"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O fio da meada.

Ultimamente, embora não tenha tido inspiração para escrever no meu blog e nem mesmo esse tempo todo disponível, tenho visitado determinados blogs... Engraçado isso, pois me considero em fase de desintoxicação urgente e necessária rss.  E, embora não saiba bem a que se deve essa visita constante - que já me deixa bem familiarizada e confiante para falar à vontade - confesso que me atrai tamanha lucidez e compreensão em gente tão jovem, ainda que seguindo os passos de certa denominação religiosa, digamos, tão fechada. Certamente é essa dobradinha que me fascina, pois, bora combinar, poucas são as pessoas  ali que se abrem, desarmadas e transparentes...

Bem, mas eu estou querendo mesmo é destacar um trecho de um comentário do multifaces misterioso que, vez por outra, dá o ar da graça (graça?!) no blog do meu amigo Hélio. Na verdade, eis a expressão que muito me chamou à atenção no trecho do comentário: 'o fio da meada'. (E até fiz meu comentário lá também. Mas aí eu tive a ideia de rearrumá-lo e transportá-lo para cá).

Eis a pérola:

“Os SANTOS PADRES e os imperadores cristãos deram forma e corpo àquilo que você deve chamar de Novo Testamento, determinando o valor ou conveniência desse ou daquele texto. É por isso que o protestante se perde na compreensão da Escritura. Ele não tem o "fio da meada" guardado sob as chaves de Pedro e segundo a Tradição Patrística”

Com a leitura desse fragmento de texto colocado acima entre aspas, me pego refletindo sobre o quanto a religiosidade é algo acirrado nas mentes das pessoas, tornando-as obtusas.

Em pouquíssimas palavras, enquadrou-se tudo -  denominação religiosa, gurus espirituais, líderes religiosos, obras, tradições... - só não teve espaço para o nome de Jesus. Ele está simplesmente EXCLUÍDO. Até da própria história, imagine da própria existência. Enfim, diz a Palavra que a boca fala do que o coração está cheio... Não é de se admirar que a briga é sempre entre os que estão dentro de determinada 'igreja'. Afinal, o chamado de Jesus é 'para fora' desses arraiais religiosos que alimentam a crença em detrimento da fé. Porque, note-se, a tônica ali naquelas poucas palavras é a crença. E não, a .


Considere-se ainda que há uma diferença gritante entre crença e fé. Crença tem sempre a ver com algo externo, um pacote de doutrinas que se segue, que se professa, que se defende conforme a cultura religiosa absorvida e aceita como 'certa'. Observe-se que CRENÇA está sempre ligada à exterioridade, a uma coletividade, a um grupo religioso.

Fé é algo que não aparece, não se mostra, por estar/ser relacionado à vivência estritamente pessoal. Independe de crença, de denominação, de normas igrejistas, de guru espiritual tal me dizer como devo conduzir minha vida.

Em algum momento você vai ter algumas experiências PESSOAIS, alguns insights que vão te dizer a respeito de fé, sem que precise de nenhum LUGAR, nenhum espaço geográfico; e de nenhum local denominacional criado por um líder que foi endeusado através de décadas só porque fundou determinada igreja debaixo de fogos de artifício celestiais. 

Essa experiência, esses insights, são pessoais e intransferíveis. Isso é presente de Deus, liberdade concedida a TODOS os seres humanos. O que eles vão fazer com isso... aí é que tá! Se vai ser saudável ou opressor, se vai ser engaiolado ou livre de amarras religiosas. 

Por outro lado, não podemos fazer vista grossa e passar ao largo das doenças da alma que assolam os átrios religiosos oprimindo as pessoas e fazendo-as alienadas e infelizes em nome de uma eternidade que as fazem viver uma emocionalidade coletiva e um inferno pessoal aqui e agora. (A própria História que o diga!)
Daí estive pensando quem terá sido que perdeu o fio da meada...
Se foi aquele que, pela fé, professa o nome de Jesus ou aquele que adora aplaudir as próprias crenças como se estive em um concurso. Sim, pois certo tipo de discussão não se baseia em fé, mas em meras (des)crenças. 

