"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O legalista e JESUS









Nicodemos se encaminhou para o legalismo de maneira honesta.

Afinal ele era um fariseu.

Os fariseus acreditavam ser a fé uma obra exterior.

As roupas que você usa, como age, a performance, o título que possui, o som/volume/tamanho/tempo das suas orações, o montante das suas ofertas – todas essas coisas eram a medida da espiritualidade de acordo com eles.

Mas Nicodemos é atraído ao Carpinteiro...

Ele estava perplexo com aquilo que via Jesus fazer.

Então ele vai se encontrar com Jesus à noite, na escuridão, já que, por fazer parte da Alta Corte, não pode aproximar-se do Mestre durante o dia.

E Jesus, sem rodeios, vai direto ao ponto porque sabe que o coração do legalista é duro e precisa de uma talhadeira.

Então Jesus começa a martelar:

-Você não pode ajudar um cego acendendo as luzes, Nicodemos.

-Você não pode ajudar um surdo aumentando o volume da música.

-Você não pode mudar o interior decorando o exterior, Nicodemos.

-Você não pode colher nenhum fruto se não plantar uma semente.

-Você precisa nascer de novo, Nicodemos!

“O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito, é espírito”.

O encontro com Jesus e Nicodemos foi mais do que um encontro entre duas figuras religiosas.

Foi uma colisão entre duas filosofias.

Duas visões antagônicas.

O legalista não precisa de Deus.

Ainda que ele tente explicar suas razões pessoais, na verdade ele é um obcecado pelo EU – não por Deus.

Eu tenho Deus, mas... EU controlo, EU tenho a força, EU sou o centro.

Nicodemos pensava que a pessoa fazia a obra.

Jesus diz que Deus a faz.

Nicodemos pensava que tudo era uma troca.

Jesus diz que é um presente.

Nicodemos pensava que o homem deveria merecer salvação.

Jesus diz que o homem deve aceitá-la. De graça e sem qualquer merecimento.

Felizmente, Nicodemos dá uma guinada completa em sua vida, entrando assim, no Reino de Deus aqui na Terra, para sempre.

Aquele que fora visitar Jesus durante a noite, agora, após a sua morte, aparece durante o dia e vai até a Cruz para servi-Lo.

Aquele que recebeu a semente da Graça, agora planta a maior semente de todas: a semente da vida eterna.

(Adaptado do livro 'Ele Ainda Remove Pedras' de Max Lucado)



“E também Nicodemos,
aquele que anteriormente viera ter com Jesus à noite,
foi, levando cerca de cem libras*
de um composto de mirra e aloes.
Tomaram, pois, o corpo de Jesus
e o envolveram em lençóis com aromas,
como é de costume entre os judeus
na preparação para o sepulcro”
(Cf João 19:39.40)



*Equivalem a aproximadamente 50 quilos de especiarias de alto valor, muito usadas nos tempos bíblicos por aqueles mais abastados.

"Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloes e cássia". (Salmos 45.8)


"O nardo e o açafrão, o cálamo e o cinamono, com toda a sorte de árvores de incenso; a mirra e o aloes". (Cântico dos Cânticos/Cantares 4.14)


"Já perfumei o meu leito com mirra, aloes e cinamono". (Provérbios 7.17)

RF

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Plenitude




Deus quer que tenhamos não apenas longevidade, mas principalmente com qualidade de vida.




Cuidar da saúde física e mental é ato de bom senso, primeiro por ser o corpo o Templo do Senhor, daí a necessidade de uma boa saúde emocional e espiritual.

E cuidar por meios naturais vem desde a criação (Gn 1.29) quando Deus determinou o que comer ao primeiro homem, prescrevendo posteriormente dietas de saúde como medicina preventiva para que o Seu povo não contraísse as doenças do Egito (Ex 15.26); também orientou Daniel a manter vigor e boa forma física, estabelecendo princípios alimentares (Dn 1: 11.14) e inspirou Tiago a escrever que oração e unção com óleo, em nome do Senhor, auxiliam na cura (Tg 5.14)

Deus quer o melhor para a nossa existência!

A Sua proposta é que tenhamos uma vida saudável em todos os aspectos a fim de que possamos viver com plenitude, uma vida em constante transformação.

Afinal, somos peregrinos que almejamos felicidade eterna, mas também felicidade aqui e agora! Mesmo em meio às intempéries, às aflições, mas com inabalável alegria no coração. E sendo assim, com essa estranha alegria... Só mesmo no Senhor!

Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância!” em demonstração de que ele não só queria como tinha a cura.

Ele é a Cura.

Os enfermos na alma... só com o amor de Jesus conseguem se libertar!!!

Como por exemplo, o paralítico do tanque de Betesda, (Jo 5) que não conseguia se libertar da paralisia porque sua alma estava acorrentada, sua auto-estima completamente minada... “ah, dá não, não tenho ninguém...”

E quando Jesus se encontra com ele mais tarde, o alerta para não mais pecar senão lhe ocorreria coisa pior. E o pecado era justamente não ter esperança! Pecado esse que fora neutralizado pelo amor de alguém que o paralítico nem sabia quem era, só sabia que teve atenção a ele e acreditou nas suas possibilidades sem demonstrar peninha estagnada.

Alguém que confiou, deu crédito, respeitou, deu atenção!

Isso é AMOR!

E Jesus sugeriu ação!

Em outras palavras, Jesus disse: “Se queres ser curado, levanta daí e vai em frente!”

