"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Deus falando?!




“Certa vez estávamos congregados numa certa localidade , quando o irmão que atendia, mencionou alguma coisa, como que uma "indireta" para o meu esposo, pois este irmão o conhecia muito bem e sabia da nossa situação. Meu esposo saiu da igreja bastante abatido e chegou a comentar comigo: "Foi indireta para mim!". Bem, no dia seguinte fomos congregar em um outro lugar . Quando chegou na hora da Palavra o Senhor falou conosco face a face e no final disse: ‘Ai de quem usa esse púlpito para atacar, dar indireta. Eu vou cobrar destes que assim o fazem’. Sabemos que o Espírito de Deus "sopra" onde quer e Ele sopra no nosso meio sim ! Somos testemunhas disso. O que eu estou querendo passar é que "contemos para o nosso Pai Celestial através da oração tudo que nos aflige, nossos anseios, dúvidas, etc... E Ele nos responderá como um Pai amoroso que Ele é! Não tem nada que Ele não possa fazer , seja onde for”!
(Comentário feito AQUI).

Gostaria de refletir um pouco nas PALAVRAS DE JESUS sobre o fato de alguém estar usando Seu Santo Nome para profetizar, considerando que essa frase destacada acima, se encaixa perfeitamente na chamada falsa profecia que Jesus trata de forma contundente, dura! Consulto as próprias palavras de Jesus e não consigo vê-Lo dizendo palavras brandas ou que vai cobrar alguma coisa daquele que está usando Seu Santo Nome para oprimir os inocentes.

A estes, eu vejo Ele dizer mesmo é algo bem mais radical e definitivo, que seria mais ou menos assim 'na minha bíblia':

- EM MEU NOME? COMO ASSIM? EU NEM TE CONHEÇO! APARTA-TE DE MIM! NÃO TE RECONHEÇO COMO MEU REPRESENTANTE E NÃO SEI NEM MESMO QUEM ÉS!

É justamente por isso que eu tenho minhas dúvidas de que espírito se está falando nos púlpitos por aí... Aguço meu senso crítico nessas horas. E sabe o nome que dou a isso? DISCERNIMENTO. Pois, se o pregador anterior deu indireta para trazer aflição ao coração, agindo (E SENDO!) como lobos roubadores, conforme nos alerta JESUS (Mt.7.15) - me perdoem a sinceridade, mas o pregador posterior também não fala o que é verdadeiro. Segundo as próprias palavras de Jesus!

Sei que há os que se escandalizam com o que vou dizer, mas desde que comecei a frequentar certa denominação, ainda muito jovem e inexperiente, sem qualquer parâmetro para questionar - MAS estranhando muito o que tentavam me enfiar goela abaixo - uma das coisas que achei muito perigosa foi alguém falar como se o Espírito de Deus 'baixasse' nele. Quem pode falar na primeira pessoa dizendo-se Deus?! Ora, nenhum ser humano na face da terra! E perdão se isso mexe com uma das maiores convicções cecebeanas, mas é que justamente isso me soa como um dos seus maiores - se não o maior! - enganos doutrinários.

Não estou atacando ninguém nem tampouco qualquer instituição, mas dizer o que já vivenciei, o que já experimentei, o que penso e vejo por aí eu acredito que posso, não? E estou aproveitando a oportunidade do comentário (feito publicamente) da nossa amiga tão bem intencionada, mas convenhamos - bem equivocada acercada das palavras de Jesus. E quer saber? (E agora é que vem pedrada rss) Os mesmos crentes que criticam tanto o catolicismo com sua empáfia doutrinária exclusivista repetem os mesmos equívocos. Alguns crentes dizem ‘aqui é a Graça’, referindo-se à sua denominação religiosa. Esses mesmos que afirmam isso, mecanicamente, porque passaram a vida ouvindo outros dizerem (também mecanicamente e assim sucessivamente), não sabem nem mesmo o que significa GRAÇA. Do mesmo modo, alguns católicos afirmam, categoricamente, que a Santa Igreja Católica é a única representante de Deus aqui na Terra. Como se Deus precisasse de representante. Sim, pois se Deus necessita de representação anule-se a Nova Aliança! Enfim, sem querer me alongar, confesso que não vejo muita diferença entre (certos) crentes e (certos) católicos, em muitos aspectos e, principalmente, quando eles atribuem uma fala a uma pessoa, e que, no entanto, é exclusivamente de Jesus e já nos tendo sido reveladas.

Outro dia, conversando com uma pessoa conhecida, ela soltou a seguinte pérola: 'O papa disse que não é para a gente dar falso testemunho, nem acusar, nem fazer pré-julgamento acerca de uma pessoa, pois a mesma pode estar inocente'. Ora, com todo respeito pela figura do papa, por acaso é necessário que o papa venha ao Brasil e nos diga isso para que tenhamos essa consciência? Quem nos disse isso foi Jesus! O que disse o papa de diferente do que consta na bíblia como palavras do nosso Jesus?! Do mesmo modo age o crente, ao preferir ouvir a palavra vinda da boca de um falso profeta. Se bem que isso, apenas até o dia em que ele se sente atingido, lesado, ofendido. Aí num instante ele vai se consultar com outro representante de Deus... E isso é outra coisa muito estranha, pelo menos para mim. Sim, porque como são muitos os lugares específicos em que Deus está a postos para falar com seu rebanho, então todo dia se vai a um monte santo diferente pra testar se Deus disse mesmo o que disse.