Ora, na fé não se precisa provar nada, a crença é que se alimenta de analogias, pressupostos e performances. Na fé, atendemos a um chamado de Deus para conhecê-Lo; na crença, atendemos a religiosos que nos sufocam com um kit informativo/cerimonioso supostamente sagrado. A fé não impõe rótulos que nos justifiquem; a crença indica a importância histórica do currículo espiritual, exaltando chefes 'espirituais', reis e imperadores, com o que eles disseram e o que deixaram de dizer. Na fé, a nossa experiência é diretamente com Deus, por meio de Jesus. Na crença, a experiência é meramente religiosa sempre baseada no comportamento exterior.

Tem gente que prefere a complexa coletividade religiosa, a ser simplesmente discípula de Jesus; prefere idolatrar a tradição que levanta muros, a cumprir o ministério da reconciliação; prefere defender com unhas e dentes a sua facção, a reconhecer uma verdadeira irmandade na comunhão com aqueles que discerniram o mistério de Deus em Cristo; prefere briguinha de comadres do que anunciar essa Boa Nova, esse Amor; tem o maior prazer em repartir a pizza religiosa entre as quatro paredes do templo sagrado, a viver/conviver/celebrar com aqueles que também amam o mesmo Amor que a eles se revelou em Cristo. Ou não se revelou?


Enfim... Quem sabe um dia a gente cresce, deixa as coisas de menino de lado e, então, larga a crença de mão... E abraça a fé! E aí, meu irmão, não há como se perder o fio da meada.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Uma transgressão chamada EVANGELHO




Toda transformação no mundo, toda mudança, toda rebeldia, toda novidade e criatividade, tudo que realmente teve relevância na sociedade no segmento da invenção, da música, da ideia, da política, da liberdade, tecnologia, medicina, foram gerados por jovens, pelo espírito jovem.

Jovens são, na sua essência, transgressores, não só da lei, mas principalmente transgressores das regras em geral. Fale para um jovem que: “não pode ser feito”, e isso vai motivá-lo a fazer. Porque o impossível não existe para os jovens, a linha limite entre o que pode e o que não pode ser feito, definitivamente não é relevante para quem tem um espírito jovem.

Uma palavra que eu gosto de usar para definir o Evangelho é : SUBVERSÃO. É como se algo viesse por baixo, na contra mão de tudo, e em algum momento se levantasse e virasse a mesa! Há uma transformação das Leis de Deus e dos métodos dos homens. Enquanto a religião fala que só alguns são especiais e têm poderes do alto, o Evangelho fala que TODOS são especiais, que não é o “poder” de um homem que faz a diferença, mas o poder de Deus.

Gosto especialmente da palavra ‘revolução’ associada ao Evangelho de Cristo. Essa palavra é JOVEM e forte! Gera mudança; não é conformista nem tímida, nem tão pouco medrosa. Revolução é contagiante, envolvente, quente e perfeita para definir o Evangelho para jovens!

É tão louco isso, chega a ser diferente de tudo! A REVOLUÇÃO causada pelo Evangelho não pega em armas, não agride, não é violenta, não causa morte nem amputações, não ofende ninguém -  A não ser os religiosos fariseus.  A revolução do Evangelho gera VIDA, perdão, amor, amizade, carinho, compaixão e mudança de atitude.  O Evangelho revoluciona a própria palavra “revolução”. Onde esperávamos guerras e subversão, encontramos paz e harmonia numa revolução de amor. E essa “transgressão” faz do Evangelho o que ele é hoje: um elemento contraditório, contra a maré. Ele não é apenas CONTRA a sociedade capitalista, mas ele é especialmente CONTRA aqueles que querem ser os donos de Deus e se dizem superiores aos outros por isso.

Uma palavra que define a juventude é: TRANSGREDIR. No entanto, como definir a juventude? O que é um jovem? Como podemos definir quem é jovem ou não? A princípio, a idade define a juventude, mas isso não é tudo, porque o fato é ‘amadurecimento’, que é diferente para cada pessoa. Alguns são maduros aos 20 anos, outros são imaturos aos 50. Ninguém consegue chamar um homem de 78 anos de jovem, mas é assim que a juventude é. Ela é interna, transgressora, e por essa rebeldia nata, não se permite definir por algo tão desimportante quanto a idade cronológica.

Para ser jovem, basta sentir-se desconfortável com algumas situações que a vida lhe apresenta. Um ‘desconforto’ que vai além da insatisfação, a vontade de mudar o mundo, a começar por mim. Isso se chama Evangelho, um desconforto chamado Evangelho para jovens.