E eu imagino a carga de AMOR que Jesus usou em suas palavras encorajadoras, para que o milagre acontecesse. Até porque a Jesus não interessava a paralisia do corpo apenas, mas principalmente a da alma!

A apatia! A falta de atitude!

E o mais incrível dessa passagem, é vermos que o paralítico não foi curado pela fé, até porque ele nem sabia quem era aquele que se dirigiu a ele; esperança então, nem se fala, pois se o mesmo tivesse esperança, ele não ficaria 38 anos paralítico “apenas” próximo de águas que lhe diziam ter poderes curativos tremendos! Aliás, ele mesmo os viu!

Como ilustrou um pregador a respeito desse paralítico -“ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de meu amor.” - era o que o deixava sem ação! Era justamente a desesperança!

Portanto... Bora ser feliz, começando por sair do lugar rss !!!



“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três;
porém o maior destes é o AMOR.”
(1Co 13.13)

Suicídio - bilhete para o inferno?



O assunto de tirar a própria vida é repugnante de ser discutido, mas acho necessário fazer isso porque muitas pessoas têm uma visão sem base bíblica sobre ele.




A despeito da crença generalizada que o cristão que comete suicídio perde sua salvação e vai para o inferno, precisamos estar cientes que em parte alguma a Palavra de Deus define esse conceito!

Como muitas outras crenças sem base bíblica, essa noção teve sua origem no dogma católico romano e depois propagou-se para toda a cristandade.

Qualquer assassinato, incluindo o de si mesmo, é errado; é pecado e a Bíblia diz isso no Velho e no Novo Testamento.

Mas o único pecado específico que garantidamente resultará na separação eterna de Deus — porque Ele não o perdoará — encontra-se no seguinte verso:

"Portanto, eu vos digo:
Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens;
mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra
contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado;
mas, se alguém falar contra o Espírito Santo,
não lhe será perdoado,
nem neste século nem no futuro."
[Mateus 12:31-32].

Quando examinamos esses versos no contexto, descobrimos que os fariseus tinham acusado o Senhor Jesus Cristo de operar milagres pelo poder de Belzebu — "o príncipe dos demônios" (verso 24). Ao fazerem essa acusação, eles blasfemaram contra o Espírito Santo, porque Ele é quem estava fornecendo o poder espiritual para os milagres de Cristo.

Pode alguém cometer esse pecado específico hoje?

Em minha opinião, isso não é possível porque as demonstrações públicas desses milagres para autenticarem o ministério do Messias de Israel não estão mais ocorrendo. Mas mesmo que eu esteja enganado e esse pecado ainda possa ser cometido, o fato permanece que esse pecado em particular de blasfêmia contra o Espírito Santo é o único que não será perdoado aos homens. Suicídio, então, obviamente não é esse pecado!

É triste dizer isto, mas o conceito doutrinário do pecado perdoado é tão mal compreendido pela maioria daqueles que são salvos que muitos vivem preocupados, com pavor de fazer alguma coisa que os faça perder a salvação!

Em nosso artigo P190, "A Segurança Eterna dos Salvos Genuínos", mostramos que uma vez que nascemos de novo e passamos a fazer parte da família de Deus, a perda da salvação é impossível. Embora o novo nascimento não remova a realidade presente do pecado (como cristãos, continuamos a pecar por causa de nossa natureza humana pecaminosa, mas precisamos nos esforçar para manter isso em um mínimo), posicionalmente falando, estamos agora, e para sempre estaremos, inculpáveis aos olhos de Deus! A doutrina da justificação absolutamente exige isso.

Como tentamos mostrar no artigo sobre a segurança eterna, a justificação é o ato judicial por meio do qual Deus declara o pecador como "justo" — literalmente inocente — à sua vista. Essa é uma declaração eterna de total inocência — não apenas um perdão.

Portanto, quando nossos pecados foram perdoados por meio do sacrifício expiatório e vicário de Cristo, o perdão foi total e para sempre.

Meu amigo cristão, isso inclui aqueles pecados que ainda cometeremos no futuro.

Lembre-se que quando o Senhor morreu na cruz do Calvário, todos os nossos pecados ainda estavam no futuro e todos foram gratuita e graciosamente perdoados por Deus o Pai!

Assim, com esses fatos fundamentais em mente, pode um genuíno filho de Deus fazer alguma coisa que acarrete a perda de sua salvação? A resposta é um sonoro NÃO!! E isso inclui o suicídio.

Certamente todos concordamos que nenhuma pessoa racional tiraria sua própria vida e, quando isso ocorre, é um ato irracional de uma pessoa que está com algum distúrbio mental. Pode um cristão sofrer de doença mental? É claro que sim e eu pessoalmente conheço alguns casos.

Embora alguns especialistas argumentem corretamente que a mente humana é abstrata e, portanto, não pode adoecer, o cérebro é uma entidade concreta e está sujeito às enfermidades físicas. As teorias sobre insanidade lidam com a diferença entre o órgão físico e os pensamentos que ele "processa", mas um fato é irrefutável — desequilíbrios químicos no cérebro comprovadamente provocam comportamento irracional, chegando até e incluindo o suicídio.

Alguns cristãos estão entre aqueles que sofrem do distúrbio bipolar (são "maníacos-depressivos") e precisam tomar medicamentos (à base de lítio, etc.) para controlar a enfermidade.