É por isso que precisamos ter o cuidado em DISCERNIR de que espírito provém aquilo que está sendo transmitido. Seja onde for! Bora amadurecer. Não cabe mais ser ingênuo e afirmar de forma tola e leviana, que por ser em tal igreja, não há qualquer risco, qualquer margem de erro. Pois não são poucos aqueles que em suas pregações - assim como esse exemplo acima - 'não cogitam das coisas de Deus'. Como aconteceu com o próprio Pedro em diálogo confuso com Jesus. (Mt 16.23) Ele disse a Pedro: 'arreda, Satanás!' A quem? A Pedro! Seu discípulo, Seu apóstolo, Seu 'sucessor' (segundo os católicos). E Pedro não estava inocente. Veja que no mesmo capítulo, versículos antes, ele afirma Quem é Jesus. E Jesus acrescenta que havia sido O PAI quem lhe revelara isso (Mt 16:16.17). Tudo bem, sabemos que o sentido dessa passagem é bem mais amplo e que talvez nem caiba aqui. (E que, mesmo considerando a gravidade do que disse Pedro naquele momento, ele não estava nem mesmo se passando por Deus para profetizar sobre a vida de ninguém). Mas eu só destaquei essa parte, para dar enfoque na questão das palavras que saem da boca dos nossos 'dirigentes espirituais'; para que possamos refletir um pouco sobre nossos pregadores de púlpito; sobre o perigo de idolatrar o líder como se ele fosse incorruptível. E, principalmente, sobre o manejo correto da Palavra, meditando nela com cuidado e atenção e, acima de tudo, pedindo a Deus que nos dê sabedoria nesse meditar. Porque, até Pedro, a quem Jesus confiara para 'apascentar Suas ovelhas', levou puxões de orelha do próprio Jesus. E isso, sem nem mesmo mencionar aqui outros vacilos que Pedro deu mais à frente e que levou mais puxão de orelha, desta feita, de Paulo (que, por sua vez, também não era incorruptível). Imagine então quem está por aí a dizer-se enviado por Deus. E, pior! Falando como se fosse o próprio Deus. Com isso, sim, que não se brinca! Ora, se falar em Seu Nome já uma grande responsabilidade, imagine também afirmando que Deus está usando seu corpo, sua mente e sua voz para ‘se manifestar’.

Não quero ser a dona da verdade. Como sempre - e aqui eu tenho consciência dessa exposição - apenas estou pensando alto mais uma vez sobre um assunto que sempre me intrigou. E, como ouvi de um pregador ainda ontem, não estou instigando ninguém a sair de lugares. Cada um com fique onde bem entender. Só que pensar faz um bem enorme. Liberta que é uma beleza! Principalmente com a Boa Nova como parâmetro. Sempre.

E, apesar de tudo, como diz sabiamente a autora do comentário acima:

"...contemos para o nosso Pai Celestial através da oração tudo que nos aflige, nossos anseios, dúvidas, etc... E Ele nos responderá como um Pai amoroso que Ele é! Não tem nada que Ele não possa fazer , seja onde for”!

RF.

domingo, 11 de agosto de 2013

Almas arrependidas e formalismos humanos‏


Neste final de semana passado, viajei para atender a um culto numa localidade pequena, afastada a quase 4 horas de viagem da minha casa. Já estive lá várias vezes, tenho grande alegria de estar reunido com aqueles irmãos em Cristo.

Estivemos reunidos em 14 pessoas. Cantamos os hinos sozinhos, pois não havia músicos e mesmo, sendo a maioria dos presentes visitantes (não familiarizados com a melodia dos hinos), cantamos todos com muita alegria.

Senti muita alegria quando oramos a Deus juntos, vendo a alegria em buscar a Deus que aquele povo tem. A palavra de Deus foi lida em João 14, aonde numa das partes, o senhor Jesus relata: "Sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai senão por mim".

Pela graça de Deus o Evangelho de Cristo foi pregado. E quanta foi minha alegria de ver que uma alma se converteu!

Após o culto, um rapaz me veio dizer que queria ser batizado. Meu coração muito se alegrou com isso. Mal esperava que logo a tristeza me tomaria.

Liguei ao ancião responsável da nossa região. Expliquei a situação da necessidade de haver um batismo, pois a alma havia se arrependido. Do outro lado o irmão ancião disse: 

- "Fale para ele vir a tal cidade (2 horas de viagem) e faremos o batismo daqui três meses, porque para irmos aí fica muito dispendioso, pois as passagens são caras. Precisamos levar músicos etc., da última vez que estivemos aí ninguém batizou, enfim é melhor que ele vá até tal cidade que lá tem melhores condições em ser realizado o batismo. Se for necessário ajudamos na passagem dele também.”

Imediatamente lembrei-me do relato de Filipe e o Eunuco relatado em Atos. Felipe pregou o Evangelho da Graça ao Eunuco enquanto viajavam no carro de volta para a Etiópia. A dado momento o eunuco creu. Pararam o carro perto de um lugar que havia alguma água (não diz ao certo se era um rio, um lago, uma poça ou um braço de mar) e foi batizado.

Filipe não precisou de formalidades humanas para batizar aquele homem.

- Não foi necessário orar para confirmar se o batismo era da vontade de Deus, pois a Bíblia relata a ordem de Jesus: Ide, anunciai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo.

- Não foi necessário músicos para acompanhar o serviço.

- Não foi necessário apóstolos serem informados a respeito, pois se Cristo nos fez Reis e Sacerdotes, porque tanta hierarquia?

Foi necessário ao eunuco apenas Crer e umas águas para Ser Batizado. Seguindo o que Cristo falou.

Quanto a nós, apenas a alma crer e querer ser batizada não basta. Precisamos orar pra sabermos se Deus confirma. Precisamos de um ancião ou daquele que quer ser batizado se deslocar. Precisamos de músicos, diácono para ajudar no serviço, hino tal e tal.

Não me surpreende que o diabo veja nesses tantos formalismos humanos uma grande possibilidade de trabalhar na mente daqueles que querem ser batizados, os fazendo desistir de se reconciliarem com Deus através de Cristo.

Se formos servos de Cristo faremos como Filipe. "O que te impede de ser batizado?" Caso contrário - com nossas tradições e formalidades - estamos apenas atrapalhando as almas de cumprirem o que Cristo ordenou.

Sem querer, estamos servindo ao diabo com nossos formalismos; e não, a Cristo.