O Evangelho é assim: feito para jovens que não querem os métodos antigos, não apenas jovens de pouca idade, mas para os jovens de espírito, que não são limitados pelas grades das prisões religiosas. O Evangelho é para jovens, só para jovens. 


Inclusive para jovens com mais de 78 anos...



Na íntegra AQUI <---




quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Vossos filhos não são vossos





Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.
( Gibran Khalil Gibran )



Leitura Complementar: Nossos filhos não são nossos

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sobre o amor incondicional...





Não me move, meu Deus, para querer-Te

O céu que me hás um dia prometido

E nem me move o inferno tão temido

Para deixar, por isso, de ofender-Te.



Tu me moves, Senhor, move-me o ver-Te

Cravado nessa cruz e escarnecido.

Move-me no teu corpo tão ferido

Ver o suor de agonia que ele verte.



Moves-me ao teu amor de tal maneira,

Que a não haver o céu ainda te amara

E a não haver o inferno te temera.



Nada me tens que dar porque te queira;

Que se o que ouso esperar não esperara,

O mesmo que te quero te quisera."


Tereza d`Avila (Trad.Manoel Bandeira)

O título é bem "católico": Ao Cristo Crucificado.



Eu já havia postado esse poema no final do ano passado, mas hoje por um acaso que é de Deus, estava relendo-o...


A autora, chamada de santa pela ICAR, diz poeticamente de seu amor incondicional, ou seja, não precisa que Deus lhe prometa nada, para que ela lhe entregue sua vida, sua total dependência e adoração.

Não existe barganha, não existe medo, não existe religião, não existe dogma, não existe opressão nem pressão, enfim, absolutamente NADA que a impeça ou a impulsione a esse amor.


Lindo, lindo!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Acerca do pecado...




Doutrinas que afirmam que o verdadeiro cristão nunca peca e se pecar é porque nunca nasceu de novo, não são bíblicas. Trata-se de um conceito muito limitado de pecado e só afirma isso quem não conhece a santidade de Deus e a natureza humana. Sem falar que é o cúmulo da hipocrisia.
Limitado apenas à área do comportamento moral sexual, diz que, se o irmão ou a irmã não adulteram e não se prostituem, então estes não pecam.  - Esse era o princípio que governava a estreiteza do conceito de pecado dos fariseus. No entanto, Jesus jamais acusou o “comportamento moral” deles, mas o que eles tinham “dentro de si” (Ler Mt. 23).
Do ponto de vista da palavra de Deus o conceito de pecado cobre um campo vastíssimo, e, não apenas a área do comportamento moral-sexual.
Há o pecado onde se peca por OMISSÃO. (Mt: 25: 41-46).
Pois quem é que não deixa de fazer o bem? Você nunca deixa de fazer o bem? Pelo amor de Deus, seja honesto! Leia Isaías 58.6-10 e reflita se você faz tudo aquilo que Deus diz que espera que você não deixe de fazer.
Há o pecado onde se peca por MOTIVAÇÃO.
Neste ponto aparecem todas aquelas coisas que “brotam de dentro do coração e contaminam o homem: maus desígnios (você nunca pensa mal de ninguém?), a prostituição (nunca passa pensamento impuro na sua mente? Ou será que nem de “brincadeira” você nunca sentiu “inveja” dos tempos bíblicos nos quais não era um problema “Moral” um homem ter mais de uma mulher?), os furtos, os homicídios,  os adultérios (que são antes de tudo motivacionais; Mt. 5.27-28), a avareza (que está presente no coração da maioria dos crentes de posses), as malícias (aqui então nem se fala), o dolo (ou segunda intenção nas ações), a lascívia (que é o apetite sexual pelo próximo, e que devaneia nessa viagem mental), a blasfêmia (que começa no espírito de murmuração, passa pelas doutrinas erradas e pode chegar ao cúmulo de afrontar a Deus), a soberba (que é o que habita em maior ou menor grau todos os corações humanos, especialmente o dos lideres religiosos), a loucura (que aqui não é doença mental, mas a presunção de pensar de si além do que se deve).
“Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”.
Jesus põe todos os males dentro da mesma fonte (o coração), e aumenta muito a extensão do pecado que nasce da motivação: vem de dentro e vai do desejo maligno à morte do próximo. Nesta lista temos as motivações sexualmente impuras bem como há pecados do pensamento, da língua, do mau uso do dinheiro, da “esperteza”, da inveja e outros males que só Deus conhece. Quem pode dizer, diante de Deus, que está “acima” destes dramas da carne, da alma e do espírito?
Há os pecados que se peca por COMISSÃO.
Tais pecados são tão violentamente fortes e profundos que Isaías sabia que ninguém escapa deles: são os pecados que se peca por se fazer parte da engrenagem da injustiça no mundo: “Ai de mim! Estou perdido! porque sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos” (Is. 6.5)
No entanto, a fim de que se saiba da existência de tal pecado, nossos olhos têm que ter visto o Santo. Aqueles que nunca ficaram cara a cara com a Santidade dAquele que é Santo, Santo, Santo, é que ousam pensar que não pecam também por comissão.
É também por causa de tal percepção que Daniel e Neemias confessam os pecados deles e os do povo ( Ne. 1.7; Dn. 9.5 ). Neste sentido, a própria doutrina da chamada Quebra de Maldições, implica, como “princípio”, na idéia do pecado por comissão: o pecado de outros pode cair sobre os descendentes. Ou seja: muitas vezes os descendentes experimentam os “efeitos e consequências históricas” naturais dos erros de seus antepassados. Mas não há um carma inquebrável nisto.

