"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

CREPÚSCULO




Hoje cedinho eu liguei a TV antes de me levantar e, por acaso, parei na reprise da Oprah quando a mesma dizia "não saia daí" pois logo ela iria entrevistar a criadora do Crepúsculo que virou febre entre adolescentes e pré-adolescentes.

Não deu outra, fiquei ali plantada enquanto rolavam os comerciais, pois eu confesso que fiquei curiosa em ouvir da própria re-inventora acerca da história dela sobre o amor entre um vampiro e uma pobre mortal.

Stephenie Meyer, o nome da moça.

Uma simples dona de casa, mãe de três filhos - formada em Literatura e que confessa nunca ter escrito nem diário na adolescência e muito menos visto filme de terror - torna-se famosa de forma absolutamente casual, quando um belo dia (digo, noite) tem um sonho, digamos, diferente.

E é justamente aquela cena em que a menina encontra o galã-vampiro na floresta e que serve de chamada nos trailers. E que a gente assiste mesmo não querendo.

O que me chama à atenção é o frenesi dela quando acorda e corre para colocar no papel tudo que sonhou, com riqueza de detalhes. Segundo ela, aquilo seria o início de algo que jamais imaginaria e que depois veio a ser fenômeno editorial e de bilheteria.

E foi só ela escrever o sonho e logo vir inspiração como em uma enxurrada para a formação de uma história.

Aliás, uma saga.

Segundo ela mesma contou na entrevista, o sonho seria o meio e então ela começou a escrever sem parar o começo e o desfecho, a partir daquela descrição literária que ela fez do próprio sonho em seus mínimos detalhes.

E deu no que deu.

Ainda segundo ela, com muita insistência da irmã, ousou colocar no mercado em forma de livro, porém nove agentes rejeitaram o trabalho. E ela quase desistindo. Foi quando o décimo disse: gostaria de ler novamente.

Depois, com o incentivo da mãe veio o filme...

E deu no que deu rss.

Aí eu me pergunto: como uma dona de casa reinventa com tanta propriedade tema tão recorrente?

Pois a princípio trata-se do velho conto de fadas às avessas no qual a pobre menininha mortal, frágil e indefesa, dá de cara com seu lindo e eterno protetor com aquele inexpressivo olhar de peixe morto e a cara de pancake factor number one.

Ora, não precisa ser especialista em comportamento humano pra sacar como é que uma simples dona de casa, lá pela casa dos trinta, tem um sonho desse naipe.

Inclusive - diga-se de passagem - uma jovem bonita, descolada, simpática, alegre... (Claro, né? Hoje! He He he pois ela contou sim, dos conflitos quando o intrigado marido queria o único computador da casa que ela monopolizou alegando usar apenas para uma brincadeirinha de passar o tempo).

Bem, até aí nada contra nem a favor. Muito pelo contrário.

Só acho que - xiii lá vem o meu achismo :P - sempre que se explora publicamente esse tal devaneio adolescente reprimido, inevitavelmente rende louros, fama, cifras... em cima de adolescentes, pré-adolescentes quase crianças que poderiam estar lendo ou assistindo outros temas literários mais proveitosos e ainda conforme a faixa etária.

É somente isso que me entristece.

Pois pode até parecer uma coisa boba, uma fase inofensiva, quase pueril, mas que só tem mesmo o enorme poder de idiotizar, como diria meu filho Léo.

Enfim, a Lua Nova vem aí...

Lá nos esteites já está no topo dos mais vistos.

E eu sigo fazendo o tipo não li, não vi, não gostei :P





sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Velhas divergências...

Baseada em coisas pequenas - e inevitáveis - do cotidiano que nos chateiam, hoje eu retomo a  questão acerca das emoções negativas - que tanto podem nos levar a situações desagradáveis de maiores dimensões como também podem servir como ferramenta para o nosso crescimento em todas as esferas.

E eu nem me refiro a grandes mágoas...


São aqueles pequenos conflitos que insistem em nos tirar do salto e que de tão corriqueiros muitas vezes não percebemos o quanto são benéficos na medida em que nos chacoalham proporcionando constante revisão e consequentemente amadurecimento como processo sem fim.

Podemos ter raiva ou estar em dia mais vulnerável e nos sentirmos ofendidos com algum comentário frio e insensível, por exemplo, e transformar tal evento em algo positivo – ou não – em nossas vidas.


Vamos combinar que lidar com emoções negativas no nosso cotidiano, não é uma tarefa assim tão fácil, principalmente porque mexe com nosso ego mesmo quando é algo menos complexo e que tenha a ver apenas com aquele momento de sensibilidade extremamente aguçada e melindrosa.


De fato, não é nada agradável lidar com RE-sentimento, mas não tem outro jeito, a psicologia nos ensina que, do mais conflitante ao mais simples, só tratando na sua origem é que podemos impedir um mal maior.


Armadilha mesmo é remoer ou simplesmente deixar pra lá por criar sempre uma lacuna.


E como essa ira pode se manifestar a qualquer momento em nossas vidas devemos estar atentos à forma como ela se manifesta em nós para ser cuidada e sanada.


E sem que alguém saia ferido! Afinal, já se está buscando sanar uma ferida.


A cilada é sempre o tal REMOER pois uma vez que se instala a emoção negativa e não a canalizamos através de atitudes positivas, a tendência é crescer certa animosidade entre pessoas...


E não se resolve o problema.


Daí o alerta do bom senso para a ira “mal curada” que fatalmente dá espaço a essa animosidade - entre outras emoções negativas - podendo se instalar inclusive a amargura que vem a ser um “prato cheio” para outras tentações; observando que o toque não é para engolir a raiva, e sim, canalizá-la de maneira produtiva!


Afinal essa história de engolir por questões culturais do tipo deixa pra lá, é que provoca doenças psicossomáticas as mais diversas.


Vendo sob esse prisma passamos a entender melhor que esses acontecimentos chatinhos não são de todo, ruins.


Aliás, as emoções, em si mesmas, não são boas ou ruins, porém a forma como lidamos com elas aponta para o termômetro de nossa saúde espiritual.


Enfim...


Ao abrir os olhos para o Evangelho, enxergamos nele toda uma riqueza de aconselhamentos para uma vida de qualidade, a começar pela nossa saúde emocional e psicológica, para que os relacionamentos funcionem de maneira saudável.