Extraído DAQUI   <

(Grifos meus- RF)

LER TAMBÉM:




quinta-feira, 18 de julho de 2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

EQUILÍBRIO CRISTÃO



  1. Sobre ESTA postagem... Lá se vão as minhas considerações. ;)

    Amor e Misericórdia x Ira e Justiça
    Eu vejo assim: no amor e na misericórdia de Deus está incluída Sua justiça. Quanto á ‘ira’, uma explicação que considero mais acertada foi a que ouvi de um pregador: que estar fora da Graça já é experimentar a ira de Deus. O mais, é invenção religiosa que desenha o perfil tosco de um Deus sádico para trazer o ‘rebanho’ debaixo de seu controle. Na verdade, a liderança religiosa é que é tirana, sádica, controladora e cruel.

    Lei x Evangelho
    Eu não colocaria apenas um versículo isolado para entendermos sobre lei e graça, e sim, a carta completa aos gálatas. Nessa carta, Paulo enfatiza a justificação apenas pela fé a um povo recém-convertido que fazia enorme confusão com costumes antigos (Bem atual) querendo incluir circuncisão e retorno à Lei mosaica.

    Fé x Obras
    Inclusive é sempre oportuno esclarecer que Tiago não está em desacordo com Paulo quando diz que ‘a fé sem obras é inoperante’. Enquanto Paulo diz a um povo LEGALISTA que esforço pessoal sem fé é vão (Bem atual também) Tiago diz em outra ocasião, a outra comunidade, que a salvação pela fé não exclui boas obras. Essas boas obras são resultado NATURAL da fé, e não, requisitos desta.

    Esperança no Futuro x Ação no Presente
    Creio que, quem tem a mente de Cristo, vê com a Sua perspectiva. Por mais que sua natureza humana queira se interpor, esse olhar vai se sobressair, respondendo em atitudes, acima de tudo, éticas! Isso não é uma ‘viagem’, isso é algo real e relacionado com o HOJE. Se projetarmos isso para adiante, estaremos fazendo negociação, barganha. Eis o grande vício das igrejas! Uns barganham com dinheiro, outros com a psiquê. Ambas atitudes deploráveis e que nada têm a ver com Jesus.

    Intelecto x Sentimentos
    O Espírito Santo age em ambos: no intelecto e no emocional. Só não podemos é confundir acreditando que porque ‘eu senti’ então foi o Espírito Santo que me disse. O profeta já dizia que o coração é enganoso. O ser humano tem a tendência terrível ao que lhe é conveniente então se aproveita disso para manipular o emocional do outro, dizendo que sentiu de dizer isso e aquilo e assim vai inventando e expandindo uma doutrina recheada de superstição e misticismo de dar inveja a macumbeiro e esotérico. E o mais grave: em nome do Senhor Jesus.
  2. Machismo x feminismo
    Sobre isso tenho vários textos no meu blog, mas coloco um link apenas para apreciação: DEUS E A MULHER.
    Deus nunca disse para a mulher ser submissa ao homem. Aliás, Ele derrubou um dos maiores dogmas da religiosidade judaica quando ‘engravidou' uma quase menina comprometida com outro homem. A fé triunfando sobre o dogmatismo é incontestável e serve de exemplo para os machistas que querem controlar a Deus dentro de seus círculos religiosos. Algo que traria implicações sociais devastadoras nos aponta para Deus como foco (e não, Maria) que disse: que se cumpra em mim a tua palavra (Dogmatismo-A Bíblia da Mulher-SBB)

    Em termos de relacionamento gosto dessa frase:
    ‘A mulher foi criada para ser a perfeita contraparte do homem, não sendo inferior nem superior, mas equivalente e igual ao homem em sua pessoalidade, enquanto diferente e única em sua função’.

    Jesus, sempre justo e coerente - e, jamais, machista! - repreende Marta (ela sim, de cultura machista) quando esta reclama que Maria está aprendendo ‘teologia’ junto com outros homens em vez de ir para a cozinha ajudar-lhe. Se Jesus fosse machista e separasse os homens das mulheres (como querem algumas denominações imitando o Judaísmo) ele diria “É, Maria, sua irmã tem razão, vá pra cozinha que é o lugar de mulher”. No entanto, Ele disse: “Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

    O que Paulo diz à comunidade de Éfeso tem um detalhe importantíssimo que as pessoas não se ligam: ASSIM COMO. (Ef. 5:22.26) Tem que haver a mente de Cristo na jogada. E, não, submissão cega aos interesses pessoais e egoístas do esposo. A mulher JAMAIS é pra ser dependente, caladinha, silenciosa, sem senso crítico, sem capacidade de tomar decisões. Muito pelo contrário! Ao observarmos atentamente a 'esposa virtuosa' de Provérbios 31 descobrimos que se trata de um perfil muito atual e que tem todos os elementos que agradam a Deus: Razoável independência (v16), Confiabilidade (v11), Capacidade de assumir responsabilidade (v13), Bom gosto (v22) e determinação para ser digna de honra e elogios (v 28 a 31)

    Santidade x amor x ortodoxia.
    Por fim, eu diria que tudo isso acima se resumiria em santidade e amor. Santidade não é falsa piedade nem performance, nem obediência a cartilha religiosa. Santidade é vida cristã coerente e sem hipocrisia. E a ortodoxia é que é o risco, porque as crenças tendem a se empedrar e se sobrepõem à flexibilidade que a própria existência pede. A lei de Cristo é o amor. Quando se coloca o amor acima de leis estabelecidas por crenças, tem-se o equilíbrio desejado. Não o amor conveniente, mas o amor que quebra regras em nome do bom senso. Jesus nos dá inúmeros exemplos práticos disso em seus dias missionários aqui na Terra. Eis o equilíbrio...


    Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.
    (2T. 1.7)

domingo, 7 de julho de 2013

Ao Cristo Crucificado

Embora o título seja 'bem católico',
Jesus já passou por todas as etapas: nasceu numa manjedoura,
já foi 'Jesus menino', se fez homem, morreu, foi crucificado, ressuscitou e subiu aos céus.
E HOJE vive para sempre em nossos corações.