Depressão severa e pensamentos sobre suicídio, junto com "vozes" que incentivam a pessoa a se matar são características trágicas dessa doença mental. Se não for diagnosticada ou tratada, ela pode e de fato leva os indivíduos a cometerem atos impensáveis, mas fique descansado que quando isso acontece com um dos filhos de Deus, eles nunca estão sob o risco de perderem a salvação.

Se um dos seus familiares queridos tirou sua própria vida e você sabe em seu coração que a pessoa no passado exibiu o fruto do Espírito Santo em sua vida diária, console-se nessas lembranças porque o terrível resultado final daquele pecado específico não pode apagar o fato de seu relacionamento com Cristo.

O pecado foi perdoado antes mesmo de ser cometido.

Louvado seja o Senhor!!

(Extraído de "A espada do Espírito" - grifos meus-RF)

Clique aqui ---- > "Blasfêmia contra o Espírito Santo"




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A idade e a mudança




Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.


E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.




Foi um momento inesquecível...

A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'.

Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.

Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.

Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.

Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.

Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.

Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho...


Lya Luft (grifos meus-RF)



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Orgia...

É uma suruba social.
Uns em cima dos outros.
Assim vivemos nos edifícios da cidade.
É difícil de acreditar, mas parece que gostamos de viver amontoados.

Ainda se aqui fosse frio – Recife, clima úmido e quente – poderia argumentar-se.
Aumentou o calor.
Ele não veio sozinho, mas trouxe o aumento do barulho, do lixo, do trânsito e dos diversos problemas sociais.

Mas espere, não há mais espaço para construir prédios aqui.
Terrenos baldios...
Calma, isso não é problema: derrubaremos as casas antigas, as galerias de lojas, os bares falidos, as árvores...

Terreno vizinho ao meu prédio.
Uma casa antiga, grande, abandonada.
Tornou-se apenas areia em menos de uma semana.
O que por muito tempo foi objeto de ostentação agora é pó.

Mas hoje, doeu ao ver uma árvore – só restava ela – cair por último.
Deixaram a pobre plantinha para o final.
Ela estava atrapalhando.
Aliás, a natureza sempre “atrapalhou” o homem, a evolução, melhorias, avanços...
Doeu vê-la cair, ou melhor, ouvi-la, pois estava próximo à janela quando me assustei com um barulho alto.
Corri curioso para ver a triste cena.

Mais uma construção em andamento.
Poluição sonora em cartaz, de segunda a sábado a partir das 07h00min da manhã.
Antes eu via o mar, agora vejo uma selva. De pedras.

Em pouco tempo estarão construindo prédios na areia do mar.
Só resta espaço lá agora. Isso me faz arriscar dizer onde iremos parar com tudo isso: em uma avenida qualquer, num engarrafamento, travado pela infinidade de carros.

Ninguém vem, ninguém vai.

Esse bairro é bom de morar, bem valorizado... status”.

De fato aqui é bom.
Tem uma praia linda!
É um bairro independente dos outros.
Estamos sempre em contato com turistas, o que nos torna mais ligado com o resto do mundo ao trocarmos experiências diversas, o que não ocorre em outros bairros.
Possui o centro de lojas mais bem estruturado da região.
Os melhores hotéis, aeroporto, enfim.

Mas o que é bom afinal?

Morar em um lugar super povoado, cada vez mais habitado, mais explorado, com construções sem fim?

E sua família, irá crescer bem por aqui com todas essas empreiteiras brigando por cada pedaço de terra livre?

Existe coisa melhor que um status, um nome, um bairro.

A decisão é pessoal.

Os valores são pessoais.

Sem pretender entrar nesse mérito – já entrando – sigo com o meu raciocínio inicial.

Morar bem, avanços, modernidade, nada disso tem valor algum, se destruímos o pouco que nos resta da natureza nos dada como presente da Criação; se transformamos a cidade em um caos jogando famílias lá dentro em nome do alto faturamento.

Eu ouvi, quase vi, mas ouvi o grito de socorro de uma árvore, que coincidência ou não, estava com a sua raiz sob o luto de uma placa que fazia sombra exatamente ali, no seu coração.

Nessa suruba ninguém goza.





Texto (e foto) de Leonardo Farias Rocha - Grifos meus -RF

domingo, 6 de dezembro de 2009

Meu pai

Parece que foi ontem...

Hoje ele faria 82 anos, mas já se vão 30 que ele não está mais nestas paragens de cá.

Muito mais que um mero professor, meu pai foi um educador visionário que abrigava em sua própria casa, alunos potencialmente ilustres que vinham das fazendas ou distritos vizinhos e até de cidades de outros estados.




Eu era muito pequena, mas me lembro como se fosse hoje daquele imenso salão cheio de armadores de rede e livros espalhados que ficava lá nos fundos da nossa casa.

Ainda muito jovem e com uma multidão de filhos, ele conservava hábitos religiosos moderados, indo à missa todos os domingos, às seis da manhã, quase sempre sozinho. Silencioso, reflexivo, solene. Tanto na ida quanto na volta. Sem alarde, sempre de terno de linho branco. Impecável e conforme a época dos anos sessenta. Não sendo um homem de atitudes religiosas (ainda bem) ensinou ética com atitude (ainda bem!)

Homem de caráter rigoroso escolheu ocultar com maestria um coração de manteiga que só se manifestava melhor nas ações beneméritas junto à associação rotariana que presidia ao longo de anos consecutivos e por votação unânime... Ou mais ainda, quando um filho se prostrava, aí sim, ele expunha a alma, agindo com presteza.

