Enviaram para mim o
texto abaixo para que eu o examinasse conforme a perspectiva de Jesus.
Muitas vezes queremos
ajudar as pessoas a entenderem certas passagens bíblicas, no entanto, por estarmos muito
apegados à mãe-denominação, findamos por fazer alguns acréscimos, no intuito de fazer proselitismo e puxar
tudo para a própria sardinha, sem nos darmos conta de que nossos discursos são
verdadeiras heresias. É assim como eu enxergo nesse texto, daí fazer algumas
ressalvas, pincelando em negrito, conforme cada parágrafo.
Adianto que não se
trata de nada pessoal, até porque nem coloquei a autoria, interessando-me
unicamente pelo teor, pela ideia colocada. Aliás, como sempre faço. Espero estar refutando corretamente. Caso não esteja cem por cento dentro da
Verdade, por favor, quem tiver algo a comentar nesse sentido, fique à vontade.
Obviamente, isento de qualquer ranço denominacional. Porque tal ranço, em vez de
luz, convenhamos, é treva.
Eis o texto fracionado que assim se inicia:
‘O tipo de pecado que a Bíblia menciona como imperdoável não
é simplesmente da categoria do furto, da mentira, ou do adultério e da
imoralidade sexual. Estas coisas são sérias e graves e podem envolver o pecado
imperdoável; mas não foi sobre esse tipo de pecado que Jesus falou como
imperdoável’.
Em Jesus, não existe nenhum
comportamento que pode ‘envolver pecado imperdoável’. Baseados na lei mosaica -
cujas regras eram severas em relação à sexualidade - os acusadores trouxeram uma
mulher adúltera para ser apedrejada diante de Jesus, testando-o. Este, por sua vez, disse, SIMPLESMENTE, que
aquele que não tivesse pecado atirasse a primeira pedra. Quando Jesus diz isso,
ele nivela TODOS os pecados a um único patamar. Não existe pecadinho nem
pecadão. Na mesma circunstância, Jesus nivelou também a todos, pois Ele nos
vê (a todos) com a mesma compaixão. O curioso, é que a narrativa diz que, com a
resposta de Jesus, TODOS foram saindo, A COMEÇAR PELOS MAIS VELHOS. (Na minha leitura, os
mais velhos tinham tido chance de 'acumular' mais pecados e eram habituados a repassar suas convicções arraigadas para os mais
jovens).
‘Na Congregação Cristã de Corinto um cristão foi excluído da
comunhão por sua imoralidade e falta de evidência de arrependimento (I Co
5:1-5). Este irmão cometera o grave pecado de incesto: abusou sexualmente de
sua madrasta. Talvez ela já estivesse separada de seu pai; mas a antiga lei
dada a Israel, que no aspecto moral não mudou para os cristãos, dizia: “Não
descobrirás a nudez da mulher de teu pai” (Lv 18:8).’
Em primeiro lugar,
não houve uma sistematização religiosa/denominacional na igreja primitiva
que concedesse esse título à igreja. Portanto, nunca houve uma ‘Congregação Cristã em
Corinto’. Isso é uma colocação TENDENCIOSA para induzir as pessoas a pensarem
que Jesus atua apenas na ‘Congregação Cristã’ enquanto denominação religiosa. Ao
contrário, a partir de Jesus, Deus não habita mais em casas feitas por mãos
humanas. A partir de Jesus, passamos a ter uma relação pessoal com Deus. Em
Corinto - assim como em outras localidades - as pessoas se reuniam em casas, não para criar uma doutrina religiosa
com um nome, mas para se ampararem umas nas outras, para servirem umas às outras.
Com o passar do tempo as pessoas foram incorporando heranças ritualísticas judaicas e fazendo os acréscimos que a História nos conta, desfazendo o que Jesus fez e inventando um anti-Evangelho.
Quanto ao ‘grave
pecado do incesto’, Paulo tratou nessa passagem, de um caso específico em que ele
ficou impressionado com a banalidade com que a comunidade aceitava um homem que envolveu-se com a esposa do pai, sendo que isso era tabu na
cultura grega. O rigor era tão grande nesse sentido que nem mesmo entre os
gentios se tolerava esse comportamento. Algo que era resolvido com sumária
pena de morte, estavam fazendo vista grossa.