Não me move, meu Deus, para querer-Te

O céu que me hás um dia prometido

E nem me move o inferno tão temido

Para deixar, por isso, de ofender-Te.



Tu me moves, Senhor, move-me o ver-Te

Cravado nessa cruz e escarnecido.

Move-me no teu corpo tão ferido

Ver o suor de agonia que ele verte.



Moves-me ao teu amor de tal maneira,

Que a não haver o céu ainda te amara

E a não haver o inferno te temera.



Nada me tens que dar porque te queira;

Que se o que ouso esperar não esperara,

O mesmo que te quero te quisera."


Tereza d`Avila (Tradução.: Manoel Bandeira)


A autora (chamada de santa pela ICAR), diz poeticamente de seu amor incondicional. 

Ou seja, não precisa que Deus lhe prometa nada, para que ela lhe entregue sua vida, sua total dependência e adoração.

Não existe barganha, não existe medo, não existe religião, não existe dogma, não existe opressão nem pressão, enfim, absolutamente NADA que a impeça ou a impulsione a esse amor.



No amor não existe medo; 
antes, o perfeito amor lança fora o medo. 
Ora, o medo produz tormento; 
logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. 
(1Jo 4.18) 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A minha igreja é a mais antiga...





Denominações são fantasias. São tentativas de enfocar um aspecto particular do Evangelho, de modo a se criar uma fantasia, um mundo "correto", "ortodoxo", no qual os membros possam experimentar um descolamento do "mundo" com as aprovações do grupo social que as rodeia. Cada uma proclama "não ser como a outra", tal qual o fariseu que orava com o publicano. 


O "mundo" do qual pretendem se descolar é, na maioria das vezes, criação das hipocrisias e das mentes de cada um. De fato, o "século" ou seja: o modus vivendi e operandis, o ethos criado por pessoas, as sociedades e os construtos sociais, reúne idéias procendentes de todas as partes. Estas idéias tem consequências, geram universos alternativos moralistas, legalistas, ou permissivos, supostamente liberais, mas que em sua essência não alteram a realidade, no máximo promovem fuga e a distorcem.



Feliz é quem consegue ver o todo; quem consegue perceber que precisamos da verdade - uma descrição correta da realidade- não apenas da doutrina hipertrofiada de cada denominação, nem fantasia gospel com pitadas de judaísmo evangélico.



De forma estranha, a verdade tem encontrado seguidores mesmo dentro de denominações! Em humildade participamos e comungamos de denominações que nos parecem direcionar à verdade. Nenhuma denominação é perfeita. Nenhuma é totalmente correta. Todas elas passarão pelo teste da realidade, todas serão provadas, pois da realidade não se escapa! 



O que é a realidade absoluta? 
Qual a natureza da realidade ao nosso redor?
O que é o ser humano?
O que acontece com uma pessoa após a morte?
Como é possível saber que sei de alguma coisa?
Como saber o que é certo e o que é errado?
Qual o significado da história humana?



Cada denominação tentará responder estas perguntas de sua própria forma. A verdade e a realidade serão a medida entre a fantasia de cada resposta ou sua veracidade. Diante das respostas e da comparação, serão reveladas as loucuras, as paranóias, as esquizofrenias, os facismos, as limpezas étnicas de cada uma delas. 



Jesus é simples, é caminho verdade e vida. 



Em conversa com Edith Schaeffer, ela me contou que um dia uma jovem se aproximou de seu marido, o Francis, e lhe disse:



- Olha aqui, a realidade é o que eu acho. Sou budista e você é apenas uma projeção da minha mente. 
Nesse momento Francis Schaeffer tomou uma garrafa de cafe aberta e fez um movimento como se fosse derramar na cabeça da aluna. Ela reagiu:



-Está louco! Quer me queimar??? Ao que ele respondeu:
-De forma alguma! Sou apenas uma projeção da sua mente, isto não vai doer nada.



Enquanto isso há denominações ensinando as pessoas que ninguém vai sofrer, todo mundo vai ser rico, vai morar em Barreiros ou em Dallas pra combater a potestade do demonio boiadeiro. Outros dizem que Deus é chato, não gosta de danças nem palmas. Outras sao tão simbólicas que melhor seria todo mundo virar um ícone. Outras medem tudo, corte de cabelo, fé, conta bancária. Algumas são oficinas de autoajuda com pregações psicologizadas, discursos de neurolinguística e sugestão de massa. Outras honram mais suas próprias leis do que a verdade. 



E quando vier o filho do homem?
É preciso escolher bem. Cristo nos chamou para a liberdade. 





terça-feira, 18 de junho de 2013

Somos todos soldados, armados ou não.

Somos todos iguais, braços dados ou não.

Acordei hoje com 06 inbox da turma me perguntando sobre os protestos; até se era pecado sair às ruas saiu. Lá vai:

- Feliz do povo que pode ir às ruas e se manifestar! Isso é democracia.
Não tem nada que esperar as eleições de amanhã para mudar.


O hoje é o hoje, e hoje a rua é uma urna!

- Lugar da igreja é na rua!
Papel de igreja séria é ser meio de graça, sal e luz, não alienar e extorquir o povo.

- Esse protesto deve ser ensurdecedor e impactante, mas pacífico, cívico, sábio e digno. Já cantava o poeta: “Paz sem voz não é paz, é medo”.

- Mas moçada, não se enganem, se tiver um muro pichado, um orelhão quebrado é nosso $ que vai pagar o prejuízo; fazer isso será desnecessário, uma estupidez.

- O manifesto deve ser contra o sistema, não contra partido ou político.

Em 90 d.C. o apóstolo João já dizia que o sistema é maligno e sujo.
Em 1978 Chico e Milton tratavam o sistema como uma porca, cantando que “de tão gorda, a porca já não anda”.

Vale lembrar que o sistema corrupto dos governos é o mesmo que habita o nosso coração nada perfeito.