Quer saber? Arrisco-me a dizer que meu pai era mesmo um romântico incurável escondendo-se debaixo de uma máscara de ferro que certamente o violentava e é disso que eu mais desconfio.

De atitude e natureza explosiva, estranhamente só explodia no seio familiar. Lá fora era um doce, um pacifista, um conciliador. Um bonachão.

Ah, ele ficava sério quando punha os pés em sala de aula e, embora aparentemente sisudo, esse era talvez seu maior prazer; pois até o cargo de diretor de escola desde muito cedo ele preferiu delegar à minha mãe.

Isso de filho apresentar boletim com boas notas não era nenhum mérito e sim obrigação; passando em concurso muito cedo e/ou vestibular hiper mega concorrido de universidade federal aos 16/17 anos de idade?! Não fez mais que a obrigação!  E até podia faltar a roupa da festa mas jamais o livro do colégio e posteriormente a apostila da faculdade.

Entretanto, embora fosse um rígido educador, adorava receber os amigos mais íntimos, trocar idéias, ler poemas de J.G. de Araújo Jorge, contar e ouvir piadas. E eu, junto! Quantas vezes ele dizia: vem Regina, ouvir essa, tu que gostas de safadeza. Ele tinha esses lances assim controversos. Se de um lado, não saía de sua boca sequer um palavrão, de outro ele apreciava uma piada sutil e bem articulada. Essa era a tal “safadeza”. E eu sempre presente, lá pelos meus 15, 16 anos e já irreverente, dando minhas risadas características que ainda me marcam hoje em dia.

Lembro-me com muita clareza quando chegava o Natal e nós nos empenhávamos em dormir cedo pra Papai Noel colocar os presentes. E mal amanhecia já começava aquele barulho de um mais apressadinho abrindo seu presente, depois outro e outro, e em poucos minutos lá estávamos todos no quarto do casal mostrando inocentemente, olha o meu, olha o dela, que lindo, ai adorei, papai, mamãe, vejam só isso! E ele, escondendo um sorriso satisfeito no olhar, repetia várias vezes com voz mansa e olhadas furtivas pra minha mãe: Esse Papai Noel é um gastador - e, olhando pra ela, rindo- Esse Noel é um bo$#@ ... (Aliás, esse era o palavrão que ele usava somente em casa, na intimidade e pra tudo, em situação de irritação ou de alegria; e quando ele queria usar de forma carinhosa com um filho, dizia: “seu b*$#!inha” – e ainda hoje o imitamos, confesso rss)

Mas o homem era bravo, viu?! Sai de baixo!
E quando chegava em casa, ao descobrir que um amigo ganhara um par de enfeites na cabeça?! Nossa! Virava uma arara era com minha mãe, como se o enfeite pesado fosse na própria cabeça, passando uma semana azedo, mau-humorado. E quem era doido pra chegar perto? Parecia um enlutado/revoltado. Um bicho que foi ferido.

Educador até o último fio de cabelo, foi Secretário de Educação em várias gestões diferentes. Mas daí não passava! Sem jamais ceder ao fascínio do poder recusava todos os convites para ingressar no meio político. Circulando com familiaridade nesse meio, sua recusa se firmava no risco de se corromper em tal comando.

De gosto refinado curtia os clássicos (de quem herdei), Jackson do Pandeiro e Luís Gonzaga. E como todo descendente luso que se preza, um bom fado também fazia parte de sua coleção. Nunca vou me esquecer: Francisco José, era o nome do dono daquele vozeirão característico.

Representante quase exclusivo do Rotary local, onde preciso fosse lá estava ele, de norte a sul do país, abrilhantando sua região por meio de retórica peculiar, apaixonado e apaixonante, cativando a todos com seu arregaçar de manga na essência dos objetivos rotários. Seus textos escritos nas revistas periódicas foram parar no Rotary do Tio Sam, onde o presidente à época fez vários comentários - extensos e intensos - em relação à sua atuação exemplar como membro dessa associação filantrópica.

Autodidata, estudioso, pesquisador, possuía biblioteca vasta.

Homem lúcido, abominava alienação, crendice, superstição, lenda... De quem herdei também de maneira muito forte.

Assim era esse fascinante homem de natureza ímpar e paradoxal.

Um homem socialmente articulado, que tinha uma função determinante na comunidade em que vivia.

Charmoso e elegante, no meio social era sempre alegre, simpático, carismático.

Na rua era tão espirituoso que quando perguntavam “essa tropa é toda sua, professor?!” – Ele respondia bem-humorado: “A mãe deles diz que sim”, enquanto dava uma piscadela marota para um terço dos filhos que abarrotavam o carro.

No lar era o Caxias que trazia a tropa na linha.

Também pudera!

Família grande dá nisso.

13 filhos - uma escadinha, como se dizia - não é brincadeira se educar em tempo algum. Ainda mais em uma época e circunstância como aquela em que ele era o responsável direto por um número considerável de alunos quase da mesma faixa etária que os filhos dele; uma época em que educar alunos era tarefa praticamente igual à de educar filhos.

O exemplo teria que ser dado começando dentro de casa.

Ah, se todos captassem a mensagem dessa forma... Muito divã de analista teria sido poupado (risos). Pois eu percebo com muita lucidez, e acima de tudo com senso de justiça que, para ele, parecia que o importante mesmo era essa demonstração de amor assim rigorosa. E eu acredito que ele bem sabia lá no fundo da alma que o maior sentido da vida é amar e aquela era a forma de amar que ele conhecia.