Há os pecados que se peca por AÇÃO.
Neste ponto a Bíblia é farta. No meio cristão tem-se relacionado tais pecados apenas à área sexual. E é por esta razão que nós temos empresários que não vão para a cama com suas secretárias, mas que fazem da sonegação o grande negócio de suas empresas e que exploram os seus empregados sem nenhuma convicção de pecado.
É também pela mesma razão que há líderes religiosos pregando que não pecam (porque nunca cometeram adultério na prática), enquanto “derrubam” um colega através de “manobras piedosas” cuja malícia, às vezes, não se encontra nem entre os políticos ateus. Aqui devemos incluir aquilo que a Bíblia chama de pecados da acepção de pessoas. E deste pecado nenhum de nós se livra. Quem de um modo ou de outro não faz acepção entre pessoa e pessoa, entre ser humano e ser humano, entre um grande líder e um outro que preside algo muito mais inexpressivo? (Tg. 2.1-13).
Há pecados que se peca COM A LÍNGUA.
Quando se chega a esta dimensão do pecado aí então é que ninguém fica de pé. É um “comentário piedoso” aqui, é uma “afirmação precipitada” ali; é um “juízo de valores” a respeito de alguém a quem não se conhece e a quem se atribui coisas que jamais passaram pela cabeça de tal pessoa. (Tg.3.1-12; 4.1-12). Só um mentiroso inveterado tem a coragem de dizer que não peca, eventualmente, com a língua.
Há o pecado ESSENCIAL.
É deste pecado que Paulo fala em Romanos 7.7-25. Muita gente tenta negar que tal pecado fosse algo presente na vida de Paulo. Eles dizem que Paulo se referia ali ao período anterior à sua conversão. No entanto, os que assim fazem, violentam todos os tempos verbais do texto: Paulo fala do passado do verso 7 ao 13. No verso 14 ele diz: “a Lei é boa, eu, todavia, sou carnal”. No verso 15 ele diz: “porque nem mesmo compreendo meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro e, sim, o que detesto”. Nos versos 16 a 23 ele continua usando os verbos no presente. Surge então a chocantíssima exclamação do verso 24: “Desventurado homem que sou!” A conclusão é gloriosa: “Graças a Deus por Jesus Cristo”.
Na sequência, ele afirma que a Graça o salvou da condenação do pecado, deu a ele um novo pendor, mas não tirou dele as ambiguidades naturais de sua essência pecaminosa (7: 25; 8: 1-17), tendo dado a ele recursos para subjugá-la no nível do “comportamento”, ainda que a luta “motivacional” continuasse” (7:25); a qual, só será totalmente “retirada” de nós quando “este corpo mortal for absorvido pela vida” (I Co. 15.35-53).
Todos aqueles que possam ter ainda alguma dúvida acerca da gravidade e da extensão da lista das coisas que Deus chama pecado deveria apenas ler Colossenses 3.5-9:
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição (pecado sexual), impureza (pecado sexual), paixão lascívia (pecado sexual-mental), desejo maligno (pecado motivacional), e a avareza, que é idolatria (atitude econômico-financeira; pecado social).
“Agora, porém, igualmente, despojai-vos de tudo isto: ira( que na maioria das vezes dorme conosco), indignação ( que é o “rompante” de raiva que acontece demais na cozinha, no quarto, ou no trabalho), maldade (que é disposição de fazer algo que vai prejudicar alguém). maledicência (que é a maior desGraça da experiência humana e cristã), linguagem obscena do vosso falar (que é o uso impróprio da linguagem).
“Não mintais uns aos outros” (infelizmente, algo mais comum que a verdade no meio cristão). Tiago e João também são veementes com relação a todos os dois extremos da doutrina do pecado.
Há os que dizem: “a nossa natureza é caída mesmo, logo não adianta fazer nada a respeito”. A esses eles dizem: “A fé sem obras é morta” (Tiago 2.17); ou: “Aquele que diz que permanece nele, deve também andar assim como ele andou”; ou: “todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu”; ou: “aquele que pratica o pecado procede do Diabo”(I João 2.3;3.8).