Que a vontade de ir às ruas seja também a coragem de rasgarmos o peito e mudarmos de vida e comportamento.

Tolstói já dizia: "Todos querem mudar o mundo, mas ninguém quer mudar a si mesmo”.

- E por fim. Espero que ninguém queira ser herói desse momento.
Que não passe pela nossa cabeça pleitear sermos heróis de nada.

Sejamos somente povo!



Assino embaixo porque me identifico com cada linha! Tipo de texto que URGE ser compartilhado nos 'átrios crentais', pra derrubar crentices e levantar a consciência cidadã! RF.


sábado, 8 de junho de 2013

Dom Sebastião, que pergunta...




Mesmo tendo passado 15 anos ensinando em seminários teológicos e estar há dez anos em faculdades seculares, a pergunta mais difícil que me fizeram foi formulada pelo meu mentor, Dom Sebastião Gameleira, em uma de nossas reuniões de aconselhamento. Disse-me ele: Martorelli, quais são as suas estratégias para manter sob controle a sua vaidade?
Como eu não sabia o que dizer, ele compartilhou comigo uma técnica usada por seu amigo e companheiro de ministério durante muitos anos, Dom Helder Câmara. Disse que como Dom Helder era um homem de grandes virtudes e evidentes qualidades, desenvolveu como política de auto-quebrantamento, submeter-se às decisões democraticamente feitas em seu grupo ministerial.
Ou seja, mesmo não sendo o regime episcopal propenso aos expedientes em que a vontade da maioria prevalece, Dom Helder não impunha o seu querer aos irmãos de caminhada, mas aceitava aquilo que era decidido, como vontade de Deus. Às vezes ele saía evidentemente contrariado, mas era necessário, para que, em hipótese nenhuma, ele se sentisse superior aos demais.
Daquela conversa com o Bispo Gameleira pra cá, eu tenho refletido em como é necessário manter sob o domínio da razão e do senhorio de Cristo a imagem que temos de nós mesmos. Nada pode ser mais ilusório do que a figura a quem perguntamos: espelho, espelho meu...". Um dos maiores pregadores reformados que eu conheci, Tim Keller, disse certa vez que duas coisas nos afastam de Deus, nossos pecados e a confiança em nossas virtudes.
Ambos alteram as devidas posições do Criador e da criatura. Já disse que a vaidade é dos pecados o mais sutil, porque o verdadeiro vaidoso, é vaidoso de mais para se saber tal, julgando-se, por isso, humilde. Logo, a nossa consciência de humildade pode ser um sinal de alerta para a maldade instalada em nós.
Dos santos da igreja, aqueles a quem eu mais admiro, São Francisco de Assis e Santo Antonio de Pádua, eram homens que não se julgavam humildes, pelo contrário, lutavam com unhas e dentes contra o demônio da vaidade que os corroía por dentro. Sim, porque a vaidade é como o cupim ou a infiltração da parede, destrói a partir dos intestinos e dali pra fora, enfraquece para fazer tombar.
Vez por outra me pego pensando na pergunta de Dom Sebastião. Tenho orado para que Deus me ajude e tenha misericórdia de mim. Sou extremamente vaidoso, mas brinco com este meu pecado, como a criança que fustiga com uma vara um crocodilo do Nilo. Pai, tende piedade de mim! Bem disse Salomão, "a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda", Prov. 16:18.
Com carinho,
Martorelli Dantas


Meu comentário vaidoso feito no 'feici':
Ah, Dom Hélder... Se eu fosse uma religiosa e tivesse um ídolo religioso seria ele! Quanto a você, Martorelli, um dos dois pastores que conheço (o outro é Caio Fábio) que tem a ousadia de se antecipar aos críticos, desnudando-se de forma corajosa e poética. Muito me identifico com isso! Em escala bem menor sou bem assim... Não tenho essa vaidade toda kkkkkkkk Se bem que eu deveria mesmo era repetir o sábio 'sem palavras' dito acima.  Mas essa minha vaidadezinha besta em ser prolixa me enfeitiça, me condena e me derruba. (Vou afanar esse texto lá pro meu blog). Abs! 


sexta-feira, 7 de junho de 2013

DOM DE LÍNGUAS



Com o advento do pentecostalismo, a igreja Cristã começou a ser conhecido através da manifestação dos dons: profecia, dom de línguas, dom de curar, dom da palavra da sabedoria, dom da palavra do conhecimento, etc.

Após a popularização das denominações pentecostais, começaram a surgir algumas décadas mais tarde, uma nova categoria denominada neopentecostal, ramificação desse mesmo pentecostalismo, porém com ênfase no exorcismo, e outras práticas não comuns denominações Pentecostais 'históricas'.

Logo após o surgimento dos neopentecostais, passou-se a haver manifestações 'ditas' pentecostais nos mais diversos meios cristãos, inclusive por parte da igreja católica, o que deu origem a um novo seguimento Chamado de carismáticos, ou seja, que são peculiares em relação ao "χάρισμα" (i.e., dom, do gr. χάρις = graça, favor), ou seja, diferenciam-se por manifestações daquilo que chamam de dons.

Ultrapassando os rótulos denominacionais, temos os cristãos carismáticos, categoria que, independente de fazer parte de igreja pentecostal, neopentecostal, ou histórica (tradicional) acredita e/ou manifesta os dons espirituais.

É comum porém perceber que entre os dons manifestados, o mais comum e mais veiculado na cultura Pentecostal/Carismática, é o dom de falar em outras línguas; conhecido no meio teológico pentecostal como dons de expressão, a manifestação deste dom gera muita polêmica até entre os pentecostais. Afinal, essas línguas faladas são línguas humanas vivas, mortas, línguas dos anjos, ou línguas espirituais?

Antes de continuarmos, gostaríamos de deixar claro que nossa intenção aqui não é provar a existência ou não do dom de línguas, visto que, esse artigo pretende, antes de tudo, esclarecer algumas confusões existentes entre aqueles que acreditam que tal manifestação é possível, qualificando, portanto, esse escrito como favorável à manifestação desse dom.