Cumprindo seu papel na íntegra.

Não digo com perfeição, claro!

Mas digo sem medo de errar: com responsabilidade e competência.

Sendo acima de tudo, ético.

Esse foi o seu legado.


"Ensina a criança no caminho em que deve andar,
e, ainda quando for velho, não se desviará dele".
(Provérbios, 22.6)




sábado, 5 de dezembro de 2009

ÁGUA da VIDA ou água dá vida?






Sem nenhuma pretensão exegética ou hermenêutica, pois não tenho essa capacidade acadêmica, hoje eu ouso fazer algumas colocações acerca do que particularmente eu considero contraditório dentro de certos segmentos religiosos.

Começando por  enfatizar o quanto eu  estranho o endeusamento que certos grupos de fiéis dispensam a seus líderes sem atentarem para que - sem qualquer exceção - por mais que busquemos manejar bem a Palavra, TODOS somos falhos, passíveis de erro e inclusive como falei em post anterior, que o Pedro "milagreiro" era o mesmo que dizia a quem se prostrava a ele: ergue-te, que eu também sou homem! Sim, esse mesmo Pedro escolhido por Jesus, que andou com Jesus e que chegou a vacilar feio fazendo discurso herético em uma de suas missões.

Imagine...

Isso sem falar dos personagens bíblicos cada um com as suas estranhezas e doenças de alma...


"Normal" – diria distraidamente um amigo meu.


Afinal o homem tem dessas pérolas: vai acrescentando, criando, inventando...

Reinventando Deus, anulando o Sacrifício da Cruz.


Enfim!


Mas qual seria o primeiro passo para corrigir esse vício terrível ?


Ora, com certeza um passo lúcido e coerente é ter humildade e admitir que precisamos rever conceitos e valores todos os dias, lendo a bíblia e aprendendo diariamente a manejar a Palavra, pedindo a ajuda de Deus.

Como eu comentei no blog de um amigo: em conexão banda larga com o Espírito Santo que nos capacita a ler, estudar, pesquisar, discernir. Pra mim, o nome disso é REVELAÇÃO. Só que não vem acompanhado de show pirotécnico (num é nem Ano Novo nem Copa do Mundo, ué! rsss) nem tem fogo ou anjo descendo do céu em efeitos especiais de gelo seco ao som de trombetas.É um cicio suave...E que LIBERTA mentes e corações! ISSO é ação do Espírito Santo!

 


Só esses preciosos ingredientes como resultado de um estudo sério e criterioso é que eu entendo como "sabedoria lá do Alto". O mais, arrisco-me a dizer que é auto-engano fruto de emoções e sentimentos; e Jesus não nos conclama pra sentir mas para SER.


O certo é que eu sempre estranhei algumas práticas igrejistas que não dá pra citar todas aqui por serem numerosas.


Mas vamos ser honestos e admitir que existe um invisível e potente telefone sem fio que vem rolando aí durante quase um século no meio do que convencionou-se chamar de pentecostalismo e neo pentecostalismo, que tem proporcionado inúmeros VÍCIOS ao longo desse tempo trazendo fortes jargões e estereótipos determinantes para uma cultura doutrinária que paradoxalmente foi se distanciando do Evangelho.


Falo com tristeza na alma, pois vivo em meio a essa realidade há mais de 30 anos e de uns seis anos pra cá fazendo os meus questionamentos à luz da Palavra, sempre intrigada com a resposta à íntima pergunta que nunca quis calar: que nada disso serviu para uma mudança real e interior que proporcionassem uma boa qualidade de vida a essas pessoas que vivem e agem (?) conforme tais determinações ligadas exclusivamente à exterioridade exigida.

Não falo à toa e sim por conviver com gente sincera, gente de boa-fé que amo de paixão, que tenho toda a intimidade, e no entanto, quando chega nessa questão eles se fecham em copas e aí fica sem condição de um diálogo franco e transparente, dada a forte conotação de uma "obediência" a ensinamentos de uma crença exacerbada em detrimento da e da GRAÇA que anulam toda lei e todo rigor ascético.

E aí eu vou observando o contraste da proposta de Jesus para uma vida de qualidade. Uma vida em abundância, não de coisas. De plenitude, independente de circunstâncias. Esse mesmo Jesus, que em seus dias missionários, sai DERRUBANDO velhos conceitos com uma maestria tão desconcertante que muitos não conseguiram captar a mensagem como ainda hoje acontece de tão arraigada a tradição e o doentio apego à performance.

Bom, mas especificamente, o que eu quero dizer mesmo é que há uma contradição gritante com a Palavra em relação a essa exigência divina feita por "revelação" acerca do batismo.


É essa ênfase toda que eu não consigo entender, sabe?


Com todo respeito, note-se que geralmente essas revelações são concedidas a uma única pessoa, Deus concedendo informação "preciosa" somente a um, para então, este, impor a determinados seguidores que serão os futuros residentes do condomínio celestial.

Este, por sua vez, passa a ser o cara.

O líder. O modelo. O deus.

Daí O Nome de Deus e o Em Nome de Jesus, passam a ser utilizados só para efeito ilustrativo, pois na prática usam-se mesmo os “ensinamentos” determinados por aquele a quem foi revelado o segredo de Deus.


Mas o mais intrigante mesmo é que toda essa doideira que salta aos nossos olhos dá a entender que foi em vão tudo acerca da Boa Nova e que um belo dia, quase dois mil anos depois um Deus caprichoso resolve, por exemplo, que o batismo por imersão é determinante para a cura de enfermidades físicas e para... a salvação!