Interessante essa seqüência: primeiro cuidar da nossa saúde mental e psicológica, para que haja uma vida saudável em todos os sentidos.


E é maravilhoso perceber como um simples versículo encerra ensinamentos incríveis que nos desafiam a cada momento a agirmos de maneira adequada, nos induzindo a rever conceitos e valores, não conforme normas denominacionais que frustram e impedem de agir livremente, MAS de maneira que o foco seja sempre a lucidez, o bom senso e a constante reconciliação.





“...nem haja alguma raiz de amargura, que, brotando,


vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”

Hb 12.15





quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Débora- uma liderança incomum




Débora - hebr. abelha - era uma dona de casa quando foi escolhida para servir à sua nação.






Não sendo de linhagem aristocrática, ela é identificada simplesmente como a “mulher de Lapidote”, sendo contudo, a única mulher das Escrituras elevada a um alto cargo político por seu próprio povo.


Embora suas responsabilidades domésticas tenham sido colocadas em segundo plano durante seu serviço ao país, ela descreveu a si mesma como sendo mãe de Israel antes de tornar-se juíza, não havendo relevância bíblica sobre tal referência estar ligada à maternidade para com seus próprios filhos ou se uma expressão de maternidade espiritual para com todos os filhos e filhas de Israel.


Em uma nação sedenta de espiritualidade, caracterizada pela rejeição de Deus e pela determinação do povo em cada um agir a seu próprio modo, Débora foi, antes de tudo, uma conselheira, ao exercer sua liderança à sombra de uma palmeira próxima à sua casa, discutindo e sugerindo soluções para pessoas com problemas.


O sistema judicial civil era inepto; o exército era fraco demais para defender as fronteiras do país; o sacerdócio daquilo que havia sido uma teocracia era impotente e ineficaz.


Já não era possível ter uma vida normal e, assim, Débora tornou-se juíza e, por fim, uma libertadora de seu povo em tempo de guerra.


Nessa região, o desprezível rei Jabim perseguia os israelitas.


Débora convocou Baraque, da tribo de Naftali, na fronteira do Norte, e ordenou que ele recrutasse um exército de dez mil homens de sua própria tribo vizinha de Zebulom.


Baraque hesitou, insistindo que Débora o acompanhasse no cumprimento dessa tarefa. Ela não apenas ficou com ele durante o processo de criar um exército, mas também sugeriu a estratégia para a batalha.


No passado, Deus havia falado por meio de seus líderes Moisés e Josué, e naquele momento ele estava falando por meio de Débora.


Como profetisa e líder militar, ela liderou com autoridade, delegando tarefas; e agindo com o coração de uma serva, executou os planos de Deus em meio a exércitos praticamente invencíveis e, em reconstituição de menor escala à da travessia do mar Vermelho, as carruagens inimigas com seus cavalos atolaram na lama devido a violenta tempestade enviada por Javé.


A destruição do poder cananeu foi imortalizada por Débora e Baraque num exemplo do que havia de mais refinado na poesia hebraica – um cântico de louvor a Deus (Juízes 5) no qual são descritos os acontecimentos que deram a vitória a um povo que estava sofrendo enormes atrocidades.


Antes de Débora exercer sua liderança incomum e de demonstrar sua capacidade de tomar decisões para salvar a nação das dificuldades, ela foi uma dona de casa – esposa e mãe em Israel. Porém sua compaixão foi despertada por toda aquela opressão e ela então, tomando a iniciativa, colocou-se à disposição, tornando-se vitoriosa ao confiar em Deus, inspirando outros ao seu redor a terem a mesma confiança.



Adaptado-RF

(“A Bíblia da Mulher” – pags 321,322,323,324. - 2003 - Mundo Cristão e SBB)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

EU SOU a Videira Verdadeira



Esta é a sétima e última declaração de "Eu Sou" feita por Cristo conforme o registro do Evangelho de João.

Ao usar essa metáfora, Jesus recorreu a uma imagem que todos os judeus conheciam bem.


O cultivo dos vinhedos era uma atividade importante para a vida e a economia de Israel.

O templo de Herodes era decorado com uma videira de ouro.


A videira

Há três tipos de videira nas Escrituras.

A videira do passado refere-se a Israel como nação (Sl 80.8; Is 5.1-7; Jr 2.21).

A videira do futuro, "a videira da terra", que aparece em Ap. 14.14-20, refere-se ao sistema do mundo gentio, amadurecendo para o julgamento de Deus. Os cristãos são ramos da "videira do céu", mas os incrédulos são ramos da "videira da terra".

A videira do presente é nosso Senhor Jesus Cristo, e inclui, obviamente, seus ramos. Ele é a "Videira Verdadeira", ou seja, a original, da qual todas as outras videiras são cópias.

As vinhas que encontramos na Terra Santa são grandes e fortes, e é praticamente impossível quebrar um dos ramos sem danificar a própria vinha.

Nossa união com Cristo é uma união viva, por isso podemos dar frutos; é uma união afetuosa, por isso podemos desfrutar nosso relacionamento com Ele.


Os ramos

Sozinho, um ramo é frágil e imprestável, servindo apenas para ser queimado (ver Ez 15).

O ramo não é capaz de gerar a própria vida, antes, deve retirá-la da videira.

É nossa comunhão com Cristo, por meio do Espírito, que nos permite dar frutos.

A palavra chave é permanecer, usada 11 vezes em Jo 15.1-11.

Permanecer, significa manter a comunhão com Cristo de modo que Ele trabalhe em nossa vida e por meio dela, a fim de produzir frutos.

Como saber se permanecemos em Cristo?

Em 1º lugar, quando permanecemos em Cristo, produzimos frutos (Jo 15.2).

Em 2º lugar, sentimos o Pai nos "podando" para que possamos dar mais frutos (Jo 15.2).


O agricultor 

A responsabilidade do viticultor é cuidar das videiras, e de acordo com Jesus, esse é o trabalho do Pai.

É Ele quem limpa ou poda os ramos para que possam produzir mais frutos.

Observe a progressão: nenhum fruto (Jo 15.2), fruto, mais fruto, muito fruto (Jo 15.5-8).