A primeira manifestação que encontramos na Bíblia acerca desse dom é descrito lá em Marcos 16: 9~20, quando o próprio Cristo instruía aos discípulos sobre os frutos da fé. Embora muitos teólogos afirme que esse trecho não seja encontrado nos principais pergaminhos, podemos olhar para tais versículos como sendo as primeiras referencias do novo testamento em nossa tradução comum, que aborda o tema “Falar em Línguas”.

Lá no livro de Atos temos a manifestação propriamente dita deste dom. Sem querer abordar a diretriz deixada pelo Senhor no versículo 8 do primeiro capítulo de Atos, podemos então migrar diretamente para o capítulo 2, quando em seu versículo 3 e 4 declara:

E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (Atos 2:3-4)

A manifestação se fez naquele momento, fora o aparecimento de “línguas” de fogo, e o falar outras “línguas”; quando recorremos ao grego (língua original em que foi escrito o novo testamento), encontraremos a palavra “γλωσσαι” (glossai), que significa literalmente “línguas”;

Logo após vemos novamente a palavra língua, porém o termo grego usado não é “γλωσσαι”, mas o “διαλεκτω”(Dialekto); embora ambos os termos estejam sendo traduzidos como a palavra “língua”, há uma peculiaridade entre eles.

De acordo com o Dicionário Strong, a palavra “γλωσσαι” provém de “γλωσσα”, que em sua essência refere-se à “língua como membro do corpo, orgão da fala, idioma ou dialeto usado por um grupo particular de pessoas, diferente dos usados por outras nações”. Já a palavra “διαλεκτω”possui seu significado peculiar ao da palavra “γλωσσα”, como vemos a seguir “conversação, fala, discurso, língua ou a linguagem própria de cada povo”; 

Enquanto que o primeiro termo trata do órgão da fala, podendo-se “também” aplicar-se ao idioma, o segundo termo é usado especificamente para o produto do órgão da fala, em específico o idioma. 

O verbo λαλεω (laleo), possui significado amplo, podendo ser desde um simples emitir uma voz ou um som, falar, usar a língua ou a faculdade da fala, emitir sons articulados, conversar, anunciar, contar, usar palavras a fim de tornar conhecido ou revelar o próprio pensamento, ou simplesmente “falar”; esse verbo dá origem a palavra λαλια (lalia), que significa dicurso, i.e, uma estória, dialeto, modo de falar, pronúncia, ou num sentido mais amplo: “modo de falar que revela o país de origem da pessoa que fala”.

Logo, criou-se na teologia pentecostal dois termos: a glossolalia (glossa+ laleo = falar Linguas [lit.] ) - quanto a manifestação temos; e a Xenolália (xenos[estrangeiro]+ laleo = falar Estrangeiro) - em relação ao entendimento dos ‘estrangeiros’;

Os termos apresentados há pouco (Glossolália e a Xenolália), foram criados no meio teológico a fim de diferenciar o Falar em línguas espirituais e Falar em outros idiomas, embora ambos sejam manifestação do Espírito de Deus. A Palavra ξενος (xenos), é usada em seu sentido literal como estrangeiro, (conf. Hb 11:13 – ...confessaram que eram estrangeiros...), dando desse modo uma amplitude ao termo xenolália; podemos compreender o sentido desse termo olhando para a palavra xenofobia, que veria a ser aversão ao estranho, estrangeiro, outra raça.

A palavra “διαλεκτω”, quando relacionada ao falar em línguas, só é usado em algumas outras passagens, e em nenhuma dessas temos outra referencia senão línguas vernáculas de países específicos (conf. At 1: 19; 2:6,8; 21: 40; 22:2; 26:14); embora a palavra traduzida no português seja língua, essa nunca adota o sentido da palavra “γλωσσαι”. 

Com base firmada nisso, podemos então passar a outras passagens que abordem o Falar em línguas, e não encontraremos outro termo grego além do “γλωσσαι”; Logo, o dom de línguas, normalmente não estará atrelado ao falar idiomas (xenolália), e sim trata-se da expressão de falar em Mistério (I Co 14:2~6);

Este trecho especificamente é bastante esclarecedor sobre o falar em línguas. Em nenhum momento em que a palavra língua aparece outro termo é usado senão “γλωσσαι”; e para complementar esse esclarecimento, Paulo usa aqui duas expressões bastante interessante: 

Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito. (1 Coríntios 14:2)

Primeiro Paulo afirma que NINGUÉM ENTENDE: não há pessoa que venha entender o que se fala naquele momento. A Palavra entender vem de “ακουω” que significa também ouvir, compreender, perceber pela audição; o fato aqui não é que ninguém entenda, é que, mesmo que alguém ouça, não irá compreender o que se fala, ou será percebido por sua audição e, consequentemente pela mente, o que se está falando ali, a não ser que haja interpretação, que não será possível por nenhum interprete, senão pelo Espírito Santo de Deus (I Co 12: 10~11), segundo seu pedido feito em oração (I Co 14:13~14)! 

Segundo, quem fala, fala em MISTÉRIO; na versão católica temos um termo mais apropriado: “pois fala coisas misteriosas”, μυστηριον (musterion), “é derivado de muo (fechar a boca), algo escondido, secreto, segredos religiosos, confiado somente ao instruído e não a meros mortais, algo escondido ou secreto, não óbvio ao entendimento, propósito ou conselho oculto, vontade secreta, dos homens, de Deus: os conselhos secretos com os quais Deus lida com os justos, ocultos aos descrentes e perversos, mas manifestos aos crentes, nos escritos rabínicos, denota o sentido oculto ou místico”(Strong); Não são palavras que compreendamos! É algo entre Deus e o orador! Quem fala esse mistério, fala em espírito (vv.2), edifica-se a si só (vv.4), fala palavras ININTELIGÍVEIS [μη ευσημον {me eusemon} = não inteligíveis] (vv.9), foge à compreensão, e precisa pedir que o interprete de gemidos – o Espirito Santo – lhe favoreça com a compreensão, para que o seu Dom seja de proveito para toda a igreja, a fim de que esta cresça em Cristo! (vv.5).