E veja que interessante.


O próprio Paulo- escolhido para “levar o NOME” a todos os povos – não recebeu revelação a quatro chaves nem em sonho nem nada escondido ou pessoalmente.

Ele ia “estrada afora”, em campo aberto, ao ar livre, exposto! E mais: os companheiros dele testemunharam. Ouviram tudo!


E outra particularidade: ele foi batizado DEPOIS que recuperou a visão e tendo ficado cheio do Espírito Santo.


Observe a sequência!


E mais interessante ainda e que me faz refletir com muito cuidado e atenção é que não há qualquer ênfase para o batismo em si, até porque fazia parte dos rituais religiosos, nada dizendo acerca de transformação interior. (Cf Atos 9: 1.19)


Ora, o próprio Jesus curava de montão, gente vinda de todos os lugares e de todos os credos os mais sinistros, fazendo muitos outros sinais que não estão escritos, segundo João, que acrescenta que os registrados foram para crermos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhamos vida em Seu Nome.


O certo é que se houvesse qualquer relevância no Sacrifício da Cruz como Nova e Eterna Aliança centrada em tais coisas, teríamos no mínimo um "Evangelho dos milagres, das curas e dos batismos segundo apóstolo tal"



Ora, a cura física fazia parte de Seu Ministério. Se havia cura espiritual, aí era outra coisa! Essa sim, era a cura que interessava, mas Ele não impunha a ninguém.


Quantas vezes Jesus perguntou: "Queres?!"


E quantos dos dez leprosos voltaram para glorificar o Nome de Deus?


E o que disse Ele ao único que voltou?


Isso me diz que o que ele fez e disse em relação a CURA referia-se a transformação INTERIOR não havendo absolutamente NADA com exterioridade.


E quanto à "exterioridade" que Ele institui na Ceia para ser feita “em SUA memória”, simboliza o Reino de Deus, como manifestação de AMOR, e não como determinava no cerimonialismo imposto pelo homem na antiga aliança com riqueza de detalhes em como se portar, se sentar,que tipo de copo usar, quantos copos rss, se pão asmo ou inchado e tostado, qual a safra de vinho e quantas vezes por dia mês e ano.


É forte e determinante o diálogo que Ele trava com a mulher da Samaria e em nenhum instante Ele a conduz para cerimonialismos e rituais.

(A menos no caso em que Ele cura  e manda  a pessoa ir ter com os sacerdotes  simplesmente para, conforme os moldes culturais da época, o mesmo ser reintegrado à sociedade como cidadão. Aí é outra história!)


E muito menos quanto a revelações pessoais para conduzir em comoção todo um coletivo inconsciente.


Pelo contrário, "contagiada" de maneira pura e transparente, ela larga o cântaro e o sentimento de rejeição lá mesmo no poço e entra na cidade ALTIVA - lavada, regenerada! - levando a Boa Nova sem qualquer constrangimento, tocando a todos que a ouviam. E por causa do seu testemunho, muitos creem em Jesus.


O Evangelho é assim: simples e claro.


Jesus é assim: simples e claro.


Transparente como a água.


E, citando o tipo de adoradores que Deus está à procura, é justamente com a ÁGUA que Ele emprega uma metáfora...






sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Somos a nação abençoada?!






"Somos a nação abençoada,



Nação de Deus eterno e fiel,


Geração eleita e amada;


Por nós é o Santo Israel"

 
 
 
 
 
 
 

Esse trecho de hino me faz refletir ao lembrar da passagem bíblica em que o centurião romano acorda pra Jesus em momento dramático de sua vida.

(Cf Lucas 7:1.10 e Mateus 8: 5.13)
 
Centuriões - militares de carreira - eram responsáveis pela força do exército romano, onde comandavam tropas que passavam  da casa dos cem soldados.
 
Este, particularmente, era um homem íntegro, rico, de bom caráter, embora servisse no exército de Herodes.
 
Com este, Jesus ficou impressionado pela sua fé.
 
Pois mesmo exercendo cargo de confiança, acostumado a mandar e comandar, fazer e desfazer, usando de total autoridade e principalmente representando e sendo hierarquicamente subalterno e obediente a um superior cruel e inescrupuloso (Herodes sabe? Aquele, o Antipas! ) soube reconhecer a SOBERANIA de Jesus.
 
Além do mais, dono de uma humildade impressionante quando diz não ser digno que Jesus entre em sua casa.

Enfim...

Essa passagem bíblica aponta enorme surpresa para aqueles que se acham donos dos portões dos céus, pois Jesus quebra todos os paradigmas e deixa claro que somente a fé pode determinar a posição de alguém na família de Deus.



E a analogia que eu faço com o fragmento acima é em relação ao que Jesus lhe diz...
 
"Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta".
 
Essa novidade de Deus - que é SEU sonho antigo - torna-se NOVA apenas porque Jesus estava ali em presença, como diz João iniciando suas palavras:
 
"E o VERBO se fez carne e habitou entre nós".
 
Nada havia de novo, sempre foi o que Deus quis, um relacionamento sincero e verdadeiro, mas aí o povo inventa um tal de "entendimento", um tal de "ensinamento" totalmente fora do que Deus requer de nós e que nada tem a ver com "pontos doutrinários" e sim com transformação interior e reconhecimento em cima da nossa forma de ser e viver conforme a nossa fé em Jesus!
 