O viticultor poda os ramos de duas maneiras: corta a madeira morta que pode servir de proliferação de doenças, insetos e remove as partes ainda vivas, para que a vitalidade da planta não se dissipe, comprometendo a qualidade dos frutos.

Na verdade, o viticulor remove os cachos inteiros de uvas para que o resto da colheita seja de qualidade superior.

Deus quer quantidade e qualidade.

O processo da poda é a parte mais importante do cultivo, e os que cuidam disso devem ser devidamente treinados, pois se não forem habilidosos, podem destruir uma colheita inteira.

Em alguns vinhedos, os podadores passam por treinamentos que duram de dois a três anos, durante os quais aprendem exatamente onde cortar, quando cortar e até o ângulo exato dos cortes.

Como ramos, temos o privilégio de compartilhar a vida de Jesus e a responsabilidade de permanecer nele. Como amigos, temos o privilégio de conhecer sua vontade e a responsabilidade de obedecer.





Texto na íntegra em  A Supremacia das Escrituras








terça-feira, 24 de novembro de 2009

A Graça ou a Lei



A religião sempre gerou confusão no mundo.

Em nome da religião muitos foram mortos e muitos continuam matando até hoje. Se não é com armas é com palavras ou com a língua.

Em nome da religião, Judeus não se comunicavam com Samaritanos, Fariseus não se misturavam com outros povos.

Por causa dos religiosos, Jesus foi levado ao conselho de anciães, aos escribas e fariseus e, perante as autoridades, foi julgado e morto.

A lei de Moisés foi boa, porém, as outras regras e leis cerimoniais criadas pelos religiosos foram impotentes para a salvação.

A lei foi feita não com o intuito de que o homem fosse condenado por desobedecê-la, mas sim no sentido de ter uma vida feliz se a observasse.

A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma.

Por meio da lei só nos restava condenação, pois ninguém era capaz de guardar toda a lei.

A restauração e salvação de Israel veio por meio de Jesus Cristo que nos trouxe a Graça.

Pela Graça conseguimos guardar os mandamentos de Deus que, por sinal, não são pesados.

Quem desobedecia à lei merecia a morte, na Graça há misericórdia.

Muitos não entenderam a mensagem da Cruz e sequer compreenderam o que significa a Graça e criaram outras religiões ainda piores nos dias atuais.

O Senhor Jesus veio quebrar todos os paradigmas e tradições dos religiosos existentes na época, demonstrando que estava trazendo ao mundo não uma religião mas a Graça Libertadora.

O mundo até hoje continua no mesmo, podem observar.

Quando Jesus conversou com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó, estava demonstrando ao mundo que Ele não tem preconceito contra quem quer que seja.

Deus não faz acepção de pessoas: Dt 10.16 e 19; At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; Col. 3.25.

Tiago foi enfático a esse respeito dizendo: 'Se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos, pela lei como transgressores' (2.9)

Será que os religiosos de nossos tempos leram esses versículos bíblicos ou entenderam o que isso significa?

Os judeus odiavam os samaritanos e sequer comiam juntos; Jesus, sendo de decendência judia segundo a carne, foi pedir água justo a uma mulher samaritana.

Pelo que consta, assim que aquela mulher samaritana descobriu o Messias ela passou a ser uma missionária e foi dizer a todos que havia encontrado a Salvação.

A história bíblica relata que muitos samaritanos creram em Jesus e muitos judeus em sua maioria O rejeitaram.

Costuma-se dizer que estamos na Graça, que na graça é diferente, mas na prática não é nada disso e o que vemos é pura hipocrisia.

Muitos que aceitaram a Graça, novamente criaram uma nova religião em suas mentes colocando jugos pesados impossíveis de suportar.

Se estamos na graça, deveríamos ser diferentes, ou seja, deveríamos ser exemplo de amor, compreensão e respeito para os que estão de fora e que ainda não receberam a graça na Pessoa de Jesus Cristo como Salvador.

Cristo não morreu só por nós ou por um punhadinho de gente.

Cristo morreu por toda a humanidade e todos aqueles que se achegam a Cristo de modo nenhum voltarão vazios.

Graça significa favor imerecido.

Ninguém merecia o favor do Senhor, não havia um justo sequer, todos pecaram e destituídos estavam da Glória de Deus (Rm 3.23).

Fomos justificados pela fé em Cristo, não por nossos méritos ou por nossas boas ações e ninguém entende isso.

Pessoas que dizem estar na graça, não respeitam o seu semelhante.

Com o intuito de ostentarem uma fé quase fanática, massacram os outros, acabam sendo arrogantes, presunçosos, orgulhosos, únicos, separados como se isso os levasse à santificação.

Será que nós, que dizemos que temos a graça, aceitaríamos o fato de Davi (ungido de Deus) haver cometido pecado a continuar escrevendo lindos salmos?

Muitos não aceitam perdoar os erros de seus irmãos e se achando santos julgam os outros.

A Palavra de Deus nos orienta a não julgarmos para não sermos julgados.

"Há um só legislador e um juiz que pode salvar e destruir.

Tu, porém, quem és que julgas a outrem?" ( Tg 4.12)

A Graça liberta, a religião aprisiona.

A Graça salva, a religião mata.

A Graça Une, a religião separa.

A Graça gera amor, a religião incentiva ao ódio.

Na Graça o fundamento é o amor de Jesus, na religião o fundamento é a lei.

Na lei há maldição para quem não consegue cumpri-la, na Graça há redenção para quem reconhece o seu pecado e se entrega a Cristo.

Na Graça o objetivo é a salvação, na religião o objetivo é a condenação.

Você está na Graça ou em uma religião?

Extraído de juristaccb
(grifos meus-RF)

O AMOR que neutraliza o medo


Vou confessar...
Eu era uma pessoa muito medrosa.


Quem me conhece na intimidade vai dizer que eu estou blefando, fazendo tipo ou coisa do gênero.


Sim, porque eu sempre fui uma pessoa decidida, antenada, atuante.


Uma mulher bem-resolvida, como se dizia no final dos anos oitenta.

Meu marido viajava com frequência e por força do trabalho passava mais de um mês longe de casa, então eu assumia as rédeas de tudo com muita propriedade e não preciso de nenhuma falsa modéstia para falar dos fatos como eles são. As pessoas se admiravam porque eu tinha total autonomia e liberdade para tomar decisões até mesmo em assuntos ligados ao trabalho dele.