Há outros que dizem: “já que eu sou nascido de novo, então isto significa que eu tenho poder para não pecar mais”. A esses Tiago e João dizem: “Pois, qualquer que guarda toda Lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago 2.10); ou: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós”; ou ainda: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós”  ( I João 1.7-10).
O EQUILÍBRIO BÍBLICO é aquele que diz:
“Eu sei que sou um pecador que foi redimido pelo sangue de Jesus, mas que precisa crucificar as concupiscências da carne todos os dias, pois a minha natureza é caída e rebelada contra a Lei de Deus. Por isso, eu preciso andar no Espírito e no amor a fim de que eu não alimente minha natureza caída, ainda que, eu mesmo saiba, que conquanto não viva mais na prática do pecado, eu não me livro de reconhecer todos os dias que eu sou pecador e que, por essa mesma razão, peco mesmo quando penso que não peco. No entanto, eu me escondo e me glorio na Cruz de Jesus: onde meu pecado foi pago e de onde eu recebo Graça para purificar meus pecados e receber perdão para as eventuais ou frequentes contradições do meu ser. No entanto, eu sei que a Graça que me perdoa, é também a Graça que me transforma e santifica. Daí, eu querer e poder viver em santidade, ainda que eu seja um pecador”.
Os cristãos precisam aprender urgentemente que a maior mentira que se mente na vida não é aquela que se diz, é aquela com a qual se vive. Precisamos recuperar o senso de “intimidade” e de “interioridade” das verdades do evangelho. Temos de pedir a Deus que nos liberte das falsas e malignas noções de espiritualidade. É urgente reassumir nossa consciência da Queda, que afirma nossa impossibilidade inerente para a bondade absoluta e nos remete humildes e dependentes para a Graça de Deus. Caso contrário, corremos o risco de nos tornamos pessoas muito más. Aliás, a História está repleta de testemunhos dessa nossa capacidade de nos tornamos piores que os piores, e que vem justamente da nossa relação com o Sagrado. Nada é mais intenso que aquilo que é divino. Por esta razão, quando alguém mantém uma sadia relação com o Sagrado, então, tal pessoa torna-se santa e bonita, pois aprendeu a “descansar na Graça”.
Por outro lado, quando a relação com o Sagrado acontece a partir de uma perspectiva de orgulho, auto-suficiência e hipocrisia, então nada faz adoecer mais que essa versão religiosa da maldade. 
Lúcifer tornou-se mau na exata proporção de sua anterior virtude. Assim, antiteticamente, onde superabundou a Graça abundou o pecado! No entanto, nós temos afirmado tal princípio apenas na dimensão paulina: “onde abundou o pecado superabundou a Graça”. Todavia, Pedro coloca o mesmo principio a partir de uma referência histórica: “...tornou-se o seu último estado pior que o primeiro”; ou ainda: “...melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da verdade, do que, após conhecê-lo volverem para trás” (II. Pe 2.20,21).
O pior Diabo é aquele ao qual nós nos “acostumamos”. Isto porque quando alguém não sabe ou não crê que o Diabo existe, está menos exposto à total força do Diabo pelo simples fato de “sinceramente” não crer ou não admitir a existência dele. Há um grande poder espiritual na verdade, mesmo que aquele que a demonstre seja um ateu. Todavia, quando alguém sabe que o mal existe como mal-real e objetivo, mas a despeito disso, vive em cínica indiferença para com tal poder, essa pessoa não se torna apenas vulnerável ao mal, mas torna-se, ela mesma, parte da própria realidade do mal. E a razão é óbvia: ninguém é mais maligno do que aquele que consegue se tornar indiferente ao poder do mal, enquanto admite a sua existência. Gente assim vive uma espécie de “crente-descrença” no poder do mal. É mais fácil achar gente assim domingo de manhã na igreja