Para não devermos, em I Co 13: 1 Paulo poetiza:

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. (1 Coríntios 13:1)

De maneira nenhuma o Apóstolo afirma que falamos línguas dos anjos, antes, ele faz uma analogia entre Céu (Anjos) e Terra (Homens), a fim de que fique bem expresso que acima de qualquer coisa, o amor é mais sublime, é o caminho perfeito (Conf. I Co 12:31, I Co 13:8,13). Logo, língua dos anjos não é a designação adequada para o dom de línguas.

Em resumo podemos então afirmar que o Falar em Línguas, não se reporta ao falar idiomas (quer vivo ou morto) – há não ser que Deus assim o queira que você fale! – mas ao falar coisas espirituais, de forma espiritual, concedido pelo Espírito:

Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus; ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito. (1 Coríntios 14:2 - BJ)

Acreditamos que esta é uma boa base para que você saiba mais um pouco sobre esse dom maravilhoso que Deus lhe concedeu! Continue manifestando este dom! Ore para que venha ser útil à Igreja de Cristo (interpretação), Busque para experimentar esse Dom que é dado por graça! Mas acima disso tudo, procure o caminho excelente, o caminho do amor de Deus, porque tudo passa, mas o amor é a única substância que fica para a eternidade.


Autoria: João Batista Gregório Jr. - Enviado via e-mail por TEXTOS REFORMADOS

(Negritos e sublinhados meus- RF)


Meu pitaco em relação ao ÚLTIMO PARÁGRAFO:


Creio que o AMOR é o mais importante PRA JESUS, por ser o que aproxima as pessoas. 

O AMOR é o que as UNE e as faz compartilhar umas com as outros o que elas têm. 

Na 'fé' e na esperança há sempre qualquer coisa relacionada com cultura religiosa, algo de pessoal, ou no máximo, de sectário, segregacional. 

No amor, há um toque de humanidade, um romper de muros preconceituosos, UM QUÊ de universal. 

Para mim, esse é o verdadeiro diferencial do cristão, cuja saga eterna já se inicia AQUI, no chão da existência.

O mais é acréscimo de religioso vaidoso e oportunista, equivocadamente de olho num Reino futuro.

RF.



'O HOMEM NÃO TEM COMO AMAR A DEUS 
SEM SER ATRAVÉS DO PRÓXIMO'
(CAIO FÁBIO)




sexta-feira, 31 de maio de 2013

'Ex facto oritur jus' - Do fato nasce o direito, a lei.

“O anencéfalo jamais se tornará uma pessoa. 
Em síntese, não se cuida de vida em potencial, mas de morte segura. 
Anencefalia é incompatível com a vida.” 
(Marco Aurélio Mello, ministro do STF, relator do processo)




Irmã Regina. Como falou em democracia, me encorajou escrever discordando. Muito antes de ser crente, já era contra o aborto em qualquer situação, e continuo sendo, mais ainda por princípios (não denominacionais). Independente do tempo de sobrevida do feto (criança, ser humano), ou do risco à gestante, penso no aspecto prático. O que estou praticando? Enfim, o que estou fazendo é certo? O que estou interrompendo? E minha fé, não permite vislumbrar a esperança de um milagre? Pois confio em Deus... De qualquer maneira, será que um feto anencefálico não sofre, não sabe o que está acontecendo? Não tem direito a poucas horas ou poucos minutos de vida? Bom, faço essas perguntas em forma de reflexão para somar e não para contender. Continuarei respeitando quem tem essa opinião, mas discordarei dessa prática sempre. Deus abençoe.

Olá, Márcio.
Então...
Exercício da democracia (numa linguagem mais informal) é isso. Dizer o que se pensa sem agredir ou querer impor a própria forma de pensar. MAS, TAMBÉM, sem levar para o lado pessoal nem colocar rótulos, nem xingar, nem ficar com raiva de quem divergiu. Aprecio isso demais! Digo isso porque essa postagem já rendeu cada uma... Vou dizer - reafirmar - o que eu penso (pra variar rss) mas veja lá, quero ser sua amiga sempre, viu? ;) E, principalmente, irmã em Cristo!

Pois muito bem...

A descriminalização acontece justamente para que se faça uma escolha. Para que respeite a opinião e a escolha de cada um. Faz quem quer. Não é obrigado. Ninguém está impondo nada. Mas que foi bem informado, isso não se pode negar. Portanto, ninguém venha dizer que não houve informação. Além do mais, a pessoa só pode formar uma opinião a respeito de um assunto depois que fica a par de todas as informações. Particularmente nesse assunto, onde inúmeros casos dramáticos culminaram em sua legalização.

Por tudo isso (sem querer impor minha ideia), eu não sei se você leu bem direitinho tanto na questão bastante esclarecedora do âmbito legal como, PRINCIPALMENTE, do âmbito médico, que respalda o primeiro com muita seriedade, segundo a OMS.

Pra começar - como diz o texto - descriminalizar significa deixar de ser crime. Isso quer dizer que o direito de abortar o anencéfalo tem toda uma história, um contexto, não surge do nada. Como diz a máxima em latim, do fato nasce o direito (no caso, do feto). Pois, depois de inúmeros casos bem pessoais de risco de vida analisados, foi que se chegou a essa resolução jurídica.

Desculpe discordar, mas isso não tem nada a ver com fé. Tem a ver com conceitos que se formam a partir de culturas repassadas e que se dá o nome de preconceito (pré - conceito = conceito formado ANTES de conhecer a situação em sua amplitude, em todas as suas nuances). Tem a ver com nossas crenças, com certos princípios, com a cultura religiosa, com o ambiente em que se vive. Enquanto, na verdade, trata-se de uma realidade sem volta que põe em risco a vida da mãe. É duro, mas é simples de entender, é só atentar para a clara explicação médica. 