E não é auto-promoção. É só para o leitor se situar rs.

Enfim...

Uma fortaleza por fora e um prato de papa por dentro.

Decidida e emotiva, eu tinha um medo que não tem como explicar. Sei lá, um medo existencial, um mix de insegurança e ansiedade aliado a um vazio inquietante, que vivia em intermitente confronto com o meu lado contestador, realizador, ativo, ativista e ativador.

O paradoxo está no repúdio que eu sempre tive a superstições e crendices, coisa que herdei de maneira forte do meu pai - portanto meu medo não era exatamente nessa esfera. Era uma espécie de alerta, como se o meu cérebro estivesse constantemente com a luz vermelha acesa, deixando-me estressada e infeliz sem nenhum motivo aparente para estar infeliz, muito pelo contrário. Então eu prontamente dissimulava sufocando aquela sensação injusta e inapropriada que não condizia com a minha vida real.

De imaginação extremamente fértil, fazia altas viagens assustadas e assustadoras enquanto a adrenalina liberada a todo vapor me colocava em alerta como se em constante estado inicial de fuga ao primeiro sinal de perigo.

Embora sendo fascinada pelo comportamento humano, mas sem querer me aprofundar em meu próprio perfil psicológico, eu sempre soube que esse medo maluco tinha tudo a ver com a educação repressora que recebi e, resumindo, devo dizer que tal medo associado à ansiedade existencial findou por me aprisionar na tal Síndrome do Pânico que me maltratou durante anos. (Já falei sobre isso em outras postagens aqui e recentemente em “O Pão da Vida”)

Foi então que conheci o Amor do Pai, passando a entender o que significa confiar e esperar em Deus como revelação em meu coração.
Esperar e confiar sem angústia, sem ânsia, sem aquele medo sinistro.

E o mais maravilhoso é que além de nos vermos libertos de todas essas mazelas, aprendemos que esperar e confiar não nos dá idéia de algo estático, apático, parado, conformista, e sim de ação, de movimento, de atitude!

Há uma incrível dinâmica, pois quando se crê agindo, ainda que não esteja/seja satisfeita a minha vontade primária, vão surgindo naturalmente os mecanismos necessários durante aquela espera confiante e que promovem toda uma sequência harmoniosa como ilustra o profeta com a máxima perfeição:

“Os que esperam no SENHOR renovam as suas forças,
sobem com asas como águias, correm e não se cansam,
caminham e não se fatigam.”
(Is 40.31)

Existe ilustração com mais AÇÃO do que essa?

É nessa confiança e nessa espera que trocamos nossas fraquezas - desânimo - pela força que vem do Pai.

Essa confiança se apóia no fato de que a força humana é insuficiente para enfrentar os desafios da vida e que só NELE encontramos a fortaleza.

É dessa dependência – e do reconhecimento absoluto dela – que Deus se agrada.

É nisso que reside o temor de Deus, o qual muitos de nós confundimos com medo.

E foi exatamente assim que aconteceu comigo, pois antes de conhecer a verdade que liberta, tinha com Deus uma espécie de ligação neurotizada, na qual ao mesmo tempo em que O queria, fugia de um deus-bicho-papão numa versão para “adultos”.

Mas de onde vem esse medo?

Não tenho a menor dúvida que inicialmente devido a um equivocado sistema paternal repressor, ele surge ao longo da vida em outras nuances sutis e gradativas - e com muita força - associado a um conjunto de regras externas que nos cobram certas posturas e principalmente através da rigidez religiosa que se infiltra sutilmente no nosso ser.

“Ora, o medo produz tormento;
logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.”
(1Jo 4.18 b)

Minha relação com Deus era assim: atormentada, inquieta, neurótica.

Antes Ele era o MEU SENHOR que podia ser meu carrasco e pesar a mão a qualquer instante.

Hoje Ele é simplesmente o Autor da minha vida... O Senhor que é PAI.

Que consola, que põe no colo, que aconselha, que disciplina, que orienta, enfim, que exerce todas as funções de um Pai Perfeito.

E mesmo que não seja mais necessário esse pôr no colo daquelas primeiras horas infantis de mais fragilidade emocional, de melindres, de manha rss... Mesmo assim Ele se faz presente sempre! Na sua vida, na sua consciência, no seu coração, no seu SER.

Mas como saber? Você simplesmente sabe.

Sabe que foi edificado na Rocha.

Eu confundia TEMOR com MEDO, quando na verdade esse temor está relacionado à reverência e ao respeito por um Pai que é Soberano, enquanto que o medo indica falta de confiança e, consequentemente, falta de intimidade com um Pai amoroso que só quer um relacionamento de intimidade com o filho, transformando o seu coração para que ele vá bem na vida.

Deus quer substituir no nosso coração, o medo e a opressão pelo seu AMOR, dando-nos uma nova vida.

Eis a Sua proposta irrecusável: um coração pulsante, um coração de carne!

Em troca daquele empedrado pelas vicissitudes da vida...


“No amor não existe medo. Antes, o perfeito amor lança fora o medo”.
(1Jo 4.18 a)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

SER IGREJA - IGREJA SER






“O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés;

que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?”

(Atos 7.49)

No livro de Atos, Lucas relembra a passagem em Isaías, na qual o Senhor alerta para a atitude interior apropriada, onde sacrifícios e cumprimento de rituais não têm valor.

Há um alerta também por meio de Jeremias acerca dessa falsa segurança:

Templo do Senhor, Templo do Senhor, Templo do Senhor!

O profeta chamou a atenção de um povo que colocava sua confiança no espaço físico onde se reuniam em adoração, enquanto lá fora sua conduta com o próximo não agradava a Deus. Para estes, havia lá dentro uma espécie de certificado de garantia em resposta aos seus rituais, suas obrigações, seus cerimonialismos, enquanto o profeta insistia que nada daquilo tinha valor sem o arrependimento e a justiça. (capítulo 7)

"Não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas" (Atos 7:48)

E o que é ser Igreja, finalmente?

Ainda hoje em dia tem muita gente sincera, mas totalmente equivocada em relação à igreja, enquanto instituição e espaço físico que dê garantia de salvação.