Foi o que aconteceu com o centurião que nem era da elite supostamente divina...
 
 
"Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente
e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó
no reino dos céus.
Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas;
ali haverá choro e ranger de dentes".
 
Palavras de JESUS!
 
 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Paulo


Por que Paulo?





Pergunta que nos faz refletir acerca  da soberania de Deus.

Ora, Ele não escolhe homens por virtudes.

Afinal, TODOS são (ERAM, SOMOS) pecadores.

Entre os apóstolos, E sem me estender, mas só pra citar alguns: um, traidor; outro, um inseguro que ora demonstrava muita fé, ora nem tanto... e que até renegou a Jesus em momento crucial!

Tem ainda a história da mãe dos dois irmãos apóstolos que leva um puxão de orelha e causa rebuliço de ira e egoismo dentre os apóstolos quando faz a Jesus um pedido pretensioso/infantil/absurdo. (Mt 20:20.28)

Inclusive é nesse momento que Jesus diz: "quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo"

Isso sem falar nos homens do AT...

Ah, sim, e Salomão?! O homem mais rico, mas sábio e mais inteligente daquele tempo! A ele não faltaram altas crises existenciais - o livro de Eclesiastes que o diga! - e o reconhecimento de que sem Deus no centro da nossa vida TUDO é vazio e mero correr atrás do vento...

Quanto a Paulo...

Não importa se ANTES da conversão ele era perseguidor de cristãos.

Ele foi mudado, transformado, REGENERADO!

Arrependimento é isso.

Mudança de ATITUDE em cima de revisão de conceitos e valores por causa de seu encontro com Cristo.

No seu encontro impactante com Jesus, ele caiu literalmente do cavalo com o rosto no chão e não foi por acaso nem por castigo de um Deus turrão que ele ficou três dias impedido de enxergar.

Privado de comer e ver...  Para enxergar o foco! 

Também creio que não foi à toa a escolha de um homem extremamente capaz intelectualmente. Afinal, o mesmo teria a incumbência nada fácil de levar O Nome de Jesus a todo tipo de cultura: de autoridade a gente anônima, de ricos a pobres, de letrados a incultos, do arrogante/manipulador ao submisso/ingênuo!

Por isso que, ao povo de Corinto, onde havia toda espécie de gente possível - inclusive por sua localização geográfica e característica portuária - ele disse:

"E, embora seja falto no falar (rude nas palavras - grosso, eu diria rss) não o sou no CONHECIMENTO; mas em tudo e por todos os modos, vos temos feito conhecer isto". ( Cf 2Co 11.6)

E ainda era versátil e criativo... Tinha que ser! --->. "em tudo e por todos os modos"

Inclusive o caso específico de Corinto era devido aos primeiros relatórios que ele recebera acerca dos desmandos e da imoralidade/perversão sexual na igreja de lá. (Mas isso é assunto pra outro texto)

Enfim! O certo é que o perfil dele cabia direitinho.

Por natureza ele era um cara duro, contundente, contestador, que antes perseguia respirando morte - como diz a Bíblia.

--> Observe que Deus não tolheu seu temperamento nem moldou performance

CONVERTIDO, ele enfrentou todo tipo de grupo religioso cheio de empáfia com suas raízes estranhas e até sinistros rituais vindo de culturas religiosas a deuses estranhos.

Era bronca de toda espécie.

Só mesmo com tal temperamento associado a um vasto CONHECIMENTO para, recebendo a sabedoria do Altíssimo, realizar tamanha empreitada.

Era o tipo da pessoa que se fosse nos dias atuais usaria o jargão popular: em terra de sapos, de cócoras com eles, sem que isso o robotizasse e muito menos afetasse a essência de seu ministério.

"De tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência; tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso (SUPORTAR) naquele que me fortalece". - disse ele ao povo de Filipo.

E a um povo que bajulava, endeusava e atribuía certos 'poderes' a líderes pela sua posição, ele também argumenta que ao tomarem partido, dizendo que são de fulano ou beltrano, fica evidente que eles andam segundo homens e não conforme Jesus.

E arremata:

"Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo". (cf 1Co cap 3 versos de 1 a 11).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Frase do dia





Não adianta ter só fogo no coração se não tiver luz na cabeça.

Fogo no coração sem luz no entendimento
é fanatismo desenfreado;

e luz no entendimento sem fogo no coração
é discurso frio e racionalista.

Isso é perigoso.

Pois o coração do homem é enganoso e perverso
mais do que todas as coisas
(Jr 17:9)

E quem confia no seu coração é tolo "
(Prov. 28:26).

Extraído de GuardianFaith






terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A igreja quebra galho da Videira


Jesus disse que Ele está para nós assim como a Videira está para os ramos.





Sem videira todo ramo é pedaço de pau e somente isso.

É madeira morta, boa para ser queimada.

Os cristãos, no entanto, foram enganados e deixaram-se enganar, pois, desde que se determinou que fora da igreja não há salvação, que a Videira passou a ser a igreja, e, também, desde então, o Agricultor, que, segundo Jesus é o Pai, entre os cristãos é o Pastor, ou, em alguns grupos, o Corpo de Doutrina pelo qual se faz a poda de membros.

Assim, para o crente, permanecer em Jesus, [João 15], é permanecer firme na igreja, freqüentando, participando e se submetendo a tudo.