Muito antes dessa aprovação houve milhares de casos que foram levados ao juiz da própria comarca e que muitas vezes (pela morosidade do processo) a gestante veio a sofrer riscos terríveis, além de abalo emocional e psicológico; e no fim, a gravidez veio a termo e com um final sempre triste.

Bem, os casos foram inúmeros, mas consta no histórico desse processo, um caso particularmente dramático de uma menina de 16 anos que teve uma gravidez sobressaltada do gênero, noites e noites de angústia, tendo hemorragias constantes e que, correndo sério risco de vida, teve que se sujeitar à espera da decisão judicial. E, quando tal decisão saiu, já havia ocorrido um parto complicado com o bebê natimorto. Você tem noção do que passou essa menina durante esses nove meses? Você gostaria que ela fosse uma irmã sua ou sua esposa? Você acredita mesmo que ela é uma menina desalmada, sem princípios, sem Deus na sua vida?

Não são poucos os juízes que – mesmo sendo contra, devido a esses mesmos princípios que você alega - tiveram que assinar autorização, por causa de situação idêntica que essa menina passou. Veja no link abaixo o caso de um magistrado, que teve que deixar suas convicções de lado e usar o bom senso; conscientizando-se e reconhecendo - pelo conhecimento médico e jurídico - que o principal objetivo era 'resguardar a incolumidade física da mãe’. E eu vou além, dizendo que se deve resguardar não apenas a incolumidade física porque afinal, não tem como se fazer uma dicotomia do ser. Veja que ele não poderia tomar uma decisão de forma parcial, de acordo com a carga de informação cultural que recebeu; é então que sabiamente, o magistrado repensa e toma uma atitude flexível. É disso que falo. Foi esse meu enfoque quando fui rotulada de relativista. Entretanto, o que eu tenho aprendido na vida é que não podemos ser inflexíveis e intolerantes diante das situações que surgem.


Veja, não digo que é o seu caso, mas eu tenho muito cuidado com esse extremismo em nome da fé. Não podemos radicalizar e simplesmente dizer, ‘sou contra’. Os casos não surgem do nada nem simplesmente de uma vontade torpe, uma infantilidade, uma leviandade ou mera vaidade. Não tem absolutamente nada a ver apenas com querer abortar por ser feio ou incômodo. Trata-se de um caso totalmente atípico. Também não tem nada a ver com outras deficiências perfeitamente compatíveis com a VIDA como, por exemplo, no caso do ‘down’. Isso é outra história completamente diferente!

Eu sei que é polêmico e forte o que falo mas, na minha opinião, repito, isso não tem nada a ver com fé. A meu ver, é justamente o contrário. É querer que Deus desfaça o que Ele mesmo fez. É forçar uma barra de  algo que se apresenta muito claro e que só não vê quem não quer. As pessoas não se conformam com a realidade e creditam isso a uma falsa fé que, na verdade, é um conjunto de crenças que lhes foi repassado culturalmente. Na fé, ao contrário, a pessoa (ou o casal), doido pra ter um filho, diz assim: ‘que pena que ainda não foi dessa vez, mas eu creio que vou ter um filho’. Na fé, a pessoa diz, 'se eu não puder ter um filho, eu adoto'. Na fé, a pessoa diz 'se não der pra ter um filho nem adotar, eu fico sem filho, tanto sobrinho que eu tenho'. Eu conheço uma 'bá' que nunca teve filhos (e deve haver um montão delas espalhadas por aí), que cuidou dos quatro filhos da casa e dos filhos destes, com toda alegria e zelo, como se fossem seus.

Eu nem acho mais que seja desinformação porque os veículos de informação são tantos e tão contundentes que isso não é mais problema. A insistência reside mesmo é na crença, e, consequentemente, na falsa esperança que essa crença instala nas pessoas, iludindo-as. Junte-se a isso a negação de um possível sentimento de culpa que venha a acometer tal mãe, gerado pela superstição religiosa.

Tenho um caso concreto de uma menina, nora da diarista do domingo na casa da minha mãe. O médico lhe disse que se ela quisesse ele faria o aborto e que ela estaria respaldada diante da lei. Ele explicou-lhe tudo, claramente. Fez explanação detalhada sobre TODOS os riscos que ela estaria correndo e a situação do feto pós-parto; que, infelizmente, nem se pode chamar de bebê porque ele jamais teria uma vida de bebê, já que a única porçãozinha cerebral desenvolvida, apenas sustenta respiração e batimento cardíaco de forma precária e, ainda assim, por pouquíssimo tempo. Pode nascer morto e pode perdurar esse sofrimento por algumas horas ou por uns meses. No caso dela foram sete meses. E ela, diante de todo drama, dizia o tempo inteiro que acreditava num milagre, mesmo o médico deixando muito claro acerca de todos os prognósticos e, ela mesma, experimentando diariamente todo o amargor do que ela já sabia. Foi uma escolha pessoal que lhe cabia? Claro. Mas aí é que está a questão. É uma escolha. Só não podemos delegar a ‘princípios’ que podem perfeitamente ser revistos e questionados, sob pena de reinarem, se não os misticismos, mas a radicalização e a intransigência que embaçam o bom senso.

Finalmente, reproduzo aqui mais uma vez o que disse, com muita propriedade, Luís Roberto Barroso, professor titular de Direito Constitucional da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que formulou e apresentou a ação no STF.

"Em primeiro lugar, a interrupção da gestação em caso de feto anencefálico não constitui aborto, mas sim de fato atípico, segundo o jargão jurídico. Nós ainda acrescentamos nesse tópico que não há, no Direito brasileiro, uma definição do momento em que tem início a vida, porém existe uma definição do momento da morte: é quando o cérebro para de funcionar. A lei de transplantes de órgãos considera a morte como a morte cerebral, encefálica. Nós argumentamos que, no caso do feto anencefálico, ele não chega nem a ter um início de vida cerebral, porque o cérebro não se forma”. (Grifos meus -RF)