Há um grande engano envolvendo tudo isso nos dias atuais, principalmente depois dessa febre ativista, onde igrejismos prendem a pessoa cada vez mais a seus espaços físicos e que ironicamente findam por afastar as pessoas, isolando-as, sugerindo uma separação supostamente privilegiada no âmbito espiritual.

Às vezes passamos tanto tempo de nossas vidas em lugares considerados santos, que esquecemos o mais óbvio que Deus requer de nós, que é viver a vida entre outras pessoas. Vida mesmo, no sentido de conviver, co-existir, de estar junto, de compartilhar, de curtir, de dividir bronca e alegria, porque vida cristã é isso: estar com o próximo na vida prática, cotidiana.

Ora, as reuniões semanais no templo são para celebrar em grupo aquilo que fazemos diariamente, seja no trabalho, em casa ou no lazer. Muitos dos que estão adorando a Deus no templo não creem que Deus possa estar em outros espaços, sem revelações, sem visões, sem gritaria, sem anjo descendo, sem línguas estranhas, sem fogo, sem oba-oba, agindo no silêncio, curando, colocando no braço, fazendo maravilhas, independente do credo. Aliás, até acreditam - em parte - entretanto em sua arrogância e/ou meninice espiritual, dizem em seguida: é porque Ele é misericordioso, mas salvação pra aquele lá não tem mesmo! 

Certo dia ouvi de uma pessoa de dentro da "igreja" sem entender um texto cujo título era "Espiritualidade nos Negócios" e aí ela riu e perguntou incrédula: o que é que tem a ver Deus com negócios?

Essa mesma pessoa estranhou quando alguém citou o clássico jargão "Deus é fiel". Com a mesma surpresa no rosto, ela pergunta: como assim, Deus é fiel?!

Ora, fidelidade é um atributo de Deus e a pessoa que vive a vida inteira caminhando para a igreja não sabe algo tão singular?

É aquela velha história: vive na Casa de Deus, mas não conhece o Deus da Casa.

O certo é que adoramos a Deus em espírito e em verdade MESMO é no cotidiano - no respirar, no ser e não no estar- é nas coisas essenciais como bater um papo com um vizinho, sair para um barzinho com um colega de trabalho, dar uma caminhada no fim de tarde com um amigo, que findam por tornarem-se programas sem grande importância e sendo colocados em segundo plano por aqueles que acreditam que só merecem o amor de Deus se estiverem na igreja todos os dias ou então realizando algum trabalho ligado à “igreja”.

O estranho é que se formos de fato sinceros, podemos observar que se a desculpa é porque na igreja encontramos “comunhão” e se a nossa proposta for realmente a de prestar um culto racional - como sugere Paulo - há uma flagrante constatação de que nem sempre lá existe comunhão e sim uma comoção coletiva que está mais para sugestionável do que para aplicável na vida prática.

Fé coletiva não é fé genuína. É mera comoção. É sentimento.

E Jesus não nos conclama a sentir, mas a SER.

Enquanto Jesus simplifica sem ensinar qualquer técnica de ascensão espiritual, o homem acrescenta cansativos ritos numa busca por rituais complicados em jornadas e mais jornadas de sacrifícios.

Ora, ser igreja não é fazer certas coisas ou deixar de fazer certas coisas, mas fazer tudo de certa maneira.

Com o fim de alcançar a Graça de Deus, o homem quer controlar, determinando um pacote de exterioridades de modo que os requisitos que muitos impõem equivocadamente a si mesmos são tantos e tão inúteis que vai sendo formada gradualmente uma espécie de muro invisível mas cheio de falsas convicções entre eles e aqueles que Jesus propõe uma comunhão informal e verdadeira.

E então se estabelece uma inversão de coisas outrora provenientes de Deus que distorce seu mandamento que é o “partir do pão”.

Esse partir do pão que Ele propõe e que é na vida prática, no dia-a-dia, no casual.

E não no programado, no horário definido, na pessoa escolhida, no culto do domingo.

Ser igreja é ser sal fora do saleiro.

É AGIR fora do templo, da instituição, das tradições que invalidam a Palavra de Deus.

É ser luz aqui do lado de fora.

É agitar, transformar, remexer, se misturar.

O orai sem cessar de Paulo ao povo de Tessalônica nos diz dessa consciência na presença de Deus e que não está vinculado a espaço físico. É o ato de nos rendermos a Ele o tempo todo.

Isso é adorar e são esses os adoradores que a Deus importa.

Já ouvi gente impregnada de rigor ascético dizer que não se mistura, porque tem lá na bíblia dizendo que não é pra ficar junto de certas pessoas. Gente que não consegue entender que Jesus diz para não fazer parte desses grupos no sentido de não compartilhar das mesmas ideías, mesmas perversões da alma. Então se o raciocínio fosse assim, ele não nos mandaria ir visitar os presos, sabe-se lá por que razão estão encarcerados. Ora, o mala na Cruz simplesmente ganhou um presentaço  "em dois tempos", só porque reconheceu a autoridade e soberania de Jesus ali do seu lado, recusando-se a compactuar com o escarnecedor que estava do outro lado e na mesma condição "legal" que ele.

Outro dia quando um blogueiro defendia suas teses até sensatas, porém recheadas de linguagem de bom moço, argumentando que não era como outro lá que tinha um linguajar ácido, imediatamente me lembrei de Jesus – o único modelo que devemos seguir – sendo ÁCIDO em suas palavras durante seu ministério em dois momentos específicos: contra as instituições religiosas e contra a hipocrisia.

E não porque ele fosse contra instituições em si, mas porque delas o homem faz seu esteio e ali fincam suas próprias bandeiras, reinventando doutrinas “que são preceitos de homens”, discriminando, seccionando, distanciando, assumindo máscaras de santidade gerando hipocrisia e assim esfriando o amor pelo próximo, entrando em choque com as Escrituras. (Marcos 7: 1.23)

É onde a tradição aprisiona e mata: quando se torna inconsistente com a Palavra distorcendo o Evangelho.

Esta foi uma das vezes em que Jesus falou com acidez e, como depois seus próprios discípulos confessaram não entender a parábola, a eles, Jesus falou com clareza:

“O que sai do homem, isso é o que contamina.
Porque de dentro, do coração dos homens,
é que procedem os maus desígnios,
a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza,
as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.
Ora, todos esses males vêm de dentro e contaminam o homem”.
(Marcos 7:20.23)







Seria tudo uma questão cultural...?!