Entretanto, isso não significa
que caiba à ‘cúpula do Sinédrio’ atual, sair determinando quem vai para o
inferno. A obediência que Paulo fala não diz respeito a normas igrejistas. Ele
sabia – e falava – que não há mais nenhuma condenação para os que estão em
Cristo. Ele mesmo nos ensinou que a lei do Espírito da vida, em Cristo, nos
livrou da lei do pecado e da morte.
‘No entanto, este homem foi readmitido mais tarde na
Congregação, mostrando assim, que não havia cometido o pecado imperdoável
contra o Espírito Santo (II Co 2:1-11). O pecado imperdoável é um pecado
deliberado contra a operação manifesta do Espírito de Deus.
(...)
No blog do Douglas
tem um texto simples e fácil de assimilar que nos ajuda nessa confusão
religiosa sobre ‘Blasfêmia contra o Espírito Santo’.
‘Diferente de alguns que oram pelos “desviados que não
pecaram” [absurdo!], Tiago apóstolo recomendou que “aquele que traz um desviado
de volta cobre uma MULTIDÃO de pecados” (do que pecou evidentemente; Tg 5:19,
20 (...)
Tiago NUNCA recomendou
que “aquele que TRAZ um desviado de volta cobre uma multidão de pecados”. Traz
pra onde? Ora, minha gente, em nenhum
momento ele se refere a um local. Isso, sim, é um absurdo! Ele não faz
qualquer alusão a ‘trazer de volta’ para nenhuma panelinha religiosa que se
considere a Nova Jerusalém aqui na Terra. Até porque sua colocação inicial é: ‘se
algum entre vós se desviar DA VERDADE’. Sendo tudo no nível da mente, da
consciência. Jamais subordinando ninguém a lugares, a espaços físicos.
E isso, fazendo alusão ao
autor de Provérbios (10.12), quando este diz que O AMOR encobre todas as
transgressões. Em nenhum momento ele convoca seu rebanho a converter alguém a um
sistema religioso, a uma regra denominacional. Inclusive, um pouco antes, no capítulo dois, ele ressalta que é a MISERICÓRDIA que triunfa sobre o juízo. E não o contrário.
Por fim, o rigor de
Paulo na disciplina à distância jamais pode ser confundido como incentivo a colocar
alguém na marginalização religiosa. Ele mesmo falou que a lei jamais realizaria um bem na pessoa, visto que a natureza humana está irremediavelmente caída. Daí
ser impossível que a lei nos salve. Ao contrário, ele diz que onde a lei impera não há Graça.
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*Resumo da ópera:
"Em princípio, seriam três equívocos básicos.
No primeiro parágrafo o autor lista alguns pecados, afirmando que "estas coisas são sérias e graves e PODEM ENVOLVER o pecado imperdoável". Entretanto, ele bem SABE que nenhum destes PODE ENVOLVER o pecado imperdoável. Afinal, logo em seguida, ele mesmo afirma que "não foi sobre esse tipo de pecado que Jesus falou como imperdoável".
Na referência sobre o incesto do segundo parágrafo, ele lança mão de uma sutileza bastante tendenciosa quando INTITULA a comunidade que ia se formando em Corinto, como sendo preliminar de uma denominação atual.
E, no último parágrafo, onde a ênfase é para a expressão DESVIAR-SE DA VERDADE, ele afirma que Tiago recomenda sobre "TRAZER um desviado de volta", usando-se, novamente, de um jogo de palavras tendencioso e conveniente. Ora, não há recomendação para se TRAZER alguém para algum LUGAR. Até porque, conversão se dá no nível da consciência. O ‘desviar-se’ a que Tiago se refere é da VERDADE. E nunca desviar-se de uma denominação".
Esse foi meu comentário no Facebook quando 'perdi' um amigo de infância que ficou lá na infância tomando dores e advogando causa, sem conseguir alcançar que minhas LIVRES colocações nada têm de pessoais e que são, TODAS, a partir do que eu leio.
2 comentários:
Rê,
UALLLLL...
Quando crescer, quero ser igual a você!
Um grande abraço,
No amor de Deus,
Douglas
Douglas, 'tamo junto' no mesmo Espírito!
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