que num laboratório de ateus confessos. É mais fácil achar esses jovens cantando com as mãos levantadas num culto animado do que nas praças. Aqueles que estão vivendo sua alienação de Deus, muitas vezes fazem isso em absoluta ignorância. Mas muitos dos que lotam nossos templos cristãos e nossas reuniões, são do tipo de gente que consegue “levantar as mãos ao Senhor” e depois, mesmo contra a Palavra do Senhor que lhes conhecem, são capazes de cometer os atos mais absurdos e impensados com a maior frieza, sendo o pior de todos, a incapacidade de se enxergarem enquanto julgam o próximo.
A própria História Bíblica e a História da Igreja confirmam tais declarações. Do ponto de vista de Jesus, felizes são os que têm coragem de chorar, os mansos, os que têm fome e sede de justiça; ou seja: os que querem mais. Esses são os misericordiosos, os que se purificam na Graça de Deus, os que vivem para construir pontes entre os separados pelo ódio e os que assumem a perseguição como o mais natural resultado da sua relação com Jesus.
E quem é Jesus senão Aquele que pode viver tão diferentemente dos padrões vigentes, que pagou o preço de uma existência capaz de ser radicalmente relevante? Sim, Ele é Aquele que mostrava Seu brilho pessoal a poucos, na Transfiguração, mas que não teve vergonha de mostrar Sua dor e verdade humanas a todos, na Cruz! Quando, no meio de todas as tentações que nos assolam formos tentados a deixar o compromisso com a justiça, caindo ou no Moralismo hipócrita ou na indiferença assassina, devemos ter em mente que, para Jesus, a única maneira de viver e encarnar a Sua justiça neste mundo é mediante a vivência radical do amor. Todos os outros dogmas estão abaixo do amor.
Mais importante do que sacrifícios, cultos, Leis, morais, usos e costumes, é o amor, diz Mateus 23.1-23. 
Mais importante que o sábado e a tradição é o amor ao ser humano que está com fome e precisando “meter a mão” em espigas para se alimentar ( Mt. 12.1-8 ), ainda que isto implique, aos olhos dos homens, uma transgressão. O amor ao ser humano tem de estar acima do amor por coisas, diz Mateus 6:26.
O amor é mais decisivo do que o serviço do culto, diz Lucas 10:30-37:
O sacerdote passa e não pára. O levita segue e não se importa. É o samaritano quem se agacha para socorrer com amor.
A grande heresia é não amar e não manifestar o amor como vida e Graça para com o próximo!
O amor é mais importante do que o sacrifício, do que a oferta: Mateus 5:23 e 24 diz que antes de se oferecer uma oferta tem-se que sair à procura de relações quebradas, para restaurá-las em amor. Sempre que Jesus fala do amor de Deus Ele também fala do amor ao próximo. Ele não esquizofreniza o amor. Não permite que seja possível amar a Deus, mas ser indiferente ao próximo; ou amar ao próximo dando a mão de Deus. São perspectivas interligadas e inseparáveis.
Em Marcos 12.31-33 ou Mateus 22.36-39, Jesus afirma peremptoriamente essas duas categorias.
É também com base no amor ao próximo que se estabelece por fim o critério ômega do juízo (Mt.25.31-46).
Naquele “dia” não se perguntará quais eram as suas doutrinas, nem como era a sua forma de batismo, nem qual era a sua religião, nem quantos trabalhos cristãos você fez, nem se perguntará pela sua estatística de “quantos você converteu para Deus na Terra”. Perguntar-se-á se você viu Jesus pôr aí, com fome, maltratado, com sede, preso, doente, lá no “brejo da Cruz”. E as pessoas vão dizer.” Senhor, nós nunca te vimos assim!” E Ele vai dizer: “Sempre que vocês deixaram de atender a um ser humano nesse estado de degradação, de prisão, de dominação, de infelicidade, de angústia e de miséria, vocês deixarão de atender a mim.” É uma pena que Mateus 25 não seja levado a sério pôr nós. Não se esqueçam: é com base no amor ao próximo que se estabelecerá o critério final, o critério ômega do juízo“.