Quem vem de uma cultura reprimida onde o pano de fundo político/social/familiar é altamente repressor, e onde é proibido até de pensar - que dirá de expor alguma idéia pessoal sem algum dano psicológico - passa a acreditar nessa coisa inversa acerca do debate como discórdia e mais ainda quando está implícito o confuso e neurótico peso religioso.

 
É por essas e outras que quem carrega o rótulo de contestadora que ousa romper com esses grilhões, colocando com clareza os pingos nos "is" acerca do que um mínimo de bom senso não aceita, finda por tornar-se alguém veladamente marginalizado. (Ler neste blog o texto "Retorno à Sensatez")

E isso, quando não é chamado abertamente de herege por algum mais fanático.

Parafraseando Paulo - o apóstolo - o que é reprovável é o tal bate-boca vão justamente porque em nada se aproveita, PORÉM debater, discordar, contestar nada tem a ver com confusão.

Confusão mesmo é não fazer nada disso.

Posto que fica uma confusão só na mente da pessoa.

E essa é mesmo a meta daquele que manipula as idéias e as palavras, principalmente quando emprega uma tática coerciva, deixando a pessoa confusa, minando-lhe as forças; e esta, enfraquecida em meio a toda essa CONFUSÃO instalada em seu peito, torna-se insegura e medrosa, passando a confiar desconfiando naquele pacote que a incha no peito, na  vista e no ser, igualzinho aos idólatras de crenças estranhas.

E aí...

Quem se preocupa primeiro com a reputação, e consequentemente com a própria imagem, finda por subir em cima do muro e lá, vestido nas máscaras que lhe são impostas, nem se atreve a se pronunciar para não se queimar nem gerar suspeita acerca de sua proposta humilde e piedosa e daí ninguém pensar mal a seu respeito.

Essa coisa de dizer “ah, eu quero é paz” enquanto o coração está cheio de ressentimento e a resistência do ego diz não perdoa, não perdoa, é uma tremenda FARSA que vemos com muita freqüência em nosso meio.

Ora, paz onde não existe reciclagem desse lixo, não é paz.

É hipocrisia, falsidade... e fede pra caramba!

Basta ver nos círculos onde as pessoas tentam esconder seus rancores pra sentir o cheiro exalando pelo ar, uma nuvenzinha escura pairando por sobre os que dizem que estão em paz, rindo pra você, trocando banalidades, contando piadas até engraçadas e até lhe abraçando e lhe beijando.

Pessoas que falam do mesmo Jesus, confessam o mesmo credo e se esbarram nas cerimônias religiosas, nos encontros informais, nas celebrações em família e que vivem em eterno controle e só não se mordem em vez de se beijarem porque precisam manter a linha.

Esse arremedo de paz é a contenda mais repulsiva que eu conheço.

Enfim...

Colocar as tais máscaras e sair por aí "argumentando" silenciosamente com exterioridades é muito fácil.

Difícil é viver, provar, crer, AMAR, SER.

Não é fácil sair do si-mesmo e entregar meu coração ferido e amargurado a Quem já resolveu tudo por mim.

É simples demais pra ser verdadeiro, reagiriam os egos inchados dos presunçosos céticos religiosos.

Então Deus nos adverte acerca dessa falsa segurança colocada em lugares religiosos em detrimento da verdadeira segurança instalada pela Graça que SARA todas as feridas da alma e que nos faz viver verdadeiramente na paz que excede todo o entendimento.

“Curam superficialmente
a ferida do meu povo, dizendo:
Paz, paz; quando não há paz”.



(Meditando em Jeremias cap 7,8 e 9)

domingo, 22 de novembro de 2009

Retorno à sensatez


Paulo aconselha que se evite contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes, alertando contra o falatório inútil e maldoso que se crie seja pela inveja, seja pela calúnia, seja pela falsidade, seja pelo aproveitamento da situação, por causa do grande mal psicológico que causa à alma, atingindo seu ápice com a discussão acerca da ressurreição de Jesus (II Tm 2: 14-18).

Afinal, nada faz mais mal à alma do que brincar de exumar a esperança da ressurreição.


É aí que mora a essencialidade!


É a partir desse fundamento existencial que as importâncias se decidem.


É nessa linha que a Grande Casa está dividida, com vasos para honra e outros para desonra.


É aqui que reside a ÉTICA ESSENCIAL, pois quem assim crê se aparta da injustiça.


Mantermo-nos firmes no fundamento existencial da ressurreição é o que nos torna utensílio para honra.


É esse o fundamento existencial que também nos livra da escravidão das paixões paralisantes.


Ao contrário, ele nos remete para o prazer naquilo que é justo, que edifica a fé, o amor e a paz, gerando-se uma afinidade natural com todos os que andam no mesmo caminho.


É ele também o fundamento de nosso bom senso filosófico, pois é ASSIM que julgamos o que vale e o que não vale, assim evitando falatórios inúteis e que só engendram contendas.


Tratar tais coisas de modo a perceber seu poder corruptor é fundamental, pois os que as praticam e a elas se entregam, acabam por se corromper no coração, visto que vivem de disputas mentais que só acontecem se o coração parar de amar.


Em amor ninguém vive para o que é inútil para a alma.


O maravilhoso é que o que não vive a contender e que apenas instrui com brandura, na expectativa de que Deus lhes conceda não só arrependimento para conhecerem plenamente a verdade — esse, o que evita tais coisas, acaba por se tornar o obreiro aprovado, o vaso para honra!


Esse está firme no fundamento da esperança, anda em mansidão ativa e FINDA por conseguir levar os que o ouvem à SENSATEZ.

Adaptado

Jesus e os legalistas





Legalistas nos mandam carregar um kit externo de santidade.
Jesus nos diz que nenhuma performance é capaz de salvar.


Legalistas nos vestem com a falsa humildade da religião
Jesus desmascara a instituição religiosa que incita a hipocrisia.

Legalistas nos ensinam doutrinas que são preceitos de homens.
Jesus repudia dizendo: esse povo honra-me com os lábios mas seu coração está longe de mim.