Do mesmo modo, dar fruto, segundo os crentes e suas emoções condicionadas por anos de engano religioso, é evangelismo como programa, é acampamento como devoção, é célula de crescimento, é cantar no grupo de louvor, é ir à reunião de oração, e, sobretudo, é dar o dízimo em dia.

E o mandamento de amar uns aos outros é algo que os crentes entendem como amar os que são iguais a eles enquanto os tais não ficarem diferentes. Nesse dia eles viram desviados.

Ainda no mesmo andar de engano, os crentes pensam que ser lançado fora da Videira é ser disciplinado pelo Agricultor Pastoral ou pelo Conselho de Agricultura que aplica o Corpo de Doutrinas disciplinadoras e excludentes, aos quais supostamente não se equivocam ao separar o joio do trigo no campo do mundo-igreja.

Ser amigo de Jesus [João 15], para os crentes é estar em dia com a doutrina, o dizimo e a freqüência.

Assim, para a maioria dos crentes, emocionalmente, é assim que João 15 é sentido e praticado.

Ora, o resultado é o desastre cristão desses quase dois mil anos!

De fato, a religião cristã é um estelionato espiritual, pois, chama para si, como se fora Deus, aquilo que é de Deus e somente passível de realização Nele.

O que Jesus dizia era tão simples.

O que Ele dizia é apenas isto:

Absorvam a minha Palavra; o meu ensino; e o pratiquem com amor por mim e por todo ser humano. Se vocês sempre crerem que a Vida de vocês está em mim e vem da obediência ao mandamento do amor, então, vocês serão meus amigos; e, assim, toda a verdade de minha Palavra será fato e bem na vida de vocês. Mas, sem mim, sem vida em meu amor, sem absorção do Evangelho no coração, por mais que vocês tentem viver e buscar o bem, de fato vocês serão apenas como galhos soltos, secos e mortos; existindo sob o engano de que existe vida em vocês, quando, de fato, pela própria presunção de vocês, estarão mortos sem o saberem.

O resto a História do Cristianismo nos conta!


Caio Fábio
(Sublinhados meus - RF)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

CREPÚSCULO




Hoje cedinho eu liguei a TV antes de me levantar e, por acaso, parei na reprise da Oprah quando a mesma dizia "não saia daí" pois logo ela iria entrevistar a criadora do Crepúsculo que virou febre entre adolescentes e pré-adolescentes.

Não deu outra, fiquei ali plantada enquanto rolavam os comerciais, pois eu confesso que fiquei curiosa em ouvir da própria re-inventora acerca da história dela sobre o amor entre um vampiro e uma pobre mortal.

Stephenie Meyer, o nome da moça.

Uma simples dona de casa, mãe de três filhos - formada em Literatura e que confessa nunca ter escrito nem diário na adolescência e muito menos visto filme de terror - torna-se famosa de forma absolutamente casual, quando um belo dia (digo, noite) tem um sonho, digamos, diferente.

E é justamente aquela cena em que a menina encontra o galã-vampiro na floresta e que serve de chamada nos trailers. E que a gente assiste mesmo não querendo.

O que me chama à atenção é o frenesi dela quando acorda e corre para colocar no papel tudo que sonhou, com riqueza de detalhes. Segundo ela, aquilo seria o início de algo que jamais imaginaria e que depois veio a ser fenômeno editorial e de bilheteria.

E foi só ela escrever o sonho e logo vir inspiração como em uma enxurrada para a formação de uma história.

Aliás, uma saga.

Segundo ela mesma contou na entrevista, o sonho seria o meio e então ela começou a escrever sem parar o começo e o desfecho, a partir daquela descrição literária que ela fez do próprio sonho em seus mínimos detalhes.

E deu no que deu.

Ainda segundo ela, com muita insistência da irmã, ousou colocar no mercado em forma de livro, porém nove agentes rejeitaram o trabalho. E ela quase desistindo. Foi quando o décimo disse: gostaria de ler novamente.

Depois, com o incentivo da mãe veio o filme...

E deu no que deu rss.

Aí eu me pergunto: como uma dona de casa reinventa com tanta propriedade tema tão recorrente?

Pois a princípio trata-se do velho conto de fadas às avessas no qual a pobre menininha mortal, frágil e indefesa, dá de cara com seu lindo e eterno protetor com aquele inexpressivo olhar de peixe morto e a cara de pancake factor number one.

Ora, não precisa ser especialista em comportamento humano pra sacar como é que uma simples dona de casa, lá pela casa dos trinta, tem um sonho desse naipe.

Inclusive - diga-se de passagem - uma jovem bonita, descolada, simpática, alegre... (Claro, né? Hoje! He He he pois ela contou sim, dos conflitos quando o intrigado marido queria o único computador da casa que ela monopolizou alegando usar apenas para uma brincadeirinha de passar o tempo).

Bem, até aí nada contra nem a favor. Muito pelo contrário.

Só acho que - xiii lá vem o meu achismo :P - sempre que se explora publicamente esse tal devaneio adolescente reprimido, inevitavelmente rende louros, fama, cifras... em cima de adolescentes, pré-adolescentes quase crianças que poderiam estar lendo ou assistindo outros temas literários mais proveitosos e ainda conforme a faixa etária.

É somente isso que me entristece.

Pois pode até parecer uma coisa boba, uma fase inofensiva, quase pueril, mas que só tem mesmo o enorme poder de idiotizar, como diria meu filho Léo.

Enfim, a Lua Nova vem aí...

Lá nos esteites já está no topo dos mais vistos.

E eu sigo fazendo o tipo não li, não vi, não gostei :P