Adaptado DAQUI.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Que tipo de crente é esse?!


Desculpem, mas é necessário de vez em quando, uma sacudidela, para que as pessoas se deem conta das atrocidades que cometem em nome da denominação que idolatram. Assim como aqueles que assistem e se calam, convenientemente coniventes. Esse crente produzido por denominações e 'ministros' deixaram de ter a Jesus Cristo como base e sustentação da sua fé e doutrina; esse tipo de crente produzido por certos líderes que usam o nome de Jesus enquanto ignoram a Sua Doutrina...

Mas que tipo de crente é esse que algumas 'igrejas' e 'ministros' estão criando em nome do Senhor Jesus?
Você deve estar se perguntando, mas quem é o m#&*@ de crente que o autor deste texto está falando?
Estou falando daquele que se diz cristão, mas desconhece ou ignora a sua própria condição humana e pecaminosa; estou falando de gente que se diz servo do Deus Altíssimo e é totalmente negligente e impiedoso com aqueles a quem deveria amar mesmo com suas imperfeições; estou falando de gente incapaz de se colocar no lugar do próximo e que, por isso, não hesita em deixar se afogar aqueles a quem ele deveria jogar a bóia e levar para um porto seguro; estou falando de crente que endeusa seus ministros, estou falando de pessoas que sobem no pedestal da vaidade e afirmam que jamais tropeçam.
Estou falando daqueles que desvalorizam o sacrifício da Cruz para que TODOS fossem resgatados e justificados, estou falando daqueles que  fazem pequeno o Reino de Deus afirmando que apenas membros da sua denominação serão salvos.  (E SERÁ que estes acreditam mesmo que o Reino de Deus é cerca de 6 vezes menor que a CIDADE de São Paulo, ou seja, que apenas 3 milhões de pessoas estão sobre o favor imerecido que é a graça de Deus e habitarão na Sião Celestial?)
Esse tipo a quem me refiro é incapaz de usar a Bíblia para cumprir o “Ide e Anunciai”, mas é ligeiro e muito hábil em usar sua língua para  ameaçar, intimidar, amaldiçoar, parecendo mais com feiticeiro do que crente.
Vejamos uma prova disso em um comentário extraído do BLOG DO JULIANO:
E o senhor, irmão Juliano, deveria parar com essa coisa de ficar revirando os rudimentos da Obra. Deus tem reservado o cuidado da Sua Obra aos seus atalaias constituídos. A Assembléia Geral já deu um toque de misericórdia, mas parece que essa gente ainda não entendeu.O Santo Ministério tem profetizado uma grande tormenta sobre essa turma de blogue especuleiro. Os Santos Servos determinaram um câncer sobre a língua e a garganta desse grupo a começar pelo xereta lá da América do Norte. A Palavra falou ainda que além da língua apodrecer na boca e descer em pedaços garganta abaixo, as mãos cairão dos punhos (porque usam esse membro de maneira desobediente escrevendo sem autorização aquilo que não é de domínio público). E se isso não bastar, toda a parentela dos teimosos será dizimada para exemplo daqueles que ainda tem juizo e amor a vida. E cuidado com esse rapaz de Americana que segue na sua relicarice idólatra sem tomar tino.”
Esse tipo específico de crente sai por aí intimidando os que exercitam a “Liberdade ao Pensar”. Esse tipo específico faz parte da ‘comunhão’ dos que instituem inquisições, perseguem, ameaçam com 'profecias', e até com 'promessa' de violência física, como bem vimos aqui alguns meses atrás.  Investigam, produzem pseudo-dossiês e difamam pessoas. Simplesmente porque elas editam blogs cujas ideias diferem das suas, julgando-se cheio de ‘entendimento’. Como se o Espírito de Deus fosse mero competidor religioso.
Esses, que hoje apedrejam sem dó nem piedade com sua ironia, desdém e coerção, são tão pretensiosos e cegos que certamente apedrejariam a adúltera, quando Jesus falasse: “Atire a primeira pedra quem não tem pecados”.
Enfim, esse tipo de crente, é muito fácil de ser reconhecido. Na verdade nem crente de verdade é. Não passa de fantoche do diabo em vestes aparentemente cristãs.
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O texto não é meu, mas assino embaixo,
 Regina Farias.