Legalistas nos mandam fazer a vontade do Pai, ser obediente, ser servo, relacionando a isso uma interminável e cansativa lista de 'faça isso e não faça aquilo'.
Jesus nos diz com simplicidade desconcertante que conhecemos o Seu servo pelos seus frutos.

Legalistas dizem para carregarmos um pesado fardo de crenças.
Jesus nos diz para entregar tudo a Ele que tem um jugo leve e suave.

Legalistas dizem para sermos rigorosos com quem não segue sua cartilha à risca.
Jesus nos diz que atire a primeira pedra quem nunca vacilou.

Legalistas acreditam que só sendo inflexíveis seus seguidores cumprirão as leis.
Jesus diz que na Graça o homem é liberto de leis e faz o que é certo naturalmente.

O legalista aprisiona Jesus dentro dos muros de sua religião.
Jesus nasceu, viveu e morreu fora dos muros da religião.

O legalista passa ao largo da necessidade humana de tão preso que está à adoração ritualística.
Jesus diz que a fé do samaritano se concretiza no amor ao próximo.

O legalista nos aponta um pacote de normas como salvação.
Jesus diz que a fé que não se traduz em ações de amor e respeito ao próximo é morta!

O legalista nos diz que na religião (denominação) encontramos a Deus.
Jesus nos diz: ninguém vem ao Pai senão por mim

Legalistas reduzem as Boas Novas do Evangelho de Jesus Cristo a um rígido, enfadonho e massacrante código de leis.
Jesus diz claramente como serão conhecidos seus discípulos: se tiverdes AMOR uns com os outros.

Jesus derruba a rigidez, a inflexibilidade e a intolerância que sufoca o espaço destinado à fé em um Deus Pai, um Deus misericordioso, um Deus amoroso que não faz acepção de pessoas e que está sempre à espera do filho que se deslumbrou ou se desesperançou, ou que se equivocou, que enfim, se deteve no meio do Caminho... E que resistindo ao próprio ego, ESCOLHEU voltar atrás!

Adaptado

sábado, 21 de novembro de 2009

Qual é a sua tribo?

O cardápio de tribos cresce a cada dia.
Surgem novas a todo instante.

As propostas são das mais variadas: tem as que se apresentam como algo diferente; outras são o resgate do passado; tem as que misturam um pouco daqui com um pouco d’ali.

Enfim, tornou-se necessário, como uma identidade.

A fraqueza humana é ser aceito e para isso já se viu de tudo nesse mundo.

Confesso que já tentei me encaixar em algumas, mas logo abandono. Não só eu – isso é bom – mas alguns também que se sentem limitados, ou separados dos outros.

Ter uma tribo tem seu lado bom: gostos em comum, afinidades, entre outros.
O lado ruim foi o já descrito que diz respeito ao conceito de separação, criando naturalmente pré requisitos para uma aproximação, amizade ou parceria.

Essa idéia de tribo colou bem entre os cristãos evangelistas. Crentes tatuados, com alargadores, crentes emo, skatistas, surfistas de Cristo, atletas de Cristo, white metal, forró gospel, bregóspel, trio elétrico gospel, marcha para Jesus, street dance gospel, pagode gospel, tem uma tuia por aí.

No texto do livro de 1ª Coríntios, no capítulo 9, o apóstolo Paulo faz um desabafo a respeito do trabalho que ele desempenhava para que não necessitasse da renda da igreja.

Ele não condenou quem vivia do evangelho.

Citou exemplos de alguns profetas e apóstolos que dependiam do sustento da igreja.
Expôs o caso de como um soldado também depende do seu exército.
Ele apenas declarou que ele e Barnabé não o faziam e descreve os seus motivos.

E continua, dizendo que nos trabalhos que ele realizou para obter a sua renda já havia feito de tudo. Quando trabalhou para Judeus, não Judeus, os fracos na fé, ele se comportou do modo que era necessário usando o bom senso e o respeito.

Mas o famoso jargão de crente: “me fiz de tudo para com todos”, é encarado como argumento para se travestir de algo que não é, a fim de que seja aceito e usar tal preceito como ferramenta na intenção de converter pessoas específicas para as suas crenças e doutrinas.

Pra mim isso é o mesmo que mentir. Não me soa como original, legítimo. É apenas a má interpretação das palavras de Paulo.

Muitos entendem que devem se fazer de tudo para ganhar todos, falar gírias, se vestir de acordo com a moda “x”, “y” ou “z”, praticar tal esporte, ouvir tal música, ser algo que não é pelo evangelho, porque Paulo assim o fez.

Paulo não era nada disso! Ele era original, intrépido, ousado, firme em suas convicções, mas era extremamente respeitador e conhecia seus limites.

Esse tipo de “crente 25 de março” não cola mais. O que é original é reconhecido naturalmente. Mas crente gosta da idéia separatista, sua essência mostra exatamente isso. O princípio dos salvos e dos condenados (apenas por eles mesmos).

Encontra-se crente cantando rap, rock’n roll, maracatu, axé e outros, sem ter nenhuma relação de raiz, de gosto, de história, de realidade, mas apenas para que as suas palavras, ideias, crenças sejam anunciadas/pregadas.

Desencadeia-se uma série de eventos ridículos, sem o menor bom gosto e originalidade.
E o pior, com o discurso do tipo: seja como você é, mas do jeito que eu acho que deva ser.

Ser o que não é visando uma boa aceitação você estará “entrando numa fria”, tal como Ben Stiller no personagem de Greg Focker.

Seja você, viva naturalmente, descubra-se, permita-se, conheça o que é – ou pareça ser – diferente, não tenha medo do “que não é espelho”.

Não há maneira melhor de convencer alguém quando se é original, verdadeiro, é contagiante.

Falar, argumentar, defender o que é de verdade é muito fácil, é espontâneo.

Misture-se, o mundo é grande e temos muito que aprender uns com os outros.

Bom, esse é apenas um conselho, que pode ser diferente do que você pensa.

Mas, fica aí mais uma idéia, vale a pena refletir. Boa sorte!

leo r.

O Evangelho não é religião.



Religião é sistema humano, disciplina humana, moral humana, sacrifícios humanos e desespero humano para agradar a Deus.

