você está dando os seus tesouros de intimidade, verdade e preciosidades de Deus em sua vida.Pense nisso e organize seus vínculos de amizades!


Pesquei DAQUI <---

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Como tratar o mieloma e manter a sua qualidade de vida?





A qualidade de vida dos pacientes de mieloma pode ter um grande impacto mas juntamente com o tratamento médico o paciente pode aderir a varias atividades para manter a qualidade de vida e assim ter um tratamento mais tranqüilo.

A dor é uma queixa muito freqüente em pacientes com mieloma, mas não ocorre em 100% dos casos, cerca de 30% a 90% dos pacientes sentem algum tipo de dor; as medidas utilizadas para o diagnostico e tratamentos podem ser associados com dores agudas e crônicas. Mesmo a dor sendo esperada em toda a trajetória do tratamento do câncer, ela PODE e DEVE ser adequadamente controlada. É importante que esse assunto seja discutido com seu médico.

Uma equipe de tratamento da dor deve ser procurada em conjunto com a equipe de oncologia sempre que a dor atrapalhar a sua rotina como sono, lazer e humor. O tratamento precoce é muito importante, a dor deve ser tratada no inicio, não espere a dor se agravar, a dor prejudica o nosso organismo.

A dor pode alterar nosso estado emocional, podendo levar a ansiedade e depressão e aumentando assim o sentimento de dor.  O paciente pode ter medo de continuar o tratamento, piorando assim o quadro.

Vários MITOS dificultam o adequado tratamento da dor:

• Acreditar que a dor significa que o câncer esta se espalhando;
• Achar que a dor é NORMAL no câncer e sofrer desnecessariamente;
• Ter medo dos opióides quanto à dependência (vicio)  e efeitos colaterais;
• Acreditar que o foco é apenas o tratamento do tumor e a dor ser deixada para segundo plano.
Devemos desmistificar e tratar a dor da forma mais eficaz e precoce possível.

Dicas para combater a dor:

Estabeleça um ritmo para suas atividades diárias, de sempre um tempo de descanso antes que fique muito cansado.  Nos trabalhos domésticos faça um pouco a cada dia. Não tente fazer tudo num dia só, peça ajuda sempre que necessário, como para: levantar móveis, estender roupas, passe as roupas sentado e com um ferro leve.

Faça exercícios físicos leves regularmente, caminhada é um ótimo exercício para o corpo e mente.  Quando nos movimentamos nos esquecemos das dores e outros problemas passando a pensar só em nosso bem estar, aumentamos nosso nível de energia, aliviamos o estresse e diminuímos a ansiedade e depressão e estimulamos nosso apetite.  Beba água antes durante e depois de praticar exercícios.

Aprenda a relaxar!Se solte, relaxamento e meditação podem ajudar a aliviar a dor.
Leia um bom livro, assista a um filme ou a um programa na televisão, para se distrair e tirar o foco da dor. Procure se sentar e deitar de maneira que seu corpo fique em uma posição correta e confortável.
Para um bem estar emocional e psicológico, procure ajuda de uma terapia de apoio para reduzir o estresse, existem muitos tipo de terapias de apoio como: Acupuntura, yoga, meditação, cromoterapia, etc.
A sua rotina de exercícios físicos durante o tratamento irá depender das condições físicas e do quadro geral de saúde que você se encontrava antes do diagnóstico.
Converse com o seu médico e juntos poderão estabelecer quais atividades são indicadas para você.



domingo, 3 de julho de 2011

Seminário do IMF

Gisele (nora), euzinha, Luís, (irmão) Marta (cunhada)e Fernanda(sobrinha)

Ontem foi um sábado diferente, quando, assessorados pela chefe do TMO (Transplante de medula óssea) do HEMOPE, voltou a Recife a equipe do IMF para mais um seminário


Acompanhando meu irmão, portador de mieloma múltiplo, tive o prazer de participar do encontro (foto) no qual os palestrantes nos brindaram, não apenas com um pouco mais de informação, mas principalmente com suas presenças, numa demonstração de solidariedade e boa vontade.  

Para mim, o ponto alto da palestra, foi o enfoque dado por cada um, em relação à necessidade dessa troca e os benefícios da mútua cooperação. Mais uma vez, constatou-se que é imprescindível o acesso à informação. Uma boa qualidade de vida está atrelada a isso. Afinal, não se constrói uma trajetória de vida decente em cima de desinformação. E principalmente quando é algo relacionado à nossa saúde de modo geral.

Passeando por informações preciosas desde a origem do IMF no Brasil, e por depoimentos de profissionais, inclusive baseados em experiências pessoais, tivemos a feliz oportunidade de conhecer mitos e verdades em relação a essa doença ainda tão pouco explorada no Brasil, mas que, infelizmente, está se entranhando sutilmente nos nossos lares.

Sem desmerecer o trabalho de cada um, atraiu-me, particularmente, o testemunho de Vânia Tietsche pela sua experiência pessoal com o Linfoma, trazendo-a para o lado oposto, de médica para paciente. Depoimento super esclarecedor sobre o conhecimento da equipe médica não ser suficiente sem a participação do paciente. É quando se pode dizer com propriedade que, acerca desta condição, só sabe quem passa. E que, mesmo sendo médico, só a entende pra valer quando senta do outro lado. Convenhamos, médico que não ouve o paciente, não é confiável, pois não há médico ‘super’ experiente, principalmente nesse caso específico, já que não se trata de doença frequente. Ademais, o bom médico é aquele que divide a experiência com o paciente.

Enfim, nada de novo há nessas palavras, mas certamente é reconfortante para o paciente, ouvir isso de alguém competente que passou pelas duas situações. Vejo o exemplo do meu irmão, ao qual tenho acompanhado há quase sete anos nessa peregrinação, e que se constitui um verdadeiro laboratório vivo de pesquisas. Ou seja: cada reação/resposta do seu organismo ao tratamento é acréscimo importante para a equipe que o assiste.

Fechando com chave de ouro, tivemos a participação da psicóloga Gláucia Telles, apontando o AMOR como ingrediente principal de toda essa jornada. O amor, essa devoção incondicional pelo outro e principal responsável pela cura. Só o amor faz a gente colocar outra pessoa em primeiro lugar. Só o amor - diria Paulo ao povo de Corinto - tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.


“Ainda que eu tenha o dom de profetizar 
e conheça todos os mistérios e toda a ciência; 
ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, 
se não tiver amor, nada serei.”
(ICo 13.2)






sexta-feira, 1 de julho de 2011

Você conhece o BINGOSPEL?


Você ainda se aborrece em cultos do estilo "sapatin de fogo"?
Revolta-se durante os sermões de prosperidade, cruzadas e cultos de reteté?
Seus problemas acabaram! 
Apresentamos, totalmente grátis: BINGOSPEL!
Imprima o quadro que segue e leve dentro da sua Bíblia.
Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque-a com um (X) no local correspondente. Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite “GLÓRIA A DEUS”!


Testemunho de jogadores  crentes satisfeitos:
“O culto tinha começado há apenas 5 minutos quando ganhei!”;
"A minha capacidade para escutar aumentou muito desde comecei a jogar o  Bingospel”;
“O culto foi tremendo: 14 irmãos esperavam pela tinquina!”;
“O pregador se admirou do avivamento ao ouvir 8 pessoas gritando “GLÓRIA A DEUS!”, pela 3ª vez em 15 minutos”;
“Agora, vou a todas as reuniões repepé da minha igreja e ainda visito outras!”


Pesquei lá no CONFUSO