“Os olhos do SENHOR estão em todo lugar 
contemplando os bons e os maus”.
(Pv 15.3)

sábado, 10 de setembro de 2011

INSUPORTÁVEL



É insuportável ver o povo sendo levado para debaixo do jugo da Lei quando se ressuscitam as maldições todas do Velho Testamento, e que morreram na Cruz, quando Jesus se fez maldição em nosso lugar. Insuportável!

É insuportável ver que para a maioria dos cristãos a Lei não morreu em Cristo, conforme a Palavra, visto que a mantêm vigente como “mandamento de vida”, mas que apenas existe para gerar culpa e morte, também conforme a Escritura. Insuportável!

É insuportável ver e ouvir líderes religiosos tratando a Graça de Deus como se fosse uma parte da Revelação, como mais uma doutrina, sem discernir que não há nada, muito menos qualquer Revelação, se não houver GRAÇA e apenas GRAÇA, sempre, antes, durante, depois, transcendentemente e imanentemente. Misericórdia!

É insuportável ver a Bíblia sendo ensinada por cegos que guiam outros cegos, visto que nem mesmo passaram da Bíblia como livro santo, desconhecendo a Revelação da Palavra da Graça do Evangelho de Deus. Insuportável tristeza!

É insuportável ver que os cristãos “acreditam em Deus”, sem saber que nada fazem mais que os demônios quando assim professam, posto que não estamos nesta vida para reconhecer que Deus existe, mas para amá-Lo e conhecê-Lo. Insuportável desperdício!

É insuportável enxergar que a mensagem do Evangelho foi transformada em guia religioso, no manual da verdade dos cristãos, mais uma doutrina da Terra. Insuportável humilhação!

É insuportável ver os que pensam que possuem a doutrina certa jamais terem a coragem de tentar vivê-la como mergulho existencial de plena confiança, mas tão somente como guia de bons costumes e de elevados padrões morais. Insuportável religiosidade!
  
É insuportável ver que há muitos que sabem, mas que nada dizem; veem, mas nada demonstram; discernem, mas em nada confrontam; conhecem, mas tratam como se nada tivesse consequências. Insuportável.

É insuportável ouvir líderes religiosos dizendo que o que você diz é verdade, mas que eles não têm coragem de botar a cara para apanhar, mesmo que seja pela verdade e pela justiça do evangelho do reino de Deus. Insuportável dissimulação!
  
É insuportável ver o diabo ser glorificado pela frequência com a qual se menciona o seu nome nos cultos, sendo que Paulo dele falou menos de uma dúzia de vezes em todas as suas cartas, e as alusões que Jesus fez a ele foram mínimas. No entanto, entre nós o diabo está entronizado como o inimigo de Cristo e o Senhor das Culpas e Medos. E, assim, pela frequência com a qual ele é mencionado, ele é crido; e seu poder cresce na alma dos humanos, a maioria dos quais sabe apenas do Medo da Lei, e nada acerca da Total Libertação que temos da Lei e do diabo na Graça de Jesus, que o despojou na Cruz. Insuportável culto!

É insuportável ver seres humanos sendo jogados fora do lugar de culto por causa de comida, bebida, cigarro, roupa, sexualidade ou catástrofes de existência. Isto enquanto se alimenta o povo com maldade, inveja, mentira, politicagem, facções e maldições. Insuportável é coar o mosquito e engolir o camelo!


Adaptado DAQUI

(Relido hoje no Cristão Confuso por um 'acaso' que é de Deus, pois há dias que meu estômago revira com o que tenho lido/visto por aí... INSUPORTÁVEL!)


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uma coisa leva a outra...




bondade do Eterno me persegue, me encontra e me lembra que estou perdoado.

Perdoado, arrependo-me, expandindo minha consciência sobre mim mesmo e sobre Aquele que me encontrou.

Arrependido, confesso meus pecados.

Confessando, livro-me do pecado e da culpa que gerava pesos desnecessários na alma.

Leve, me conscientizo da Graça que me encontrou.

Consciente da Graça, me responsabilizo e me disponho a servir.

Servindo ao próximo, respondo a este tão grande amor que me encontrou.

Sim, "UMA COISA LEVA A OUTRA" todos os dias, o dia todo, até o fim.

Copiei DAQUI <---