Religião é o homem tentando se religar a Deus, por seus próprios meios e justiças próprias e mediante um sistema de doutrinas ou exercícios espirituais, os quais, supostamente, fazem o homem chegar a Deus.

O Cristianismo como religião é melhor que o Judaísmo porque é mais aberto e não é uma religião cultural e étnica. É melhor que o Islamismo porque o Islã conseguiu ser mais louco e fanático do que o Cristianismo.

O Cristianismo é uma religião como qualquer outra, e, do ponto de vista do resultado histórico e existencial, é tudo, menos a melhor religião.

Até mesmo a Psicologia do Profundo, do Buda, é melhor do que o esquema moral e exterior das praticas religiosas cristãs por suas mensagens de amor ao próximo terem resultados mais proveitosos para a alma do que os obtidos pelo Cristianismo, visto que as morais e leis cristãs acabaram por matar a força do amor entre os cristãos.

O Cristianismo é religião.

Nele temos todas as formalidades das religiões, uma teologia moral, um corpo de doutrinas de forte influencia grega, e um sistema de governo inspirado pelos romanos, sem falar que a missa cristã é a repetição do sacrifício de Cristo, o qual é assim praticado para que a população pobre e simples fique sempre em permanente dependência do Cristianismo.

No Cristianismo Protestante e Evangélico, no inicio, se tentou resgatar a fé simples e original. No entanto, menos de 60 anos depois, tudo já era como dantes do Quartel de Abrantes.

Assim, os ritos, as formas, as imagens de santos, as heresias gritantes e a convergência do poder de Deus e da representação de Deus feita pelo Papa, apenas foram substituídas por outras coisas no Cristianismo Protestante e Evangélico

No Protestantismo se diz que os pilares da Fé são:
As Escrituras, Cristo, a Fé e a Graça.

Mas, na prática, as Escrituras no Protestantismo são maiores do que Cristo, o qual já não basta conforme a manifestação de Deus em Jesus, sendo necessário que a isso se junte um corpo de doutrinas morais tiradas das Escrituras, não importando se caíram ou não em obsolescência de acordo com o que diz o Novo Testamento (em Hebreus, por exemplo).

Cristo, no Protestantismo prático e histórico, acabou por ser feito o Salvador da Chegada. Depois o indivíduo O confessa diante da “igreja” e daí para frente tudo o mais depende da relação da pessoa com a “igreja”; e, sobretudo, a igreja que se diz capaz de manter a salvação por obras próprias.
Ou seja: Cristo salva de Graça na chegada; mas a “igreja” assumiu a franquia do pedágio.

A Fé, também no Protestantismo, se tornou um corpo de doutrinas, e não mais a coisa simples e singela ante a qual Jesus dizia a pagãos de todos os tipos: “A tua fé te salvou!”

E, por fim, a Graça no Protestantismo nada mais é do que a doutrina que justifica a razão pela qual Deus pôde se relacionar com os homens sem transgressão de Sua parte. No entanto, na pratica, isso só existe na chegada também.

Quando o individuo crê, diz-se que ele recebeu Graça. Porém - no Protestantismo - daí em diante, nada mais tem a ver com a Graça, mas sim com a justiça própria de cada um, a qual pode se manifestar como santidade moral, como legalismo de exterioridades, como participação assídua nas reuniões, como contribuição financeira feita como “ofertas” ou “pagamento do dízimo”, e como esforço de conformação à cultura evangélica, a qual, no curso dos anos, também, na pratica, se tornou meio de salvação.

A fé em Jesus nada tem a ver com as invenções feitas pelo Cristianismo.

Basta ler os evangelhos e ver se há no Cristianismo os sinais daquela leveza, singeleza, graça, amor, misericórdia, poder de curar; e aquela vontade compassiva e inclusiva que você vê em Jesus em todos os Seus gestos e movimentos.

A “igreja” diz que estão todos perdidos.

Jesus apenas disse que muitos publicanos, pecadores e meretrizes precederiam os mais rigorosos filhos da mais estrita e legalista religião da terra—o judaísmo dos dias de Jesus.

Jesus também disse que muitos haveriam de vir dos quatro cantos da terra a fim de assentarem-se com Abraão, Isaque e Jacó na mesa da Festa do Reino, enquanto muita gente com pedigree religioso ficaria de fora.

Paulo diz em Romanos 2: 12-16 que quem nada soube de coisa alguma, haverá de ser julgado pelo que recebeu, não pelo que não recebeu; posto que Deus não é como aquele que colhe o que não semeou e que ajunta o que não espalhou.

O fato é que Jesus é SUMO SACERDOTE segundo uma Ordem sacerdotal não religiosa, e que não se prende a nenhuma genealogia sacerdotal, cultural, étnica, moral ou religiosa.

Além disso, João diz que Ele é a Luz que vinda ao mundo ilumina a todo homem.

Portanto, eu digo: Ele é um Deus que fala de si mesmo e que não se deixou prender ao capricho perverso da boca de homem algum.

“Por toda a terra se faz ouvir a Sua voz, e as Suas palavras até os confins da terra”—e isto com ou sem testemunho de homens; isto se a utilização que Paulo faz do salmo 19 (onde tais palavras estão escritas), em Romanos 10, for coerente com o que o salmo anuncia; ou seja: que há um testemunho de Deus no mundo, na natureza, na vida, nos sonhos, nas noites, nos dias, nos acontecimentos da existência — e que carrega a voz de Deus até ao coração dos homens.

Deus é amor e Seu amor é justo e gracioso.


A quem ouviu o Evangelho, cabe abraçar essa dádiva como imensa Graça, e, assim, usufruí-la, e, quem sabe, fique tão cheio dela e do amor de Deus, que descobre que quem prega a Boa Nova o faz porque deseja que todos os homens conheçam a libertação do medo da morte, da tirania dos espíritos, da angústia do diabo, do controle dos homens, do poder manipulador do curso deste mundo e da influencia maligna que alcança com entendimentos falsos as mentes da maioria dos seres humanos.

Assim, deixemos as religiões, crendo que Deus ama e cuida de todos os homens; e abracemos o Evangelho, descansemos na Graça, e caminhemos pela Fé no que Jesus já fez e consumou em favor de todos os homens, reconciliando o mundo com Deus mediante a Sua Cruz.

ADAPTADO